História The Diary of Molly Weasley II - Capítulo 23


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Categorias Harry Potter
Personagens Louis Weasley, Molly Weasley II, Personagens Originais
Tags Aborto Mágico, Drama, Harry Potter, Molly Weasley Ii, Romance
Visualizações 32
Palavras 1.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii! Desculpem a demora, meu pai sofreu um acidente de moto e estava em estado grave no hospital. Contudo agora ele está melhor, mas continua no hospital. Nesse meio tempo, meu namoro acabou e eu to tendo que lidar com tudo isso. Além de que essas coisas afetam na minha criatividade de na vontade de trazer capítulo novo, mas aqui estou!
Esse capítulo vai fazer vocês sofrerem um pouco, desculpa!

Boa Leitura e Espero que Gostem.

Capítulo 23 - O dia em que mamãe chorou.


Fanfic / Fanfiction The Diary of Molly Weasley II - Capítulo 23 - O dia em que mamãe chorou.

CAPÍTULO XXII

MOLLY JULLIETTE WEASLEY II

[30/12/2017]

Olá, Cass!

Nossa, quanto tempo não apareço aqui, hein? It's been a long time. Acho que a última vez que conversei com você foi sobre... I don't know. Tenho que voltar algumas páginas e ler tudo que escrevi e eu não estou com vontade de fazer isso. Na verdade, não estou com vontade de fazer nada, porém me obriguei a vir falar com você.

A verdade doí, mas é necessária, sorry.

Não! Não pense que não quero mais falar com você! Longe disso, só ando cansada de tudo. E, meu amigo, isso não é bom para uma garota de 12 anos. Ficar na bad nessa idade? My God!

Céus, eu tenho que parar de enrolar tanto! Eu tenho que te contar muitas coisas, porém a tia Ally quer eu que durma logo - impossível, estou elétrica hoje!—, pois amanhã é dia 31. Aquele negócio, véspera do Ano Novo e tal. E assim, acredito eu, que vá demorar para te contar tudo e isso vai fazer com que a Tia Ally queira me matar! Mas de boas, acontece.

Eu disse que não ir enrolar, né? Tá meio difícil, porém, juro que vou tentar!

Como você já sabe, eu ia passar o Natal na Toca e foi isso que aconteceu. Então, agora, contarei tudo.

 

Dia 23 chegou mais rápido do que eu esperava e isso me deixou meio desanimada. Confesso que não queria ir para lá, queria ficar aqui, com a Bella, minha tia. Sim, eu estava com saudade do Louis, da Lucy, da minha mãe, mas por mim, eles poderiam vir para cá, poderíamos passar o Natal juntos: Eu, Bella, Louis, Lucy, Mamãe, Tia Ally e Tia Lia. Pronto, perfeito!

Ir para Toca foi complicado, pois eu não queria ir e Bella só fazia eu querer continuar aqui.

"- Você tem que ir? - Perguntou Arabella, jogando-se em minha cama. - Digo, é a sua família e tal, mas eu sou mais importante! Tá, eu não sou. Mas eu não quero que você vá. Me recuso a passar o Natal longe da minha best friend!

Abro a mala e a observo.

— Sweetheart, eu também não quero ficar longe de você. Entretanto, eu já disse que iria. E uma parte de mim quer ir. Estou morrendo de saudades da Lucy, do Louis, da minha mãe.

Arabella sentou em minha cama e me olhou.

— Eu vou aceitar isso, contra minha vontade, mas vou. Porém, escuta bem, mocinha, você nem pense em ficar mais do que três dias lá, tá bom? Eu não vivo sem você. Eu preciso tê-la aqui. Oh, Céus! Como vou maratonar séries, sendo que você vai estar me trocando pelas suas primas?!"

E Tia Ally também não me ajudou muito.

"- Eu odeio despedidas. Não quero ficar longe da minha garotinha. Sabe, eu vou adota-la, assim você será oficialmente minha filha e nunca mais irá passar o Natal longe de mim!

— A ideia é interessante, mas acho que a mamãe não vai concordar com isso.

— Nah, ela não tem que concordar com nada. Ela só tem que aceitar.

Suspirei e a olhei.

— Vai comigo. Tu sabe que pode ficar lá e a mamãe deve estar com saudades.

— Ah, meu amor. - Ela me abraçou. - Eu estou morrendo de saudades da sua mãe, mas são tantos os motivos pelos quais eu não vou lá... Minha querida, você sabe que seu pai...

— Ele não é meu pai!

— Você sabe que Percy não gosta de mim e eu tenho vontade de mata-lo. Ir lá e vê-lo só vai acender uma chama dentro de mim. E isso não é bom, porque se essa chama se acender, eu vou ser presa por assassinato. E eu vou passar o Natal na casa da Thalia.

— Ah, tudo bem. Mas eu te queria lá."

Mas, mesmo que uma parte de mim quisesse ficar, eu fui.

Fui pela Lucy. Pela minha mãe. Pelo Louis. Só por eles.

Chegar lá na minha antiga casa foi meio bizarro. A última vez que fui lá, estava tudo igual ao dia em que fui embora, mas agora a casa estava diferente. A decoração era outra. Aquela casa tinha mais vida do que antes e dói um pouco perceber que eu não faço tanta diferença para eles. Digo que dói um pouco, pois sei que eles também sentem isso quando tia Ally conta como estou. Porque, eu sinto falta deles, porém consigo viver sem eles. Eu sou feliz aqui e eles são felizes lá. É triste perceber que, de certo modo, conseguimos viver sem a presença um do outro. Bem, acho que esse é o significado de "vida que segue".

A casa toda estava diferente, menos o meu quarto. Lucy me contou que Percy queria transformar meu quarto em um quarto para as visitas e que a mamãe brigou com ele, pois já tinham um e aquele ambiente era meu. Era o meu lugar e mesmo não morando mais lá, o quarto ficaria daquele jeito. Que era uma das únicas coisas que fazia mamãe sentir que eu ainda estava ali.

Isso tudo faz parecer que eu morri, sabe? Digo, eu ainda estou aqui, ainda existo, mas parece que ao passar tanto tempo longe deles, partes de mim vão sumindo. Como se, para eles, eu deixasse de existir. E eu falo isso, porque partes deles também estão sumindo na minha vida. Há dias em que eu nem lembro deles. Eu não mando mais tantas cartas como antigamente, é uma a cada mês. Então, algo está errado, não deveríamos ser assim. Concordo com a mamãe, precisamos tentar voltar ao que éramos antes. Pois, sinceramente, eu não quero esquece-los.

Enfim, dia 23 eu cheguei já era bem tarde, então, logo fui dormir. Porém dia 24 foi um correria só. Comemoramos, em Londres, o Natal no dia 25 e não na véspera. Só que as mulheres dessa família gostam de deixar tudo pronto, ou seja, nós, pobres crianças, passamos o dia limpando a casa, enquanto elas decoravam.

De noite já estava tudo pronto, as únicas coisas que seriam feitas no dia seguinte eram o almoço e as sobremesas.

Depois de jantarmos, Louis e eu fomos para o meu quarto. Afinal, desde que eu havia chegado, não havíamos passado nenhum momento sozinhos para poder contar tudo.

Eu contei para ele sobre ter conhecido o Tony e o Josh e confessei que os achei bonitinhos, contei sobre ter matado aula com a Bella e mais um milhão de coisas. Então, foi a vez dele falar e não foi muito bom. Por quê? Aaaaah, sei lá né, uma tal de Summer Belmont.

Eu não gostei dela e eu não conheço ela, mas eu não gostei dela. Louis falou tudo sobre ela, parecia até que estava apaixonado por ela. Puff, Louis apaixonado por essa guria? Até parece!

Ele disse que ela é uma Slytherin e que eles se conheceram na aula de Poções - tinha que ser de poções? Logo de poções? Eu amo poções e odeio química -, disse que: "ela é magra, mas não muito pequena. Deve ter uns 1,64m, tem olhos muito azuis, pele clara, branca... como pérolas, pernas compridas e lábios rosados perfeitos."

Aaaaaaaah, que ódio!

Ai, chega! Já tô' irritada! Vamos falar sobre o dia 25.

Enfim, nesse dia eu acordei mais tarde que o normal. Estava quase na hora do almoço e todos já estavam na sala, menos eu. Lembro de ter levantado as pressas e ido direto tomar banho, nem havia escolhido a roupa que iria usar.

Depois do banho, escolhi rapidamente uma roupa (é a que está escrito "Love") e desci. Percy me olhou como uma expressão de "nossa, ela ainda está aqui". Minha mãe sorriu e zombou do fato de eu ter acordado tarde. Meus primos me chamaram para conversar.

Sim, Cass, está "tudo bem" entre nós. Digo, eu não esqueci o que aconteceu e também não vou fazer papel de trouxa acreditando que tudo mudou tão rápido. Eles ainda estão meio desconfortáveis e eu entendo, porém, não me importo. Querem conversar comigo? De boas. Não querem? Okay, não vou correr atrás da amizade deles. Não sou assim, Castiel e você sabe.

Depois do almoço, foram todos para o pátio, mas eu continuei na cozinha, junto de minha mãe.

" - Acho, e só acho, que não conversamos muito nesse tempo que eu estive aqui. - Falei, olhando-a.

Mamãe me olhou e baixou a cabeça.

— Ah, minha querida! Eu sinto tanto a sua falta. Sinto falta da minha menininha, da minha princesa. Eu não aguento mais, meu amor. Não aguento ficar longe de você. Molly, você é minha filha. Você deveria estar morando comigo, eu deveria saber tudo sobre você. Mas não é assim. Tudo mudou tão de repente e é nossa culpa: minha e do seu pai.

— Mamãe...

— Eu não deveria ter deixado você ir para Nova York, porque eu não consigo viver sem você. Minha menina, eu não aguento mais brigar com Percy, porque ele se recusa a chama-la de filha. Eu nunca quis isso! Eu nunca quis que nossa família chegasse a esse ponto. Estamos parecendo os Black's! Brigando por coisas bobas, mandando os filhos para longe... Eu te quero aqui, não quero que você volte para Nova York, mas não é mais uma escolha minha. Eu não posso obriga-la a ficar, até porque sei que você não ficaria. - Ela levantou a cabeça e lágrimas escorriam por seu rosto. - Você não chama mais essa casa de "lar", você não aguentaria ficar mais do que uma semana aqui. Você não se sente confortável aqui. Eu sei que você deve estar contando as horas para poder voltar, porque já está com saudades da sua tia, dos seus amigos, da sua casa.

Então, quando percebi, também estava chorando.

— Mamãe. - Abracei-a. - Eu também nunca quis isso, mas aconteceu e não há como mudar o passado. Você está certa, eu voltaria para a tia Ally, porque lá, com ela, é o meu lugar. Mas isso não significa que vocês deixaram de ser o meu porto seguro. Vocês são. Não é porque eu não vivo mais aqui, que eu deixei de estar aqui. Eu estou: nas lembranças, nas fotografias, em tudo. Mamãe, independente do que aconteceu e do que pode acontecer, eu continuo amando vocês. Até Percy, porque querendo ou não, eu o amo. Ele é meu pai, eu não consigo ignorar tudo o que vivemos como ele fez. Eu não consigo esquecer que era a sua princesinha."

Por fim, quando paramos de chorar, sorrimos. Estávamos distantes, mas ainda nos amávamos como antes.

Tia Ally está chegando perto do meu quarto, ouvi seus passos. Enfim, acho que já lhe contei tudo. É isso.

Está tarde e eu devo dormir.

Boa noite, Cass!


Notas Finais




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