História The Daughter Of Enemy - Second Season - Capítulo 60


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Pattie Mallette
Tags Criminal, Revelaçoes, Romance
Visualizações 455
Palavras 4.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como vocês estão? Espero que estejam bens bebês <3
Espero que gostem do capítulo assim como eu gostei de escrevê-lo <3
Leitores novos sejam bem-vindos (a)
Boa leitura anjos e eu vejo vocês nas notas finais, por favor, leiam as notas finais amores é muito importante. <3

Capítulo 60 - This is me...


Fanfic / Fanfiction The Daughter Of Enemy - Second Season - Capítulo 60 - This is me...

POV. Justin Bieber

Após as crianças soltarem as pernas da Mel ela sai correndo e eu a acompanho e começo a seguir os seus passos. A mesma logo para perto da piscina e fica olhando para água azul.

– Vocês realmente sentem a falta dela. – diz sem me olhar. – Mas eu não sou ela.

– Crianças não se enganam. – digo olhando para água. – Eles sentem que é você a mãe deles.

– Eu não me lembro de nada. – ela diz com os olhos marejando. – E sim, eu tenho uma cicatriz na minha coxa esquerda. – termina de dizer e levanta um pouco o vestido me dando visão de sua cicatriz feita pela Morgana.

Ela volta o seu olhar para mim.

– Me ajuda a lembra-me de vocês? – me pede esperançosa e eu sinto o meu coração pulsar forte contra o meu peito.

– Eu vou te ajudar. – sussurro e puxo-a para um abraço enquanto afago os seus macios fios de cabelos. – Eu vou te ajudar.

Ela se separa rapidamente do abraço e me fitam com seus lindos olhos verdes.

– Agora nós podemos entrar. – digo pegando ela pela mão. – Eles não vão fazer mal algum a você.

Começamos a caminhar de volta para casa.

– Pessoal. – chamo a atenção deles. – Ela precisa descansar, está sendo tudo muito novo para ela.

Eles assentem e eu começo a subir as escadas com ela que olha tudo com eficiência. Paro na porta de nosso quarto e abro notando que o quarto continua do mesmo jeito que ela o deixou.

Ela entra no mesmo olhando tudo com curiosidade. Ela caminha até o criado-mudo e pega um porta-retrato vendo a sua imagem no mesmo. Vejo-a passar os dedos sobre a foto vagarosamente.

– Esse é seu quarto. – digo e ela me olha. – O nosso quarto. – seus olhos se arregalam. – Não, eu não vou dormir aqui com você. – suas expressões se suavizam.

– Posso ficar sozinha? – ela pergunta se sentando sobre a cama.

– Claro que sim. – digo e saio do quarto a deixando a sós.

Ao chegar à sala encontro o pessoal todo reunidos enquanto conversam. A Lizzie está com os olhos completamente vermelhos.

– Vocês estão vendo que não vai ser fácil, mas agora mais do que nunca eu preciso da ajuda de vocês para ajudá-la a recuperar a memória. – digo. – E ai vocês estão comigo?

– Lógico que sim. – eles dizem em uníssono levantando as mãos.

– Ei, mais baixo a Amélia está dormindo. – Cait nos reaprende e olha para a pequena que dorme serenamente em seus braços.

– Nós somos uma família Dude. – Chris bate em meu ombro eu vejo todos se levantarem para me dar um abraço coletivo.

POV. Mellissa Collins

Uma semana se passou desde que cheguei a essa casa, estou mais tranquila, eles estão tentando me ajudar a recuperar a minha memória. Eu fui diagnosticada com um quadro de amnésia retrógada.  E conforme o médico o indivíduo se recorda apenas dos fatos ocorridos depois de um trauma sofrido, esquecendo-se dos fatos passados. E ele também disse que eu tenho que excitar a minha mente e as pessoas daqui estão me ajudando e eu vou começar a ter acompanhamento médico.

Dois dias atrás saiu o resultado do exame do DNA que eu fiz e provou mesmo que eu sou filha da Soraia.

E a cada dia que passa eu me convenço que eu sou essa tal Mellissa que eles tanto falam.

É manhã e o Justin não está em casa, ele disse que iria trabalhar hoje.

Passo na porta de um quarto ao lado do meu e vejo a garotinha de cabelos castanhos escuros que se chama Megan ajoelhada no pé de sua cama. Aproximo-me da porta para ter uma melhor visão.

– Papai do céu porque a minha mamãe não se lembra de mim? – e novamente um arrepiou percorre todo o meu corpo.

– Posso entrar? – dou uma leve batida e ela levanta ainda vestida de pijama e me olha com os seus olhos castanhos idênticos aos do pai, eles se parecem muito até mesmo no temperamento.

– Sim mamãe. – me chama assim e minhas pernas fraquejam, não sei por que mais toda vez que eles me chamam de ‘’mamãe’’ é como se eu fosse lembrar-se de algo, eu até mesmo forço a minha mente, mas eu realmente não consigo me lembrar de nada.

– Você tem aula hoje? – pergunto tentando puxar assunto e ela assente com a cabeça.

– Então está na hora de seu banho. – digo e ela assente correndo para o banheiro.

Sento em sua cama e fico olhando as suas coisinhas. Passo o meu olho e eles param na cabecearia da cama onde eu vejo a Megan na piscina ao lado da uma mulher que eles afirmam que seja eu.

Pego o quadro em minha mão e o fito paciente.

Forço a minha mente e nada.

Logo vejo a pequena sair do banheiro enrolada em sua toalha e começa a se vestir com o seu uniforme que está separado sobre o pufe de seu quarto. Quando ela se veste ela olha para as meias em suas mãos.

– Você pode me ajudar? – me mostra as meias e eu confirmo com a minha cabeça a vendo caminhar em minha direção.

– Megan. – ouço a voz da mulher que se eu não me engano é Sarah, a babá das crianças.

– Bom dia senhora. – seu olhar para em mim.

– Bom dia e, por favor, só você. – vejo que as bochechas dela coram.

– Eu vim te ajudar Meg.

– Não precisa tia Sah. – a pequena é educada. – A minha mamãe ela já está me ajudando.

– Tudo bem. – ela sai do quarto. – Vou preparar a mamadeira dos seus irmãos, creio eu que eles logo vão acordar, ontem eles dormiram muito cedo.

Ela deixa o quarto e eu coloco a meia na Megan que sorri.

Pego um pente rosa e começo a arrumar os seus cabelos. Faço duas Marias-chiquinhas no mesmo e fica muito lindas justo por seus cabelos estarem enormes.

– Vamos descer para tomar café? – a sinto pegar em minhas mãos e novamente o arrepio passar por meu corpo.

Eu tenho que me lembrar de algo.

[...]

Depois de Megan ir para o colégio eu ajudei a Sarah a cuidar dos gêmeos. Eles são um amor e a Jhoyce com aqueles olhos verdes, seus olhos são idênticos aos meus não, ela se parece muito comigo.

Agora estou aqui olhando para eles que estão sentados no sofá enquanto olham atentamente para a TV onde passa um desenho do Bob espoja. O Justin disse que é o desenho favorito deles e o da Megan é o da Moranguinho.

– Eles são tão calmos assim? – tiro o meu olhar deles e fito a Sarah que está sentada ao meu lado aqui no sofá.

– Bom, o menino Josh é elétrico e se irrita fácil, é nervoso. É a copia do senhor Bieber e da menina Megan. Já a Jhoyce é sempre muito calma, ama dormir e é a copia da senhora. – ela arregala os olhos. – Me desculpa?

– Tudo bem. – dou um sorriso.

Escuto passos se aproximando e logo uma mulher de cabelos longos pretos e olhos azuis aparecem com uma garotinha no colo.

Se não me engano é a Lizzie.

– Oi. – ela diz caminhando em minha direção colocando a garotinha no chão que logo corre deixando um beijo molhado em minha bochecha e vai sentar com os gêmeos para ver TV.

– Oi. – respondo e ela se senta ao meu lado.

– Vim passar o dia com você. – ela olha para as mãos com a cabeça baixa. – O que quer fazer? – levanta a sua cabeça e me fita nos olhos e eu vejo que os seus estão marejando.

– Por que você quer chorar? – toco em sua mão esquerda e ela segura firme em minha mão.

– É difícil. – ela sussurra. – Ah, eu pensei que tinha te perdido para sempre. – ela passa a sua direita sobre os seus olhos limpando as suas pequenas lágrimas que descem. – Mas agora você está aqui, contudo não se lembra de nós e é duro te ver assim Mel. Eu espero que você consiga recuperar logo a memória. Eu te amo amiga e quero que fique bem logo.

– Se vocês me ajudarem. – sinto os meus olhos marejarem também. – Eu tenho a certeza que eu irei conseguir me lembrar de vocês.

– Posso te dar um abraço? – ela pergunta e eu assinto com a cabeça e estendo os meus braços na direção dela a acolhendo em um abraço aconchegante.

Essas pessoas realmente gostam de mim. Eles estão fazendo de tudo para me ver sempre bem, mas e o Louis? Eu só me lembro dele e sinto falta dele, ele é o irmão que eu conheço.

– O que quer fazer? – pergunta ao se separar do abraço e eu noto que ela está bem mais animada do que antes.

– Hum, deixe-me pensar. – a olho e ela sorrir me mostrando os seus dentes perfeitos e bem alinhados. – Você tem cara de que gosta de um banho de piscina. Hoje está uma manhã quente e o que acha de irmos tomar um banho?

– Ótima ideia. – se levanta. – Você me empresta um biquíni?

– Mas é claro que sim. – me levanto e começamos a caminhar em direção do meu quarto.

[...]

Estou na piscina a mais de uma hora com a Lizzie. Está sendo bastante divertido, ela é animada e consegue arrancar várias gargalhas de mim com seu bom humor. Dou um gole e meu suco de maça e fico olhando para esses seguranças de pretos transitando de um lado para outro. Têm muitos deles e chega a ser algo realmente constrangedor.

– Por que tem vários seguranças aqui? – pergunto tirando o canudo de minha boca e olho para ela.

– Porque precisamos de segurança. – ela diz se sentando na cadeira da piscina. – Sabe como são as coisas hoje em dia, não é mesmo?

Assinto com a minha cabeça e faço um coque alto em meu cabelo vendo que ela mexe em seu celular.

– Vamos dançar? – ela me olha sorrindo e coloca uma música para tocar e eu conheço essa música.

Sexy Bitch do Akon.

Eu tenho essa música em meu celular e sempre gostei de dançar ao som dela quando estava sozinha em meu quarto no Caribe.

Levanto-me na companhia de Lizzie e começo a dançar apenas vestida por um short Jeans e a parte de cima do biquíni. Começo a mover o meu corpo sensualmente ao ritmo da música. Dou um gole em meu suco e com a minha mão desculpada eu começo a passar por todo o meu corpo.

Sinto as costas dela colarem na minha e nós dançamos sem nos preocupar com nada apenas queremos nos divertir ao som dessa música eletrizante. Balanço os meus cabelos que estão molhados de um lado para outro e assim que olho para a minha frente vejo o Justin me olhando. Seu olhar está vidrado olhando para cada curva de meu corpo, as suas íris castanhas estão escuras e eu vejo um sorriso de canto em seus lábios.

Sinto as minhas bochechas queimarem assim que ele balança a cabeça saindo do transe.

– Mellissa. – ele diz caminhando em minha direção. – Eu marquei sua consulta para hoje e o doutor Henrique está ai. Ele é um psicólogo e quer conversar com você. Ele também vai te ajudar a recuperar a sua memória.

– Tudo bem. – digo e pego uma toalha para enrolar em meu corpo. – Eu já estou indo.

Vejo-o virar as costas e sair de meu campo de visão. Olho para a Lizzie e ela dá um sorrisinho já enrolada em sua toalha.

Após ter me trocado eu caminho até a sala que o doutor está e entro sozinha notando um homem alto, pele clara, olhos azuis e uma barba por fazer, ele deve está na casa dos 40 anos visto que seus cabelos grisalhos já dão o ar da graça. Ele está vestido por uma calça social preta e uma camisa social de manga.

– Bom dia senhora, Bieber. – ele diz e eu sinto o meu rosto arder pelo ‘’senhora Bieber’’.

– Bom dia. – digo me sentando em uma poltrona.

– Pelo o que eu vejo aqui a senhora foi diagnosticada com um quadro de amnésia retrógada.

– Doutor, será que eu vou conseguir lembrar-se de algo? Vai ser difícil? – pergunto e umedeço os meus lábios com a minha própria língua.

– Senhora, a informação é armazenada no sistema límbico do cérebro que também é encarregado de resgatar as lembranças esquecidas. A gravidade da amnésia pode varia em função de diferentes graus. Por exemplo, uma pessoa pode ter dificuldade em adquirir novas informações e aprendizados. Às vezes, outras pessoas conseguem facilmente recuperar a memória ao retornar a rotina do dia a dia porque isso ajuda a renovar a mente.

– A amnésia retrógada afeta de forma especial aqueles episódios que aconteceram próximo ao momento que causou a amnésia. – ele continua a me explicar. – A amnésia se refere à perda de informações de uma pessoa sobre acontecimentos ocorridos na memória de curto ou longo prazo. A amnésia é ocasionada por acontecimentos traumáticos com um acidente ou a ingestão de medicamentos fortes e conforme o senhor Bieber a senhora sofreu traumas, e uma acidente, foi baleada entre outras coisas. – um arrepio passa pela minha espinha.

– Mas se a sua vontade for maior com toda a certeza você vai conseguir. – me afirma. – E eu vejo que o senhor Bieber está disposto a tudo para ajudá-la.

– É normal eu me sentir assim tão confusa, desorientada e com medo? – pergunto.

– Sim, visto que quando uma pessoa sofre amnésia, ela se sente desorientada porque as lembranças são fundamentais para dá-la segurança e confiança.

Continuamos a conversar.

[...]

É noite e eu estou em meu quarto assistindo a uma serie bem legalzinha. É apenas 07:50 da noite, mas eu decidir me recolher, estou um pouco cansada depois do dia longo que eu tive hoje.

Depois que o médico foi embora eu passei à tarde com a Clarice e a Pattie e elas são muito legais, a Clarice me ensinou até mesmo fazer um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, e as crianças então, amaram.

O sono começa a chegar, desligo a TV e me aconchego mais entre os meus cobertores.

Ouço uma batida na porta e múrmuro um ‘’entra’’ vendo a porta se abertar a seguir dando visão da pequena Megan.

– Mamãe eu posso dormir aqui? – pergunta me fitando com os seus olhos bem atentos.

– É claro que sim. – ajeitou um dos travesseiros ao meu lado e ela caminha em minha direção com seu urso de pelúcia.

– Boa noite. – beijo o topo de sua cabeça assim que ela deita ao meu lado e eu a cubro com um dos cobertores beijando bem aquecida. – Sonha com os anjinhos. – ouço a sorrir e logo ela vai fechando os seus olhinhos assim que eu começo a fazer cafuné em seus fios.

Dou um beijinho em sua testa e me deito ao seu lado, puxo o seu corpo para perto de mim, a abraço e logo caio no sono.

– Não. – acordo gritando e suando, o meu peito está ofegante e minhas mãos trêmulas.

Abro os meus olhos e olho para o lado perecendo que foi apenas um sonho ruim. Olho para o lado e a Megan dorme toda esparramada na cama, com minha respiração ofegante.

Levanto-me vestida apenas pelo meu micro pijama de dormir.

Cubro o corpo da pequena que dorme serenamente e caminho em direção da saída do quarto, deixo o mesmo e encontro com o Brad correndo no corredor brincando com uma bolinha cor de rosa. Quando ele nota a minha presença começa a latir e abanar o rabinho em minha direção e eu logo o pego em meu colo o sentindo lamber o meu rosto.

Quando chego à sala o deixo no chão e caminho em direção da cozinha vendo que a mesma está com a luz acessa. Caminho em passos lentos e quando entro encontro o Justin sentado em uma cadeira e com o corpo debruçado sobre a mesa, mas assim que ele escuta os meus passos levanta a sua cabeça para me fitar.

– O que faz aqui à uma hora dessas? – ele pergunta e eu logo direciono o meu olho para o relógio da cozinha e no mesmo marca 02h00min horas da madrugada.

– Tive um sonho ruim e acordei assustada e com isso não conseguir mais dormir. – caminho em direção da geladeira e abro pegando uma garrafa de água e no armário eu pego um copo e me viro caminhando em direção da mesa vendo que os olhos de Justin estão vidrados em mim.

– O que aconteceu no sonho?

– Não me lembro de muitas coisas, lembro-me apenas que eu estava tentando fugir de pessoas más, e desse sonho eu apenas lembro-me de um nome, o nome de uma mulher que se chama Morgana.

– Morgana. – ele sussurra entre dentes.

– Você a conhece? – pergunto curiosa dando mais um gole em minha calma vendo que seus músculos ficam tensos.

– Sim, ela é a causadora de tudo de ruim que está acontecendo. – ele cerra os pulsos e bate os cotovelos sobre a mesa fazendo um barulho que faz a fruteira balançar. – Ela, Marxuel e Zac quem você pensa ser seu irmão são os grandes causadores por você se encontrar com amnésia.

– Me protege. – digo sentindo uma angústia nascer em meu peito. – Me ajuda a me lembrar das coisas.

Peço e ele se levanta de sua cadeira e vem caminhando em minha direção, ao parar em minha frente ele me puxa para um abraço firme.

– Eu irei ajudar. – sussurra me apertando mais contra os seus braços musculosos.

[...]

Estou a mais de uma hora aqui com a Caitlin em meu quarto, o pessoal está vindo me visitar em dias diferentes para que eu possa ir exercitando a minha mente para ver se consigo recuperar logo a minha memória.

– Ela é tão pequeninha. – digo segurando a pequena Amélia em meu colo.

– Os seus filhos também eram assim pequeninhos. – ela diz olhando para a filha que está com os seus pequenos olhos verdes me fitando. – Tente força a sua mente e você vai conseguir se lembrar de algo.

– Eu ainda não consigo, às vezes tento me lembrar de vocês, mas vêm apenas borrões em minha mente. – toco nos dedos da pequena que começa a sorrir banquelo para mim que me derreto notando os traços dela, pela branca, olhos verdes, cabelos castanhos escuros e se parece muito com a mãe.

– Eu sei de uma coisa que vai te ajudar bastante. – ela diz animada se levantando. – No seu closet você guarda todos os seus álbuns de fotografias, peguem eles e você irá ver o quanto ficou linda durante as gestações, eu pude acompanhar a gestação dos gêmeos já que você estava aqui em Los Angeles conosco e você estava uma grávida muito radiante.

Vejo uma lágrima descer do canto de seus olhos. E eu suspiro firme e forte me levantando da cama e indo em direção de meu closet, entrego a pequena para ela e começo a procurar por álbuns e logo encontro alguns e nós nos sentamos no carpete do quarto enquanto eu folheio as folhas com bastante calma.

Começo a ver as fotos e todas estão muito lindas, chego até mesmo me emocionar ao ver fotos da gestação da Megan e dos gêmeos, e em todos os pequenos detalhes que eles me apresentam, eu sinto, eu me convenço de que eu sou essa Mellissa que eles tanto falam.

– Está vendo? – ela pergunta e eu assinto com a minha cabeça. – Eu lembro que quando eu descobrir que estava grávida da Amélia, eu estava insegura, tinha medo da reação do Chaz, não me sentia preparada, mas você Mel, você me mostrou que nós nunca estamos preparadas, me mostrou que eu iria aprender fácil, mostrou-me que aprendemos com os nossos pequenos ao passar dos dias, me ensinou que filhos são uma benção e eu sentir a magia da vida. E assim Mel como você me ajudou eu estou aqui para te ajudar agora minha amiga. – me puxa para um abraço de lado e eu coloco a minha cabeça sobre o seu ombro.

[...]

Estou na enorme sala de cinema assistindo a um filme de romance, romance definitivamente é o meu gênero favorito. O nome do filme é a última música que conta a história de Ronnie uma garota que mesmo após três anos da separação de seus pais, ela não aceita a história e ignora os contatos do pai. Mas mesmo assim a mãe dela decide que ela terá que passar as férias de verão com ele. Ronnie vai contrariada, E, além de fazer as pazes com o pai, conhece um gato de tirar o fôlego. (E que gato)

Já estamos quase no finalzinho.

– Esse é um dos meus filmes favoritos. – Karen diz bebendo um pouco de sua coca-cola. – Por isso eu resolvi o trazer para nós assistimos.

– É bem legal. – olha para ela sorrindo. – Eu estou até mesmo me sentindo uma adolescente de 16 anos, olha só o quanto o Wiil é lindo.

– Muito. – ela diz e eu recosto as minhas costas atrás da poltrona de couro atrás de mim.

Vemos que o filme acaba e nós começamos a conversar.

– E ai Mel você está conseguido se lembrar de algo? Está conseguindo se lembrar de nós?

– Ainda não. – sou sincera. – Tento me lembrar, contudo vejo apenas borrões, mas eu vou conseguir porque eu sinto que vocês são especiais para mim do mesmo modo que eu sou para vocês.

– Eu sei que vai minha amiga. – segura em minhas mãos. – Você é forte, já passou por tantas coisas e quando nós menos esperarmos você vai se lembrar de nós.

[...]

– Lizzie você tem certeza que esse vestido está bom? – pergunto me olhando no espelho vendo um vestido longo rosa cobrir todo o meu corpo, ele tem uma barra por cima dos seios e em minha coxa bem uma pequena fenda, o tecido do pano e delicado e que fica bem arrumando em meu corpo.

– É claro que eu tenho. – ele caminha em minha direção com uma saia longa estampada com flores e vestida por um cropped branco.

– Será que o Justin irá gostar? – pergunto, e me arrependo imediatamente, porque mesmo eu quero o agradar?

– Querendo agradar o Bieber? – ela diz escandalosa. – Está se lembrando de algo Mel? Está louca para rebolar naquele pau, não é mesmo safada?

– Lizzie. – grito e sinto as minhas bochechas esquentarem me deixando completamente envergonhada. – Me deixa terminar de me arrumar sozinha, você está me atrapalhado.

– Te espero lá embaixo. – ela diz caminhando em direção da saída de meu quarto.

Volto a olhar a minha imagem no espelho e começo a fazer um traça de lado em meu cabelo, na pontinha eu coloco uma Xuxa branca para que meu penteado não desmanche.

Pego apenas um batom clarinho e passo em minha boca.

– Está pronta? – ouço o rangi da porta e me viro para trás vendo o Justin, ele está muito bonito, está com uma bermuda surrada Jeans e com uma camiseta preta deixando os seus músculos e tatuagens bem expostas, em seus pés estão um vans preto e em seu pescoço duas correntes de prata que brilham bastante.

– Uh. – balanço a minha cabeça me livrando do transe. – Estou sim, eu apenas preciso pegar o meu chinelo.

Ando até a cama e pego o meu chinelo que está no chão de frente para a mesma, calço os mesmos e sorrio para ele que retribui em um pequeno sorriso.

– Você está muito linda. – diz.

– Obrigada, você também está. – digo e começamos a sair do quarto. – Para onde vamos mesmo?

– Relembrar os velhos tempos. – ele diz e eu fecho a porta atrás de mim. – Vamos jantar em um restaurante com vista para o mar.

– O mar. – sussurro baixinho para que somente eu escute, o mar faz me lembrar do Caribe.

– Arrasou senhora Bieber. – escuto o grito escandaloso da Lizzie e faço uma cara feia para ela e vejo que o pessoal todos estava apenas nos esperando.

[...]

– Minha filha. – Soaria diz me abraçando, eu acabo de chegar aqui com as crianças e o Justin em sua casa. – É tão bom te ter aqui de volta. – separa do abraço e fita os meus olhos. – Eu nunca vou te deixar, minha Mel. Você não sabe o quanto eu sofri durante esses meses que achei que você tinha falecido. – sinto um aperto em meu peito. – Você é a única pessoa que eu tenho e pode ter certeza que eu daria a minha vida pela sua.

– Eu quero muito me lembrar de você. – pego em suas mãos e beijo as mesmas sentindo minhas lágrimas descer por meus olhos.

– Vou te levar no seu quarto quem sabe você não se lembra de algo. – ela diz animada e eu concordo a seguindo.

Passamos por uma enorme sala e subimos as escadas chegando ao um corredor cheio de portas marrons. Caminhamos mais um pouco e paramos de frente para um quarto.

– Pode abrir. – ela me incentiva. – É o seu quarto. – olho para ela e sinto as minhas pernas fraquejarem. – Eu sei que você consegue. – ela me olha e eu olho para trás notando que o Justin está ansioso.

Com toda a minha coragem eu giro a maçaneta do quarto e sinto uma pontada forte em minha cabeça que me faz gritar os fazendo caminharem em minha direção e me envolverem em um abraço.

Sinto as minhas mãos tremerem. Olhando para essas paredes pintadas de branco é como se voltasse ao tempo. As janelas estão abertas trazendo ventilação para o quarto. Sinto flashes passarem em minha cabeça me fazendo lembra-me de tudo, exatamente de tudo e de todos. Caminho mais pelo quarto e passo os meus dedos sobre a colcha branca que está forrando a cama. Olho para a prateleira de livro e sorrio em meio de minhas lágrimas.

– Desde que você saiu de casa eu e o seu pai nunca tivemos coragem de mudar o seu quarto e você sabe disso. – escuto a voz da mulher que me deu a vida dizer e eu caminho até uma porta retrato que tem em cima do criado-mudo ao lado de minha cama. O pego em minhas mãos vendo que sou eu, meu pai que não está mais entre nós e a minha mãe.

Essa sou eu. – digo me virando para eles que estão com os olhos repletos de lágrimas enquanto me fitam.


Notas Finais


Então eu demorei um pouco, fiquei apenas uma semana sem postar aqui e estava morrendo de saudades de vocês, sério mesmo, mas vamos para as minhas explicações, eu já tinha escrito esse capítulo, contudo eu resolvi acrescentar mais algumas coisas e detalhar, eu achei que seria interessante mostrar as amigas da Mel a ajudando a recuperar a memória e a dizendo que iria ficar bem, e como prometido aqui está esse capítulo grandão para vocês... *-*
Eu super amei escrever esse capítulo e espero que vocês gostem também pois eu o escrevi com muito amor e carinho. A nossa Mel recuperou a memória meus amores \o/ E ai você estão felizes? O que vocês acham que vai acontecer de agora em diante?
Quero todo mundo usando essa tag lidíssima nos comentários de hoje: #AMelRecuperouAMemoria.
Chorei tanto escrevendo esse capítulo. (sei que sou chorona, mas é que tipo eu sou muito apegada a esses personagens)
Pirulito que bate-bate pirulito que já bateu quem gostou do capítulo da um grito e comenta ‘’eu’’... (8
Continuem aparecendo amores, é tão bom ter vocês aqui dando a opinião e dizendo o que estão achando da estória, e só Deus sabe o quanto eu amo responder vocês, nenês. <3
Qualquer duvidar é só entrar em contato comigo através das minhas redes sociais.
Instagram: https://www.instagram.com/nuneesmiih/ (@Nuneesmiih)
Fale comigo no twitter: https://twitter.com/nuneesmiih (@Nuneesmiih)
Ask: https://ask.fm/nuneesmiih
Obrigada por ler <3
Beijinhos da Miih. Eu amo vocês amores <3


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