História The director - Capítulo 37


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Categorias Grey's Anatomy, Once Upon a Time, Orphan Black, Riverdale
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amor, Comedia, Emmaswan, História, Livro, Morrilla, Reginamills, Romance, Swanqueen, Swen, Twins
Visualizações 128
Palavras 1.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Poesias, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Esperança?


Fanfic / Fanfiction The director - Capítulo 37 - Esperança?

Pelos olhos de Zelena

Cora Mills. Minha mãe e a mulher que nunca estava satisfeita com nada. Fito-a ali, deitada na cama com lençóis brancos, face pálida e olheiras marcando seus olhos. Seus cabelos nada perfeitos, assim como suas roupas. Nunca a vi tão frágil.

Suas mãos engilhadas me faziam pensar em quanto tempo ficamos sem se ver, ela de um lado do país, e eu do outro.

Lembro-me de todas as festas de aniversário que ela perdeu, das festas do dia das mães que meu pai a representou, ou até mesmo do dia em que me formei. Eu e Regina a esperando no cantinho do palco, no fundo sabíamos que ela não viria, mas era mais fácil acreditar em uma possível ida que não aconteceu.

Meus olhos ardem, minha visão embaça pelas lágrimas grossas e um nó se forma em minha garganta.

O amor é fraqueza, Zelena. Sua voz me rondava como um mantra.

Nunca me livrei totalmente de suas rédeas, mas não a deixei dominar minha vida como Regina permitiu por tanto tempo.

Não a culpo, afinal Cora continua sendo nossa mãe. A única coisa que a culpo é de ter um dos maiores corações que já vi. Regina, sem sombra de dúvidas, é a parte boa da família.

Flashback on

-Você não me pega! -Regina grita, correndo pelo enorme gramado, pisoteando alguns cogumelos pelo caminho.

-O que você disse? -Helena rebate, correndo atrás dela, segurando sua coroa de plástico para não voar.

-Que você.não.me....- Regina é interrompida pela pedra que não viu, e acabou tropeçando, caindo de cara no chão -AI! -Ela grita, sentindo o gosto de ferro na boca. O sangue jorrava por seu nariz.

-Gina!

-Não foi nada, Zel. É só meu nariz. Está tudo bem. -Ela tenta tranquilizar a irmã, que estava à beira das lágrimas.

-Você tem certeza? É que seu...

-Zelena e Regina Mills! -A voz grave de Cora irrompe o desespero das duas, causando um pouco mais de pânico. Regina tenta parar com o sangramento, mas não obtém êxito -O que aconteceu com seu nariz? Zelena, eu disse para cuidar da sua irmã!

-Mas, mãe...

-Nada de mãe! Eu te pedi uma simples coisa, cuidar da sua irmã, e não a deixar fazer burrices. Por acaso, não me ouviu? -Cora grita, segurando o braço de Zelena com força. A menina chorava, e Regina mais ainda, tentando livrar a irmã das garras da mãe.

-Mãe, solta ela! Foi eu. Eu que cai, Zelena não tem nada a ver com isso.

-Oh, sim. Ela tem sim. Venha, vamos entrar. -Ela segura nos braços das duas -Henry! Venha já aqui!

Senhor Henry entra na sala, ainda com os óculos de leitura e um semblante preocupado.

-O que houve? Por que está sangrando, pandinha? E por que está chorando, Zelly? -Ele questiona, fitando-as ainda mais preocupado.

-Estanque o sangue do nariz de Regina. Vou levar Zelena para o quarto, nós precisamos conversar. -Cora declara, soltando o braço da mais nova e apertando ainda mais o da ruiva, que chorava.

-Cora...

-Sem discussões, Henry. Faça o que lhe pedi. Vamos, Zelena. Ande.

-Mamãe...

-Não quero ouvir. Ande.

A última coisa desse dia que a ruiva lembra, é do olhar arrependido da irmã, que sussurrava um 'me desculpa' quase inaudível.

Flashback off

-Está me olhando por tempo demais, aposto que está pensando em tudo de errado que fiz com vocês. Acertei? -Limpo as lágrimas rapidamente, fitando-a com um semblante sério e nada animado -Não me olhe assim, já estou me sentindo culpada o bastante!

-E não deveria? Minha irmã está morrendo por sua culpa, e talvez...talvez ela nem... -Não consigo terminar a frase, já que uma nova enxurrada de lágrimas me engolem.

-Eu estou arrependida, Zelena.

-Não acredito mais em você.

-Como pretende ver minha mudança, se não me dá uma chance sequer? -Fungo, fitando meus pés -Sua irmã vai acordar, eu tenho certeza.

-Vá descansar, Cora. Não quero ser a causa de um ataque cardíaco ou coisa pior. Quando sair desse lugar horrível, conversaremos. 

-Não sou tão velha assim, querida!

-Pense o que quiser.

Sussurro, mandando uma rápida mensagem á Ruby, afirmando que eu estava bem e que passaria a noite por ali mesmo. Ela até se oferece para vir, mas acabo negando. Ela precisava descansar.

-Eu conheço esse sorriso.

-Perdão?

-Esse sorriso em seu rosto, ele é o mesmo que sua irmã demonstra quando vê Emma. -Arregalo os olhos.

-Como você...

-Eu conheço vocês. Afinal de contas, eu sou mãe, lembra disso?

-Não muito. -Soou irônica, e ela ri, arrumando o lençol em seu busto. -E isso é da conta das duas, você não tem nada que se meter.

-Sei muito bem disso, só estava dizendo que você está com o mesmo sorriso bobo. Espero que, seja com quem for, dê tudo certo. -Ela fala, e consigo realmente sentir verdade e firmeza em sua frase.

-Obrigada.

-Você não vai passar a noite aqui, não é mesmo? Precisa descansar.

-Vou descansar quando minha irmã estiver em casa, bem e brigando comigo, como sempre. -Falo, arrumando os lençóis no sofá cama branco que esperava por mim.

-Você vai acordar com as costas doídas!

-É uma consequência pequena.

-Por que não vem deitar aqui comigo? -Ela oferece, fitando o lado vazio da sua cama.

-Porque você ainda está debilitada. Não quero te machucar ainda mais.

-Até parece que se preocupa comigo.

-Spoiler.

Ela suspira, encolhendo os ombros, derrotada.

-Você quem sabe.

Nego algumas vezes, pegando meus lençóis, tirando minha jaqueta e sapatos, e indo deitar no local que ela reservou para mim.

-Afasta aí, velhota! -Brinco, e ela arregala os olhos, controlando o riso divertido.

-Hey!

-Sem conversas paralelas. Estou com sono. -Rebato, arrumando-me na cama não muito confortável.

-Boa noite, minha filha.

-Boa noite.

Respondo, quando ela apaga o abajur e me fita com um sorrisinho agradecido. 

Não sabia se era o certo a se fazer, mas não poderia virar as costas quando ela me precisava de mim.

Essa não sou eu.

[...]

-Narrador On-

O calendário marcava exatamente dia 20 de Novembro. Quase três semanas que Regina encontrava-se ligada às máquinas que soavam os bips nada animados.

Enquanto as semanas passavam arrastando-se, Emma ia ver sua morena todos os dias. Levava seus livros favoritos, rosas que imaginava que a fariam pensar em seu primeiro encontro com a loira, e até mesmo as meninas, que passavam horas conversando com a mãe, mesmo sem obter resposta alguma.

Justamente na sexta-feira da terceira semana, Emma encontrava-se cabisbaixa, segurando o livro "memórias póstumas de Brás Cubas", o livro favorito de Regina, enquanto em seus fones tocava "can't help falling in love" a mesma música que tocava em seus fones no dia em que se conheceram.

Quando, de repente, sentiu as lágrimas lhe molharem o rosto novamente. Suas mãos gélidas e garganta seca, demonstravam a falta de vida que a compunha ali, naquele momento de solidão plena, no centro do hospital, ao lado da máquina de coca-cola.

Deveria estar agora trabalhando, mas com qual propósito? 

Não conseguiria se concentrar, sabendo que quem deveria estar lhe dando as ordens, está agora deitada na cama de um hospital, entre a vida e a morte.

Mas a segunda opção não deveria existir, certo? Pessoas novas demais não deveriam ser submetidas à morte. Cedo demais, a vida mal passara por seus olhos, poderia ser considerado até pecado roubar-lhes assim, na cara dura.

Ela acorda de seus devaneios ao sentir alguém sentando ao seu lado. Emma tira os fones, mas continua fitando o corredor em sua frente, esperando o monólogo do outro.

-Precisa de fones novos. -A voz sai mais grave e rouca que o normal.

-Eu adoraria. Obrigada. -Ela responde, sem emoção alguma.

-Faz uma semana.

-Eu sei.

-Você não pode parar a vida, Em.

-Eu estou aqui, agora, vivendo e falando com você. Não estou? -Graham a fita com um olhar de negação.

-Regina não iria querer que estivesse sofrendo assim. Você precisa dormir, comer algo e tomar um bom banho. Seus chefes me ligaram para saber notícias suas. Não é certo.

-Quer que eu te diga o que não é certo? -Ela grita, jogando no chão os fones -Minha mulher estar dentro daquela porcaria de sala, pálida e sem conseguir abrir os olhos! Eu acho que nem ao menos me recordo de suas orbes, Graham! Eu nem ao menos me recordo dos olhos dela. -Um soluço alto escapa por seus lábios, e o moreno logo trata de embalar a irmã em um abraço quente e protetor.

-Vai ficar tudo bem.

-Todo mundo me diz isso, mas ninguém tem certeza. -Ela retruca.

-É a única coisa que posso te dizer agora.

-Que tal não dizer nada, e só ficar aqui do meu lado? Só um pouco.

-Só se me prometer que voltará para casa comigo para tomar um banho, comer algo e dormir.

-Não posso. Preciso pegar as meninas na escola. 

-Não se preocupe. Eu faço isso, afinal, preciso buscar Anna também.

-Grahs...

-Por favor, mana. Faça isso por mim, e por Regina também. Você precisa estar bem quando ela voltar para nós.

Emma sorri fraco, afirmando algumas vezes.

-Tudo bem.

-Ótimo.

Os dois ficam ali por mais algum tempo, só ouvindo suas respirações e os bipes de alguns dos médicos que passavam por ali, fitando-os com um olhar de compreensão.

Depois de mais ou menos uma hora, eles vão para casa, deixando Luce e Kilian no hospital, que ficaram de mandar notícias.

Emma vai para casa enquanto Graham vai buscar as meninas na escola. Ela enche a banheira, separa uma roupa leve e entra no banho.

Quando fechava os olhos, a única imagem que vinha a mente era a de sua morena. Estava com tantas saudades.

A música soava baixa pela caixinha de som no banheiro, e ela fecha os olhos, tentando relaxar por um minuto. 

Banho tomado, roupas postas, próximo passo era o jantar. Pizza de ontem, e suco de maçã. Ela come tudo com um intervalo grande no meio de cada mordida, até que ouve o barulho da porta abrindo e sussurros.

-Iai, meus amores. -Ela as cumprimenta, deixando um beijinho na testa de cada uma -Onde está Izzy?

-Ela e tia Zel foram até o hospital, e depois iriam até a companhia de dança. O campeonato é daqui três dias, lembra? -Mariana fala, segurando as alças de sua mochila amarela.

-Claro que não esqueci. Anotei na geladeira, lembra? -Ela aponta para o papel branco colado na porta da geladeira -O que vocês querem comer? 

-Nada. -Helena responde, fitando suas mãozinhas em cima da mesa.

-Vocês precisam se alimentar. Não quero vocês doentes, tudo bem? Que tal, hum, nuggets em forma de estrela?

-Pode ser. -Quem responde é Helô.

-Nuggets de estrela saindo!

-Vou subir. Preciso terminar um trabalho de física. Se importa? -Mari questiona.

-Claro que não. Precisa de ajuda?

-Não, obrigada. Desço em alguns minutos para comer, tudo bem?

-Certo. Qualquer coisa, chama.

-Tudo bem.

Mari sobe as escadas, sem nenhuma animação aparente. O clima na casa das Mills não era um dos melhores. As gêmeas assistiam algo no tablet, também não muito animadas, enquanto Emma terminava de assar os nuggets.

-Aqui estão. Vamos comer. -A loira põe os pratos na frente delas, que só fazem uma caretinha -Preciso que comam. Por favor. Só alguns pedacinhos, sim?

Ela é interrompida pelo barulho repetido de seu celular.

-Sim?

-Emma, precisamos de você aqui. Querem desligar os aparelhos de Regina!



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