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História The End of the World. Camren - Capítulo 2


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Notas do Autor


Reescrevendo. Depois de anos.

Capítulo 2 - New start.


22 de Janeiro.
Miami é muito diferente de Arcadia Bay. A cidade costeira onde nasci e passei 18 anos da minha vida poderia ser visitada e catalogada em um único dia, enquanto eu levaria mais alguns anos pra conhecer os arredores do quarteirão da nossa casa em Miami. Os dias são curtos e as noites sufocantes em Arcadia Bay. Vez ou outra aconteceu um show ou evento comunitário em algum canto isolado, mas as coisas acontecem por baixo dos panos por lá. O misticismo quase sinistro que rondava a cidade sempre me sufocou a ponto de pedir, em todos os aniversários, que papai ganhasse uma promoção no hospital só para termos que nos mudar o mais rápido possível. Minha passagem para fora de Arcadia Bay veio de brinde com um dos eventos mais traumáticos para a cidade. E não foi diferente pra mim. 
O voo até o aeroporto foi tranquilo no ar e cheio de turbulências na cabeça. Os momentos vividos até então eram projetados nas nuvens como um slideshow brega. Queria deixar a versão da Lauren de cidade interiorana para trás, e fui arrancada da melancolia pelo toque gentil de minha mãe em meus ombros.
-Vamos lá, querida? Nós já chegamos.
O sol parecia estar mais próximo de Miami do que do resto do mundo. O aeroporto lotado numa terça-feira de Janeiro demonstrava tudo que eu teria na cidade nova, num mosaico de corpos calorosos e agitados atrás de bagagens: agitação e calor. E tudo bem, porque o falatório das famílias voltando de férias ecoando em meus ouvidos era melhor que o silêncio torturante em minha mente. Rachel teria adorado aquele lugar, e eu adoraria estar com ela.
O caminho até a casa nova foi como o esperado. Mamãe mostrando fotos das meninas que eu teria que fotografar num trabalho para a Versalle, e papai me acalmando do banco do motorista, pedindo para ignorar a empolgação da mamãe e que provavelmente era culpa das longas horas de voo. Eu ri e coloquei os fones de volta, intercalando os olhares entre as fotos de mulheres aleatórias exibidas na tela do celular da minha mãe, e as músicas novas recomendadas pelo Spotify. Até que uma freada brusca e o aparelho quase caiu da minha mão. Papai largou o volante na mesma hora e desceu do carro, deixando mil interrogações no ar. Mamãe se inclinou no banco e, depois de uma exclamação silenciosa presa entre os dentes, anunciou, pálida.
-Seu pai atropelou um cachorro.
Mamãe desceu do carro antes que eu pudesse assimilar o acidente e montar uma resposta. Ela jogou o celular ao meu lado e desceu já com as mãos na cabeça, devastada, enquanto um homem e uma mulher corriam até o carro. Pelo visto, o cachorro tinha dono. A mulher ruiva de pele pálida estava em lágrimas enquanto o homem tentava conversar com o meu pai. Mamãe nunca lidou bem com acidentes, principalmente envolvendo animais, por isso pude observar o jeito acanhado com que se aproximou da mulher e tentou acalmá-la. A ruiva tinha olhos verdes afogados em lágrimas. O celular acabou ficando no meu colo, e uma foto ainda estava brilhando na tela. A modelo me chamou atenção, ao mesmo tempo em que o celular vibrou quando peguei para analisar a foto. Num cantinho inferior esquerdo da tela, em letras brancas e minúsculas, um nome. Camila.
-Lauren, querida, é melhor você entrar. Nós vamos ficar aqui até o socorro chegar - minha mãe apareceu na janela, estendendo a palma da mão suada com a chave da casa.
-Ok, só me avisa se precisar de algo. Qual é a casa mesmo?
Mamãe apontou para uma casa azul de dois andares no outro lado da rua. A porta de madeira escura tinha uma fita vermelha colada.


Notas Finais


Yay.


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