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História The Daughter of White! - Capítulo 8


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Notas do Autor


Se houverem erros ortográficos eu peço paciência, estarei os consertando o mais rápido possível.

Capítulo 8 - Você Pertence a Mim.


 

O menor ruído me fez imediatamente parar o que estava fazendo, me concentrando nas minhas chances de achar o que causava esse barulho. Respirei fundo, independente da crescente sensação que eu tinha em meu corpo, que se manifestava a partir do meu estômago e seguia para todos os lados, quase monopolizando minhas pernas e braços juntos de uma única vez, mas não os consumindo por inteiro. Senti de uma única vez que infelizmente estava tudo havia acabado, avancei sobre o chão ao detectar o mínimo cheiro possível.

— Vinte metros, mas é pequeno...— de uma única vez eu corri essa distância, mas por um mínimo erro de cálculo eu o deixei escapar por alguns segundos.

Era uma criatura branca, pelos segundos mínimos em que a segurei eu pude sentir que era felpuda, ela corria bastante, mas definitivamente não mais que eu, a alcancei com uma corridinha e um pulo na direção contrária ao sentido dela, a encurralado em uma pedra, sem esperar mais segundos avancei sobre a criatura e cravei meus dentes sobre a garganta, embora não fosse ser o suficiente, era o que eu tinha em mãos por aquele momento. Aquela criatura também tinha sangue, e por meu descuido ele espirrou todo em mim, então já não havia desculpa plausível para esbarrar com alguém e conseguir fugir desse alguém naquela situação.

Por outro lado a carne fresca me fazia muito bem, me concentrava unicamente em dilacerar os pequenos pedaços e em não me preocupar com a quantidade de pelos que aquela criatura tinha, já que tudo aquilo seria útil para o meu corpo de qualquer forma. Apesar de ser pouco, aos poucos a minha pele voltava a sua tonalidade normal, mas agora minhas mãos estavam sujas do sangue daquele animal, e restava meu corpo sentado sobre o chão ofegante e ao mesmo tempo assustada com o que havia acabado de acontecer.

Minhas feridas agora já não existiam mais, e permaneci sozinha encostada sobre uma árvore um bom tempo, unicamente com a cabeça daquela criatura que fora a única que não devorei, até que decidi a jogar ao longe, revelando que acertei alguma coisa... ou melhor, alguém, e esse alguém grunhiu em resposta a ação, deuses, o que eu fiz e acertei? Imediatamente eu tentei limpar os restos do meu rosto e escondi-me atrás da árvore a qual me encostei.

— M-mas, quem esta aí? — Me mantive parcialmente escondida.

— Hm? Já não é o suficiente fazer um barulho absurdo para comer um único Coelho? Tem de ser escandalosa e descuidada assim? — Era a voz de Shuu, era definitivamente a voz de Shuu, não podia ser... ele havia me visto?

— Eu... Eu não estava comendo o coelho, você está louco? — Eu o imediatamente assemelhei que era assim que se chamava o bicho, eu o tentei refutar, mas era difícil se eu não conseguia pensar em respostas plausíveis para o que ele supostamente havia visto.

— E ainda definitivamente não sabe mentir, a receita de uma mulher burra.— Senti alguma coisa agarrar meu pulso com força, que me fez estalar um grunhido de agonia.— Você é uma vampira, essa é a única explicação.— ele apertou com força meu pulso, senti um barulho de estalo, mas nenhuma dor veio, ele estava esmagando meu pulso, o quebrando, mas não havia dor, o que é estranho porque antes quando Subaru me mordeu... eu senti dor.

— N-não... me largue, me largue!!— Puxei com força a minha mão, ao bater em seu peito com força, mas serviu para o deixar com mais raiva.

— Isso não dá para ignorar, uma vez que você nos põe em perigo.— Em outras palavras, ele podia ser um filho da puta preguiçoso, mas ele não iria me ignorar.

Dito e feito, em segundos me arrastou de volta até a entrada da residência, praticamente abrindo as portas com violência e quase as quebrando, me jogou no chão com força, eu acho que não devia o ter subestimado. Percebi que ele não conseguiu quebrar meu pulso, mas o colocou fora do lugar, e eu tive de resolver isso apertando bem a lesão avantajada do osso, ao invés de tentar colocar do jeito tradicional. Eu de nada pude fazer, até porque o alvoroço que Shuu fez ao entrar foi o suficiente para atrair mais gente, e em segundos já estavam Ayato e Laito junto do hall da entrada.

— Oi! Shuu, mas o que porra está fazendo?— Não é como se ele estivesse preocupado comigo, eu entendia que não, mas me senti repentinamente protegida.

— Aconteceu que estamos diante de uma vampira.— Não era, eu tentei negar, mas eles simplesmente não me deixavam falar,  me atrapalhando.

— N-não, isso está erra—Desta vez deparei -me com a presença de Reiji no hall, aos poucos eu ficava repentinamente cercada, enquanto Shuu agora segurava-me pelo braço.

— Mas o que está acontecendo? Por quê está fazendo toda essa bagunça no Hall da entrada?— tornou seus olhos a mim, os expressando desgosto mas, em seguida, uma felicidade descomunal que através de um único sorriso sorrateiro.

Não havia como me defender, havia sangue na minha roupa, era claro que do ângulo que eu estava eu podia girar e chutar o rosto de Shuu, mas no momento eu estava cercada de todos eles, quase que de forma instantânea eu senti uma tontura e uma dor na cabeça ao levantar, que se estendia por todo meu crânio partindo de um ponto no meio, que me fez ficar com a visão levemente turva, e toquei bem no ponto da dor ao puxar meu braço com força para que Shuu me soltasse. Eu soube que era o suposto chip, alguma coisa estava para acontecer em breve.

— Uma vampira, você disse...— Ayato começou a falar, mas logo foi interrompido pelo irmão.

— Mas isso é praticamente impossível, nós saberíamos se ela fosse uma.— como as coisas foram dar tão errado apenas no meu segundo dia nesse lugar? Eu fui descuidada.

— E 0se nem mesmo Subaru percebeu algo assim ao beber o sangue dela-— Eu logo não o deixei terminar.

— Isso não é verdade, eu... eu não sou uma vampira.— eu ainda estava tentando mentir, mas em minha face era evidente que o que eu estava dizendo não era verdade. Nesse momento crucial veio ao salão Subaru, e ele estava agarrando com o que não parecia ser força, pois a garota não reclamava, o pulso de Yui, a trouxe junto consigo? Eu sabia que ele não ergueria um dedo para me ajudar, e de nada ele ponderou, acontece que todos concordaram em me jogar numa tal de, masmorra? Eu não sabia o que era, mas o nome não era agradável.

Shuu agarrou-me por trás e por impulso eu fiz o que pensei antes, de uma única vez eu girei e lhe chutei a lateral da face, acho que por causa do meu tamanho ele chegou a imaginar que eu tentaria fugir, mas era isso que eu estava tentando fazer, então eu o acertei em cheio. Ele foi ao chão e restou o salão boquiaberto com o que eu havia feito, Reiji partiu para cima de mim, me agarrando pelo pescoço e erguendo meu corpo, aquilo não doía, mas me deu a chance de estender-me ao laçar as pernas em seu braço, com isso seus dedos escorregaram até minha face e meu pescoço estava livre, em resposta ele jogou-me no chão com força, e eu afastei ao colocar a mão no mesmo, meu pescoço estaria vermelho agora.

— Mas o quê, você realmente acha que é párea para mim?— A sua risada estremeceu com força meus sentidos, daí eu vi que Ayato agarrou Yui e sumiu com ela dali, pois estava muito assustada com a situação.

— Quer testar para ver? — Eu pus-me de pé, sendo surpreendida com o tal do Laito que me agarrou os dois braços de uma única vez, ele era forte por demais, mas eu também era, como ele era mais alto, colocar meu corpo para baixo não surgiria efeito, então com uma força eu o empurrei contra a parede e empurrei para o lado, o fazendo cair também.

Eram muitos, e ainda faltava mais um, eu não deixaria que me prendessem, mas embora eu fosse forte, não era párea para tantos não humanos de uma única vez, no final

Reiji conseguiu imobilizar meus braços, e Ayato voltou com uma corda em mãos, eu fui realmente amordaçada e jogada no fundo de um lugar escuro novamente, era frio e tinham ratos passando pelo chão, meus braços estavam firmemente amarrados para frente dessa vez,  e havia uma mordaça de pano na minha boca, eu sentia como se nunca tivesse saído das garras de Neil, nunca.

Minha cabeça ainda doía, era extremamente incômodo, eu estava ofegante de desespero, pois não havia fugido e chegado tão longe para absolutamente nada, estava de joelhos no chão encostada no canto do lugar, o barulho de algo que constantemente gotejava, e de água corrente enchia meus ouvidos e me fazia estar mais agoniada com aquele barulho, eu tentava constantemente forçar as amarras mas os nós eram numerosos e difíceis de desfazer, estava começando a achar que não haveria volta para mim. Passos no fundo do corredor que sucedia-se a aquele lugar, aproximavam-se lentamente de mim, segurei-me ao fim, no canto da parede mais ainda, lentamente a figura de um homem apareceu diante de mim, que eu conhecia e que já sabia que não gostava.

— Are, que bonitinha... — Este me chamou a atenção com uma voz melosa, seu rosto estava levemente corado e ele abriu  a minha cela, trancando-a atrás de si, um pico tomou novamente meu coração, eu não queria que Laito sequer me tocasse. — É uma pena que eu não posso tirar a mordaça da sua boca, eu adoraria ouvir seus gritos até enjoar e depois... depois de enjoar eu iria-—ele foi interrompido pela presença do garoto de cabelos roxos com o ursinho em mãos, eu também o odiava, eu odiava tudo.

— Cortar sua garganta, provavelmente...— Ele traçou uma risada que me ensurdeceu, eu tirei meu rosto das mãos de Laito, movendo-me para o lado.

— E depois você poderia virar uma das bonequinhas lindas de Kanato.— quanto mais ele falava, mais eu forçava as cordas em meus braços.

— Sabe que é injusto? Ayato?— Ayato estava lá também? Eu não o havia visto.— Que você e Shuu podem ter toda a Yui para vocês. Tecnicamente a vadiazinha aqui escolheu o Subaru.— Levou sua atenção ao ruivo de olhos esverdeados, ele mesmo ao qual eu sentei no colo. — Mas se a Yui já quer trocar vocês dois pelo Subaru, significa que podemos ficar com ela só para nós.

Trocar, como assim trocar? E Subaru concordaria com isso? Quero dizer, quem tem de concordar com isso sou eu, não ele. E se eu tivesse de escolher entre o Laito e fugir, eu definitivamente fugiria, nem que eu fosse morta em seguida, eu fugiria. Nesse momento um som estrondoso que eu identifiquei como se alguém batesse uma marreta contra a parede, observei e lá estava ele, exatamente perto da parede, havia acabado de desferir um soco contra a mesma que fez afundar o concreto, em seguida de um gesto agressivo para cima de Laito, que recuou alguns passos, Subaru gritou de forma agressiva:

— O que porra está fazendo aqui? Ela é minha, não coloque suas mãos sujas na minha comida.— comida era melhor que bastarda, entretanto.

— Ei! fique quieto porra, você faz barulho pra caralho seu idiota.— Ayato exclamou agressivo também, a boca dos dois era mais suja que o chão daquela cela, isso era certeza absoluta.— Eu só vim aqui porque Reiji estava pegando no meu pé, para ver como estava o seu projeto de aberração. Onde está a panqueca? não deixe a panqueca chegar perto dela!— ele trocou olhares raivosos com Subaru.

— Sorte sua que Subaru chegou, eu queria demais mexer com você, vadia.— Lancei sobre Laito um olhar raivoso, aproveitei que ele estava perto o suficiente e como as minhas mãos estavam para frente, e amarradas até mais acima do cotovelo, naturalmente meus braços estavam mais pesados e meus dedos entrelaçados, acertei em cheio o queixo de Laito com as duas mãos, fazendo força com a sua cabeça para cima, com certa dificuldade eu levantei e estava pronta para lhe dar o pontapé tente a face, mas Subaru foi mais rápido em segurar minha perna com força, me fazendo cair no chão e grunhir em raiva.

— Mas olha só o que a vadia vez.— O canto da boca estava sangrando, acho que ele mordeu a língua com as próprias presas, ele me olhou de um jeito mais profundo e cheio de seriedade. — Isso não vai ficar assim. — levantou-se.

— Tem sorte de estar com Subaru, porque ele vai te proteger.— Deu as costas saindo, Kanato acabou o acompanhando, mas Ayato ficou.

Subaru veio até mim, mas ele não me machucou, meu olhar ainda era profundo e arrependido, não o impedindo de me livrar da mordaça que machucava minha boca, minha mandíbula estava dolorida, e eu estava ofegante te e cansada, aquele lugar escuro fazia de mim mais fraca.

— Isso é tudo sua culpa, se tivesse me dito mais cedo, quando eu pedi...— agarrou minha mandíbula, sem me machucar, fechei um dos olhos em resposta.— Você não estaria aqui.— Senti passar o que eu vi ser uma lâmina de metal pelas minhas cordas, Ayato me olhou enjoado e não demorou muito mais tempo ali, foi embora logo em seguida. Meus braços estavam livres finalmente.

— Por quê me soltou?— abaixei a minha cabeça em resposta.— Reiji não vai gostar de me ver livre.

— Dane-se aquele bastardo, você é todinha minha.— Agarrou possessivamente meu rosto de novo, mas sem aplicar força em suas mãos.— Essa é a consequência que vai ter de arcar por ter me escolhido.— Seu olhar era tão sério e tão profundo.— Tudo seu pertence a mim, seu sangue, seu corpo...— Eu achei estranho o ver citar-me assim, suas mãos desceram pelas minhas costas e eu me vi acolhida em o que parecia ser um abraço. Não demorou e eu desmoronei.

— Me deixa sair daqui.— Eu agarrei o tecido de seu blazer com força, e ele me pegou no colo de modo que minha cabeça pudesse descansar sobre seu ombro, eu estava realmente cansada e não me privei disso.— Não deixe me trazerem para cá de novo, eu jamais saberia o que eu conseguiria fazer se estivesse com raiva.
Não tivemos andar, principalmente porque ele fez aquela coisa de sair e aparecer nos lugares do nada, estávamos naquele quarto de novo, mas estava ligeiramente diferente.

A varanda estava fechada novamente, e aquela cama onde ele me jogou já última vez, estava simplesmente aos montes na outra parte do quarto, estava toda quebrada, eu fiquei boquiaberta por alguns segundos, ele simplesmente havia destruído tudo, até mesmo o colchão que parecia ser pesado, estava jogado para um canto. Seu quarto estava uma bagunça, mais para o lado havia o que parecia ser... Eu não sabia o que era aquilo, mas parecia na cama, de verdade.

— O que é isso?— Eu me abaixei rente ao chão para tocar, revestido em madeira preta, era vermelho e forrado por dentro.

— Não coloque suas mãos ai assim no meu caixão, ande logo e vá tomar banho.— Ele praticamente me pegou pelo braço e me arrastou até uma segunda porta que até então eu não havia visto, mas ele me jogou lá dentro.

Estava escuro, porém perfeitamente limpo, acendi a luz e observei bem aquele enorme banheiro, logo estive me sentindo injustiçada, não que eu estivesse me sentindo ingrata, mas no meu quarto não havia banheiro, eu teria sempre que me deslocar pelos corredores da mansão com toalhas ou acessórios que deixariam claro que eu iria estar nua em alguns minutos, e como eles tinham essa mania de aparecer nos lugares, era prato cheio para caras como Laito, a quem eu sabia que faria sim aquele tipo de coisa.

O chão do seu banheiro era em mármore branco, os móveis eram em for bege e tudo aquilo seguia o mesmo padrão, tinham cara de serem antiguidades e raras, eu não acanhei-me por estar com Subaru, a companhia a qual eu estava aprendendo a apreciar, mas ainda era muito pouco, eu despi-me das roupas de Yui que estavam sujas, nos meus braços já não restavam mais as marcas das cordas de muitos atrás, eu tomei um banho rápido pois eu estava incrivelmente sonolenta, o que era novidade para mim porque, eu não tinha o costume de dormir na base lunar, exceto por dias em que Neil precisava estar longe por missões externas, não que fizesse falta, mas era bom poder dormir, motivo ao qual eu atribui a culpa a atmosfera diferente. Eu me pergunto o que estava acontecendo na Base lunar nesse exato momento...

Percebi que jogadas no chão como se não fossem nada estavam meu pijama e, bem... uma calcinha, pela forma com a qual estava tratado, imaginei que Subaru havia pego e preparado para mim, eu sorri de leve ao ver a forma com a qual ele fez. Ele deve ter ficado corado em ter de mexer com uma calcinha, ele parece ser desse tipo. Vesti o pijama, estava pronta para dormir, sim, eu estava cambaleando de sono, provavelmente em cima do colchão jogado no chão, o suposto “caixão” de Subaru,  bom, só podia caber a ele. Eu não queria dormir sozinha, Laito havia prometido voltar para me fazer pagar, eu não queria sair da cola de Subaru de jeito nenhum, queria que ele me protegesse, mas em troca eu teria que fazer ele confiar em mim, com isso eu terminei de arrumar meu cabelo, respirei fundo e saí do quarto a procurar pelo albino.

— Subaru? Ainda está aqui?— Levei meu olhar pelo quarto até o encontrar sobre a varanda lá fora, percorri o caminho até ele, eu tive de o tirar de seus pensamentos o cutucando em seu blazer. — Não fique bravo comigo por eu ter te chamado a atenção, mas você disse que eu devia ter te contado né, eu posso te contar agora...

 



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