História The Dead's Unknown - Capítulo 11


Escrita por: e zacfire

Postado
Categorias High School of The Dead
Personagens Busujima Saeko, Hirano Kouta, Igou Hisashi, Komuro Takashi, Miyamoto Rei, Personagens Originais, Takagi Saya
Tags Highschool Of The Dead, Luta, Romance, Survival, Zumbis
Visualizações 56
Palavras 4.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas! Tudo bem com vocês? Trazendo mais um cap dessa fic de HighSchool Of The Dead! Escita por zacfire. Espero que gostem.

Capítulo 11 - Não duvide de mim.


Fanfic / Fanfiction The Dead's Unknown - Capítulo 11 - Não duvide de mim.

 

Silêncio.Kurama e Saya estavam do lado de fora esperando os outros chegarem. Mas até o momento nenhum sinal deles. Kurama olhou em seu relógio. Já passava das 10:30 e nada ainda, parecia que alguma coisa aconteceu.

 

- Eles estão demorando. – Comenta Saya em pé ao lado de Kurama.

 

- Eu sei. Deve ter acontecido alguma coisa. – Kurama fala pensativo. – O mais provável é que eles tiveram que fazer um desvio maior para chegar aqui. Ontem mesmo nós vimos como eles estão em todos os lugares.

 

- É, pode ser. – Saya concorda séria.Kurama querendo aliviar a preocupação da garota, falou.

 

- Não se preocupe. Eles estão bem. Aquele pessoal não morreria tão fácil.

 

- É, você tem razão. – Novamente Saya concorda.

 

Passou do meio dia e nada deles aparecerem. Kurama ficou de vigia, já Saya foi preparar algo para eles comerem. Não fazia sentido ficar sem comer enquanto espera por eles. Saya era uma excelente cozinheira e tinha muito orgulho disso. Para o almoço, ela preparou um curry caseiro especial. Com sorte, o templo tinha todos os ingredientes.

 

Assim que ficou pronto, Saya chamou Kurama para comer. O almoço foi bem agitado com o moreno elogiando a comida dela. Quem via de longe parecia que eles eram amigos de longa data e não pessoas que se juntaram para sobreviver ao apocalipse zumbi. Tudo bem que Kurama tinha uma história sim com ela, mas na cabeça dela, ele só era parecido. Mesmo assim, ela gostava da companhia dele.

 

Quando Kurama acabou de comer já passava das uma da tarde. Saindo do templo com Saya logo atrás, eles foram para a escadaria e nada deles chegarem. Ambos ficaram ali encarando o vazio, imaginando que a qualquer momento eles fossem surgir com aquele carro que mais parecia um tanque de guerra.

 

- Saya...Eu vou atrás deles. – Ditou Kurama sério. – Alguma coisa aconteceu. É melhor eu ir encontrá-los.

- Eu vou com você! – Saya afirma rapidamente.

 

- Não é uma boa ideia. Se eles voltarem, é melhor que tenha alguém aqui para recebê-los. – Explica Kurama. – Me ligue se eles chegarem.

 

- Não! Eu vou com você e sem discussão! – Saya bateu o pé fazendo seus seios balançarem com o gesto, quase deu para o bico dos seios e Kurama teve que colocar a mão no nariz para evitar uma hemorragia nasal. Ela ficou um pouco corada a seguir. – Eu não quero te deixar sozinho. Você pode se distrair.

 

Kurama pensou em dizer que o modo como a garota se vestia o distraia mais do que qualquer outras coisa, mas guardou o comentário para si mesmo. Eles desceram as escadas do templo lentamente para não chamar a atenção dos zumbis. Não demorou muito para eles visualizarem a moto.

 

Kurama foi o primeiro a subir já ligando a moto. Obviamente isso chamou a atenção dos zumbis próximos.Kurama acelerou para onde Saya o esperava, logo em seguida, ela sobe com a moto ainda em movimento. Após matarem alguns zumbis no caminho, Saya perguntou.

 

- Por onde vamos começar a procurar?

 

- Na farmácia. Foi lá onde a Shizuka-sensei e os outros foram buscar Takashi e Rei. – Kurama responde ainda prestando atenção a estrada.

 

- Não tem como voltar para lá pelo mesmo caminho! – Saya fala pressionando ainda mais seu peitos nas costas do amigo. Kurama tremeu levemente com isso.

 

- Eu sei. Eu tenho um plano. Não se preocupe. – Kurama fala tentando tirar certos pensamentos da cabeça.

 

Eles andaram praticamente a tarde toda. Quando eles estavam a quase cinco quadras da farmácia, Kurama parou a moto dentro de uma residência qualquer, desligando a moto rapidamente. O sol já estava se pondo no horizonte, o que causava bastante claridade onde eles estavam.

 

- E agora? – Questiona Saya curiosa.

- Preciso usar um computador com internet funcionando. – Kurama fala entrando na casa. Saya o seguiu. Já esperava o que ele ia fazer e sorriu com isso.Por sorte a casa tinha um notebook com acesso à internet.

 

- Vai fazer aquilo de novo? invadir o sistema de segurança da farmácia? – Perguntou Saya.

 

- Vou sim. O Takashi e a Rei foram pegar suprimentos, então as câmeras devem ter gravado a ação. – Kurama fala pensativo enquanto mexe no notebook. Após algum tempo ele não teve nenhum resultado.

 

- E então? – Saya pergunta entregando uma lata de suco para ele.

 

- Nada bom. As câmeras não respondem.– Kurama joga a cabeça para trás desistindo. Ele olha o suco na mão dela e aceita de bom grado.

 

- O que faremos agora? – Saya pergunta preocupada se sentando ao lado dele no sofá.

 

- Eu vou ter que ir lá conferir. Não tem outro jeito. – Kurama fala suspirando. – Assim que anoitecer, eu vou.

 

- Mas você não está com seu equipamento. Ficou tudo no carro. Como vai escalar sem corda e sem um gancho? – Saya exclama preocupada.

 

- Eu vou dar meu jeito. – Yamada responde sorrindo. – Com esse mundo louco que vivemos não temos outra escolha.

 

Mesmo Saya não concordando, ela sabia que isso era necessário. A farmácia era o último lugar no qual eles tiveram contato e era crucial para descobrir o que aconteceu. De noite, Kurama teria que ir.

 

Quando passou das nove da noite, Kurama começou a agir. Ele precisava do dobro do cuidado e atenção para escalar, já que não podia contar com seu equipamento padrão. Mas também sabia que isso não era exatamente o problema. Kurama temia que eles estivessem mortos, ou melhor, se transformados em zumbis.

 

Balançando a cabeça para tirar aquilo da cabeça, Kurama tocou em seu pequeno machado para ter certeza de que não estava andando desarmado. Nas pernas, suas duas facas de combate estavam ali, além de sua pistola com silenciador.

 

Kurama saiu correndo e saltou pela cerca no terreno, e se pendurou na sacada de um prédio próximo. Se apoiou com o pé e dando um único impulso ele entrou no apartamento. Já que ele não podia contar com a corda, o processo teria que ser mais lento. Levou mais do que ele planejava, mas enfim chegou a farmácia.

 

O que ele viu o assustou. A entrada da farmácia estava completamente destruída. Mais parecia que uma bomba foi jogada ali dentro. Zumbis entravam e saíam do lugar. Kurama encarou a entrada. Seria impossível entrar por ali.

 

- Talvez pelos fundos? – Pensou pulando do prédio para outro até chegar atrás do seu objetivo principal. Logicamente ali também tinha zumbis, mas ele matou os mais próximos com as facas silenciosamente.  Já dentro do local, Kurama notou o lugar ainda pior do lado de fora, o cheio era desorientador e logo percebeu o motivo. – Gás? Vazamento de gás? Isso não é bom, se eles estavam aqui... – Olhou ao redor e nada de corpos. Voltou para a porta, notou que ela tinha sido forçado com o pé ou provavelmente uma arma.Takashi! Foi o que passou pela cabeça dele. Eles ainda estavam vivos, ele tinha certeza.

 

XxX

 

Saya ficou para trás no apartamento. A cada minuto que passava, Saya ficava mais e mais preocupada. Imagens dos amigos como zumbis não saíam de sua cabeça e pior, imaginava Kurama do mesmo jeito. Balançou a cabeça em negativo para afastar aqueles pensamentos.

 

- Eles estão bem. Eu só estou cansada. – Murmura com um fio de voz quase um sussurro. Ela mesmo estava em dúvida se devia acreditar ou não. Deitando no sofá decidiu esperar pelo amigo voltar com boas notícias.

 

Do lado de fora dois carros igual ao que nossos heróis usavam encaravam a casa. Aproximadamente quinze homens usavam máscaras de gás. Não era preciso ser um gênio para saber que eles não tinham boas intenções.

 

- Tem certeza de que é aqui? – Pergunta um dos homens mascarados. Em sua mão, ele carregava uma AK 47.

 

- Sim. Eu a vi na sacada alguns momentos antes. – Responde um outro. – Ela não está sozinha. Tem um cara com ela.

 

- Então vamos logo. – Não foi necessário uma segunda ordem. Os quinze adentraram a casa com o intuito de pegar a garota.

 

Além de não terem boas intenções não eram civis. Sua movimentação, o modo como seguravam as armas mostrava que eles bem treinados. Muito provavelmente militares. Adentraram a casa tão silenciosamente como o vento, Saya não tinha nem chance de ter percebido.

 

Quando menos esperava, um dos homens tinha a dominado.Saya se debateu, mas nada de conseguir se livrar de seu aperto. Ela tentou gritar, mas teve sua boca coberta por um pano. A última coisa que eles precisavam eram de zumbis dentro do apartamento.

 

- Quem são vocês? – Pergunta Saya mesmo sobre o pano que abafou um pouco a pergunta, mas mesmo assim ouvida.

 

- Não precisa se preocupar, mulher. – O homem que parecia o líder falou. – Eu sou Eirin. Não vamos te machucar. Apenas precisamos que venha conosco.

 

- Mas que merda vocês estão dizendo?! – Questiona a rosada indignada.

 

- Análise dos andares. – Fala Eirin pelo comunicador de mão.

 

- Negativo no segundo. – Eirin teve uma resposta vindo de um dos seus homens.

 

- Negativo no terceiro. – Outra voz respondeu calmamente.

 

- Entendido. Voltem para o primeiro piso. – Ordena Eirin de volta. Ele abaixa a mão encarando Saya com curiosidade.

 

- Mulher, sabemos que tinha um homem com você. – Começa já com todos os quinze homens no primeiro piso. – Onde ele está agora?

 

- Porque eu diria isso para vocês?! Com certeza nenhum de vocês tem boas intenções! – Saya devolve cuspindo na cara dele.

 

Eirin limpou o rosto sem dizer nada e depois acerta a cara dela com força. Uma marca vermelha marcou sua bochecha. Ele pensou por um tempo. Era provável que ele devia ter saído para buscar suprimentos e outras coisas necessárias para sobreviver e deveria voltar. Decidindo o que fazer, falou.

 

- Vamos voltar para o esconderijo. Kouji, você fique aqui e espere o sujeito voltar. Explique tudo para ele e voltem juntos para a base.

 

Dos quinze homens que entraram na casa, quatorze saíram com a garota enquanto Kouji ficou para esperar o homem voltar. Saya tentava de todo jeito lutar contra eles, mas não tinha força alguma para tal feito, assim foi jogada na traseira do carro bruscamente enquanto viam alguns deles lambendo os lábios em desejo.

 

XxX

 

Kurama viu que a porta tinha sido forçada e que com certeza aquilo era obra de Takashi, ou seja, eles ainda estavam vivos. Mas e quanto a Busujima e os outros? Será que eles estão juntos? Muitas perguntas rondavam a mente do moreno, mas sua preocupação era voltar para o apartamento onde Saya o esperava.

 

Desde que esse apocalipse começou, os instintos de Kurama ficaram mais fortes e, se não tinha algo estranho no ar, ele não se chamava Kurama. Bom, esse não era o nome mesmo, mas isso não vem ao caso agora. O problema é que ele percebeu que tinha algo errado. Ao chegar no apartamento deu de cara com um homem que ele não conhecia e nada de Saya.

 

- Onde ela está? – Kurama perguntou já apontando a arma com silenciador para ele.

 

- Relaxa, parceiro! Estamos do mesmo lado. – Responde o homem sorrindo na cadeira com um AK 47 no colo. – Eu me chamo Kouji. Eu sou um membro da “mão” e você também pode fazer parte.

 

- “Mão”? – Kurama questiona confuso. Kouji mostrou sua mão e tirou a luva que a cobria. Apenas para ver o desenho de uma caveira nela. – Vou perguntar de novo. Onde está a minha amiga neste momento?

 

- Está com outros membros da “mão”. – Kouji responde simplesmente. Ele se levanta da cadeira apoiando a arma no ombro.

 

- O que você quis dizer com “Você também pode fazer parte”? – Algo naquele homem deixava Kurama tenso.

 

- Nossa organização a “mão” tem uma filosofia muito simples. Manter viva a espécie humana. – Começa a explica Kouji. – Nós “salvamos” mulheres de serem comida de zumbie e as levamos para nosso esconderijo. Nós também as protegemos do perigo. É claro, isso tem um pequeno preço.

 

- Preço? – Kurama murmura com seus instintos dizendo que aquele homem era perigoso. Muito perigoso.

 

- Nós as fodemos todos os dias para gerar crianças e manter viva nossa espécie! Elas viram nossas escravas sexuais! É tão bom a sensação de ter meu pau no fundo de uma vagina! – Kouji explicava isso sorrindo de forma selvagem quase como um animal faminto. – Una-se a nós! Caso fizer isso terá prazer todos os dias! Aquela garota que estava com você tem um corpo divino! Você já a comeu, certo?

 

- Você está louco? – Exclama Kurama indignado.

 

- Louco é este mundo! Não temos que fazer o que preciso para sobreviver! Eu já disse! Una-se a nós! Se você mostrar suas habilidades, poderá ter o direito de escolher a sua própria mulher ou até mesmo formar um harém!

 

- Do que está dizendo? – A arma na mão de Kurama estava carregada.

 

- Não existe casamento! Os homens podem fazer o que quiser com as mulheres! – Explica Kouji. Kurama apontou a arma para ele.

 

- Onde ela está? – A raiva na voz de Kurama era evidente.

 

Kouji deixou de conversar e simplesmente atirou em uma velocidade assustadora na direção de Kurama que pulou para atrás do balcão já preparando sua arma. A iluminação no andar ficou escassa com o tiroteio. Ele sabia que se ele quisesse vencer ele teria que ser mais esperto e não mais rápido.

 

Ainda escondido, Kurama viu por pelo visor do celular que Kouji estava perto da sacada e de lá era uma queda de três metros de altura. Pegou uma faca de cozinha e a jogou na direção contrária de onde estava. Kouji que não parava de falar enquanto o procurava olhou e atirou imediatamente na faca, mas não esperou ver Kurama surgir do outro lado se jogando para fora da casa o usando como apoio. Kouji morreu na hora e Kurama deitou do lado dele sentindo um pouco o impacto.

 

- Tá bom...Esse não foi um plano muito bom. – Murmura Kurama se colocando de pé. Quem quer que seja esse grupo não poderiam estar longe. Mas antes que ele pudesse sair dali ouviu uma voz vindo do bolso de Kouji.

 

- Kouji, responda. – Exigiu a voz. – Kouji responda, cambio! – A voz foi mais firme dessa vez. Kurama teve uma ideia na mesma hora. Pegou o rádio comunicador sorrindo.

 

- Aqui é Kouji, cambio. – Kurama imitou a voz do homem que jazia morto no chão. Por alguns segundos, Kurama pensou ter falhado, mas logo ouviu.

 

- Eu ouvi tiros. O que aconteceu, cambio? – Questiona a voz.

 

- Ele não concordou com nossa ideologia. E ainda por cima queria saber onde estava a garota. – Explica “Kouji” calmamente.

 

- Entendo. – Foi tudo que a voz disse. – Mudamos o ponto de encontro. Antes de levarmos todas as mulheres para a base vamos passar a noite no doca 5. Nos encontre lá, cambio.

 

- Entendido. – Kurama respondeu desligando. – Então eles pegaram outras garotas? Não estou gostando disso. – Pensa começando a caminhar para a doca 5. Não antes, é claro de pegar todas as armas de Kouji. Era muito improvável que ele não tivesse que lutar.

 

Pegou a moto onde ela estava escondida e começou seu caminho para onde Saya havia sido levada. Alguns zumbis entraram em seu caminho, mas nada que ele não pudesse se livrar com facilidade. Já passava das 23:50 quando Kurama chegou a doca 5.

 

- Isso não é bom. – Kurama murmura ao ver a quantidade de homens armados em volta da doca. Um número praticamente impossível de uma única pessoa lidar.Kurama forçou a vista em um ponto. Podia ser coisa da cabeça dele, afinal ele não dorme há algumas horas, mas ele não tinha dúvidas. O carro que seus amigos usavam pouco antes deles se separarem estava estacionado em um canto da doca. – Takashi...Não é à toa que vocês não foram para o ponto de encontro. Bem, agora que eu sei que eles estão ali, como vou tirá-los de lá?

 

O local era todo cercado por grades de ferro que dariam choque em quem tentassem cortar com um alicate. Aquilo não era uma opção nem de longe. Kurama olhou para cima, mas desistiu da ideia de escalar, tinha homens armados vigiando cada ponto da doca. Qualquer um que tentasse escalar seria visto e morto.Kurama ficou pensando em como invadir e onde estariam os prisioneiros até por de 00:44.

 

Até que seus olhos cravaram no tanque de gasolina usando em navios. Provavelmente estava cheio. Tudo que o moreno queria. Pegou o rifle de Kouji e mirou no tanque. Como ele se amaldiçoou com isso.

 

- Merda! Eu poderia atirar a noite inteira que o tanque não ia furar, muito menos explodir. – Kurama mordeu o polegar pensando. A única solução que ele pensou foi fazer um furo antes de atirar, um local para fazê-lo explodir.

 

Andando praticamente com a sombra, Kurama andou até o tanque e se escondeu atrás dele para não ser descoberto. Uma habilidade na qual ninguém sabia era que ele podia identificar qual o ponto mais fraco de qualquer coisa, em outras palavras o núcleo de tudo. Sorriu triunfante quando achou e marcou com sangue de zumbi o local para poder atirar mais tarde.

 

Voltando para seu esconderijo atrás das árvores, Kurama mirou com a arma e deu tudo certo, o tiro seria certeiro. Na hora de atirar sairia como planejado. Kurama decidiu atacar nas primeiras horas da manhã quando todos ainda estavam com sono e dispersos. Antes disso, matou um zumbi e o colocou ao seu lado.

 

- Vou precisar de você daqui há algumas horas. – Kurama fez uma barricada ao redor de seu esconderijo. – Desculpe. Espero que tenha tido um pouco de paz. – E assim Kurama adormeceu e colocou seu relógio para despertar 04:00 da manhã.

 

Kurama não conseguiu dormir bem. A todo momento cenas do que estava para acontecer lhe vinham a mente. Se os cálculos dele estiverem certosdevia haver mais de cem pessoas ali e ouvir seus gritos de desespero não era agradável.  Mesmo contra a vontade adormeceu.

 

No dia seguinte, Kurama acordou assustado quando seu relógio apitou as quatro da manhã. Logo tratou de desligá-lo. Olhou para o céu e viu que o sol não tinha aparecido ainda. Era perfeito para o seu plano. Balançou a cabeça para despertar e andou até o corpo do zumbie no chão.

 

XxX

 

Dentro da doca 5, Eirin estava incomodado. Quando falou com Kouji horas atrás, ele estava estranhamente obediente. E novamente matou quem não concordava com ele. Mas seu instinto lhe dizia que algo não estava certo. Já passava das quatros horas da manhã e nada dele aparecer na doca.

 

- O que está acontecendo aqui? – Se perguntou Eirin. – Será que você...Não, isso é impossível. Você não cometeria tal erro. É muito bem treinado para isso. É outra coisa.

 

- Eirin-sama. – Chama um dos subordinados. – É melhor o senhor descansar. Seu irmão deve chegar ao amanhecer. Não se preocupe.

 

- Você tem razão. Só me incomode quando Kouji voltar. – Ordena ao deitar na cama e fechar os olhos rapidamente.

 

Em outro canto da doca, Saya havia sido jogada junto com as outras prisioneiras. Ela até protestou, mas de nada adiantou.Saya xingou os caras de tudo que nome que sabia. Eles, por sua vez, apenas fecharam a porta atrás delas.

 

- Vocês vão se arrepender disso! – Ameaçou Saya.

 

- Takagi? – Uma voz chama atrás dela. Quando ela olhou percebeu que Rei, Saeko, Shizuka, Hinata e os gêmeos estavam em um canto da sala.

 

- Pessoal! Eles pegaram vocês também?! – Questiona andando até elas.

 

- Sim. Estavam em maior número e com armas muito grandes. Estávamos em desvantagem. – Saeko explica suspirando.

 

- E quanto ao Takashi e o Hirano? – Pergunta Saya.

- Em outra sala. Apenas mulheres são colocadas aqui. – Rei fala irritada. – Estamos aqui desde ontem.

 

- O Kurama-kun também foi capturado? – Hinata pergunta de forma meiga.

 

- Não. Ele estava na farmácia onde vocês foram pegar suprimentos. – Explica Saya. Ele contou todos os detalhes. Depois que aquele grupo não apareceu no templo, ambos decidiram voltar para a farmácia onde eles foram vistos pela última vez. Mas que Saya tinha ficado em uma casa enquanto Kurama ia investigar e foi aí que a pegaram.

 

- Então ele ainda está lá fora, é? – Saeko fala com uma mão no queixo. – Ele pode descobrir que estamos aqui.

 

- Seria muita sorte. – Shizuka fala se sentindo para baixo. E assim todas ficaram da mesma forma. Saya reparou que devia ter pelo menos trinta mulheres ali da mesma forma que a médica.

 

- Kurama...Esteja bem. – Saya pensa com uma lágrima descendo pelo lindo rosto.

 

XxX

 

Eram 05:00 horas da manhã. Kurama já estava pronto. Como ele sabia que estava em menor número resolveu pedir “ajuda” dos zumbis. Primeiramente ele se cobriu com o sangue do zumbi que matou na noite anterior para acabar mesclado aos outros.

 

Agora com a arma em mãos, mirou no tanque e atirou. Na mesma hora ele explodiu fazendo um enorme barulho e, logicamente os zumbis começaram a entrar pelo buraco na cerca. Kurama se aproveitou para entrar naquele grupo. Ele também pegou as roupas de mais zumbis para esconder as armas dentro do corpo enquanto andava como os mortos.

 

Com a entrada de zumbis na doca, os homens de guarda começaram a atirar nos mortos e no descuido, já que eles não esperavam alguém vivo entre eles, Kurama atirava nos guarda de forma precisa. Não demorou para ele entrar na doca. Agindo como um zumbi o tempo todo ele chegou até onde estavam os prisioneiros.

 

Tinha dois homens de guarda, mas isso não era um problema. Kurama apagou a luz e os matou com as facas que sempre carregava. Sem ninguém no caminho, Kurama abriu a porta e conseguiu identificar pelo menos trinta mulheres ali.

- Quem quer ser resgatada?! – Kurama pergunta com um brilhante sorriso no rosto. No início não teve resposta, mas quando um grupo especifico reconheceu quem era pularam para em cima dele sorrindo também.

 

- Kurama! – Gritam todas felizes. As mais rápidas foram Saya e Hinata. As outras chegaram depois, mas abraçaram com vontade. Depois de algumas explicações, eles se encontraram com Takashi e Hirano que tinham fugido e todos saíram da doca pegando o carro deles. Shizuka dirigiu o mais rápida que podia, queria a maior distância deles. Em um solavanco forte, Kurama caiu do carro.

 

- Kurama! – Berra Saya preocupada.

 

- Vão eu encontro com vocês do lado de fora! – Kurama fala se pondo de pé ainda mais dolorido que antes. A doca 5 já estava em chamas quando Eirin o esperava do lado de fora. Ele encarou Kurama friamente.

 

- Então é você? – Questiona seriamente. – O homem que invadiu nossa base e fez isso? – Fala apontando para a doca em chamas e todos seus homens mortos além dele.

 

- E se for? – Kurama pergunta com o silenciador em mãos.

 

- Quem é você realmente? – Questiona Eirin. – Um mero civil não pode ter feito isso. Nós somos soldados treinados a vida inteira para encarar situações como essa. E mesmo assim você nos superou completamente. Não sou idiota para acreditar que você é apenas um civil sem experiência alguma em invadir bases militares. Claramente você é um soldado. Eu coloquei aquele solavanco ali para que caísse perto de mim. Agora me diga, quem é você realmente? – Pergunta com uma pistola apontada para ele.

 

Kurama sorriu.

 

- Você tem bons olhos.– Elogia Kurama. – Sabe, desde que eu fugi da minha família adotiva eu pensei que fosse morrer à mingua.Mas um homem me salvou e me levou com ele para a Rússia, o país mais frio do mundo.

 

- Um homem? – Eirin repete confuso. – Quem?

 

- Vismonki Mack. – Kurama responde sério. As chamas ao redor estavam alcançando os dois, mas Eirin reconheceu o homem, logo começou a tremer e a suar. – Ele me treinou para sobreviver em qualquer situação.

 

- Impossível! Aquele morreu dez anos atrás! – Apesar de dizer isso ele não parou de tremer. Kurama percebendo isso zombou.

 

- Se acredita nisso, porque está tremendo?

 

Sem dizer mais nada, Eirin decidiu não lutar. Pulou nas chamas se matando. Kurama encarou ele queimar em silêncio.

 

- Todos o temem, não é mesmo Mestre? – Kurama pergunta a ninguém em especial e começou a andar na direção contrária.

 

Não demorou para ele conseguir ver o carro onde os amigos os esperava. Saya e Hinata foram correndo ao seu encontro e o abraçaram. Como Kurama estava muito cansado ele apagou assim que entrou Humvee e ninguém reclamou por ele deitar, Kurama salvou todos, um pouco de descanso era um prêmio bem merecido.

 

 

A aventura continua....



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