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História The End Of Our Normal Life - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Capítulo Décimo Quarto


E lá estávamos nós de novo. Indo para o último lugar onde desejaríamos estar. E agora, com menos uma turma. Exatamente, a escola.

   Os últimos acontecimentos não passaram despercebidos pela mídia - obviamente -, então o Twitter já criara mais algumas hashtags em nossa homenagem. "Escola amaldiçoada", "pior que Death Note", "Pumped Up Kicks", e vai dai a pior.

  Os ânimos de ninguém estavam bons. Como eu disse anteriormente, estavam literalmente todos apavorados. Pude ver no rosto de alguns alunos, seu medo, ansiedade, pavor, e todo esse tipo de coisa - não que eu estivesse diferente.

   Nossa sala sempre fora bastante... Agitada, por assim dizer - éramos capetas, simplificando -, mas quando entrei no recinto com Damaris, todos os presentes - uns quinze ou vinte alunos -, estavam em total silêncio, até mesmo Hugo que era um pouco falante, estava com a cabeça escondida entre os braços apoiados na mesa.

- Oi! - eu disse lhe cutucando na cabeça para nos ver.

- Hm. - murmurou.

- O que foi? - questionou Damaris.

- Acho que estou cansado. Não entrei nessa escola para presenciar tantos horrores. Ah! Chega! - exclamou batendo levemente as mãos na mesa, enquanto eu e Damaris acentíamos, afinal, era tudo a mais pura verdade que todos pensavam.

  Nos sentamos e aguardamos a aula, o que não demorou. Nossa professora de história - aquela "couch" que eu disse um tempo atrás -, não demorou para começar mais um de seus discursos animadores, mas essa não era uma situação normal para esses discursos não é? Então todos apenas "ouviram" - ou melhor, divagavam em seus próprios medos enquanto ela falava -, o que ela tinha a dizer.

- [...] Então não abaixem a cabeça! A polícia pegará esse criminoso! - pude ouvir ela dizendo antes do sinal tocar, anunciando o fim do primeiro horário.

  Tiago chegara no segundo horário, não muito diferente do habitual. Ele acenou para Hugo e foi para seu lugar, deitando a cabeça na mesa logo em seguida.

- Ele parece exausto. - falou a baixinha em minha frente.

- Ele tem alguns problemas em casa. - disse Hugo tristemente.

- Sinto muito. - foi o que consegui pronunciar, considerando que estava concentrada no meu celular e em especial uma conversa.

- Ah, é! E aquele garoto? Como estão? - perguntou meio afobado.

- Bem... Ele me fez uma surpresa em uma sorveteria nova, no fim de semana passado, ficamos e agora ele está me chamando para o cinema.

- Eita! Vou virar cupido! Mundo me aguarde! - exclamou a parda, nos fazendo rir.

- Estou amando! Encontro duplo! - afirmou Hugo.

- Ai Deus... - eu disse, rindo de Hugo - Quem sabe um dia?

- Ótimo! E-

  Sua fala foi interrompida pelo novo professor que entrara pela porta a poucos segundos.

- Olá a todos. Meu nome é Alexander, e serei seu novo professor de inglês. Sei dos últimos acontecimentos e espero poder ajudá-los da melhor forma possível. Let's get start? - falou empolgado. Ele parece um bom professor. Sua voz é grossa e aveludada, passando confiança, é alto, tem cabelos raspados e belos olhos claros. Acho que ele será um bom professor aqui. E melhor ainda, fala inglês corretamente! Sim, eu me lembro disso.

- Isso sim é inglês! - exclamei quando o professor passou a escrever um texto no quadro.

- Está de bom tamanho para você, senhora fluente em inglês? - debochou Damaris nos fazendo rir.

  Fizemos exercícios e pudemos conhecer mais o professor. E sem muita demora, o sinal tocou novamente, desta vez, pelo terceiro horário.

  {...}

   No intervalo, ficamos eu, Damaris, Hugo e Tiago, todos juntos, para falarmos do interrogatório e dos detetives. Acabou que, todos disseram que não havia briga nenhuma e os oficiais pareceram acreditar.

- Deixamos uma coisa passar. - disse a baixinha preocupada, olhando para mim esperando que eu completasse sua fala.

- O pessoal todo da nossa sala viu, e seus amigos também Tiago. - eu completei aflitamente.

- Eles não falarão nada. Eu garanto.

- E quanto ao resto? - questionou o moreno de óculos.

- Acho que já teriam nos interrogado novamente se alguns deles tivesse aberto a boca. - respondeu o mais velho.

   Logo, fomos liberados para casa, e saindo do portão, notei que vários pais esperavam seus filhos na entrada da escola. Nada mais justo. Inclusive a minha própria me aguardava no carro, próximo a entrada. Não questionei, e seguimos caminho para casa.

   Chegando lá, fui direto para meu quarto para descansar. Ouço a televisão da sala ser ligada, e como boa curiosa que sou, vou até o recinto, vendo minha mãe bastante assustada. Então olho para onde seu olhar estava fixo. Uma matéria que dizia:

  Detetive Duffer, integrante do caso Escola Carvalho, foi encontrado morto em seu apartamento.

   Merda.



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