História The Detention - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Lemon, Namjin, Taegi, Taeyoonseok, Vhope, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 159
Palavras 9.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"CÊULGUI, SUA FILADAPUTA"
"EU NOA CREDITO TOMANOSEOCU"
"TOMARA Q PERCA O TÊNIS NO BUERO E O IT COMA O SEO PÉ"

AAAAAAAA EU SEI, EU SEI, EEEEEUUUUU SEEEEEEI;-;
PODEM ME XINGAR A VONTADE, EU DEIXO
2 meses foi de foder msm ;-; AAAAAAAAA DEEEESCUULPAAAA;-----;

Peço q me perdoem, por favor, entendam o meu lado :c
Basicamente o meu problema foi o msm do cap 7, na vdd o bloqueio perdurou por 1 mês, dps disso eu parecia uma máquina escrevendo, tlgd JSAHDHSGADF NÃO É À TOA Q VEIO 9K DESSA VEZ, CARAAAALHOOOOOO
*Gritos eufóricos e uma eu correndo pela casa like a NATURO*

Não vou me prolongar muito pq vcs já ficaram TEMPO DEMAIS sem ler esse xuxu aqui, tanto é q só vou corrigir dps de postar, então, desde já, relevem quaisquer erros, pois, já já eles serão corrigidos (caso tiver) ^3^
E olha, não é por nada não, mas esse cap ta um HINO ~HIIINOOOOO~ HSGDHSGDHSF EU TO MUITO FELIZ E ORGULHOSA DELE PQP QUE SAUDADE DISSO AQUI TBM
EU TO NERVOSA EU, QUE EMOSAO, FINALMENTE! CEIS NÃO FAZEM IDEIA DA ANSIEDADE Q EU TAVA PRA POSTAR ISSO AQUI E NUNCA TERMINAVA, PUTA MERDA, DEU MAIS DE 50 PÁGS NO WORD, TAPOAR
*Tossindo pra limpar a garganta e pegar folego dnv*

Enfim rç Espero que vcs gostem, que esses 9k cheirosos recompensem pelo menos um pouquinho essa puta demora e conversamos melhor nas notas finais, então até lá, meus guaxininzinhos! qqq

BOA LEITURA, PORRA!
KKKKKJJKIKJJKK???
desculpa

- EUTOMUITOFELIZEUAAAAAAAA ❤❤❤ -.

Capítulo 9 - Cala a BOCA! - Parte 4


Fanfic / Fanfiction The Detention - Capítulo 9 - Cala a BOCA! - Parte 4


Um pouco mais de duas horas atrás...

 

 

— Eu ainda não estou crendo no que você acabou de fazer. – Declarou o Kim.

— Isso porque você viu com os seus próprios olhos, imagina se não tivesse presenciado? – Debochou vanglorioso.

Se encontravam descendo as escadarias do segundo andar com certa pressa, já com as mochilas nas costas, prontos para sair do instituto. Atordoado, com as mãos nos bolsos da calça, Taehyung bufou maneando a cabeça em negativa.

— Você não devia ter feito isso...

— Agora já foi – Deu de ombros – Não dá pra voltar atrás e, mesmo se desse, eu faria de novo.

— Qual é o seu problema?!

— Por que não perguntou pra ele também qual era o problema dele quando aquele otário inventou de espirrar aquele perfume feito por Satanás no meu uniforme?! Não sei se você se lembra, Tae, mas... – Semicerrou os olhos para o amigo – Eu fui parar no hospital aquele dia por causa de uma reação alérgica – Forçou um sorriso.

Taehyung apertou os lábios, transmitindo pelo olhar uma mistura de lamentação, angústia e receio.

Ele se lembra muito bem daquele dia.

Passaram pelo portão, saindo do colégio quase que ao mesmo tempo. O alaranjado aspirou todo o ar que podia, soltando de uma vez para relaxar os músculos tensos. Diferente dele, Jungkook era a calmaria em pessoa. Só faltava a áurea clara e translucida contornando-o para que fosse um verdadeiro anjinho. Se o amigo não soubesse o que o moreno aprontou a pouco, o compararia facilmente à um.

— Cara... o Jimin vai ficar uma fera! E-Eu não sou nem capaz de imaginar o que ele pode fazer! Você sabe que ele vai acabar com você, não sabe?!

Jungkook riu fraco, sorrindo de canto.

— Eu sei.

— E o que você pretende fazer???

— Eu? – Jungkook ergueu uma sobrancelha, sorrindo maldoso. Havia chamado seu motorista, não voltaria a pé com Taehyung hoje. Pousando uma de suas mãos na maçaneta do carro, abriu a porta, porém não entrou. Encarou o amigo por um tempo, somente se pondo a adentrar o veículo após sua última deixa – Eu estarei esperando.

 

 

 

 


Agora...

 

 

Por um instante, achou que o tempo acinzentado fosse embora, mas, olhando agora pela janela da sorveteria, tudo indicava que perduraria pelo resto do dia.

O que estavam fazendo ali?! Tomando sorvete num dia desses?!

“Não há hora para se tomar sorvete, Jiminie” diria Hoseok se pudesse ler sua mente.

Na real, nada daquilo importava.

Não importa! Não importa se este clima não é o mais adequado para se tomar sorvete! Tanto faz como tanto fez, isso é completamente irrelevante!

A única coisa que importava para o garoto ruivo confuso, banhado em frustração, era...

“Por que não me lembro onde deixei aquela merda?!”

Era um tolo! Um burro! Mil vezes burro!

“Droga!”

Bateu o punho contra a mesa amadeirada, irritado. O baque fora tão forte que fez as coisas postas sobre a superfície saltarem minimamente e Hoseok e Namjoon levarem um pequeno sustinho.

Yoongi só ignorou, não esboçando nenhuma reação além de continuar tomando seu sorvete, despreocupado.

Não tinham o que falar. Dialogar com Jimin estressado surtia tanto efeito quanto ensinar a formula de Bhaskara para uma criança ou um bêbado. 

Sabiam perfeitamente disto como também entendiam o estado do amigo. Por isso, os morenos – Jung e Kim – se limitaram a somente se entreolhar.

Park se sentia tão péssimo... tão... idiota.

Voltar para casa ou se manter vivo? As duas coisas não dá.

Levará uma baita de uma bronca de seu appa, está ciente disso. Sr. Park não ligaria tanto em outra ocasião, talvez se... Jimin não estivesse de castigo por ter fingido estar doente para não ir a uma das reuniões da empresa consigo, e, sim, a uma baladinha qualquer, no máximo levaria um puxão de orelha pelo descuido.

Por ainda estar bravo com o filho, é capaz do ruivo ser atirado pela janela do último andar da casa.

Juntou os antebraços sobre a mesa e descansou a testa nestes, deixando escapar um suspiro pesado.

— Assim... – Yoongi começou, dando uma pausa para limpar a boca no guardanapo – Ficar se remoendo não vai trazer o seu celular de volta, Jimin... muito menos quebrar a mesa.

— Deixa ele, Yoongie... – Hoseok retrucou doce, não hesitando em levar sua mão para o topo da cabeça do ruivo, iniciando um cafuné acolhedor.

— E eu tô mentindo?

— Você não faz ideia mesmo de nenhum lugar que poderia ter deixado? – Namjoon resolveu se pronunciar. Se não o fizesse, conhecendo os companheiros que tem, Hoseok e Yoongi acabariam discutindo na certa – Não consegue se lembrar? Nada? Não consegue nem se esforçar em buscar nas suas memórias cada passo que deu hoje? Podemos... sei lá... ter esquecido de procurar em algum lugar...

— Difícil. – O loiro retrucou – Éramos em quatro, olhando cada cantinho possível daquela escola. Ela pode até ser grande e extensa, mas se estivesse jogado por lá teríamos achado.

Namjoon suspirou, comprimindo os lábios.

Concordava com Yoongi, afinal de contas.

Eles foram minuciosos, sua própria mente se recusa a se iludir com essa falsa esperança. Não estava lá. Era certeza.

Jimin se impôs, porém, por ter permanecido na posição em que estava, sua voz acabou por sair baixa e abafada, dificultando o entendimento dos demais.

— Você entendeu alguma coisa? – Namjoon sussurrou para Hoseok.

Como resposta, o moreno mais baixo formou um beicinho nos lábios e negou com a cabeça.

— Ninguém entendeu porra nenhuma, Jimin – O loiro interviu indiferente, colocando mais uma porção do seu sorvete na boca.

Antes de levantar a cabeça, o ruivo respirou fundo. Hoseok parou o cafuné quando percebeu que o amigo iria arrumar sua postura, não antes de colocar uma de suas mechas alaranjadas atrás de sua orelha e sorrir de lado para o que havia feito. Pouco depois, Jimin ergueu a cabeça lentamente, lançando um olhar entediado para Yoongi. O loiro encarou de volta, sem expressar absolutamente nada, continuando a tomar seu sorvete tranquilamente.

— Eu disse... ‘e você, Hoseok?’

— Eu o quê?

— Não vai fazer como o seu amiguinho aí e jogar na minha cara que fiz vocês perderem tempo à toa?

— Oi?! Como é que é, Park Jimin? – Yoongi franziu o cenho, como se tivesse entendido errado e pedisse para que repetisse – Em nenhum momento eu disse isso. Se você quer que eu minta pra você, vai ficar querendo.

— Ele só foi realista... – Namjoon comentou, recebendo um olhar ameaçador por parte do ruivo.

— Certo! – Hoseok se manifestou, sentindo a atmosfera ainda mais densa e carregada – Eu vou no banheiro, já volto. – Se levantou – Façam o favor de se resolverem. – Ordenou.

— Não temos nada para resol... – O Park se calou no mesmo segundo em que o moreno o fitou com a sobrancelha arqueada.

— Se não nos pedir desculpas pela sua birra, Hoseok vai arrancar a sua rol...

— YOONGI! – O moreno mais baixo repreendeu.

— QUE FOI?

— Reveja seus palavreados em público! – Resmungou bravo.

— Qual o problema de falar pinto, rola, pau e os ‘caraio, Senhor-Politicamente-Correto?!

— Não seja desrespeitoso com as famílias presentes, seu cabeça oca!

— Duvido que não saibam o que é um pau...

MIN. YOON. GI!

Por favor, me diz que eles não vão brigar aqui... eu imploro – Namjoon se lamentou quase num choramingo, tampando o rosto, sentindo a vergonha alheia o sufocar internamente.

Mesmo estressado, Jimin não conseguiu conter o risinho discreto.

Não que aqueles dois fossem de brigar constantemente, aqueles garotos se davam bem até demais. Yoongi, talvez, só goste de irritar o mais novo e provoca-lo sempre que surge oportunidade. Ou seja, na maior parte do tempo.      

Num geral, o loiro não é de discutir se não for zoando ou por provocação, como é o caso de agora.

Embora as briguinhas sejam hilárias, na maioria das vezes a única coisa que Namjoon sente vontade é de se jogar numa piscina de soda cáustica. Que também é o caso de agora.

Para a sorte do Kim, a briguinha deles não durou muito. Na verdade, já fazia mais ou menos uns dois minutos que Hoseok havia ido ao banheiro e Yoongi tomava o resto do sorvete que sobrou no seu pratinho como se nada tivesse acontecido.

Era sempre assim.

De qualquer forma, Jimin só prestou atenção no primeiro momento, quando a discussão estourou. Depois se perdeu na própria consciência e lá se encontrava até então. Oras, precisava pensar no que iria fazer!

O que faria?! Rezaria para que seu appa estivesse de bom humor nesse dia horrível?! É, quem sabe não seja uma má ideia...

Deveria dar uma passada nas suas redes sociais para avisar sobre o incidente?

Sim, com certeza faria isso!

Vai que alguém achou e está disposto a devolver?

Uma boa hora para se ser otimista!

Olhando para o lado de fora parecia até que as nuvens iriam chorar por ele.

Uma gotinha caiu.

Mais duas... três, quatro... mais de quinze por vez...

É, as nuvens não foram fortes o bastante.

“Eu também sinto muito pelas minhas costas, Nuvens...”

— Cadê o Yoongi? – Foi a primeira coisa que o moreno disse ao retornar para a mesa. Encarou Jimin esperando uma resposta, no entanto desistiu quando notou que o garoto viajava na maionese. Nem deve ter o escutado. Alternou seu foco para Namjoon, erguendo as sobrancelhas.

— Teve que ir... ligaram pra ele e parecia ser urgente.

— Como... assim? – Estranhou.

— Não faço a mínima ideia também, isso é tudo que eu sei. Ou melhor, tudo que ele me falou, né...

— Ele... não disse pra aonde ia? Você não perguntou??

— Perguntar eu perguntei, mas ele foi breve. Disse que eram compromissos envolvendo o curso de informática, aquele lá que ele faz bico nas quartas e quintas, e só. E aí vazou.

Hoseok riu desacreditado.

— Você não está falando sério... não pode estar falando sério!

— E... se eu disser que estou? – Intrigado, Namjoon encarou o amigo, procurando entender o porquê daquela reação.

Puff, isso é quase impossível, pra não dizer que é impossível! – Proferiu risonho, contudo, era notório seu nervosismo. Mais parecia tentar se convencer de que o que tinha acabado de ouvir do moreno mais alto e esbelto não se passava de apenas uma piada, e, pelo seu olhar apreensivo, pôde-se confirmar que ele torcia de fato para isso.

Por outro lado, o Kim apenas intensificou ainda mais sua expressão encucada que, se isto fosse alguma espécie de desenho animado ou história em quadrinhos, inúmeros pontos de interrogações estariam flutuando sobre sua cabeça.

Aos poucos, a face de Hoseok foi pegando seriedade. Sua ficha caiu semelhante a um balão quando estoura. Namjoon era um péssimo mentiroso, persistir com tanta veracidade numa mentira está além de suas capacidades.

Engolindo a saliva acumulada, desviou o olhar para o chão.

O moreno mais alto estava sendo sincero.

— Hobi...?

Assim que chamado, levantou o olhar, fixando-o no amigo, captando o pedido mudo para que fosse direto ao ponto e esclarecesse as coisas.

— Ele... foi dispensado semana retrasada, Nam. – Disse o mais sincero e inflexível possível – E eu acho que sei pra aonde ele foi de verdade.

 

 

 

 

 

 

 

O barulhinho melódico e sereno da chuva trazia uma essência doce de calmaria, relaxando os dois garotos – Taehyung e Jungkook – os deixando num estado de transe como bebês de poucos meses ninados pelo canto de sua omma.

Claro, isso a meia hora atrás.

Em tempo real, a chuva estava consideravelmente forte. Não tanto, mas o suficiente para que achassem que o fim do mundo está acontecendo e que o vento levaria a casa embora caso ainda fossem pequenas crianças inocentes. Na pior das hipóteses, um relâmpago poderoso o bastante para destruir metade da mansão dos Jeon os acertaria e tudo evaporaria, como nos desenhos que assistiam na TV!

Bom... relâmpago e trovoadas era o que não faltava.

O que faltava era isso se tornar algo possível e eles voltarem a serem tão ingênuos quanto.

Jungkook saiu do closet sacudindo um moletom largo, vestindo-o em seguida. Sentado em sua cama, de pernas cruzadas, Taehyung se mantinha focado num jogo de tiro que havia pego da estante de jogos do amigo quando, este, tomava banho.

Permissão pra que?

Já viu Jungkook pelado, isso é fichinha.

E, sim, mais de uma vez. Tanto criança quanto “recentemente”.

Uma bela visão, diga-se de passagem.

Bagunçando de leve seus fios negros, o moreno se aproximou da cama, parando ao lado de braços cruzados. Observou atento o amigo jogar, porém, não foi tão produtivo dado que mal se passaram quatro minutos e o player morreu.

Jungkook assoviou como se dissesse um “wow”, soltando um risinho em deboche. Olhou para o menino e sua risada foi inevitável quando se deparou com ele o fitando com os olhos semicerrados e um bico desconfiado.

— O que foi? – Perguntou o moreno, divertido.

— Você macumbou, né, seu safado. FEZ EU PERDER!

— Hãn? – Gargalhou – Como assim? Tá achando que eu sou o quê? Pé frio?  

— Só o pé? Kook-Ah, a essa altura ‘cê já morreu congelado.

— Nossa, hein. Minha nossa, hein – Empurrou o ombro do alaranjado, que riu de sua feição de tédio – Deixa você, Cabeça-De-Cheetos.

Taehyung não se aguentou, caindo na gargalhada, se inclinando para o lado até se deitar conforme ria. Entretanto, ao se tocar do que foi chamado, se sentou de ímpeto na cama, estreitando novamente os olhos para o amigo.

— ‘Tá me chamando de fedido, seu fedido?

Jungkook guardou as mãos nos bolsos do moletom, erguendo uma sobrancelha, cínico.

A analogia feita entre Cheetos e o cabelo do amigo realmente foi só pela cor, na verdade nem tinha parado para pensar no cheiro do salgadinho. E mesmo se tivesse, não faria sentido, pois, se tem uma coisa que Taehyung não é, essa coisa é ‘fedido’.

Mas já que o amigo fez o favor de ir além, por que não se aproveitar para provoca-lo mais?

— NINGUÉM CHAMA MEU CABELO DE FEDIDO, SEU ZÉ RUELA! – Decretou.

O garoto de cabelos negros sequer teve tempo de se justificar; Taehyung o puxou com tudo, sem dó, o fazendo cair sobre seu corpo. Rolou no colchão, ficando por cima de Jungkook que ria enquanto tentava soltar seus pulsos que o Kim segurava. Ria principalmente de todas as suas tentativas terem sido pateticamente falhas.

Num movimento rápido, Taehyung largou os pulsos alheio e agarrou o travesseiro mais próximo, o batendo contra a face de Jungkook. Com os braços, o moreno cobriu o rosto querendo se proteger dos ataques contínuos, não desistindo de esforçar-se em tirar aquela criança endiabrada de um metro e setenta e nove de cima de si ao mesmo tempo.

— Meninos, trouxe choco... – Rose abriu a porta mal encostada, se interrompendo ao erguer o olhar e ver a cena cômica dos dois bagunceiros – Hãn... o que...? – Sorriu, prendendo o riso.

— ELE ME CHAMOU DE CABEÇA-DE-CHEETOS, ROSE! VOCÊ ACHA ISSO CERTO? – Mirou a moça, parando de agredir sua vítima com aquele travesseiro rechonchudo.

A mulher não conseguiu se conter, gargalhando do que lhe fora denunciado. Adentrou o quarto por inteiro trazendo uma bandeja com duas canecas exalando vapor, indicando a quentura do líquido depositado ali.

— Que feio, Jungkook! – Fingiu estar brava, pousando a bandeja sobre a cômoda – Chame-o de Cabeça-De-Carvão, Tae!

— ISSO É UMA CALÚNIA! – Jungkook se manifestou – Você trabalha para mim, Rose! É a minha segunda omma, tem que ME defender! E não dar ideia pra esse desmiolado! – Apontou o dedo para Taehyung, o acusando.

Em contrapartida, Taehyung mostrou a língua.

— Deus! Parecem duas crianças do maternal! – Comentou bem humorada, indo em direção aos dois e deixando um leve aperto na bochecha do Kim, que sorriu fofo após. – Deem uma pausa na briguinha de vocês, sim? Trouxe chocolate quente, e, olha, não é por nada não, mas... está maravilhoso. – Sorriu.

— Como sabe que está? – Jungkook questionou, afrontando brincalhão.

— Porque foi eu quem fez – Se gabou, virando-se para a porta e saindo com ar superior.

Já sozinhos outra vez, Taehyung e Jungkook se olharam, rindo da resposta da mais velha.

— Eu gosto dela – Disse o Kim, saindo do colo do amigo e indo até a bandeja posta sobre a cômoda.

— Eu também... – Sorriu pequeno, sentando-se no colchão.

Enquanto Taehyung degustava a bebida, Jungkook corria os olhos pelo aposento, a procura de seu celular. Não demorou muito para que o achasse na prateleira onde suas diversas action figures de super heróis – predominando os de seu favorito: Iron Man – ficam expostas. Se levantou de seu conforto e seguiu para pegar o aparelho.

Ao desbloquear a tela, um frio na barriga o acertou como um tapa na cara. Não, não tinha nada demais ali, pelo menos aparentemente não. Somente se lembrou do acontecido de mais cedo e a possibilidade de Jimin já saber do fim trágico de seu celular e, talvez, respondido sua mensagem, o fez estremecer um pouquinho.

Certo, suponhamos que não tenha sido tão ‘pouquinho’ assim...

Mas, não! Isso não queria dizer que se arrependia ou que estava com medo! Porque não se arrependia! E estava longe de estar com medo! Era só... ansiedade! É, estava ansioso!

Ansioso para enfrentar o Park. Ansiava e muito por isso! Desta vez, enfrentaria pra valer. Mostraria para o mais velho que também sabe brincar.

Brincar a altura.

“Irônico”

Riu baixinho do próprio pensamento.

Quando se trata de Jimin, para ‘jogar a altura’ o seu joguinho de provocações, teria que se abaixar?

Ah... devia agradecer pelo ruivo não ser telepático.

Absorto, olhou bem por cima algumas notificações, topando com três mensagens de algumas horas atrás de sua prima.

 

         [Baixinha sz: Kook-Oppa, acho q vc ainda não chegou da escola... mas só vim avisar q combinei de dormir na casa da Nah ontem, quando fomos pro jogo de basquete. Os tios deixaram, então... 13:46]

         [Baixinha sz: Bom... era só isso msm kkjjkj 13:46]

         [Baixinha sz: Hj vou ficar por aqui, mas amanhã eu já tô de volta, ok? Beijinhos *emoticon heart* 13:46]      

 

Encarou as mensagens por alguns segundos a mais depois de lê-las.

— Suave – Respondeu para si mesmo, deslizando a notificação para o lado.

Visualizaria e responderia mais tarde, a preguiça era maior no momento. Se é que responderia.

Era necessário? Ela já estava lá mesmo. Não que fosse proibir, longe dele! Quem sabe ele seja um pouco, um pouco, ciumento, mas também não é um lunático possessivo!

Até porquê, ela é só sua prima. Não tem direito sobre ela, cabe a seus pais, tios dela e responsáveis por tal na ausência de seus próprios, decidirem pra aonde ela vai ou deixa de ir.

Continuaria matutando inúmeras coisas se Taehyung não tivesse cortado sua linha de raciocínio.

— Cara, isso aqui tá bom mesmo – Deu mais um gole – Só tá faltando uma coisinha...

— Hum? – Se virou para o garoto, o vendo com uma expressão pensativa – O que disse? Me perdi

— Novidade – Revirou os olhos, engraçado – O que você tá vendo aí? – Acenou com a cabeça, se referindo ao celular, logo começando a andar em direção a Jungkook.

— Ah... – Olhou para o aparelho – Nada de interessante, pra falar a verdade.

— Jimin te respondeu? – Perto o suficiente, espiou por cima do ombro de Jungkook, vendo o ecrã desligado.

Ao virar o rosto para responde-lo, deu de cara com um Taehyung o olhando com um olhar infantil, similar a uma criança curiosa de cinco anos, com a caneca rente a própria boca, sentindo o aroma do achocolatado.

Taehyung só tem tamanho e voz.

Do contrário, se passaria facilmente por uma criancinha adorável e arteira.

— Acredito que não... viria notificação dele se tivesse respondido.

— Mas ele nem visualizou?

— Não sei, eu nem cheguei a ver... não abri mais o chat dele desde que mandei

Como um Poker Face humano, o alaranjado fitou o moreno.

— Sério isso? – Ergueu uma sobrancelha – Tá com medinho, né? – Provocou.

— Estou com preguiça – Bateu de leve o celular na cabeça do amigo, sorrindo de forma com que seus dentinhos de coelho ficassem amostra – É beeeem diferente. – Jogou o celular na cama. Bocejando, se jogou na mesma em seguida – Não preciso e nem quero ficar monitorando o chat. Se ele viu a mensagem, ele vai vir atrás de mim. Se não vier, é porque está tramando algo... mais previsível que isso, só se ele fizer os dois. Independente do que rolar daqui pra frente, serei mais cauteloso. Pode deixar que eu vou tomar cuidado pra não ser morto do nada – Brincou, rindo fraco. 

— Sua atuação é maravilhosa.

— Minha o quê?

— Falando naturalmente desse jeito, dá pra enganar qualquer um. Qualquer um exceto eu – Mirou as action figures, deslizando o indicador na prateleira – Até parece que você não está se cagando por baixo dessa armadura chamada Orgulho e Ego Ferido, Kook-Ah.

— Taehyung, se você disser mais uma vez ou sequer insinuar que estou com medo daquele patife, eu vou enfiar essa caneca na sua goela NO CHUTE! – Avisou, começando a se irritar.

Um risinho nasal escapou do alaranjado.

— Sabe que o Jimin vai te fazer engolir um tijolo pelo cu, né? – Disse calmo, soando meio desinteressado.

— Não é como se isso fosse realmente acontecer.

— Se você diz... – Deu de ombros, sem muito o que falar – Mesmo assim irei separar uma roupa digna pra rir da sua cara quando você for parar no hospital com um tijolo no seu orifício.

— Valeu pela consideração, TaeTae

— Disponha, meu pão de mel.

Jungkook rolou os olhos, rindo do que foi chamado, sendo acompanhado pela risadinha fraca do outro.

O silêncio se instalou no quarto por breves instantes, sendo suspenso de novo pelo falante Taehyung.

— Kook-Ah... ainda tem marshmallow?

— Provável, por quê?

— Vou roubar uns na sua cozinha, ‘falow – Comunicou, apressando o passo para fora do quarto, deixando um Jungkook risonho para trás.

— TOMARA QUE ESCORREGUE NA ESCADA TAMBÉM! – Fora a última coisa que ouviu do moreno.

— SEU CU.

 

 

 

 

 

 

 

— Perfeito. – Sorriu ao colocar o terceiro e último marshmallow dentro da caneca.

Pegou o pacote e se virou, reabrindo a dispensa onde tinha achado para retornar a guarda-lo.

Mirou o pacote em mãos, vendo os marshmallows pela parte transparente.

Haviam muitos...

“Hum...”

Deu de ombros, pegando mais três para então guardar.

Feito isso, colocou um deles na boca e apanhou a caneca, se pondo a caminhar de volta para o quarto.

 

 

Durante o trajeto, comeu os outros dois marshmallows que não colocou dentro da bebida e bebericou o líquido amarronzado vez ou outra. Reclamava também mentalmente sobre como aquela casa era grande demais e como um elevador cairia bem.

Comentaria com Jungkook que é sacanagem não ter um elevador pra quebrar um galho. Daqui a pouco ficaria só os cotocos de suas pernas!

Seu bicho preguiça interior chora toda vez que precisa ir e vir.

Mal sabe que até o próprio Jungkook sofre com isso.

Cantarolava de muito bom humor quando passou pelo escritório do Senhor Jeon, mas, o fato de estar alheio não o impossibilitou de ouvir e perceber que o homem parecia conversar seriamente com alguém dentro daquela sala.

Parou estático no lugar, olhando para a grande porta amadeirada de tom escuro.

Metido a curioso, é óbvio que, sorrateiramente, resolveu se aproximar mais da porta para ouvir melhor.

Não é algo que deveria estar fazendo... só que... xeretar nunca matou ninguém, não é? Pelo que sabe, a curiosidade matou o gato, não o humano.

Se fosse algo relacionado a negócios – o que tinha quase certeza que era –, deixaria de lado porque não é de seu interesse.

Encostou a orelha na porta, franzindo o cenho.

Esperou alguns segundos, aguçando sua audição o máximo que conseguia. Porém, tudo que captava não passava de palavras desconexas, nada além de palavras jogadas no ar que, sozinhas, não faziam sentido algum na cabeça do garoto de cabelos laranja.

— Porta dos infernos, consigo entender nada! – Resmungou bravo.

Desistiria se sua curiosidade não fosse maior.

Permaneceu ali, imóvel, se sujeitando inclusive a regular a própria respiração para facilitar que prestasse ainda mais atenção no que diziam lá dentro.

— Francamente, eu... – Prendeu a respiração para escutar o resto – Não sei o que dizer...

“Sr. Jeon? ... Sim, é a voz dele, tenho certeza. Conheço essa voz de longe!”

— Pois eu sei. Chame-o aqui!

Juntou as sobrancelhas, tentando se lembrar se já ouviu aquela outra voz masculina em algum lugar. Não vinha em mente ninguém, não sabia dizer se conhecia ou não. Aquela voz não era tão familiar...

Os sons não saíam nítidos do lado de fora quando aquela grande porta era fechada, identificar uma voz que não ouve com certa frequência seria impossível!

Que é o caso daquela em questão!

Isso frustrou o Kim e abalou seu senso curioso.

— Eu conheço o filho que tenho. Pode deixar que conversarei com ele.

A voz do appa de Jungkook fisgou a atenção de Taehyung de volta como uma vara de pesca fisga um peixinho. O alaranjado sentiu um friozinho na barriga ao ouvir aquilo, as coisas estavam ficando estranhas de maneira que o garoto temesse ligar os pontos e temesse chegar a uma conclusão.

É mais do que óbvio que falavam sobre Jungkook, ou melhor, discutiam sobre ele. Não seria preocupante se o palerma do seu melhor amigo não tivesse feito merda!

Não tiraria conclusões, não tiraria conclusões...

Ficaria ali, quietinho, esperando que a resposta, independente de qual, viesse de mão beijada.

— Estou pedindo para que o chame. Se é para resolver, vamos resolver isso aqui e agora! – Vociferou firme.

— Não precisa se incomodar...

— Se eu quisesse que você resolvesse, eu não teria vindo eu mesmo. – A voz, cujo se recusa a parar para pensar em quem possa ser o dono, cortou o Sr. Jeon de uma forma que Taehyung definiria... grosseira.

Não estava lá dentro, contudo, podia sentir muito bem o clima tenso que rolava lá migrar para o lado de fora, atravessando a porta e as paredes.

— O que quis dizer com isso?! Hãn!? Por acaso está ameaçando o meu filho?!

— De modo algum. Apenas estou querendo dizer que iremos conversar nós quatro. Se pensa que eu vim aqui à toa, está muito enganado, Senhor Jeon.

Sr. Jeon respirou fundo.

— Certo. Como quiser, Senhor Park.

Taehyung reteve uma tosse que veio junto ao seu engasgo, saindo dali o mais rápido possível para que não morresse sufocado.

Chegou afobado na sala de jantar, tossindo como um velho tuberculoso.

— EU FALEI! – Exclamou em meio a tosse – EU DISSE QUE IA DAR RUIM, NÃO DISSE?! – Colocou a caneca na mesa para que pudesse se apoiar em uma das cadeiras, se recuperando à medida que as tosses diminuíam – EU VOU BATER TANTO NESSE RETARDADO! QUE VONTADE QUE EU TÔ DE... – Socou o ar, dando alguns pontapés, irritadiço, grunhindo no final – EU VOU CHUTAR O RIM DESSE MOLEQUE ATÉ ELE FICAR AZUL, ESSE PEDAÇO DE BOSTA! OLHA LÁ, MANO! QUE IDIOTA! EU DEVIA ESTAR RINDO, MAS EU TO PREOCUPADO! JUNGKOOK EU MATO VOCÊ! – Esvaiu sua raiva e apreensão, pegando fôlego ao finalizar seu discurso de ódio para o além.

Precisava avisar ao mongoloide do seu amigo que provavelmente seu appa iria passar em seu quarto e que, como previa, a casa caiu pro lado dele.

Pegou o celular com pressa e abriu o aplicativo.

 

 

 

KakaoTalk:

 

 

Eae, seu loco

É o seguinte, seu Inteligência-De-Ameba

Mais fodido que atriz pornô em suruba

Cabeça-De-Carvão

*Créditos a Rose

 


Rabbit:
Wtf
Pq ta me mandando mensagem se estamos na msm casa?
E PQ C TA ME XINGANDO, QUAL FOI

 

QUAL FOI???

EU VOU TE DIZER QUAL FOI

J I M I N

ELE

DEDUROU

VOCÊ

PRO

APPA

DELE

OS DOIS ESTÃO AQUI QUERENDO CU DE JUNGKOOK



Rabbit:
HÃN?
ELES OQ?

 

Lê dnv q vc não é burro

Eu to quase subindo aí pra estourar sua cara no chinelo

 


Rabbit:
KKKKKKKKKKKKKKKK
Qual, é
Para de zoar, Tae
Vc não vai conseguir fazer cm q eu me arrependa do q fiz, ok?
Desiste
Jimin não joga assim, ele não envolve o appa dele
Ele é orgulhoso, isso mutilaria o Eu dele
Fica de boa q o q tivermos pra acertar, acertaremos eu e ele

 

Manp

Paar de ser loco seu lcoo

Pera, deixa eu respirar aqi

EU TO ERRANDO TUDO DE NERVOSO EU VOU AI BATER EM VC

EU OUVI A CONVERSA DO SEU APPA COM O APPA DELE

SEU APPA ATÉ DISSE “SENHOR PARK” E ESSE SENHOR AÍ FALOU Q VCS QUATRO

Q U A T R O

Um, dois, três, QUATRO

IRIAM CONVERSAR

SEU JUÍZO DE MINHOCA, NÃO ME CONTRARIE NÃO Q EU TO CERTO E VC TA ERRADO

QM MAIS ESSE TAL “SR. PARK” SERIA E QM MAIS ELE TRARIA?

Eu vou muito bater em vc, perai q eu vo subir aí

Não, não tem condição uma coisa dessas, meu Deus do céu

Vou te bater cm os cabide do seu closet

Não, c vai ver só

 

 

 

Não vô mais

Seu appa ta subindo as escadas

TOMONOCUAIMDS

 


Rabbit:
...
Isso...
Não é brincadeira?

 

[Mídia: Taehyung expressando tédio]

Olha pra minha cara e me diz se eu to cm cara de quem ta brincando

 


Rabbit:
Só um minuto

 

Aonde vc vai?

 


Rabbit:
Chorar no banheiro.

 

 

 

 

 

— Jeon Jungkook? – Sr. Jeon chamou ao colocar o pé para dentro do quarto do filho.

Jungkook engoliu em seco, choramingando.

Realmente tinha se escondido no banheiro, quer dizer, entrado lá, embora soubesse que não adiantaria de nada. Teria que sair uma hora e sofrer as consequências do seu feito.

Ficou despreocupado porque achou que Jimin fosse tirar satisfações diretamente com ele. NUNCA, em NENHUM MOMENTO, chegou a PENSAR que Jimin apelaria tanto! Quantos anos ele tinha para inventar de meter seus appas no meio da história?! POR QUÊ??? Ah! ... Seu appa vai o ESFOLAR!

Por que não pode simplesmente se transformar em água e escorrer pelo ralo?!

A pergunta mais sensata a essa altura é: por que está tão surpreso?

É do Park que estamos falando.

Pensar em tudo que ele podia fazer era fácil, considerar algo que ele NÃO faria e que NÃO É a cara dele que é difícil.

O mais velho era esperto, um verdadeiro jogador.

“Que ÓDIO! Puta que pariu!”

— Jungkook, onde você está? – Entrou por completo no quarto, dando uma pequena e rápida vistoria pelo local.

— No-no... – Tossiu, limpando a garganta – Eu tô no banheiro.

— Venha cá, preciso que me esclareça uma coisa.

“Ai, caralho”

Jungkook encarou seu reflexo no espelho com cara de choro, murmurando lamentações. Se segurou na pia e foi abaixando como se seu corpo estivesse mole, derretendo.

Se levantou, se recompondo.

— Tô indo.

Engoliu em seco pela segunda vez quando sentiu a maçaneta gelada em contato com a sua mão. Fechou os olhos com força, tomando coragem para a abrir porta.

Decidido, arfou, abrindo-a de uma vez e saindo do pequeno cômodo.

— Sim? O que foi?

Sr. Jeon se encontrava estático de braços cruzados, sustentando um olhar firme perante ao mais novo. Jungkook não aguentou fitar os olhos do appa por muito tempo, incomodava e o fazia querer desabar ou pular da janela, ignorando o fato de seu quarto se localizar numa altura considerável. Qualquer coisa era válida, qualquer uma, para não ter que continuar com aquilo.

Abaixou a cabeça, focando no piso.

Sabia que seu appa estava extremamente bravo consigo, aquela mirada dizia tudo e mais um pouco! Era raro receber um carão daqueles. Tão raro que Jungkook até tinha se esquecido do peso brutal que uma olhada dessas possuía. É inexplicável a sensação, mas pode-se dizer que é angustiante a ponto de que você clame para que acabe logo.

Seu appa é um homem dedicado e carinhoso consigo. Não tem do que reclamar. Por outro lado, o mais velho é rigoroso e o dá medo sempre que fica bravo do jeito que está, porque raramente fica nesse estado. Não é algo que acontece com facilidade, que se vê com facilidade.

Ele o partirá em dois!

Uma mistura de decepção e feição de quem teve que ouvir poucas e boas de quem menos queria contato.

Argh! Não acredita que fez seu appa passar por um perrengue desses por causa do filho do Sr. Park! Definitivamente odeia aquele moleque! ODEIA!

Ele disse que não se arrependia do que fez, não é?

Talvez ele esteja repensando seus conceitos agora, por mais que, se tivesse uma segunda chance, a probabilidade da teimosia falar mais alto seria de 101%

A verdade é que a sua vontade era de dar descarga no ruivo da mesma forma que deu no celular dele!

— Jungkook...

— Appa, eu posso...

— Cala a BOCA! – Gritou enfurecido.

A voz grossa do mais velho cortou de maneira cruel a possível fala do mais novo. Sua vinda repentina o assustou, o fazendo apertar os olhos e se encolher minimamente, engolindo a saliva de ímpeto. Seus pelos se eriçaram e pôde sentir muito bem o medo percorrer suas correntes sanguíneas.

— Appa, por fav...

— Jungkook, qual parte do “cala a boca” você não entendeu?! NÃO SABE FICAR CALADO QUANDO TE MANDAM?! EU NÃO QUERO QUE ME EXPLIQUE NADA! EU NÃO QUERO QUE ME DIGA NADA! Apenas NÃO abra a sua BOCA! Eu não quero ouvir a sua voz, nem mesmo queria estar aqui olhando pra essa sua cara cínica. A minha vontade era de pegar esse cinto – Apontou para o objeto mencionado em volta do passante de sua calça – E dar com ele nas suas costas, está me entendendo?! Se eu pudesse, já teria quebrado a sua cara!

O moreno soluçou baixinho, sua visão começou a embaçar e naquele instante torceu para que nenhuma lágrima escorresse pelo seu rosto mesmo que sua cabeça permanecesse abaixada. Abraçou o próprio corpo, a procura de se auto acolher. Prensou os lábios trêmulos e se concentrou em se recordar da última vez que seu appa fora extremamente rude, daquele modo, consigo.

Nunca.

Aquela era a primeira vez.

Um aperto no peito e um bolo formado em sua garganta. Doeu a maneira com que tais palavras acertaram seu estômago.

— É-É in-incrível – Soluçou. Um riso fraco sobressaiu, incrédulo. Sua respiração falhava pelos soluços, mas isso não o impediu de tentar relaxar os músculos. Suspirou. Aspirou fundo e tomou coragem para erguer a cabeça, trocando olhares – É incrível co-como deixa que aquele babaca fa-faça o que quiser comigo, e eu não posso fazer exatamente na-nada contra e-ele! Por quê?! PORQUE ELE É O FILHO DO PARK?! E DAÍ?! É INJUSTO ELE SEMPRE SAIR IMPUNE! – Esbravejou e uma lágrima caiu.

— Venha cá, Jungkook.

— A-Appa! Nã-não...

— Jungkook, eu estou mandando vir. Não vou mandar de novo.

Hesitante, o moreno fez o que lhe foi ordenado.

E um tapa estalado ecoou pelo aposento.    

— O que eu te ensinei quando for falar comigo?!

Jungkook cobriu a bochecha, sentindo-a arder e perder total controle sobre suas lágrimas quentes.

— ME RESPONDA! – Puxou o colarinho do menino – Engole o choro!

O moreno tossiu, respirando fundo antes de se pronunciar.

— Pra... pra nã-não aumentar a voz...

— Com quem?!

— O se-senhor e a omma...

— Então por que continua o fazendo?!

Jungkook não respondeu.

Não tinha o que responder.

Somente se limitou a comprimir os lábios, maneando a cabeça negativamente.

— Minha obrigação é educar você, não o Jimin. O que aquele moleque faz ou deixa de fazer pouco me importa! Você, por um acaso, acha que eu tenho tempo de sobra pra ficar ouvindo ladainha?! Ainda por cima vinda do Sr. Park?!

O Jeon mais novo riu irritado, descrente.

— O-Ou se-seja: eu te-tenho a obrigação de ser o sa-saco de pancadas dele pra-pra você não ser incomodado. Certo, pa-parabéns. – Comentou entre soluços.

Sr. Jeon ficou quieto. Soltou o filho – este, que se afastou – e, sem perder a postura firme, desviou o olhar como se refletisse. Alguns segundos silenciosos pairaram no ar em que o moreno lutava para retomar o controle de suas emoções, amenizando os soluços e os prantos.

— Você tem cinco minutos para lavar o rosto e descer para o meu escritório. – Ditou por fim, virando os calcanhares. Parou na porta, olhando de relance por cima do ombro. Voltou o foco para frente, dizendo suas últimas palavras antes de sair – Se tiver restado algum pingo de bom senso da sua parte, não irá dirigir a palavra a mim a partir de hoje.

        

 

 

 

Fitava sua imagem refletida no espelho do banheiro.

Havia lavado o rosto umas sete vezes na esperança de, além da feição chorosa, a raiva que o consumia ir embora junto pelo ralo da pia.

Seus olhos avermelhados...

Seu rosto inchado ardia....

Não sabia dizer se era pelo tapa que levou ou pelas lágrimas. Talvez uma junção dos dois por suas bochechas num todo estarem ardendo, ambos os lados.

Estava tão puto...

Oh, se pudesse matar alguém com o poder da mente, Jimin estaria derretendo devagarinho neste exato segundo.

Lento e doloroso, para compensar o ódio maltratando o seu peito.

“Preciso descer.”

Fechou a torneira que derramava água à toa. Agarrou a toalha de rosto e secou sua face, suspirando.

Desligou a luz.

Abriu a porta, atravessou o quarto e seguiu para fora.

 

 

 

 

Pensava e repensava no que diria quando fosse perguntado o porquê de sua atitude.

Se dissesse o que o Park mais novo fez, estaria terminando de jogar a merda no ventilador.

O ruim ficaria ainda pior!

Sua cabeça chega a latejar só de imaginar no quanto a desavença se alastraria! As consequências seriam terríveis e só iriam servir para dar mais dor de cabeça!

“URGH! PARK JIMIN!”

Odiava mais do que tudo aquele garoto e pesquisaria no Google como elimina-lo sem que sentissem sua falta. Compreendia que não era o mais certo, mas Jimin está longe de ser a vítima! Longe até demais! Se esse garoto possui dignidade, com certeza ela está anos-luz daqui!

Sua inocência nessa história toda tampouco existe.

Parou no corredor. A porta do escritório podia ser vista dali, ao longe. Mais alguns passos e pronto.

Contudo, aquele corredor parecia ter se estendido em sua concepção, parecendo mais largo do que realmente é.

Determinado, fitou o chão com a finalidade de só ir e ser o que as divindades quiserem.

Porém, uma mão do além agarrou o seu braço e o puxou para um canto mal iluminado.

— Eae

— Ah – Revirou os olhos, relaxando ao ver quem era – É você, Tae.

— Claro que sou eu – Sorriu com os cantos da boca lambuzados pela cobertura do Donuts que comia – Quer?

— Não, obrigado... está sujo aqui – Apontou para o local.

Taehyung fez um biquinho e tentou olha-lo, logo passando a língua onde o amigo indicou.

Jungkook suspirou, distante.

— Não quer mesmo? – Insistiu. O moreno continha uma feição entristecida, o que o preocupava e o fazia ficar triste também. Queria deslocar seus pensamentos, o fazer esquecer nem que por milésimos... – Pode ser o seu último Donuts... – Certo, era melhor ter ficado calado mesmo.

“Taehyung, seu idiota! Eu sou um merda” – Pensou o alaranjado.

O Jeon encarou sério o Kim, que sorriu amarelo. Sem muita escolha, pegou a rosquinha e mordeu um pedaço.

— Sabe... – Começou Taehyung, passando o polegar pelo canto da boca do amigo, recolhendo os resquícios daquela bendita cobertura que teimava sujar quem ousasse comê-la, levando para a própria boca em seguida – Deu... pra ouvir a gritaria...

— Imaginei.

— Ele...?

— Não se preocupa, Tae... – Devolveu o Donuts, lambendo os lábios, terminando de limpa-los – Vai ficar tudo bem. – Sorriu leve, apesar de amargurado.

Taehyung torceu a boca, apreensivo.

— Preciso ir... – Comunicou o moreno.

— Vou estar na cozinha.

— Não é melhor você ir embora? ...

— Não vou te deixar sozinho, esquece.

Jungkook deu de ombros num “tá bom” mudo.

Nem adianta. O conhece para saber que é tão teimoso quanto si mesmo. Se ele disse que não vai, é porque não vai.

Perca de tempo discutir.

O alaranjado desejou boa sorte e se despediram com um toque de mãos.

Sem mais intervenções, se apressou a ir para o escritório. Do contrário, sua demora seria um ‘quê’ a mais na listinha de “Motivos Para Esfregar a Cabeça de Jungkook na Parede Texturizada (Porque Dói Mais)” do seu appa.

 

 

 

 

 

O ar-condicionado tornava o ambiente agradável e bem arejado. Sentir o friozinho batendo em sua nuca minimizava a tensão de seus ombros, apesar de estar de frente para o seu appa; Jimin estar sentado na poltrona ao lado e o Senhor Park estar de pé, perto do filho.

Inclusive, se esforçava para que seu nervosismo não se mostrasse aparente.

Afinal, mal tinha contato com o Park mais velho.

E agora era fuzilado pela mirada que recebia deste.

Batucou repetidas vezes o dedo indicador contra o braço do assento, um reflexo de sua inquietação.

— E então? – Levantou o olhar para quem proferiu; seu appa. – O que tem a nos dizer?

Virou o rosto lentamente para Jimin.

Calmo e centrado, sério e íntegro.

Similar a um bom ouvinte, a um empresário renomado em uma reunião de negócios ou num debate sobre as estatísticas do mês passado... aparência longe de um adolescente indisciplinado e rebelde, que é a sua verdadeira face.

Instantaneamente, seu olhar desceu para o pescoço mal coberto pelo capuz de sua jaqueta Jeans. Podendo ver claramente um chupão se sobressaindo do tecido.

[...]

“— Você quer me beijar, huh? – Perguntou baixo, sensual ao extremo na concepção do moreno – Hein, Jungkook? Quer que eu te beije? – Estreitou os olhos, lascivo. Desceu até a orelha do mais novo e sussurrou ali – Vai querer que eu te chupe também?”

...

— J-Jimin... – Arfou – P-Porra, e-eu... vou acabar gozando se continuar...”

...

— I-Isso... a-ah...”

[...]

Voltou o foco para frente, ligeiro, como se alguém tivesse despertado sua atenção ao largar pilhas de livros pesados sobre a mesa. Apertou os braços da poltrona. Encheu os pulmões, prendendo o ar por breves segundos.

Talvez tenha sido uma má ideia fita-lo.

“Esse garoto só me complica...”

— Jeon Jungkook?

— Hãn? Sim? ... Desculpe, o que...? – Se acomodou na poltrona um tanto perdido.

Sr. Park revirou os olhos. Formou um punho com uma das mãos e o trouxe para perto da boca, provocando uma tosse no intuito de dar a entender que se pronunciaria e, dali, lideraria a situação.

— Vamos direto ao ponto, sim? – Forçou um sorriso – Porque, do jeito que o seu filho é...

— Reveja seus argumentos três vezes antes de falar alguma coisa em relação ao meu filho. – Alertou seco.

De-sa-ten-to – Sibilou, modelando outro sorriso forçado – Não sairemos daqui hoje. Jeon, você tem dez minutos para se esclarecer através de motivos plausíveis.

— Eu não tenho nada a esclarecer. – Rebateu, sem se atrever a tirar sua visão do iPad em meio as papeladas e pastas de conteúdo que não são de seu interesse.

Deslocou sua visão para a xícara de porcelana, notando o fio do saquinho de chá dependurado na borda. Possivelmente, a xícara se encontrava vazia.

Aliás, há quanto tempo aquela xícara está ali?  

Nada?! Está querendo me dizer então que fez a patifaria que fez com o meu filho por simples e espontânea vontade?! Por que quis?! Cadê a sua postura?! Os bons modos que, suponho eu, seus pais te deram?!

— POR QUE NÃO PERGUNTA PRO SEU FILHO?! – No impulso, se colocou de pé.

— JEON JUNGKOOK! – Sr. Jeon espalmou a mesa, ocasionando um estrondo alto.

Um problema chamado: elevar o tom sempre que irritado.

Precisa perder essa mania feia urgente ou sairá de maus lençóis para lençóis ainda piores.

Considerando sua situação atual, acabará logo se afundando no jogo de cama completo.

— COMO É?! – Revidou furioso.

Jimin riu baixinho, discreto. Posicionou um dos antebraços sobre a barriga para apoiar o outro cotovelo neste, não tardando a trazer a mão rente a boca, ficando numa pose reflexiva.

“Vamos, Jungkook... qual é... termine de jogar a merda no ventilador e vamos acabar logo com isso.” – Matutou, sorrindo pequeno, maléfico.

É claro que sabia o fim que aquilo teria. As consequências de sua atitude “burra”. Pois, quem seria o lesado que se entregaria delatando a própria vítima por, essa, ter feito algo contra si? Aos olhos dos outros, não é nem de longe uma atitude sábia apontar o dedo para quem você apontou uma espada.

O que não deixa de ser verdade.

Seria idiotice se não soubesse.

Louco ou não, tinha plena ciência de qual rumo as coisas tomariam desde o começo.

Na verdade, foi pensando exatamente no desfecho que optou por tomar tal decisão.

Veja bem, o ruivo de fato era esperto: baseado nas ações de Jungkook, Jimin entende por disputa. De maneira básica e resumida, se ele for filha da puta com o mais novo, ele irá revidar sendo filha da puta também. Seguindo essa lógica, se ele encurralar o mais novo, jogando a parte de suas cartas na mesa que respondem a seu favor, Jungkook (que não é bobo nem nada) também jogará suas cartas, escancarando a história e mostrando o verdadeiro culpado disso tudo estar acontecendo.

Beleza, cadê a coerência cavando a própria cova?

Este é o momento em que as coisas começam a fazer sentido:

Pelo que conhece do futuro herdeiro da empresa dos Jeon, sabe que ele não é tolo o bastante para dar todos os detalhes do que realmente rolou. Por quê? Simples: se ele ousar acusar o ruivo de ter o tocado a força, Jimin poderá muito bem desmentir. Afinal, ele possui provas que dizem o contrário. As famigeradas marcas no seu pescoço. Se necessário, admitiria que as de Jungkook foi ele quem fez e vice-versa.

Para o ruivo, era tudo ou nada.

De complicada passaria para vergonhosa, um total desastre. Bom, não para Jimin, já que ele sequer se importa. Perdeu quaisquer fragmentos de vergonha na cara a partir do momento que Min Yoongi se tornou seu melhor amigo.

Mas para Jungkook...

Com certeza o garoto não quer nem mesmo se imaginar lidando com esse cenário.

No máximo, o moreno o acusaria de ter batizado sua água. Nada além disso. E, é exatamente aí, nessa hora, que Jimin irá usufruir de suas artimanhas para amenizar a confusão.

Se é para ser castigado, que sejam os dois.

— Que moral o senhor acha que tem para falar da minha conduta se mal conhece a do seu próprio filho?! Se visse como ele é por trás dessa pose de boa moça, duvido que...

— E quem você acha que é para me dizer se conheço ou não o meu filho?! Quem vive sob o mesmo teto que ele, dia e noite, vinte e quatro horas?! Quem cuidou dele quando bebê? Quem o sustenta? Eu ou você?! Acha mesmo que o conhece melhor do que eu só porque estudam na mesma escola?! Não seja estúpido!

— Se o conhece tão bem, o que está fazendo aqui, então?! Pela ficha suja dele, deveria sentir vergonha de pisar aqui para exigir algo!

— JÁ CHEGA! – Sr. Jeon gritou, perdendo o resto de paciência que lhe restava, espalmando a mesa uma segunda vez, instalando um silêncio absoluto no local. Aspirou e espirou profundo, repetindo o ato para manter a calma, se controlar e permanecer no seu posto de adulto ético. Alguém ali precisava reger a situação para que um acordo fosse estabelecido. De preferência, sem que caíssem na porrada – Civilizadamente – Ditou entredentes – Explique o seu lado, Jungkook. O que o fez dar um fim no celular do Jimin?

— Ele me drogou. – Respondeu sério.

De primeira, Sr. Park arregalou os olhos, porém, tratou de retomar a sua feição dura e impassível, mirando sério, de canto de olho, o Park mais novo.

Jimin? Continuava calmo e centrado. Relaxado, sem esboçar emoção alguma.

Ainda é cedo para se pronunciar.

— Quer dizer que o mocinho aí anda com drogas? – Sr. Jeon arrumou sua postura, cruzando os braços. Arqueou uma sobrancelha para o incriminado.

— Não drogas ilícitas... – Prosseguiu o moreno, atraindo a atenção de seu appa – Foi... com... – Hesitou.

“Anda, Biscoito. Diga” – Disse o ruivo mentalmente, tracejando um curto sorriso satisfeito.

— Com? – O Jeon mais velho pressionou.

— Com... com... com re... remédio.

“Ah, por favor! É o melhor que consegue fazer, Cream Cracker?”

— Qual?

Jungkook engoliu em seco.

Silêncio.

Sr. Jeon ergueu as sobrancelhas, esperando uma resposta.

— Laxante. – E, junto com ela, Jimin explodiu na gargalhada imediatamente.

— Desculpem, desculpem – Pediu entre as risadas – É que... que... – Retornou a rir. Seus olhos chegaram a marejar, o obrigando a secar os cantos. Okay, foi melhor do que imaginou – Devo dizer que essa foi a maior e mais épica trollada da minha vida – Entrou na onda. Afinal, Jungkook facilitou tudo, agora seria bem mais fácil e prático.

— Veremos se dirá o mesmo quando chegarmos em casa, Park Jimin. – Comunicou o Sr. Park, ríspido, tirando o sorrisinho do rosto do filho.

— Certo. – O Jeon mais velho enunciou após checar o horário no seu relógio de pulso – Suponho que o Sr. Park tenha compromissos, assim como eu tenho os meus. Somos homens de negócios, não temos tempo para gracinhas de adolescentes imaturos. Vamos nos resolver e entrar num acordo justo para ambos os lados. Os dois pagarão pelo que fizeram um com o outro. E este assunto morre aqui.

— Começando pelo prejuízo que o seu filho causou ao meu.

— Não fale como se o seu – Enfatizou – Filho também não tivesse prejudicado o meu. Que, por acaso, não que eu aprecie tais atitudes, muito pelo contrário, só se vingou pela brincadeirinha de muito mau gosto. A saúde dele podia ser comprometida por conta do uso irresponsável daquele... purgante! – Fez uma careta, expressando repúdio – Tem noção disso?! – Focou no Park, incrédulo – Mas... – Respirou fundo – Tudo bem. – Suspirou – Eu tenho uma ideia do que fazer.

 

 

 

 

A conversa se estendeu, mas não o bastante para que durasse mais do que mais alguns minutos. Somente pareceu mais longa do que foi de verdade. Provavelmente porque, enquanto os adultos debatiam para chegar num acordo imparcial que favorecesse os dois lados, os adolescentes encrenqueiros vegetavam encarando um ponto aleatório com expressões semelhantes, de quem entrou num conflito interno.

Pareciam filosofar ou criar alguma teoria da conspiração, se perguntar se estavam vivendo ou apenas existindo. Pareciam pensar demais na morte da bezerra.

Na real, era só porque a posse de fala não estava designada a eles naquele momento. Então não tinham outra escolha a não ser continuar parados e quietos, criando raízes nas poltronas.

Isso, ou arriscavam abrir a boca e recebiam uma cadernada na cabeça.

Em menos de vinte minutos finalizaram e Jungkook pôde dar graças, quase glorificando e atravessando as paredes na pressa de sair de lá. Ele só queria dormir. Ou comer. Ou comer e depois dormir. Qualquer coisa! Qualquer coisa era válida. Só queria sair de perto do ruivo e nunca mais olhar na cara dele para que as chances de fazer merda fossem nulas.

Qual foi! Aquele palhaço o dá nos nervos!

Urgh! Bem que os Senhores Park podiam ter usado camisinha...

Já estava tudo uma bela bosta. Foram obrigados a darem um aperto de mãos como “reconciliação” e Jungkook se sentiu de volta no primário, não tendo dúvidas que Jimin também teve a mesma sensação, pois seu sorriso forçado deixava explicito um “alguém me mata”. O moreno só queria cavar um buraco e se atirar lá dentro por ter se sentido estranho na presença do ruivo. Entre morrer e ter que ficar frente a frente com o causador do acontecido de mais cedo, qual o número do necrotério?

Como se não bastasse, seu appa ficou encarregado de comprar um celular novo para o Exu-de-Cabelo-Laranja (igual ao Taehyung, mas que não é o Taehyung), sendo QUE, o dinheiro gasto será descontado da SUA conta bancária, tendo de brinde sua mesada suspensa por tempo indeterminado.

Claro que não para por aí. Jungkook parece ter sido banhado pelo azar quando nasceu, em vez de receber nutrientes pela placenta, o garoto recebia essência de má sorte, não é possível!

Maldita hora em que foi comentar com seu appa sobre a diretora ter trocado a Detenção por uma ‘ajudinha camarada’! Já teriam que ficar até mais tarde na escola para ajudá-la a organizar uma penca de papéis e livros novos que chegaram recentemente – eis o motivo para a mesma ter os chamado em sua sala – e, agora, teriam que fazer trabalhos comunitários juntos durante duas semanas para aprenderem a se aturar e conviver como 'gente', e não se matarem na primeira oportunidade.

Ma-ra-vi-lha.

Se souberem o número do necrotério, Jungkook ainda está aceitando.

 

 

 

 

 

 

 

 

Propriedade Dos Park;

10:14pm

 

 

@Min_AgustD93: Offline

 

 

Yoongi-Ssi?

Tá tudo bem?

Vc não atendeu as minhas ligações...

Cheguei agr pouco do seu apartamento

Sim, eu saí escondido, me ame muito

Onde vc está?

O sindico disse q vc chegou cm pressa e saiu dnv cm outra mochila e cm uma daquelas máscaras cirúrgicas preta

E dps disso não voltou mais

O Hope te encontrou lá? Vcs brigaram? Por isso se mandou?

Cara

...

Eu não gosto nem um pouco disso

Vc devia pôr um fim nisso tudo logo!

         Eu odeio mentir pro Hope e odeio vê-lo tão preocupado

Eu tbm estou preocupado!

Pq vc continua cm isso?

 

 

12h37AM

 

Aquele vácuo prazeroso de 2 horas

 

Alguém me mata cm um lápis, pfv

 

 

YOONGI, EU TE INVOCO DAS PROFUNDEZAS DA SUA FRONHA

 

Puta que pariu, o mano morreu msm hein

Yoongi, cola aqui, vai

Só pra eu poder fingir q não estou ficando paranoico

Eu to quase engolindo o meu notebook, parceiro

 

Num fode

 

 

 

 

 

2h07AM

 


Foi mal
Fiquei ocupado cm umas coisas
Acabei nem pegando no celular
Que por sinal estava desligado
Bom...
Não entendo pra que tanta preocupação, eu sei me virar
Relaxa que eu to bem, eu realmente saí e não voltei mais pro apartamento, mas não é nada demais
Apenas decidi alugar um quarto e dormir aqui hj, não to cm cabeça pra ouvir os sermões do Hoseok
Sim, talvez eu esteja fugindo dele por hj KKKKK
Mas prometo que irei me resolver cm ele, ok?
Só não brigamos pq a gente nem se viu mais depois da sorveteria. Creio que isso responda sua dúvida sobre ele ter ou não me encontrado
Aliás, obrigado por avisar que ele estava vindo atrás de mim
Sei que não gosta disso, eu entendo perfeitamente o seu lado, só que não vai durar por muito tempo, juro
Não posso simplesmente sumir do mapa do nada
Vou ir me distanciando aos poucos, até perder o contato por completo
No momento, apenas peço que tenha paciência e me ajude
Ah
Não seja nem louco de me caguetar, está me entendendo? Não quer que eu perca a confiança em vc, certo?
Enquanto eu vou dando o meu jeito aqui, vc vai dando o seu jeito aí
Não é bom ele ficar indo pra lá ou me seguindo... preciso que ele sossegue um pouco para que eu possa resolver isso cm mais calma e sem dificuldades extras

 

 

Não vai ser fácil segura-lo por mais tempo

Não é fácil ficar o impedindo de ir atrás de vc usando desculpas esfarrapadas

 


Eu sei que não, Jimin

 

 

Uma hora ele não vai ceder

E eu não vou te acobertar pra sempre

A confiança dele em mim tbm está em risco, Yoongi

 


Eu sei...

 

 

Hyung

Por quê? Hein?

 


Vc e o Hoseok falam como se eu fizesse parte de uma espécie de mercado negro ou fosse algum tipo de assassino de aluguel cm o FBI na minha cola, puta merda
Dois dramáticos
Hobi eu até entendo, ele não sabe direito das coisas, é compreensível que pense besteira
Agr vc, Jimin, vc sabe o pq e como funciona
Já te falei trilhões de vezes que é de boa

 

 

Normalmente, nada q é errado é “de boa”

 


Eu vou dormir
Tô acabado
A gente se fala

 

 

Espera

ESPERA AÍ

 


Seja breve
Vai q eu apago cm o celular na minha cara?
Seria lamentável

 

 

KKKKKKKKK

Realmente

Hãn

Tem a ver cm hj mais cedo

Na escola

 


Ah
Se for sobre vc ter pegado o Jungkook
Relaxa que vai ficar só entre nós
E entre o Nam
E entre o Hobi tbm
KKKKKKKJKKJJJKKK
Ele beija bem, Jiminie?
KKKKKJJKKJJKKJKJK
AicaralhoKKKKKKKJJKKJKKK
Namjoon tem as melhores ideias
Só perde pra mim, claro

 

 

Ha ha ha.

Me custou um celular

E não nos pegamos, idiota

Digo... na teoria... sim?

Ah

Sei lá

Pra pegar alguém vc tem q beijar esse alguém, não é?

 


Não chame teu mestre de idiota, seu pequeno gafanhoto idiota
Hm
Faço a mínima ideia
Talvez?

 

 

Se tiver

Então, não

Pq a gente não chegou a se beijar

Ele tentou, mas...

 


Mas vc se fez de difícil
KKKKKJKKKJJKKK
Enfim
Que seja
Me poupe dos detalhes
Desembucha logo, Jimin
Meus olhos estão ardendo
Eu quero dormir, porra

 

 

Tá, tá

Lembra quando me falou mais cedo q algo estava te dizendo q eu diria “sim”?

Então

Devo dizer q suas intuições estavam certas, no fim das contas

Hj foi a gota d’água pra mim

Mereço uma diversão ao menos dps de um dia como esse

Nunca fui pra um racha pra participar, só pra assistir msm

Só espero não morrer e não ser preso

Falei cm o Nam, ele disse q vai ir direto pra lá e vai ficar nos esperando perto da entrada

Amanhã, às 18h, duas esquinas antes daqui, belê?

Avisa o Seyoon, se ele estacionar na frente de casa já era

Vou me virar pra sair escondido dnv



Perfeito.
Minhas intuições sempre estão certas
Eu sempre estou certo rs


Notas Finais


AIMDS AIMDS AIMDS HSDHGSADGFHG

PRIMEIRAMENTE: FELIZ ANIVERSÁRIO PRO NOSSO BOLINHOOO AAAAAAAAA 22/23 ANINHOS NAS COSTAS ❤❤❤ UM NENÊ DESSES, BISHO, ONDE Q TEM 20 E POUCOS ANOS??? Q MUNDO SEM NOSAO

- Happy Birthday, Jimin!!! :3 ❣❣❣


Velho, não tenho muito o q dizer sobre esse capítulo (na vdd eu vou dar muitos berros se for dar a minha opinião então bora fingir q eu não tenho nada a declarar qq), eu só to é morta, vcs não fazem ideia do quão cansativo é formatar um texto cm 9k de palavras, mdsdoceu~
MAS TAMO AQUI NÃO TAMO?

Obrigada de coração se leu até aqui, e, ainda mais, se me esperou sz Por favor, não desistam de mim, pq eu não desistirei de vcs ❤ Jamais, viu? ❤

Ps: Jungkook só se fode, hein, CÓFOI
Mó dó qq
Ps²: Yoongi o + misterioso
Pse³: Jimin o + comparsa* (créditos a mozao, vlw énoes*) e filiadamain tbm
4/Ps: Hope o + detetive
HSGHDGSGDDFH

Bom, foi isso, CALERA
Um ótimo dia das crianças pra vcs (msm q o dia já esteja no seu fim) independente da sua idade, pq sempre haverá uma criança dentro de cada um de nós, huh?
Bexinho da tia Seulgi no core de todos vcs, sem exceção ❤
Tenham uma ótima noite, amores! ^w^



- ʞıssǝs -.


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