História The Difference Between Us - Capítulo 10


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Dot Pixis, Eren Jaeger, Erwin Smith, Grisha Yeager, Hange Zoë, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Personagens Originais, Reiner Braun, Sasha Braus
Tags Erwin Smith, Kyojin, Romance, Shingeki
Visualizações 22
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas! Tudo bem? Espero que sim.
Desculpem a demora pra postar, é que aconteceu algumas coisinhas, mas está tudo bem.
Sem mais demoras, vamos ao capítulo.
Boa leitura :)

Capítulo 10 - I came to see you, mom


Lucy Williams

Acordei com o barulho do trovão. Sim estava chovendo, e parecia que o céu estava desabando. Olhei no relógio e já era quase dez horas. Assim que me dei conta, senti que minha perna estava doendo muito. Não sei se por causa do frio que estava fazendo ou se era por causa de ontem, quando larguei as muletas e beijei o comandante. Sim, eu me apoiei na perna fodida. E com isso eu teria que ir a enfermaria, porque o médico disse que se eu sentisse alguma dor, era pra voltar lá.

Levantei da cama e fui ao banheiro, escovar os dentes e passar uma água no rosto. Feito isso, troquei de roupa. Coloquei uma calça frouxa e uma blusa de manga, juntamente com um casaco. Tudo isso porque estava fazendo um frio de trincar os queixos. Assim que terminei de me vestir, alguém bateu na porta.

-Entra. -falei e a pessoa entrou, era o Jean.

-Achei que estivesse dormindo. Vim aqui pra te acordar. -ele falou se escorando na cômoda.

-Eu dormir demais. -me sentei na cama.

-Percebi. E só a título de informação, sua cara tá horrível. Você não bebeu né?

-Bebi.

-O QUÊ?!

-Aí, fala baixo. Minha cabeça tá doendo.

-Você é louca? Tá tomando remédio. E você não está cem por cento.

-Eu sei Jean. Não preciso do seu sermão agora. Eu bebi porque eu quis. E tudo que eu menos preciso é de falatório.

-Tá bom, me desculpa. É só que eu me preocupo com você.

-Tá, eu sei. Mas não exagera. -falei e me levantei da cama. -Vou a enfermaria. Minha perna tá doendo.

-Vou com você.

-Tá. Mas fica quieto. -peguei minhas muletas e saímos do quarto.


Cheguei a enfermaria e o doutor Albert me atendeu prontamente. Ele examinou minha perna e disse que a dor era devido a algum esforço. Ele refez todas as recomendações e me deu os remédios pra dor. Quando terminou minha consulta, saí da enfermaria com o Jean.

-Você não me contou como foi o jantar.

-Foi bom. -sorri ao lembrar da noite anterior. -Fiquei bem bêbada.

-Imagino. Você é fraca pra beber. -ele riu. -E o comandante? Ficou de gracinha?

-Quê? Claro que não... -"Mal sabe ele que quase fui pra cama com o comandante." -Pensei.

-Hum... Agora mudando de assunto, você se lembra de ter me chamado de pai quando estava na enfermaria?

-Eu te chamei de pai?

-É. Você estava com febre e delirando.

-Não. Não lembro de nada. Por quê?

-Por nada. E nem lembra de ter falado de um diário?

-Também não.

-Hum, pois é. Você me chamou de pai e perguntou se eu tinha trago o diário que tinha te prometido. -Jean falou e eu fiquei pensando.

-Não lembro de ter falado isso. Mas pensando bem agora, antes dele morrer, ele me prometeu que iria me dar o diário dele quando eu fosse adulta. E bem, quem iria imaginar que ele ia morrer quando eu ainda tinha quinze anos.

-Verdade. Mas vamos deixar isso pra lá, porque se não daqui a pouco você entristece.

-Pois é. Então vamos pra cozinha, eu preciso comer alguma coisa.

Erwin Smith

-Erwin? Acorda. -Hange falava enquanto estalava os dedos próximo ao meu rosto.

-O que foi Hange? Eu estou escutando.

-Não parece. Você está bem?

-Sim, estou.

-A gente tem que falar da nossa próxima expedição para fora das muralhas e você está aí, calado. Parece até que está dormindo de olho aberto. -Hange cruzou os braços.

-Me desculpem. Só estou pensando em muitas coisas agora. E sim, é sobre a nossa próxima expedição. Só que no momento eu tô precisando ficar só. Vocês podem me dar licença?

-Claro, sem problemas. -Hange falou e se levantou da cadeira, indo em direção a porta. Levi a acompanhou.

Eu estava pensando mais na Lucy do que na expedição. A noite de ontem não saia da minha cabeça. E pela primeira vez, eu não estava conseguindo me concentrar. Eu só pensava em quando eu ia vê-la de novo. Isso que eu estava sentindo era bom, mas ao mesmo tempo me atrapalhava.

Por isso eu nunca me relacionei com mais ninguém depois que eu segui a carreira militar. Eu não sabia por quanto tempo eu viveria. Enfrentando titãs com frequência, você só sabe que vai pra expedição, mas não sabe se volta dela. Enfim, afastei todo e qualquer pensamento relacionado a Lucy e tentei focar no que era prioridade no momento. Depois eu daria um jeito de ir vê-la.

Lucy Williams

Depois que saí da cozinha, fui pro pátio de treino com o Jean. Ficamos na parte coberta, onde tinha uns bancos. Estava lá a Nina e o Marshall.

-Que folga a de vocês né? -falei quando me aproximei dos dois.

-Capitã. -os dois se levantaram e bateram continência.

-Descansar soldados. -falei e me sentei em um banco perto deles. Jean sentou ao meu lado.

-Estamos de "folga" só por causa da chuva. -Nina falou.

-Hoje o tempo está bem estranho. -Marshall falou olhando pro céu.

-É, bem estranho.

Ficamos conversando coisas aleatórias enquanto a chuva caia. Assim que eu olho pro lado, vi o comandante Pyxis vindo com os seus dois soldados em nossa direção. Quando ele vinha assim, acompanhado, era alguma merda, certeza. E a primeira coisa que veio a minha mente foi o beijo que eu e o Erwin demos.

-Capitã Lucy. -o comandante falou.

-Pois não comandante?

-Preciso que você me acompanhe até a minha sala.

-Claro. -me levantei e o segui.

Chegamos em sua sala. Ele entrou e depois eu, juntamente com os soldados dele. Eu me tremia mais que vara verde. Minhas mãos suavam e eu só pensava no pior.

-Sente-se capitã. -ele falou enquanto sentava em sua cadeira. Sendo assim, eu me sentei. -Eu lhe chamei aqui pra dizer que o seu irmão ligou e ele disse que a mãe de vocês não está nada bem. -quando ele disse isso, eu me senti aliviada, pois não era o que eu estava pensando. Mas por outro lado, o meu coração apertou.

-Como assim ela não tá bem? O que aconteceu?

-Ele não deu muitos detalhes. Ele só disse que você sabia do que se tratava. -o comandante falou e eu pensei "só pode ser a doença da mamãe que piorou." -Como você está afastada das suas atividades, eu vou lhe conceder uma semana pra você ficar com ela e o seu irmão. Ok?

-Ok comandante.

-Vou mandar que falem com o James pra ele preparar a carroça. E um de meus soldados irá levar você pra casa.

-Ok.

-Pronto. Era só isso o que eu tinha a dizer. Você pode ir arrumar suas coisas. Daqui a uma hora você vai.

-Tudo bem comandante. Com licença. -me levantei da cadeira e sai de sua sala. Fui reta pro meu quarto arrumar minhas coisas.

Quando estava quase terminando, alguém bateu em minha porta e eu falei pra entrar. Era o Jean.

-O que é isso? -ele perguntou assim que viu a minha mala.

-Estou indo pra casa. O comandante me concedeu uma semana. Minha mãe adoeceu e eu vou ficar com ela e o meu irmão.

-Ah bom. Então era isso que o comandante queria falar com você?

-Era.

-Melhoras pra sua mãe.

-Obrigada Jean. -falei e ele me abraçou. Sendo assim, ele ficou comigo até eu terminar de arrumar as coisas.

(...)

Não demorou muito e o soldado já estava parando a carroça em frente a minha casa. Ele me ajudou a descer e tirou minha mala. Me dirigi até a porta e bati duas vezes. Esperei e depois bati de novo e logo alguém abriu. Sim, era o meu irmão que havia aberto.

-Lucy! -ele falou e logo me abraçou. -Eu estava com tanta saudade.

-Eu também Thomas. -falei ainda abraçada a ele. -Vou passa uma semana aqui.

-Que ótimo! Mas, cadê sua mala? -ele perguntou assim que desfizemos o abraço.

-Ali perto da carroça. -falei e ele foi buscar.

Após o meu irmão ter pego a minha mala, agradeci ao soldado e depois ele foi embora. Feito isso, entramos. A casa não tinha mudado muita coisa, estava do mesmo jeito que eu me lembrava.

-Não mudou muita coisa por aqui. -falei.

-É. A mamãe não quis mexer na casa. Ela diz que lembra o papai.

-Verdade... Cadê ela?

-Está no quarto. Daqui a pouco a enfermeira chega. Vem, vou levar sua mala pro seu quarto. -segui meu irmão. -E a perna como está?

-Na mesma. Só tá doendo um pouco.

-Está seguindo as recomendações do médico? -Thomas falou entrando no quarto e eu o segui.

-Sim.

-Hum. Se eu não te conhecesse, diria que está mesmo seguindo o que o médico falou. Mas como eu te conheço, sei que não está. -ele riu e colocou a minha mala perto da cama.

-Nossa. Que ótimo saber que o meu irmão não dá crédito as coisas que eu falo. -eu ri e dei um soco de leve no braço dele.

-E você está seguindo?

-Só um pouquinho.

-Oh, tá vendo. -ele riu. -Bom, vou ter que descer. Tenho que ficar no comércio.

-Tá bom. Depois eu vou lá.

-Certo. -Thomas me deu um beijo na testa e saiu do quarto.

Me sentei um pouco na cama e fiquei lembrando de umas coisas de quando eu era criança. Lembrei do meu pai. Ele que me ensinou a ler e a escrever. Geralmente ficávamos aqui no meu quarto, todo dia ele tinha um exercício diferente. Já a minha mãe, fazia cookies e trazia pra gente comer. Era tão bom esse tempo, se eu pudesse voltar no passado, eu voltaria pro dia em que ele tinha que ir até a muralha Maria e o impediria de ir até lá.

Enxuguei as lágrimas do meu rosto e me levantei da cama. Sai do quarto, desci as escadas e fui até o quarto da minha mãe. Sim, o quarto dela era no andar de baixo, o meu e o do Thomas era em cima. Cheguei em frente a porta do quarto dela e a mesma estava entreaberta.

-Mãe? -falei batendo.

-Lucy?! -ela falou e logo eu entrei. -Meu Deus. Eu não acredito que você está aqui. -ela sorria.

-Sim, eu estou. -falei e me sentei na cama ao lado dela e logo ela me abraçou. -Vim passar uma semana com vocês.

-Sério?

-Sim. O Thomas ligou pro quartel, pra avisar que a senhora tinha piorado. Então o comandante me chamou e me deu a notícia. E como eu estou afastada das minhas atividades, ele me concedeu uma semana.

-Nossa. Que maravilha. -ela me abraçou mais uma vez.

-Como a senhora está?

-Não muito bem. As dores nos meus rins aumentaram e eu tenho que ficar de repouso.

-A senhora vai ficar bem. -falei e dei um beijo em sua mão.

Eu e minha mãe ficamos conversando. Contei como estava as coisas no quartel e que eu estava pensando em ir para o reconhecimento. Como sempre, ela não aprovou. Ela disse que era muito arriscado e tal, mas se isso era a minha vontade, ela não podia fazer e nem falar nada pra me impedir.

(...)

As horas passaram tão rápido que quando percebi já tinha anoitecido. Depois que saí do quarto da minha mãe fui lá no comércio ficar um pouco com o Thomas. Conversamos de tudo um pouco. Ele estava bem e o comércio ia muito bem também. Quando sai de lá, voltei pra casa e fiquei no meu quarto. Comecei a ler um dos meus livros que eu lia quando era criança. Foi aí que eu me distrai e não vi as horas passarem, mas logo a distração foi embora quando alguém bateu na porta do quarto. Só podia ser o Thomas.

-Entra. -falei.

-Lucy? Está ocupada? -Thomas falou assim que abriu a porta.

-Não. Estou só lendo um livro. Por quê?

-Tem um rapaz aí que veio falar com você. -ele falou e eu fiquei pensando "será o Jean?"

-Diga que eu já estou descendo.

-Ok. -Thomas saiu do quarto.

"Quem diabos veio falar comigo a essa hora? Será o Jean? Até porque ele sabe onde eu moro" pensei. Olhei para o relógio que estava em cima da minha escrivaninha e o mesmo marcava oito e quinze da noite. Fechei o livro, levantei da cadeira e sai do quarto. Andei pelo corredor que dava acesso a escada, e quando cheguei na mesma comecei a descer. A medida que fui descendo, fui visualizando a sala. Quando olhei pro sofá e vi quem estava sentado nele, não acreditei.

Continua...

 

 



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