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História The Divorce Came Driving - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, seja bem vindo(a) à esta fic :)

Bom, seguem algumas observações sobre ela:

* Tradução do Título: O Divórcio Veio Dirigindo;
* Trilha Sonora: Seu Uber de Cavaleiros do Forró;
* É toda narrada na terceira pessoa e contém palavrões;
* Total autoria, não aceito adaptações;
* Será Three-shot ou seja, três capítulos;
* Postada em Wattpad e Spirit;
* Focada no ship Jikook, portanto se não gosta, NÃO LEIA;
* Possui temática ABO, universo alternativo em tempos atuais, Yaoi, MPreg, conflitos familiares e adultério, estejam avisados(as);

É isso, espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - I - O Genro Imperfeito


Fanfic / Fanfiction The Divorce Came Driving - Capítulo 1 - I - O Genro Imperfeito

Humilhado. Este era o estado em que se situava o jovem beta Park Jimin, naquele jantar de família que gostaria muito de não ter ido. Mas graças à insistência do marido e a obrigação invisível de dever como cônjugue, decidiu ir.

Tudo começou quando na costumeira recepção de seus sogros e cunhados, os comentários pouco discretos da mãe Kim sobre sua aparência e jeito fora dos padrões, lhe causaram um imediato constrangimento e a menção proposital e nada gentil, de que o filho não deveria ter se casado com o loiro.

Ah, se todas as vezes em que ouvisse aquilo, ganhasse um won sequer, estava milionário, em Paris e bem longe daquela família desagradável, onde apenas Taehyung se salvava. Mas... isso foi um pensamento errôneo e prematuro, pois logo ficou claro que ele não era a exceção.

Não quando o dito cujo, que deveria defender seu marido das ofensas, ao invés de fazer, sorriu e se calou como um carneiro manso. Mesmo sendo um beta, não cabia no contexto que Kim não retrucasse nada para amenizar a humilhação e enxurada de alfinetadas gratuitas ao outro.

Jimin poderia sim, ser um pouco mais rebelde que a maioria dos betas, onde lhes era imposto que fossem mais dóceis. Contudo, nunca foi de seu feitio o comportamento doce e foi exatamente daquela forma, que Taehyung o conheceu, portanto, justo que não tivesse uma real preocupação.

Mas bastava que chegassem aos famigerados encontros de família, para toda aquela baboseira voltar. Os tradicionais e fechados, que só se importavam com os malditos títulos de classes lupinas e não levavam em consideração nada, que fugisse à aquilo. Tão medíocres.

Park já estava farto de ter que lidar com a sogra em especial, já que o marido alfa da mulher, era um ser de paciência eterna, que apenas acatava qualquer fala da mesma. Outro carneirinho? Enfim. Restava portanto os filhos, sendo três no total, somado à Taehyung, mas... que eram igualmente tolos e seguiam as ordens da "general Kim Taeyeon".

Até quando aquilo iria? Era difícil saber, dado que as atitudes perduraram desde o namoro até então, onde era visível sua revolta para com a personalidade do baixinho e seus costumes liberais, além das vestes e aparência que segundo a mulher, não condizia ao esperado para alguém belo, como Kim.

Talvez nesse ponto em específico, a ômega estivesse certa. Taehyung era sim um beta muito bonito, mais que a maioria, com altura chamativa, lábios joviais, olhos cativantes e sorriso divino. Ele também possuía qualidades internas, é claro, como sua habilidade em fazer alguém sorrir e a serenidade para assumir responsabilidades.

Mas partindo do ponto de hoje, ele tinha defeitos. Defeitos estes... complicados de se conviver. Complicados ao nível de se calar, quando deve falar e simplesmente ignorar situações problemáticas, em defesa da imaculada mãe. O único que ultrapassava esta linha de respeito velado, era Taemin.

O pequeno anjo de seis anos, fruto único da união e com as características mais marcantes do moreno, além da classe de genes puros, diferente do beta Jimin, mestiço à genes ômegas. Com isso, estava montada a árvore genealógica da família perfeita que poderiam ser, porém bastava meterem a sogra diabólica no meio, que o "caldo entornava".

Todavia, a "gota d'água" mesmo para completar aquele domingo nublado, foi o lugar. A velha e conhecida casa de campo, que a mulher Kim se vangloriava de possuir para aqueles eventos, mas que para o Park mais se parecia um inferno roçal, cheio de insetos, poeira, pouco sinal de qualquer coisa e lama em demasia. Mas que... poderia piorar.

Já dava para sentir o drama do esposo? Pois foi à partir dali, após o derradeiro comentário maldoso de Taeyeon Kim, que o loirinho em busca de refúgio, optou por tomar um banho quente na sauna do chalé, mas... "misteriosamente" uma cobra surgiu em sua mala no quarto todo fechado, sem chance de nada entrar - se não fosse perfeitamente colocado ali, - que a confusão se iniciou. E Jimin... não levaria desaforo para casa.

- Espera, Jimin! Não foi assim. - insistiu Taehyung capturando o braço esguio do marido, que lhe encarou furioso.

- Me solta, seu escroto. Fique aí com sua família, eu já cansei disso. Sua mãe me odeia, sempre odiou e agora essa palhaçada?! Quase fui picado por uma cobra, você tem noção disso?! - esbravejou o loiro, puxando o braço do aperto com veemência. 

- Eu não fiz nada, f-foi um acidente. Taehyung, esse beta é sempre tão petulante e dramático assim?! A-aigoo, devia lhe dar uma correção. - interferiu a voz da autora de toda a situação, à qual Jimin lançou seu melhor olhar de desprezo, perante aquele teatro forçado de choro, que a mulher logo tratou de fazer para duelar com o genro. E para completar tudo, claro, a típica frase de uma sogra jararaca: eu sou a vítima, ele está gritando e é um mal educado.

- Mulher, não se meta nas conversas do casal. - por algum digno milagre, o pai Kim interviu com sua voz morosa e a ômega mostrou um sorriso perverso, cruzando os braços sobre os seios fartos.

- Pois muito bem, não irei. Mas se querem discutir, vão se resolver lá fora... estão assustando meus netos e... p-preciso de um calmante, isso me comoveu. - refutou empinando o nariz em gesto despretencioso, mas que o Park conhecia muito bem.

Felizmente o zelo dela por Taemin era sincero e sendo assim, Jimin bufou firme antes de sair porta afora, tendo a certeza de que o menino ficaria bem, porém... sendo seguido por um teimoso Taehyung.

- Jimin, você tem que parar de implicar com tudo. Poxa, estamos em zona rural, é claro que um bicho desses pode aparecer e... - o moreno foi cortado num silvo.

- Você não entende, né?! Não foi só o episódio da maldita cobra, que eu suspeito ser parente da sua mamãe. - pigarreou sob a careta do cônjugue e logo disfarçou seus risos internos, para focar no assunto real. - Ela me destrata, menciona seu ex sempre que possível, contando vantagens e dizendo o quão ruim eu sou como marido e pai. Além disso, você nunca faz nada pra me defender. - protestou por fim, irritado.

- Quer que eu faça o quê?! Me volte contra minha mãe?! Não vou fazer isso, Jimin. - redarguiu o Kim indignado.

- Ah, não?! Vai deixar isso continuar acontecendo, então?! Você é um bunda-mole, tem medo dela. Mas eu, não. - enfatizou enraivecido e Taehyung se aproximou.

- Amor, olha só... se te incomodam as coisas que ela fala, ignore. Eu te amo, não quero esses desentendimentos acontecendo toda vez que vocês se veêm, é desgastante e não faz bem para o nosso filho, ver isso entre o pai e a avó. - refutou em tom ameno, tão típico dele.

- E você acha que não tentei?! Ela me cutuca com essas merdas, eu não aguento mais. - suspirou impaciente. - Se você me amasse, me defenderia. Ao menos falaria com ela à respeito, por acaso fez isso?! Não, não fez. - rosnou por fim, desviando o olhar.

- É... é complicado. Sabe como ela é. - desconversou nervoso.

- Sei sim. Também sei como seu pai é, como seus irmãos são e principalmente, como eu sou. - soltou categórico. - E é por isso, que vou dar um basta. - reverberou tirando do bolso o próprio celular, que o beta encarou curioso.

- O que vai fazer? - alarmou-se Taehyung.

- Vou embora e te deixar com sua amada mãe e família. Não serei um estorvo e muito menos vou ficar ouvindo desaforos gratuitos, posando de bonzinho. - acrescentou discando o endereço dali com certa dificuldade, no aplicativo.

- Vai embora? Como assim? Amor, não seja infantil. Vamos voltar e comer, estão nos esperando. - persistiu o beta com ar solto. - Jiminie. - insistiu vendo o outro ainda discar. - Tá fazendo o que? Fala. - broncou por fim, tentando pegar o aparelho das mãos pequenas, estas que foram ágeis em esconder o objeto no casaco.

- Chamando meu meio de transporte. Ou melhor, já chamei. - deu de ombros, triunfante.

- Tá brincando né?! Você não pode ir, está tarde. Aqui não tem muitos motoristas, pirou?! - pontuou o moreno indignado.

- Pirei sim, tira a mão de mim! - emendou o Park irado.

- Jimin, pára de teimosia, pelo amor de Deus. O Taemin está lá, sem entender nada. Pensa nele. - apelou no tom usual outra vez.

- Não envolva ele como desculpa. A culpa de toda essa merda é sua e eu não vou voltar. Aguentei isso o dia inteiro, mas não mais. Cretino! - verbalizou ao mais alto, tomando afastamento brusco.

- Então é isso?! Vai me deixar aqui e fazer o quê?! Divórcio depois?! - inquiriu sarcástico, porém...

- Se quer mesmo saber, eu pensei nisso sim. - suspirou profundo ao notar a expressão de claro choque, do mais velho. - Tae, eu te amo, muito mesmo. Mas assim, não tem como conviver. Você tem que escolher, sua mãe ou eu. - ricocheteou sucinto.

- Não fala besteira. - redarguiu sério.

- O nosso relacionamento é besteira?! - entonou ácido.

- Minha mãe gosta de você, Jimin. - o loiro revirou os olhos, vencido. Ao que parecia, seu marido nunca entenderia tais conflitos, o que era uma pena. E assim, virando as costas para conferir se seu Uber havia chegado, suspirou ouvindo a sentença próxima de si. - Se ela não gostasse, não teríamos casado. - disse brando.

- Ah, perfeito. Acabou de confessar: se ela não gostasse, você me daria um fora e procuraria seu ex de volta, não?! Realizar o sonho "dourado" da sua mãe. - acusou estarrecido, virando-se para o marido que bufou.

- Sabe que não é assim. Eu sempre deixei claro que você era meu escolhido. - estancou breve.

- Se esse é o caso, então prove e fale com ela. - pediu sério e o moreno pareceu acuado por alguns segundos.

- Jimin. - chamou incerto, mas quando fez menção em se pronunciar, o som da buzina rompeu o silêncio e Jimin sorriu aliviado: seu Uber havia chegado.

- Nossa conversa acaba aqui. Espero que pense no que falei. - ciciou ao mais novo em selinho curto no parceiro, este que piscou irritadiço e segurou o cotovelo alheio, com posse.

- Você não vai. - ditou entredentes.

- Ah, vou e você não me impedirá. - desafiou, ouvindo o barulho da porta do carro ser aberta, mas estando de costas com Kim, não pôde ver o motorista sair.

- Ele não vai, amigo. Pode ir embora. - foi a fala de Taehyung para o profissional, que provavelmente estava atrás de ambos, à espera.

- Cala essa boca, eu vou e pronto! - Jimin chiou puxando-se do aperto, mas Kim persistiu em impedí-lo, segurando agora sua cintura.

- Jimin, não se atreva à entrar nesse carro. - ameaçou firme, a provável feição mais próxima do que poderia ser considerado alguém bravo, na versão do beta.

- Já falei pra me soltar, caralho. - ruidou empurrando a estrutura mais alta para longe, contudo pela terceira vez, Kim segurou-lhe de novo. Era quase certo que o motorista estava confuso ou com cara de tacho, talvez os dois, pensou o Park.

- Ãn... oi...? - a voz masculina soou por parte do estranho, após longos segundos de duelo entre o casal, com o mais baixo tentando se soltar sem sucesso.

- Você não ouviu, alfa?! Se manda, ele vai ficar aqui. - repetiu Taehyung com imposição.

- Idiota, me solta senão eu grito. - rumorejou vendo o outro sorrir faceiro. - Socorro! Socorro! Motorista, por favor, me leve pra longe desse louco. - gritou à plenos pulmões, sob a careta de descrença do marido e logo uma movimentação veio de fora da casa, conotando nos irmãos Kim.

- O que está acontecendo? - Seokjin foi o primeiro à perguntar, confuso com a cena.

E graças à isso, aproveitando da distração perfeita do moreno com seus fraternos, Jimin chutou os testículos do beta de forma certeira e saiu em disparada para dentro do carro, por sorte, aberto, levando consigo o motorista.

- O que...? - o mesmo piscou aturdido pelo alvoroço repentino e puxão de suas vestes, para dentro do veículo.

- Jimin! - Taehyung logo berrou e para barrar sua tentativa, o loiro travou as portas com rapidez, fazendo o mesmo bater no vidro inconformado. - Abre. - praticamente ordenou, furioso.

- Você vai ficar ou...? - a voz do desconhecido indagou ainda perdida e Park sorriu maldoso.

- Não está óbvio?! Vou me mandar. Se me tirar daqui, te pago o dobro. Acelera, vai. - Jimin comandou cutucando o outro, sob a expressão impagável de frustração do Kim, estapeando e socando o carro para abrir, sem sucesso.

Mas logo aquelas ações foram cessadas com o movimento do automóvel, que se deslocou no encalço de Taehyung, até o ponto em que não era mais possível seguir à pé e a neblina o cobriu por completo.

- Taehyung, pára de ser louco. - Namjoon repreendeu segurando o Kim mais novo, este que rosnou audível e apenas adentrou a casa de campo sem dar ouvidos aos presentes, que se questionavam o que tinha havido lá fora.

Exceto a senhora Kim, esta que sorriu ladino, entendendo que não foi um desfecho agradável. Seus planos deram mais que certo. Bastava apenas mais alguns, para que seu filho caçula colocasse o juízo no lugar e enxergasse que Park Jimin, não era para ele. O rapaz dissimulado não merecia o sobrenome que herdou no matrimônio, ele era... incompatível, ponto. 

Mas será que essas críticas da sogra, refletiam ao real mencionado?


Notas Finais


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Créditos à @Nichu pela capa e banner maravilhosos e perfeitos, muito obrigada :)

Enfim, as atualizações serão nas sextas, semanalmente, portanto, fiquem atentos(as). Um beijo e até breve!


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