História The Eve - Capítulo 8


Escrita por: e tuanyien

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Kookv, Romance, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 101
Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tuanyien & byunangel: muito obrigada pela paciência com a demora dos capítulos e por todos os comentários e favoritos que vocês deixam! nós ficamos muito felizes lendo e respondendo!

agora vamos ao que interessa, o capítulo

Capítulo 8 - Dead Leaves


Ver Jungkook desmaiando daquele jeito na minha frente foi horrível. Eu sabia que ele não estava bem até mesmo pelo que havia acontecido no dia anterior, mas não pensava que ele desmaiaria daquele jeito na escola.

Quando a senhora Jeon chegou na enfermaria, eu pedi licença e saí de lá, sabia que não era da família e não poderia ficar, por mais que eu quisesse.

Jimin estava do lado de fora, sentado no chão do corredor e com a mochila sobre as pernas, quando me viu, levantou num pulo e veio até onde eu estava.

— Ei, Taehyung, ele tá bem? — Jimin perguntou franzindo a testa numa expressão preocupada.

— Acho que sim,  — suspirei, passando a mão por meus cabelos — a enfermeira disse que foi por ele não ter comido nada hoje de manhã, aí ele ficou meio fraco.

Jimin ficou pensativo enquanto mordia o lábio  por alguns segundos, depois balançou a cabeça e deu de ombros.

— Caso queira ficar até ter certeza de que ele está bem, eu posso aprontar pela escola sozinho.

— Não... Jungkook e eu não temos nada, ele ia ficar desconfortável comigo por aqui. — Mordi meu lábio inferior. — Acho que vou pra casa, não tô me sentindo legal.

— Quer que eu vá com você? — Jimin perguntou com uma expressão de preocupação.

 — Você não perderia aulas demais? — perguntei meio receoso, por mais que eu não quisesse ficar sozinho naquela hora, eu não poderia queimar ele junto comigo.

— Bom,  eu tenho aula de educação física agora,  então mesmo eu adorando essa matéria, como você sabe,  — Jimin ironizou — não seria um sacrifício tão grande assim.

Eu assenti, ajeitando minha mochila nas costas.

— Vamos.

Pedimos para Yoongi — que estava na enfermaria dizendo que estava com dor de cabeça para matar  aula — despistar enquanto eu e Jimin saiamos cautelosamente pulando o muro que ficava nos fundos da escola e dava direto para um parque.

— E tem quem diga que você é o melhor aluno dessa escola, Tae. — Jimin disse depois de limpar as mãos no bolso da calça, logo após ter pulado o muro.

— E eu sou,  porém ninguém precisa saber o que acontece nos bastidores. — limpei minhas mãos assim como Jimin e olhei em direção a praça,  procurando algum rosto conhecido.

Jimin deu risada e me seguiu até o outro lado da praça, onde ninguém da escola iria nos ver.

— Você quer me dizer por que ficou assim? Tipo, se você não quiser eu entendo, mas geralmente falar com alguém ajuda.

— Assim como? — perguntei,  jogando a mochila no chão e me sentando ao lado dela — Será que alguém irá nos xingar por sentar na grama?

— Ninguém liga, — Jimin sentou sobre a grama do meu lado, deixando sua mochila de canto — você 'tá estranho, Tae, como se alguma coisa estivesse te incomodando, desde ontem você tá assim.

— Eu estou bem,  é apenas preocupação com o Jungkook,  ele sim está estranho. — suspirei,  olhando para as folhas que caiam sem parar dos galhos das árvores.

— Não acho que ele esteja estranho, Tae — Jimin fechou os olhos, deixando sua cabeça apoiada na mochila e os pés sobre meu colo enquanto deitava no chão — eu acho que ele precisa de ajuda.

— Como assim?  Nós ajudamos ele,  levamos até a enfermaria e tal.

— Ah, Taehyung... — Jimin suspirou, abrindo os olhos novamente e fitando meu rosto de confusão — isso é algo que você deveria perguntar a ele.

— Eu já perguntei, mas você sabe que o Jungkook está sempre me ignorando,  principalmente quando se trata sobre ele.

— Você perguntou com jeitinho? — Jimin levantou as sobrancelhas e cruzou os braços.

— Você já me viu não falar com jeitinho quando converso com o Jungkook?

— Existem dois tipos de jeitinho, Tae, um quando você quer conquistar a pessoa e outro quando você percebe que existe algo de errado com ela e está preocupado. É óbvio que o Jungkook pensa que você está usando seu jeitinho pra conquistar ele.

Suspirei, mais confuso do que antes. É claro que eu queria arranjar algum jeito de conquistar Jungkook, eu gosto dele afinal, mas não perguntava sobre ele e se ele estava bem apenas por causa disso.  

— Agora você está pensando demais. — Jimin semicerrou os olhos. — Olha, pelo menos ele está falando com você agora, não tá? E se você está desse jeito porque está preocupado com ele, usa essa nova proximidade para tentar ser amigo dele primeiro antes de fazer alguma coisa que diga “Ei, eu sou bem gay e muito apaixonado por você.”

— Eu nunca te disse que eu sou gay. — Passei a mão pelo meu queixo, pensativo.

— E você não é?

— Sei lá, eu poderia ser bi.

— Não faz diferença, Taehyung, você é um ser humano apaixonado e preocupado e ponto. E claramente tem alguma coisa de errado com o Jungkook, ele pede socorro silenciosamente todos os dias, Taehyung. Até mesmo eu que cheguei não tem nem um ano aqui já percebi.

— Todo mundo na escola trata ele como um lixo.

— É, eu também percebi isso. Seja diferente, Taehyung, aqueles seus amigos do futebol e as meninas que correm atrás de você são tóxicos demais e Jungkook se afasta mais de você por causa disso, sabia?

— Eu sei, mas o que eu posso fazer, Jimin? Eu não entendo o Jungkook, ele é diferente de tudo e de todos que eu já conheci.

— E é por isso que você tem que deixar ele se sentir confortável com você, Tae, pra ele mostrar o verdadeiro Jungkook e você poder conhecê-lo de verdade. Tenho quase certeza que isso tudo é um mecanismo de defesa que ele criou por conta de alguma coisa.

— Como você sabe de tudo isso?

— Minha mãe é psicologa, me conta muitas coisas.

— Você deveria seguir a mesma profissão, é até bom nisso.

— Nah, acho que não. Eu gosto mesmo é de cantar, você vai ver, ainda serei um super-star. — Jimin riu enquanto jogava seus negros cabelos para trás. 

— Você daria um ótimo comediante. — respondi e suspirei,  apesar de achar de certa forma Jimin engraçado, não conseguiu rir. — Tenho medo de perder ele, Min...

— O problema é que você ainda não o tem, então corra atrás do que você quer, pois caso ele desapareça do nada, não te darei o direito de ficar resmungando caso não tenha feito nada para Jungkook ficar.

— Só que eu não sei como fazer isso! Eu tento, tento, tento e não dá em nada.

Jimin pensou um pouco e se levantou, andando de um lado para o outro, até que parou e eu o encarei.

— Você diz que tentou, mas fez isso de diversas formas?

— Como assim? — assumi uma expressão confusa o que fez Jimin rir.

— Seja você mesmo, Taehyung. A sua imagem na escola é do popular babaca, mas que todo mundo gosta, e você claramente não é nada disso, tente mostrar o verdadeiro Kim Taehyung para o Jungkook que ele vai gostar de você.

— Popular babaca? É isso que todo mundo fala de mim?

— Seus amiguinhos do futebol falam isso de você e as paredes tem ouvidos nessa escola, Tae.

— Eles só me acham babaca porque eu não concordo com as idiotices que falam e fazem. Porém não podem me tirar do time, porque além de bom,  sou o capitão.

— É por isso que eles te acham babaca, Taehyung, você fala tudo que pensa na cara deles.

— Eu não tenho culpa se meu brilho ofusca o deles. — disse e Jimin revirou os olhos. 

— Estou começando a me questionar por qual motivo eu sou seu amigo.

— Mas você é. Agora me diga, como eu faço aquela coisa de mostrar o verdadeiro Taehyung?

Jimin respirou fundo e passou a mão nos próprios cabelos, olhando para mim com um certo ar de reprovação. 

— Tae, só seja você mesmo, não se limite perto dele, entendeu? Mostre quem você é sem medo do que ele vai achar, garanto que isso o passará mais confiança. 

— Mas e se eu for um otário e ele começar a fugir de mim mais do que já foge?

— Então isso provará que ele não é a pessoa certa para você.

— Ah, eu vou chorar. — falei colocando a mão na frente do rosto.

— Não comece, por favor,  não aguento nem meu irmão que é uma criança chorando, imagine um marmanjo como você. — Jimin sorriu e afagou meus fios de cabelo — Vamos lá, está na hora de você ser o fogo daquele coração gélido do Jungkook.

— Que clichê, Jimin, vamos vou tomar como um pontapé inicial.

— Primeiro passo é você ir na casa dele, só que dessa vez sem mim. Você já tem o número do Jungkook? — Jimin me olhou e eu dei um sorrisinho sem graça. — Eu não acredito que você não foi capaz nem disso, Tae.

— E como é que eu ia fazer isso, Jimin? O Jungkook fala duas palavras simpáticas comigo e depois me xinga. 

— Você esqueceu que você tem uma vantagem, né? A Eunha.

— Eu estava com medo de você dizer esse nome.

— Mas você tem que admitir, Taehyung, ela é seu melhor meio de se aproximar do Jungkook.

— Sim, mas é o pior também,  e se aquela menina me agarrar ou pensar que eu quero algo com ela?

— É só você jogar a real e falar que está completamente apaixonado pelo irmãozinho dela.

— Aí ela pega e fala pra escola toda que eu sou gay. Eunha é maluca.

— Olha, Tae, pra ser sincero, a única pessoa que ainda acredita que você é hetero naquela escola é a Eunha mesmo. — Franzi minha testa olhando estranho para Jimin. — Você acha que ninguém vê você olhando com essa carinha aí de apaixonado pelo Jungkook?

— Claro que não! Eu sempre verifico se não tem ninguém olhando ou formando opiniões precipitadas. — Disse convicto, o que fez Jimin soltar uma gargalhada.

— Taehyung, sinceramente, todo mundo já percebeu que você não quer só uma amizade com o Jungkook. A Eunha e ele são meio cegos, mas o resto da escola não. Além de tudo, uma hora você terá que se assumir. Por mais que ninguém tenha nada a ver com o que você gosta ou deixa de gostar.

Respirei fundo, sabendo que Jimin estava certo.

— Vou pensar sobre isso.

— Esse é meu Taehyung. — Jimin sorriu e me puxou. — Agora vamos, você tem um amor para conquistar.

— Ir pra onde? Não quero voltar pra escola não.

— Procurar a Eunha, óbvio. E quem disse que precisamos estar na escola para encontrá-la?

Fechei meus olhos fingindo que estava dormindo e Jimin bateu com os dedos na minha testa.

— Para de ser idiota, Taehyung, vamos. — Jimin pegou sua mochila logo após levantar do chão. — Está quase na hora do fim das aulas.

 — Eu ainda não acho boa ideia procurar a Eunha.

— Não custa nada tentar, não é? E eu aposto que ela nunca negaria nada para você. 

— Imagina a decepção dessa garota ao descobrir que quem eu quero é o Jungkook.

— Ninguém manda no coração, ela vai ter que lidar com isso.

Resmunguei querendo ir para qualquer lugar menos atrás de Eunha no portão da escola, mas eu sabia que se eu tentasse fugir de Jimin, no outro dia na escola ele me arrancaria os cabelos; então apenas peguei minha mochila, levantei do chão e segui o Park até o portão da escola. Não demorou muito até que o sinal de fim das aulas soou e os alunos começaram a sair correndo, como se estivessem desesperados.

Procurei Eunha meticulosamente, mas acabei tomando um susto quando uma mão tocou em meu ombro, fazendo-me virar para ver quem era.

 — Oh, hyung, foi mal. Não queria ter te assustado.  — A voz de Jungkook soava calma, até mesmo simpática, muito diferente do tom gélido e mandão que ele sempre me tratava.

— Não tem problema, — dei um breve sorriso, notando que a mãe dele estava do lado — por que me procurou?

— O professor de química passou um trabalho com todos os anos do Ensino Médio e sorteou quem faria com quem, nós dois estamos juntos. — Ele explicou atenciosamente e eu me perguntei para onde tinha ido o Jungkook que só falava em forma de patadas.

— Uou... Isso é muita sorte. — Brinquei e dei um sorriso largo, Jungkook retribuiu o gesto, o que me deixou surpreso.

— Sim, muita sorte. Fiquei com medo de sair com alguém que não conhecia. — Jungkook continuou com o sorriso sereno enquanto falava calmamente, e meu coração disparou de vez.

Ah, mas eu estava apaixonado demais e não tinha nem como negar isso.

— Então... Quando vamos fazer esse trabalho?

— Aqui. — Jungkook disse enquanto escrevia algo em uma folha de papel. — Esse é meu número, me liga mais tarde que resolveremos os detalhes, certo? — Ele me olhou enquanto me entregava o papel, encarando-me confuso ao me ver boquiaberto.

— Uh? Hyung? Aconteceu alguma coisa?

Não. Não, eu só estou me sentindo no paraíso.

— Não, eu só lembrei que tinha que comprar alguma coisa pra minha mãe no mercado. Obrigado pelo número, Kookie. Te ligo sim.

— Tudo bem, então. Não esqueça, tá? O trabalho é pro começo do mês que vem.

— Não vou esquecer, eu prometo! 

Jungkook deu um sorrisinho fofo e se despediu de mim, indo embora com sua mãe. E eu fiquei com cara de bobo parado no lugar, pensando se eu estava sonhando ou não.


Notas Finais


Até o próximo <3


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