História The Escort - Capítulo 6


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Adaptação, Camilacabello, Camren, Carmeng!p, Hot, Intersexualidade, Laureng!p, Laurenjauregui, Laurmila, Lésbico, Livro, Sexo
Visualizações 37
Palavras 1.963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora, eu acabei chegando antes do previsto, mas aqui está, mais um capítulo, e teremos hot em breve, espero que gostem. :)
Boa leitura.

Capítulo 6 - Amor a óleo (Part.1)


  O terceiro dia com Lauren me trouxe de volta ao loft. Na noite anterior, chegamos tarde depois de um longo dia de sessão de fotos, que pareceram um milhão de poses sutilmente diferentes. Nem almoçamos. Aparentemente, quando a inspiração bate, é preciso aproveitar. Na verdade, quando uma mulher tira a parte de cima da roupa, não é tão difícil imaginar que a inspiração vai sair de controle. Todos os homens e mulheres são tarados, de um jeito ou de outro. Esta aqui só estava disfarçada de artista Francesa gostosa.

   Tenho de admitir, porém, que aquilo estava funcionando totalmente comigo. Eu estava morrendo de vontade de colocar as mãos nela. Em qualquer lugar daquele corpo, especialmente no cabelo. Nas ondas negras que caíam perfeitamente sobre os ombros. Aquele físico alto, cintura estreita, me deixou salivando pelo segundo dia consecutivo. Infelizmente, Lauren era uma workaholic. Depois que voltamos para o loft, jantamos pizza e então ela retornou ao estúdio a fim de trabalhar nas fotos daquele dia. Quando fui para a cama – sozinha, mais uma vez.... –, ela ainda não tinha chegado. O fato de ela não ter tentando nada depois daquele beijo me irritou. Eu estava disposta a dar o próximo passo. Precisava arrancar o band-aid, por assim dizer. Parar de pensar em Shawn e no chaveiro de prancha com a chave da porta da frente e do seu coração.

  Hoje, Lauren não estava me esperando na cozinha, como de costume. Depois que desci de bunda as escadas, eu esperava encontrá-la ali, preparando o café, como na manhã anterior. Mas não. Só encontrei um bilhete sobre a mesa, ao lado do bule de café, com uma caligrafia inclinada e perfeita.

   Ma Jolie,

    Me encontra no andar de baixo quando estiver pronta. Temos muito trabalho pela frente.


                                          -L.

   Comi uma banana, tomei café e, com minhas muletas, desci de elevador até o estúdio, que estava muito mais movimentado que no dia anterior. Mais uma vez, havia muitos homens de preto correndo para lá e para cá, tirando fotos – provavelmente aquelas de teste. Fiquei feliz pelo fato de a própria Lauren ter feito os testes comigo. Pelo menos eu tive com quem conversas. Os homens de preto não suportavam o falatório das modelos. Toda hora eu os ouvia dizendo “paradas” ou “silêncio”. Mesmo sendo tudo tão estranho, era interessante ver de perto o trabalho de uma artista mundialmente famosa enquanto ela aperfeiçoava sua arte e orientava os assistentes, aqueles que faziam o trabalho pesado.

  — Até que enfim você chegou. – Um dos homens se aproximou, em um acesso de raiva. Ele agarrou meu braço e tentou me puxar, muito mais rápido do que as muletas me permitiam andar.

  Enquanto eu lutava para me manter em pé, a parte de baixo da muleta se enroscou em um fio estendido no chão de concreto. A muleta virou em um ângulo estranho e me fez inclinar o tornozelo para a frente. por pouco não coloquei todo meu peso sobre o tornozelo machucado. Meu corpo se balançou precisamente, mas consegui me equilibrar. Chega! Completamente irritada, puxei o braço.

— Cuidado aí, cara. Você vai levar uma muleta na bunda se não parar de puxar meu braço. Não sou um cachorro na coleira. – Apontei a muleta na direção do seu rosto e a sacudi. — Fique longe de mim.

Que se passe-t-il? – perguntou uma voz agitada atrás de nós. Lauren se levantou, colocou as mãos no quadril, o olhar retorcido e bravo combinando com suas feições. Parecia uma leoa pronta para atacar sua presa. — O que significa isso? — acabou falando em inglês.

Sr. Jauregui, a modelo não estava sendo rápida o bastante, e a senhora está esperando por ela há uma hora – o assistente respondeu.

  Uma hora? Que se dane! Se ela queria que eu me levantasse cedo, deveria ter programado um despertador ou, quem sabe, encontrar maneiras mais interessantes de me acordar. A culpa não era minha.

Imbécile – ela murmurou, alto o suficiente para nós dois ouvirmos, mas não para a crescente plateia que se formava ao nosso redor. — Você tem problema de visão?

  O homem franziu o nariz.

— Como assim?



— É surdo também?

  Desta vez ele entendeu a afronta.

Olha, Sr. Jauregui, a senhora disse que as modelos deveriam seguir as regras, o que inclui chegar no horário. Ela está atrasada, muito atrasada. Uma hora de atraso. Eu só estava tentando levá-la....

— Já chega. Você – Lauren apontou para o magricela — é um idiota. Não está vendo que ela está machucada e não pode correr de muletas?



Eu só estava tentando...

Assez! Cale a boca, antes que cave um buraco tão fundo de onde nunca mais vai sair — Lauren esbravejou. Ela olhou ao redor do salão e estendeu o braço, abrangendo o espaço. — Agora, para todos que estão ouvindo, e eu sei que vocês estão... – Algumas pessoas tentaram olhar em outra direção, como se isso escondesse o fato de que todos estavam prestando muita atenção. — Essa mulher é a Camila. – Apontou para mim. — Ela é a musa de Amor a óleo. Para sua informação, ela é tão preciosa e inestimável quanto qualquer umas das minhas telas, e deve ser tratada como tal. Agora, voltem ao trabalho. – Bateu palma duas vezes antes de vir para o meu lado. — Você está bem, ma jolie?

Tudo bem. Ele só me irritou. Me puxou com muita força e eu quase caí. Não fez poe querer.

— Um erro que ele não vai cometer de novo – Lauren resmungo. Inclinando-se para a frente e mais uma vez me carregou no colo, como uma princesa. — Dormiu bem?


  Era minha chance.

Teria sido melhor com um corpo quente e agradável deitada comigo. – falei com ousadia. Ela ficou imóvel, seu olhar nos meu, os olhos verde-esmeralda assumindo um tom mais escuro, as pupilas dilatadas.

— É mesmo?

— Eu nunca minto. – O que não era exatamente verdade. Eu mentia sempre que era conveniente ou quando estava em apuros. Mas, ainda que isso me conviesse, não era um desses momentos.

  Lauren sorriu.

— Acho difícil acreditar nisso, ma jolie. – Ela me levou para o lugar onde havíamos trabalhado no dia anterior e me colocou na mesma cadeira.


    Antes que me soltasse, sussurrei em seu ouvido:

— Acredite, francesa. – Então beijei sua bochecha suavemente. Nada além de um lembrete do beijo quente de alguns dias antes.

— Parece que vamos ter que reorganizar os nossos aposentos o mais rápido possível. Não quero que você se sinta abandonada.

— Isso seria uma tragédia. – Abri um grande sorriso.

  Sua resposta foi uma piscadela antes de se virar e pegar uma latinha de tinta e o pequeno pincel.

— Boca pintada de novo?

  Ela veio em minha direção e ergueu o queixo, em um pedido silencioso para que eu olhasse para trás. Eu me virei de lado na cadeira, consciente do meu pé dolorido. Foi quando vi. Não era.... Eu. Eram duas de mim. Uma delas era uma imagem minha pintada em preto e branco. A segunda era uma combinação de foto na metade da tela, e a outra parte em branco. Os lábios vermelhos brilhantes eram o único ponto de cor na foto. A imagem pintada era muito realista, mais ainda que a foto da outra tela. Eu me levantei e fui pulando até a pintura. As pinceladas eram minúsculas e compunham quase uma cópia perfeita da imagem fotográfica. Era possível ver até mesmo a lágrima que escorria pelo meu rosto. A tristeza em meus olhos, a postura e os ombros caídos mostravam uma mulher torturada. Triste, mas ainda assim.... Bela. Um momento capturado no tempo.

— É.... Eu não acredito.... Como pode? – sussurrei e levantei a mão para tocar a pintura. Antes que eu conseguisse, Lauren pegou meu pulso e o puxou para trás suavemente.

— Não toque. Ainda está molhado. Eu trabalhei nesta durante a noite.

  Meus olhos se arregalaram e eu ofeguei.

— Desculpa. Eu não tinha percebido. Que idiotice. Quer dizer, eu deveria saber. Sinto muito. – Fiz uma careta.

Lauren estendeu a mão e acariciou uma mecha do meu cabelo, enrolando-a em um dedo, antes de me tocar na testa, na bochecha e na lateral do queixo. Arrepios eclodiram em meu braco e eu estremeci.

Frio? – ela perguntou, com um meio sorriso. Ela sabia o que estava fazendo comigo. Sabia que seu toque inflamava alguma coisa dentro de mim.

— Não. – Umideci os lábios e olhei descaradamente para os dela, desejando que se inclinasse e os colasse em mim. Em qualquer lugar. Em toda parte.

— Bem, então vamos começar. – Ela passou os dedos pelos meus cabelos, empurrando-os por cima dos ombros. Em seguida, repetiu o movimento do outro lado. Não era o que eu estava esperando, mas era bom, então aceitei. — Fique sentada. Vou pintar os seus lábios.

  Eu gemi, mas voltei para a cadeira, me sentei e revirei os olhos antes que ela se ajoelhasse na minha frente.

— Você não pensa em outra coisa além de trabalho?


 


— Está se referindo ao fato de eu querer te beijar até roubar a sua respiração? Ou à constatação de que, se eu pudesse, rasgaria sua camiseta e chuparia seus mamilos rosados até você implorar para eu fazer amor com você?

— Fazer amor? – Eu ri, apesar de suas palavras me deixarem quente e incomodada; elas eram quentes... e me deixaram incomodada.... De verdade!

— Claro, chérie. As francesas fazem amor. E existem muitas formas de fazer. Com força. Rápido. Devagar. Deliberado. Pretendo utilizar todas elas com você, por muitas, muitas horas. Mas não agora. Agora é hora de trabalhar. Mais tarde nós vamos brincar.

  Assenti, incapaz de falar. Eu queria saber o que significava brincar para ela, embora tivesse uma ideia. Lentamente, Lauren pintou meus lábios com a tinta vermelho-cereja brilhante. Quando terminou, me levantou da cadeira e me carregou até a pintura em preto e branco.

— Aqui a coisa se complica. Quero que você coloque a boca sobre a tela, exatamente onde ela está pintada. Vou orientá-la da melhor forma possível. Você vai pressionar os lábios na pintura, com cuidado, até transferir a tinta.

  Lancei um olhar duro para ela, mas, como no dia anterior, eu não queria falar e estragar a tinta. Agora, mais do que nunca. Ela segurou minha cabeça e eu coloquei as mãos na parede ao redor da tela. Primeiro, fiquei muito perto.

— Cuidado para não encostar na pintura em qualquer outro lugar, senão eu vou ter que refazer tudo. – avisou, me assustando um pouco. Respirei lenta e profusamente, perto demais da tela. Quando cheguei aonde achei que fosse o local certo, ela arrumou minha posição, segurando as laterais da minha cabeça antes de me empurrar lentamente para frente.


    Franzi os lábios, beijei a tela e me afastei. Ela me apoiou para que eu não perdesse o equilíbrio e me levou de volta para a cadeira. A imagem pintada em preto e branco agora tinha lábios vermelhos perfeitos. Quase parecia que ela os tinha pintado, mas dava para perceber que era um beijo. Não estava perfeito, mas ficou bom.

— Exatamente como eu imaginei. Você me surpreende, Camila. – Lauren disse, com admiração, enquanto olhava para sua obra-prima. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, um apoiado no outro, e uma das mãos segurava o queixo. Ela ficou ali, analisando a pintura.

— Já ouviu aquele ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras ”? – Eu ri.

  Sua cabeça se virou em câmera lenta e eu capturei seu olhar.

— Isto aqui tem valor inestimável, e vai durar a vida inteira na casa de alguém. Será passado de geração em geração, um legado que vai durar anos.

 Quando ela colocava as coisas dessa maneira, acho que era realmente fantástico.


Notas Finais


Conto com a ajuda de vocês para favoritar, e comentar, divulgar também, amo vocês, obrigado a todos que estejam lendo e comentando, de coração, obrigado ❤. Até breve -A


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