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História The Disguise - Hwang Hyunjin - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


ATENÇÃO: O CAPÍTULO A SEGUIR CONTÉM CENAS COM CONTEÚDO SEXUAL NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS.

Capítulo 28 - Sensações


A tentação busca uma urgência desproporcional, acima de tudo, é o agora ou nunca... não deixa você sequer pensar...❞



Jisoo depositou suas malas no chão da sala e tateou seu vestido o arrumando. Ainda com um sorriso no rosto bracejou em nossa direção.

Jisoo: Desçam aqui! - Me afastei de Hyunjin ainda surpresa, coloquei os cabelos para trás dos ombros e desci os degraus lentamente. Separei meus lábios formando um sorriso e me aproximei da mulher.

S/n: Parece mais bonita pessoalmente. - Eu estava frente a frente com a grande paixão do homem que eu gostava, e odiava admitir o quão linda era.

Jisoo: Obrigada, você também é mais bonita do que imaginei, finalmente conheci a tão comentada Choi Haera! - Nós duas rimos e ela então olhou na direção da escada, eu me virei. Hyunjin ainda permanecia parado, fitando Jisoo, ele parecia estar em choque.

Jisoo: Eu ainda estou esperando o abraço do meu pequeno Hwang. - disse docemente. O rapaz engoliu em seco e então fungou. O observei descer, com uma expressão neutra em seu rosto. Um de seus punhos se fechou e ele aparentava querer recuar, mas prosseguiu seus passos. Ao chegar na frente de Jisoo ela abriu seus braços e os prendeu em volta do rapaz. Dei um passo para trás me afastando e continuei a olhar para os dois. Os braços de Hyunjin, antes soltos subiram pelas costas da moça, sua destra tremia e com ela ele abraçou sua cintura, com sua outra mão entrelaçou os cabelos de Jisoo e encostou seu rosto em sua cabeça, inspirando.

Juntei minhas mãos em frente ao meu corpo e suspirei nervosa, senti uma mão em meu ombro e olhei para trás, Sana. Ela parecia perceber meu desconforto e me puxou um pouco para trás, gentilmente acariciou meus cabelos e olhou novamente para os dois no meio da sala, estavam separados agora.

Jisoo: como cresceu tanto em tão pouco tempo? - ela o questionou enquanto segurava seus braços o analisando. - já não é mais o pequeno de antigamente e, você está lindo! - soltou seus braços e os cruzou. - Agora me diz, como vai sua carreira? - Hyunjin separou os lábios para responder, mas foi interrompido - Espera, e os relacionamentos? Você te..

Hyunjin: Você continua falando demais. - disse com um pequeno sorriso no rosto.

Jisoo: Que desaforado! Você está bem alto, mas ainda sou mais velha que você. - o rapaz revirou seus olhos, rindo com escárnio.

Sana: Vamos comer, eu preparo alguma coisa. - Sana se pronunciou, fazendo os dois nos olharem.

Jisoo: Não precisa se preocupar com isso! Preparei algumas coisas antes de vir, apareci de surpresa para incomodar vocês, é o mínimo que posso fazer. - as duas riram gentilmente.

•••

Todos se sentaram na mesa de seis lugares que havia alí. Me ajeitei na cadeira e Jisoo estava no assento ao lado, agachada, retirando algumas vasilhas de uma grande bolsa.

Sana: Mas então Jisoo, o que a fez voltar da França?

Jisoo: A KBS vai transmitir um programa de culinária especial e os participantes serão chefs recém formados, eu fui chamada para participar e como era aqui perto aceitei sem pensar duas vezes! Eu cheguei já faz alguns dias, mas não tive tempo livre para vir até aqui, então não quis incomodá-los já que não conseguiria passar tanto tempo com vocês.

Sana: Isso é incrível!

S/n: Vou acompanhar com certeza, adoro esse tipo de programa. - ela sorriu colocando a última vasilha em cima da mesa.

Jisoo: Eu preparei uma Bouillabaisse, uma sopa de frutos do mar, é bem famosa lá na França e já que você é alérgico a frutos do mar eu fiz um Coq au vin de frango, você ama frango desde que se entende por gente, pelos menos amava quando eu preparava antigamente, além de alguns profiteroles para a sobremesa! - ela abriu a vasilha de Coq au vin e colocou próxima a Hyunjin.

Hyunjin: Eu ainda gosto, muito. - ele sorriu.

Jisoo: Hoje o jantar é totalmente francês! - deu um leve sorriso, como quem diz "estou orgulhosa do meu aprendizado"

Jisoo abriu as duas vasilhas restantes e se levantou para pegar alguns pratos.

Sana: Pode se sentar, eu pego. - ela se levantou.

Jisoo: Não tem problema, pode deixar que eu sirvo vocês hoje! Se não gostarem da comida, mintam, já que estou sendo gentil. - disse em um tom divertido. Todos riram.

•••

Todos já estavam servidos e eu peguei o talher para começar a comer, o cheiro delicioso de camarão impregnava o ambiente e eu respirei fundo sentindo o ar quente do prato entrar pelas narinas. Dei a primeira garfada e levei até a boca, não pude conter murmurar em aprovação.

S/n: Será que posso ser um dos jurados do programa? Isso está uma delícia.

Jisoo: Não está mentindo pela gentileza? - me olhou com os olhos desconfiados, ironicamente.

S/n: De jeito nenhum. - ri com os lábios juntos, ainda saboreando o alimento.

Jisoo: Como vai sua vida amorosa, Hyunjin?

Hyunjin: Do mesmo jeito de sempre. - respondeu sem entusiasmo.

Jisoo: Não vai me dizer que ainda gosta daquela mesma moça? - ele assentiu. - precisa esquecê-la já que ela não gosta de você.

Olhei para Sana que negava com a cabeça discretamente, fitando o prato em sua frente. O clima se tornou desconfortável, afinal, todos alí, exceto Jisoo, sabiam quem era a mulher por quem ele estava apaixonado.

Hyunjin: Eu sei disso, mas fica complicado quando ela não me deixa esquecê-la.

Jisoo: Ei. - ela levou sua mão até a mão de Hyunjin e a segurou. Aquilo de certa forma me agonizou e eu respirei fundo. - Sei muito bem como é se apaixonar, estar longe de quem ama, não poder ficar com quem deseja.. Eu não sei quem é essa mulher misteriosa, mas eu conheço você muito bem, sei que mesmo sendo muito teimoso e complicado, você é uma pessoa maravilhosa, e se ela não liga para você mesmo a amando tanto como sempre me falou, é porque vocês não devem ficar juntos. Você vai encontrar alguém, e enquanto está no processo de deixar um grande amor para trás, pode contar comigo, para o que for, serei sua amiga, sua irmã, você é muito importante para mim e posso fazer o trabalho de uma mãe por ti se for preciso, mesmo que tenhamos idades próximas, você ainda é meu garotinho. - Hyunjin tirou sua mão da de Jisoo e se levantou, fazendo-a o olhar confusa.

Sana: O que foi?

Hyunjin: Vou sair.

Jisoo: A essa hora?

Hyunjin: Sim, eu preciso resolver algumas coisas.

Jisoo: Está bravo comigo? Disse algo de errado?

Hyunjin: Não, eu não consigo ficar bravo com você, Jisoo, nem mesmo se eu quisesse. - ele saiu da cozinha, sem mais.

Jisoo: Tome cuidado! - ela gritou

Hyunjin: Já sou bem grandinho. - respondeu divertido.

Sana: Não volte tão tarde e passe no mercado na volta, você já sabe o que precisa comprar!

Hyunjin: Não garanto nada. - ouvimos a porta fechar.

Jisoo: Ele sempre foi assim quando falávamos sobre a garota. Achei que tivesse superado, odeio vê-lo assim.

Sana: Amanhã vocês conversam.

Jisoo: Amanhã?

Sana: Ele não vai voltar tão cedo, eu conheço o irmão que tenho.

S/n: Por que pediu pra ele ir ao mercado se sabe que ele volta tarde?

Sana: Com uma tarefa ele pelo menos volta um pouco mais cedo, eu espero.

•••

O silêncio tomava conta do ambiente, deitada, tateava com os pés o tecido aveludado do sofá. Meus olhos estavam fechados, sentia como se meu corpo estivesse inteiramente dormente, a sensação era esquisita, mas confortável, até a fria ventania entrar pelas janelas, passando pelo meu corpo, senti um fio de cabelo cair pelo meu rosto, coçando a ponta do meu nariz, então abri os olhos.

Jinyoung: Tem certeza de que Sana não vai se importar com minha presença aqui? - Jinyoung que estava sentado no chão, em frente a mesinha de centro, quebrou o silêncio do local.

S/n: É claro que não, eu falei com ela. - virei meu corpo em sua direção.

Jinyoung: Não quero incomodar ninguém.

– Não vai. - nos viramos em direção da escada, vendo Sana descendo os degraus silenciosamente. Levantei-me do sofá ajeitando os fios de cabelo em meu rosto.

S/n: Achei que já estivesse dormindo.

Sana: Eu estava, mas acordei para olhar o relógio. - ela se aproximou apoiando seus braços nas costas do sofá. - Tenho que acordar mais cedo amanhã, e quando tenho compromissos nunca consigo dormir direito, achando que vou perder o horário.

S/n: E o despertador? - a olhei confusa.

Sana: Está ligado, mas ainda sinto como se ele não fosse tocar. Ansiedade. - ela virou seu olhar para Jinyoung - ninguém vai se incomodar com a sua presença, fique a vontade, só não exagere. - sorriu, tendo um sorriso de Jin como resposta.

Jinyoung: Pode deixar.

Sana retirou seus braços do sofá e se afastou levemente.

Sana: Posso roubar sua amiga por um minutinho? - levantou seu indicador, fitando Jinyoung.

Jinyoung: Eu vou contar. - ele sorriu para a loira que se virou para mim bracejando para que eu a seguisse.

Sana: Preciso te fazer uma pergunta. - Ela falou em um tom baixo, encostando a porta da cozinha.

S/n: Por que está sussurrando? - franzi a testa estranhando sua atitude.

Sana: É sobre o Jinyoung. - disse apontando para a sala, me fazendo olhar para a porta e voltar o olhar para a mesma em fração de segundos. Pedi que continuasse. - Sabe se ele, é.. ainda está com a Emma? - Percebi que as maçãs de seu rosto se tornaram avermelhadas, demonstrando sua timidez.

S/n: Ah meu Deus, você tem uma queda pelo Jinyoung! - soltei a frase sem sussurrar, fazendo-a arregalar os olhos.

Sana: Fala um pouco mais alto, acho que a Jisoo não conseguiu ouvir lá de cima! - respondeu ironicamente.

S/n: Perdão. - soltei um riso baixo. "Eu gosto da Sana", a frase de Tzuyu surgiu na minha cabeça me tornando séria novamente.

Sana: eles estão juntos ou não? - me chamou fazendo-me olhá-la.

S/n: Pensando bem, ele não falou dela e até agora não recebeu nenhuma ligação dela. - olhava pro nada pensando enquanto falava. - vou perguntar, mas antes posso te fazer uma pergunta também? - ela assentiu. Engoli em seco. - Você por acaso sente alguma atração por mulheres? - Perguntei receosa. O que eu não faço pelos amigos.

Sana: Espera, você.. - ela me olhou com uma expressão confusa e pude ver em seus olhos o que queria dizer.

S/n: Não, não é isso! É só uma pergunta, um pouco esquisita e incoveniente. - disse a última frase lentamente e um pouco constrangida.

Sana: Nunca senti atração por nenhuma mulher. - ela respondeu me olhando atentamente. Ficamos em silêncio por alguns segundos, eu olhei para baixo e coçei a ponta do meu nariz desejando que aquele silêncio estranho acabasse logo. Sana passou a mão pelos cabelos e cruzou seus braços, visivelmente envergonhada também. Deus, o que merda eu digo agora?

S/n: Achou mesmo que eu era lésbica? - Se Deus fosse me responder, tenho certeza que essa não seria uma das opções de acabar com o silêncio.

Sana: Não. Você gosta do meu irmão. - Disse brevemente.

S/n: O quê? Claro que não. - ri de sua fala, nervosa.

Sana: Tudo bem, vamos fingir que não. - abriu a porta e saiu, sorridente, como um irmão mais novo quando descobre o seu segredo.

•••

Olhei para o relógio localizado na parede acima da televisão, seus ponteiros marcavam uma hora e dezesseis minutos, passeei os olhos pela janela, observando a escuridão pelo vidro úmido, graças a chuva que acabara há momentos atrás. Virei meu rosto para a esquerda e me concentrei em Jinyoung, que parecia imerso nos papéis a sua frente. O tic tac do relógio parecia mais alto que o normal, me pegava o olhando inúmeras vezes, e vez ou outra fitando a entrada da casa.

Jinyoung: Por que não para de olhar para a porta? - Jinyoung se pronunciou me fazendo o olhar.

S/n: Não é nada, eu só.. - inalei o ar profundamente, o expelindo pela boca. - Acho que estou distraída, vamos só.. - a frase foi interrompida pelo barulho da porta se abrindo.

Me levantei encarando a figura parada em frente a porta. Andei em sua direção enquanto falava.

S/n: Ah meu Deus, Hyunjin, você está molhado e, - cheguei próximo ao seu corpo inspirando, o cheiro de álcool estava impregnado no rapaz. - você bebeu.

Seu cabelo estava molhado, já que havia chovido, e pela sua camisa estavam distribuídas pequenas gotículas de água. Hyunjin percorreu os olhos pela sala, parando em Jinyoung.

Hyunjin: o que ele está fazendo aqui? - sua voz parecia cansada.

S/n: Isso não interessa, você precisa se trocar, pode acabar ficando doente. - segurei seu braço para puxá-lo em direção ao quarto. - eu volto já, Jin.

•••

Estava sentada quando Hyunjin saiu do banheiro secando seus cabelos, de forma preguiçosa e desajeitada.

S/n: Por que bebeu? - perguntei. Sem resposta. - foi por causa dela, não foi? - mais uma vez não obtive resposta. Suspirei e levantei. - vamos, vou te dar um remédio, não vai querer acordar com a cabeça gritando amanhã.

Hyunjin: Não bebi tanto assim. - sua voz continuava soando diferente do normal.

S/n: Não acredito em você.

•••

Sentei Hyunjin em uma das poltronas da sala, o mesmo fechou seus olhos, deitando a cabeça.

S/n: Ei, o remédio. - chamei sua atenção o fazendo levantar a cabeça e abrir os olhos, em meio a lamúrias. Depositei o comprimido sobre sua mão e logo em seguida lhe dei o copo com água.

Jinyoung: Haera, ele me mandou as imagens. - Jin se dirigiu a mim, impaciente.

S/n: Sério? - fui até o rapaz, que estava na mesinha, sentando ao seu lado.

Hyunjin: Do que vocês estão falando? - ouvi a voz de Hyunjin, calma e baixa. Ele levantou a cabeça e olhou para os documentos espalhados por alí. - Melhor parar de se meter em algo que não é seu trabalho. - disse passando a mão em sua testa.

S/n: Cala a boca, você está bêbado. - Respondi, pegando o celular da mão de Jinyoung.

Hyunjin: Isso é trabalho para alguém profissional, Haera. - Sorri, apontando para Jinyoung. Hyunjin revirou seus olhos.

S/n: Não que seja da sua conta, mas estou ajudando Jinyoung. Eu est.. Ele estava pesquisando e trabalhando no caso, descobriu algumas falhas nas gravações das câmeras, cortaram algumas cenas. Acredita que o dono da venda foi subornado?

Hyunjin: Então as imagens que mandaram é sobre isso? - assenti. - Como conseguiram?

S/n: Isso você não precisa saber, mas aquele homem vai ter que dar uma boa desculpa para se safar da justiça. - pisquei para Jinyoung, que riu. - Mas vamos lá, preciso ver isso. - Dei o play no vídeo, já ansiosa, não via a hora de resolver esse problema. Alguns segundos se passaram em um silêncio momentâneo.

S/n: Já imaginava isso, a vadia foi lá! Qual o problema dessa mulher? É o seu filho! - fechei o punho, irritada. Seulgi realmente foi buscar seu filho. Tudo bem que existem pessoas idiotas, mas sair com a arma do crime nas mãos, sem medo algum?

Jinyoung: Isso explica as digitais do pai, a faca estava na sua casa, provavelmente era dele. Tentou ser inteligente, mas sair com ela nas mãos? Quem comete uma idiotice dessas? - concordei. Olhei para Hyunjin, que ainda sentado na poltrona, agora estava inclinado em nossa direção, observando.

S/n: O pano que encontrei próximo ao lago continha digitais da mãe e do sangue de Hanjoon, ela provavelmente o usou para limpar as próprias digitais.

Hyunjin: E largou em qualquer lugar?

S/n: Não acho que foi proposital, provavelmente o deixou cair. Mas o que levaria a mãe a cometer tal ato? - apoiei meu braço em meu joelho dobrado, colocando meu queixo em cima.

Jinyoung: Resolvemos isso amanhã, você precisa descansar. - Jinyoung se levantou, me puxando e depositando um beijo em minha testa. Sorri com seu ato. Ouvimos Hyunjin soltar o ar pelos lábios, em tom sarcástico, o que nos fez virar em sua direção.

Jinyoung: Algum problema?

Hyunjin: Problema nenhum - levantou os braços em rendição, com um leve sorriso no rosto.

S/n: Não vá ainda, preciso te perguntar uma coisa. - coloquei alguns fios de cabelo atrás da orelha. Me sentei no sofá e Jinyoung fez o mesmo. - seu celular não tocou nem uma única vez. - não precisei dizer mais nada, ele riu.

Jinyoung: Emma e eu estamos dando um tempo. - separei meus lábios, incrédula.

S/n: O quê? Ah meu Deus, Jinyoung, você está bem?

Jinyoung: Estou, eu deveria estar arrasado, mas acho que será bom para nós dois, no fim você talvez tenha razão sobre ela.

S/n: Você é de mais para ela. - Jinyoung é uma das pessoas mais incríveis que já havia conhecido. Desejo tudo de bom para ele, e sinceramente, Emma não estava incluída.

Hyunjin sussurrou algo inaudível. O ignorei, tentando afastar qualquer discussão.

S/n: Obrigada por ser tão paciente, achei que minha cabeça fosse explodir por causa de tudo isso, bem, você sabe - sorri ladino. Seguimos até a porta e eu a abri.

Jinyoung: Quando precisar, é só chamar. - Deu um grande sorriso e me abraçou.

S/n: Até! - acenei.

Jinyoung: Até! - ele se virou, seguindo seu caminho.

S/n: Parece que mesmo bêbado, pode raciocinar muito bem, Hwang. - olhei para o rapaz, indo em sua direção.

Hyunjin: Eu avisei que não precisava de remédio. - peguei o copo que estava no chão ao lado de seu pé.

S/n: Tranque a porta, idiota. - dei um leve tapa em seu ombro, indo até a cozinha para levar o seu copo.

Coloquei o copo sobre a pia, encostando meu braço no mármore frio. Eu não dormia há horas, mas o sono era algo que estava longe de chegar, minha ansiedade estava nas alturas e minha cabeça ameaçava doer por conta do estresse.

O silêncio era agradável, o bairro era tranquilo e eu amava. Provavelmente estaria prestes a me matar se estivesse em um lugar barulhento e agitado agora.

Me afastei da pia e virei para sair da cozinha, ao chegar na sala encontrei Hyunjin, ainda parado em frente a porta. Seu olhar antes perdido no ambiente se voltou para mim e seus olhos desceram devagar como se analisassem meu corpo.

S/n: O que está fazendo aí? Vá dormir. - Disse a frase andando em direção às escadas, evitando o olhar. Meu corpo subitamente foi puxado e virado, e então algo tórrido tocou meus lábios.

Hyunjin estava me beijando, outra vez. Sua língua encostou na minha e o rapaz colou meu corpo em seu peito, aquele calafrio já conhecido por mim subiu por toda minha pele, desaparecendo em seguida. Eu não sabia o porquê daquilo estar acontecendo, e nem queria saber, toda vez que Hyunjin me tocava meu corpo e mente sentia uma euforia desconhecida, é apenas atração física?

Senti suas mãos tocarem minha cintura e ele me deu um leve empurrãozinho para que eu andasse para trás. Me guiava lentamente pela escada. Eu tateava o corrimão com minha destra enquanto minha outra mão estava em seu pescoço, senti minha cintura ser apertada e ele me levantou pelo último degrau.

Ainda dando passos para trás percebi uma de suas mãos soltar meu corpo e pude ouvir o som de uma maçaneta se abrindo. Pela direção de nossos passos eu sabia que estávamos em seu quarto. Ele me sentou no pé da cama e se apoiou com sua perna direita entre as minhas, separou nossos lábios fazendo um som sutil ecoar no local.

S/n: Hyunjin.. - Disse quase inaudível, mas antes que pudesse falar qualquer outra coisa ele quebrou a distância de nossas bocas, voltando ao ósculo. O gosto de álcool era totalmente perceptível, amargo, mas o fato de ser Hyunjin alí me fazia esquecer qualquer detalhe negativo, o modo como sua língua se movía, o jeito que suas mãos passeavam por mim enquanto me beijava, era como comer o meu doce preferido enquanto recebia uma massagem, mas sabemos que o doce é finito e o horário da massagem também.

Abri meus olhos quando subitamente o rapaz se afastou ficando de pé em minha frente, me puxou deixando-me também em pé e eu foquei em seus olhos, procurando entender o que se passava em sua cabeça nesse exato momento.

Hyunjin: Eu pensei em várias coisas que poderíamos fazer agora. - deslizou seus dedos pelos meus cabelos se aproximando da minha orelha - mas não vou executar nenhuma delas até que me diga que quer. - sussurrou. Um breve arrepio passou pelo meu corpo e eu engoli em seco, sua voz era diferente de qualquer vez que tenhamos conversado, não havia ironia em seu tom, e sim luxúria, de um modo que me fazia arfar, eu poderia dizer alí mesmo "eu quero, você não imagina o quanto eu quero", mas não o faria.

S/n: Eu não posso. - Hyunjin sempre foi um homem famoso, e uma das coisas mais comentadas é sobre como é na cama, eu não podia ceder, pois eu sei que serei a única prejudicada. Não posso me apaixonar ainda mais.

Andei até a porta me retirando do quarto, ouvindo os passos do rapaz me seguirem até o andar de baixo. Não o esperei responder, não me deixei nem ao menos ponderar, eu sei que ele pode me convencer. Me sentei no maior sofá, o sentindo sentar alí também, pouco distante de mim.

Cruzei os braços sentindo que alguma coisa estava errada, virei em direção ao rapaz ao meu lado, soprando um breve riso incrédulo.

S/n: Quando foi que abriu meu sutiã? - falei enquanto fechava novamente a peça, ele soltou discretamente um sorriso malicioso.

Hyunjin: Fez a escolha errada. - apenas respondeu, novamente sério. Suas habilidades eram esquisitas, me faz pensar "quantas vezes ele já fez isso?"

S/n: Tenho certeza das escolhas que faço. - Que piada! A última coisa que estou tendo ultimamente é certeza.

Hyunjin: Horas atrás você estava apaixonada por mim.

S/n: Me arrependo amargamente de ter dito aquilo. - Ao terminar a frase o rapaz se levantou e se sentou ao meu lado colocando o rosto próximo ao meu.

Hyunjin: Se arrepende?

S/n: Qual o seu problema? Primeiro me diz para não gostar de você e agora não sai do meu pé? - me levantei, mas fui puxada, apoiei meus braços em seus ombros e olhei em seus olhos.

Hyunjin: Não vou contra minha palavra. Só quero que sinta, sinta o momento. - O rapaz impulsionou meu corpo para baixo, me fazendo sentar em seu colo.

S/n: Qual a parte do "eu não posso" v-você não entendeu? - gaguejei entre a frase, mordendo meu lábio inferior nervosa. Hyunjin era tão atraente, ao ponto de você querer ceder a tudo que ele desejasse, e eu sabia que ele queria tirar o resto de sanidade que ainda corria pela minha mente.

Hyunjin: Já disse para não fazer isso na minha frente. - Ele segurou meu rosto com uma de suas mãos e depositou um selar em meus lábios.

S/n: Eu não vou fazer isso. - Pronunciei fechando meus olhos, eu só precisava recuperar minhas forças e sair dali, mas senti sua mão passear pelas minhas costas e adentrar minha camiseta, e logo após sua boca entrou em contato com a pele do meu pescoço, me fazendo comprimir os lábios.

Hyunjin: Tem total liberdade para sair daqui se quiser. - Ele sussurrou em meu ouvido. Maldito! Ele sabia que eu cederia. Os beijos do rapaz foram subindo até chegar em minha boca, prendendo meu lábio inferior entre seus dentes.

Abri meus olhos e vi seu rosto bem próximo de mim, me ajeitei em seu colo, colando nossos corpos, com o ato nossas intimidades se tocaram, o que o fez arfar e tombar a cabeça para trás, foi ali que parei totalmente de raciocinar. Antes que Hyunjin levantasse novamente a cabeça eu me curvei o beijando, de maneira afoita. 

As mãos do homem tocaram meu moletom e ele separou nossas bocas para retirá-lo, nós dois estávamos ofegantes, meu corpo fervia e o calor aumentava cada vez mais.

Olhei para Hyunjin que me encarava com a boca entreaberta, respirando cansado, seus lábios estavam mais avermelhados que o normal, seus cabelos bagunçados e ainda um pouco molhados por conta da chuva. Tudo nele me causava sensações deliciosas. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele me deitou no sofá, ficando por cima de mim.

Hyunjin: Você sabe que não pode me evitar. - pronunciava em um tom voluptuoso e amedrontador ao mesmo tempo, enquanto sua mão passeava pela minha cintura. Os seus dedos desceram por ela suavemente e pararam em meu short, o zíper do jeans foi aberto e eu engoli em seco quando ele lentamente retirou a peça.

O rapaz segurou minhas pernas e as dobrou empurrando contra a parte superior do meu corpo, estremeci quando seus dedos tocaram a parte interna da minha coxa, ele deslizou seu indicador até o tecido da minha calcinha, desferindo um tapa contra meu sexo coberto, um gemido escapou de meus lábios e senti um fluido umedecer minha parte íntima.

Hyunjin: Parece que eu não preciso fazer muita coisa pra te deixar molhada. - ele sorria.

S/n: Cala a bo- ele pressionou meu clitóris, me fazendo suspirar. Meu sexo ardia, como se implorasse por Hyunjin.

Ouvi um barulho de rasgo e vi minha calcinha ser arremessada contra a mesinha da sala, sem me deixar pensar ele encostou em minha intimidade, umedeceu os dedos com o líquido alí presente e passou por toda a extensão do meu sexo. Comprimi meus lábios e evitei emitir qualquer som. Hyunjin me encarou, seu olhar queimava e demonstrava reprovação, ele queria me ouvir. O homem prendeu dois dedos entre meu clitóris e apertou me fazendo contrair o corpo e instintivamente tentar fechar as pernas, um ato falho, já que o rapaz as segurou. Sua mão tateava minha intimidade de forma talentosa, era como se estivesse tocando sua música preferida em seu violão favorito. Gemi quando um de seus dedos foi introduzido dentro de mim e coloquei a mão em minha boca.

S/n: Hyunjin.. - disse seu nome em um gemido sôfrego.

Hyunjin: É assim que eu gosto de ouvir você pronunciar meu nome. - Filho da puta. Cada vez que falava alguma coisa eu me sentia mais molhada. Ele introduziu outro dedo em meu sexo e começou a movê-los enquanto estimulava meu clitóris com seu dedão. Fechei meus punhos acima da minha cabeça e mordi meus lábios com os olhos fechados, senti uma respiração quente em meu rosto e abri os olhos vendo Hyunjin alí, sem parar de me estocar com os dedos ele atacou meus lábios, eu gemia entre o beijo e conseguia perceber que o rapaz estava sorrindo, satisfeito. Tombei a cabeça para trás me separando dele, ele se afastou e sabia que eu estava próxima do meu orgasmo, aumentou a velocidade de seus dedos e quando eu estava quase lá, parou subitamente. Estava pronta para o xingar quando senti sua língua entrar em contato com a pele da minha coxa, minha boca se abriu e fui incapaz de dizer qualquer coisa. Sua língua resvalou pelo contorno da minha intimidade e eu gritei internamente. É a primeira vez que fazemos isso, mas é como se já conhecesse todos os prós e contras do meu corpo, eu já suava, meu coração estava acelerado e meu sangue fervoroso. Ele lambeu lentamente o meu sexo me fazendo arfar, parou em meu clitóris e o chupou. Eu apenas gritei.

Hyunjin: Temos visita Haera, deveria ao menos tentar se controlar. - disse contra minha intimidade, e o seu hálito quente soprava em mim. Cínico. Estava fazendo propositalmente.

Sua língua adentrou meu íntimo e eu revirei meus olhos, ele me chupava enquanto sua língua se movía dentro de mim, era incrível, incomparável, indescritível e delicioso. Ele não podia ser bom em tudo, não podia! Hyunjin é maravilhoso atuando, cantando, beijando, e sua língua tem habilidades insignes, além de ser bonito e bem sucedido. Como posso não me apaixonar por ele?

O rapaz colocou novamente seus dedos dentro de mim voltando a me estocar, com mais rapidez.

Hyunjin: Quer gozar? - ele sussurrou fitando profundamente meus olhos. Com um sorriso totalmente libidinoso. Senti meu íntimo contrair e assenti, não conseguia falar.

Hyunjin: Quero que diga pra mim, ou eu paro agora mesmo. - disse sorrindo novamente. Porra! Ele quer mesmo acabar comigo. Tentei falar, mas ele me estocou fortemente e eu só consegui gemer novamente. Ele riu.

Hyunjin: Não sabe o quão gostoso é ver você assim.

Eu sabia que estava próxima novamente, e parecia que ele também, pois aumentou mais ainda a velocidade e eu prendi meu lábio inferior entre os dentes, sentindo o gosto metálico do sangue se misturar com a saliva, pela força da mordida. Arqueei meu corpo e em pouco tempo me desfiz em seus dedos deitando as costas novamente, cansada. Observei Hyunjin retirar os dedos de dentro do meu sexo e chupá-los na minha frente, lambendo os lábios.

Hyunjin: Se vista. - pronunciou sério levantando-se. Me sentei no sofá, incrédula.

S/n: O quê?

Hyunjin: Vamos parar por aqui. - Ele só podia estar brincando com a minha cara, e eu sinceramente queria arrancar aqueles olhos perfeitos do seu rosto.

S/n: Por quê? - ele me encarou e se aproximou de mim.

Hyunjin: É isso que ganha por ter me negado no começo. - vi um sorriso se formar no canto de sua boca. - Agora, se vista. - ele jogou o short em cima do meu colo, indo para seu quarto.

S/n: Você me paga, Hwang. - o ouvi rir enquanto se distanciava.

Hyunjin: Vamos ver. - vi sua silhueta desaparecer nas escadas. Eu o odeio, odeio por ser tão safado, odeio por ser tão atraente, odeio por ser tão habilidoso e o odeio mais ainda por não ser capaz de odiá-lo verdadeiramente.

•••

Acordei ao ouvir vozes soando perto de mim, abri os olhos, ainda estava na sala, havia pegado no sono alí mesmo. Olhei para meus pés, estavam cobertos por um fino lençol de veludo, de cor carmim, e eu tinha certeza de que não tinha pego cobertor algum naquela noite.

Me virei para o lado e vi meu celular parado em cima da mesinha, estiquei a mão para pegá-lo, mas a única coisa que aconteceu foi que meu corpo desequilibrou e caiu me fazendo gritar e chamar atenção das pessoas que conversavam na sala.

– Ai meu Deus, Haera você está bem? - a voz doce de Jisoo gritou. Me virei lentamente, envergonhada, e a olhei, com o rosto coberto de fios de cabelos embaraçados.

S/n: Estou ótima! - Abri um grande sorriso, retirando os cabelos do rosto.

Jisoo: Quer ajuda? - ela se aproximou esticando sua mão, mas eu bracejei.

S/n: Não, não precisa, eu tô bem!

Jisoo: Tudo bem. - Disse lentamente, um pouco confusa. - Estamos preparando o café, levanta e vem ficar com a gente quando estiver pronta. - ela sorriu, voltando para a cozinha.

Me sentei pegando o celular e o ligando, eram sete e quarenta e quatro da manhã, significando que eu não dormira o suficiente, estava sem sono mesmo assim.

Teclava o aparelho lendo mensagens e notícias, como sempre Haera estava bombando na mídia, o último dorama foi um sucesso como todos os outros, e eu já estava nervosa por logo ter que voltar às gravações, mas foi escolha minha viver tudo isso. Desliguei o telefone me levantando e subindo até o quarto, tomei um banho rápido e me troquei descendo para a cozinha.

S/n: Bom dia! - cumprimentei as garotas que estavam preparando a mesa.

– Bom dia! - disseram em uníssono. Olhei para a mesa farta arregalando os olhos.

S/n: Mas para quê tudo isso? Somos só quatro pessoas.

Jisoo: Eu também não entendi, ela só me disse para ajudá-la, não respondeu nenhuma pergunta que fiz. - respondeu a morena, enquanto preparava um suco.

A campainha soou e Sana se virou sorrindo.

Sana: A resposta chegou! - Jisoo parou de mexer o suco e se virou esperando alguém entrar, eu olhei na direção da sala, vendo algumas pessoas entrarem pela porta.

Tzuyu, Jennie, Nayeon, Jisung, Jinyoung..

E Chan. Ele com certeza era a visita mais importante.

Todos entraram na cozinha e Chan foi o último, entrou distraído conversando com Jisung, rindo, quando levantou a cabeça viu Jisoo em sua frente. Seu sorriso se desfez, olhei para a morena que sorriu ao fitar o rapaz, que continuou sério e uma lágrima escorreu por seu rosto.

Jisoo: Sana você.. - vi seus olhos lacrimejando. - Chan! - Ela deu um passo para frente e o homem andou até a mesma a abraçando. Chan segurou o rosto de Jisoo e a beijou, ele a segurava tão delicadamente, como se fosse tão frágil. Eram lindos juntos.

Nayeon: Arrumem um quarto seus pervertidos. - pronunciou em tom zombeteiro. Os dois se separaram em risos.

Chan: Quando foi que chegou aqui? Por que não me disse nada? Tem noção do quanto senti sua falta? - ela sorriu.

Jisoo: Vamos conversar sobre tudo isso mais tarde, o importante é que eu tô aqui, e você está aqui também. - ela deixou um selar em seus lábios olhando para as demais pessoas no ambiente. - Eu já conheço o Jisung, não vai me apresentar os outros? - ela olhou para Sana.

Sana estava apresentando os presentes no local até que Hyunjin entrou.

Jisoo: A princesa levantou. - ele riu, olhou para mim e voltou seu olhar para Jisoo, que estava grudada com Chan. O vi engolir em seco. Aquela noite significou alguma coisa, ou foi apenas um escape?

Me aproximei de Jisung enquanto todos conversavam.

S/n: Como acha que Hyunjin está com tudo isso? - comentei em um sussurro, observando Jisoo de longe.

Jisung: Ele está bem, consegue lidar com isso, sempre conseguiu. A questão é - ele virou para mim, me olhando nos olhos - Como você está? - eu sorri fraco.

S/n: Eu estou bem, Jisung. É gentil de sua parte se preocupar, obrigada. - segurei sua mão, massageando-a.

Jisung: Qualquer coisa pode falar comigo, sou todo ouvidos. - me abraçou.

S/n: Não é algo que vai durar, tenho coisas mais importantes para me preocupar. - menti. - Vou falar com as meninas, se cuida.

Estava andando até Tzuyu e Nayeon, mas vi que Hyunjin estava saindo da cozinha e o segui.

S/n: Ei! - O chamei. Ele se virou. - Você está bem?

Hyunjin: Estou, Sana me pediu para comprar umas coisas.

S/n: Ah, sim. - ouvi alguns passos e vi Jisoo correndo até Hyunjin.

Jisoo: Jinnie, pode passar na farmácia e comprar esse remédio para mim? - Entregou-lhe uma receita.

Hyunjin: Posso sim. - ele guardou o papel em seu bolso.

Jisoo: Obrigada, eu não ia ter tempo de ir, você é um amor, eu te amo! - ela mandou um beijo com a palma da mão enquanto voltava para a cozinha.

Hyunjin: Eu também te amo. - disse com um pequeno sorriso nos lábios. Eu podia ver a dor em seu olhar, e pude compartilhar da mesma.

•••

Horas se passaram e a única pessoa que ainda estava alí era Chan, alguém que eu tinha certeza que não iria embora tão cedo. Sana estava se arrumando para o trabalho e me chamou para conversar em seu quarto.

Sana: Eu e o pessoal da minha equipe trabalhamos duro e procuramos saber tudo que aconteceu com Irene naquela noite, todos que ela encontrou, onde foi e por que as digitais de Hyunjin estavam no relógio, sendo que o aparelho não é dele.

S/n: Não é? - a encarei, com uma expressão desentendida.

Sana: Não, procuramos as informações do relógio, parece que aquele em específico era uma edição limitada vendida no ano passado. Apenas cinco foram vendidos, a pessoa que o comprou foi Kang Daniel.

S/n: O quê? - Eu engasguei com a saliva, tossindo. - Daniel? O que ele fazia com Irene?

Sana: Isso é o que vamos descobrir. Hyunjin foi chamado para um interrogatório ao final do dia, precisamos saber por que suas digitais estão lá e, bem, agora ele também é um suspeito.

S/n: Daniel.. Por que ele sempre me persegue? - pensei alto.

Sana: Você talvez não tenha nada a ver com o assunto agora, S/n. Fique calma.

S/n: É claro que tenho, Sana. Ela morreu por minha causa.

Sana: Não diga isso! Você não a matou, a culpa não é sua, então fique de boca fechada! - ela pegou sua bolsa em cima da cama. - Eu estou atrasada, conto mais sobre tudo quando chegar, não pensei muito sobre o que eu te disse, foque no que importa agora, o seu trabalho! - ela fechou a porta, saindo.

Daniel não tem tanto dinheiro para sair gastando com esse tipo de coisa, o que ele fazia com um relógio caro de edição limitada?

Me deitei na cama da loira e acabei apagando, acordei poucos minutos depois, a casa estava um silêncio, provavelmente vazia, ouvi a campainha tocar e desci para atender.

Abri a porta com rapidez e recuei ao perceber a figura que estava agora parada em minha frente.

Precisamos conversar.


Notas Finais


Peço perdão por qualquer erro, o revisei rapidamente, pois tenho um compromisso, beijinhos❤️


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