História The Disease Called Love - Capítulo 3


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Categorias Undertale
Personagens Asriel Dreemurr, Chara, Frisk
Tags Cake Neko, Chara X Frisk, Charisk, Desafio Dos 100 Temas, Drama, Tema 48, Tema 73
Visualizações 35
Palavras 2.007
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu ia postar mais cedo, porém, só consegui finalizar o capítulo agora.

Capítulo 3 - Chapter III


 A garota estava esparramada sobre o sofá de sua casa, zapeando pelos canais da TV a procura de algo para assistir, depois de um tempo ela desistiu e desligou o aparelho, jogando o controle remoto em cima do sofá. Ela pegou uma das almofadas que ali estavam e a pressionou contra seu rosto, abafando um grunhido.

 — Entediada?

 Chara retirou a almofada do rosto e viu Asriel, que estava a alguns centímetros de onde ela estava. Ele girava algumas chaves no dedo.

 — Muito. — Respondeu.

 — Tá afim de sair pra tomar um sorvete? — Sugeriu, fazendo com que sua irmã arqueace uma sobrancelha em descrença.

 — Você, me convidando para ir a algum lugar? Quem é você e o que fez com o meu Irmão?

 Asriel bufou e revirou os olhos.

 — Basta dizer sim ou não.

 — Bem, por que não? — A de olhos vermelhos ficou de pé indo em direção a seu irmão, ambos saíram da residência e adentraram o carro. Apesar da relutância de Chara, Asriel foi quem conduziu o veículo até uma sorveteria que havia pela região.

 Ao chegarem a seu destino, a de olhos vermelhos desceu do carro e adentrou o estabelecimento, sentando-se em uma mesa a espera de seu irmão, que estava estacionando o automóvel.

 Asriel logo se juntou a Chara e ambos fizeram seus pedidos, ela pediu sorvete de chocolate e ele de baunilha. Os pedidos chegaram rapidamente e eles se puseram a comer.

 — Faz tanto tempo desde a última vez que viemos aqui que sequer me lembro de quando foi. — Disse Asriel, dando uma mordida em seu sorvete.

 — Acho que quando eu tinha uns... 12 anos? Por aí. — Respondeu a de olhos vermelhos enquanto se lambuzava com seu sorvete.

 — Tem bastante tempo. E, no entanto, você ainda continua a mesma. — Falou dando uma risada ao notar que o rosto de sua irmã estava completamente sujo de sorvete.

 — Como assim? — Chara o encarou confusa.

 — Nada. Vamos terminar isso antes que o sorvete derreta.

 Os irmãos voltaram a comer rapidamente todo o sorvete, um pouco do de Chara acabou derretendo e sujando a mesa, deixando ela um pouco irritada. Asriel riu da situação, pois ela parecia uma criança raivosa, e em seguida a ajudou a limpar a mesa.

 — Minha nossa! Você tem sorvete até no nariz! — O rapaz pegou alguns lenços de papel e começou a limpar o rosto de sua irmã, parecia que ela tinha 10 anos de novo.

 Apesar de suas brigas e divergências, e de que Chara às vezes era mais responsável que Asriel, no fundo, os dois ainda eram irmãos e, mesmo que momentos como esse de afeto fossem um tanto raros, eles tinham um enorme carinho um pelo outro.

 — Como estão indo as coisas na escola? — Questionou Asriel, posicionando o cotovelo sobre a mesa, apoiando a cabeça na mão.

 — Bem, eu acho. Porque o interesse repentino?

 — Nada em particular. E sua vida amorosa? Tem namorado alguém?

 — É claro que não! — As bochechas de Chara adquiriram um rubor, ao notar isso Asriel soltou uma risada.

 — E aquele seu amiguinho do hospital que você visita todo dia? Em? — Ele continuou a provoca-la, fazendo com que a de olhos vermelhos soltasse um grunhido de indignação e escondesse seu rosto com as mãos.

 — Apenas me leve para casa.

 — Ok, ok. — O mais velho levantou as mãos em rendição.

 Asriel pagou a conta e os dois voltaram para o carro, então ele conduziu o veículo de volta para o lugar onde se encontrava a residência onde moravam.

 

                                                        [...]

 

 Chara estava deitada no sofá enquanto encarava a tela de seu celular, nela se lia várias mensagens que havia mandado para Frisk, todas elas sem resposta. Nas últimas semanas ela não teve tempo para visitá-lo, então estavam trocando mensagens, porém, depois de um tempo, o rapaz parou de respondê-la sem nenhuma explicação.

 — Qual o problema maninha? — Asriel perguntou enquanto se aproximava dela. A de olhos vermelhos jogou seu celular em um canto e encarou seu irmão.

 — Acho que meu amigo está bravo comigo. Ele tem ignorado minhas mensagens faz dias. — Disse em um tom triste.

 — E porque você não fala com ele pessoalmente? — O mais velho sugeriu.

 — Eu não sei... E se ele não quiser falar comigo?

 — Você nunca vai saber se não tentar. — Falou dando de ombros.

 — Quer saber? Você tem razão, eu vou lá agora mesmo. Obrigada.

 Chara se levantou do sofá e deu um beijo na bochecha de seu irmão, ela pegou seu casaco e a chave do carro, saindo feito um raio pela porta da casa. Ela dirigiu até o hospital, com a ansiedade tomando conta de si por todo o caminho. Apesar de seu destino não ser muito longe de onde morava, naquele momento em especial, parecia que o trajeto estava levando uma eternidade.

 Ao finalmente chegar ao hospital, a de olhos vermelhos estacionou o carro rapidamente e adentrou o lugar, indo até a enfermeira de plantão. De tanto visitar o lugar Chara havia aprendido que o nome da funcionária era Chloe e acabou fazendo amizade com ela.

 — Hey Chloe.

 — Ah, oi Chara. — A enfermeira a cumprimentou com um sorriso amigável. — Eu não te vejo tem semanas.

 — Estive ocupada com algumas coisas. — Disse dando um sorriso sem graça enquanto coçava a nuca. — Mas estou de volta. Então, vou ir falar com o Frisk.

 — Espere! — A de olhos vermelhos se virou para ir embora, mas foi parada pela voz de Chloe.

 — Sim? — Ela respondeu.

 — Desculpe, mas Frisk me instruiu a não deixar ninguém entrar.

 — Como? Mas por quê? — Chara questionou, a confusão era nítida em sua voz.

 — Ele não me disse o motivo, apenas falou que eu não deixasse ninguém entrar. Sinto muito.

 — Ah, qual é? Somos amigas, não é? Deixa-me passar. — Ela fez uma expressão de “cachorro sem dono”.

 — Ok, ok. Pode ir, mas, por favor, não me arrume problemas. — Falou Chloe levantando as mãos, em sinal de rendição. A de olhos vermelhos deu um enorme sorriso e agradeceu, indo em direção ao corredor. Abriu lentamente a porta do quarto de Frisk, dando de cara com o rapaz que agora estava com a pele pálida e com o corpo esguio, lhe dando um aspecto nada saudável.

 — Frisk?... — Ela disse quase num sussurro, enquanto se aproximava lentamente do garoto, a preocupação era nítida em sua voz. Frisk virou lentamente seu rosto na direção dela, ele arregalou um pouco os olhos, visivelmente surpreso.

 — Que droga... Eu disse pra Chloe não deixar ningu- — O rapaz começou a ter uma crise de tosse, uma flor inteira junto de um pouco de sangue saiu de sua boca. Chara correu em sua direção para ajuda-lo. — Estou bem, estou bem.

 — Bem? Você não está nada bem! Olha só pra você... — Ela se sentou na beirada na cama. — Era por isso que não estava respondendo minhas mensagens?

 — Eu só pensei que se eu cortasse o contato, você pararia de vir me visitar. Não queria que você me visse nesse... Estado... — Falou apontando para si mesmo com ambas as mãos.

 Após sua declaração, um silêncio mortal se instalou no quarto, deixando o clima bastante tenso. Depois do que pareceu uma eternidade, Chara forçou um sorriso no rosto e segurou a mão do amigo.

 — Eu tenho certeza de que um pouco de ar fresco fará com que você fique bem melhor. Que tal sairmos? — Ela sugeriu sem tirar o sorriso do rosto. Frisk a encarou por alguns minutos e deu um meio sorriso, concordando com a cabeça.

 Ele rapidamente se trocou e ambos fizeram o caminho para fora do hospital, dessa vez sem precisar se esconder. Ao passarem pela recepção, Chloe lançou para eles um sorriso amigável que foi retribuído, do lado de foram os dois adentraram o veículo e Chara dirigiu até a sorveteria onde ela e Asriel costumavam ir. Frisk lançou para ela um olhar curioso e a dupla logo deixou o carro, sentaram em uma das mesas e rapidamente fizeram seus pedidos.

 — Por que uma sorveteria? ─ Indagou o rapaz.

 — Quando eu era uma pirralha, meu irmão me trazia aqui quando eu estava triste ou zangada com algo. Ele dizia que um bom sorvete animava qualquer pessoa, quem diria que esse mesmo cara iria virar esse idiota que não consegue passar uma semana sem se machucar? — Os dois riram do comentário e seus pedidos logo chegaram então se puseram a saborear o doce gelado. Ao terminarem, seus rostos estavam completamente lambuzados de sorvete.

 — Você parece uma criança, sabia? ─ Frisk pegou um lenço e começou a limpar o rosto de Chara com ele.

 ─ Seu rosto está em um estado pior que o meu. ─ Disse fingindo estar indignada e logo começou a limpar o rosto do amigo. Quando seus rostos estavam finalmente limpos, a de olhos vermelhos saiu para pagar a conta e o rapaz se pôs a observá-la com um sorriso no rosto.

 — Obrigado... — Ele soltou quando a viu se aproximar da mesa, falou tão baixo que quase não foi audível.

 — É só um sorvete, você me paga depois. ─ Chara proferiu em um tom brincalhão, fazendo com que seu amigo soltasse uma risada.

 — Não é isso. Eu quis dizer por tudo, por ter se aproximado de mim, por ter sido minha amiga e, acima de tudo, ter tornado meus últimos meses os melhores da minha vida. — Falou em um tom melancólico. Sua companheira apenas ficou em silêncio, ouvindo atentamente suas palavras. — Eu realmente sou muito grato por ter te conhecido, acho que nunca poderei te agradecer o suficiente.

 Em um ato inesperado, Frisk saltou de sua cadeira e depositou um beijo sobre a bochecha de Chara, deixando-a sem reação. Os dois ficaram se encarando por alguns minutos, até que o rapaz decidiu quebrar o silêncio.

 — Bem, o que estamos esperando? Vamos nos divertir!

 — Sim. — Ela concordou dando um sorriso genuíno.

 Naquele dia os dois se divertiram muito e a visita de Chara acabou fazendo com que Frisk sentisse sua alma revigorada, porém, não foi o mesmo para seu corpo. Sua doença continuou a piorar e, menos de uma semana depois, o inevitável aconteceu...

 Frisk acabou sucumbindo à doença...

 A reação de Chara foi basicamente não ter reação alguma, ela não praguejou e tão pouco chorou. A notícia a abalou tanto que ela acabou não demonstrando emoção alguma. Ao chegar do hospital, Chara subiu direto para seu quarto e lá ficou o dia inteiro, se recusando a falar com qualquer um de seus familiares ou sair para comer, deixou o cômodo apenas no dia seguinte para o velório e enterro de Frisk.

 Asriel levou a irmã até o local do velório e ficou ao lado dela durante todo o momento. Pessoas de preto e com um semblante triste transitavam por todo o local, nem o céu ensolarado parecia melhorar o clima fúnebre que ali estava instalado. O corpo de Frisk se encontrava bastante magro e pálido, não parecia em nada com o jovem alegre que ele fora um dia.

 Ao final do enterro alguns amigos e familiares ainda permaneceram no cemitério, indo embora aos poucos um a um ao decorrer do dia, depois de algumas horas os únicos ainda no local eram Chara e Asriel.

 — Você pode ir embora. — O mais velho quase engasgou de surpresa ao ouvir a voz de sua irmã, pois ela permaneceu em silêncio durante todo o enterro.

 — Tem certeza? — A preocupação em sua voz era quase palpável.

 — Sim, eu preciso ficar sozinha.

 — Se precisar de mim, irei estar lá fora no carro. — Asriel lhe deu um abraço de lado e afagou os cabelos de sua irmã, em seguida se retirando do local deixando Chara sozinha, ela continuou a encarar a inscrição na lapide a sua frente.

                                        Frisk McCartan

                                    * 19XX  —  † 201X

 Toda a dor e tristeza que estavam presos dentro de si começaram a sair em forma de lágrimas que molharam todo o seu rosto, ela chorou, chorou e chorou por vários minutos. Foi então que ela teve uma súbita crise de tosse, Chara cobriu sua boca com a mão logo sentiu algo macio cair nela, ela estranhou e em seguida, a removeu para ver o que era. Pareciam ser...

 — Pétalas de tulipas...


Notas Finais


E esse foi o fim de mais uma história, obrigado por terem lido até aqui serião <3 e desculpem se acabou ficando meio corrido. Vc que curte charisk, tenho algumas histórias do shipp para vc conferir, deixarei o link aqui.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-garota-do-ponto-de-onibus-9959748
https://www.spiritfanfiction.com/historia/passos-do-destino-12445215
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-wolf-that-fell-in-love-with-little-red-riding-hood-9687799

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