História The Dragon's Eye - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity)
Tags Bakuraka, Bnha Au, Bnha Fantasy, Fantasia, Kacchako, Magia, Medieval, Tododeku, Yukashi
Visualizações 61
Palavras 1.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil perdões por ter demorado pra soltar esse capítulo, gente faculdade é um bicho que mata todo o tempo que você tem e não tem. Enfim, eu gostaria de agradecer aos comentários que andei recebendo kkkkk não acredito que tem gente realmente gostando da minha fantasia ~eu fico muito feliz com isso xD~.

Tenham uma ótima leitura!!^^

Capítulo 3 - Falso Rei.


Já fazia três dias que Bakugou tinha encontrado a maga e a colocado no quarto da torre, esse que era vigiado constantemente por Cerberus, o dragão negro. Não fazia a menor ideia de como conversar com ela: tudo que pode descobrir era que ela vinha de Pradla, pois o resto a menina recusou-se a contar e isso, certamente, deixava o Rei Dragão extremamente irritado, tanto que não conseguia ficar perto de Ochako sem sentir uma imensa vontade de explodir aquelas bochechas rosadas. Bakugou suspirou, estava com a cabeça encostada na mão e não aguentava mais ouvir reclamações dos aldeões – uma tradição inútil, segundo ele, mas necessária para manter o apoio do povo. 

O velho que estava a sua frente trajava roupas humildes e reclamava sobre as chuvas terem destruído o telhado de sua casa, Katsuki apenas ergueu a mão e ele parou de falar. 

– Iremos providenciar homens para concertar esse estrago. – respondeu Kirishima, melhor amigo e conselheiro real. 

– Obrigado meu rei! – disse o velho, fazendo uma reverência.

Katsuki se levantou de seu trono e andou para longe do salão principal, sendo seguido por Kirishima. O loiro dava passos pesados e rápidos, eles estavam indo em direção a torre norte – onda Uraraka residia. 

– Vai falar com ela novamente? – indagou Kirishima, esboçando um sorriso travesso. – Tente manter a calma. 

– Merda. Aquela maldita maga ignora todas as minhas perguntas. – resmungou, parando aos pés da escada. – Você não é o conselheiro real? Então me dê os caralhos dos conselhos!

Kirishima riu do amigo, fazendo ele ficar ainda mais nervoso e socar a parede. Essa que ficou escura, pois Bakugou deixou uma pequena explosão escapar. 

– Assim que chegou aqui com ela, perguntei o motivo de deixá-la viva e você também não sabia. Como posso aconselhar alguém desse jeito? 

– Nunca confie em demônios. Era o que a velha sempre dizia. – murmurou, mas o ruivo pode ouvir nitidamente e segurou-se para não rir. Ter um rei irritado era tudo o que ele menos queria. – Ela também consegue entender os dragões e, mesmo os magos mais poderosos, não conseguem essa façanha. Não sei quais os planos daquele bastardo de Pradla, mas ela certamente tem um motivo para estar aqui. 

– Bakugou comece não a assustando, sei que você consegue. – respondeu, dando uma piscadela para ele. O rapaz revirou os olhos e seguiu subindo as escadas. – Já parou para pensar que talvez...

– Sim, já pensei. – cortou Katsuki, em tom sério. Kirishima não ousou responder e apenas deixou ele ir.

[...]

Uraraka andava de um lado para o outro em “seu quarto”, ficou aliviada de não ter sido jogada nas masmorras ou virado jantar para os dragões. Todavia, seu cajado tinha sido confiscado juntamente com a mochila. Ela não conseguia, sequer, pensar em fugir, pois toda vez que olhava pela janela via os olhos negros de Cerberus a encarando – até parecia que ele enxergava sua alma. A maga tentou conversar com o animal, mas foi mais ignorada em três dias ali do que por Endeavor em toda sua vida.

Felizmente tinha guardado o livro em meio a roupa, então abandonou a ideia de uma fuga, por enquanto, e voltou a ler. Mesmo já tendo relido aquele diário milhares de vezes, ela não conseguia encontrar mais informações sobre a relíquia ou onde poderia estar – as últimas páginas haviam sido arrancadas. Cansada de tanto andar, jogou-se na cama, afundando a cabeça no travesseiro e logo virando para cima. Uraraka sentia que não havia solução alguma e, talvez, nunca mais voltaria para casa, só em pensar nisso seus olhos começaram a encher-se de lágrimas. 

– 1, 2, 3... – falou Ochako, inflando os pulmões e soltando o ar vagarosamente. – Todoroki agora está em seu quarto enquanto Deku conta sobre como foi o treinamento, eles estão bem e se divertindo. Precisa manter a calma e focar na missão. 

Que missão? – ela levantou-se, assustada, apenas para ver o rapaz encostado na porta a observando. Uraraka empurrou o livro para baixo do travesseiro e, como sempre, tratou de ignorar a presença dele. – Cerberus reclamou que você não cala a boca um segundo, mas toda vez que eu chego aqui permanece em silêncio. 

– Me diziam que o silêncio é uma dádiva, apenas gosto de apreciá-lo em companhia humana. – respondeu tentando demonstrar coragem, mas sentia as pernas tremerem. 

O loiro respirou fundo e apertou a mão, estava decidido a não sair dali sem uma resposta. 

– Cerberus gosta de magos, ele diz que a carne é macia. Responda logo, por que cruzou a fronteira sozinha?! 

– Já falei, acabei me perdendo. – disse, levantando-se da cama e indo em direção a janela. – Acho que ser devorada por um dragão não seja uma má ideia. 

– Fico feliz que pense assim. – a voz macabra veio do lado de fora, Ochako afastou-se um pouco. 

– Reanys é mais agradável... – murmurou ela e o animal rosnou, fazendo-a saltar para longe de vez e chegar mais perto de Bakugou. 

– Você é patética. – resmungou ele, revirando os olhos. Logo percebeu algo embaixo do travesseiro, uma espécie de vermelho vivido. – O que tem ali? 

Bakugou aproximou-se da cama para apanhar o livro, quando sentiu a menina o encostar e logo uma corrente elétrica passar por seu corpo. Não serviu para desmaiá-lo, mas foi o suficiente para ele cair no chão enquanto ela pegava o livro e saia correndo. Cerberus, do lado de fora, rosnava ainda mais alto, avisando os outros que a prisioneira havia fugido. 

Para a sorte de Ochako seu cajado estava no mesmo lugar que a mochila, ela apenas precisou seguir os chamados do mesmo – magos que fazem suas próprias armas dizem que elas carregam metade de suas almas, por isso, um mago sempre sabe onde seu cajado está, mesmo que ele tenha um mar de distância. Assim que pegou a “arma”, guardou o livro, tudo que precisava agora era encontrar uma rota de fuga. A morena podia ouvir os guardas alertando uns aos outros do lado de fora. Tudo o que fez foi entrar na primeira porta que achou e trancá-la. 

– Certo. Eu estou em um castelo inimigo com quatro dragões atrás de mim. – murmurou, seus olhos estavam arregalados e ela sentia dificuldade para respirar. – Isso não é hora para pânico, aclame-se. Você é uma maga real. Inferno, aja como tal! 

Bateu fortemente nas bochechas e o ardor no rosto pareceu surtir efeito, só então percebeu estar dentro de uma biblioteca totalmente empoeirada contendo até teias de aranhas. Aquela não era hora para ler, mas pelo que sabia aquele castelo havia sido queimado quando Bakugou matou todos, como aqueles livros permaneciam intactos?  

– Então é aqui que a ratinha anda. – Uraraka não conteve o grito, assim que ouviu a voz vinda do teto. – Não precisa gritar, eles ainda não sabem o seu paradeiro. 

– Quem... Quem é você? – indagou, totalmente tremula, o rapaz pulou do teto e parou em frente a ela. Ele parecia uma mistura de humano com dragão, possuía asas e uma cauda vermelha assim como chifres dourados saindo de sua cabeça. 

– Kirishima, a suas ordens. – respondeu, fazendo uma breve reverência. – Então foi você quem conseguiu derrubar o Rei Dragão? Saiba que ele não está nada feliz por isso. 

Uraraka sentiu as lágrimas escorrerem pelos olhos, não conseguia mais manter a calma e sua respiração voltou a ficar acelerada. 

– Eu sei que ele vai me matar, já sabia também que não conseguiria fugir quando sai correndo e gastei toda a minha energia fazendo magia sem essa droga de cajado! – gritou ela, ajoelhando-se e colocando as mãos na cabeça. – Mas não podia deixar ele ter o diário, passei um ano decifrando cada palavra. Na esperança de conseguir achar algo que pudesse salvar Todoroki e, quando finalmente encontro, está nas terras sombrias. Deku tinha razão, eu não sou capaz de machucar uma mosca o que dirá o falso rei! 

Kirishima a encarava em dúvida, sabia que nesse momento ela não estava pensando com clareza para desabafar com um inimigo. Contudo, algo naquela garota lhe era familiar e foi por isso que ele pousou a mão, gentilmente, na cabeça da jovem, afagando os cabelos. Os olhos castanhos ainda derramavam lágrimas. 

– Talvez seja melhor evitar falso rei quando o encontrar, Bakugou detesta esse título. – disse o ruivo, sentando-se ao lado da menina. – Os rumores são verdadeiros, então o príncipe realmente é amaldiçoado? 

Uraraka piscou os olhos rapidamente e xingou-se mentalmente por ter perdido a calma, acabará de contar as fraquezas de seu soberano para o inimigo. Contudo, já não adianta mais manter o bico fechado e aquele garoto parecia ser mais aberto a ouvir que Bakugou Katsuki. 

– Um demônio habita o corpo do príncipe, não sei bem ao certo como isso aconteceu. – disse, seguido de um longo suspiro. – Mas ele fica mais forte com o passar dos dias e Todoroki não consegue controlar. Eu sou, atualmente, a única que consegue fazer o demônio dormir. 

– Como Endeavor deixou a única capaz de controlar o filho vir para cá? 

– Ele não deixou, eu só fugi por quê descobri uma forma de o aprisionar de uma vez por todas. – respondeu Ochako, abrindo a mochila e tirando o livro de lá. – Esse é o diário de um mago da extinta casa das planícies e aqui diz que existe uma relíquia capaz de aprisionar demônios, mas ela está desaparecida desde... 

– Desde o massacre do inverno. – completou Kirishima e ela assentiu.

– Como esse foi o último lugar citado, decidi começar minhas buscas aqui. – disse, dando de ombros. Ela abriu entregou o livro para o rapaz e mostrou onde estavam as informações. 

– Você conseguiu aprender a língua morta em apenas um ano? – indagou ele, talvez as suspeitas estivessem realmente certas. 

– Minha mentora apenas conversava no idioma esquecido comigo. Céus o que estou fazendo? Pelo menos pude conversar com alguém antes de morrer. 

– Você não vai morrer. – disse ele, levantando e a ajudando a levantar. Logo quando a porta foi arrombando por um loiro nada calmo. – Está satisfeito, Katsuki?  

A maga segurou o livro com força, todo aquele tempo e ele estava escutando tudo. Havia contado informações sobre seu príncipe e sobre uma relíquia valiosa, era apenas questão de tempo para ela morrer e causar a ruína de seu lar – dessa vez, por um milagre, conseguiu segurar as lágrimas. 

– Você! – gritou ele, chegando perto da garota. O suficiente para ela sentir a respiração dele sobre si. – Tente fugir outra vez e será a última coisa que fará na vida. 

– Acalme-se Bakugou. – disse Kirishima, batendo a mão nas costas do amigo que lhe lançou um olhar nada convidativo. – Sou seu conselheiro, lembre-se disso.

– Estou me esforçando para não esquecer.

– Vai ter que me matar para ter esse livro. – murmurou Uraraka, com os olhos fixos no chão. Ela sabia que se voltasse a encará-lo perderia toda a, pouca, coragem que tinha. – Não me importo com a guerra entre o falso rei e o tirano, apenas vim aqui por quê prometi ajudar um amigo. Então se quiser me matar, faça isso logo! 

Kirishima encarou o amigo que estava estático com os olhos vidrados na garota, essa tremia como se fosse uma ovelha prestes a ser devorada por um leão. Todavia, explosões não foram ouvidas e ela continuava respirando quando os três saíram da biblioteca – tudo o que Bakugou fez foi ordenar que ela voltasse para a torre, mas dessa vez com seus pertences. 

– Por que não a matou? Sempre que alguém fala falso rei você divide a pessoa ao meio. – disse o ruivo, percebendo que ele ainda se mantinha calado continuou. –Uma frágil garotinha conseguiu calar o grande Bakugou Katsuki. 

– Cacete. Ela não é nada frágil. – disse, dando as costas para o conselheiro. 


Notas Finais


Olha eu andei mexendo na personalidade de alguns personagens ~especialmente a Uraraka~ e bom não me matem por isso. Espero que vocês tenham pegado a referência ao ep da luta com o bakugou e a uraraka, bom acho que ficou bem óbvio. Obrigad a quem leu até aqui e sinta-se a vontade para deixar um comentário s2


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