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História The deal - Jortini - Capítulo 16


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Notas do Autor


OOOOOOIIIII nenens da titia, como estão?
Voltei com mais um capitulozinho pra vocêssss.
Tenham uma boa leitura e até breveee! xoxo sz

Capítulo 16 - Encontros


MARTINA STOESSEL

Desde que comecei a dar aulas para Jorge, tenho negligenciado meus amigos, mas, agora que ele fez a segunda chamada, meu tempo livre voltou a ser só meu. Assim, na noite seguinte à festa de Beau Maxwell, encontro o pessoal de sempre no café da faculdade, animada em revê-los. E fica óbvio que também sentiram minha falta.

- Tini! - Dexter pula da cadeira e me puxa para um abraço apertado.

E quando digo apertado, quero dizer que quase sou engolida por esse abraço, porque Dex é um gigante. Sempre o provoco dizendo que é igualzinho ao garoto de Um sonho possível e que, portanto, deveria ser da linha de defesa do time de futebol americano, mas Dex não tem estrutura atlética. Estuda música como eu, e, pode acreditar, o cara canta muito. Megan é a próxima a me cumprimentar, e, como de costume, um comentário sabichão salta de sua boca espertinha.

- Foi abduzida por alienígenas? - pergunta ao me abraçar com tanta força que mal consigo respirar. - Espero que a resposta seja sim e que eles tenham enfiado uma sonda na sua bunda por dez horas seguidas. É o que você merece por me ignorar por mais de uma semana. - Rio do vívido retrato que ela acabou de fazer.

- Eu sei. Não valho nada. Mas tive uma maratona de aulas esta semana que me manteve ocupada.

- Ah, todo mundo sabe quem tem te mantido ocupada. - interrompe Stella, em sua cadeira ao lado de Dex. - Jorge Blanco, Tini? Sério? - Contenho um suspiro.

- Quem contou? Cande? - Stella revira os olhos da forma mais dramática. Acho que é uma coisa de alunos do teatro — eles aparentemente não conseguem dizer uma palavra ou fazer um gesto sem exagerar.

- Claro que contou. Ao contrário de você, Cande não guarda segredos da gente.

- Ah, nem vem. Só andei ocupada com as aulas e os ensaios. E o que quer que Cande tenha dito sobre ele, não é verdade. - Tiro o casaco de inverno e coloco sobre a cadeira vazia ao lado de Meg. - Estou ajudando Jorge a passar em ética. E só. - O namorado de Meg, Jeremy, sacode as sobrancelhas para mim por cima da caneca de café.

- Você sabe que isso faz de você a inimiga agora, né?

- Ah, espera aí. - protesto. - Isso é maldade.

- Olha quem fala! A traidora. - brinca Meg. - Como você se atreve a socializar com um troglodita? Como? - Sei pelas expressões animadas que é tudo piada. Pelo menos até Jorge me mandar uma mensagem. Meu telefone apita, e sorrio no segundo em que o tiro da bolsa.

Jorge: Você tinha que ter vindo à festa pós-jogo. Uma garota acabou de esvaziar uma jarra de cerveja na cabeça do Nicolas.

Deixo escapar uma risada e respondo depressa, porque preciso saber mais detalhes.

Eu: AIMEUDEUS. Por que? (aposto que foi merecido).

Ele: Acho que esqueceu de dizer a ela que era uma relação aberta.

Eu: Claro. Homens.

Ele: Homens… termine a frase… Homens são maravilhosos? Obrigado, gata. Aceito o prêmio em nome de todos nós.

Eu: Prêmio de maior babaca? É, você é o porta-voz perfeito.

Ele: Ahhhhh. Tô magoado. Não sou um babaca.

A ideia de que possa ter magoado seus sentimentos me faz afundar em culpa.

Eu: Tem razão. Não é. Foi mal.

Ele: Rá. Você é a maior bobona do planeta. Não estava magoado.

Eu: Ótimo, porque as desculpas foram da boca pra fora.

- Martina Stoessel, favor comparecer à sala do diretor! - Ergo a cabeça e vejo todos os meus amigos sorrindo para mim de novo. Dex, que havia proferido a ordem, se dirige aos outros: - Ah, vejam, ela tá prestando atenção na gente.

- Desculpa. - digo, me sentindo mal. - O telefone vai ficar oficialmente guardado pelo restante desta reunião.

- Ei, vocês nunca vão adivinhar quem a gente viu ontem à noite no Ferro’s. - provoca Meg, referindo-se ao restaurante italiano da cidade.

- Lá vamos nós. - O namorado dela suspira. - Não consegue ficar cinco segundos sem fofocar, gata?

- Não. - Ela abre um sorriso animado, antes de se virar para mim. - Cass e Mary Jane. - anuncia. - Estavam num encontro.

- Sabia que estavam juntos? - pergunta Stella.

- Sabia que ele tinha convidado M.J. para sair. - admito. - Mas tava torcendo para que ela fosse esperta o suficiente pra dizer não.

Mas não me surpreende descobrir que M.J. fez exatamente o contrário. Agora, sem dúvida não estou mais ansiosa para o ensaio de segunda-feira. Se Cass e M.J. já viraram um “casal”, nunca mais vou ganhar a discussão a respeito do dueto.

- Aquele imbecil ainda tá criando caso nos ensaios? - pergunta Dex, com uma careta.

- Aham. É como se a missão da vida dele fosse me azucrinar. Mas não ensaiamos nos fins de semana, então tenho uma folga até segunda-feira. Como tá indo a sua música? - Dex fica sério.

- Muito bem, na verdade. Jon tem ouvido bem minhas sugestões. Não é um louco possessivo em relação à composição, sabe? Mas não tem problema nenhum em rejeitar as minhas ideias, o que também valorizo. - Bom, pelo menos um de nós teve sorte na escolha de compositor. M.J. parece perfeitamente contente em deixar Cass acender um fósforo e atear fogo à sua música.

- Certo, quero muito ouvir mais, só que preciso de um café antes de qualquer coisa. - Levanto da cadeira e pego minha bolsa. - Mais alguém quer?

Depois que todos sacodem a cabeça negativamente, caminho até o balcão e entro no fim da fila. O café está bastante cheio para uma noite de domingo, e me assusto quando várias pessoas na fila me cumprimentam. Não conheço ninguém, mas sorrio e aceno desajeitada de volta. Em seguida, finjo digitar alguma coisa no telefone, porque não quero ser arrastada para uma conversa com um estranho. Será que os conheci na festa de Beau? Mas todas as pessoas a quem Jorge me apresentou se misturam num único borrão. As únicas cujos nomes e rostos me lembro são Beau e Justin, e alguns dos outros jogadores de futebol. Sinto um toque suave no ombro, viro para trás e me deparo com os vívidos olhos azuis de Justin. Falando no diabo.

- Ah, oi. - cumprimento, numa voz estridente.

- Oi. - Ele leva a mão de volta ao bolso do agasalho do seu time de futebol americano.

- Tudo bem? - Tento parecer casual, apesar do coração acelerado.

- Tudo. E você?

- Bem. Mas… tô curioso sobre uma coisa. - Ele deita a cabeça do jeito mais bonitinho possível, e, quando uma mecha de seu cabelo escuro cai sobre a testa, luto contra a vontade de ajeitá-la. - Qual é o seu problema com festas? - pergunta, com um sorriso. Pisco os olhos, confusa.

- O quê?

- Já é a segunda festa em que nos encontramos, e de novo você saiu cedo. - Ele faz uma pausa. - Na verdade, nas duas, você foi embora com Blanco. - Sinto uma onda de desconforto envolvendo minha espinha.

- Ah, é que ele tem carro. Faço tudo por uma carona. - No instante em que digo isso, percebo quão sujo soou, mas, ao contrário de Jorge, que teria feito várias piadas com carona na mesma hora, Justin nem sequer abre um sorriso. Se demonstra alguma coisa, é desconforto. Ele fica quieto por um momento, antes de abaixar a voz.

- Quer saber? Vou perguntar logo: você e Blanco são só amigos ou têm alguma coisa a mais? - Meu telefone toca no segundo em que ele termina a pergunta, comprovando que iPhones não têm o menor senso de timing. Com a batida de “Sexy Back”, de Justin Timberlake, ressoando do aparelho, todos na fila se voltam para mim com um sorriso. Por que “Sexy Back” é o toque do meu telefone? Bom, porque um jogador de hóquei muito irritante programou a música como seu toque personalizado, e fui preguiçosa demais para mudar. Justin baixa os olhos para o celular e, como a tela está voltada para cima, não deixa de notar o nome piscando em maiúsculas enormes. JORGE BLANCO. - Acho que isso responde minha pergunta. - comenta, com ironia. Aperto depressa o botão ignorar.

- Não. Jorge e eu não estamos juntos. E antes que você pense que sou uma louca, não escolhi esse toque. Foi ele. - Justin ainda parece em dúvida.

- Então você não tá saindo com ele? - Como todo o plano de ir à festa de Beau com Jorge era me fazer parecer desejável, me atenho à mentira.

- Nos vemos casualmente, sem exclusividade. Saímos com outras pessoas também.

- Ah. Entendi. - A fila anda um pouco, e avançamos com ela. - Isso significa que você pode sair pra jantar comigo um dia desses? - pergunta, com um leve sorriso. Uma pontada de preocupação se acende em minha barriga. Não consigo entender o motivo, portanto decido ignorá-la.

- Posso fazer o que quiser. Como disse, Jorge e eu não estamos juntos. Só saímos às vezes. - Nossa, como isso soa baixo. Sei o que os homens pensam quando ouvem isso. Eu poderia muito bem ter dito “Só estou dormindo com ele, sem compromisso”. No entanto, Justin não parece surpreso com a informação. Suas mãos se deslocam dos bolsos do casaco para os passadores da calça cargo, numa pose um tanto desajeitada.

- Então, Martina. Acho você muito legal. - Dá de ombros. - E queria te conhecer melhor. - Meu coração palpita.

- Sério?

- Sério. E por mim tudo bem se você estiver saindo com outras pessoas ao mesmo tempo, mas…- Sua expressão torna-se intensa. - Se você e eu sairmos algumas vezes e tivermos o tipo de conexão que acho que vamos ter, vou invocar a cláusula da exclusividade em breve. - Não consigo conter um sorriso.

- Não sabia que jogadores de futebol se interessavam por monogamia. - provoco. Ele ri.

- Meus colegas de time certamente não, mas não sou como eles. Se estou a fim de uma menina, quero que ela esteja comigo e só comigo. - Não sei o que dizer sobre isso, mas, felizmente, ele continua, antes que eu possa fazer qualquer comentário. - Mas é muito cedo para falar dessas coisas, né? Que tal começarmos com um jantar?

Ai, meu Deus. Ele está me convidando para sair. Não para um café ou para estudar, mas para um encontro de verdade. Deveria estar dando piruetas internas ou algo assim, no entanto, não consigo afastar a apreensão que sinto se agitando em minha barriga, como se tivesse alguma coisa tentando me avisar para dizer… não. Mas isso é loucura. Sou obcecada pelo cara desde o início das aulas. Quero sair com ele. Solto uma expiração lenta.

- Claro, ótima ideia. Quando?

- Bom, tô meio enrolado estes dias. Tenho dois trabalhos para escrever, depois vou para Buffalo com o time, no fim de semana. Que tal daqui a uma semana? No próximo domingo? - Meu telefone retoma sua versão de “Sexy Back”. Justin contrai os lábios, mas a careta some assim que, mais uma vez, aperto depressa o botão de ignorar. - No próximo domingo tá ótimo. - digo, com firmeza.

- Perfeito. - Chegamos ao balcão, e peço um café com leite grande, mas, antes de pegar minha carteira, Justin se aproxima, faz o próprio pedido e paga por nós dois.

- Fica por minha conta. - Sua voz rouca me faz tremer nas bases.

- Obrigada. - À medida que caminhamos até o outro lado do balcão para esperar as bebidas, ele faz aquele movimento bonitinho com a cabeça de novo.

- Você vai ficar por aqui ou quer que eu te acompanhe até o seu alojamento? Espera… você mora num dos alojamentos, né? Ou mora fora do campus?

- Moro na Bristol House.

- Ah, somos vizinhos de porta. Moro em Hartford. - A barista desliza nossos cafés no balcão. Justin pega seu copo e sorri para mim.  - Acompanha-me, milady? - Tá. Isso foi meio… cafona. E ele não agradeceu à moça que nos entregou o café. Não sei por quê, mas isso me incomoda. Ainda assim, forço um sorriso e respondo com um aceno triste com a cabeça.

- Adoraria, mas estou aqui com uns amigos. - Seus olhos brilham.

- Mas que vida social agitada, hein? - Rio, sem jeito.

- Na verdade, não. Não vejo meus amigos há algum tempo. Andei ocupada demais para sair.

- Mas não para o Blanco. - ressalta ele. Sinto um tom de brincadeira em sua voz, mas também de algo mais. Ciúme? Ou talvez ressentimento. Mas em seguida Justin sorri de novo e, descontraído, toma o telefone da minha mão. - Vou salvar meu número aqui. Manda uma mensagem quando puder, e a gente vai combinando os detalhes para a próxima semana. - Meu coração se acelera, mas desta vez é de excitação nervosa. Não posso acreditar que vamos mesmo ter um encontro. Assim que Justin termina de acrescentar o número na lista de contatos, o celular toca em sua mão. Surpresa! Jorge de novo. - Talvez você devesse atender logo. - murmura Justin. Ele pode estar certo. Três chamadas em dois minutos? Definitivamente pode ser uma emergência. Ou Jorge está só tentando me irritar, como de costume. - Domingo a gente se vê.

Justin devolve o aparelho, sorri de novo (mas de um jeito superestranho desta vez) e vai embora. Afasto-me do balcão e atendo a chamada antes que caia na caixa postal.

- Fala, o que foi? - digo, irritada.

- Finalmente! - A voz de Jorge ressoa em meu ouvido. - Pra que você tem um telefone se não se dá ao trabalho de atender? É melhor ter uma excelente razão para estar me ignorando, Stoesselzinha.

- Talvez estivesse no banho. - resmungo. - Ou fazendo xixi. Ou fazendo ioga. Ou correndo pelada pela faculdade.

- Você estava fazendo alguma dessas coisas?

- Não, mas poderia estar. Não passo meus dias sentada esperando você ligar, seu chato. - Ele ignora a farpa.

- Que vozes são essas? Onde você tá?

- No Café Hut. Matando a saudade de uns amigos. - Omito a parte em que Justin me chamou para sair. Por alguma razão, acho que Jorge não vai aprovar, e não estou com saco de discutir com ele. - E aí? O que tem de tão importante pra você me ligar cinco trilhões de vezes?

- Amanhã é aniversário de Nicolas, e o time vai ao Malone’s. Provavelmente vamos terminar a noite aqui. Topa? - Não contenho a risada.

- Você está me perguntando se topo ir a um bar assistir um monte de jogadores de hóquei enchendo a cara? Por que achou que eu gostaria disso?

- Você tem que vir. - ele bate o pé. - Amanhã sai o resultado da segunda chamada, lembra? O que significa que vou estar comemorando ou me lamentando. O que quer que seja, quero você comigo.

- Não sei…

- Por favor? - Uau. Jorge conhece a expressão “por favor”? Chocante.

- Tudo bem. - acabo cedendo, porque, por algum motivo qualquer, não consigo dizer “não” para esse cara. - Eu vou.

- É assim que se fala. Pego você às oito?

- Claro.

Desligo, me perguntando como, no intervalo de cinco minutos, marquei não um, mas dois encontros. Um com o cara que gosto, outro com o cara que beijei. Sabiamente mantenho a boca fechada sobre as duas coisas para meus amigos.


Notas Finais


A maneira como eles se enganam é diferente KKKKKKK
Até bebêsss! xoxo sz


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