História The Eyes That Saw Everything - Capítulo 6


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Categorias Sally Face
Personagens Ashley "Ash" Campbell, Larry Johnson, Personagens Originais, Sal Fisher (Sally face), Todd Morrison
Tags Drama, Sally Face, Sally X Oc, Shinehalley
Visualizações 43
Palavras 2.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu aqui! Esse capítulo por mais que pareça bem clichê e bostinha abre as portas para uma mova etapa da história, finalmente os mistérios vão começar a ser apresentados e desenvolvidos. Vocês vão ficar de queixo caído quando chegarem no final, dúvido alguém acertar a linha de raciocínio que eu tive pra essa história. Boa leitura! 😘

Ps:Desculpa os erros!

Capítulo 6 - Chapter Six: The Body


Fanfic / Fanfiction The Eyes That Saw Everything - Capítulo 6 - Chapter Six: The Body

Chapter Six: The Body



Sally decidiu esperar Joyce sentado nas arquibancadas - era uma pena que não tivessem aulas juntos nesse ano - e olhando em volta, podia ver as árvores que se estendiam até a cidade deixando a já sombria Nockfell ainda pior. Viu a albina subir até onde ele estava e se sentar ao seu lado, ela parecia cansada e isso o intrigou de certo modo.

-Aconteceu alguma coisa? - Questionou se virando na direção dela.

-Eu sinto que Clear está aqui, na escola… - Suspirou - E sentir esse tipo de coisa me deixa um pouco tonta, só isso.

-Você vai ficar bem? Parece abatida. - Tocou o cabelo dela de leve fazendo -a erguer o rosto em sua direção e sorrir.

-Estou bem Sal, você é um doce. - Se levantou - Acho que quanto mais rápido começarmos a procurar mais rápido vamos poder ir embora.

-Sim… Acho que você está certa. - Estava preocupado com que frequência ela poderia se sentir assim, não gostava de ver uma Joyce abatida ou triste como essa que estava vendo naquele momento.

Os clubes ficavam nas salas do lado do campo de futebol, eles não eram muito conhecidos pelos alunos, mas muitos daqueles que participavam eram "populares" assim como Angel que fazia parte do clube de música que não abriria naquele dia. Seguiram pelo corredor com ela na frente, seus paços falhavam conforme andava e Sal ficava atento para o caso de precisar pegá -la se caísse.

-Alguma idéia de onde deveriamos ir primeiro? - Questionou quando ela parou no próprio armário e pegou o colar dourado - Quando você pegou isso de volta?

-Eu pedi para Larry me devolver esse fim de semana, estava de noite então eu não acho que você estivesse acordado. - Respondeu fechando o armário - O importante é que eu consegui abrir… - Se escorou nas estruturas de metal e deslizou até o chão ficando sentada.

-E o que você viu? - Questionou se sentando ao seu lado.

-Minha mãe… - Abriu a corrente mostrando a foto velha e enrugada de uma garota loira de um lado e outra de uma de cabelos cacheados do outro - Essa… Me pergunto o que ela tinha haver com tudo isso.

-Você nunca falou da sua mãe. - Comentou analizando a garota de cabelo cacheado, as únicas diferenças que conseguia notar entre as duas eram os olhos e o cabelo.

-Meu pai disse que eu não posso falar sobre ela com ninguém, mas eu confio em você… - Olhou para ele - Eu sinto que não posso confiar essa informação a ninguém mais além de você.

-Qual é o problema? - Questionou pegando a corrente - O que você quer que eu saiba?

-Minha mãe era uma… - Joyce se interrompeu mordendo o lábio inferior - Vamos apenas procurar Clear… Não é bom eu falar sobre isso aqui.

-Esta bem… - Sentia que ela não estava pronta para lhe contar seja lá o que fosse tão íntimo e importante sobre sua família e não queria parecer que invadia sua privacidade.

Joyce se levantou e guardou o colar no bolço do casaco, ela parecia ainda mais bonita aos olhos de Sal daquele ângulo, e lhe estendeu a mão com um sorriso - Alguma idéia de onde podemos procurar?

-Na verdade eu nã… - Tocou a sua mão e nesse momento teve mais uma de suas visões estranhas, mas dessa vez não conseguiu entender o que estava lhe sendo dito podendo ouvir apenas um monte de letras desconexas.

Quando voltou à si tocou a sua cabeça com dor e desviou o olhar para ela que também tocava a sua parecendo sentir dor também, será que…

-Isso dói… Então é isso que você vê? - Disse ainda apertando a cabeça entre suas mãos.

-V-você pôde ver? Você ouviu o que foi dito? - Questionou se aproximando dela já recuperado, tocou em sua cabeça cuidadosamente sabendo como doia, se lembrava da primeira vez que isso aconteceu consigo.

-Ouvi… - Suspirou abrindo os olhos - Estou bem, já senti coisa pior acredite.

-E o que você ouviu? - Se afastou meio hesitante dela.

-Que tem alguma coisa na sala de caldeiras, mas foi muito vago. - Respondeu tomando a dianteira - Eu sei onde fica, Alyfer e Angel se escondem lá para matar aula.

-Eu nem sabia que existia uma sala de caldeiras na escola, pra falar a verdade. - Começou a segui -la.

-Não são muitos alunos que sabem da existência dela já que é pouco comentada, mas é bem útil pra se esconder ou se pegar com alguém. Relatos de Alyfer. - Disse indo para o outro lado da escola.

Atravessaram os corredores em uma parte do prédio o qual Sal nunca se deu o trabalho de ir já que era onde ficavam as aulas do último ano, mas Joyce parecia conhecer muito bem o lugar, provavelmente por causa de Angel. Os corredores eram parecidos e com certeza se estivesse sozinho teria se perdido no meio daquelas portas, armários e paredes, estava tão consentrado em tentar memorizar cada canto daquele lado que nem percebeu quando Joyce parou de andar esbarrando nela.

-Desculpa. - Disse se afastando rapidamente, a qualquer instante sentia como se pudesse acabar fazendo algo que invadisse sua privacidade e estragando a boa relação que tinham.

-Tudo bem, eu fiquei exatamente assim na primeira vez que vim pra esse lado também. - Sorriu compreensiva - Essa é a porta, mas cuidado com esse lugar, não toque em nada.

Era uma porta de ferro bem cuidada sem placa sinalizando o que era, mas por algum motivo ela se passava desprevenida quando comparada com o depósito que o zelador tinha daquele lado, aquela porta sim que chamava bastante a atenção… Olhou novamente para a porta notando que a tranca dela era meio antiquada sendo apenas uma haste de madeira impedindo a passagem direta e uma corrente que normalmente colocam nas portas pelo lado de dentro… Fácil demais.

A albina suspirou e destrancou a corrente enquanto Sally puxava a haste de madeira, ambos empurraram a porta com força e ela se abriu para uma escada que dava para uma extensa área iluminada por uma luz amarelada, não era tão assustador quanto o culto debaixo do prédio, mas esse lugar dava arrepios no azulado que tocou na prótese incomodado. Ela desceu na frente sem hesitar fazendo com que ele se sentisse um pouco medroso por não tê -la seguido direto, suspirou e desceu atrás encostando a porta já que chamava bastante atenção uma porta de ferro enorme aberta bem no meio do corredor.

O lugar era quente e pouco iluminado, mas conseguiu notar os cantos estratégicos onde casais poderiam se enfiar para se pegarem e só de se lembrar que estava ali com uma garota já sentiu seu rosto pegar fogo, puxou suas chiquinhas e fechou os olhos tentando se safar desses pensamentos estranho e impróprios para o momento. Olhou novamente para Joyce e notou a olhar fixamente para um ponto no fim de uma galeria de canos e paredes.

-Aquela fita… É dela! - Disse correndo até o objeto fazendo com que Sal fosse atrás - Ela tem que estar aqui...

-Não vamos tocar em nada, quando contarmos sobre esse lugar para os policiais não podemos ter provas contra nós. - Advertiu quando notou que ela iria pegar a fita.

-Você tem razão… O corpo dela deve estar por aqui. - Assentiu seguindo caminho - Eu não tenho um bom presentimento quanto à isso.

-Eu muito menos…

Seguiram caminho pela galeria tomando cuidado por onde pisavam não querendo pisar em nenhuma poça de sangue ou no próprio corpo sem querer, isso seria estranho e nojento. Estavam se mantendo próximos para caso precisassem ajudar um ao outro rapidamente e como estavam indo pelo o que parecia um corredor extenso então não teriam que se separar tão cedo, Sal sentia certo arrepio só de imaginar ver mais um cadáver e dessa vez tão de perto como para tocá -lo, mas talvez não fosse tão traumatizante assim pelo o que viu na casa da senhora Packerton… Só teria uma forma de descobrir.

Quem avistou alguma coisa primeiro foi ela quando viu os fios loiros da garota no fim do corredor, se aproximaram do corpo intacto como se ela simplesmente estivesse dormindo ou alguma coisa do tipo, mas sua pele pálida e seus lábios roxos comprovavam que estava morta. Joyce estranhou a forma como o corpo estava e se abaixou ao lado dela tentando analizar de perto o defunto.

-O que você 'tá fazendo? - Sal perguntou se abaixando ao seu lado.

-A garganta dela… 'tá queimada. - Disse e só então ele notou que ela estava certa - Mas não tem como queimar um corpo de dentro pra fora… Pelo menos desse lado.

-Como assim? - Olhou para ela intrigado.

-A sua alma foi puxada para o outro lado à força… Alguém a ofereceu como oferenda. - Respondeu olhando para ele - Temos que avisar os outros que a achamos.


S.F. x J.M.


Os policiais analizavam a área deixando os estudantes curiosos, mas quando eles subiram com o corpo de Clear coberto por um pano preto tiveram certeza de que o corpo já sem vida havia sido encontrado e isso atiçou ainda mais a curiosidade dos jovens. No final a morte dela foi dada como acidental, ela foi pra lá para se encontrar com alguém e acabou morrendo queimada, o alguém não procurou muito por ela e ao não vê -la simplesmente partiu, essa foi a história que a polícia contou para todos.

-Eu nunca esperaria que fosse ver um corpo assim… Morto dessa forma. - Joyce admitiu olhando para o céu, Sally desviou os olhos para a paisagem também.

-Como você sabia reconhecer quando alguém morre dessa forma então? - Questionou não esperando uma resposta de verdade.

-Minha mãe era… Uma historiadora ocultista, ela pesquisava sobre cultos antigos, feitiços, rituais e conjuramentos. Meu pai, quando descobriu que eu era especial, me contou sobre como minha mãe também era e todas as mulheres que se seguiam antes dela na minha família… Ela não morreu no meu parto, mataram ela quando o que ela sabia se tornou uma ameaça. - Havia pesar em sua voz - Um culto antigo matou ela e tentaram me matar também.

-E… Que culto era esse? - Desviou o olhar para ela, só podia ser coincidência… Ela não podia estar falando dos…

-Os Devoradores de Deus. - Seus olhos se encontraram e um arrepio subiu pelas costas de Sal só por conta do olhar sério dela - Eu voltei para ajudar Alyfer à acabar de uma vez com esse culto e eu sei que vamos conseguir.





Alyfer entro no carro suspirando, ver fotos de cadáveres é uma coisa agora ver um em carne e osso era outra totalmente diferente ainda mais quando é de alguém que você conhecia e costumava cumprimentar no corredor todos os dias, se sentia exausta de toda aquela vida de mistérios. Seu pai deu a partida e ela pôde ver a escola se distanciando conforme avançavam pela estrada com o carro.

-Provavelmente esse caso vai ser arquivado aqui, mas… Você já sabe o que tem que fazer. - Sua mãe, Amélia, lhe disse olhando para a filha pelo retrovisor - Esse caso é um segredo apenas nosso.

-Eu sei… Vou continuar com a investigação caso algo aconteça com vocês e não vou deixar seus superiores descobrirem nada. - Garantiu mantendo seu olhar na janela, se sentia meio mau por não poder contar isso para seus amigos sendo que eles estavam sendo realmente úteis.

-Não coloque nada à perder e não se esqueça de ficar de olho neles… Não confie em ninguém. - Advertiu a mulher seriamente deixando bem claro que aquele momento deveria ser levado à sério.

-Sim… Eles nem suspeitam de minhas intenções. - Desviou o olhar para os adultos - Vocês ainda não coletaram o suficiente?

-Estamos no caminho e como agora aqueles que nos ajudavam estão mortos devemos ser mais cautelosos ainda… Por nós e por você, principalmente por você. - Respondeu seu pai, Leonard, com um leve sorriso - Mas vamos esquecer isso por enquanto, eu comprei muita coisa boa para nos empanturrarmos bastante antes de irmos trabalhar.

-Me parece bom, eu tenho alguns filmes se quizerem. - Sugeriu a adolecênte sorrindo, poderiam ser uma família normal por algumas horas.

-Vai ser ótimo… - Amélia se deixou levar pela empolgação do marido e da filha.




~S.F x J.M.~


Parou de falar, só de se lembrar do acontecimento já o deixava horrorizado novamente e ainda tinha sequelas de todo o problema que se desencadeou depois daquele momento. Se lembrava do choque de realidade que havia recebido com aquela simples fala, se lembrava perfeitamente de como sentiu seu peito apertar ao se dar conta que as coisas que giravam em torno deles não poderiam ser ignoradas para que fossem felizes, elas não ignoravam Sal, e Joyce não conseguia as ignorar.

E quando todo o mistério que rondavam em volta daquela simples garota finalmente foi entendido por ele… Mesmo nesse momento não conseguiu se convencer a esquecê -la por um bem maior, nunca conseguiu esquecê -la e talvez nunca conseguiria.

-Você sabe… Se ela tem alguém? - Que se foda toda sua moral, já sabia que nada poderia salvá -lo naquele ponto fantando poucas horas para o julgamento… Se nunca mais fosse vê -la novamente ao menos precisava saber se estava com alguém que pudesse lhe fazer bem muito mais que ele ou se ainda nutria alguma esperança de perdoa -lo.

-Isso eu não posso responder com certeza, mas… Ela não parecia interessada em relacionamentos pelo o que nos respondeu. - Disse calmamente, o relógio continuava a correr… - Mas no que o colar foi útil no final?

-Ele… Nos ajudou a compreender a conexão do culto com a mãe de Joyce e da nova etapa dos planos deles que incluiram a morte de Clear. - Disse tentando se manter calmo e cético, falar demais poderia gerar um problema muito grande naquele momento e não queria expor tanto ela.

-Então agora que você sabia que sua amiga Joyce tinha alguma coisa haver com o culto o que se seguiu? Digo, com novas informações as coisas não devem ter continuado as mesmas.

-… E não continuaram…






A mulher batucava o volante impaciênte com o tráfego que havia pego logo naquela hora, olhou o relógio vendo que ainda faltavam algumas horas, mas ainda sim estavam longe de seu destino, não conseguia acreditar que estava fazendo aquilo não só pra terminar com aquele caso, mas também por ele.

-Vocês vão ficar me devendo muito depois dessa. - Esbravejou olhando para a mulher sentada ao seu lado.

-Eu vou ficar devendo minha vida à você se conseguirmos mostrar essas novas provas à tempo. - Respondeu calmamente abraçando a pasta contra seu corpo querendo mantê -la segura de tudo e todos, o que tinha ali iria salvá -lo.

-Nós vamos conseguir… Seria muita implicância do destino se não chegassemos à tempo. - A mulher sentada no banco de trás disse se escorando nos bancos das companheiras - Fizemos tudo exatamente como Larry pediu e juntando tudo com a investigação de Alyfer estas provas tornam Sally inocênte ou pelo menos nos dão mais tempo.

-Quando descobri sobre a acusação contra Sally eu não pude ficar parada, sorte que consegui coletar tudo à tempo. - Suspirou mantendo os olhos na estrada parada - Mas Joyce é quem tem mais papel em todo esse plano louco.

-Por mais que estejamos brigados eu não posso abandoná -lo logo agora…

-E falando no seu namorado ele 'tá contando sobre nosso tempo de colegiais agora ao vivo já faz algum tempo… - Comentou lhe estendendo o celular - E ele 'tá falando sobre vocês.

-Deixa ligado Angel, eu quero escutar também…





CONTINUA…


Notas Finais


E aí? Alguém ficou surpreso com o final? Espero ter surpreendido vocês.
Obrigado por todos os comentários, favoritos e todo o amor que vocês estão dando para a história, isso só me motiva mais!
E eu escrevi um Filler (momento da história que aconteceu, mas não faz sentido colocar na narrativa principal ou rever um momento importante da narrativa) dessa história com o Travis e a Joyce, eu gostei muito e recomendo vocês lerem já que tem alguns SPOILERS sobre a história da JOYCE: https://www.spiritfanfiction.com/historia/god-is-a-woman-13873829

Até a próxima, bjs! 😘


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