História The Deal - Capítulo 33


Escrita por:

Postado
Categorias Jack & Jack, Magcon, Maggie Lindemann
Personagens Jack Gilinsky, Maggie Lindemann
Tags Jack Gilinsky, Maggie Lindemann, Romance
Visualizações 133
Palavras 1.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 33 - Capítulo 33


Fanfic / Fanfiction The Deal - Capítulo 33 - Capítulo 33

Maggie

A vida vai bem.

A vida vai maravilhosa, surpreendente e assustadoramente bem.

Estas duas últimas semanas de namoro com Jack têm sido um borrão de risos, carinhos e sexo apaixonado, misturado com eventos da vida real, como aulas, estudo, ensaios e jogos de hóquei. Jack e eu construímos uma conexão que me pegou de surpresa, mas, ainda que Alissa continue me provocando por causa da súbita reviravolta da minha parte no que diz respeito ao cara, não me arrependo da decisão de oficializar as coisas com ele e ver onde elas vão dar. Até agora, tudo tem funcionado muito bem.

Mas, sabe, o problema da vida é o seguinte: quando ela vai bem assim, inevitavelmente, algo dá errado.

— Sei que é um inconveniente — acrescenta Fiona, minha orientadora de artes cênicas. — Mas infelizmente não há nada que eu possa fazer a não ser aconselhar você a falar direto com Laura e…

— De jeito nenhum — interrompo, os dedos apertando com força os braços da cadeira. Encaro a loira bonita do outro lado da mesa e me pergunto como pode descrever esta bomba atômica como um inconveniente.

E ainda quer que eu fale com Laura?

Nem. Pensar.

Por que diabos eu iria falar com aquela filha da mãe que se deixou passar por uma lavagem cerebral e que acabou de destruir qualquer chance que eu tinha de ganhar uma bolsa de estudos?

Ainda estou me recuperando do que Fiona me comunicou. Laura e Brad me abandonaram. Eles têm de fato permissão para me expulsar do dueto para que Brad possa cantá-lo como um solo.

Que merda.

No entanto, lá no fundo, não estou surpresa. Jack tinha me alertado de que algo assim poderia acontecer. Eu mesma me preocupei com a possibilidade. Mas nunca em um milhão de anos imaginei que Brad fosse fazer isso quatro semanas antes do festival.

Ou que minha orientadora estaria tão tranquila a respeito.

Cerro os dentes. — Não vou falar com Laura. É óbvio que ela já se decidiu sobre isso.

Ou melhor, que Brad decidiu por ela, quando a convenceu a conversar com nossos respectivos orientadores e choramingar que sua música não estava funcionando como um dueto e que iria retirá-la do festival se não fosse apresentada como um solo. Brad, é claro, foi rápido em apontar que seria um absurdo desperdiçar uma música tão boa, e que ele se oferecia gentilmente para me deixar cantá-la. Foi quando Laura insistiu que ela deveria ser cantada por uma voz masculina.

Vá se foder, Laura.

— Então, o que devo fazer agora? — pergunto, com a voz firme. — Não tenho tempo para aprender uma música nova e trabalhar com outro compositor.

— Não, não tem — concorda Fiona.

Em geral, aprecio sua abordagem direta, mas hoje tive vontade de lhe dar um tapa.

— É por isso que, dadas as circunstâncias, o orientador de Brad e eu concordamos em afrouxar as regras no seu caso. Você não precisa trabalhar com um aluno de composição. Nós concordamos — e o chefe do departamento assinou embaixo — que você pode cantar uma de suas próprias músicas. Sei que você tem um monte de originais em seu repertório, Maggie. E, na verdade, acho que é uma grande oportunidade para você mostrar não só a sua voz, mas suas habilidades de composição. — Ela faz uma pausa. — No entanto, você só vai disputar uma bolsa de estudos por performance, já que não é aluna de composição.

Minha mente continua a girar como um carrossel. Sim, tenho algumas músicas originais que posso cantar, mas nenhuma delas está nem perto de estar pronta para uma apresentação.

— Por que Brad não está sendo penalizado por isso? — indago.

— Olha, não posso dizer que aprovo o que Brad e Laura fizeram, mas, infelizmente, esta é uma das desvantagens de se trabalhar num dueto. — Fiona suspira. — Todos os anos tem pelo menos uma parceria que acaba logo antes do festival. Lembra de Tiffany Caniff? Que se formou no ano passado?

A irmã de Taylor.

Assinto.

— Bem, o par dela a largou três dias antes do festival dos alunos do último ano — confidencia Fiona.

Pisco de surpresa. — Jura?

— Pois é. Resumindo, isso aqui ficou um caos completo por três dias.

Meu humor se eleva, ainda que apenas um pouco, quando lembro que Tiffany não só ganhou a bolsa, como também chamou a atenção de um agente que mais tarde lhe conseguiu o tal teste em Nova York.

— Você não precisa de Bradley Simpson, Maggie. — A voz de Fiona é firme, transmitindo muita segurança. — Você é ótima fazendo solos. Esse é o seu ponto forte. — Ela me lança um olhar severo. — Pelo que me lembro, foi exatamente isso que aconselhei no início do semestre.

Sinto a culpa esquentar meu rosto. É. Não posso negar. Ela havia me alertado de suas preocupações sobre o projeto desde o início, mas deixei Brad me convencer de que seríamos imbatíveis juntos.

— Você vai ter tudo o que for necessário para se preparar — acrescenta. — Nós vamos reorganizar o cronograma, para que tenha acesso a uma janela de ensaio sempre que precisar. E, se quiser um acompanhamento, tem todos os alunos da orquestra à disposição. Você vai precisar de mais alguma coisa? — Um pequeno sorriso surge em seus lábios. — Confia em mim, o orientador de Brad não está nem um pouco feliz com isso. Então, se houver algo que você queira, me diga agora, e acho que consigo providenciar pra você.

Estou prestes a sacudir a cabeça, mas então algo me ocorre. — Na verdade, tem sim. Quero Jae. Digo, Kim Jae Woo.

Fiona franze a testa. — Quem?

— O violoncelista. — Ergo o queixo com firmeza. — Quero o violoncelista.

Jack

— Não acredito que ele fez isso! — Alissa soa lívida de seu lado da mesa, os olhos castanhos em chamas enquanto olha para Maggie.

Minha namorada está com aquela expressão “estou fazendo muita força para não demonstrar o quanto estou furiosa agora”, mas posso sentir as emoções voláteis que irradiam de seu corpo. Ela alisa a ponta do avental. — Sério mesmo? Porque eu acreditei rapidinho — responde Maggie. — Aposto que esse era o plano dele o tempo todo. Me deixar maluca por dois meses e depois me sacanear logo antes do show.

— Filho da mãe — Hunter murmura de seu assento ao lado de Alissa. — Alguém precisa dar uma boa surra nesse menino. — Hun se volta para mim e Johnson. — Será que algum de vocês jogadores de hóquei não pode resolver esse problema? Só um sustinho?

— Com prazer — diz Johnson, alegremente. — Qual é o endereço?

Cutuco meu amigo de lado. — Não vamos bater em ninguém, seu idiota. A menos que você queira enfrentar a ira do treinador… e uma suspensão. — Eu me viro para Maggie com um olhar pesaroso. — Não se preocupa, estou espancando o cara agorinha mesmo na minha cabeça, linda. Isso conta, né?

Ela ri. — Claro. Isso eu deixo. — E enfia o bloco de pedidos no bolso do avental. — Já volto.

À medida que Maggie segue para a bancada, fico admirando sua bunda por tanto tempo que recebo três risos altos de escárnio de meus companheiros de mesa. E nem me fale em como é estranho estar numa mesa com meu melhor amigo e os melhores amigos de Maggie.

Tinha certeza de que seus amigos artistas seriam condescendentes e frios a meu respeito, sobretudo depois que ela me contou o que pensam da turminha de atletas da Briar. Mas acho que meu charme natural os conquistou. Alissa e Hun já me tratam como se fôssemos amigos de anos. Lilith, que descobriu sua paixão por hóquei durante o jogo contra Harvard, agora me manda mensagens dia sim, dia não para perguntar alguma coisa sobre o esporte. E embora aquele tal de John ainda seja um tanto irônico toda vez que me vê, sua namorada, Letícia, é muito legal, então estou disposto a dar mais algumas chances para ele provar que não é um babaca.

— Ela tá puta da vida — comenta Johson enquanto observa Maggie conversando com o cozinheiro atrás do balcão de pedidos.

— Não é pra menos — responde Hun. — Sério, que tipo de sacanalha egoísta larga a dupla logo antes de um show?

Johnson solta um risinho. — Sacanalha? Certeza que vou passar a usar isso.

— Ela vai ficar bem — comenta Alissa, confiante. — Maggie tem músicas impressionantes. Não precisa de Brad.

— Ninguém precisa de Brad — concorda Hun. — É o equivalente humano da sífilis.

Enquanto todos riem, perco-os de foco e volto toda a minha atenção para Maggie. Não esqueço da primeira vez que vim ao Anna’s, com o único propósito de persuadi-la a me dar aulas. Faz só um pouco mais de um mês, mas sinto como se a conhecesse desde sempre.

Não sei o que estava pensando quando determinei aquela regra de não namorar. Sabe de uma coisa? Ter uma namorada é bom demais. Sério. Posso transar sempre que quiser, sem ter que me esforçar para isso. Tenho alguém para desabafar depois de um dia de merda ou uma derrota devastadora no gelo. Posso fazer as piadas mais medíocres do mundo, e o mais provável é que Maggie ria.

Ah, e adoro estar com ela, simples assim.

Maggie volta à nossa mesa trazendo as bebidas. Ou melhor, trazendo as bebidas que Alissa e Hun pediram. Johnson e eu pedimos refrigerante, mas recebemos água.

— Cadê meu Dr. Pepper, Lindes? — reclama Johnson.

Ela o fita com um olhar severo. — Você sabe quanto açúcar tem num refrigerante?

— Uma quantidade perfeitamente aceitável que não me impede de beber um? — arrisca Johnson.

— Errado. A resposta é demais da conta. Vocês vão jogar contra o Michigan em uma hora… não podem se entupir de açúcar antes de uma partida. Vão ter uma descarga de energia de cinco minutos e depois apagar na metade do primeiro período.

Johnson suspira. — J., por que a sua namorada virou nossa nutricionista agora?

Pego meu copo d’água e dou um gole, derrotado. — Quer discutir com ela?

Johnson vira-se para Maggie, cuja expressão diz, de forma patente: refrigerante, só por cima do meu cadáver. Então se volta para mim e responde, triste: — Não.


Notas Finais


Continua...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...