História The End 2. - Capítulo 1


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Palavras 3.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Canibalismo, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


KOÉEEE GENTE!
Estou de volta finalmente com a segunda temporada dessa história! Confesso que demorei um pouco mais que o previsto, mas eu consegui terminar o primeiro capítulo.
Não vou mentir, eu adorei escrever certas cenas :v [Vocês verão logo abaixo]
Ah e só avisando, eu mudei um pouco do estilo da escrita, estou estudando bastante sobre esse negócio de escrever histórias e tal, mas devo admitir que minha memória de Dory não me deixa gravar muita coisa... Isso é bem triste... Mas fazer o que né? A vida segue.
Bom, não vou prender vocês aqui nas notas por muito tempo, aproveitem a história :3

Capítulo 1 - O Traídor (Finalmente?)


/Karina On

 

Não sei há quanto tempo estou aqui, o quarto não tem nenhum tipo de abertura para ver o céu, não tenho nem ideia se está de dia ou de noite.

O pessoal do Dylan tem vindo até o quarto para me dar comida… E falando no Diabo.

—Karinazinha! Eu vim te visitar~ —Dylan destrancou e abriu a porta do quarto.

—Não me chame assim.

—Ora, eu só vim fazer companhia para você, não seja uma cachorrinha mal agradecida.

Ele bagunçou os meus cabelos.

—Sabe, eu acho que você têm ficado muito solitária aqui, está com saudades dos seus “amigos”?

Ele disse se sentando ao meu lado, quase que colado em mim, acabei me afastando um pouco.

—Que tipo de pergunta é essa? É óbvio que eu sinto falta do meu grupo!

—Se eu fosse você, não sentiria tanta falta deles. Mas, eu tenho algo para te mostrar, mais especificamente alguém, então venha comigo.

Ele se levantou e estendeu a mão para mim, que apenas ignorei e me levantei sozinha.

Não sei sobre o que ele está falando, será que eu não sou a única que ele capturou? Isso está meio estranho…

—Só estou te avisando, tente alguma coisa, e você morre.

Ele me mostrou a arma que estava na cintura, de qualquer maneira, eu não tenho muita escolha, não estou tão forte como antes, já que não comi o suficiente, e eles também não me deixam dormir, é realmente uma tortura.

Enquanto estávamos caminhando pelos corredores, observei ao redor, aqui é bem diferente do que eu imaginava, não é tão ruim, eu diria que é bem melhor do que todos os lugares que meu grupo já ficou… Dylan parece ser um bom líder.

—Sabe, se eu estivesse no seu lugar, não ligaria tanto assim para o pessoal do seu grupo, eles não se importam com você. —Ele abriu uma porta, que nos levou a outro corredor.

—Claro que se importam comigo, você não sabe de nada.

—Então me diga Karina, por que nenhum deles veio atrás de você?

Essa pergunta me deixou completamente sem resposta, isso não tinha passado pela minha cabeça. Não sei mais o que pensar.

—É aqui, chegamos.

Ele parou em frente a uma porta, e depois de bater na porta ele a abriu.

Assim que entramos, vi um rosto que eu conhecia muito bem…

—Mike?!—Eu gritei surpresa.

Ele estava sentado em frente a uma mesa, com alguns papéis nas mãos

—Calma garota, eu sei que cachorras latem, mas não precisa ser tão alto.

Dylan disse se aproximando do Mike.

—Sentiu falta dele Karina?

Estou tão emocionada, pelo menos um deles tenho certeza de que está vivo, ele me lança um olhar indiferente, e me aproximei rapidamente dele.

—Você também foi capturado? Que tipo de coisas esse cara faz com você?

Eu peguei as mãos dele, fiquei tão feliz em ver ele.

—Oh, é você.

E ele simplesmente revirou os olhos, que reação foi essa?

—Não seja tão ingênua Karina. Ele sempre foi do meu grupo.

Dylan disse, ele está rindo da minha cara. Como assim Mike sempre foi do grupo dele?

—Sinto muito Karina, mas nem todos são como você pensa.

Mike disse com um sorriso suave no rosto, e acariciando meu rosto.

—Não acredito… —Eu disse tirando a mão dele do meu rosto e me afastando.

—Pois acredite, ele estava apenas de olho em vocês, como você acha que eu sempre soube onde vocês estavam?

Dylan tirou vários papéis do bolso, entre eles estava o mapa que eu havia perdido no museu.

—Ah, e ele também é um dos líderes daqui, achei que seria legal ter ele de volta.

De repente tudo que eu sentia desabou, Mike sempre esteve traindo a gente? Me pergunto como ele conseguiu conquistar a confiança do Akira, ele estaria surtando agora.

—Não faça essa cara, logo você vai ser uma de nós também. —Mike disse com um sorriso no rosto e voltou a se sentar.

—Disso eu duvido.

Falei em tom desafiador, só um bom motivo me faria mudar de ideia, e depois de tudo que a Marry me disse sobre esse lugar, não há bons motivos para ficar.

—Bom, vamos deixar o Mike trabalhar, venha comigo Karinazinha, eu vou te apresentar o lugar~

Dylan me pegou pelo pulso e me puxou para fora da sala, fechando a porta logo em seguida.

—Você parece estar com dúvidas, se tiver alguma pergunta pode fazer, eu não mordo, a menos que me provoque.

Ele disse colocando o dedo indicador na minha testa e empurrando levemente minha cabeça.

—Eu não estou com dúvidas, essa é a minha cara.

—Iih coitada, teve genética ruim, mas não fica triste não, nem todos têm a sorte de nascerem bonitos.

Ele riu e começou a andar, fazendo sinal para que eu o seguisse.

—Imagino que esteja se referindo a você mesmo. —Eu cruzei os braços.

—Sinto lhe informar, mas a minha cara não é espelho para refletir a sua.

Ele parou em frente a uma porta dupla e a abriu.

—JOOOOSH!!

O único homem que estava na sala, jogou alguns papéis para o alto, assim que o Dylan gritou o nome dele. Pfff ahahah acho que ele se assustou.

—Desgraçado! Agora eu vou ter que arrumar tudo de novo!

Josh diz batendo a mão na testa, e se abaixando para pegar os papéis que caíram no chão.

—Pois não demore, seu trabalho é muito importante. Ah! E por falar nisso, acho que vocês não tiveram a chance de se encontrarem, Karina, esse é Josh, Josh, essa é uma das cachorras do Akira.

Francamente, ele não cansa de me chamar assim?

—Ah sim, já sei quem é.

Ele coloca os papéis em cima da mesa.

—Bom, eu disse que lhe apresentaria o lugar né, aqui é onde guardamos todo e qualquer tipo de alimento, e Josh é o que gerencia aqui.

—Entendi. —Falei observando o lugar, é bem grande, e bem organizado, parece que eles fazem um bom trabalho aqui.

Dylan me levou para conhecer o resto do pessoal; Bruce, Spike, Hary…

Além de me mostrar todas as outras salas e me explicar a função de cada uma, foi realmente exaustivo ficar andando para lá e pra cá.

Se mais outras pessoas do meu grupo estiverem vivos, imagino o que eles devem estar agora…

Lucas, Mine, Lucy… Akira e Marry, até mesmo Rose e Lia, espero que todos estejam bem, espero que não pensem que eu esteja morta e desistem de me procurar.



 

/Marry On

 

[4 semanas após a chegada na comunidade]

 

Aah, que dor de cabeça, o que eu fiz para ficar assim?

Acordei em meu quarto, com a luz do sol passando pela janela.

Meu corpo está pesado, e estou com tanto calor, mas o que é que está acontecendo?

Cobri os olhos para minha visão se acostumar com a claridade, até que tudo parou de ficar embaçado e eu pude enxergar normalmente.

Mas isso é tão estranho, estamos em época de frio, por que está tão calor assim?

Levantei a minha coberta para ver o que se passava, mas assim que vi a minha situação me cobri rapidamente.

Oh céus, por que estou só com as roupas íntimas? Onde estão as minhas roupas?!
Assim que olhei para o lado fiquei completamente surpresa, eu não estava sozinha na cama, e o que estava deixando meu corpo pesado, era o braço do Akira, que estava abraçando a minha cintura.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Gritei me afastando ao máximo que eu pude dele, devo tê-lo assustado, já que se levantou rapidamente.

—Uh o que?!

Assim que ele viu meu rosto, ele recuou para trás completamente surpreso.

Nos encaramos por um momento até nós dois termos o choque de realidade.

—AAAAAAAAAAAH!

Nós dois gritamos ao mesmo tempo, e então acabamos caindo da cama, ambos caímos de costas no chão, rapidamente puxei o lençol da cama e usei para me cobrir.

—Q-Que merda aconteceu?

Ele disse se levantando.

—E por que diabos você está na minha cama?

—Essa pergunta deveria ser minha!

Eu disse me levantando e olhando ao redor, à procura das minhas roupas.

—Mas o que houve com você?

Ele se virou de costas para mim.

—Como é que eu vou saber? Não me lembro de nada!

Pego minha calça jeans que estava no chão, e também pego meu moletom.

—Meu deus do céu, eu moro com uma pervertida.

Ele segura a cabeça com as duas mãos.

—Hahaha! Muito engraçado!

Joguei a almofada que estava em cima da cama nele. Depois de me vestir, joguei o lençol em cima da cama.

—Já pode se virar.

Ele se virou novamente para mim, o rosto dele está vermelho, suponho que o meu não esteja tão diferente assim.

Ele observou em volta, até seu olhar se encontrar com sua cama.

—Oh, a minha cama está arrumada…

Ele apontou para a cama dele.

—Claro Sherlock! Você ficou na minha!

—Isso é estranho, eu também não me lembro de nada…

Ele segurou o queixo entre o indicador e o polegar. Até fazer uma cara de fraco horror e olhar diretamente para mim mais uma vez.

—Espera aí, você não acha que a gente…

Ele disse em tom de dúvida, já entendi o que ele quis dizer, mas eu duvido que algo tenha realmente acontecido, já que brigamos bastante nessas últimas semanas.

—Não! Impossível! Isso nunca vai acontecer entre a gente! Nem ferrando, sai pra lá!

Eu neguei várias vezes, isso não pode ser verdade, não pode estar acontecendo.

Já sei, deve ter sido apenas porque estava frio ontem a noite, sim, só pode ser isso…

AAAAAAH ISSO NÃO FAZ SENTIDO!

Estou quase me descabelando tentando lembrar o que aconteceu. E sem sucesso.

—Acha que deveríamos perguntar para alguém sobre o que aconteceu ontem a noite?

Eu disse pegando a almofada que estava no chão e a colocando em cima da minha cama.

—Eu não sei… Não quero que eles desconfiem de algo.

Akira começou a andar em direção a porta enquanto eu arrumava a cama.

—É só a gente não citar nada suspeito, certo?

—Você pode estar certa.

Ele abriu a porta e saiu do quarto, fiz o mesmo logo em seguida, talvez eu devesse perguntar sobre a noite passada para o Lucas, ele me dá mais confiança que os outros.

Hoje era o dia do Akira fazer turnos com o Charlie na muralha, então acho que vou ter que ir perguntar sozinha.

Saí de casa e comecei a andar pelas ruas, cumprimentando de volta todos que me cumprimentavam, até eu chegar na casa em que Lucas, Mine e Lucy estão.

Pouco antes de eu abrir a porta, percebi que não era o melhor momento para isso.

—Ah, dá um tempo Mine!

Atrás da porta, pude escutar Lucas e Mine, que pareciam estar no meio de uma discussão.

—Eu que deveria estar pedindo tempo! E por que você está voltando no assunto de ontem? Achei que estivesse encerrado! —Ela parece estar com raiva, e estão falando sobre algo que aconteceu ontem...

—Posso ajudar?

A Lucy surgiu atrás de mim, me dando um leve susto; Há quanto tempo ela está aí? Será que ela me viu escutando a conversa?

—Ah, bem… Eu estava querendo falar com o Lucas, mas parece que agora não é um bom momento.

Tentei disfarçar o máximo que eu pude, mas parece que falhei, já que ela arqueou uma das sobrancelhas.

—Se quiser pode falar comigo.

Ela colocou a cesta que segurava em um banco que tinha na varanda da casa.

—Oh, o que tem na cesta?

Estou tentando mudar de assunto, ultimamente a Lucy tem ficado com um grupo de mulheres, e com certeza, elas fofocam sobre tudo que ouvem.

—Eu estava na dispensa, quero fazer biscoitos, mas não pense que não percebi a sua tentativa de mudar de assunto, se não quer falar apenas diga não.

Ela pegou a cesta novamente, e antes de entrar na casa ela bateu na porta, talvez tenha sido para avisar que ela estaria entrando.

Acho melhor eu voltar outra hora, embora eu quisesse saber sobre ontem a noite o mais rápido possível.

Assim que coloquei um dos meus pés na escada, a porta da casa se abriu novamente.

—Lucy disse que queria conversar comigo.

Era o Lucas, depois de ter fechado a porta ele se aproximou de mim e se sentou em um dos degraus da escada, dando leves batidas no chão para eu me sentar ao lado dele.

—Se quiser eu posso voltar mais tarde.

Me sentei do lado dele.

—Não precisa, prefiro que seja agora. —Ele disse, me encarando.

—Entendi.

Por favor Marry, não toca no assunto da briga, por mais que esteja curiosa, é melhor não.

Dei um suspiro e direcionei meus olhos para a rua.

—É sobre ontem, eu não consigo me lembrar de nada que aconteceu, talvez você possa me dizer alguma coisa?

—Ah, claro que você não se lembra, você e o Akira ficaram completamente bêbados.

—Como assim? —Eu perguntei surpresa.

—Se a gente soubesse que a tolerância a álcool de vocês dois fossem tão baixa, não teríamos chamado vocês para a festa. —Ele respondeu.

—Festa? Teve uma festa?

—Foi para comemorar o aumento dos muros daqui, muita gente trabalhou nele durante semanas, e agora temos muito mais espaço do que antes, foi por isso que fizemos a comemoração.

Eu havia me esquecido completamente dessa “festa”, como pude ser tão burra? Eu trabalhei junto com as pessoas que estavam aumentando a muralha.

—Você fica engraçada quando bebe.

Ele disse segurando o riso.

—Ah meu deus, o que foi que eu fiz?

—Você ficou doida, completamente doida, foi hilário.

Ele disse dessa vez dando risada em meio às palavras.

—Puta merda, me conta o que aconteceu nessa festa, pelo amor de deus.

Eu dei um leve tapa na minha testa. Socorro, estou morrendo de vergonha.

—Por onde devo começar?...

Quando ele estava prestes a me contar, a Mine abriu a porta.

—Lucas, podemos conversar?

Ela está com uma expressão meio triste, acho que eu realmente apareci em má hora.

—Estou um pouco ocupado…

Ele nem olhou para ela, a briga deve ter sido tensa.

—Eu posso voltar mais tarde, vocês parecem precisar conversar. —Eu disse me levantando. —Até mais tarde.

—Tem certeza Marry? —Perguntou Lucas.

—Sim, sem pressa, eu volto mais tarde.

Me despedi deles, talvez com o tempo eu consiga me lembrar de algo. Será que o Ryan sabe de alguma coisa? Acho que deveria ir ver como ele está, e também quero fazer uma visitinha ao King.

Caminhei em direção a casa do Ryan, mas foi meio em vão, por que ele não estava lá.

—Ele saiu em exploração. —Disse a Amy segurando uma pequena caixa com várias cores de tinta dentro, Ryan nos disse que ela gostava de pintar.

—Sério? Há quanto tempo?

—Uns três dias, geralmente quando ele sai para explorar fica uma semana fora.

—Ah sim, eu sei disso. —Eu tinha me esquecido completamente que ele tinha saído, olhei em volta há procura do King, mas parece que ele não está na casinha dele.

—Ah, mais uma coisa, você viu o King por aí? —Perguntei para a Amy.

—O cachorro? Não, não vi, ele deve estar passeando por aí.

—Poxa, está todo mundo fugindo de mim hoje, maldade isso. —De repente senti uma tontura, e para não cair me segurei na viga de madeira que segura o telhado da varanda.

—Você está bem?

Ela veio até mim e segurou o meu braço para que eu me apoiasse.

—Estou, eu só… Vi tudo girar por um segundo. —Eu disse dando um pequeno sorriso no final da frase, para não preocupar tanto ela.

—Quer ir para a enfermaria?

—Não precisa, deve ser por causa da minha dor de cabeça, se eu descansar eu vou ficar bem. —Consegui recuperar o equilíbrio de novo, essa tontura me assustou um pouco.

—Tem certeza?

—Tenho sim, não se preocupe.

Parece que eu vou ter que esperar mais para saber o que houve na festa, e eu sei que é pouco errado, mas também estou curiosa sobre a briga do Lucas e da Mine, o que será que aconteceu? Aaaah quanto mais eu me pergunto mais fico curiosa.

Amy disse que iria voltar para casa dela, e que qualquer coisa era só eu ir chamá-la.

Não tive muito o que fazer durante o dia, me senti uma completa inútil, ofereci ajuda para bastante gente, mas poucas delas aceitaram.

Chegando a noite estamos eu e o Akira em nossa casa.

—A comida que temos aqui está acabando…

Eu disse inspecionando os armários da cozinha.

—Ok, amanhã eu busco mais.

Ele nem está olhando para mim, ele está escrevendo algo em um bloco de notas.

—O que está escrevendo?

Me sentei ao lado dele.

—Relatório.

Curto e grosso, como sempre, e eu que achei que estava começando a me acostumar a lidar com o temperamento dele, mas ele realmente me irrita.

Apoiei minha cabeça em minha mão e fiquei apenas observando ele escrevendo.

Instintivamente, aproximei minha mão direita para algumas mechas de cabelo que ficam atrás da cabeça dele.

—O que foi? —Ele parou de escrever e direcionou seu olhar para mim.

—Seu cabelo está ficando longo de novo…

Eu disse movendo pequenas mechas da franja dele para trás.

—É normal cabelo crescer.

—Quer que eu corte seu cabelo? —Eu disse me endireitando na cadeira.

—Você cortando meu cabelo? Essa é boa.

—Não seria a primeira vez em que eu corto seu cabelo, eu já fiz isso há alguns meses atrás, lembra?

E como da primeira vez, ele está se fazendo de teimoso.

—Ok, ok. Mas, hoje não. Deixa para amanhã, agora estou cansado e eu quero ir dormir.

—Ah, certo, me fala quando estiver livre amanhã, que eu venho cortar.

—Falando em cortar o cabelo, você deveria também cortar um pouco da sua franja, ela está quase cobrindo seus olhos, isso pode atrapalhar. —Ele fechou o bloco de notas.

—Oh, você acha? Eu estava pensando em deixar ela crescer.

Eu segurei algumas pontas da minha franja, tentando ver o comprimento dela.

—Com sua testa de amolar facão não é uma boa ideia.

Ele riu e se levantou.

—Como é que é? Minha testa não é grande!

Eu me levantei também.

—Tem razão, é enorme. Boa noite.

Ele bagunçou os meus cabelos e se direcionou para as escadas.

Quantos anos ele tem? Ele age feito criança!

Não vou pensar muito nisso agora, acho melhor eu ir dormir também, talvez eu saia um pouco para explorar.

Assim que pisei no primeiro degrau da escada, ouço alguém bater na porta, quem seria a essa hora?

Fui abrir a porta, e quem estava do lado de fora, era a Mine.

—Marry, posso ficar aqui essa noite?

—Uh? Poder até pode, mas só temos duas camas aqui. —Eu convidei ela para entrar.

—Não tem problema, eu posso ficar na sala.

Que estranho, por que ela não quer ficar na casa dela hoje? Será que é por causa da briga?

—Mine, está tudo bem?

—Nem tanto, mas logo eu fico melhor.

Ela disse se sentando no sofá, ela está com uma expressão tão triste…

—Você quer falar sobre isso? —Coloquei minha mão no ombro dela, tentando confortar ela.

—Você não conhece a história, não faria sentido eu te contar isso agora.

—Então conte desde o começo, ou faça um resumo, pode ser demorado ou curto, eu vou estar te ouvindo.

Ela respirou fundo, e me olhou diretamente nos olhos.

—Olha, isso que eu vou te contar, tem que manter segredo, por favor não conte para ninguém, nem mesmo para o Lucas.

Ela disse isso com tanta clareza, não posso decepcioná-la.

—Certo, eu prometo.

—Tudo bem, então… Há algum tempo, bem antes do acampamento na cidade, eu e o Lucas começamos um relacionamento.

Fiquei completamente surpresa ao ouvir isso, como eles conseguiram esconder isso por tanto tempo? E parando para pensar, eles realmente eram muito grudados um com o outro, como é que eu não desconfiei de nada?

—Lembra da festa de ontem?

—Não. —Eu respondi rapidamente e sem pensar, ela apenas arqueou uma sobrancelha e continuou me encarando.

—Bom, você estava nessa festa, acho que não se lembra por causa que bebeu demais, mas, voltando ao assunto. Tivemos uma briga muito feia ontem, foi a maior que tivemos em meses.

Lágrimas começaram a descer pelo rosto dela, estou começando a me sentir mal por ela, eu sei que é normal casais brigarem, mas, por ela estar chorando assim, deve mesmo ter mexido com ela.

—F-foi tudo por causa de um ciúme bobo, eu sou tão idiota!

Ela cobriu o rosto com as mãos, eu não sei como reagir a isso, nunca passei por algo assim, e nunca tentei consolar alguém que passou por isso.

—Mine, vai ficar tudo bem… —Foi a única coisa que eu pensei em falar para tentar acalmá-la, e claramente, ela não gostou muito disso.

—Não vai ficar tudo bem Marry, não tem como ficar tudo bem!

—Como tem tanta certeza disso? É normal ter brigas entre casais, mas logo vai ter perdão.

Ela tirou as mãos do rosto e mais uma vez olhou diretamente nos meus olhos.

—Marry, não tem como ficar tudo bem, porque…

Ela fez uma pausa para secar as lágrimas que desciam pelo seu rosto.

—Ele terminou comigo.

 



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