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História The End Of The World - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá, galera!

Olha só o que temos aqui, o primeiro capítulo com uma narrativa especial para diversificar essa fanfic, obviamente tentei ser um pouco fiel as características e maneiras de agir da pessoa mas se não foi tão perfeito assim, peço desculpas!

Agora, espero que tenham uma ótima leitura!

Capítulo 8 - Capítulo VIII


Pov's Matt

"08: 30_ Quarta-feira"    (19.05.22)

Todos estávamos naquela cozinha no mais puro silêncio faziam alguns minutos, havíamos parado de comer para focar completamente em qualquer que fosse o assunto do momento, Gabs havia tomado a atenção de todos ali e então começou a murmurar nossa atual situação, toda aquela parada de que a comida estava acabando e que teríamos de dar uma maneira de arrumar isso logo, porque se não todos iríamos nos fuder. 

Dava para sentir o quão tenso aquilo estava se tornando por mais que estivéssemos o mais calmo possível, afinal o assunto não era nem um pouco leve e a situação era barra pesada, tínhamos que sair dali para ir reabastecer nosso estoque de comida que incrivelmente estávamos fazendo milagres para manter, principalmente por conta da quantidade de pessoas, o problema em si, na verdade era os perigos que teriam, pegar comida era o mínimo dos problemas porque com certeza no meio de tudo isso eles não procuraram pegar qualquer quais quer fossem os suprimentos, se não fizéssemos a escolha certa iríamos pagar da pior maneira, ninguém ali queria realmente morrer.

— Estivemos procurando uma maneira de fazer isso ser breve, precisamos sair o mais rápido possível e em um grupo mínimo de 3 pessoas para buscar comida, Mari disse que seria mais fácil se vasculhassemos as casas ao lado pois estaria mais perto e seria fácil de retornar sem muitos empecilhos. — "Jesus Cristo" suspirou um pouco para tomar fôlego, dava para perceber que ele estava mais que perdido em falar disso, Flora trocou olhares com ele e sorriu para lhe dar força, vendo o cabeludo voltar a falar. — Vamos precisar apenas de mais uma pessoa e iremos fazer a divisória, obviamente dois serão responsáveis por prestar atenção na movimentação e o terceiro será o que carregará os alimentos e roupas na bolsa, vamos ter que fazer essa saída valer a pena então teremos que pegar quantas coisas pudermos e voltar antes do pôr do sol, afinal, não sabemos quantas coisas vamos encontrar assim que pulamos aquela cerca usando a escada.

Ele fez uma pausa e encarou Mari, obviamente ela tentaria passar positividade e "boas vibrações" quanto a esse novo evento, ela era realmente a mais qualificada para amaciar uma mensagem ruim já que ela sempre arrumava uma maneira de deixar tudo mais amenas. 

Mari se levantou da cadeira e caminhou até aonde Gabs estava, se escorando na bancada ao lado dele e tocando seu ombro mas logo se endireitando na medida em que cruzou os braços fronte ao busto, tomando uma pose mais séria. — Esperamos que essa saída seja fácil e que faça render nosso esforço, dessa vez eu realmente não posso ser a pessoa mais positiva porque é com a realidade que estamos lidando e incrivelmente uma das piores que já vi, a única coisa que posso falar é pra que mantenhamos a calma por mais que esteja um tanto difícil, afinal, ninguém é de ferro. — Ela voltou a ficar em silêncio, afinal ela aparentava estar pensando sobre como teria de ser esse tal "discurso", lembro que ela havia me dito que não era tão boa com palavras mas eu discordava completamente. — Com relação a esse plano, vamos começar de maneira leve e iniciar apenas com as duas casas ao lado já que não vamos precisar de uma grande locomoção, daremos uma pausa dependendo da quantidade de comida que pegarmos, possivelmente podemos dar uma folga de mais duas semanas se a quantidade de comida for a necessária, a partir dessa primeira ida vamos ter que começar a fazer um rodízio de pessoas, podemos dizer que isso vai ser um início de um aprendizado já que todos vamos ter que nos adaptar a esses novos obstáculos.

Ninguém falou nada já que todos estavam focados ali, absorvendo o tapa da realidade e de que agora em diante mesmo que por um curto período de tempo, teriam que conviver diretamente com o perigo lá fora, sendo que mesmo assim ainda estávamos correndo do que era eminente por mais que estivéssemos dentro daquela cada, aquele lugar não conseguiria suportar um "ataque", bem, creio eu que a maioria dos outros preferiria pensar em algo que os deixasse mais confortável.

Não iria mentir mas aquela situação estava mais quebrada que tudo, com certeza nem todos tinham a coragem de se disponibilizar a sair daquele "conforto" provisório e largar suas idéias de uma coisa "natural", aquilo estava arregaçando o cú de geral já que era um balde de água fria, tínhamos realmente nos acomodado a ficar ali, só que deveriam saber que não duraria para sempre. — Nenhum dos presentes decidiu se pronunciar sobre a conversa e então ambos os dois que estavam ali falando sentiram que era a deixa de continuar o assunto, eles não poderiam se acovardar já que tinham que decidir isso o mais rápido possível, com certeza todos estavam com seus mais profundos pensamentos, pensando se deveriam ir ou não, puta merda, eu realmente desejava participar.

— Teremos que utilizar qualquer coisa ao nosso alcance para nossa proteção, cremos que se a sorte estiver do nosso lado podemos encontrar armar mais especializadas do que apenas ferramentas ou facas afiadas, por mais que em situações assim armas que não são de fogo são mais apropriadas para não atrair atenção de coisas indesejadas. — Mari tentou ser breve com aquele assunto mas uma coisa que rondou minha cabeça fora o momento em que iríamos sair, ela ainda não havia mencionado isso, bati a mão na mesa de leve e chamei a atenção de todos naquele cômodo. 

— Assim, quando pretendem sair, se deseja arregaçar a merda toda tem que ser o mais breve possível, pelo menos já tem um bom plano, além do mais, quem pretende sair tanto, mano? — Havia me encostado um pouco mais na cadeira, relaxando minha postura para mostrar calma, estava pensando profundamente em participar disso mas eu gostaria de saber quem seriam as pessoas que sairiam, por mais que eu já tivesse em mente.

— Bem, pretendemos sair ainda hoje, assim que alguém se disponibilizar a participar dessa ida, por mais que não vá a ser fácil assim que colocarmos o pé lá fora, mas obviamente vamos ter que dar o nosso melhor já que não temos escolhas. — Ele fez uma pausa bem breve e virou a atenção para mim, aparentemente ele estava percebendo meu interesse quanto a essa saída. — Os primeiros a saírem serão eu, Mari e a próxima pessoa que topar, olha eu sei que pode parecer repetitivo mas isso é uma necessidade geral e eu sei que-

— Eu vou. — Todos viraram a vista em minha direção, vi todos a mesa franzindo o cenho com incredulidade, Mari acabou soltando uma risada em resposta aparentemente por saber que eu iria me voluntariar, ela realmente sabia que eu gostava de estar no meio da porra toda e para ela não deve ter sido surpresa, Gabs uniu as mãos e suspirou aparentemente mais aliviado que antes, olhando Flora que continua um sorriso. — Vocês sabem que eu amo essa merda toda, vai ser ótimo. 

— Bem, a partir de agora vamos começar nossas saídas, haverão pausas de acordo com a quantidade de comida que trouxermos para não ter empecilhos assim como fora dito momentos atrás, teremos mudanças de pessoas nesse trio para que todos possam ter um pouco de familiaridade com as coisas mas sempre terão a companhia de quem entende mais do assunto ou um pouco mais, afinal, ninguém aqui treinou para tudo isso. — Então ele murmurou algo com a "boas vibrações" e eles concordaram, virando a vista para mim em momentos antes de sair da cozinha e Mari logo foi atrás dele, parando apenas para tocar meu ombro e sorrir de leve.

— Vamos sair em alguns minutos, coma algo e venha se aprontar no quarto já que eu vou separar algo logo para que você vista além de pegar a bolsa. — Ela virou a vista aos outros e apenas concordou com eles, soltando um suspiro e indo até a porta parando ao lado de Flora. — Enquanto estivermos fora, a cada vai estar na supervisão de Flora, espero que todos tenham cuidado após nossa saída e bem, relaxem um pouco e esfriam a cabeça porque não ajuda muito ficar nervoso.

Ela apenas deu um sorriso para todos ali como uma forma de amenizar o que quer que fosse que eles pensavam e saiu, com certeza fora preparar tudo o que iríamos precisar, Flora apenas veio até a mesa e sentou-se na cadeira livre que antes era ocupada por Mari, se inclinando de leve contra a madeira do móvel. — Como num delírio coletivo todos suspiraram em conjunto, relaxando a postura como se antes eles estivessem puxando algo muito pesado e agora estivessem livres disso, aparentemente eles haviam se segurado momentos atrás, possivelmente estavam com um pouco de apreensão quanto a sair agora.

Bem, Tanaka com certeza não falou nada porque ele ainda estava quase que dormindo no ponto desde que havia chegado ali, Anã de jardim com certeza não iria falar nada já que eu sabia do quão ela estava assustada e com certeza seria a última a se oferecer, Ana era alguém parcial que demoraria muito a dar sua opinião com relação a aquilo, então nesse caso eu não sabia se ela estava ponderando a sua escolha ou apenas ignorando o assunto, Nico assim como eu e possivelmente iria se oferecer para participar disso o que era bem notável naquela questão, já ela com certeza também estava pensando em levantar a mão na mesma hora que a mim, Flora aparentemente só não se ofereceu por conta de Gabs mas se dependesse dela aparentemente iria na próxima. 

— Vocês ficaram calados por que, seus putos? — Fiz uma careta e chamei a atenção de todos ali, estava ficando incomodada com aquele silêncio tosco pela primeira vez porque ficar em silêncio não era bem a opção momentos atrás, trincando os dentes ao falar aquilo na medida em que todos me encaravam. — Se vocês estavam nervosos, não justifica tanto por que vocês não perceberam o quão amargurados eles estavam?

Flora desviou o olhar no mesmo momento em que tentou abrir a boca para falar, aparentemente ela mais sabia de tudo que nós presentes ali. — Essa realmente é uma das questões, eles estão segurando o peso de tudo com eles mesmos desde que isso começou, sabe como eles são, Gabs nunca demonstra o que sente e Mari é da mesma forma ou pior, sempre fingindo que não está sentindo as coisas porque ela nunca quer preocupar ninguém.

— Mas, por que eles estavam escondendo isso? Não era a obrigação deles ficarem "se guardando" nesse problema, afinal todos tem que compartilhar os assuntos porque nesse momento são todos por todos e não eles por todos. — Ana fez um bico e passou a mão nos cabelos, dava realmente para entender o ponto de vista dela mas poderia ser algo mais complicado para os outros dois, acho que eles se sentia mais que na responsabilidade de fazerem isso.

— Você já pensou no fato de que pode ser complicado para eles compartilharem essas coisas? Todos temos nossas barreiras e possivelmente para ambos fora o de compartilhar essas informações. — Nico comentou finalmente quebrando o seu silêncio, ela uniu as mãos e suspirou extremamente cansada. — Olha, todos aqui estamos esgotados psicologicamente e não estamos no nível de falar eles dois porque aparentemente enquanto estávamos tentando controlar nossos surtos ou pensando em algo, os dois estavam escondendo o que sentiam para dar algum apoio à todos aqui, afinal eles decidiram que tentariam arrumar uma maneira de manter todos aqui vivos.

— Eu concordo com ela mas não discordo da Ana, nós todos aqui temos que dar apoio a eles e arrumar uma maneira de fazer com que ambos compartilhem seu planos, somos uma equipe que tem que trabalhar em conjunto para manter nossa sobrevivência, incrivelmente vamos ter que deixar nossos medos de lado porque se não fizermos isso, vamos todos morrer. — Breno tomou a palavra, incrivelmente ele havia falado com uma seriedade não tão comum de se ver nele parecia mesmo um adulto, o puto sempre sabia ser "sábio" nos momentos certos e eu odiava concordar com isso. — Não estou sendo pessimista, afinal estamos na mais pura realidade e não podemos deixar isso mais "fácil" de lidar já que com essa quantidade se perigos lá fora o mínimo de esperança pode encher de mais o nosso ego.

Ele bateu de leve na mesa e colocou um semblante mais sério no rosto, passando a mão livre em sua cabeça que atualmente já tinha alguns cabelos bem maiores que tempos atrás, após isso ninguém mais se pronunciou e voltamos todos a ficar em silêncio ou em uma pausa considerada para colocar os pensamentos no lugar, realmente eles tinham que entender que esse não era mais a merda do mundo que estávamos acostumados a viver e que toda aquela caceta estava apenas esperando um deslize nosso para enfiar o "pau no cú" de todos, se bem que ainda fosse meio difícil de acreditar, mesmo depois de longas duas semanas enfurnados e compartilhando o mesmo teto com eles. 

— Ainda é difícil de acreditar, sabe? Por mais que eu tente me acostumar com essa mudança que aconteceu, meu consciente não me ajuda muito. — Loren finalmente falou por mais que de maneira acanhada, eu já sabia que ela estava com medo de sair porque ela não era uma pessoa que gostava de coisas assim, mas infelizmente aquele mundo de púrpurina que ela tentava manter não ia servir de refúgio nenhum a ela. — Mas, a partir de agora eu vou começar a aceitar e parar de me esconder no meu medo, não quero morrer e nenhum de vocês também, por isso eu vou me desfazer do meu modo de pensar para ajudar a todo mundo, não vou ser egoísta e infelizmente é o que todos estamos sendo aqui.

— Você tem razão, infelizmente... — Ana apenas comentou, não escutei o resto da conversa porque aos poucos eu me levantei assim que vi Mari de longe chamando minha atenção, sai da cozinha e logo passei pela sala seguindo em direção ao quarto, entrando ali naquele cômodo acanei vendo uma roupa sobre a cama, aparentemente essa seria a que eu usaria daqui a alguns momentos, ela pediu apenas que eu começasse a trocasse a roupa enquanto ela ia até Gabs deixar as suas, no outro quarto.

Olhei para as peças de roupas, era uma blusa de manga longa que possuía um colarinho alto e uma calça de moletom, havia também uma jaqueta mas ela tinha mangas que alcançavam apenas a dobra do cotovelo, aparentemente as roupas estavam um pouco apertadas já que o corpo dela não era igual ao meu, aquela criatura era uma magra dos infernos por mais que comesse como um homem. — Não demorei muito a trocar as vestimentas que eu usava, arrumando as mangas e ajeitando a calça que usava para não deixar nada a mostra, coloquei meus tênis novamente e logo a jaqueta para ficar com a roupa completa, não era uma combinação muito legal mas que se foda pelo menos era confortável.

De repente Mari entrou novamente e soltou um risinho quando me viu que eu estava me encarando no espelho, me virei no momento em que notei a presença dela ali e foi quando eu percebi que ela já tinha trocado de vestimenta desde que havia me chamado, a mesma usava uma blusa preta colada e uma outra por cima, a calça dela era preta também e incrivelmente estava usando uma bota de soldado, parecia bem maior que os pés dela, o que era engraçado, mas parando para pensar ela também não estava deixando nem um pedaço do corpo a mostra a não ser suas mãos e rosto, até prendido o cabelo ela tinha, o que a mesma não fazia com frequência. 

Ela se sentou na cama e me mostrou uma mochila vazia, com certeza era uma das bolsas que ela guardava para usar em momentos e bem, pela primeira vez não iria reclamar de sua coleção absurda de mochilas usadas já que agora iria servir.

— Bem, você vai usar isso para colocar a comida, tem três espaços e por isso possivelmente vai ser pesada de carregar se acharmos muita comida, vamos levar bolsas também mas serão menores e aparentemente vamos trazer roupas masculinas, afinal, meu estoque está acabando e tanto Gabs quanto Brenin não vão usar saias e vestidos, creio eu. — Ela apenas se deitou de leve e suspirou, unindo as mãos fronte a barriga e entrelaçando seus dedos, dava para ver que ela estava meio nervosa ainda já que a mesma balançava a perna com rapidez, ela tinha os meus tiques nervosos que eu.

— Quanto as armas? — Murmurei ao me sentar do lado dela na cama, a encarando na medida em que a "boas vibrações" virava a vista para mim.

— Gabs foi pegar as facas que estão na cozinha, pegamos algumas ferramentas também assim como alguns pedaços de madeira que sobraram, não é muito mas no momento é o que temos. — Ela comentou com um tom meio entristecido, aparentemente não era bem uma das coisas que ela gostaria de ter para proteção mas se bem que já era melhor que nada.

— Com certeza isso é melhor que ir de mãos abanando. 










Continua?



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