História The Dog - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sakura, Sasuke
Visualizações 131
Palavras 2.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muito obrigada pelos favoritos e comentários, divirtam-se <3
(Para não haver confusão, há uma cena de flashback que coloquei inteira em itálico).

Capítulo 4 - Quarto Capítulo


A sua garganta estava árida como o inferno, ele estalou a língua seca sentindo o gosto amargo na boca. Empenhou-se em abrir os olhos, mas a iluminação forte não lhe permitia, aos poucos foi se acostumando a claridade e sua vista foi se expandindo até reconhecer que estava numa sala, deitado sobre um sofá duro.

Seu lábio ardia levemente e o olho direito estava dolorido, ele olhou ao redor e percebeu que o local era parecido com o seu apartamento, mas não era exatamente o seu apartamento.

Uma fisgada se estendeu do topo de sua cabeça e se espalhou, o fazendo desejar a morte.

-Merda.

Coçou os olhos e massageou as temporãs, suas mãos estavam ardendo, foi então que percebeu as lacerações na pele. Ele tirou a manta rosa que cobria seu corpo e quase caiu ao levantar-se sobressaltado. Estava apenas com uma toalha úmida cobrindo suas partes íntimas.

-Mas que merda...

Ficou em alerta apesar da vertigem, procurando pelas suas roupas, as encontrou dobradas no chão ao lado do sofá, havia um bilhete com uma caligrafia bonita.

“Tem onigiris dentro da geladeira e aspirina em cima da mesa da cozinha.

Sato Ayumi”.

Ele puxou o zíper da calça experimentando uma onda gélida no estômago.

O que havia feito na noite passada?

Guardou o bilhete no bolso, vestiu a camiseta e a jaqueta indo em direção da cozinha. Era tão simples quanto o resto da casa, abriu a geladeira encontrando o pratinho com cinco onigiris, uma bandeja com alguns ovos e uma garrafa d’água.

 A breve lembrança de uma Ayumi emocionada passou pela sua mente ao ver a geladeira quase vazia, ele sabia que ela sempre comprava do mais barato ao ir à konbini. Mesmo assim, Ayumi havia comprado aqueles onigiris e a aspirina.

-Garota idiota.

Pegou a garrafa d’água a virando junto com a aspirina, estava morto de sede.

Ele saiu da casa de Ayumi e foi para a sua. Não sabia que horas eram e provavelmente o gato deveria estar morrendo de fome. Ele deixou os sapatos no hall de entrada encontrando o felino mal humorado que se recusava a encará-lo.

-Eu estive perdido pelo caminho da vida. –Recitou aquela desculpa esfarrapada que já ouvira tanto de Kakashi. –Eu vou comprar aquela gororoba que você gosta gato.

Depois de alimentar o gato e tomar outro banho, vestiu qualquer roupa confortável e quente e foi para a konbini.

Naruto e Kushina estavam lá e não foi nada divertido quando ela lhe cumprimentou com um cocão.

-ONDE VOCÊ ESTAVA?

-Caralho teme, eu fui a sua casa, porque você não compra a merda de um celular?

-Ficamos preocupados Sasuke, o que houve no seu rosto? –Ela o questionou, o pegando pelo queixo para avaliar melhor o dano, o olho direito estava arroxeado. –Você apanhou ontem?

Ele acariciou o mais novo galo e comprimiu os olhos, aquelas vozes estridentes entravam em seus ouvidos e esfaqueavam seu cérebro.

-Falem baixo. –Ele grunhiu se desviando da pergunta, não se lembrava como ganhou aquele hematoma. –Pelo amor de Deus.

-VOCÊ ESTÁ DE RESSACA? –Kushina elevou o tom. –Você não avisou a ninguém, sumiu do nada e nem pra telefonar Sasuke, eu quase fui a policia.

-Eu fiquei fora só uma noite, não é para tanto.

-Você nunca sai teme. –Naruto se interpôs afastando Kushina e apontando o dedo na cara de Sasuke. –Tu disse que ia ver ela e já voltaria, quando não veio pro turno da noite já achei que ia te encontrar com a boca cheia de formiga em algum terreno baldio.

-Acho incrível a sua capacidade de imaginar as coisas.

-Com quem você estava?

Sasuke pensou rápido e o primeiro nome q veio em mente foi:

-Ayumi.

 

***

 Foram mais doses do que ele realmente poderia contar. Kiba já lhe olhava com preocupação e sabia que o estado do Uchiha era péssimo.

-Eu não devia ter te vendido aquele absinto.

Sasuke ergueu um dedo e abriu a boca, mas desistiu de falar.

-Você some por anos e reaparece aqui do nada, você é louco? –Ele cochichou recebendo um olhar entediado de Sasuke. -Tem gente querendo a sua cabeça Uchiha-san.

“Não é como se eu me importasse”.

Ele tentou dizer, mas não foi bem isso que saiu da boca mole de Sasuke.

-Uchiha-san olhe para mim, preste atenção, saia daqui antes que alguém te reconheça.

A mão pálida bateu contra o balcão e fez com que o bartender se afastasse; o sorriso afiado de Hozuki Suigetsu lhe mandava a mensagem clara para que não se intrometesse. Kiba maneou a cabeça antes de voltar a atender os outros clientes, sabia que a presença de Sasuke logo acarretaria em confusão.

-A Karin me largou. –Suigetsu falou entristecido. –Eu ia casar com aquela maldita.

Sasuke deu de ombros, tinha muitos problemas e não precisava de mais um, a sua mente alcoolizada só pensava em duas coisas; beber e gastar toda aquela energia acumulada.

-Eu falei pra ela... Mais um trabalho... Só mais um e nós nos mudaríamos para Califórnia e ela poderia virar a mulher mais perua desse mundo, como ela quer ter uma vida de luxo sem dinheiro?

-Suigetsu, eu quero te meter um soco na cara.

Suigetsu gargalhou apontando o dedo para o rosto.

-Você tá há tanto tempo aposentado que aposto que não consegue sair do lugar.

Sasuke levantou-se com dificuldade, as coisas estavam começando a girar, mas a memória corporal estava tão ativa que seu punho fechou-se e acertou um jeb cruzado em cheio em Suigetsu, ele caiu no chão gargalhando.

-Desgraçado.

-Levanta. –O Uchiha ordenou, seus olhos transmitiam uma áurea que Suigetsu conhecia muito bem. -Agora.

-Olá puppy. –Os dentes afiados apareceram diante do sorriso largo de Hozuki. –Vai ser divertido brincar com você.

Sasuke estalou o pescoço e estava prestes a ir para cima do Hozuki quando uma voz sibilou fazendo com que todo o burburinho se calasse.

-Seja bem vindo novamente Sasuke-kun.

Sasuke encarou os olhos amarelados, aquele brilho reptiliano ainda lhe davam calafrios.

-Orochimaru.

A risada dele flutuou asquerosamente.

-O bom filho a casa torna.

Sasuke bufou, tirou a carteira de dentro do bolso e retirou algumas notas jogando em cima do balcão.

-Fique com o troco Kiba.

-Aonde você vai? –Suigetsu levantou-se num salto. –Vai dar as costas de novo seu otário?

-Eu só queria encher a cara e bem. - Ele riu apontando para si mesmo. – Feito.

-Achei que estivesse procurando por algum serviço.

-Mesmo que eu estivesse não seria pra você Orochimaru.

-Eu pago bem...

-É hora de eu ir. –Sasuke não se prolongou dando as costas e cambaleando para fora do bar.

Ele não foi impedido de sair, mas sabia que futuramente aquela visita lhe causaria problemas. Estava tão fora de si, querendo arrumar confusão e beber que não teve a mínima noção da merda que estava fazendo quando topou com Suigetsu num barzinho de esquina e resolveu acompanhá-lo até o bar no subsolo de um mercadinho.

Fazia anos que não pisava naquela área.

No outro extremo de Konoha, onde as armas ditavam a lei e os mais fortes sobreviviam. Ali costumava ser o local onde se encaixava, mas hoje nada daquilo fazia sentido.

A sua saída da máfia foi relativamente tranquila, já que eliminou o chefão que controlava na época dando espaço para que outros brigassem pelo cargo. Ele não queria controlar pessoas ou ter mais sangue derramado pelas suas mãos, então apenas deu um ultimato e deu as costas para tudo.

“Eu estou saindo” foi sucinto ao sustentar um olhar feroz para aqueles mafiosos antes de cuspir um pouco de sangue, “Fiquem a vontade para resolverem quem vai mandar nessa merda”.

“Você os matou sozinho, claramente é uma ameaça para nós” um deles falou receoso, todos conheciam o cão e ninguém gostaria de se tornar um de seus alvos.

 “Ameaça?” A risada reverberou pelo hall, os três homens viraram-se para encarar Orochimaru, que contemplou Sasuke com uma salva de palmas. “Agradeça a ele, seria muito difícil tirar os Hyuuga do poder por meios burocráticos, o cão apenas fez um favor a nós, sejam mais educados”.

“Se ele foi capaz de fazer isso com os Hyuuga...”.

“Claramente você não prestou a atenção nas palavras de Sasuke-kun, Kim-san” Orochimaru interrompeu o velho, ele ajeitou os óculos, claramente desgostoso com a presença da cobra, “Você está livre, Uchiha Sasuke”.

“LIVRE?” Kim gritou, “De onde você tirou tanta autoridade?”.

Os outros dois homens se olharam e assentiram, curvando-se perante Orochimaru, que se matinha encarando Sasuke. Kim estava boquiaberto diante da cena, era seu lugar de direito tomar a posse caso os Hyuuga perdessem o poder.

“Deve ser doloroso estar tão próximo do prêmio, quase sentir o gosto e repentinamente alguém aparecer e tomá-lo de você” ele disse calmamente antes de fitar Kim, “Ou você está comigo ou não está”.

Naquele momento Kim se viu tão acuado quanto o cão quando procurou pelos olhos de seus comparsas e recebeu um silêncio sepulcral, mesmo que não quisesse se curvar perante a aquele homem desprezível, sabia que sua cabeça rolaria caso se negasse a cooperar.

Abaixou a cabeça com seu orgulho se esvaindo pelas narinas e jurou silenciosamente se vingar.

“Agora que tenho a lealdade de todos os presentes, podem se retirar”.

Os homens assentiram e saíram do casarão a contra gosto. Orochimaru fitou ao redor encarando com um sorriso nos lábios as marcas do massacre.

“Você é realmente incrível.” Ele comentou fazendo um floreio com as mãos “É uma obra de arte! Você redecorou ao meu gosto, eu estou realmente muito agradecido”.

Sasuke piscou lentamente, estava anestesiado e tinha um sangramento no abdômen. Os olhos de Orochimaru se detiveram nos ferimentos e ele sorriu.

“Eu amo finais felizes, mas acho que não acabou ainda pra você”.

“O que?”

“Neji ainda está vivo, e bem, pra eu assumir de vez preciso da cabeça dele”.

Os olhos de Sasuke arregalaram-se com a possibilidade de que o Hyuuga conseguisse rastrear seus amigos, com dificuldade ele se escorou na parede e lutou contra a dor lacerante que o acometia.

“Me costure agora!”.

“Como desejar”.

 

***

Ayumi aprendeu com o passar dos anos a estar atenta até mesmo enquanto sonhava, ela despertou às quatro da manhã com um barulho alto, como se algo pesado houvesse caído no chão.

Ela se levantou e caminhou silenciosamente até a sala, espiou pelo olho mágico e encontrou o seu vizinho estirado no meio do corredor, ele tentava se levantar, mas por algum motivo não conseguia nem firmar as mãos no chão. Ayumi girou a chave e abriu a porta, ele a olhou de relance e virou a face para o outro lado.

-Você está bem?

-Otchimo. –Respondeu embolado.

-Ah claro. –Ela se aproximou e sentiu o forte cheiro de álcool. –Você está bêbado.

-Me contche uma novidade.

Ayumi bufou e cogitou em deixá-lo ali, mas sua consciência pesou ao se lembrar da deliciosa comida que o Uchiha havia preparado para ela.

-Eu não acredito nisso.

Ela se ajoelhou e passou o braço de Sasuke em seus ombros.

-Você é pesado, vou precisar que me ajude.

-Me deixe aqui. –Ela balbuciou.

-Não.

Sasuke disse algo muito embolado e Ayumi captou algo como “Me deixe” e “Hinata”.

-Hinata é a sua namorada? Acho que ela não ia gostar de te ver assim.

Sasuke lançou um olhar feio e a ajudou com o peso do próprio corpo. Foi um pouco difícil colocá-lo dentro de sua casa, ele mal cabia em seu único sofá velho.

-Nem ferrando que eu te ponho na minha cama.

Ele grunhiu em resposta e franziu o cenho.

-Ah não...

Ela correu procurando por um balde ao voltar encontrou Sasuke de pé tentando achar o banheiro, para a sua sorte conseguiu dar o balde a ele antes que uma catástrofe acontecesse. O cheiro azedo recendeu pela sala e Ayumi desejou enxotá-lo de sua casa, conseguiu levá-lo para o banheiro e Sasuke se debruçou sobre a privada.

-O que você andou aprontando?

Ele a olhou de relance e voltou a vomitar, Ayumi franziu o nariz e girou os calcanhares indo pegar água gelada na cozinha.

-Porque essas merdas acontecem comigo?

 Sasuke fez gargarejo e cuspiu a água na privada dando descarga, ergueu-se a muito custo enquanto Ayumi tentava adivinhar o que ele estava tentando fazer. O Uchiha retirou a jaqueta jogando-a no chão e em seguida a camiseta, o que a assustou.

-HEY O QUE VOCÊ TA FAZENDO?

  Ela pensou em correr e pegar uma faca, ele era maior e mais forte, mas não cairia sem pelo menos arrancar um pedaço do desgraçado. As costas largas estavam repletas de tatuagens e cicatrizes de variados tamanhos, o que a deixou em alerta, aquilo só significava uma coisa.

-Hey... –Sua voz saiu num fio. –Você é da...Máfia?

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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