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História The Dragneel's Company - Capítulo 66


Escrita por: EllaHawk

Notas do Autor


Acredito ser o maior capitulo escrito da historia.
Então peço desculpas pelo tamanho
Mas eu não queria deixar de colocar os dois testemunhos em capítulos separados
Este é o ultimo capítulo do julgamento, então... vamos lavar essa roupa suja

Capítulo 66 - Natsu Vs Black - O Depoimento de Elfman e Alzack Black


Fanfic / Fanfiction The Dragneel's Company - Capítulo 66 - Natsu Vs Black - O Depoimento de Elfman e Alzack Black

O clima naquele tribunal era pesado, Sylvia estava em processo de tratamento contra o câncer, ela estava usando um lenço na cabeça que aposto que era devido a quimioterapia e sua aparência era fraca e mesmo assim, ela reuniu forças para vir, antes ela tinha vindo para apoiar o marido, mas agora... Ela chorava enquanto xingava Juno de lixo. Nem mesmo Irene conteve suas expressões, tirando Natsu, Erza, Jellal e Black, ninguém ali naquela sala sabia que eu era a pessoa que ele havia tentado forçar, aquilo nem era pauta do julgamento, claro que a advogada de Black interveio e solicitou para o testemunho de Sylvia ser retirado do processo, mas foi negado por Irene, visto que Natsu apresentou documentos legais que atestaram seu depoimento.

-“Agora entendi porque Black trouxe uma advogada mulher” – Natsu se senta próximo a Jude.

-“Por quê?” – Jude sussurra.

-“Por causa da minha testemunha que está atrasada... E Sylvia iria depor a favor do Black inicialmente, mas como ela sabia desses... Encontros dele... Ele contratou uma mulher para passar segurança e confiança” – Natsu falou bem baixo.

-“Seria como atestar “uma mulher defendendo um homem que cometeu o pior crime contra outra”... Isso é doentio” – Lucy sussurra – “Mas infelizmente, as vezes muito eficaz”.

-“Enquanto eles interrogam Sylvia, precisamos de mais uma pessoa... Mas ele ainda não chegou” – Natsu ficou apreensivo.

-“Quem?” – Jude fica curioso.

-“Verá” – Natsu força um sorriso.

Assim que terminaram de interrogar Sylvia, ela se sentiu mais fraca fisicamente, assim que ela foi dispensada, eu me levantei e fui ao seu encontro.

-“Uma copia dela... Imagino que ouve muito isso” – Sylvia sorriu.

-“Sim” – Lucy sorriu gentilmente – “Eu a ajudarei”.

Deixei o tribunal com Sylvia, para que ela pudesse ficar em uma sala onde tínhamos um medico de prontidão, ele olhou seu estado e minutos depois Alzack, o filho de Black e Sylvia havia chegado.

-“Desculpa a demora...” – Alzack ainda estava de jaleco – “Eu soube que a senhora passou mal, ôh minha mãe, como está?” – ele a segura.

-“Fraca, mas bem... eu acho” – Sylvia sorriu.

-“Irei examina-la, qualquer coisa a Cloe te leva ao hospital e eu a tratarei lá”- Alzack começa a examinar a sua mãe.

-“Eu vou voltar para o tribunal, qualquer coisa me chamem” – Lucy se retira.

Assim que voltei para o tribunal, Irene me questionou como estava Sylvia e eu expliquei que ela estava sendo examinada por Alzack, a audiência parou por alguns minutos e, após o oficial falar com ela, Irene chamou a próxima testemunha.

-“Bom, irei mudar a ordem novamente... Por tanto, convido agora, a testemunha Elfman Strauss” – Irene falou seriamente.

-“Elf... Elfman?” – Lucy fica surpresa.

-“E... A partir de agora... Começa a chacina” – Natsu sussurrou sorrindo.

-“Natsu...? Espere... Chacina?” – Lucy fica surpresa, ela toca o braço de Natsu que estava sentado ao seu lado, mas ele apenas sorriu – “Mas... O que Elfman pode ajudar no contrato do meu pai?” – pensou ela enquanto olhou para Elfman, que se senta no banco das testemunhas, ele estava com um curativo no nariz.

-“Está bem senhor Elfman Strauss?” – Irene pergunta preocupada - "O seu nariz...."

-“Sim excelência...” – Elfman forçou um sorriso – “Coloquei um piercing que não deu muito certo” – ele aponta para o nariz – “Infelizmente infeccionou...”.

-“Desejo melhoras. A testemunha é sua, senhor Natsu Dragneel” – Irene finge acreditar e gesticula em direção a Natsu.

-“Obrigado Excelência” – Natsu vai em direção a Elfman – “Elfman Strauss, muitos aqui se questionam o motivo de estar de estar aqui, por tanto, vamos começar do inicio... Conhece o senhor Jude Heartfilia?”

-“Não” – Elfman respondeu

-“Conhece o senhor Juno Black?” – Natsu o questiona seriamente.

-“Sim” – Elfman não olhou para Black.

-“Então, por que acha que pode depor a favor de Jude Heartfilia?” – Natsu estava sem nada nas mãos, ele fica de frente para Elfman.

-“... Por causa dos meus pais” – Elfman respondeu após uns segundos – “Eu sou o filho mais velho dos Strauss que conheciam Juno Black desde o ensino médio. Nessa época a tecnologia era falha se comparada aos dias de hoje, mas desde pequeno... Meus pais... Me ensinaram a administrar finanças, mas... Eu demonstrei um interesse maior por programação... Mas mesmo que sejam meus pais... Eles... Não eram pessoas decentes...” – ele suspira – “Eles... Já prejudicaram muitas pessoas em prol de benefícios”.

-“É hora de lavar essa roupa suja...” – Pensou Natsu – “E... O que isso tudo bem haver com o contrato da venda da Konzern?”

-“Eu já era um adolescente quando a venda foi feita e eu...” – Elfman olha para Lucy – “Me desculpe...” – Lucy o olha sem entender – “A mando do meu pai... Ou melhor dizendo, a mando de um “testamento” do meu pai... eu mudei o contrato de venda da Konzern”

-“O quê...?” - Lucy se levanta assustada – “O que disse Elfman?” - seu pai a ajuda a se sentar, mas ela o encara.

-“Fui eu quem escreveu o contrato... A fim de fazê-los quase idênticos, para que ninguém suspeitasse que eram diferentes” – Elfman se envergonha – “Me perdoe...” – ele tenta olha para Lucy, mas desvia o olhar.

-“Quantos anos tinha nessa época?” – Natsu se irrita.

-“Dezessete...” – Elfman fica encabulado – “Eu... Estava para entrar na faculdade de administração, mas desisti, foi quando decidi ir para Ciências da Computação e programação. Como eu sempre tive facilidade de aprendizado, bastava a pessoa me explicar uma vez e eu memorizava, então eu sabia como escrever documentos de venda e contratos trabalhistas, eu... já ajudava o meu pai com isso, mas quando eles morreram o meu pai deixou um pedido para mim... E eu o fiz...”

-“Pode nos dar mais detalhes?” – Natsu vai até a mesa, ele olha para Lucy com culpa, visto que escondeu dela todas as informações e na bolsa que trazia consigo, retira um envelope.

-“Desde criança eu fui treinado pelo meu pai, não educado, mas treinado, literalmente” – Elfman respondeu prontamente – “Ele me treinou desde pequeno... como manipular certas conversas, como influenciar nas decisões contratuais, como fazer certos acordos e... Por causa da amizade dele com Igneel, meu pai me treinou até mesmo como manipular certos contratos, a fim de fazê-los mais benéficos a um lado... E tudo isso sem Igneel ficar ciente, meu pai observava todas as manias que Igneel tinha e... Depois que um contrato dele foi vazado... pelo meu pai... Claro, sem saber que foi ele... Igneel teve uma mania de criptografar seus contratos caso ele precisasse deixar no computador, e como ele os deixava ainda no seu computador pessoal na época, foi facil ter acesso a ele, visto... que eramos amigos... Natsu, minhas irmãs e eu... Então foi só levar minhas irmãs como desculpas e pronto... Acesso facil ao computador. Meus pais já tinham falecido quando Juno comprou a Konzern, mas meu pai me disse que devia favores a Juno Black e como o homem da família, era meu dever arcar com essa “dívida” e ajuda-lo uma última vez... Igneel foi chamado por Juno Black para ajudar com a venda da Konzern e me pediu para substituir um dos contratos”.

-“Isso é mentira!” – Black grita.

-“Silencio Senhor Juno Black” – Irene chama sua atenção – “A testemunha continue”

-“Eu... sei que cometi um crime...” – Elfman abaixa a cabeça – “Estou disposto a pagar por ele... Graças a mania do Igneel, ele sempre deixava os contratos com letras embaralhadas e outras coisas, não vou falar o jeito dele de mudar os contratos, vistos que estamos ao vivo... Mas eu tive acesso ao computador dele e nele escrevi um contrato adulterado e enviei para Black, para dar veracidade, eu abri uma conversa no computador fingindo ser Igneel e conversando com Juno falando que estaria enviando uma copia do contrato para ele ler e se quisesse ele o imprimiria em casa mesmo, fiz isso com o intuito de que Juno pudesse confundi-lo e deu certo, mas Igneel tem a mania de guardar contratos em outros locais, na época, CDs. Ele imprimiu uma copia de seu contrato original e o colocou junto dos outros e, Juno e Jude junto das testemunhas, assinaram os três, ao invés de dois. Isso não estava nos planos de Black, por isso, tem três contratos, sendo dois diferentes, um que deveria ter sido o contrato feito e outros dois adulterados”.

-“Aqui estão os dados apresentados pela testemunha” – Natsu entrega o envelope – “Aí está um pen-drive com conversas feitas pela testemunha e o senhor Black, conversas até recentes, vossa excelência”.

-“Re...centes?” – Irene olha para Elfman.

-“Sim... Há uns meses atrás o Juno me pediu para criar bots e difamar a companhia de Igneel, para que a opinião publica caísse em cima de Igneel e ele não ter relevância e fazer com que o júri ficasse poluído com as mensagens...” – Elfman ficou melancólico –“Ele... Me pediu para fazer isso, pois a minha irmã estaria trabalhando de graça e me convenceu a ajuda-lo”

-“Com qual propósito?” – Natsu o questiona.

-“Protesto, isso não tem nada a ver com a venda” – A advogada se levanta.

-“Negado! A testemunha deixou clara que fez coisas a mando do réu, por tanto, responda a pergunta, por favor.” – Irene ordena.

-“É porque já fiz isso antes, manipular as coisas para Black... mas não com bots...” – Elfman se entristece – “Eu... Não sabia que era o seu pai Lucy... me perdoe... Mas... Black sempre me pagou muito bem por esse tipo de trabalho, manipular… depois que a venda foi concluída, ele me procurou para espalhar em Fiore, criar alguns rumores, qualquer advogado que Jude fosse procurar, deveria recusar para receber uma boa quantia em dinheiro, desde que usasse Igneel como motivo de não ir para o tribunal.”

-“Por que deveria usar Igneel Dragneel como motivo?” – Natsu o questiona irritado.

-“Por que...” – Elfman suspira – “De acordo com Juno, o Igneel não servia para estar entre os fortes de Fiore... A função dele seria apenas para ajudar a elite a ficar ainda mais forte no topo. Igneel só serviria para bode expiatório... por ele ser fraco, eu não aceitei que uma pessoa assim fosse à referência paterna de minha irmã... Eu estava tomado pela magoa contra o Igneel, mas eu vi que estava errado... Igneel foi usado como um objeto para direcionar a raiva de Jude para ele ao invés de Juno e deu certo, Jude ficou procurando alguém para ir contra Igneel, ao invés de Juno e isso prejudicou que ele conseguisse ajuda... Desde que a venda da Konzern foi efetuada, Juno tenta diminuir a imagem pública de Igneel ou fazê-lo se perder... Ele me contratou na época do caso que ficou conhecido como “Caso Celestia” para usar como estopim... A ideia era que Igneel não conseguisse se recuperar, para não ser um “problema”... Mas quando ele começou a dar a volta por cima, ele pediu para que eu usasse os bots que são contas falsas e inflacionar as redes sociais de mensagens que fossem ruins a sua imagem pública, para que as pessoas do júri ou qualquer pessoa aqui ficasse revoltada com uma sentença favorável, a opinião pública pesa muito... Se a justiça não é feita aqui... É feita lá fora...”

-“Você criou apenas os contratos duplicados?” – Natsu vai em direção à mesa.

-“Não...” – Elfman olha para Lucy, que o olhava fixamente – “Eu também... Manipulei todos os números da contabilidade para que Jude pensasse que a Konzern estava falindo...”

-“Elfman” – Lucy se choca, Jude segura sua mão. Ela não contém o sentimento e suas lágrimas começam a escorrer pelo rosto.

-“Eu...Tenho um Q.I elevado para números...  Eu entendi que ele queria falsificar esses dados e como ele me pagou uma alta quantia para isso... eu precisava do dinheiro pois não estava conseguindo trabalhar e... Foi a diferença entre comer ou morrer de fome... então... aceitei e fiz o que ele me pediu. Eu maquiei os números da Konzern, usando os dados de uma empresa da esposa dele, fazendo com que Jude Heartfilia pensasse que a Konzern estava falindo, mas a empresa estava crescendo cada vez mais, depois criei o contrato fraudulento que não obrigava Juno Black a pagar no ato da compra e... Fiz com que a imagem pública de Igneel fosse prejudicada para que ele não tivesse tanta influência entre o júri presente hoje... Sabemos que é impossivel alguém não ficar influenciado pela opinião la fora, então... se qualquer jurado ja viesse "poluído"... ea uam causa ganha... fora os amigos que ele tem dentro da legislação... mas isso não tem como provar...”

Aquilo caiu como uma bomba, por ser provavelmente o último dia do julgamento, minha mãe estava presente, ouvindo tudo aquilo, do lado dela estavam Erza, Mirajanne, Jellal e Laxus. Igneel estava ouvindo tudo aquilo com muita magoa no olhar. Eu não acreditei nos meus ouvidos, Elfman tinha feito tudo aquilo... ele...

-“Excelência...” – Natsu tira outra pasta – “Aqui estão prints de conversas recentes do senhor Juno Black e da testemunha” – ele os entrega a Irene – “E aqui estão os reais números da Konzern e os que foram maquiados, como já está em posse dos contratos, acredito que isso seja o suficiente. E se caso alegarem manipulação dos mesmos, o próprio aparelho da testemunha foi entregue. Sem mais perguntas excelência” -  Ele estava ansioso, ele afrouxa levemente a gravata ao se sentar.

-“Natsu...” – Lucy sussurra – “Como você soube disso tudo?”

-“Fiquei sabendo no dia seguinte que vocês se encontraram” – Natsu não olhou para Lucy, ficou vendo Elfman o tempo todo – “Ele me ligou... E me confessou tudo pessoalmente... Inclusive do tapa... Eu sei... Acidente... E sim, dei um soco nele que quebrou o seu nariz, por isso aquele curativo...”

-“Natsu...” – Lucy o olha seriamente.

 -“Me desculpe, mas foi mais forte do que eu...” – Natsu fechou os olhos – “Querendo ou não ele tocou em você... Ou ia ser em Mira, que é uma irmã pra mim, assim como você tem o Hibiki como irmão postiço, o soco sairia de qualquer jeito... Mas claro que fiquei mais puto do que jamais fiquei com alguém por ter tocado em você, Black só esta vivo porque não fui eu a entrar naquela sala. E quando ele me contou sobre a Konzern... Eu me segurei para não mata-lo ali mesmo, foi quando eu disse que Jude era o seu pai e a culpa o pegou” – Natsu não olhou para Lucy, ele suspirou – “Jellal depois falou com ele e o convenceu a depor, Mirajanne insistiu e disse que aceitaria uma reconciliação desde que ele fizesse as coisas certas de agora em diante. O resto, vocês ouviram agora...”

-“Eu... Não posso acreditar...” – Lucy se entristece.

-“E ainda tem mais...” – Natsu ajeita a gravata.

-“Mais?” – Lucy o encara

-“Eu vou fuder essa cara...” – Natsu olha para Juno com ódio – “Só espere...”

-“Natsu...” – Lucy toca o braço de Natsu, que a olha seriamente.

-“Lucy... A partir de agora...” – Natsu olhou em seus olhos – “Sugiro ficar ao lado de seu pai... para o que a próxima testemunha irá revelar...”

-“Por... Quê?” – Lucy o olha com medo.

-“Mentir ou omitir tem perna curta...” – Natsu a olha – “Seja segredos seus... Ou de Black... Ou de Layla...”

-“Chamo agora a última testemunha por parte da acusação, o senhor Alzack Connell Black” – Irene o chama e muitos ficam surpresos ao ver Alzack entrar ainda com o jaleco no tribunal – “Eu soube que estava a fazer uma cirurgia emergencial, por isso, agradeço sua presença senhor Alzack Connell”

-“Obrigado vossa excelência, sim, mas graças a Deus tudo ocorreu bem, estou a seu dispor” – Alzack se curva.

Eu não entendi... Alzack? O que ele iria dizer que poderia ser útil para nossa causa? Foi aí que minha ficha caiu... Foi Alzack quem me tirou do escritório de Juno, ele era mais velho do que nós, até mesmo acredito ser mais velho que Elfman, então ele acompanhou tudo que Black fez, sem falar que ele sabia dos planos do pai... Em outras palavras...

-“Senhor Natsu Enryuo Dragneel, a testemunha é sua” – Irene guarda os documentos que Natsu apresentou, do seu lado.

-“Obrigado excelência” – Natsu se levantou e foi em direção a Alzack – “Alzack Connell, é filho de Juno Black, correto?” – Alzack confirma – “Então... Vai prestar testemunho contra o próprio pai?”

-“Sim” – Alzack responde prontamente.

-“Por quê?” – Natsu o olhava seriamente.

-“Por que ele é um bandido” – Alzack respondeu diretamente.

-“Poderia ser mais específico... Por favor” – Natsu o questiona.

-“Quando eu nasci eu sabia que meu pai era... Diferente de outros pais” – Alzack começou a pensar na infância – “Não por ele ser rodeado de pessoas sempre de terno e gravata, era por que como eu havia nascido um “homem” ele nunca escondeu as... “amigas” que ele levava para nossa casa e, sim, enquanto minha mãe trabalhava, ele levava essas amigas para nossa casa... Ele nunca brincava comigo ou demonstrava interesse em mim como filho, mas... Isso era completamente diferente quando o nome de Lucy entrava na conversa, ela sempre recebia mimos e outros presentes do meu pai, a princípio eu achei que fosse ciúme, mas... eu... me sentia incomodado com aquilo, no início com toda a certeza foi ciúmes... mas hoje, como homem, adulto e... principalmente como médico... Agora eu sei, o que se passava na cabeça dele... o motivo dos presentes... mimos e afins...” – ele suspira – “Meu pai me confessava coisas... Ele me vivia me dizendo que seria extremamente rico e que seria a pessoa mais influente de Fiore... Nem que pra isso, ele tivesse que passar por cima das pessoas que um dia lhe estenderam a mão”.

-“Até mesmo os Heartfilia e Dragneel?” – Natsu o questiona

-“Principalmente os Heartfilia, mais especificamente, Jude” – Alzack olha para Lucy – “O meu pai Juno, odeia profundamente Jude... Por causa do seu casamento, então desde que o conheci, meu pai estava tentando atrapalhar essa união... Uma vez ele quase conseguiu pelo que sei, que foi na época que Juno pensou que a empresa estava falindo e começou a trabalhar tanto que mal ficava em casa, ele saía mais cedo da empresa para tentar parceiras e tanto que... meu pai fez Jude esquecer de ir buscar Lucy na escolinha e Layla foi na empresa brigar com ele, meu pai me contou que Layla comentou com alguém sobre se divorciar e ai meu pai começou a pressionar ainda mais o Jude, até que ele vendeu a empresa e com isso, parte do plano do meu pai foi concretizado, faltava a outra metade” – ele faz uma pausa – “Eu não sabia que ele havia maquiado os números e tudo mais... Na minha cabeça, assim como a maioria das pessoas aqui, pensávamos que Jude havia recebido o dinheiro da venda e o tivesse perdido em uma má administração... Eu só soube da fraude... quando minha mãe descobriu a doença e ele precisou administrar a empresa sozinho... Foi quando tudo desandou”.

-“Desandou?” – Natsu o olha.

-“Meu pai... Não sabe administrar uma empresa...” – Alzack debocha – “Pois é... Meu pai leva a fama pela minha mãe, que era a real mente por trás de tudo, ela administrava tudo e ele pegava a fama... Quando ela descobriu a doença, eu foquei na recuperação dela, que graças a Deus estava no início da doença, então as chances de cura eram mais altas. Mas devido a outro problema de saúde, ela ficou internada no hospital. Depois de receber alta, eu a proibi de trabalhar e com isso, meu pai se viu forçado a administrar as empresas, mas ele não sabe como fazer... E a única coisa que ele faz e bem... É gastar dinheiro, seja com mulheres... bebidas caras e uma vida de luxo... Com isso a empresa começou a definhar... mais precisamente por causa das Book Rosa que ele mantém, uma delas em especial recebe uma quantia quase que absurda”

-“Então o  senhor Juno não comentou com você depois sobre ter manipulado os dados da Konzern?” – Natsu o questiona.

-“De mudar os numeros a fim de fazê-lo pensar que estava falindo não, eu soube que ele tinha comprado a emprea a um valor muito mais abaixo do que ela valia, na minha cabeça ele tinha comprado a empresa legalmente” – Alzack abaixa a cabeça – “Ele comentou depois comigo sobre isso, ele ficou com raiva quando soube que mesmo na rua, o casamento de Juno e Layla iria continuar... Meu pai... Era obcecado... Ainda é... Ele fez tudo isso, não apenas para viver no luxo, mas... Ele desejava e ainda deseja uma pessoa... Que claramente ele não vai ter”

-“ ... ” – Natsu fica em silencio, e esse silencio toma conta do tribunal por alguns segundos. Ele sabia o que precisava perguntar, mas seus sentimentos estavam em uma guerra dentro do seu peito. Irene não ousou intervir, ela sabia o que se passava na cabeça de Natsu. Ele então eleva a cabeça e respirou fundo – “E...” - ele respira fundo novamente, as palavras não saem, ele franze a testa e aperta o punho fortemente, se forçando a trabalhar, não queria, mas tinha que expor o caso – “Pode nos contar... Por quem?” – Ele fecha os olhos.

-“... Por Layla Konzern Heartfilia” – Alzack respondeu olhando para Layla, que começa a chorar.

-“Como?” – Jude olha para Black, ele ameaçou se levantar, mas Lucy o impede.

-“Papai...” – Lucy o segurou firme, ele se senta e olha para a filha – “Por favor...” – ela começa a chorar – “Eu... Peço que... Por mais... Horrendo que possa ser... Controle-se... - ela o toca no peito do pai - "Pelo seu coração... E por nós...”

-“Lucy...” – Jude a olha assustado e quando Alzack começou a declarar, ele o olha.

-“O meu pai conheceu a Layla em um evento beneficente, quando eles bem jovens, isso claro, antes de eles se casarem com seus atuais conjugues” – Alzack olhou para Natsu – “Meu pai ficou obcecado por ela assim que a viu, ele vive dizendo até os dias de hoje, como ela estava vestida na primeira vez que a viu... Vestido com fenda, revelando parte da coxa, um coque e um sorriso de parar o transito, um cinto fino passando pela cintura... a cor da roupa, que tipo de perfume era, inclusive dava o mesmo perfume a minha mãe para usá-lo... e... posteriormente... mandava que as Book Rosa usem o mesmo perfume e até já chegou a criar copias do vestido usado por Layla para que elas usassem dentro do escritório... Eu não ouvi de ninguém... Eu vi… Ele não escondia isso de mim, já que... “sou homem” como ele mesmo fala”

-“Isso é doentio” – Natsu pensou – “E... Você acredita que ele queria a Konzern para chegar a Layla?”

-“Sim, não é uma ideia é o fato” – Alzack encara o pai – “A... Principal Book Rosa dele, que não convém citar nome... Usa o mesmo vestido sempre que vão se encontrar... como o cabelo dela é mais curto e de tom diferente, ela não usa o penteado, mas... de resto... Ela já chegou até a usar uma peruca loira”.

-“Seu...” – Jude se levanta, mas Lucy o ampara.

-“Papai...” – Lucy força o pai a se virar para ela.

Agora tudo faria sentido, Alzack sabia da obsessão de Black pela minha mãe, estando com uma advogada mulher ao seu lado, iria passar a impressão de confiança e até mesmo dubiedade da situação. Afinal “como uma mulher iria defender um homem desses?” Era o que as pessoas iriam pensar.

-“Eu me recusei a ter qualquer laço com meu pai, mas nunca expliquei os motivos para minha mãe... Até agora” – Alzack olha para Juno – “Eu tinha... tenho vergonha dele... Tecnicamente não é um crime, você desejar alguém... Você desejar alguém não é o problema... O problema é o que você faz com esse desejo... No dia em que eles saíram de casa, eles conseguiram uma van para usar, mas Juno percebeu que essa van estava no nome da empresa, por tanto, dele. Ele ameaçou tirar essa van deles, mas fez uma proposta em troca de ficar com ela. Só... Não sei dizer o que foi” – ele olha para Natsu e nega levemente, ele sabia, mas não iria expor Layla dessa maneira.

-“ ... “ – Natsu não conseguiu continuar, ele sabia o que Black fez, ele já tinha conversado com Alzack antes – “Eu vou matar esse cara... Eu vou matar... Eu...” – ele fecha os punhos e os olhos, Irene o olha e “coça” a garganta, trazendo Natsu de volta – “E... depois dessa negociação...” – ele forçava as palavras a sair – “Eles conseguiram a van que usaram posteriormente?”

-“Isso... Com a desculpa de que era no nome do pai de Layla, eles conseguiram a van” – Alzack respondeu olhando para Natsu – “Meu pai me confessou isso há alguns anos, mas como eu nunca tive contato com ninguém dos Heartfilia ou algo do tipo, eu apenas segui... Mesmo se eu denunciasse, o que iriam fazer? Mas... Há um mês atrás... Algo semelhante aconteceu...” – ele se impede de continuar, Lucy se assusta – “Meu pai estava vendo sua empresa falir, ele estava disposto a vender a empresa e ficar com o dinheiro, mas quando ele viu... outra pessoa ganhando destaque na mídia, ele perdeu sua sanidade e começou a agir como antes de novo... essa obsessão é forte demais até pra ele. Ao ponto de ele quase chegar a cometer um crime hediondo... E... aqui estamos”.

-“Excelência...” – Natsu estava se contendo, mas era difícil – “Aqui estão alguns laudos... E... Outros documentos...” – ele entrega a Irene que os pega, eram as fotos de quando Lucy sofreu a tentativa, nele constava depoimentos e o boletim de ocorrência, Irene não consegue conter a expressão de nojo – “Eu... Não tenho mais perguntas”.


Notas Finais


Obrigada por me acompanhar até aqui, vejo você no próximo capitulo.


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