História The Eye of the Rake - Capítulo 1


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Categorias Lendas Urbanas
Tags Creppypasta, Rake
Visualizações 5
Palavras 1.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Mais uma história. Espero que possam apreciar. Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo I


Abro meus olhos devagar e sonolentamente. Acho que ouvi um barulho do lado de fora da barraca, entretanto, a esse ponto, vejo-me fraco demais para ir investigar. Fecho de novo meus olhos cansados do dia fatigante que tive hoje, mas ouço o barulho novamente e, novamente abro os olhos. Parecia que alguém estava mexendo nos pratos lá fora. Talvez um pouco de comida não fizesse mal, eu, na verdade, encontrava-me com alguma fome. Sento-me no saco de dormir em que me encontrava e olho ao redor, não posso ver muita coisa. A única fonte de luz ali era a fogueira, que não se encontrava muito forte, iluminando fracamente o ambiente ao meu redor. Mas havia algo lá fora, uma sombra. Estava entre eu e fogueira, era a pessoa que estava procurando comida e eu logo me juntaria a essa busca.

Tiro os cobertores fofos e quentinhos de cima de mim e engatinho lentamente até a porta da barraca abrindo-a devagar enquanto deixo um enorme bocejo escapar. Ao terminar de bocejar e abrir a barraca ao mesmo tempo, esfrego meus olhos preguiçoso. Quando finalmente encaro o que se encontra a minha frente sinto meu corpo se arrepiar por completo e, logo em seguida, congelar no lugar. Em frente à fogueira já desfalecida havia uma criatura, um bicho, mas a também uma pessoa. Completamente nua, a pessoa estava agachada com as costas curvadas formando um arco tenebroso que parecia quebrar sua coluna e deixava a mostra todas as suas costelas arredondadas. Não havia cabelos em sua cabeça e era extremamente magro, desnutrido. Se equilibrava sobre as pontas dos pés com leveza, mas vasculhava as panelas de comida com veemência e parecia comer tudo o que via, derrubando coisas aqui e ali.

Havia uma aura demoníaca ao redor daquela coisa e os barulhos molhados que sua boca, certamente cheias de dentes fazia era perturbador. Meu corpo estava completamente petrificado e eu não conseguia me mexer de tanto medo que sentia. A energia maligna que aquilo me passava me afetava de tal forma que meu medo escorria por meu rosto em forma de lagrimas quentes e gordas. Minha mente estava em colapso e eu não conseguia sair dali. O meu maior medo agora é fazer algum barulho e ser descoberto por aquele bicho. Respirei fundo e tentei afastar todos os pensamentos sabotadores da minha cabeça, que agora já começava a doer. Procuro com os dedos da mão esquerda o zíper da porta da barraca e, ao achá-lo, começo a puxar para cima na tentativa de fechar a barraca, mas o zíper agarra no meio do caminho e, tremendo de medo, tento, com o uso da mão direita, puxar o zíper com mais força, de forma silenciosa entretanto. Quando o zíper finalmente se desprende e corre em seu eixo ele para novamente no meio do caminho, mas dessa vez por minha culpa, eu o parei pois ouvi outro barulho que, entretanto, não vinha da criatura, mas sim de dentro de uma das barracas. Volto um pouco o zíper e, com cuidado coloco a cabeça para fora da barraca, olhando para a barraca ao lado da minha. Alguém estava saindo da barraca e saía tão distraidamente que não havia visto o bicho até encará-lo de frente.

A criatura não deu muita importância ao meu amigo Victor que congelou no lugar logo que notou-a como não sendo um de seus amigos. Ele deu alguns passos para trás assustado e tremendo, mas teve a má sorte de tropeçar em um tronco de arvore que usávamos para nos sentarmos. A sua queda foi sua perdição. A besta olhou-o com olhos assassinos e largou o que tinha em mãos para ameaçá-lo com suas longas garras curvadas. Ele, aterrorizado, tentou arrastar-se para trás e alcançar novamente a barraca na qual dormia sozinho, mas antes que o fizesse, o animal correu e saltou nele, alcançando seu pescoço com as mãos pálidas e apertando-as nele. Victor tentava com todas as suas forças se libertar de seu aperto esmagador, porem parecia que, mesmo com a aparência esguia, aquele ser era extremamente forte.

Eu chorava enquanto via a cena, incapaz de me mover mas finalmente sou liberto de meu estado de congelamento quando Victor me vê e nossos olhos se encontram, implorando por ajuda. Ele estende sua mão em minha direção e, com os lábios arroxeados tenta pronunciar algo que parecia ser o meu nome. No mesmo instante saio da barraca e procuro algo para afugentar aquele monstro e libertar meu amigo quando, finalmente, acho um pedaço de galho de arvore no chão, entretanto quando vou pega-lo ouço Victor chamar o meu nome. Torno meus olhos para ele pensando que talvez o bicho tivesse ido embora, mas, para meu espanto, a criatura continuava encima de seu tronco, prendendo-o quieto, mas agora ela não mais apertava o pescoço de Victor e sim olhava para mim como seus  olhos negros e vazios  e, de alguma forma, eu senti como se ele não apenas me analisasse mas também me desafiasse. Ele abre sua mão em frente ao seu rosto, mostrando-me suas garras, exibindo-as. Sinto o ódio subir através de meu corpo até alcançar meu rosto que tornou-se quente no mesmo instante. Olho novamente para o pedaço de galho no chão e, em uma corrida contra o destino, tento, com todas minhas forças pegar o galho o mais rápido o possível e correr até o monstro para abatê-lo e salvar meu amigo, meu melhor amigo. Entretanto, após pegar o galho e virar-me para correr até Victor vejo aquela monstruosidade que ainda estava na mesma posição de antes rapidamente agir e enfiar suas garras até metade de seus dedos no lado esquerdo do pescoço de Victor, que solta um grito gutural, que atravessa o meu ser como um raio. Corro até eles e acerto o monstro com o galho o mais forte que posso lançando-o para o lado. Queria matá-lo ai mesmo, espancá-lo até a morte, mas Victor chorava jogado no chão e não pude deixá-lo sozinho em um momento como aquele. Jogo-me ao seu lado e coloco a mão sobre os ferimentos tentando, falhamente, fazer com que parassem de sangrar. Victor tenta falar ou ao menos respirar, mas mal o consegue pela quantidade de sangue em sua boca que está o fazendo engasgar. Viro-o de lado para que todo aquele sangue escorresse para fora de sua boca e ele pudesse inspirar, mas o sangue não parava de escorrer e ele de engasgar. A esse ponto já haviam varias pessoas ao nosso redor, que foram acordadas pelo urro que Victor deu ao ser atacado, mas eu não as via e muito menos as ouvia. Nesse momento sou só eu e Victor, nossas lagrimas e sangue, muito sangue.

Depois de alguns segundos com a cabeça de Victor em meu colo ele parece parar de tentar sobreviver, ele parece desistir, ou ao menos aceitar sua sina. Meu melhor amigo olha para mim com o rosto coberto de sangue, estica sua mão direita em minha direção de forma vagarosa e, por um momento tudo parece estar em câmera lenta. Minhas lagrimas escorriam devagar, meus soluços eram cambaleantes e tudo pareceu parar ali naquele instante. Sua mão tremula até meu rosto e toca-o delicadamente. Sinto um choque entre nossas peles e paro de chorar. Ele usa suas ultimas forças como pessoa viva para acariciar meu rosto com ternura e sorrir amável para mim. O sangue que cobria sues dentes brancos não era o suficiente para torná-lo menos bonito do que sempre foi. Sinto sua mão se desprendendo de minha face assim como sua alma se desprendendo de seu corpo, mas em um ato de revolta seguro sua mão no lugar, junto a quentura de minha bochecha, mas ele já não está mais lá.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não sei com que frequência postarei, mas farei o meu melhor. Obrigado por lerem e, se se sentirem confortáveis, comentem suas opiniões.


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