História The Duchess - Capítulo 34


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
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Palavras 1.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus pudinzinhos 🍮

Mais um capítulo para vocês.

Espero que gostem.

Boa leitura 🍮 💟

Capítulo 34 - A Duquesa


No dia seguinte tudo parecia ter voltado ao normal, não havia traço algum das crises dos dois dias anteriores e Soluço e Astrid pareciam mais apaixonados e felizes do que nunca, prova disso era o beijo acalorado que compartilhavam em frente a casa enquanto uma carruagem esperava pela loira. As intenções de Soluço ao iniciar o beijo eram, de certa forma, puras, o beijo deveria ter sido rápido e carinhoso, um despedida entre o casal já que ficariam separados o dia todo. Mas no momento em que seus lábios fizeram contato, nenhum dos dois pôde evitar, o fato de estarem em plena vista de qualquer um que passasse pareceu não incomodar o casal e o cocheiro junto com lacaios assistia desconfortável enquanto o Duque beijava a esposa como se estivessem na intimidade do quarto.

Apenas se separaram quando a falta de ar foi demais para suportar e apenas depois de um ou dois - ou talvez sete - beijos rápidos o casal foi capaz de finalmente se separar. Astrid entrou na carruagem e Soluço assistiu enquanto o veículo saía da prosperidade para então fazer o caminho até os estábulos. Diferente do dia anterior, o céu estava cinza e cheio de nuvens, era o tempo perfeito para escapar com Banguela durante o dia sem que ninguém os visse.

Astrid chegou na igreja depressa - ou talvez por ter passado toda a viagem se distraindo com pensamentos sobre o marido que eram absurdamente impróprios para uma Duquesa, tinha a impressão de a viagem ter sido mais rápida -, tinha prometido que ajudaria o Padre a tomar conta das crianças do vilarejo. A igreja era o único lugar  em que não havia distinção entre as crianças. Filhos de fazendeiros se misturavam aos filhos de Senhores de Escravos, que se misturavam aos filhos de Condes e Duques, mesmo Astrid quando pequena costumava brincar com os filhos de camponeses - que incrivelmente sempre inventavam as melhores brincadeiras -, era um segredo do qual o antigo Duque jamais soube, mas que Astrid guardava com carinho.

Desceu da carruagem e sorriu quando seus olhos encontrou Padre Thomas a esperando em frente à igreja. Os dois se abraçaram e entraram no prédio, a igreja estava completamente vazia e Padre Thomas fechou a porta uma vez que já estavam lá dentro.

-Estou preocupado com você, filha. - O Padre quebrou o silêncio e Astrid o olhou com o cenho franzido.

-Comigo, Padre? - O Padre assentiu.

-Sim, filha. - Os dois caminhavam lado a lado para os fundos da Igreja onde deveriam arrumar algumas coisas antes que as crianças chegassem. - Se bem me lembro, da última vez que nos vimos me disse com convicção que seu marido era um bom homem e acreditei em você. - O Padre parou e Astrid já podia sentir os puxões de orelha que recebia do Padre sempre que aprontava ou mentia, mesmo não tendo mentido em seu último encontro. - Mesmo assim, ouço pelo vilarejo que ontem mesmo seu marido mandou uma inocente ao tronco. Isso é verdade, filha?

-Não foi bem assim, Padre, - disse a loira - sabe que os camponeses fazem de tudo para difamar a nobreza. - Os dois chegaram na pequena sala onde Astrid se serviu um copo d'água.

-Se não foi assim, então como foi? - Perguntou o Padre curioso e preocupado, o coração de Astrid sempre se aquecia com afeto, amava o Padre como a um pai e saber que o sentimento era recíproco a enchia de alegria. Tomou um gole da bebida e o Padre pacientemente esperou por um resposta.

-Meu marido teve seus motivos para fazer o que fez. - Disse. - Se visse como são as coisas em Berk, entenderia a confusão de meu marido, Soluço não sabe como funcionam as coisas aqui e apenas pensou que estava protegendo a mim e ao nosso herdeiro. Ele ainda está aprendendo, Padre, apenas o dê tempo. - O Padre ficou em silêncio por tortuosos segundos antes de assentir por fim.

-Está bem, filha, acredito em você. - Astrid sorriu com gratidão e o rosto do Padre se iluminou com felicidade genuína. - Então, temos um herdeiro a caminho? - O sorriso de Astrid aumentou e ela assentiu.

-Temos sim.

-Graças à Deus! - Exclamou o Padre com felicidade. - Rezarei para que nasça forte e saudável, como deve ser.

-Obrigada, Padre, - agradeceu a loira - mas reze também por nós.

Foi a vez do Padre de franzir o cenho.

-Por nós, filha?

Astrid assentiu.

-Sim, Padre. Se conheço bem meu marido, e sei que conheço, tenho certeza de que nosso herdeiro acabará por ser o mais mimado de toda a Inglaterra. - Respondeu com bom humor e o Padre riu.

-Então que Deus nos proteja. - Astrid riu com ele. Conversar com o Padre era sempre divertido e inocente, como voltar no tempo e ser criança outra vez, o homem era a melhor figura paterna que a loira podia desejar e saber que ele seria uma presença constante em sua vida e na vida de seu herdeiro acalmava seu coração a fazia respirar com mais facilidade.

Mas algo ainda a incomodava, milhões de perguntas sem respostas lutavam para voltar a superfície de sua mente depois de tanto tempo sendo suprimidas. As risadas morreram lentamente e Astrid arranjou coragem para fazer a pergunta que sempre teve medo de fazer.

-Padre, há algo que sempre quis perguntar, mas nunca pude. - Ela disse agora em tom mais sério.

-Pode me perguntar o que quiser, filha, sabe que não posso mentir. - A loira sorriu, mas o sorriso logo se desmanchou e ela voltou a ter a mesma postura séria, bem diferente da mulher animada e descontraída de momentos atrás.

-Padre, - ela fez uma pausa e se perguntou se faria bem em perguntar algo tão delicado, engoliu o nó em sua garganta e continuou - como era a minha mãe?

O Padre ficou em silêncio. A mãe de Astrid era um assunto delicado, apenas a mencionar o nome da antiga Duquesa tinha sido proibido pelo Duque e o crime era punido com a prisão. Não havia imagens dela em lugar nenhum, a mulher era praticamente um mito e se não tivesse deixado Astrid como seu legado muitos não acreditariam na existência de tal mulher. Por muito tempo o Padre guardou segredos inimagináveis sobre a Duquesa, mesmo ele, um homem de Deus, sabia que não deveria desafiar a autoridade do Duque - um homem sádico e manipulador, capaz de fazer qualquer um que o desafiasse sumir sem deixar rastros -, mas o Duque já não estava entre os vivos e já não era uma ameaça. Então o Padre respirou fundo e respondeu.

-Ela passou a ser Clarice depois que a batizei, - fez uma pausa e seus olhos encontraram os de Astrid - mas ela gostava de chamar a si mesma de Camicazi, a herdeira pagã das Ladras do Pântano.


Notas Finais


E aí gostaram?
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See ya 😘


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