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História The DUFF - Kody Keplinger - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Seis


Quando a sexta-feira da nossa noite de garotas chegou, eu estava mais do que preparada para uma noite agradável e relaxante com minhas melhores amigas, e o maravilhosamente escocês James McAvoy, é claro. Coloquei a cópia de Amor e Inocência que Jessica tinha me dado no Natal, um pijama pouco usado (sim, eu durmo nua em casa – e daí?), e minha escova de dente na mochila. Casey estava trazendo a pipoca, e Jessica nos prometeu grandes tigelas de sorvete de chocolate.

Como se minha bunda já não estivesse grande o suficiente.

Mas, naturalmente, o dia não poderia ser todo bom. A sra. Perkins, minha professora de Inglês se assegurou disso na quarta aula.

—Então, esse é A Letra Escarlate. – disse ela, fechando seu livro. – Vocês gostaram turma?

Houve um resmungo baixo de negação, mas a Sra. Perkins pareceu não notar.

— Bem, porque o trabalho de Hawthorne é tão extraordinário e aplicável à sociedade contemporânea, que eu quero que cada um de vocês escreva um relatório sobre o romance. – Ela ignorou os suspiros altos. – O relatório pode ser sobre qualquer parte do livro, um personagem, uma cena, um tema, mas eu quero que seja muito bem pensado. Eu também estarei permitindo que vocês trabalhem em dupla, – a turma vibrou animada – que eu vou escolher. – A animação desapareceu.

Eu sabia que estava em apuros quando a Sra. Perkins pegou a lista. Isso significava que ela escolheria os parceiros com base na ordem alfabética, e uma vez que não tem ninguém nessa turma cujo sobrenome comece com Q, o meu parceiro obrigatório era...

— Bianca Piper vai trabalhar com Wesley Rush.

Merda.

Eu tinha conseguido ficar livre do Wesley por uma semana e meia – desde o dia em que ele me assediou depois da escola – mas a Sra. Perkins tinha que foder tudo. 

Ela recitou os últimos nomes da sua lista antes de dizer: – Eu quero que os relatórios tenham pelo menos cinco páginas – e fonte tamanho doze, espaçamento duplo, Vikki. Não faça esse truque novamente. – Ela riu bem humorada. – Agora quero que os parceiros trabalhem juntos. Ambos devem contribuir para o relatório.

E sejam criativos, pessoal! Divirtam-se!

— É pouco provável, – eu murmurei para Jessica, que estava sentada na mesa próxima a minha.

— Ah, eu acho que você tem sorte, Bianca, – disse ela. – Eu ficaria encantada se Wesley fosse meu parceiro. Mas meu coração pertence a Harrison. É tão injusto que Casey tenha que trabalhar com ele. – Ela fitou o assento atribuído a Casey, do outro lado da sala de aula. – Ela provavelmente vai ver a casa e o quarto dele, e tudo mais. Você acha que ela diria alguma coisa boa sobre mim se eu pedir? Talvez ela vá ser, tipo, como meu cupido.

Eu nem me incomodei em responder.

—Os relatórios devem ser entregues exatamente em uma semana! – Sra. Perkins anunciou por cima da conversa. – Então, por favor, trabalhem neles esse fim de semana.

O sinal tocou e a turma toda se levantou ao mesmo tempo. A pequena Sra. Perkins correu para fora do caminho para evitar ser pisoteada pela multidão em direção a porta. Jessica e eu nos juntamos à multidão, e Casey nos alcançou assim que entramos no corredor.

— Isso é besteira, – disse ela. – Um relatório sobre nada? Eu não quero escolher um tema. Esse é a porcaria do trabalho dela! Qual é o ponto dessa merda de tarefa se ela não pode nem mesmo nos dar algo para escrever? É ridículo.

— Mas você vai trabalhar com Harrison, e...

— Por favor, Jess, não comece com essa porcaria. – Casey revirou os olhos. – Ele. É. Gay. Isso não vai acontecer, ok?

— Você não sabe! Então você não vai bancar o cupido para mim?

— Eu encontrarei vocês no refeitório, – eu disse, virando na direção do meu armário. – Eu preciso pegar algumas coisas primeiro.

— Tá legal. – Casey agarrou Jessica pelo pulso e a puxou para o outro corredor. – Nós encontramos você na máquina de lanches, ok, B? Vamos lá, Jess.

— E elas me deixaram sozinha no corredor lotado. Ok, nem tão lotado. Hamilton   High só tinha cerca de quatrocentos alunos ou algo assim, mas considerando o baixo número, os corredores pareciam bastante lotados aquela tarde. Ou talvez eu estivesse apenas estressada e ficando claustrofóbica. Enfim, minhas amigas saíram correndo, e eu fiquei entre os animais.

Eu abri caminho entre os atletas fortes e casais se beijando – demonstrações públicas de afeto são tão nojentas – e me dirigi para o corredor de ciências. Levou apenas alguns minutos para chegar ao meu armário, que como o resto da escola fodidamente feia, era pintado de laranja e azul. Virei a minha combinação e escancarei a porta. Atrás de mim, um grupo de lideres de torcida correu gritando: — Vamos Panteras!Panteras!Panteras!

Eu só peguei o meu casaco e minha mochila e estava prestes a fechar a porta quando ele apareceu. Honestamente, eu o esperava antes.

— Parece que nós somos parceiros, Duff.

Eu chutei o armário fechando-o com um pouco de força demais. – Infelizmente, sim.

Wesley sorriu, correndo os dedos pelos seus cachos escuros enquanto se inclinava contra o armário próximo ao meu. – Então, sua casa ou a minha?

— O quê?

— Para fazer o trabalho nesse fim de semana, – disse ele, estreitando os olhos. – Não fique tendo idéias, Duff. Eu não estou perseguindo você. Eu só estou sendo um bom aluno. Wesley Rush não persegue as garotas. Elas...

— Perseguem você. Sim, eu sei. – Vesti meu casaco por cima da minha camiseta. – Se nós temos que fazer isso, eu estava pensando que nós... 

— Wesley! – Uma morena magra que eu não reconheci (ela parecia ser do primeiro ano) atirou-se contra ele bem na minha frente. Ela olhou para Wesley, com olhos grandes e sentimentais. – Você dançaria comigo no baile de boas-vindas essa noite?

— Claro, Meghan, – disse ele, correndo a mão pelas costas dela. Ele era alto o suficiente para olhar seu decote sem nenhum problema. Bastardo pervertido. – Eu vou guardar uma dança só pra você, ok?

— Sério?

— Eu iria mentir?

— Oh, obrigado, Wesley! – Ele se inclinou para baixo, e ela deu-lhe um rápido beijo na bochecha antes de sair correndo, não me olhando nem uma vez.

Wesley voltou sua atenção para mim. – Você estava dizendo?

Por entre os dentes, eu rosnei, – Eu estava pensando que nós deveríamos nos encontrar na minha casa.

— O que há de errado com a minha casa? – Perguntou ele. – Você tem medo de que ela seja assombrada, Duffy?

— Claro que não. Eu só prefiro fazer o trabalho na minha casa. Deus sabe que tipo de doenças eu poderia pegar apenas por pisar no seu quarto. – Eu balancei minha cabeça. – Então, minha casa, ok? Amanhã à tarde, tipo, as três. Ligue antes de aparecer.

Eu não dei a ele uma chance de responder. Se ele tivesse um problema com isso, eu iria fazer o trabalho eu mesma. Então, esquecendo-me propositalmente de dizer tchau, eu saí andando, atravessando grupos de meninas fofocando e correndo em direção ao refeitório.

Encontrei Casey e Jessica esperando por mim nas velhas máquinas de refrigerantes.

— Eu não entendo, Case, – Jessica estava dizendo. Ela colocou um dólar na única máquina funcionando e esperou seu Sunkist cair dentro do vão na parte inferior. – Você não tem que ficar e torcer no jogo?

— Não... Eu disse às meninas que eu não poderia torcer essa noite, então uma das nossas substitutas, essa caloura fofa vai ficar no meu lugar. Ela tem estado querendo torcer todo o ano, e ela tem habilidade, mas simplesmente não houve uma chance para ela até agora. Elas vão ficar bem sem mim.

Eu estava em pé junto a elas antes que a Jessica me visse. – Aí está a Bianca! Vamos dar o fora daqui. Woohoo! Noite das garotas!

Casey revirou os olhos.

Jessica abriu a porta azul que levava ao estacionamento, sorrindo de orelha a orelha, e disse: – Vocês são as melhores. Tipo, realmente as melhores. Eu não sei o que eu faria sem vocês.

— Chorar em seu travesseiro todas as noites, – disse Casey.

— Pensar que suas outras amigas eram – realmente as melhores, – eu sugeri, retornando seu sorriso. Não havia nenhuma fodida chance de eu deixar Wesley Rush me por para baixo. Sem chance! Esta era a Noite das Meninas, e isso não ia ser estragado por um imbecil como ele. — Você não esqueceu a promessa do sorvete, não é, Jessica?

— Eu lembro. Redemoinho de Chocolate.

Atravessamos o estacionamento e entramos no meu carro. Instantaneamente, Jessica se enrolou no velho cobertor, e Casey, tremendo visivelmente, encarou-a com inveja enquanto colocava o cinto de segurança. Com uma pisada rápida no acelerador nós saímos do estacionamento de estudantes e entramos na estrada, acelerando para longe da Hamilton High, como prisioneiros fugindo de suas celas... que era meio o que éramos.

— Eu não posso acreditar que você não foi nomeada para a rainha do baile dessa vez, Casey, – Jessica disse do banco de trás. – Eu tinha certeza que você seria.

— Não. Eu fui eleita rainha do baile de futebol. Eles têm regras sobre as pessoas ganhando mais de uma vez no mesmo ano. Eu não pude me candidatar esse ano. Vai ser Vikki ou Ângela, tenho certeza.

— Você acha que elas vão brigar se uma delas ganhar? – Jessica parecia preocupada.

— Duvido, – disse Casey. – Ângela não poderia se importar menos sobre esse tipo de merda. Vikki é a competitiva... eu realmente estava ansiosa para ver o drama essa noite, no entanto. Eu contei que Vikki está pensando em sair com Wesley Rush, também?

— Não! – Jessica e eu gritamos em uníssono.

— Sim, – disse Casey, assentindo. – Eu acho que ela está realmente tentando fazer ciúmes para o namorado dela ou algo assim. Ela está namorando um aluno do segundo ano, levando um cara da OHH para a nossa dança, e dizendo a todos que ela tem tesão pelo Wesley. Ela afirma que eles ficaram depois de uma festa, recentemente, eu acho que o namorado dela não sabe disso ainda, e ela está pensando em fazer isso novamente. Ela disse que foi incrível.

— Ele dormiu com ela? – Jessica ofegou.

— Ele dorme com todo mundo, – eu disse, virando o carro na Quinta Avenida. – Se tem uma vagina, ele vai se enfiar lá.

— Eca! Bianca! – Jessica gritou. – Não diga... a palavra com V.

— Vagina, vagina, vagina, – Casey disse categoricamente. – Supere isso Jess. Você tem uma. Você pode chamá-la do que ela é.

As bochechas da Jessica estavam da cor de um tomate. – Não há razão para falar sobre isso. É rude e... pessoal.

Casey ignorou-a e disse para mim, – Ele pode ser um jogador, mas ele é sexy demais. Mesmo você tem de admitir isso, B. Eu aposto que ele é ótimo na cama. Quero dizer, você ficou com ele. Ele foi incrível? Você pode realmente culpar a Vikki por querer ficar com ele?

— Você ficou com o Wesley? – Jessica perguntou, sufocando em sua própria excitação. – O quê? Quando? Por que não me contou?

Lancei uma olhada para Casey.

— Ela está envergonhada, – explicou Casey, afofando as pontas do seu cabelo curto. – O que é burrice, porque eu aposto que ela teve uma explosão ao beijá-lo.

— Eu não tive uma explosão! – eu disse.

— Ele beija bem? — Perguntou Jessica. – Me conta, me conta, me conta! Eu realmente quero saber.

— Sim, se você quer saber, ele beija. Mas isso não o torna menos repugnante.

— Mas, – exclamou Casey, – com sua experiência, responda a minha pergunta. Você realmente pode culpar a Vikki por querer ficar com ele?

— Eu não tenho que responder. – Eu dei a seta. – Ela vai se culpar quando pegar uma doença venérea... ou quando o namorado dela descobrir isso. O que vier primeiro.

— E é exatamente por isso que eu queria ir ao baile, – Casey deu um suspiro. – Nós poderíamos ter presenciado tudo em primeira mão... como o próprio episódio da Hamilton de Gossip Girl. O namorado de Vikki iria ficar puto e planejar uma vingança contra sua infiel namorada por pegar o cara mais gato da escola, e Bianca, escondendo seu amor secreto por Wesley, iria desanimar e fingir que o odeia, enquanto silenciosamente anseia por seu beijo super-sexy-gato de novo.

Meu queixo caiu. – Eu não ansiaria por nada desse tipo!

Jessica soltou um bufo de risada do banco de trás, puxando seu rabo de cavalo na frente da boca para esconder o sorriso quando eu fiz uma careta para ela no espelho retrovisor.

— Oh, bom, – Casey suspirou. – Estou certa de que ouviremos tudo sobre o drama segunda-feira.

— Ou amanhã se a história for suficientemente boa, – Jessica disse. – Ângela e Jeanine nunca guardam as fofocas para si mesmas. Se a coisa enlouquecer, já sabe que vão nos ligar e nos contar o que perdemos. Estou certa que irão. – Ela sorriu. – Espero que nos dêem muitos detalhes. Não posso acreditar que estou perdendo meu ultimo baile de boas-vindas.

— Pelo menos não está perdendo sozinha, Jess.

Uns segundos depois de virar na Halbrook Lane, entrei na garagem dos Gaithers. Tirando a chave da ignição, eu disse, – A noite das garotas começou, oficialmente!

— Woohooo! – Jessica saltou fora do banco traseiro e praticamente dançou para a frente da sua varanda. Empurrou a porta e Casey e eu a seguimos para dentro, sacudindo as cabeças com diversão.

Tirei minha jaqueta e a coloquei no gancho justo atrás da porta. Jessica morava em uma casa museu - limpa, arrumada, tem que tirar os sapatos na porta da frente... você sabe o tipo. Seus pais eram super exigentes com a ordem. Casey fez o mesmo e disse, – Queria que minha mãe pudesse manter uma casa tão bem. Ou que pudesse pelo menos contratar uma empregada ou o que seja. Nossa casa parece uma pocilga.

A minha não parecia tão genial também. Minha mãe nunca tinha sido uma esquisita com mania limpeza, e papai só acreditava em limpeza uma vez por ano, durante a primavera. Além da roupa, louça e trabalhos ocasionais de tirar pó (geralmente tudo eu que faço), não tinham muitas tarefas de casa a serem feitas na casa dos Piper.

— A que horas seus pais vão chegar, Jessica? – Eu perguntei.

— Mamãe chega em casa às cinco e meia, e papai deve chegar um pouco depois das seis. – Ela estava nos esperando ao pé da escada, pronta para correr para cima para o quarto dela assim que nos uníssemos a ela. – Papai começou a ver um  paciente novo hoje, entretanto, então deve chegar um pouco atrasado.

O senhor Gaither era terapeuta. Mais de uma vez, Casey ameaçou perguntar a ele se me aceitaria como paciente de graça. Ver se ele ajudaria a resolver meus ― problemas. Não que eu tivesse problemas. Mas Casey me disse que meu cinismo era o resultado de algum tipo de conflito interno. Eu disse que era só eu sendo inteligente. E Jessica... bom, Jessica não dizia nada. Mesmo que isso fosse discutido apenas de brincadeira, ela sempre se sentia um pouco incomodada quando o tema surgia. Com todas as psi-conversas que ela ouvia do seu pai, ela provavelmente pensaria mesmo que minha negatividade constante era parte de uma luta interna.

Jessica odiava negatividade. Ela odiava tanto, de fato, que ela nunca diria sequer que odiava isso. Isso teria sido muito negativo.

— Depressa, depressa! Vocês estão prontas ou o quê?

— QUE COMECE A FESTAAA! – Casey gritou, correndo atrás de Jessica e subindo as escadas.

Jessica dava risadas como uma maníaca enquanto fazia um esforço para alcançar a Casey, mas eu fiquei para trás, seguindo-as escada acima em um ritmo regular. Uma vez que cheguei, pude ouvir minhas amigas rindo e conversando no quarto no fim do corredor, mas eu não segui as vozes delas. Outra coisa chamou minha atenção primeiro.

A porta do primeiro quarto, a da esquerda, estava aberta de par em par. Meu cérebro me dizia para passar direto, mas meus pés não estavam escutando. Parei em frente à porta aberta, disposta a olhar para longe. Meu corpo simplesmente não queria cooperar. A cama estava perfeitamente feita com o edredom azul marinho. Posters de super-heróis cobriam cada centímetro da parede. Luz negra sobre a cabeceira da cama. O quarto estava quase exatamente como eu me lembrava, só que não tinha roupa suja no chão. O closet aberto parecia vazio, e o calendário do Homem Aranha, que costumava ficar sobre a mesa do computador, tinha caído. Mas o quarto ainda parecia quente, como se ele ainda estivesse ali. Como se eu ainda tivesse quatorze anos.

— Jake, eu não entendo. Quem era aquela garota?

— Ninguém.Não se preocupe com isso. Ela não significa nada para mim.

— Mas...

— Shhh... Não é grande coisa.

— Eu te amo, Jake. Não minta para mim, ok?

— Eu não mentiria.

— Promete?

— Claro. Você realmente acha que eu te machucaria, Bi...

— Bianca! Onde diabos você foi?

A voz de Casey me fez pular. Rapidamente, sai do quarto e fechei a porta, sabendo que eu não poderia voltar ao passado cada vez que precisasse fazer xixi essa noite. – Já vou! – Eu consegui manter minha voz normal. – Deus! Seja  paciente pelo menos uma vez na sua vida.

Então, com um sorriso forçado, fui assistir a um filme com minhas amigas.


Notas Finais


Oii!
Desculpa pela demora em postar eu estava sem tempo.
Amanhã eu posto o próximo.
Estou pensando em criar uma história o que vcs acham?

Bjosss♥️♥️


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