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História The Destiny (Chaelisa) - Capítulo 12


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Notas do Autor


Sugestão de música:
Fallin' All in You - Shawn Mendes

Boa leitura❤

Capítulo 12 - Capítulo doze: O sorriso do Cheshire


É fim de tarde, mas as luzes de Seul nunca se apagam. Principalmente quando se está em um parque de diversões. Lotte World.  É sempre bem lotado nos finais de semana, mas isso nas impediu que Rosé levasse Lisa para um passeio. E depois de alguns minutos bem gastos jogando, elas pareciam não perder a animação. 

- Você acha mesmo que vai ganhar? – Lisa perguntou pegando a arma para acertar nos alvos.

- Eu acho que você vai perder – Rosé riu se preparando para começar a competição.

Quando ela convidou Lisa para sair, não tinha nenhuma ideia onde isso a levaria. Passara o dia todo rodando em círculos pensando onde poderia a levar. Suas voltas a fizeram seguir o conselho de Jisoo "E daí que o parque de diversões é um lugar cheio de pessoas? Ele é divertido, clichê e... Romântico". Na verdade ninguém mais importava a não serem as duas garotas que pareciam crianças em meio aquela multidão. Elas já tinham experimentado meia dúzia de brinquedos, e agora competiam no tiro ao alvo. A tarefa delas era simples: acertar os dez bonequinhos que apareciam e desapareciam.

- Boa sorte – Rosé disse enquanto Lisa se preparava para atirar. Chaeyoung podia admitir que a sua adversária não fosse ruim, mas talvez lhe faltasse um pouco mais de velocidade.

- Ah - ela disse quando terminou o tempo, não muito satisfeita, embora tivesse se saído bem – Acertei sete, vamos ver se você consegue fazer melhor. – A outra não comentou, apenas ocupou o lugar da menina e se concentrou.

O primeiro, o segundo, o terceiro... Lisa estava boquiaberta, Rosé incrivelmente acertara os dez antes de o tempo acabar. Chaeyoung estava ficando boa em ganhar dela ou ela estava ficando boa demais em perder.

- Haha... Ganhei de novo – Rosé comemorou.

- Isso é injusto. – Lisa fez biquinho.

- Bem eu disse pra não apostarmos nada. – agora a menina mais nova lhe devia um algodão doce e teria que carregá-la nas costas.

O dono da banca gentilmente deixou que Chaeyoung escolhesse o prêmio que quissesse.

- O gatinho, por favor – ela disse apontando para uma das pelúcias.

Embora Lisa não tivesse atingido todos os alvos, ela tinha atingido um alvo muito melhor. O coração de Rosé... Ela tinha o melhor prêmio de todos. E passar a noite com ela era incrível. Não podia esconder o sorriso em seu rosto. Chaeyoung por outro lado agarrou seu gatinho de pelúcia e subiu nas costas de Lisa.

- Eu vou te levar só até o carrinho de algodão doce.

- Não tínhamos combinado uma distância. – Rosé resmungou rindo.

- Ótimo posso te largar aqui então – Lisa respondeu ameaçando soltá-la.

- Nãooo... Tudo bem até o carrinho.

Lisa a carregou até o carrinho rosa em que uma adorável senhora manuseava uma máquina de algodão doce. 50 metros. Parece pouco, mas Chaeyoung não era tão leve assim.

- Ah minhas costas – Lisa disse se esticando – Você não é tão leve quando parece – O que esperar também? Chaeyoung parava para comprar comida em qualquer banquinha que elas passavam.

- Hmm – Rosé disse enquanto comia. Era adorável assisti-la comer, até agora ela não reclamara de nada que experimentou. Era sempre “Uau” “Isto está uma delícia” “Hmm”. Todas as suas caretas demonstravam que era delicioso, como se ela estivesse experimentando pela primeira vez. – Você quer um pedaço? – Lisa fez que não com a cabeça – Só um pouquinho, vamos, abre a boca – Lisa o fez e a outra abriu um sorriso.

- Vocês são um casal muito bonito – A senhora do carrinho comentou.

As duas se entreolharam sem saber o que dizer. No final elas apenas agradeceram a senhora com um menear de cabeça e um sorriso. Mas elas eram um casal? Amigas? Bem, obviamente mais do que isso. Mas nenhuma delas se atrevia a definir o que tinham. Embora Chaeyoung admitisse em sua mente que elas seriam um belo casal.

- Que tal roda gigante agora? – Lisa sugeriu depois de um tempo andando sem escolherem alguma coisa.

- Vejo que você já se cansou de perder – Rosé riu. – Tudo bem eu estava mesmo pensando em ir lá.

- Eu te deixei ganhar, é diferente.

- Ah claro é verdade. Corrida até a roda gigante então? E tente não me deixar ganhar.

Rosé correu na frente. Não dessa vez Chaeyoung, Lisa disse baixo. Talvez ela não fosse tão habilidosa no tiro ao alvo, mas ela tinha pernas longas e força de vontade.

- Eu disse que tinha te deixado ganhar das últimas vezes – Lisa resmungou quando Rosé finalmente chegou para comprar os bilhetes.

- Você teve sorte dessa vez.

- Talvez – Ou talvez ela tenha cortado caminho.

Está certo que o balanço dos primeiros metros contornados pela roda gigante não eram quase nada comparado pela velocidade que ela atingiria alguns minutos depois disso. Mas Rosé estava agarrando o ferro como se não houvesse amanhã. Ela não tinha medo de altura. Mas que diabos. Por que tinha que ser tão alto? Se não fosse a mão de Lisa entrelaçada a sua, ela já tinha pedido pra sair. Resolveu se concentrar no céu, olhar pra baixo só a deixaria mais tensa. A lua exibia um sorrisinho. Ela se lembrava do Cheshire, o gatinho sorridente do País das Maravilhas. Tu és louca, eu sou louco, todos somos loucos! Se não fôssemos loucos não estaríamos aqui, é uma frase que ela não esquece quando se lembra dele. Talvez ela fosse louca por pensar que Lisa era mesmo sua alma gêmea. Ou por pensar que ela corresponderia ao seu coração apaixonado. Ok, pensar no Cheshire só estava a deixando mais nervosa.

Por outro lado, Seul era tão bonita de longe, parecia pequena. Só um amontoado de luzes coloridas. Uma sensação de leveza agarrou seu estômago, quando a roda gigante ganhou velocidade. Ela apertou mais a mão de Lisa. Prestar atenção na paisagem não estava ajudando muito Chaeyoung.

- Rosé, quais eram os seus planos quando você veio pra Seul?

- Hum, essa é uma boa pergunta – Ela respondeu com um sorriso calmo, isso poderia ajuda-la a se distrair. – Isso é uma coisa que eu queria te perguntar também. Mas, bom, vou responder primeiro – Ela suspira e olha longe – Quando eu me mudei meus pais me deram total apoio, eu queria fazer música, aluguei aquele apartamento, entrei numa agência e treinei por quase um ano, mas você viu como eu danço, eles não queriam emplacar em uma solista, queriam montar um grupo, mas eu não era qualificada, então, eles me dispensaram. Depois disso, eu tentei mais algumas vezes, mas não deu. Encontrei Jennie, e ela meio que cuidou de mim, e me arrumou um emprego no restaurante do seu pai.

- Não acho que você devia desistir, Chaeyoung você é a mulher mais talentosa que eu conheci, é impossível alguém dizer o contrário. – Rosé engoliu em seco – Me diga  quais são seus planos agora?

Boa pergunta. Mas Chaeyoung não tinha uma resposta. Isso era terrível. Vergonhoso e terrível. Ela não poderia viver pra sempre sendo assistente de Jennie. Ela ainda queria realizar o seu maior sonho. Aquele que a fizera vir pra cá. Ela queria cantar e queria que o mundo a escutasse.

- Eu ainda quero fazer música – Lisa sorriu.

- Você pode cantar pra mim?

- Agora?

- E que lugar melhor do que numa roda gigante? – Rosé semicerrou os olhos. Infinitos lugares são melhores que esse. Mas ela não ia negar o pedido da garota. Mesmo que sua barriga estivesse flutuando a cada subida que a roda fazia.

Sunrise with you on my chest (Amanheço com você no meu peito)
No blinds in the place where I live (Não há cortinas no lugar onde moro)
Daybreak open your eyes (A madrugada, abra seus olhos)
'Cause this was only ever meant to be for one night ( Porque isso só deveria durar uma noite)
Still, we're changing our minds here (Ainda assim, estamos mudando nossas mentes aqui)
Be yours, be my dear (Ser seu, seja minha querida)

Lisa a abraçou enquanto ela cantava. Sem dúvida isso teria ficado incrível com um acompanhamento, mas a voz de Rosé já era suficientemente perfeita. Se Lisa pudesse entender que Rosé cantara essa música apenas para ela. É tudo sobre você, Rosé pensou enquanto a garota não cansava de dizer que sua voz era como a de um anjo.

- Você está com fome? – Rosé perguntou assim que elas desceram da roda gigante.

- Sim – Embora Chaeyoung parecesse tem uma fome infinita. Lisa realmente estava faminta naquele momento. Não era a única que sentia. Eu não quero apenas comer, Chaeyoung, quero você venha aqui, agarre minha cintura e diga que nesta noite nada mais importa e me beije tão apaixonadamente que eu vou esquecer o meu nome. Ok. Isso é demais. Lisa riu com o pensamento.

As duas decidiram então ir ao supermercado e comprar algumas besteiras. Elas já trabalhavam em um restaurante seria tedioso voltar a um naquele momento. E a garota mais velha não demorou cinco minutos para chegar a um lugar que ficava aberto 24 horas.

- Rosé entre no carrinho – Lisa pediu pegando um daqueles carrinhos de supermercado.

- Tem certeza? E se quebrar?

- A gente sai correndo.

- Espero que isso não aconteça – Chaeyoung comentou enquanto entrava dentro dele.

O lugar não estava muito cheio, mas todo mundo que passava por elas não deixava de olhá-las. E a compra que seria de apenas alguns salgadinhos, acabou se tornando um grande festival de doces. Elas não comeriam tudo aquilo. Até o moço do caixa sabia. Ele parecia surpreso. Quando elas carregaram as sacolas para fora. Agora elas só precisavam decidir onde comer.

- Que tal o parque? – Rosé disse se referindo ao lugar onde as cerejeiras floresciam todos os anos. Não estava na época das flores, mas ainda era um bom lugar para ficar. Lisa concordou e elas subiram na moto.

- Não vamos conseguir comer tudo isso – A mais nova disse enquanto tirava os doces e os salgadinhos da sacola.

- Acho que exageramos.

- Não tem problema, a gente guarda.

Chaeyoung não se conteve diante dos doces, ela parecia uma formiga em busca de doce. Lisa por outro lado preferiu os salgados.

- Você não me falou sobre os seus planos. - Rosé disse.

- Eu gosto da minha rotina, tipo coreografar, viajar, tirar foto. Não mudaria nada. Até do restaurante eu estou gostando. 

- E mais futuramente?

- Casar e ter filhos? - Lisa sorriu - É um bom plano não? - Rosé concordou sem graça - Mas ainda é muito cedo para pensar nisso.

 A verdade é que depois de um tempo, ninguém aguentava mais comer então os dois corpos se misturaram em um grande emaranhado deitadas na grama alta e verdinha daquele campo. Botas escuras e um par colorido de All stars fazendo um contraste bonito entre si. Revezavam-se entre encarar uma a outra, ou o céu estrelado que lhes fazia companhia.

- Isso foi muito legal. – Lisa comentou.

- O que exatamente?

- O encontro – Ela respondeu com um sorriso – É bom passar esse tempo com você – Com certeza esse tinha sido o melhor encontro que tivera. Talvez dessa vez ela estivesse com a pessoa certa.

Chaeyoung podia dizer o mesmo. Ela amava ficar ao lado de Lisa. Gostava de sentir seu coração bater mais rápido em seu peito quando elas se tocavam ou só mesmo quando elas se encaravam. Rosé gostava de se perder no olhar da outra. Seus olhos eram como um oceano em que ela não sabia navegar, mas Lisa não permitiria que ela afundasse. Ok. Chaeyoung admitiu em sua mente, algo que ela resolveu guardar apenas para si naquele momento. Ela amava Lisa, não estava apenas apaixonada. Meu verão em um dia de inverno. Não tinha nada errado entre as duas. Ela a queria com todas as forças. E mesmo que sua mente estivesse lutando contra as palavras que ela queria dizer, Rosé não se permitiria perder Lisa sem ao menos tentar.

- Lisa – Rosé chamou sua atenção enquanto a outra desviava os olhos das estrelas – Eu preciso te dizer uma coisa – sua respiração se tornava mais intensa assim que ela pensava no que estava dizendo.

- Tudo bem você pode me dizer qualquer coisa – Lisa disse segurando uma de suas mãos. Ela estava lhe tentando passar a segurança que não tinha. Vamos lá Rosé, apenas diga de uma vez.

- Desde que nos conhecemos eu senti algo diferente por você, eu sempre pensei que era porque você era parte da minha imaginação, mas não era isso. Porque você está aqui e eu continuo sentindo. No começo, eu lutei para não sentir isso, afinal você não pode ter sentimentos por algum que não é real. – Chaeyoung parou por alguns segundos, tempo necessário para que Lisa absorvesse cada detalhe daquele momento – O que eu estou querendo dizer é que eu...eu...eu estou apaixonada por você, Lisa. E eu não posso continuar lutando contra isso. Eu não quero lutar, porque eu apenas quero você. - Por favor, apenas me queira também.

- Chaeyoung eu também estou apaixonada por você – Isso é real mesmo? Por favor, diga de novo se isso for real. Mas Lisa apenas se aproximou para puxar os lábios de Rosé até os seus. Um beijo calmo, leve e apaixonado.

Todas as dúvidas, medos, e sentimentos ruins que existiam em Rosé deram lugar ao amor que ela estava sentindo por ela, sentia-se completa, quando estava com Lisa. Depois de vários amores não correspondidos. Chaeyoung finalmente tinha alguém para amar de verdade.

- Preciso fazer uma coisa – Rosé disse depois que elas se separaram. Ela então se sentou e pegou a sacola de um dos doces que havia comido procurando algo dentro dela. Não esperava que a noite terminasse assim, então se agarrou a única coisa que tinha para fazer daquele momento real. Tirou de dentro um anel de plástico que vinha dentro de um saco de balinhas. – Então, Lalisa Manoban, você aceita ser a minha namorada? – Suas mãos tremiam enquanto ela esperava a resposta.

- Claro que eu aceito – Lisa respondeu subindo no colo da garota depositando beijos pelo seu rosto. – Não acredito que você é minha namorada agora – Ela sorriu quando Rosé colocou o anel de plástico no seu anelar.

O coração de Chaeyoung não se continha. A garota dos seus sonhos era finalmente a sua namorada. Ela gostaria de gritar para que qualquer ser vivo daquele lugar escutasse. Sim, o Cheshire estava certo ela era louca e sim, elas eram namoradas e ninguém poderia mudar isso. Ninguém poderia reverter o presente.

Mas quem poderia prever o futuro?



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