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História The Family - Capítulo 2


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Notas do Autor


Foi mal pela demora!

Mas aqui temos o capítulo que vai ser o ponta pé para as tretas! hehehe

Boa leitura

Capítulo 2 - Ato I - A Perda...


Fanfic / Fanfiction The Family - Capítulo 2 - Ato I - A Perda...

New York – Times Square: 14/05/1950

Natsu...

Já se fazia um tempo que eu e Zeref saímos de casa. Agora estávamos dentro de um Chevrolet Corvette (1950) a caminho do cais, onde daqui a um tempo chegaria o navio com a carga. Enquanto meu irmão dirigia, fiquei observando calmamente as ruas da cidade..

Homens elegantes e de negócios andando rapidamente de um lado para o outro, rumo ao seu trabalho... Ou talvez indo encontrar sua amante, enquanto sua mulher está em casa cuidando do seu filho. Bem provável.

Claro que tinha mulheres com longos vestidos para esconder suas pernas, enquanto iam comprar algo para fazer no jantar ou levar seus filhos à escola.

Para simplificar... Era mais um dia nessa imensa cidade, onde a Máfia controlava de cabo a rabo todas essas pessoas nas ruas... Marido, mulher, filho, filha, tio, tia... Todos estavam na lista de alguma das famílias.

Tirei meu chapéu, colocando-o em cima do meu colo e comecei a passar a mão pelos cabelos... Era um velho habito meu quando queria tirar algo da minha mente.

Zeref – Passando a mão pelo cabelo, hum... O que tanto te tormenta? – Indagou meu irmão parando no sinal vermelho.

- Nada – Respondi suspirando e olhando para o mesmo. Ele usava o seu tão famoso terno preto, acompanhado do seu chapéu que era da mesma cor.

Zeref – Eu te conheço como a palma da minha mão, Natsu... Não adianta tentar me enganar – Disse colocando o braço apoiado na porta – Quando você passa essa mão na cabeça é que algo te tormenta – Disse levando a mão esquerda no bolso e tirando um cigarro de lá.

- Não é nada, sério – Respondi vendo-o colocar o cigarro na boca e pegando o isqueiro no porta-luvas – Apenas tô pensando nesse trabalho, sabe, vamos está sozinho nessa – Falei massageando a testa.

Zeref – Sozinho? – Indagou rindo, enquanto acendia o cigarro e dava um trago no mesmo – Você tá comigo? – Perguntou soltando a fumaça pelo nariz. Apenas confirmei – Então eu tô com você – Ergueu o punho direito na qual tinha o anel. – Lembra? Vou sempre está junto contigo, maninho – Deu uma piscadinha para mim, enquanto colocava o cigarro novamente na boca.

- Sempre – Falei batendo o meu punho na qual o anel estava com o dele.

E logo em seguida o sinal finalmente ficou verde, fazendo-o acelerar novamente o carro e ir em direção.

...

“Sempre”... Uma promessa que todo o Dragneel faz quando entra na nossa família.

Pode parecer besteira, mas essa promessa era algo que definia caráter de todos... Quando alguém descumpri a promessa é como se tivesse entregado toda família e desonrado o nosso nome.

Nem preciso dizer o que acontece com a pessoa que descumpri, né?

...

Estava sentado em cima do capo do carro, observando atentamente o fasto mar a nossa frente. Zeref por sua vez estava sentado em cima de algumas caixas que tinha jogadas ali, enquanto continuava fumando... Era algo que ele fazia para passar o tempo.

No meu caso fiquei com minha moeda da sorte, mexendo-a entre meus dedos. Já estávamos a um bom tempo esperando o navio com a carga chegar, por volta de uns 20 minutos por aí... E se meu pai estiver certo sobre o horário, ele vai está chegando logo.

Vocês devem está pensando... Não é muito arriscado um navio enorme parar em um cais abandonado? Sim é muito. Por isso não é o navio que vem até a gente, mas sim um barco que traz a mercadoria e depois volta para de onde veio. Algo discreto e sem muitas suspeitas.

E como falei anteriormente o cais era completamente abandonado, foi desativado a anos e desde então ele é usado para contrabando. Então só tinha eu e o Zeref de seres humanos ali e mais ninguém.

- É verdade o que dizem sobre os Eucliffe´s e os Cheney´s? – Indaguei me ajeitando no capo do carro. Zeref apenas arqueou a sobrancelha, enquanto retirava o cigarro da boca e soltava toda fumaça.

Zeref – Depende do que você ouviu – Indagou abaixando o cigarro e me olhando confuso.

- Você sabe muito bem o que eu quero dizer... – Falei jogando a moeda para cima e a pegando no ar – Que eles estão agindo por de baixo dos panos e tentando fazer as outras famílias quebrarem o acordo – Falei cruzando os braços.

Zeref – Como diabos você ficou sabendo disso? – Perguntou levando o cigarro a boca – Até onde eu sei você não estava na reunião – Falou dando um trago no cigarro, mas o tirando da boca rapidamente – Pera... Você espionou a gente? – Perguntou soltando toda fumaça pela boca e me olhando incrédulo.

- Talvez – Respondi rindo.

Zeref – Natsu...

- Olha, não importa como eu sei disso – Falei saindo de cima do capo do carro – Querendo ou não isso é do meu interesse – Olhei seriamente para ele e vi soltando um largo suspiro, enquanto jogava o cigarro longe e se levantava da caixa.

Zeref – A algumas semanas nosso pai ficou sabendo por um informante que os Eucliffe estavam armando para cima da gente... – Colocou a mão direita na cintura e a esquerda ficou coçando a nuca – De momento ele não se preocupou, até porque eles não seriam malucos de tentar algo contra 6 famílias de uma vez – Tirou a mão esquerda da nuca e começou a massagear a testa – Mas a dois dias atrás o informante repassou que não era um ataque... Eles estão tentando negociar com as outras famílias para se voltarem contra a gente, para que os “lucros” sejam mais justos – Complementou cruzando os braços.

- E alguma delas demonstrou interesse? – Perguntei me escorando no carro.

Zeref – Não sabemos... Mas desconfiamos dos Aguria e os Lockser – Coçou o queixo – Foram os únicos que não mandaram o relatório desse mês e simplesmente não estão mais entrando em contato – Suspirou – Vai ser questão de tempo até termos problemas enormes – Colocou as mãos no bolso e me olhou seriamente.

- Entendo – Falei olhando para a moeda em minha mão – Você sabe que por mim já teríamos resolvido esse problema a muito tempo – Desviei minha atenção para ele.

Zeref – Você tem que entender uma coisa, Natsu – Deu uma pausa, enquanto vinha até mim e parou bem na minha frente – Mesmo podendo resolver as coisas na base da violência, temos que nos manter por de baixo do panos sempre... Iniciar uma guerra com os Eucliffe os Cheney iria chamar muito atenção indesejada – Disse olhando diretamente nos meus olhos. – Não podemos colocar tudo em risco por causa de um bando de filha da puta – Falou dando um passo para trás.

- E não estamos em risco? – Indaguei arqueando a sobrancelha – Enquanto estamos aqui coçando o saco, eles estão por aí que nem cobras... Contornando a gente e esperando o momento para o bote – Falei me afastando do carro e ficando mais próximo dele.

Zeref – Uma cobra sem veneno não é uma cobra – Falou rindo.

Antes que eu pudesse responde-lo, começamos ouvir barulho de algo batendo contra a água e se aproximando cada vez mais da gente. Olhando rapidamente para o barulho, vimos a nossa cegonha com a nossa carga.

Eram dois caras em um barco branco que estavam parando bem na nossa frente.

Zeref – Fica de olho – Pediu olhando o barco parado bem a nossa frente.

Apenas confirmei e vi ele se afastando e indo até o barco. Enquanto Zeref foi até lá, comecei a olhar envolta o perímetro para ver se não tinha nenhum intruso ou algo do tipo... Mesmo sendo um local abandonado, ainda sim temos inimigos querendo a nossa cabeça. Os Eucliffe, Cheney, policias, assassinos de aluguel e várias outras pessoas.

Era um dos riscos que tínhamos nessa profissão... Sair de casa e ser alvejado por vários lados. Nessa vida você só pode confiar na sua família, de resto é conhecido.

Andei de um lado para o outro, aumentando ainda mais minha atenção na área. Mas tudo que via era lixo, barcos abandonados e quebrados, arbustos e árvores... Nada mais que isso. Tendo a certeza que tudo estava limpo, voltei até o carro e olhei para o meu irmão.

O mesmo estava pagando o serviço dos caras que logo apertaram sua mão, voltando para o barco e indo embora. Deixando como previsto três caixas de armamentos para levarmos ao depósito.

Assim que aqueles dois foram embora, Zeref me olhou e fez sinal para ir até ele. Rapidamente atendi seu pedido.

Zeref – Tudo limpo? – Perguntou enquanto chegava até ele.

- Sim... Só a gente e um monte de lixo e coisas abandonadas – Respondi olhando para trás.

Zeref – Ótimo, me ajude a colocar as caixas no carro. – Falou pegando um lado da caixa.

Sem dizer nada, peguei o outro lado e levamos a primeira caixa até o carro e a colocamos no porta-malas. E fizemos isso com as outras duas caixas.

- Pronto – Fechei o porta-malas e olhei para Zeref que estava parado na porta.

Zeref – Falei que seria um trabalho fácil – Riu pegando outro cigarro e levando a boca.

- Isso vai te matar um dia, irmão – Falei indo até a porta do passageiro e abrindo a mesma.

Zeref – Posso morrer alvejado a qualquer momento, porque teria medo de um cigarro? – Perguntou-me rindo e acendendo o mesmo.

Apenas rir e entrei no carro, fechando a porta em seguida. Assim que ele acendeu seu cigarro, entrou no carro e rapidamente o ligou e em questão de segundos saímos dali.

...

Tudo ia bem naquele dia... Como meu irmão mesmo havia dito, foi fácil o trabalho.

Fácil até demais...

...

Assim que Zeref e Natsu saíram do cais, foram em direção ao depósito de armas da família que ficava a poucos minutos de onde estavam. Mas o que eles não perceberam quando saíram de lá é que no final da rua, bem na esquina de acesso ao cais, um carro preto os esperava.

E dentro desse carro, duas pessoas se encontravam observando-os atentamente.

- Vamos avisar ao Don... – Disse o motorista, ligando rapidamente o carro e indo na direção contraria da qual os irmãos Dragneel´s foram.

...

Se passavam-se 10 minutos desde que os irmãos saíram do caís com o contrabando. Por todo o caminho até o depósito da família, eles conversavam sobre diversas coisas... Política, armas, mulheres, futebol e várias outras coisas.

Zeref – Então, irmão... Alguma garota ocupa esse coração galanteador? – Perguntou tirando o cigarro da boca.

Natsu – Não – Respondeu o rosado olhando para a rua e observando as pessoas nas calçadas – Nenhuma mulher conseguiu atrair meu interesse – Complementou apoiando a cabeça no estofado do carro.

Zeref – Eu admiro esse seu jeito frio para o amor – Falou colocando o cigarro rapidamente na boca e em seguida o tirando. Natsu apenas o olhou – No mundo em que vivemos ele pode ser o nosso maior ponto fraco – Olhou rapidamente para o seu irmão e em seguida voltou sua atenção para a rua.

- Pela sua fala devo dizer que não há nenhuma mulher em sua vida? – Indagou o rosado arqueando levemente a sobrancelha.

Zeref – Quem me dera – Riu dando mais um trago no cigarro.

Natsu – Parece que alguém foi pego – Riu o mais novo, tirando seu chapéu e colocando sobre as coxas.

Zeref – Talvez – Disse soltando toda fumaça do cigarro – Mas não vou entrar em muitos detalhes... Não quero compromete-la – Disse virando uma esquina que já era onde ficava o depósito.

- Hum – Riu se ajeitando no banco, enquanto via seu irmão entrando na área do depósito.

O depósito era um local enorme, feito de metal e com um pátio enorme na sua frente. E por incrível que pareça era um local “legalizado”, constava na justiça que pertencia aos Dragneel... Só que também dizia que lá funcionava um depósito de açúcar e não de armas.

Natsu – Será que tem alguém lá dentro? – Perguntou enquanto seu irmão estacionava o carro bem em frente ao depósito.

Zeref – Sempre tem – Disse tirando as chaves do carro e saindo do mesmo. Natsu fez o mesmo em seguida.

Quando ambos saíram do carro, foram em direção a entrada do armazém e Natsu bateu duas vezes, esperando alguma resposta de dentro.

- Quem é? – Indagou uma voz grossa vindo do outro lado.

Zeref – Somos nós, Pablo – Respondeu Zeref levando as mãos aos bolsos.

Sem dizer mais nada a entrada foi aberta por um homem por volta dos 30 anos, com uma longa barba que cobria todo seu queixo, seguido de seu cabelo que era penteado para trás. O mesmo usava um terno acinzentado.

Pablo – É o novo contrabando? – Indagou olhando para os dois garotos.

Natsu – O próprio – Respondeu Natsu colocando o chapéu.

Pablo – Tragam para dentro – Disse o mais velho saindo de frente a porta.

E assim foi feito. Natsu e Zeref levaram as três caixas para dentro e as colocaram junto com as demais... O local era repleto de várias caixas de armas, algumas ficavam com os Dragneel e outras eram revendidas para fora do país ou no país.

As três caixas de armas foram postas em cima de uma mesa, onde Pablo estava sentado.

Zeref – Pronto, todas aí – Disse terminando de por a última caixa na mesa com ajuda do seu irmão.

Pablo – Perfeito – Riu se levantando da cadeira e olhando atentamente para as armas.

Natsu – O que tem de bom aqui? – Indagou Natsu cruzando os braços e olhando para as caixas.

Pablo – Aqui, meu caro amigo, temos atualmente a melhor arma do mercado – Passou as mãos uma na outra, enquanto começava abrir as caixas. Natsu e Zeref apenas observaram atentamente – Conheçam a arma mais potente do mundo... Avtomát Kaláshnikova – Disse abrindo as caixas, revelando as armas para os dois irmãos.

Natsu – Uau – Arqueou as sobrancelha surpreso, enquanto pegava uma das armas da caixa e observava de bem perto ela – Os soviéticos são realmente gênios – Falou o rosado tirando o cartucho da arma e olhando a munição.

Pablo – Isso não é nada – Disse pegando a arma da mão do rosado e colocando o cartucho nela – Essa coisa linda consegue descarregar um pente de 30 balas em menos de 3 segundos – Engatilhou a arma e a pois em cima da mesa. – Por minuto ela dispara mais de 600 tiros para vocês terem uma ideia de quão perfeita ela é – Complementou colocando as mãos em cima da mesa. – Isso aqui é o futuro – Apontou para as armas.

Zeref – Incrível – Disse concordando com a cabeça – Mas incrível ainda é termos conseguido elas, já que nossa relação com a União Soviética não está lá essas coisas – Respondeu com uma das mãos no bolso.

Pablo – Não há nada que uma boa quantia de dinheiro e conhecidos não resolvam – Riu – Até mesmo uma guerra fria pode ser parada momentaneamente – Deu de ombros e se sentou novamente na cadeira – E o melhor, vamos conseguir revende-las por um alto preço... Já que somos os únicos americanos que tem elas – Disse com uma voz cheia de orgulho.

Natsu – É o que espero – Disse e olhou para o seu irmão – Acho que nosso serviço acabou, melhor irmos – Disse para o mesmo que concordou.

Pablo – Eu os acompanho até a saída – Disse suspirando e se levantando novamente.

Logo os três se dirigiram para a saída...

Pablo – Me façam um favor e digam ao Don que precisamos repor os estoque de Mauser – Pediu parando em frente a entrada.

Zeref – Certo, pode deixar – Confirmou.

O homem apenas acenou positivamente e levou a mão até a maçaneta... Mas antes que ele a gira-se, barulhos de freios e motores foram ouvidos do lado de fora. Fazendo os três arquearem as sobrancelhas.

Pablo – Tem mais? – Indagou olhando para os garotos.

Natsu – Não, eram apenas aquelas – Respondeu sem entender.

O homem mais velho estranhando aquilo, olhou bem brecha da porta e arregalou os olhos.

Pablo – Merda... – Resmungou se afastando rapidamente da porta – Parece que temos companhia – Disse olhando para os garotos e correndo rapidamente para onde veio.

Natsu e Zeref apenas se entreolharam e abriram a porta bem devagar, apenas para verem pela brecha da mesma e para a surpresa de ambos, viram por volta de 30 carros parado bem em frente a eles e diversos homens armados descendo deles. O armamento deles eram compostos por Thompson, Mauser e revolves.

Natsu – Merda, são os Eucliffe – Disse se afastando rapidamente da porta.

Zeref – Os Cheney´s e os Aguria estão juntos também – Disse friamente, enquanto fechava a porta e olhava para o seu irmão.

Sem perder tempo os dois foram até Pablo que estava na mesa onde as armas novas estavam e viram o mesmo tendo se comunicar com os reforços pelo telefone... Mas pelo visto não estava conseguindo.

Pablo – Porra – Resmungou batendo o telefone fortemente – Eles cortaram a linha... Estamos por conta própria – Passou a mão pela boca.

Natsu – O que fazemos? – Indagou olhando para a porta – Vai ser questão de tempo até eles entrarem – Complementou voltando seu olhar para Pablo.

Pablo – Vamos lutar – Respondeu furiosamente, enquanto pegava uma das Avtomát Kaláshnikova. – Se esses filhas da puta querem as armas, vão ter que passar por cima de mim – Disse engatilhando a arma.

Mas assim que o mais velho ia em direção a porta, foi impedido pelo braço de Zeref.

Zeref – Não... – Disse olhando para o homem friamente – Você não vai lutar – Pablo arqueou a sobrancelha – E nem você – Desviou seu olhar para Natsu que estava pegando uma das armas também.

Natsu – O que você tá falando? Não vamos deixar esses desgraçados pegarem as armas tão fácil  - Falou engatilhando a arma.

Zeref – Não, vocês não vão! – Disse friamente – Eu vou – Apontou para si mesmo, tirando a arma da mão de Natsu o fazendo arquear a sobrancelha. – Pablo, tira ele daqui – Mandou voltando sua atenção para o homem que arqueou a sobrancelha.

Pablo – Que? Claro que não! Não vou fugir e deixar esses desgraçados pegarem as minhas armas! – Disse negando ferozmente com a cabeça.

Zeref – ELES VÃO PEGAR DE QUALQUER JEITO! – Gritou ferozmente com o homem que se assustou – Um homem morto é melhor que três – Disse pegando a arma do mais velho – E outra, eu sou o filho do Don... E estou mandando salvar o outro filho dele! – Colocou a arma na mesa e apontou para Natsu. – Alguém precisa avisa-lo – Complementou soltando um largo suspiro.

Natsu – Você ficou maluco? Não vou te deixar aqui sozinho! Juntos sempre, esqueceu? – Perguntou pegando Zeref pelos ombros e o virando para si.

Zeref – Alguém precisa ficar... – Disse olhando para o anel em sua mão – Algumas promessas precisam ser quebradas – Tirou o anel do seu dedo e entregou na mão de Natsu – Sai – Mandou dando um passo para trás.

Natsu – Eu...

Pablo – Vamos garoto... Meu carro está nos fundos, podemos pegar a estrada de terra e sair na rodovia – Disse Pablo parando ao lado de Natsu e colocando a mão no ombro dele.

Natsu – Zeref... – Chamou pelo seu irmão que apenas riu. – Você sabe que não precisa ser assim... – Disse fechando fortemente os olhos.

Zeref – Eu sei... – Riu – Tem uma caixa, de baixo da minha cama... Pegue-a – Disse começando a dar alguns passos para trás -  Lembre-se... Vou sempre está contigo, maninho – Piscou para o mais novo, enquanto corria até a entrada.

Natsu apenas engoliu a seco, enquanto apertava fortemente os punhos e trincava os dentes. Pablo olhando aquela cena apenas suspirou e puxou o rosado para que o mesmo começasse a andar.

Enquanto Natsu fugia. Zeref foi até as primeiras caixas do armazém e abriu as mesmas...

Zeref – Muito bem... – Sorriu vendo o que tinha dentro da caixa – Vocês vão ter essas armas... Mas no Inferno...

...

Depois de cinco segundos preparando a recepção de boas-vindas dos convidados, Zeref finalmente estava em frente a porta com apenas a Avtomát Kaláshnikova em mãos. Respirando fundo o mesmo deu um forte chute na mesma, fazendo-a abrir bruscamente e chamando a atenção de todos os mafiosos ali presentes.

Mas eles não atiraram, apenas apontaram as armas para o moreno que saiu calmamente de dentro do galpão com a arma apoiada no ombro... E em sua boca seu tão inseparável cigarro.

- Não atirem... – Uma voz saiu dentre todos aqueles caras. Uma voz que Zeref conhecia muito bem – Por enquanto – Complementou a voz. E dentre alguns segundos apareceu o dono dela...

Um garoto de 21 anos, curtos cabelos loiros e com uma cicatriz em cima do olho. Usava um terno preto, seguido de um chapéu. Carregava em mãos uma Thompson.

Logo atrás dele, tinha mais um garoto da mesma idade. Curtos cabelos morenos e com um ar bastante sombrio... Usava um terno preto e carregava a mesma arma do loiro.

Zeref – Sting Eucliffe e Rogue Cheney – Tirou o cigarro da boca, enquanto observava os dois garotos parados em frente aos homens – Quantos filhas da puta junto em um só lugar – Riu colocando o cigarro novamente na boca – Cadê a vadia da Sorano? Não pode vim pra reunião? – Indagou apontando para todos aqueles caras.

Rogue – Você fala muito para um homem morto – Disse o moreno friamente.

Zeref – E você fala demais pra um capacho do Sting – Devolveu o insulto e viu Rogue tentando avançar, mas impedido pelo Sting.

Sting – Onde está o seu irmão? – Indagou com a sobrancelha arqueada.

Zeref – Bem longe daqui – Respondeu tirando arma do ombro e a segurando com as duas mãos.

Sting – Então me de as armas e talvez eu pense numa morte menos dolorosa para você – Disse engatilhando sua arma.

Zeref – Sabe que não vou entregar assim tão fácil – Riu.

Sting – Vocês Dragneel são realmente uns idiotas – Devolveu a risada que logo morreu. – Atirem! – Ordenou.

Em segundos todos os mafiosos começaram a disparar contra Zeref que continuava no meio do aberto. Mas o mesmo foi mais rápido e começou a descarregar sua arma em todos, conseguindo levar 5 deles...

Mas como era previsto, foi questão de segundos até ele começar a ser alvejado por todos aqueles caras... A cada bala que Zeref recebia ele dava um passo para trás... E foi mais de 30 tiros que o mesmo tomou, antes de largar a arma no chão e cair de joelhos no chão, enquanto tentava respirar e sangue descia da sua boca. Olhando para baixo, viu seu corpo todo furado e sangrando.

Rindo ele olhou para sua frente e viu o loiro parado nela.

Sting – Boa estadia no Inferno – Acenou para o garoto ajoelhado, antes de empurra-lo com seu joelho. E assim, Zeref caiu sem vida no chão... Com o seu cigarro bem ao lado. – Peguem as armas e vamos sair daqui – Ordenou para todos os mafiosos ali presentes. Os mesmos confirmaram e foram rapidamente para dentro do deposito.

Rogue – Isso foi muito satisfatório – Riu o moreno, enquanto seu amigo parava ao seu lado e ambos começaram a olhar para o depósito.

Sting – Vai ser ainda mais quando saímos com as armas – Respondeu colocando sua arma apoiada no ombro.

Assim que o loiro disse isso o inimaginável aconteceu... O depósito simplesmente explodiu, fazendo todos lá dentro morrerem e os dois garotos serem jogados contra o chão, já que a explosão foi gigantesca.

Sting – Merda... – Resmungou se sentando no chão e vendo o depósito em chamas – SEU FILHA DA PUTA! – Gritou para o corpo do Zeref.

...

E foi naquele dia... Naquele maldito dia, eu perdi meu irmão...

E ali minha vida mudaria totalmente


Notas Finais


É meu amigo... AGORA AS COISAS VÃO ACONTECER LINDAMENTE!

Quero ver suas teorias!

hhehehe

E foi isso!

Comentem o que acharam!

VlwS2


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