História The Dutch Star - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
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Palavras 828
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3


  Sabe quando você se sente tão cansada que não reflete mais direito e afunda nos pensamentos mais ridículos possíveis? Essa sou eu, após limpar as salas de arte e os laboratórios. Nunca nutri tanto ódio por alguém antes.

--Ei, você quer?

Abri meus olhos meio perdida e levantei (estava deitada na grama, com muita classe, óbvio). Por falar no diabo, ele aparece me oferencendo uma coca.

--Vai me envenenar?

--É muito difícil pra você acreditar que posso ser gentil?

--Sim.

Ele suspira e passa a mão nos cabelos e por algum motivo estúpido achei sexy, mas me contive.

--Só aceita, por favor.

Peguei a coca e tomei um gole, não parecia envenenada.

--Obrigada...

--Isso foi por você ter sido injustiçada.

Agora ele reconhece, né? Não fez mais que a obrigação.

--Tá bem...

Tomei mais um pouco e fiquei pensando em algo que me deixou intrigada.

--Dongyul, por que você odeia o Eunhyuk?

--Eu não o odeio porque não me importo com a existência, apenas sinto desprezo.

--Uau, você parece ter 82 anos de tanta amargura!

--Quer ser minha sugar baby?

Eu empurrei ele, mas depois ri.

--Não muda de assunto! Eu tive que limpar várias salas porque você não gosta dele, não posso ao menos saber o motivo?

--Ele ficou com minha antiga namorada, está bem? Satisfeita?

--Desculpa... Não deve ser algo fácil de aceitar.

--Tudo bem, foi há muito tempo de qualquer forma...

Uau, até uma pessoa que parece estar pouco se fudendo pra tudo sofre por amor... Acho que ninguém está livre da trouxisse.

--Pelo menos você namorou alguém...

--Você nunca namorou? Você?

--Não, Jesus Cristo. Claro que estou falando de mim!

--Estou impressionado.

--Por quê?

--Como posso dizer... Você atrai a atenção?

Eu comecei a rir. O traficante dele é muito bom.

--Eu sou a pessoa mais sem graça existente. Não sou comunicativa, engraçada ou bonita. Como posso atrair a atenção das pessoas?

Ele balança a cabeça como se dissesse "É, ela não entende".

--Não vai falar nada?

--Não.

--Então vamos ficar assim sem falar nada?

--Parece bom.

E a gente ficou assim por uns sete minutos, o que pareceu a eternidade pra mim. Que constrangedor, mas ele não parecia ligar, ficou ouvindo música. Eu me pegava olhando pra ele de vez em quando, ele é muito bonito, pena que é um grosso na maior parte do tempo. Espera, que merda estou dizendo? Ele nunca vai olhar pra mim e eu odeio ele, né? Ou talvez não... PARA SEIR!! SAIA DESSA SITUAÇÃO!

--Meu ônibus vai chegar daqui uns cinco minutos, então... Tchau.

Estava mais calma falando do que nos meus pensamentos, acho que seria uma ótima atriz. Saí andando, mas ele pegou a minha mão, vou morrer!

--Eu te levo pra casa.

O quê? Ele tá doido?

--Você dirige?

--Óbvio.

Ele aponta pra um carro preto, admito que estava me sentindo nervosa.

--Vamos?

Apenas concordei com a cabeça e o segui. Sei que não é ideal pegar uma carona com um quase desconhecido que você não gosta, mas a vontade de não se perder à noite superou tudo.

O carro era bem espaçoso e organizado. O que é bem estranho porque quando vejo a aparência do proprietário eu penso: "Esse aí entregou pra Deus", mas acho que deve ser uma coisa que ele se importa. Entrei, confiando minha vida a um cara desgraçado da cabeça.

--Você está bem?

--Sim, é só que eu tenho essa coisa com carros...

--Que coisa?

Eu respiro fundo, já estava me sentindo nervosa, lembrando da cena.

--Quando eu era pequena, eu fui viajar com minha mãe de carro e a gente bateu em outros dois carros, não aconteceu muita coisa comigo, mas ela...

Eu perdi a minha voz, já estava muito agoniada ao relembrar essa cena.

--Calma, vai ficar tudo bem.

E ele me abraçou. Do nada. Ele é bem mais alto que eu, então me senti... protegida?

--Se você quiser, a gente anda de ônibus e...

--Não precisa. Eu tenho que superar isso de qualquer forma.

Ele não parecia muito convencido, mas eu estava determinada. Entrei no carro.

O trajeto não demorou muito e foi um pouco mais tranquilo do que imaginava. Foi a primeira vez que andei de carro desde aquilo, espero que ele não saiba disso.

--Obrigada pela carona e me desculpa se te preocupei.

--Não, imagina.

--Tchau.

--Tchau.

E eu dei um beijo na bochecha dele e ele pareceu muito surpreso. Daí eu percebi que não era nada normal fazer isso na Coreia.

--Ah, desculpa é que eu sempre cumprimentei as pessoas assim e eu esqueci que não moro mais na Holanda e eu sei que é estranho, mas não foi...

--Relaxa, eu entendi. Até mais.

Eu ri de nervoso e depois fui caminhando até minha casa. Esse momento no Top10 das cenas constrangedoras.

  Entrei no apartamento e deitei na cama. Estava exausta e fiquei repetindo o dia na minha cabeça, como se fosse uma tortura. A única conclusão é que tudo vai ficar bem estranho.



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