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História The Dragon Returned - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa tarde minha gente! Demorei mais voltei com mais um capítulo.
Agora as coisas vão dar uma boa andada. Espero que gostem!
Boa leitura ;)
https://www.youtube.com/watch?v=sVFsTELFW8o

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction The Dragon Returned - Capítulo 5 - Capítulo 5

                                                                            Arya

(Para uma melhor experiência de leitura, sugiro que acessem o link da música posto nas notas iniciais. The Winds of Winter – Ramin Djawadi)

Foram longos cinco dias usufruindo da bondade do vento para navegar pelo mar. Arya investia em prolongar assuntos com a mãe dos dragões, por vezes Daenerys aprovava a companhia da Stark, mas encontrava melhor conforto olhando as águas se atracando no casco do barco:

- Acredito que faltam menos de três horas para chegarmos a Meereen - a guerreira se aproximou da Targaryen, com duas tiras da franja presas atras da cabeça e agulha atada ao cinto. Dany optou por concordar sem esboçar ou falar algo.

A rainha sentiu o vento rajar mais forte e dançar com suas madeixas. Sorriu ao desfrutar o sentimento familiar que só sua fera alada podia lhe proporcionar. O bater de asas rasgou os céus fazendo alguns dos marinheiros se abaixarem em busca de proteção. As escamas negras e carmesins pintaram o céu.

 A criatura reduziu a velocidade e aproximou-se da embarcação afim de encontrar sua mãe. Seu corpo havia crescido consideravelmente e os músculos lhe deram ainda mais o porte feroz.

 Daenerys desceu às pressas ao convés e fitou a cria. Seu rosto de encarcerado pela melancolia foi para genuíno e iluminado. Antes os sorrisos que mal alcançavam seus olhos a atingiram até as orelhas. Esticou sua mão e tocou o focinho do dragão, sentiu seu coração aquecer com o singelo toque. Cerrou os olhos e sussurrou:

- Iremos retomar o que nos pertence meu filho - Drogon fitou a Targaryen e assentiu em sua carcaça imensa.

Arya jamais se acostumaria com a sensação de observar tamanha magnificência. O dragão bateu as asas para cima e manteve seu deslocamento devagar, desejava escoltar sua mãe e chegar junto a ela em Meereen. Ambos estavam mais próximos do que antes, Drogon sempre fora rebelde e feroz, porém quando o assunto tratava de Daenerys, se comportava como um cão obediente e amoroso. Desde a morte de Viserion e Rhaegal e a quase da rainha, o dragão negro não desejava se afastar de sua mãe.

Todos olhavam espantados para Dany. Respingos de água salgada escorreram por seu rosto e os lábios envolveram-se em um sorriso satisfeito e reconfortado. Seus olhos lilases observavam atentos o filho que planava acima do barco.

Kinvara, os soldados da mão ardente e as criadas abaixaram suas cabeças em sinal de respeito.

 O dragão para os nortenhos ainda não parecia real, suas pernas grossas perdiam força diante a criatura e a rainha.

Algumas horas se passaram como relâmpagos cortando o céu. Daenerys sentia seu interior ardendo pela iminente chegada a Meereen. Os pensamentos divagavam em o que faria com Essos, os Dothraki, Imaculados e como garantiria a travessia do mar estreito.

 O baluarte navegava pela baía da cidade livre, sendo cercado pelo cais. Barcos encontravam-se atracados aos deques de madeira e várias casas de tijolos e cores vibrantes erguidas uma sob as outras ou aos lados.

 As pessoas caminhavam desordenadamente pelas ruas do porto diante dos olhos da tripulação. Bancas de frutas e peixes sob o chão também de tijolos e pedra, sendo pechinchadas pelos vendedores e compradores. Tecidos e armas convidavam senhoras e senhores a se aproximarem e oferecerem seus valores.

Ancoraram o barco e desceram dele. Drogon havia se afastado, Dany temeu assustar a população da cidade e causar mais alvoroço do que necessário com este primeiro contato depois de muito.

No meio da praça achavam-se no mínimo dez soldados dos segundos filhos e entre eles, um homem olhava desordenadamente de um lado para o outro. Orando em seu interior para todos os deuses que a não queimada estivesse viva e voltando para sua capital.

Daenerys já estava farta de esconder sua identidade e almejava que seu povo visse e sentisse esperança em seu retorno:

- Vossa graça oque vais fazer? – Kinvara abruptamente perguntou, assustada com o que sua majestade faria – Achas seguro mostrar-se aqui? No meio do mercado central?

- Por muito tempo a anonimidade foi algo comum na minha vida. Meu povo precisa saber que a rainha deles retornou para quebrar-lhes a correntes – ergueu as mãos a cabeça e desenrolou a capa, cuidadosamente armada por suas servas. Soltou a franja e jogou a trança para trás das costas.

O barulho fora diminuindo progressivamente, restando depois somente um silencio sepulcral pela barulhenta avenida. Ninguém ousou abrir a boca para ao menos ressonar ou soluçar.

Os habitantes ali presentes largaram suas coisas e imediatamente prostaram-se junto ao chão, colando suas testas sob o chão.

O comandante dos segundos filhos fitou a diante e encontrou os olhos da Targaryen. Seus soldados também prostraram-se.

Ele porém correu em direção a rainha dragão, pouco importando se com as lagrimas quentes que rolavam por seu rosto. Parou em frente a quebradora de correntes e ajoelhou-se. Enroscou um pedaço da barra do vestido azul com os dedos e elevou o pedaço de pano ao rosto:

- Perdoe-me vossa graça, perdoe-me por não protege-la – um soluço alto desprendeu-se de sua garganta, entretanto o som fora abafado pela roupa da rainha.

Daenerys acariciou os cabelos do comandante e ergueu seu queixo firme para cima.

- Olá Daario Naharis – falou polidamente. Sorriu carinhosa para o soldado aos seus pés e sentiu-se satisfeita por manter-se respeitada e amada. - Ainda estais disposto a me servir até os confins do mundo e deixar vossa espada a meu serviço? – Naharis soltou o vestido de Daenerys relutante e desprendeu seu arakh do cinto. Ergueu a arma para cima e jurou solenemente ainda permitindo lagrimas teimosas escapar de seus olhos.

- Eu, Daario Naharis e os segundos filhos, entregamos nossas armas ao seu comando e juramos lealdade até que nossos corações cessem o bater – Os soldados fizeram a mesma coisa e ergueram seus metais.

-Levante-se sir Naharis, és agora um cavalheiro Targaryen e seu lugar é ao meu lado – A rainha dragão segurou os ombros do comandante e o levantou. – Povo de Meereen! Não temam vossa rainha! Prometo-lhes que Drogon jamais voará sobre vocês, mas sim sobre os homens que atam vossas mãos a correntes – Khaleesi aumentou o timbre para que todos ali lhe escutassem. - Eu sou Daenerys Targaryen, quebradora de correntes e mãe de dragões e voltei dos mortos para destruir a roda do poder que assola o mundo! Peço que não me vejam como uma tirana, pelo contrário. Vós sois meu povo. Os guiarei em verdade e justiça e levarei nossos inimigos fogo e sangue – O mercado explodiu-se em palmas e aclamações de vida longa a Mhysa. Dany sorriu com o nome que lhe aplicaram a muito. – Agora Daario, leve-me a minha pirâmide. 


Notas Finais


Fogo e sangue amados! Bjos


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