História The Deal - Capítulo 37


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Categorias Jack & Jack, Magcon, Maggie Lindemann
Personagens Jack Gilinsky, Maggie Lindemann
Tags Jack Gilinsky, Maggie Lindemann, Romance
Visualizações 141
Palavras 2.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 37 - Capítulo 37


Fanfic / Fanfiction The Deal - Capítulo 37 - Capítulo 37

Maggie

— Não tô gostando disso. — declaro. — Sério, lindo, minhas pernas tão começando a doer. Já falei, não sou flexível.

A risada de Jack vibra através do meu corpo. Meu corpo nu, devo acrescentar, porque estamos no meio do sexo. Do qual acabo de confessar não estar gostando.

Talvez eu seja mesmo uma assassina de climas.

Mas quer saber? Não estou nem aí. Ainda sou contra esta posição. Jack está ajoelhado na minha frente, e meus tornozelos estão em seus ombros. Talvez se ele não fosse um jogador de hóquei forte e imenso, eu não me sentiria como se minhas pernas estivessem descansando no alto da porcaria do Empire State, morrendo de câimbra.

Ainda rindo, Jack se inclina para a frente e meus músculos respiram aliviados quando escorrego as pernas e as engancho atrás de sua bunda. Na mesma hora, o ângulo muda, e um gemido escapa de minha boca.

— Melhor? — pergunta, com a voz rouca.

— Ai, meu Deus. Isso. Faz isso de novo.

— Não tenho ideia do que fiz.

— Você girou os quadris, tipo… uuuhhh… assim.

Toda vez que me preenche, meu corpo aperta sua ereção. Toda vez que sai, me sinto vazia, dolorida, desesperada. Estou viciada neste cara. Nos seus beijos e no seu gosto, na sensação do seu cabelo curto sob meus dedos, e o tendão suave em suas costas quando cravo as unhas nele.

Ele flexiona os quadris, sua respiração se acelera e ele entra com mais força, mais fundo, transformando minha visão numa névoa branca. Então leva a mão ao ponto em que estamos unidos e esfrega meu clitóris, e lá vamos nós. Ele goza primeiro, mas continua entrando em mim, tremendo com a sensação de alívio. Seu clímax me excita, e estremeço mais forte, mordendo o lábio para não gritar e transparecer para os seus amigos as deliciosas sensações que percorrem meu corpo agora.

Depois disso, ele gira, ficando de costas na cama, e deito em cima dele, escalando seu corpo como um macaco, para dar beijinhos em seu rosto e pescoço.

— Por que você sempre tem muito mais energia depois do sexo? — resmunga.

— Não sei. Não importa. — Beijo todo seu corpo, até deixá-lo rindo de alegria. Sei que gosta da atenção. Ainda bem, porque não consigo me conter. Por alguma razão, viro uma máquina de fazer carinhos quando estou perto dele.

A vida está boa de novo. Uma semana se passou desde o dia de Ação de Graças, e Jack e eu ainda estamos firmes e fortes. Apesar de ocupados. O prazo para a entrega dos trabalhos de fim de curso está chegando, inclusive o da matéria de Accola, com a qual venho ajudando Jack. A agenda de treinos deles está mais abarrotada do que nunca, e a minha de ensaios também, com a preparação para o festival. Mas pelo menos estou animada com isso de novo.

Jae e eu fizemos um arranjo maravilhoso, e estou confiante de que vai ser um show e tanto. Mas ainda não perdoei Brad e Laura pelo que fizeram. Laura me mandou várias mensagens, perguntando se podemos nos encontrar e conversar, mas tenho ignorado. E como Fiona arrumou um lugar exclusivo para eu ensaiar, numa das salas de coro dos alunos do último ano, não vi Laura nem Brad desde que me abandonaram.

E a cereja no bolo da minha vida maravilhosa? Meu pai ligou na semana passada com ótimas notícias — eles vão para a casa da tia Nicole no Natal. Já comprei minha passagem e mal posso esperar para encontrá-los, mas estou decepcionada que Jack não possa ir comigo. Eu o convidei, mas as datas não bateram, porque o time tem um jogo um dia depois da minha viagem e outro dois dias antes de eu voltar. Então Jack vai passar as férias com Johnson, que, aparentemente, é de uma cidade a vinte minutos de Hastings.

Batidas altas à porta de Jack me despertam de meus pensamentos felizes. A porta está trancada, então não fico preocupada que alguém entre, mas ainda puxo o cobertor por força do hábito.

— Desculpe interromper, meninos e meninas — grita Johsnon, — mas está na hora de guardar p e v. Temos que sair, J.

Lanço um olhar vazio para Jack. — P e v? — Não consigo entender metade das siglas e abreviaturas que Johnson inventa.

Jack sorri para mim. — Ah, como assim, sério? Essa até eu entendi. Piada de adolescente.

Penso de novo e então coro. — Como exatamente se guarda uma vagina?

Ele solta um riso. — Pergunte a Johnson. Na verdade, por favor, não pergunte. — Ele salta da cama e perambula em busca de suas roupas. — Você vem ao jogo depois do ensaio?

— Vou, mas acho que não vou conseguir aparecer antes do segundo período. Argh. Quando chegar, provavelmente só vai ter lugar em pé.

— Vou pedir a alguém para guardar um lugar para você.

— Obrigada.

Dou um pulo no banheiro, me arrumo e volto para o quarto, onde encontro Jack na beira da cama, abaixando-se para calçar a meia. Meu coração perde o compasso diante da visão. Cabelo bagunçado, bíceps flexionados, manchas vermelhas no pescoço onde o mordisquei. É lindo pra caramba.

Cinco minutos depois, saímos de sua casa e seguimos cada um o seu caminho. Estou com o carro de Lucy, então volto para o campus, para ensaiar. Agora que Brad está fora da jogada, finalmente posso me divertir cantando de novo.

E como me divirto. Eu e meu violoncelista particular chegamos a um consenso sobre o fechamento da música, e, duas horas depois, estou dirigindo para a arena de hóquei da Briar. Mandei uma mensagem para Alissa, para ver se queria vir ao jogo comigo, mas está ocupada com Neels, e meus outros amigos estão enterrados sob montanhas de trabalhos da faculdade, o que me faz agradecer que já tenha adiantado os meus. A maioria das minhas disciplinas são performance ou teoria musical, então só precisava me concentrar nos trabalhos de literatura inglesa e ética, e os dois já estão quase prontos.

Chego à arena mais tarde do que imaginava. O terceiro período acabou de começar, e fico espantada de ver o 1 a 1 piscando no placar, porque a Briar está jogando contra um time de Buffalo, da segunda divisão. Jack tinha certeza de que não seria um jogo difícil, mas aparentemente estava errado.

Tem um lugar vazio à minha espera atrás do banco do time da casa, cortesia de uma aluna do último ano chamada Alice. Jack já falou dela, mas ainda não a conhecia. Ao que parece, namora Flecha desde o primeiro ano, o que é impressionante. Poucos relacionamentos universitários duram tanto.

Alice é engraçada e gentil, e nos divertimos assistindo ao jogo juntas. Quando Jacob leva uma pancada particularmente forte que o faz deslizar pelo gelo, nós duas suspiramos de nervoso.

— Ai, meu Deus — exclama Alice. — Ele tá bem?

Felizmente, Jacob está bem. Ele limpa o gelo e fica de pé, deslizando em direção ao banco da Briar para uma mudança de linha. Assim que Jack toca o gelo, meu pulso acelera. Não dá para ignorar o quanto ele é talentoso. Rápido com os pés, habilidoso com o taco, forte nas finalizações. Seu primeiro passe alcança o taco de Flecha, que voa sobre a linha azul em direção à zona neutra. Flecha lança o disco, e Jack o persegue. O jogador de centro do outro time também, e cotovelos se erguem dentro da área, à medida que o atacante da Buffalo tenta ganhar a vantagem.

Jack chega primeiro e dá a volta no gol, lançando uma tacada rápida. O goleiro defende com facilidade, mas o rebote volta direto para Flecha. Ele lança o disco de volta para o goleiro, cuja luva se ergue um segundo tarde demais.

Alice pula da cadeira e grita até ficar rouca quando o gol de Flecha muda o placar. Nós nos abraçamos animadas e, daí para a frente, prendemos o fôlego pelos últimos três minutos de jogo. O outro time luta para ganhar a posse do disco, mas o jogador de centro da Briar, um aluno de segundo ano, sai na vantagem na disputa de disco seguinte, e dominamos o restante do jogo, que termina com um placar final de 2 a 1.

Alice e eu caminhamos em direção ao corredor, sendo empurradas por todos os lados feito gado, enquanto descemos a escada.

— Tô tão feliz por você e Jack. — comemora ela.

O comentário me faz sorrir, porque faz apenas vinte minutos que me conhece. — Eu também. — respondo.

— É sério. Ele é um cara tão legal, mas é também tão intenso quando se trata de hóquei. Quase não bebe, não se envolve com ninguém. Não é saudável ser tão concentrado em alguma coisa assim, sabia?

Saímos de perto do rinque, mas não deixamos a arena. Em vez disso, abrimos caminho pela multidão em direção ao corredor que leva aos vestiários, para esperar nossos meninos. Jack Gilinsky é o meu. Um pensamento surreal, mas gosto da ideia.

— Por isso acho que você faz bem pra ele. — continua. — Ele parece tão feliz e relaxado toda vez que o encontro.

Minha coluna fica rígida quando identifico um rosto familiar no meio da multidão.

O pai de Jack.

Está a seis metros de nós, indo na mesma direção. O boné enfiado fundo na cabeça, mas isso não o impediu de ser notado, porque um grupo de rapazes de casaco da Briar logo se aproxima para pedir autógrafos. Ele assina os casacos e uma foto que um deles lhe entrega. Não consigo ver o pôster, mas imagino que seja uma foto tirada durante um jogo nos seus dias de glória, como as que vi emolduradas em sua casa. David Gilinsky, a lenda do hóquei.

Agora tentando se realizar através do filho.

Fico tão presa ao meu ódio pelo pai de Jack que não tomo cuidado por onde ando, e uma risada assustada salta de minha boca quando esbarro em alguém. Com força.

— Perdão. Não estava prestando atenção… — O pedido de desculpas morre em meus lábios quando noto em quem esbarrei.

Rob Delaney parece tão surpreso quanto eu.

Na fração de segundo em que nossos olhos se encontram, viro uma estátua de gelo. Calafrios tomam todos os centímetros de meu corpo. Meus pés ficam paralisados no chão. Sou arrebatada por ondas de terror uma após a outra.

Não vejo Rob desde o dia em que testemunhou no tribunal — em nome do meu estuprador.

Não sei o que dizer. Ou fazer. Ou pensar.

Alguém grita: — Lindes!

Viro a cabeça.

Quando retorno o olhar, Rob está se afastando depressa, como se estivesse tentando escapar de um tiro de revólver.

Não consigo respirar.

Jack aparece do meu lado. Sei que é ele, porque reconheço o toque gentil de sua mão em meu rosto, mas meu olhar permanece fixo em Rob se afastando. Está vestindo um casaco da Buffalo State College. É lá que estuda? Nunca me preocupei em descobrir o que aconteceu com os amigos de Brandon. Para que faculdade foram, o que estão fazendo agora. A última vez que tive algum contato com Rob Delaney foi de forma indireta. Quando meu pai atacou o pai dele na loja de ferragens, em Ransom.

— Maggie. Olha pra mim.

Não sou capaz de desviar os olhos de Rob, que ainda não conseguiu sair da arena. O grupo de amigos com que está parou para conversar com algumas pessoas, e ele lança um olhar de pânico por cima do ombro, empalidecendo ao perceber que ainda estou olhando para ele.

— Maggie. Meu Deus. Você está branca feito um papel. O que aconteceu?

Também acho que estou pálida. Tão branca quanto Rob. Parece que nós dois acabamos de ver um fantasma.

Quando me dou conta, minha cabeça está sendo puxada para o lado, as mãos de Jack segurando meu queixo para forçar o contato visual.

— O que está acontecendo? Quem é aquele cara? — Ele seguiu meu olhar e agora está observando Rob com uma desconfiança visível.

— Ninguém. — digo baixinho.

— Maggie.

— Não é ninguém, Jack. Por favor. — Viro de costas para a porta, afastando qualquer tentação de olhar na direção de Rob.

Jack faz uma pausa. Examina meu rosto. Em seguida, prende a respiração. — Ai, cacete. É o…? — A pergunta horrorizada paira entre nós.

— Não. — respondo rápido. — Não é. Prometo. — Meus pulmões queimam por falta de oxigênio, então me forço a inspirar fundo. — É só um cara.

— Que cara? Qual o nome dele?

— Rob. — A náusea inunda minha barriga feito um cardume de tubarões. — Rob Delaney.

O olhar de Jack permanece fixo sobre meu ombro, o que me diz que Rob ainda está aqui. Droga, por que não vai embora logo?

— Quem é ele, Maggie?

Por mais que tente, não consigo disfarçar que fiquei completamente sem chão.

Meu rosto se desfaz, e sussurro: — É o melhor amigo de Brandon. Um dos caras que testemunharam contra mim depois do…

Jack já está se afastando depressa.


Notas Finais


Continua...

09 CAPÍTULOS PARA TERMINAR!!!


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