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História The Detective - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Chapter.28


Fanfic / Fanfiction The Detective - Capítulo 28 - Chapter.28

Eu e Jiyo estávamos caminhando pelo bairro e conversando enquanto esperávamos o horário para ela se afastar. As ruas eram silenciosas, não havia nada mais do que nossos passos e vozes ecoando pelo local.

Secr.Jiyo- Então...o que está rolando entre vocês dois?

-Eu e o detetive? Não sei direito.

Secr.Jiyo- Gosta dele, você é muito transparente, S/N.

-Sou tanto assim?

Ela move sua cabeça positivamente e rimos baixo.

Secr.Jiyo- Qual a relação de vocês?

-Não sei, talvez irmãos? Não. Nunca falamos sobre isso.

Secr.Jiyo- Eu vi o jeito que ele te olhou, bem nos olhos logo depois de te beijar.

-Estou me sentindo uma colegial novamente.

Secr.Jiyo- Vocês se gostam, deveriam falar sobre isso.

-Vou falar com ele, eu acho.

Quebra do tempo

Nós ficamos conversando e caminhando por algum tempo e já eram 23:48.

-Diga para o detetive não se preocupar, porque eu vou ficar bem.

Secr.Jiyo- Vou dizer. Seja confiante. Estou indo.

Um sorriso confiante surgiu em seus lábios e assim, ela foi embora. Meus batimentos estavam a mil, batendo mais rápido que o de um coelho. Caminhei como se estivesse um pouco tonta, falando sozinha em um tom alto e rindo. Era humilhante, mas eu tinha que fazer isto.

Não demorou muito para ouvir passos lentos atrás de mim, eu estava um pouco longe do local definido e por isso corri até próximo. Os passos de aceleraram conforme os meus, logo um braço envolve meu pescoço e uma voz baixa diz:

Suspeito- Não faça barulhos.

-Me largue.

Tento me soltar, mas o suspeito era realmente forte e apertou mais meu pescoço.

Suspeito- S/N. Detetive S/N, deveria ter saído deste caso enquanto teve tempo. Agora vai ter suas consequências.

Fico um pouco sem ar, mas conforme os planos, ele está indo em direção ao templo de cima. Ele passa por dentro de uma passagem e por sorte, um dos agentes não é percebido. 

O suspeito me leva até em frente ao templo, sua mão esquerda vem ao meu ombro e a direita, onde sua adaga estava, encosta em meu pescoço. Não era grande, daria para esconder em qualquer lugar.

-Por que faz isso?

Suspeito- Você não é a primeira que me pergunta isso. Gostaria de ouvir sua última história?

Sem minha resposta ele começa, sua voz não me era estranha, mas parecia que ele estava forçando para muda-lá.

Suspeito- Tudo começou com uma paixão, mas claro que não quer saber sobre isso. Não é?

-Charlie?

Charlie- Não me interrompa.

Sua voz muda, era ele e agora sua adaga estava em frente a minha barriga.

-Entendi. Não faça isso.

Charlie- Pare de me interromper.

Ele diz alto pressionando a adaga contra minha pele.

Charlie- A mulher que eu amava foi morta por um policial e meus pais foram presos, morreram na prisão por estarem velhos demais.

-Por que eles foram presos?

Perguntei com receio, o braço esquerdo do mesmo envolve meu pescoço novamente.

Charlie- Foram acusados de assédio.

Sua risada estérica ecoa pelo parque, a adaga ficou pressionada com mais força contra mim, minhas duas mãos foram em sua mão direita e tentei empurrar a mesma para longe, mas sem resultado.

Charlie- Acredito que saiba como isso funciona, detetive.

-Sim, eu sei. Sei de tudo.

Charlie- Quem acreditaria em você?

-Tem pessoas que acreditariam em mim.

Charlie- Quando eu acabar com você, vou procurar aquela que saiu da cidade, logo depois vou matar a Jiyo, nem para ser uma boa cúmplice ela serve e por fim, o detetive Min.

-O que a Jiyo e o detetive tem a ver com isso?

Charlie- Você não sabe de tudo, S/N.

-A Jiyo não é cúmplice sua, e o detetive não tem nada a ver com isso.

Charlie- Eu diria para ver com seus próprios olhos como a Jiyo foi minha cúmplice, mas você não poderá fazer isso. Como seu pai, não viu mais com os próprios olhos.

E mais uma vez, sua risada estérica entra em meus ouvidos, meus olhos se marejaram com minha boca entreaberta.

-C-Como?

Charlie- Não sabia, S/N? A vida do seu pai ficou em minhas mãos.

-Por quê? Por que fez isso? Ele nem sequer era um agente polícial.

Falei alto e desabando, minhas bochechas estavam umidas. Ele não fazia nada além de rir.

Charlie- Ele estava somente no lugar errado e na hora errada.

-Vá para o inferno.

Por mais que eu estivesse com o ódio explodindo em mim, eu tinha que deixá-lo certo de que ele me mataria aquela noite.

Charlie- Vamos começar com isso, está ficando tarde e estou te dando muito tempo.

Sua adaga é trocada de mão, assim deixando sua mão direita livre. Ele aperta meu pescoço, estava perdendo meu fôlego rapidamente, não conseguia gritar, minha única opção era meu canivete.

Levantei minha perna direita, peguei o canivete do coldre e rapidamente furei coxa do mesmo. Sua mão se soltou de mim, me afastei rapidamente dele, ele tirou o canivete de sua coxa e correu enquanto alguns agentes saiam de seus lugares para irem atrás dele.

Charlie foi cercado e algemado. Eu me ajoelhei no chão recuperando o ar, passei a mão levemente em meu pescoço enquanto tossia. Os rádios da agentes que estavam silenciosos, agora estavam a todo vapor, um dos agentes se aproximou de mim e me entregou o canivete.

Polícial1- Detetive, você está bem?

-Sim, só preciso de um tempo para recuperar meu fôlego. Obrigado, trabalharam bem.

Ele estende sua mão e me ajuda a levantar. Coloquei meu canivete de volta no coldre 

Polícial2- Detetive S/N, vamos levá-lo para a delegacia e queremos que você faça o interrogatório.

-Vou fazer mais tarde, o mantenham na sala de interrogatório.

Caminhei para fora do Daegu Arboretum, haviam algumas viaturas estacionadas, Jiyo veio em minha direção rapidamente com uma garrafa de água.

Secr.Jiyo- Beba, detetive.

-Obrigado, mas o Charlie me disse que você estava com ele.

Secr.Jiyo- Eu fui ameaçada.

-Iremos conversar sobre isso mais tarde.

Secr.Jiyo- Me desculpe, tive de ficar quieta ou eu morreria.

-Ele disse que te mataria.

Secr.Jiyo- Era de se esperar.

Abri a garrafa de plástico, bebi um pouco e suspirei cansada. Eu queria somente ir para minha casa e dormir na minha cama.

Secr.Jiyo- Eu vou indo, o detetive está vindo.

Como ela disse, o detetive Min estava correndo até próximo de mim, envolveu seus braços ao meu redor e recostou sua cabeça em meu ombro.

-Yoongi, tem agentes aqui.

Det.Min- Não me importo. Eu estava tão preocupado, ele é um psicopata, consegui ouvir a risada maluca dele daqui de fora, achei que ele tinha te matado.

-Estou bem, em partes.

Det.Min- Alguns agentes disseram que você estava chorando.

-Desesperadamente.

Det.Min- O que aquele desgraçado fez?

Suas mãos param em meus ombros e seu rosto se forma em preocupação.

-Ele...

Abaixei minha cabeça e senti minhas bochechas ficando úmidas novamente.

-Ele matou meu pai. Ele não tinha um motivo para matar ele, disse que meu pai estava no lugar errado e na hora errada.

Det.Min- Sinto muito.

Limpo meu rosto, olho para o detetive e sorrio de lábios.

-Obrigado por ser meu apoio emocional.

Det.Min- Será sempre bem vinda.

Quebra do tempo

Eu e o detetive fomos para casa, o mesmo trocou meu curativo rapidamente e ambos fomos para nossos quartos. Tomei meu banho rápido, troquei de roupa, me deitei e olhei para a janela. Estava sem fome e sem sono, acho que meu cansaço não era de sono, meu corpo estava pedindo para relaxar um pouco e viver um pouco minha vida.

Fechei meus olhos para tentar dormir, porém ouvi a porta ser aberta e logo dois passos para dentro do quarto. Olhei em direção a porta e sorri levemente de lábios.

Det.Min- Não consegue dormir também?

-Não, acho que ainda estou nervosa.

Det.Min- Posso me sentar?

-Claro.

Ele se sentou próximo a meus pés e olhou para a janela, assim como eu.

Det.Min- Vamos para a cozinha, acho que tenho pacotinhos de chá. Eu tomo sempre que fico sem sono.

-Mas você parece dormir em qualquer lugar.

Det.Min- É isso que pensa de mim, S/N?

Sua voz sai em tom de brincadeira. Rimos um pouco, ele se levantou, estendeu sua mão em minha direção e disse com sua voz calma.

Det.Min- Quer tomar chá comigo, S/N?

-Eu adoraria, Yoongi.

Me levantei, fomos até a cozinha, ele colocou água em uma panela e me olhou.

Det.Min- Parece agoniada.

-Queria saber o que nós temos.

Det.Min- Como assim?

-Eu gosto bastante de você, mas ainda é muito cedo para termos alguma coisa, não?

Det.Min- Concordo com você.

-Então está admitindo que sente alguma coisa por mim.

Sorrio brincalhona e dei um empurrão leve em seu braço.

Det.Min- Fui descoberto. Mas o que acha de irmos devagar?

-Como ter dez encontros antes de ter alguma coisa?

Det.Min- Dez?

-Sim. Vi em um filme, foi bem romântico.

Det.Min- Tudo bem, aprovo.

Os cantos de minha boca se levantam com um pouco de vergonha. O detetive coloca a água em duas xícaras, põem os pacotinhos de chá dentro dos mesmos e me entrega um.

Det.Min- Beba isso e vá dormir. Precisamos interrogar o Charlie mais tarde.

-Você estava certo.

Det.Min- Sim, mas porque não percebemos isso mais cedo?

-Jiyo. Ela foi ameaçada, teve que ficar ao lado do Charlie e provávelmente encobriu algumas coisas para ele.

Det.Min- Vou falar com a mais tarde, agora beba.

Dou um gole no chá e já me senti mais calma. Quando terminei de beber o mesmo, me despedi do detetive, fui para meu quarto, me deitei e caí no sono. Mais tarde seria um dia difícil, um detetive interrogando um superior por vários crimes.









Notas Finais


Oie
espero que tenham gostado do capítulo e estejam gostando da fanfic
continuem acompanhando e dando muito amor


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