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História The Emerald Masked II BakuDeku - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Eai pessoal?

Estou amando demais os comentários de vocês, fico feliz que essa fic esteja alcançando tanta gente!

Boa leitura <3

Capítulo 6 - Six II He is Confident


Depois da ligação que confirmava a possibilidade do seu exímio pedido, Bakugou mal se aguenta em si para que o esperado dia chegue de uma vez. Ele ainda estivera na Eros pelas duas noites seguintes para espreitar o dançarino misterioso, surpreso com o quanto aquele homem conseguia parecer sempre inédito, mesmo que já tivesse feito diversas apresentações em que ele estivera presente.

O esverdeado nunca repetia a roupa e muito menos sua performance, não havia espaço para que sua presença se tornasse frígida, pelo contrário, ele sempre parecia estar cada vez mais sensual e sexy em cima daquele palco, fazendo coisas que Katsuki por vezes se pegava pensando como ele havia aprendido.

Após terminar a infinidade de e-mails que haviam se acumulado em sua caixa de entrada, Bakugou suspira satisfeito, levantando-se da cadeira para ir até a adega no canto de sua sala. Ele tinha algumas regalias por ser o chefe, afinal, a responsabilidade sobre como ele lidaria com tais coisas era totalmente sua, não havia ninguém acima para lhe impedir de apreciar um bom vinho depois de um dia completamente tortuoso.

Dobrando as mangas da camisa branca ele se aproxima do frigobar, pegando uma taça antes de alcançar a garrafa do seu vinho tinto favorito para saborea-lo. Após despejar com cautela o líquido sobre o cristal, ele realiza todo o processo de movimentar seu pulso levemente para rodar o vinho, inspirando o aroma por poucos segundos antes de levar a taça aos lábios, sorvendo um gole da bebida doce.

Ainda é terça-feira e o encontro com o tal mascarado seria apenas na quinta a noite, que fora o único dia permitido para o agendamento de última hora. Bakugou realmente não se importava de esperar, mesmo que sua natureza intransigente fosse do tipo de conseguir tudo no aqui e agora, ele sabia que certas lutas deveriam ser evitadas para que o resultado trouxesse bons proveitos.

Ele volta a se sentar em sua cadeira de couro e se move com as rodinhas em direção à janela atrás de si, os vidros se erguiam do chão ao teto e a noite iluminada pelas edificações ao redor se tornava uma paisagem digna de um rei. Era como ele se sentia dessa vez. Em muito tempo, podia ansiar por algo sem ficar apenas estressando-se com o que já se passou, ele estava mais ansioso pelo futuro do que pelo passado e de certa forma, podia considerar-se vitorioso por tal fato.

O vinho é consumido lentamente para que o sabor seja apreciado conforme pede a qualidade do mesmo, ele não queria se embebedar, apenas aproveitar o festival de sabores que se formava no seu paladar. Tudo seguia calmamente para um momento tranquilo que tinha consigo mesmo, isto, até seu celular voltar a tocar insistentemente sobre a mesa.

Bakugou ignora o toque padrão até a chamada se encerrar sozinha, mas logo a música tilintada volta a soar e ele se irrita, levando a cadeira para perto da mesa a fim de alcançar o aparelho. Já havia ignorado ligações demais e sabia que quanto mais demorasse a atender, mas insistente ela seria.

- Seja o que for, a resposta é não. – Ele fala ao atender e escuta um arquejo irado do outro lado. Katsuki deixa a taça de vinho sobre a mesa a fim de evitar quebra-la entre os dedos pela raiva que passaria com essa conversa, afinal, ele havia herdado o mal humor de alguém pior que ele.

- Não ouse se ausentar do aniversário de seu pai, moleque ingrato – Mitsuki só não berra no telefone porque sabe impor a dose certa de repreensão no tom controlado de sua voz, fazendo uma entonação aparentemente normal soar como um grito de fúria. Bakugou revira os olhos e observa o calendário em cima da mesa para se posicionar sobre a data mencionada, ele nem se dera conta de que esse evento se aproximava, preferia não perder seu tempo pensando em datas que no final, serviam apenas como desculpas para eventos caros e cheios de relações comerciais para manter e estabelecer.

- Pra que você me quer nessa merda se sempre reclama quando me vê? – O loiro questiona com razão, já que a senhora Bakugou tinha sérios problemas com seu perfeccionismo sobre a vida dos outros, principalmente de alguém que saiu da buceta dela. Com certeza Katsuki sentia-se sufocado somente de ter que conversar com ela por uma mísera ligação, estar ao seu lado era ainda mais insuportável.

- Tenha modos, Katsuki. É um evento importante e eu exijo sua presença – Ela rebate com um tom ameaçador que só faz Bakugou se irritar ainda mais. Era tão difícil assim esquecer que ele existe como ela mesma sempre prometia fazer quando ele não a agradava?

- Você exige coisas demais, não acha? – Ele questiona com visível deboche, apenas para irritar ainda mais a matriarca que se sentia no direito de mandar em todos ao seu redor. Ela podia ser rica e ser sua mãe, mas os frutos do seu esforço já lhe eram suficientes para que ele fosse independente, não precisava se dobrar aos caprichos da loira arrogante.

- Já basta que você falhou em ao menos conceber seus herdeiros, andei falando com a Camie e ela me disse que você a maltratou novamente dias atrás, por que não para com essas frescuras e retorna para o seu casamento, Katsuki? Sabe o quanto é vergonhoso ver você manchando nosso nome com esse divórcio descabido? – Ela começa suas ladainhas de sempre e Katsuki respira fundo um par de vezes para controlar a fúria assassina que sente se apossando do seu âmago.

- Ah, mas que bela merda! Essa vadia me persegue e você ainda a apoia? – Bakugou explode deixando sua frustração se esvair pelos gritos, batendo na mesa com força suficiente para fazer a taça de vinho tremer perigosamente – Me ligou para um convite ou para me falar bosta? Para as duas opções eu preferia não ter atendido.

- Seu moleque birrento! Eu e seu pai que fizemos você chegar onde está hoje, o mínimo que você deveria fazer era manter sua esposa feliz! – Mitsuki ralha de volta e Katsuki tende a apertar os punhos a fim de evitar uma síncope, a felicidade daquela puta era o dinheiro e ela havia sido com uma boa quantia depois de manipular ao máximo um homem que verdadeiramente achava que a amava.

- Foda-se! Eu não pretendo ver aquela mulher se eu tiver a oportunidade valiosa de evitar, quanto à sua opinião, eu estou cagando e andando! – Bakugou não mede as palavras, mesmo que isso incite um tremendo desrespeito com sua mãe. Ela o tirava do sério e não havia maneiras civilizadas de se manter um diálogo com ela em hipótese alguma. Ele sentia vontade de perguntar onde a felicidade dele se encaixava em todo esse contexto, mas sabia que para Bakugou Mitsuki, o que interessava era algo distante da realização pessoal do próprio filho. – Você se lembra que foi ela quem pediu o divórcio? Ou a idade já está afetando seu cérebro?

- Me respeite, seu inconsequente, ela nunca teria feito isso se você fosse... – Ao início de sua frase sobre como Bakugou deveria ser ou não, ele desliga a chamada para não ter que aturar uma série de rótulos que não lhe cabiam. Ele sabia que nunca tinha sido uma pessoa fácil de se lidar, mas reconhecia muito bem que nunca havia desrespeitado Utsushimi até que ela se mostrou com sua verdadeira face. A queda foi grande e dolorosa para ele, seu ego foi pisoteado dentro de salas apertadas demais para comportar a ganância daquela mulher. Os advogados dela fizeram bem o seu trabalho, afinal, ela os conhecera por causa dele. Até nisso ela foi capaz de virar o jogo ao seu favor.

Um e-mail surge em sua tela logo em seguida e o remetente não era ninguém mais ninguém menos que Bakugou Masaru. Ele abre o correio eletrônico e analisa as palavras frias dispostas em frases curtas, deixando claro o contexto autoritário da mensagem.

Terça-feira, 4 de Junho de 2019 às 20h16

Remetente: [email protected]

Destinatário: [email protected]

Assunto: Evento Indeclinável

Esteja aqui no dia agendado, a nova detentora dos direitos da concorrente Dragon’s Enterprise estará presente e seria uma falha inimaginável a sua ausência para com este evento.

Faça jus ao nosso nome, ao menos em vertentes profissionais.

Bakugou Masaru

CEO da BKG’s Security

 

O loiro relê o e-mail diversas vezes, tentando ao máximo não surtar. Ele mal se dá o trabalho de responder, seu pai já sabe que sua primeira frase já é o suficiente para garantir que Katsuki se obrigue a aturar uma festa em prol de seu sucesso nos negócios. Ele precisava ser sociável para manter a estabilidade de sua alta posição, portanto não deixaria de lado seus propósitos profissionais por conta de uma birra de sua mãe, ainda que isto fosse algo tentador demais.

Katsuki suspira pegando a taça de cristal que havia deixado de lado e vira o restante do vinho, fazendo uma careta ao perceber que o mesmo já se encontrava quente pelo tempo deixado ali. Todo o mínimo bom humor que tinha reunido ao decorrer do dia cansativo havia ido embora com segundos de chamada, agora sentia-se tão tenso que temia explodir alguma coisa apenas por toca-la.

Seus dedos vão para os fios loiros, puxando-os enquanto ele solta uma série de palavrões para tentar se acalmar, seu couro cabeludo chega a doer pela força utilizada e ele respira fundo procurando se lembrar das malditas aulas de yoga que já tinha tentado fazer muito tempo atrás. Seu corpo treme pelo cortisol que circula por suas veias como um veneno em seu sangue, deixando seus músculos cada vez mais tensos em busca de liberação.

O celular volta a tocar e por pouco, Bakugou não o joga contra a parede ao segura-lo em suas mãos. Ele olha para a tela e atende com um suspiro frustrado ao se deparar com o nome de Kirishima acima do ícone de ligação em andamento.

- Eu não estou em um bom dia... – Ele rosna para o telefone se levantando da cadeira para esticar as pernas, estava prestes a sucumbir ao ódio e quando isso acontecia, Momo tinha um tremendo trabalho para repor seus materiais de escritório e até mesmo alguns móveis.

- Somos dois, ta afim de treinar? – A voz normalmente animada de Eijirou estava tensa e Bakugou sabia que a coisa era séria. O ruivo raramente tinha sua animação contida dessa forma, então por um breve momento, ele deixou de se estressar tanto com seu problema recorrente para focar no amigo que o chamava para um treino. Seria perfeito desestressar com um pouco de suor e de qualquer forma, não havia tido tempo para ir à academia pela manhã.

- Te encontro em 20 – O loiro declara desligando o celular enquanto pega as chaves de sua moto em cima da mesa. Ele esperava que Kirishima estivesse mais que puto, porque ele treinaria até que caísse de exaustão para se livrar dessa raiva.

[...]

- Cara, eu não sei mais... ah! Eu não sei mais o que fazer – Eijirou falava irritantemente enquanto segurava com as mãos na barra, erguendo o corpo até que seu peito encostasse no metal, forçando os braços rapidamente em suas repetições. Mesmo com a respiração ofegante pelo esforço físico, era incrível como ele não fechava a boca.

- Você não cansa de correr atrás de quem claramente não te quer, seu idiota? – Bakugou reclama com o ruivo enquanto leva uma garrafa de água aos lábios para se hidratar, enquanto o amigo fazia barra ele estava concentrado em abdominais variados em séries consecutivas. A primeira bateria tinha apenas aquecido seu corpo, ele respira fundo dando um tempo para responder Kirishima enquanto se preparava para o treino de verdade.

- Mas e se ele me quiser, ele deve estar se fazendo de difícil, sabe... Não tem como rejeitar esse corpinho lindo, cara! – Kirishima declara soltando a barra e arrancando a camisa suada do corpo, deixando a mostra toda sua definição. O que não entra na cabeça do ruivo é que não adianta ter uma boa aparência quando deixa qualquer um se aproveitar dela.

- E daí? O Tetsutetsu merece alguém que não seja um cafajeste com cara de criança birrenta – Bakugou ergue sua voz voltando a ficar de bruços, respirando fundo antes de erguer o corpo sobre os braços e as pontas dos pés, mantendo a tensão em toda a lombar e no abdômen.

- Mas que diabos, eu não pego ninguém desde... – O ruivo começa a falar e sua voz perde o tom quando ele está prestes a revelar algo criterioso sobre si mesmo. Katsuki o encara sentindo a queimação começar em sua barriga, nada que o impeça de sorrir com deboche para o amigo.

- Desde quando? Mês passado? Semana passada? Deixa eu adivinhar... – Bakugou começa a lançar as perguntas para pressionar o ruivo, este que se vê cada vez mais encolhido ao se deparar com tantas acusações verdadeiras sobre seu estilo de vida largado.

- Faz uns... 4 dias, mas eu só penso nele, poxa! Mesmo com outras pessoas – Kirishima exclama agora emburrado, indo pegar uma barra com peso considerável para o treino de bíceps. Este era o auge da irritação do ruivo, pois Katsuki sabia que esse exercício específico era o que ele usava quando tentava raciocinar um pouco mais do que seus dois neurônios permitiam.

- Eu tô todo fodido de ódio pela minha mãe defendendo a vadia da minha ex e você ta sofrendo mesmo sem se esforçar pra conseguir algum resultado. Pelo amor de Deus, Eijirou, vai pra porra – Katsuki reitera dando uma bronca no amigo, apenas por saber que o ruivo ficaria nesse paradoxo por muito mais tempo se não levasse um choque de realidade. – Ele pode até se interessar, mas duvido que seja o tipo de homem para uma noite só. Você ta visando o sexo ou quer mesmo algo sério?

- Eu... Humpf... – Eijirou suspira ignorando a pergunta, provavelmente porque não tem certeza da resposta. Ele vem apenas tentando cegamente obter algo que se mostra mais complicado que todo o resto. Ele precisa compreender os seus princípios para então estar focado no que almeja, do que adiantará todo o esforço se quando ele conquistar o que tentava adquirir, não terá qualquer ideia de como usufruir?

- Você sabe que eu to certo, cabelo de merda. Vê se descobre logo o que você quer e dá um jeito nessa cara de cu, porra – Katsuki grunhe as palavras enquanto ergue seu corpo diversas vezes junto com as pernas, fazendo o tradicional abdominal canivete. Seu foco perdura no exercício por longas e rápidas repetições, até que ele volta a se deitar no chão de lado para trabalhar os oblíquos.

- Nem vem me dar sermão, não fui eu que aluguei uma boate inteira por uma dança sensual – O ruivo solta o comentário acidamente e Bakugou nem se abala, sorrindo diabolicamente enquanto vira para o lado oposto, olhando diretamente para o ruivo com sua expressão fechada pelo assunto anterior.

- Eu só não aposto com você que ainda vou ter aquele cara na minha cama, porque eu com certeza não preciso de merreca nenhuma que você tenha a oferecer – O loiro impõe com um sorriso ainda mais largo no rosto e Eijirou gargalha alto, soltando a barra com os pesos no chão para evitar alguma lesão por conta da falta de concentração.

Bakugou fica um tanto confuso com a reação exagerada e percebe que talvez sua missão de conquistar aquele corpo esbelto seja mais complicada do que havia calculado. O ruivo ri até que lágrimas escorrem dos seus olhos e quando ele finalmente se acalma, despeja as palavras que ficam ressonando na mente de Katsuki pelo resto dos dias até quinta-feira.

- Se você não quer tudo bem, mas essa eu com certeza pago pra ver, meu caro!


Notas Finais


Ai ai, esse Kiri viu... Pretendo introduzir mais casais na fic e com certeza KiriTetsu será um deles hehehe

Gente, eu espero que não me odeiem por estar indo tão lentamente, eu gosto de desenvolver tudo bonitinho então as coisas demorar para acontecer, mas eu juro que vai valer a pena!

Essa é minha primeira BakuDeku e eu fico chocada que vocês estão gostando tanto, ainda mais porque eu era tão hater desse shipp que nunca cheguei a ler nada deles praticamente kkkk

Enfim, muito obrigada pelo apoio de vocês, prometo que vou procurar adiantar mais capítulos para não demorar demais na atualização.

Até mais <3


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