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História The Exchange - Imagine Jungkook - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá novamente e mil perdões pela demora. Eu fiz questão de que esse capítulo fosse maior e tivesse um pouco de ação. Então aí está. Boa Leitura ❤😍

Capítulo 6 - 6 Capítulo: Estados Unidos


Fanfic / Fanfiction The Exchange - Imagine Jungkook - Capítulo 6 - 6 Capítulo: Estados Unidos


         456 HORAS PARA O GRANDE DIA


       " Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente "

                                 William Shakespeare





   Estou deitada na enorme banheira do meu quarto de hotel nos Estados Unidos. Meu corpo está coberto pela espuma e estou aqui parada a quase 1hora refletindo sobre tudo.
    A uma semana conhecemos Jung Hoseok, um homem super gentil e carinhoso, ele e o Namjoon ficaram responsáveis por localizaram o paradeiro do pendrive, não acharam a localização exata mas está em algum lugar no noroeste do estado de Wyoming. Patrick e Jimin estão cuidando do plano e das armas, já eu, bom... eu estou ajudando no que posso, as vezes no computador ou nos mapas, mas meu principal foco é em Min Yoongi.
   Nos últimos dias passei a maior parte do tempo pesquisando sobre ele. Família, trabalho, prisões, amigos, bancos, tudo que ele está ligado. Mas o cara é um fantasma, quase não encontro registros e isso me deixa super frustrada. Estou triste, com raiva, ansiosa e agoniada por não saber como Jungkook está, cada minuto parece uma eternidade sem ele e isso é horrível.
    Fecho meus olhos e começo a deslizar pela banheira, prendo a respiração e afundo na água tendo a lembrança da primeira vez que vi Min Yoongi.




    - Atenção aqui é 21 13 para o Esquadrão - Digo no rádio pendurado em meu peito - a equipe Delta está posicionada.
   Olho para trás e vejo os policiais armados e com coletes à prova de balas agachados me olhando esperando as ordens para a ação. Patrick está ao meu lado e se levanta um pouco olhando por cima do muro com o seu binóculos. Dou uma última conferida na minha submetraladora mp5.
      - Atenção 21 13 aqui é o Esquadrão, a equipe Alfa já está posicionada no lado posterior do prédio. Esperando confirmação para o ataque - a voz aparece em meu rádio.
     Essa era mais uma das minhas participações nas missões da polícia, estamos na Carolina do Norte nos Estados Unidos, não tenho um papel exato na missão, eu estou mais pra uma ajudante. Patrick é o Tenente e está comandando a equipe.
      - Atenção equipe Delta - diz Patrick e chama a atenção dos homens - Vamos entrar, quero vocês em suas posições. - Eles acentem e começam a caminhar em direção a grande fábrica abandonada mas em boas condições. Estamos a 3 semanas a procura de um grande criminoso chamado Min Yoongi e depois de grandes investigações finalmente o achamos a partir de um informante de Patrick aqui nos Estados Unidos, pelo mesmo foi confirmado uma reunião com outros grandes líderes de gangues para a venda de armamentos pesados e esse seria o ponto de encontro deles.
      A equipe Alfa entraria pela entrada principal e a Delta entraria pelos fundos para segurar os fugitivos.

    - Arromba - digo para Red que passa na minha frente segurando a marreta e quebrando a tranca abrindo a porta.
     Entramos devagar e vejo um depósito vazio com várias portas pelo corredor, ele era bem iluminado pelas enormes janelas ao longo dele. Faço um sinal com a mão e os policiais entram cuidadosamente apontando suas armas para qualquer movimento inesperado. Ando na frente apontando minha arma enquanto os policiais revistam as salas. Paro no final do corredor esperando confirmação.
      Revistamos todo o lugar e continuamos a caminhada até que os sons de vozes abafadas mais longe começam a ficar mais alto e próximo.
     Patrick levanta sua escopeta e levanta sua outra mão em sinal de espera, ele puxa o rádio em direção a boca e sussurra alguma coisa, ele então espera e depois faz uma contagem regressiva com os dedos. Escutamos uma explosão do outro lado do salão e passos pesados correndo em direção aos traficantes.
      - Parados polícia - O'brien tenente da equipe Alfa grita e saímos do nossos lugares e entramos em ação.
    Os homens parecem assustados e fazem o que a polícia pediu. Yoongi aproveitou a distração e pelo canto dos olhos vejo caminhando de costas devagar até chegar na dobra do corredor, então ele vira e corre.
      - Patrick - grito e ele me olha, então começo a correr em direção ao Yoongi sendo seguida por ele e Red.
        Yoongi corre rápido pelo enorme corredor e entra pra direita em outro, quando viro também vejo ele no topo da escada indo pra o segundo andar.
       Ele some da minha vista quando ainda estou subindo, quando chego no topo levanto a minha arma apontando para qualquer movimento inesperado e a única coisa que eu escuto é o som abafado dos policias longe. Então de repente um ruído soa atrás de mim e não consigo virar a tempo quando sou derrubada bruscamente e minha submetraladora é jogada pra longe.
      Não tenho tempo pra raciocinar quando um soco é desferido em meu rosto, olho pra cima mas ele me dá mais um e sinto o gosto de sangue na minha boca.
     Lhe dou um rasteira por baixo e ele cai pro lado, me viro para levantar mas ele me puxa e segura meu rabo de cavalo e empurra minha cabeça pra baixo fazendo eu bater a cabeça no chão, gruo de dor e tiro minha Glock do coldre na coxa e aponta pra ele e atiro, a bala passa de raspão em seu braço e ele grita.
     Tira sua arma de dentro no blazer e atira em mim no exato momento em que Red avança e se joga em cima dele.
     Sinto o impacto da bala no meu peito e caio no chão, Patrick corre até mim e se ajoelha do meu lado.
     - Você está bem? - ele pergunta desesperado me avaliando.
   - Como alguém que acaba de levar um tiro está bem? - Fala sufocada e com falta de ar , levo minha mão até o colete da polícia e retiro a bala de lá.
      Ele ri e me ajuda a levantar.
      - Parece que você vai ter um belo hematoma na testa pelos próximos dias - ele diz me olhando e retraío o rosto quando ele toca o machucado sangrando - O que você vai dizer pro Jungkook?
    Jungkook acha que estou em uma convenção de tecnologia em Los Angeles, melhor ele continuar achando isso.
    - Eu vou dar um jeito - digo e olho Red levantando Yoongi algemado.
     O homem pálido e de estatura baixo me olha feio e atentamente.

[...]

       A operação terminou, pegamos Min Yoongi no flagra e ele será preso por muito tempo.  Estou sentada na ponta da ambulância sem o colete e minha armas enquanto os paramédicos me examinam. Meu olhar se atenta a entrada da fábrica e vejo os vários outros traficantes sendo levados pelos policias para dentro dos carros.
      Min Yoongi é o último, ele está sendo levado pelo Patrick e enquanto caminha ele ainda mantém sua postura rígida como um líder que não se deixa abalar pela derrota, seus olhos vagueiam pelo lugar até chegar em mim.

   O comboio está preparada pra levar ele pra penitenciaria, então quando passa pela minha frente bem perto de mim ele começa a andar mais devagar. Me lavanto da ambulância e ignoro os protestos da paramedica que me atende e caminho para mais perto dele e cruzo os braços no meu peito.
      Ele avalia meu corpo da cabeça aos pés e sorri maliciosamente. Seus olhos param no meu pequeno crachá de prata pendurado na minha camisa. Ele abre o sorriso mais ainda e olha direto nos meus olhos.
      - Tenho certeza que nos veremos muito em breve senhorita Dawson, é uma promessa - então ainda com a cabeça erguida é levado para a van altamente protegida e segue para o lugar onde vera o sol nascer quadrado pelo resto da vida.
     Quando cheguei em Seul 4 dias depois, minha desculpa para Jeon sobre o meu machucado foi que me meti em uma briga feia na convenção. Ele caiu e passei o resto da noite pensando em Yoongi.
      O único problema foi que ao passar dos anos eu o esqueci completamente e também esqueci da sua promessa que ele me fez e que realmente compriu.




[...]


      - Eu odiei esse lugar - Fala Hoseok enojado quando olha o sofá velho e fedido da garagem na casa de campo de um amigo de Patrick. Era um lugar bem isolado no meio do nada.
      Cruzo o nariz e franzo o cenho quando sinto o mesmo cheiro que faz minhas narinas arderam, como uma bela profissional reconheço o cheiro de maconha e algo estragado.
      - Alguém morreu aqui dentro cara? - Pergunta Patrick tampando o nariz com braço.
     - Eu gosto de tudo natural - responde a voz rouca e bem enrolada de Peter, uns dos amigos de Pat, ele parecia bem chapadão e estava todo desarrumado - Sabe como é! - Fala como se entendemos sua língua rippister - E se quiserem usar esse lugar para sla o que vocês querem, teramque pagar.
      Caminho devagar olhando ao redor. Desde que chegamos, concluímos de que precisaríamos de um lugar para podermos fazer o que quiser, atirar, treinar,lutar e qualquer outra coisa sem nos preocuparmos com quem escuta.
     O terreno onde antigamente era o chalé da família de Patrick e onde nós treinavamos quando adolescentes foi comprado e agora é um mercadinho ridículo e com funcionários super arrogantes.
    Volto meu olhar para Namjoon que nega com a cabeça e tem o nariz franzido, volto para perto deles mas então, minha bota de salto alto fino e cano curto se afunda em alguma coisa e paro de andar imediatamente, com nojo de olhar para baixo, Hoseok faz isso por mim e então de repente empalidece e faz ânsia para vomitar.  Com coragem olho para baixo devagar e vejo uma ratazana enorme, morta e apodrecida, meu salto estava bem no meio do enorme buraco que tinha nele.
      Dou um gritinho e pulo chamando atenção dos caras, e quando me afasto de costas meu corpo colide em outro e mãos deslizam pelos meus braços.
    - Relaxa gatinha é só um ratinho - Peter diz rente ao meu ouvido e me viro bruscamente.
   Namjoon entra na minha frente e empurra Peter pra longe.
     - Qual é o seu problema? - Namjoon diz firme ainda na minha frente como um escudo.
 - Vamos - Patrick segura meu braço delicadamente e sinto uma mão nas minha costas, por cima dos ombros vejo Hoseok logo atrás de mim.
   - Você é um doente - digo com desgosto quando passo por Peter e ele sorri e me manda um beijo.
    Saímos todos da casa e seguimos para o carro de Pat voltando para o hotel e frustrados por ainda não conseguir o nosso cantinho.




[...]




         - Sim... Eu sei - Diz Namjoon ao telefone no quarto de hotel onde ele, Jimin e Hoseok dormiam - Ta bom... tá tá eu sei cara mas... Olha escuta... - Suspira e passa a mão livre pelos cabelos - Eu preciso de mais tempo... Eu sei que o prazo já acabou mais ainda não encontramos o lugar... Ok... Tá bom eu entendi. - Desliga o telefone e fecha os olhos massageando as têmporas.
    Ele se senta no sofá ao lado de Patrick e suspira alto.
    - Quem era? - Pergunta Hoseok sentado na ponta da cama de solteiro.
       - Jyung - Ele diz e Jimin bufa.
   - O que aconteceu? - Pergunta Jimin encostado na cabeceira da cama.
   - Ele disse que o nosso caixote já está arrumado e pronto para ser trazido pra cá, mas não temos endereço fixo para eles deixarem, então ainda está lá no armazém do Aeroporto de Seul esperando autorização para o despache - Ele diz baixo - O prazo que ele me deu foi de 24 horas, mas não retornei as ligações porque ainda não achamos o lugar, e se a gente não conseguir um lugar em 12 horas eles não vão mais nos entregar.
     Bufo, dentro do "caixote" estavam todos os nosso armamentos para usarmos, óbvio que não podíamos trazer no avião mas Namjoon conhecia alguém do armazém de carga que fez esse favor a gente.
        - Estamos na merda - Fala Hoseok
    Um silêncio desconfortável nos atinge e começo a batucar os dedos no braço da poltrona em que estou sentada.
     - Eu conheço um lugar - Patrick se manifesta e olho para ele, vejo seu ombros caídos e hesitantes, seu olhar demonstra tristeza e agonia e de repente... eu sabia exatamente, de que lugar ele estava falando.
    - Pat, não - Digo dando ênfase no não e os coreanos nos olham desentendido.
     - É o único lugar grande suficiente e isolando para isso (S/N) - Sua voz era convincente mas eu sabia que ele estava se machucando por dentro e queria que o os outros não percebecem.
     - É muito longe de Wyoming? - Pergunta Jimin em um tom baixo percebendo o clima pesado pairando entre mim e Patrick.
   - Hum é... - Ele suspira e se levanta - É um pouco longe, mas é o lugar ideal pra a gente. Vocês concordam? - Ele olha os homens que parecem hesitar revisando os olhares entre mim e Pat, então Namjoon é o primeiro a concordar, depois veio Hoseok e Jimin.
     Patrick olha pra mim esperando confirmação junto aos outros, mas em vez de fazer qualquer movimento, lanço um olhar penetrante em um sua direção. Ele espera mais um pouco e por fim desiste.
    - Vou fazer umas ligações - Diz e pega o celular do bolso indo em direção a porta e sai.
    Quando a mesma se fecha solto um suspiro alto e fecho os olhos.
    - Droga - Levanto, boto as mãos na cintura e caminho de um lado para o outro sendo seguida pelos olhares dos homens nas camas.
    - Porque não gostou da ideia (S/N)? - Heseok pergunta
    Olho para eles vendo suas testas franzidas esperando por uma resposta. Olho em direção a porta e penso duas vezes antes de começar a falar. Por fim desabo novamente na poltrona e puxo os joelhos em meu peito e puxo o ar.
   - Patrick vem de uma família super rica - Começo a falar baixo - Ele é o filho caçula de outros 3 irmãos que são uns mimadinhos de merda. O pai dele é um homem arrogante e imbecil que pensava em si próprio e no dinheiro, e a mãe... - Abro um sorriso de canto - Ela era maravilhosa, era meiga, bonita e jovem, Patrick e eu vivíamos nos perguntando como uma mulher como aquela conseguia viver ao lado daquele monstro. Então fomos investigar, foi logo depois que voltei do reformatório - Hoseok me olha surpreso e Jimin e Namjoon continuam em silêncio porque já sabiam dessa parte - Tínhamos 15 anos. Ele me chamou para "dormir" lá - faço aspas com os dedos - e quando todos estavam nas camas, saímos escondidos do quarto, sabíamos que eles estariam acordados, era hábito de Richard pai de Patrick ficar no escritório, fumar seu charuto cubano e encher a cara com whisky na madrugada, ele ficava bêbado e com raiva, e as vezes quando eu o visitava no começo do dia eu via as faxineiras limpando os objetos destruídos. Mas naquela noite foi diferente - Respiro fundo e pero de falar por um instante, fecho os olhos e os abro um pouco depois e continuo a falar - Elizabeth estava lá...


    - Como ele pode crescer e se tornar um grande homem se toda vez que ele faz merda você passa a mão na cabeça dele? - Richard gritava furioso.
   Eram 3 da madrugada e eu e Patrick estávamos sentados no chão atrás da cortina do escritório do pai dele.
      - Como pode o culpar por tudo que da errado na sua vida? - Elizabeth retruca no mesmo tom frustrada - Ele é apenas um garoto, ainda tem muito o que aprender, mas nada disso adianta se você bater nele o tempo todo.
     - Funcionou com os outros 3 e vai funcionar com ele, escute o que eu digo - sua voz era sombria - Aquele garoto não vai ser ninguém na vida. Pelo amor de Deus Elizabeth ele só anda com aquela mesma pobretona da Dawson a 3 anos, e com mais ninguém - Sua voz era irônica - Ele é uma vergonha para os Winchester.
      - Ei - Ela grita - Olha como você fala - sua voz era forte - Ele é o meu filho e tenho orgulho do que ele é e será - Olho para Patrick sentado na minha frente e o vejo dando um sorriso pelas palavras da mãe.
    - Quer saber eu vou dar um jeito naquele garoto - Grita e vai em direção a porta exatamente onde nós estamos.
  - Não!! - Elizabeth grita e corre até ele segurando seu braço.
      Richard vira bruscamente e lhe dá um tapa na cara me fazendo fechar os olhos para não ver o que irá acontecer.
     - Toque ou grite assim comigo de novo e juro por Deus que mato você e aquele menino - Sua voz era baixa e ameaçadora, então ele sai em direção ao seu quarto e deixa Elizabeth ali parada, perplexa e desacreditada, igual a gente.

    - Foi aí que tudo começou, Elizabeth começou a aparecer com kilos de maquiagem na cara e por mais que tentasse esconder os hematomas, todos da mansão percebiam. Mas ninguém tinha coragem suficiente para ajudar. - Lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto - Ela não aguentou, não aguentou ser espancada e violentada, não aguentou ser diminuída pelo próprio marido e não aguentou principalmente que ele falasse aquilo sobre seus filhos. - Foco meu olhar no vácuo, limpo as lágrimas e falo devagar e com a voz falha - Um dia ela simplesmente desistiu, subiu no telhado da mansão de 3 andares e se jogou. Patrick viu ela lá, sangrando e esparramada pelo chão. Uns dias depois ele bateu no pai, o espancou, Patrick devolveu tudo que ele havia feito a Elizabeth, ele bateu nele por si próprio, pelos irmãos, pelos empregados e pela mãe. Depois disso ele veio morar com a minha família, ficou uns meses e depois encontrou um lugar na casa da tia dele. O resto da família se mudou da mansão e desde então ele tá lá, sem ninguém e abandonada. Patrick prometeu que nunca mais iria por os pés naquela casa.
   - Caramba - Namjoon é o primeiro a se pronunciar - Eu... Eu não fazia ideia.
    - Por isso não gosto da ideia de volt... - sou interrompida.
  Patrick entra de repente no quarto, sua expressão está mais suave.
   - Liguei pra um pessoal que está limpando a mansão nesse exato momento, vamos pra lá agora, o jatinho está chegando no aeroporto.
   - Você tem um jatinho particular? - Jimin pergunta surpreso
  - Ah... sim, mas eu só uso para grandes necessidades... Então, temos que arrumar as malas e descer na recepção fazer o check-out - Diz sério e vai em direção a porta mas para e vira como se estivesse esquecido de alguma coisa. Então caminha até Namjoon e estende um pedaço de papel
      - Aqui está o endereço da mansão. - Entrega para Namjoon que já estava de pé e parecia nervoso - Ligue para o cara e peça para deixar o nosso equipamento lá.



[...]




    O jatinho havia acabado de pousar no aeroporto de Los Angeles. Jimin e Hoseok passaram o tempo todo de voo que durou 2 horas, bebendo martines e apreciando o lugar, Namjoon ficou no celular e Patrick ficava cada mais nervoso com o passar dos minutos e eu segurei a sua mão o tempo todo.
       Um carro havia nos buscado no aeroporto e agora comecei a reconhecer as ruas que passávamos e que também significavam que estávamos cada vez mais próximos do local e sinto um embaraço enorme na barriga.
     Mais a frente o carro diminui a velocidade e para na frente do enorme portão de aço altamente protegido com câmeras de segurança, cercas elétricas e alarmes.
     Patrick pega rapidamente na minha mão e a aperta, retribuo o reconfortando começamos a entrar no terreno da mansão Winchester e assim o carro para na frente da grande entrada.
    Descemos do carro e o chofer pega nossas malas. Paro e olho para cima vendo a mansão de 300 anos e a qual tenho muitas lembranças.     Patrick comeca a tremer e quando o olho sinto como se ele estivesse quase vomitando. A porta se abre e me arrepio quando vejo uma pequena mulher saindo de dentro da casa.
       - Maggie - sussurro e abro um sorriso
      - Ah Meu Deus - Ela para de caminhar e tapa a boca surpresa, depois caminha devagar até a gente e para no nosso meio - Ah meu Deus - Repete e abre um sorriso largo, sua mão vai em direção ao rosto de Patrick e acaricia sua bochecha, ele a olhava com um sorriso grande e fecha os olhos ao sentir o seu toque. - Olha só você, tão grande - Ela o analisa de cima a baixo - Tão bonito e forte - Ela diz - Você ganhou muitos músculos para um garoto que era super magricela. - Ele solta um risada nasal fraca e então ela olha para mim - E quem é essa bela... - Para de repente e me analisa - (S/N)? - Sua voz é de completo choque - Como... Como!?. Você parece uma mulher - Ela estava em choque. E dou um sorriso sem graça.






[...]





           384 HORAS PARA O GRANDE DIA


  Se passaram 3 dias desde que nos acomodamos na mansão. Patrick ficava calado na maior parte do tempo, a casa ainda não o trazia boas lembranças.
   Estávamos no campo aberto atrás da mansão, um pouco longe da casa mas ainda assim dentro do terreno.
     Os meninos estavam sentados e olhando os arquivos em cima da mesa velha que jazia no meio do campo para boas horas de chá.
     Engatilho minha arma e aponto para o alvo de papel silhueta, a foto de Min Yoongi estava colada na face do papel.
   - Duvido que você acerte ele (S/N) - Hoseok fala chamando a atenção dos outros, eles se entreolham e começam a rir, era a primeira vez que eu via Patrick sorrindo.
     - Cara, não devia ter falado isso - Diz Jimin.
    - Você nem deve saber que tipo de arma está segurando - Ele diz irônico e olho Patrick que sorri de canto e acenti com a cabeça.
   Me aproximo dele que ainda está com o sorriso largo no rosto como se estivesse certo de que eu não saberia manusear uma arma como aquela, coloco a arma diante de seu rosto e ele a olha atentamente.
       - Está vendo isso caro Hoseok - faço um voz forçada e ele sorri convencido - Isso é um Fuzil Imbel Calibre 7, 62 por 51 mm, ela é uma automática, semiautomatica e repetidora com um aço forjado e frio, essa arma tem um carregador com capacidade para 20 cartuchos que estoram seus miolos em segundos e a bala abre um buraco em você do tamanho de um bola de golfe, você nem percebe que foi atingido, porque no momento em que essa bala atravessa seu corpo você já está morto. - Abro um sorriso encantador enquanto vejo o dele se desmanchando e os garotos gargalhando.
     De repente o Notebook de Namjoon apita e ele se aproxima rapidamente.
     - Isso - grita e bate as mãos comemorando, se levanta e vai indo até o lado de Patrick pegando arrancando um arquivo de suas mãos e o abrindo. - Já sei onde está o Pendrive - Ele diz e automaticamente eu travo a arma e a coloco no chão focando agora em Namjoon. - Escutem essa - Ele diz elétrico e pega o computador e começa a ler - A 7 anos Min Yoongi se envolveu com a filha de um dos maiores traficantes de Seul e que também era seu rival - todos agora prestavam atenção em suas palavras - Quando o pai descobriu ele matou a própria filha e foi açoitado pelo culpa, resolveu acreditar que quem havia começado tudo isso foi Yoongi, então foi atrás de vingança, infiltrou um dos seus na gangue dele até que descobrisse algo interessante para usar contra o inimigo.
     Patrick arranca o computador de suas mãos fazendo Namjoon o olhar atravessado, então o mesmo continua a leitura.
   - Ele descobriu que Min Yoongi tinha um pendrive guardado em um cofre super protegido e que nele continha tudo sobre suas transações, envolvimentos com outros traficantes, provas de homicídios e tráfico, tudo para mandar Yoongi pegar uma perpétua... - O interrompo
    - Mas porque um negócio que foi roubado a tanto tempo Yoongi quer de volta só agora - Pergunto
   - Aí é que tá - Namjoon diz - o cara ficou infiltrado por anos até achar alguma coisa e arquitetar um plano para pegar sozinho, o Pendrive foi roubado a 3 meses e agora Yoongi recebeu ameaças de que o traficante iria entregar para a polícia.
    - Hyung - Fala Jimin - Como conseguiu isso tudo, tipo, tá tudo detalhado, Min Yoongi nunca deixaria expor tudo isso.
    - Eu conheço um cara que trabalha para o Yoongi e quer ajudar.
     - Podemos saber quem é? - Pergunta Patrick mexendo no computador dele, Namjoon lhe dá um tapa e puxa o aparelho.
    - Não, não podem, é muito arriscado tanto para ele quanto para a gente.
   - Como Yoongi ficou depois que sla, sua "namorada" - Hoseok faz aspas com os dedos - morreu, tipo, ele é um super assassino, seria difícil aparecer no funeral dela com todos os inimigos por perto, principalmente o pai dela.
     - Essa é a parte interessante - Fala Namjoon - Nunca acharam o corpo dela.
    - Ok Sherlock Holmes - digo sarcástica e ele me olha feio - Entendemos ,mas agora você está se desviando do assunto, queremos o pendrive, lembra!?
   - Ah sim claro. - Ele pega um arquivo com varias de fotos e começa a procurar uma específica.
   Segura uma na mão e a olha atentamente, então a coloca em cima da mesa na minha frente. Os outros rapazes se levantam e se aproximam para ver de perto.
   - Tá de brincadeira comigo - Diz Jimin sarcástico - Você pegou a foto errada? - Pergunta, e seguro a pequena fotografia na minha frente.
    - Não, é esse o lugar - Ele diz como todo a certeza.
    Todos olham para ele é depois para a foto. Solto uma risada irônica.
    - Então você quer dizer, que o Pendrive que Min Yoongi quer e que pode salvar a vida do meu namorado está em uma... - volto o olhar para a foto e viro para ele - cabana velha e despedaçada no meio de uma floresta?
     - Exatamente - Ele diz sorridente - Não... Quer dizer... Mais ou menos - ele pega o Notebook e digita algo e depois vira para nós - Existe um lugar em baixo da cabana, eu pesquisei e puxei a planta do local e tem uma base subterrânea. Não é muito grande mas ainda sim é bem protegida.
   - Então tá bom - Fala Hoseok e pega o computador fazendo Namjoon mais uma fez ficar revoltado sem demonstrar - Vou estudar as plantas e arquitetar o plano.
      - Ótimo - Falo.
  Levanto pegando minha arma do chão, engatilho e aponto para o alvo, do uma sequência de 3 tiros que abrem um buraco enorme no rosto de Min Yoongi e sorrio satisfeita olhando o estrago e depois vendo a expressão surpresa de Hoseok.


[...]


      Hoseok nos avisou que em pelo menos 4 dias teríamos o plano perfeito, então por enquanto estamos sem nada para fazer.
       Estou sentada em uma cadeira acolchoada na varanda enorme da sala, uma coberta me cobre até o peito e fecho os olhos sentindo a brisa bater em meu rosto, sentindo o cheiro de grama e flores e escutando o som de galhos de árvores chacoalhando acompanhados com breves sons de grilos, eu olhava o céu escuro iluminado pelas fortes estrelas me fazendo acreditar que de uma alguma forma tudo iria dar certo, eu era única acordada, olho o relógio que Patrick me deu e me surpreendo vendo que já eram 4 horas da manhã e eu estava sentada a quase duas horas, mas eu não ligo, eu precisava pensar, ter um momento só meu sem pessoas discutindo ao redor e quando Jungkook entrava na minha mente eu me desligava completamente do resto do mundo.
    Depois que Jungkook desapareceu, sinto  como se um buraco enorme tivesse abrido em meu peito, sinto a dor da perda, a dor do Jungkook, a dor de Patrick, a minha dor de ainda não ter conseguido resolver nada, sinto a dor do fracasso e me sinto inútil.
    Tudo acontecia silenciosamente dentro de mim, minha mente dava voltas e mais voltas. Tudo tinha um lado secreto. Era um mundo de sombras. E as vezes eu achava difícil dizer o que era real. E o pesadelo que eu tanto insistia em não acreditar, ficava cada vez mais assustador.
     Eu me sentia como uma pessoa faminta que era alimentada com um grão de arroz de cada vez.
    Minha pele estava arrepiada, qualquer coisa poderia acontecer, qualquer coisa poderia dar errado e a vida de Jungkook dependia disso.
   " E se o plano não der certo? , e se eu fracassar " - penso - " Jungkook poderá morrer e a culpa toda será minha, nada disso estaria acontecendo se eu não estivesse escondido minha vida antes dele" - esses pensamentos me deixavam nervosa e sinto o frio na minha espinha.
     Me levanto rapidamente e aperto o roupão em volta do meu corpo entrando na mansão novamente e atravessando o enorme corredor escuro vendo as portas onde os rapazes estavam dormindo fechadas. Vou em direção a cozinha e quando chego pego um copo de água para esfriar a cabeça e afastar os pensamentos ruins.
    " Eu não vou pensar nisso " Se eu ficasse muito assustada, não conseguiria pensar claramente. E como um equilibrista andando na corda bamba sem rede de segurança, eu precisava me concentrar em sobrevivência.
    Faço meu retorno em direção ao quarto, e quando passo pela sala de estar, uma fresta de luz chama minha atenção.
   - Ah meu Deus - Sussurro quando entendo onde vai dar.
    Caminho até a enorme porta e a abro devagar e ali estava, o santuário do animal, aquele homem doentio e repugnante. Patrick estava de braços cruzados olhando pela enorme janela da sacada, ele tinha um postura rígida e parecia muito tenso apertando o copo do que parecia ser água na mão.
     - Patrick!? - digo baixo e toco seu ombro e ele se assusta e vira bruscamente, soltando um suspiro de alívio ao me ver.
     - Foi aqui que tudo começou não é - a lágrima escorre em seu rosto e parece brilhar com a luz da lareira acessa.
    - Ah Patrick - digo e o abraço ficando na ponta dos pés e ele se desmancha em meu ombro.
     Agora ele simplesmente parecia novamente aquele garotinho de 15 anos, com medo, indefeso e vulnerável. Patrick tinha uma máscara, uma enorme máscara na qual colocava todo manhã quando acordava e fingia passar o dia feliz com um enorme sorriso falso no rosto, e por mais que ele tentasse esconder de alguém, eu sabia muito bem, que por trás de seu 1,90 de altura e a postura de durão existia um homem sofrendo e aos pedaços, e eu era a vassoura, aquela que os cataria e jogaria fora.
     - Me desculpe (S/N) - ele diz engasgado com o choro.
   - Desculpa pelo o que? - franzo o cenho e levanto a cabeça quando ele faz o gesto e olha nos meus olhos.
     - Por meter você nessa, por entrar na sua vida e estragar tudo, por fazer você brigar com o seu pai e principalmente por fazer Min Yoongi levar o Jungkook - Ele dizia rápido e com um tom sofrido.
   - Olha para mim - chamo sua atenção e começo a sentir meus olhos marejados - Não é, culpa sua, não é e nunca foi, essa é a história Patrick, esse era o nosso caminho, eu te amo muito e estamos juntos para o que der e vier entendeu? - Ele ainda me olhava culpado - Escuta - coloco a mão em seu queixo - Eu nunca te contei - sorrio entre as lágrimas - Foi por sua causa que eu conheci o grande amor da minha vida - Digo e ele me olha desentendido - No dia em que conheci Jungkook... Eu havia ido pegar no departamento de correio sua encomenda, lembra? - Pergunto e ele ainda me olhava desentendido.  - Ele estava lá também tinha que pegar uma encomenda para o pai, eu estava mal-humorada, meu coreano era horrível, eu estava cansada de carregar caixas o dia todo, com fome e frio e só queria ir pra casa e para piorar o meu dia ele furou a fila e eu fiquei puta - solto uma risada e ele também - nos brigamos, e acabamos sendo expulsos do departamento e ainda por cima tinha descobrido que ele era da mesma escola que a minha. Entende agora? - Pergunto e ainda tenho os braços em volta de sua cintura - Você me fez achar minha alma gêmea.                                                                             - Mas a mamãe... - Ele não consegue terminar a fala e desaba novamente.

- Ela está orgulhosa de você, e eu também estou - Digo - Só que nesse momento eu quero muito encontrar o pendrive e pegar Jungkook de volta

 - Então faremos de tudo para pegar ele de volta e vocês serão felizes para sempre - sinto um pouco de incômodo na sua voz ao dizer isso mas ignoro.

 - Mas primeiro, para isso acontecer temos que voltar pras camas - digo e dou um sorriso e ele retribui e seguimos em direção a porta de saída do escritório de Richard Winchester e indo em direção a superação e aventura.



















Notas Finais


Espero que tenham gostado, até a próximo capítulo meus amores ❤


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