História The Day Draco Malfoy Was Saved (Drarry) - Capítulo 53


Escrita por: e Fuck-me-lauren

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Drarry
Visualizações 307
Palavras 967
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EAI POVO
tava dificil hein? postar essa porrinha
mas que saco de chuva
espero que gostem do mesmo jeito
(percebam q eu assisti muito stranger things)

Capítulo 53 - Hyacintho et Rubrum


 

 

Hyacintho et Rubrum.

 

JUNHO

2003

DRACO e HARRY

 

No começo, não havia nada.

Então, uma luz.

Draco reconheceu o lugar de cara, antes tudo era branco, mas a sensação, de ser a única coisa existente no universo, continuava a mesma.

Ele olha ao seu redor, está suspenso, não no ar mas em outra coisa, era mais como não existir, como se seu corpo (nem isso, sua alma) não conseguisse se decidir entre o espaço e o tempo.

Ficava no meio.

Passara dias e dias preso ali, contando as horas,  flutuando, desistindo.

Então, Harry chegava.

Ao seu redor o que era antes branco treme e vacila, como algo se movendo atrás das cortinas, não é mais branco, e sim vermelho, azul, uma tempestade de raios e cores que ele não sabia que existia.

Estava se quebrando.

No começo, havia um.

Então, dois.

Harry gritava no momento em que apareceu, e continuou, enquanto Draco o encarava suspenso à dois metros de distância. Quando parou, simplesmente olhou ao redor, sua pele se iluminando momentaneamente com os raios brigando ao longe, observando as nuvens carregadas azuis e vermelhas.

“O que...?”

“São elas.” Draco diz, tem a voz suave, o rosto quieto. Ao longe mais um trovão que treme seus ossos, as cortinas vacilam por mais um momento, parecem que vão cair. “Elas estão brigando, por isso tomou conta, estava tentando pedir ajuda.”

“Onde estamos?”  

“Não tenho certeza.” Murmura. “Já estive aqui antes, só que era diferente. Não existia nada. Só eu.”

“Vazio?” Harry pergunta, se agarrando na barra do suéter vermelho como um bote salva-vidas.

“O tempo todo.” Confirma.

Ambos ficam em silêncio fúnebre, o peso da situação passando por seus corpos como água enquanto a tempestade continua. Não há chuva.

“Ela disse que não havia tempo.” Harry se vira, seus olhos verdes completamente escondidos na penumbra. “Está ficando mais perto.”

Draco fita, seu olhar cinza e pesado. Um relâmpago explode, e o ribombo do trovão vem logo depois.

Ele se lembra do truque que sua mãe lhe contava nas noites de chuva, de contar os segundos depois de um raio, quanto mais longo, mais longe as nuvens estavam.

Um raio.

Um.

Dois.

Três.

“Talvez acha que sabemos o que fazer.” Diz enquanto o trovão ecoa por todo o espaço em que nada ocupava.

“Eu não-”

“Eu também não sei.” Balança a cabeça.

Harry franze as sobrancelhas, um barulho dolorido saindo de sua garganta enquanto estica a mão, minimamente, a colando de volta segundos depois. Está na quina, o coração batendo no peito em desespero. Tem a sensação que no momento que tocasse Draco, no momento que suas peles se encostassem, ele desapareceria, e, assim, ficaria sozinho.

“Eu queria ter te salvado.” Sussurra. “Queria mesmo. Sinto muito.”

Draco solta um sorriso, triste mas sincero, trazendo os olhos para cima.

“Nem sempre podemos ser heróis, Harry.”

Um trovão explode, cada vez mais perto, e Draco vem junto, se aproximando lentamente como uma brisa.

“O que faremos?”

“Eu não sei.”

Está agora a trinta centímetros de distância, seu olhar sóbrio e sério. Harry se pergunta como consegue permanecer calmo assim, ele mesmo está entrando em pânico, a eletricidade da tempestade o deixando acordado como nunca.

Talvez Draco já tenha aceitado, já tivesse vindo antes, já tivesse entendido. Queria poder ter esse poder, o problema todo é que não consegue, simplesmente não consegue acreditar, não consegue aceitar a possibilidade de não venceram.

Draco suspira tristemente quando Harry começa a chorar.

“Merlin, eu-” Limpa os rios finos com a barra da camiseta.

“Está tudo bem.” Draco se estica. “Está tudo bem, querido.”

“Me desculpe.” Sussurra. “Eu fodi com tudo.”

As lágrimas ardem, não são um alívio e não o deixam mais levem, somente pesam, queimando os olhos e a pele como sangue, são água mas poderiam muito bem ser cortes, o peso em seu peito aumenta.

Draco toca em seu braço, gentilmente.

“Amor, eu-”

Então tudo para.

Harry mais sente do que vê quando acontece. A pressão se eleva, os trovões tão altos que seu estômago treme, vindo para o pescoço. Draco abre a boca de um jeito que não era natural, como uma marionete que teve as cordas cortadas, seu toque ficando rígido e mecânico. Harry só percebe depois, também, que estava fazendo a mesma coisa: mandíbulas torcendo e olhos vidrados, trovões ribombando pelo espaço vazio.

Ambos dizem, em palavras que não são suas, vozes emprestadas, erradas de um jeito que não se pode colocar o dedo no que: 

“É nosso.”

Era como se não fossem duas, mas sim dez, dezenas de vozes ao mesmo tempo, em conjunto como um coral, o som se prolonga, rebate em seus ouvidos e volta.

Harry se ilumina, como um raio, relâmpagos em sua pele. Ele parece prestes a explodir, soltando um grito esganiçado e cheio de agonia, tremendo, cabeça mãos corpo braços. Draco observa enquanto ele vira luz, energia, sente quando seus ossos se tornam líquido e seus órgãos poeira. Sente no calor de seus dedos e nos cílios queimando, no encerramento abrupto de todo o barulho.

Então, tudo é branco.

A tempestade para, o silêncio cai, sombrio, como um marco.

No começo, havia dois. Um chora e o outro sorri, um tem poder e, o outro, nada.

Um vai, o outro fica.

Por segundos e segundos horríveis não há reação. Olhando a luz Harry escorregar por entre seus dedos, fria e molhada, sólida, caindo na imensidão que existe abaixo dos seus pés, Draco tem certeza.

Tem a certeza que a magia foi concertada, e que ficou para trás.

Quer nunca teve escolha, pra começo de conversa.

Que esse é seu destino.

No intervalo entre tempo e espaço ele seria o único sobrevivente, vidro fino sobre pressão, até quebrar.

Antes, havia branco, e um garoto.

Depois, não havia nada.

Ele tremula, como uma vela, e, então, desparece. 



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