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História The Family 2 - Together - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - 1. City of angels and thoughts of hell.


Fanfic / Fanfiction The Family 2 - Together - Capítulo 2 - 1. City of angels and thoughts of hell.

          

 

         Violet Parker Point Of Views.

 

                             07:50 a.m. 

 

                    18 de Agosto de 2020. 

 

               Los Angeles, California, EUA.

 

 

  Acho que nunca senti isso na vida, a sensação de que tudo estava muito frio, não só o ambiente, era a minha pele, minha respiração... era como está em uma geladeira mas que parecia o inferno. 

 

     Eu queria entender porque estava tão frio, era agosto e geralmente é verão nessa época do ano, mas bastava olhar em volta para ver que nada ali parecia realmente fazer sentido, era um lugar vazio e cinza demais, porém sem neve, mas estava frio como se estivesse nevando, não tinha folhas nas árvores, era só galhos secos, como se tivessem passado por muito calor.

 

    Meu coração não gostava da sensação que tudo aquilo me trazia, eu me sentia muito triste e com um peso enorme, e isso doía muito mais que o frio, era um tanto quanto sufocante e eu queria entender o porque de eu esta nesse lugar. 

 

— Você realmente se sente mal...— Uma voz gélida e extremamente familiar soou atrás de mim. — Sente culpa pelo o que me fez....— Me virei rapidamente para ter certeza que eu não estava enlouquecendo, e pelo visto não estava. 

 

     Jacob estava na minha frente agora, parado me olhando com calma, com seus olhos azuis analisando cada detalhe do meu rosto como sempre fez e que me tirava completamente o ar. Ele estava vivo, mais vivo do que eu se duvidar, ele estava na minha frente, me encarando e me provando que não seria um tanque de ácido que iria me livrar dele, nada iria, ele sempre estaria ali, como um carma. 

 

— Como... você...— Eu nunca tive voz diante do Jacob e agora parecia que não tinha palavras também, era como se tudo sumisse, eu quase desaparecia, ele era mais forte que eu, e sua força era como um kryptonita para mim.

 

— Não tinha como eu morre.... seus pensamentos sempre me mantiveram vivo...— Deu um meio sorriso maldoso que me fazia arrepiar. — Porque você não parou de pensar em mim nenhum dia da merda da sua vida! — Afirmou com certeza e não era uma mentira, mesmo que eu tentasse me negar a aceitar. — Você não é capaz de matar nem uma mosca, Violet, sem se sentir triste pela família dela, você não queria que eu morresse, você mentalizou vezes demais que me queria vivo.... e agora eu estou... e eu nunca vou sair de perto de você! — Deu um sorriso enorme, brilhante e feliz, quase como se isso fosse a maior conquista da sua vida. 

 

    Eu não queria o Jacob perto de mim, ele me dava medo, muito medo, eu ainda sentia as suas mãos em mim e meu corpo tremia a cada uma das lembranças que eu tinha, de quando ele quase me matou, pode ter passado anos, mais eu ainda tenho cicatrizes em mim que nunca vão sumir, não só no corpo, no que eu sou. 

 

    Ele não estava errado, eu não havia passado um dia em paz desde que o empurrei naquele tanque, não tenha um dia que eu não me culpe, eu não queria que o Jacob morresse, mas não porque eu o amo, e sim porque eu não queria ser a responsável pela sua morte, eu carregava aquilo comigo todos os dias, o peso de uma pessoa ter morrido por minha causa, não importa o quanto ela seja terrível, eu não sou Deus para tirar a vida de ninguém. 

 

      Mas tudo se intensificou no casamento, eu nunca tinha pensado tanto no Jacob quanto depois de ter o visto na minha frente, a certeza que ele estava vivo nasceu e eu nunca mais consegui pensar em outra coisa, não era mais só a culpa, agora era a certeza de que ele estava vivo e iria voltar para se vingar de mim, como está agora na minha frente. 

 

— Mas sabe de uma coisa...— Tocou meu rosto de leve e eu tentei me afastar, mas parecia que meu corpo não se movia mais, eu estava complemente congelada. — Eu te amo tanto, que eu sou capaz de amar igual tudo que vier de você....— Me olhou de cima a baixo. — Talvez, Violet, você tenha sido ingrata demais comigo para eu insistir em ficar aqui e implorar pelo seu amor, acho...— Mordeu os lábios voltando a olhar para o meu rosto. — Acho melhor eu esperar, a nova versão de você... E dessa vez eu não vou deixar ela me matar! — Deu ênfase começando a ri de uma forma demoníaca e eu não estava entendo nada, mas meu coração parecia que iria sair pela boca. 

 

    Um som alto e estridente me fez tomar um grande susto e abrir os olhos rapidamente, me sentando em seguida e vendo que estava no meu quarto, na minha casa e na minha cama. Tudo não tinha passado de um maldito sonho, um dos muitos que tenho todas as noites e que envolve sempre a mesma pessoa...

 

     Jacob...

 

     Passei as mãos pelo rosto tentando parar de tremer e pensar em mais um sonho confuso e amedrontador, antes de pegar meu celular e desligar o despertador. 

 

    Eu já tentei de tudo para fazer esses pesadelos pararem, mas parecem que estão aumentando, desde o casamento eu tenho sonhado com o Jacob, com ele me dando avisos e me ameaçando de formas estranhas e desconexas, mas a única coisa que se mantém igual em todos os sonhos é a frase...

 

    Eu vou esperar a nova versão de você...

 

    Não faço ideia de que merda isso significa, mas me da calafrios só de lembrar e logo me vem a imagem do Jacob na minha cabeça, e isso me dá enjoos e falta de ar. 

 

    Era notório que eu não tinha me recuperado totalmente de tudo que me aconteceu no Canadá a poucos anos atrás, desde que me casei e me mudei para Los Angeles eu não tenho ido mais a psicóloga e tudo parece ter voltado a tona na minha cabeça, principalmente depois de ter visto o Jacob. 

 

      Nada consegue apagar a imagem dele me olhando no meu casamento com Justin, era tão real, eu tento me convencer em tudo que Justin e Taylor vivem me falando, sobre ter sido minha imaginação, mas não... para mim parecia mais real a cada segundo que me lembrava. 

 

    Talvez eu esteja enlouquecendo, na faculdade chamam isso de estado pós traumático, mas já faz tanto tempo.... eu estava me recuperando bem, se eu não tivesse o visto.... imaginado, no meu casamento, talvez isso tudo não estivesse acontecendo. 

 

    Suspirei antes de levantar da cama e ir abrir as cortinas. o sol de Los Angeles já estava forte e só eram 8 horas da manhã, suspirei ainda me adaptando ao clima super quente dessa cidade mesmo depois de meses morando nela. 

 

     Los Angeles era tão diferente de Toronto em tudo, era uma cidade totalmente movimentada e cheia de câmeras por onde quer que a gente vá, bem, acho que essa parte em específico é por eu ser casada com um cantor mundialmente famoso, mas tudo bem, acho que um dia me acostumo com essa parte também. 

 

    Justin estava em Chicago fazendo shows e voltava hoje, eu sentia saudades dele o tempo todo que passava sozinha nessa casa, mas eu também entendia que era o trabalho dele e que ele amava fazer isso. Assim como estava virando uma estrela, ele lota shows em estádios e tem fãs que o seguem pra todos os lugares, precisa de seguranças, de uma equipe enorme e competente....

 

    Justin Bieber virou um dos cantores mais famosos do mundo, e eu ainda fico chocada como tudo aconteceu tão rápido, mas nunca duvidei do talento dele. 

 

     Apesar de sentir falta de casa, de Toronto e dos meus irmãos, e da companhia de mais alguém que não seja a Elza que trabalha aqui, eu tinha conseguido passar para a melhor universidade de Los Angeles e estava estudando psicologia, que era exatamente o que eu queria. 

 

    E tirando isso, sempre estou em contato com meus irmãos, seja onde eles estejam....

 

     Meu telefone começou a tocar e eu sorri voltando para perto da cama e já imaginando quem seria, a essa hora só podia ser uma pessoa, aliás eu fazia questão de acordar 1 hora mais cedo apenas para falar com ela, que estava no outro lado do mundo, em Tokyo para ser bem mais específica, o fuso de lá era gritante para o daqui e só podíamos nos falar ou muito tarde da noite ou muito cedo de manhã, mas sempre dávamos um jeito. 

 

— Bom dia! — Falei atendendo o telefone e caminhando com ele para o banheiro do quarto. 

 

— Boa madrugada né.... aqui é meia noite! — Hazel deu ênfase e eu passei minha mão por dentro dos meus cabelos antes de assentir rindo. — Como você está? — Perguntou curiosa e eu respirei fundo me olhando no espelho e vendo o rosto de quem notoriamente não estava começando a manhã de uma forma boa. 

 

     Nem se passava pela minha cabeça contar dos sonhos para alguém, eu não queria preocupar as pessoas com pesadelos meus, eu podia lidar com isso, eu só precisava estudar psicologia e aplicar em mim mesma, não é capaz de ser tão difícil. 

 

— Estou... meio solitária, mas bem! — Afirmei com toda a verdade que eu poderia por na voz. — E você e a Ashley como vão? — Perguntei levantando uma sobrancelha, pronta para qualquer coisa depois das ultimas bombas dessas duas do outro lado do mundo. 

 

— Estamos bem..... sabe, trabalhando na revista, vivendo...— Disse resumindo tudo e eu fiquei quieta esperando o resto. — Não fizemos nada enorme e escondido dessa vez! — Disse soletrando e eu soltei um suspiro e uma risada. 

 

— Não é fácil superar o baque de vocês duas terem se casado sem contar nada pra gente e absolutamente do nada! — Expliquei o que já tinha dito várias vezes e eu sabia que Hazel estava revirando os olhos no momento que falei. 

 

     Eu amava ver que a relação entre Hazel e Ashley deu tao certo, as duas estavam apaixonadas trabalhando e morando justas em Tokyo, desde antes de eu me casar para ser exata, mas aí do nada a 4 semanas atrás elas anunciaram via Skype, sim pela internet, para toda a família, que tinham se casado em um templo budista super cool e eu pensei que a Pattie iria desmaiar porque ficou sem ar por uns bons segundos. Todos estavam super felizes por Ash e Hazel mas um casamento do nada e sem a família toda, foi muito chocante, bem, casamentos do nada são nossa especialidade, mas a família...

 

— Como anda a vida de casada? — Perguntei sorrindo animada por falar isso com a Hazel, que eu jurava que nunca nem nos falarios, ainda mais sobre assuntos assim, de casamento. 

 

— Normal, é como a vida de namoro só que com um anel no meu dedo! — Disse como se não fosse grande coisa. — A Ashley que é mais emocionada com essas coisas de construir uma família e tudo mais.....— Pontuou e eu já imaginava que sim, porque falava com a Ashley sobre isso as vezes.

 

— Eu estou muito feliz por vocês, de verdade, além de ter muita saudades, de um jeito exagerado até.....— Confessei me encostando na pia e ouvi Hazel rir do outro lado da linha. 

 

— Então Violet Bieber está com saudades da irmã megera, Hazel Parker? — Perguntou debochada e eu revirei os olhos pela risada que ela deu no final da frase. 

 

— Não, eu estou com saudades de todos os meus irmãos, o que inclui você! — Afirmei rindo. — Saudades da casa cheia, dos pequenos, do Oliver e da Pattie não notando as merdas que a gente fazia, até das brigas, dos problemas não, mas da família junta.. vivendo junta....

 

— Não somos mais crianças né Violet! — Me interrompeu para enfatizar isso. — Todos vão sair da assa dos pais uma hora, é assim que a vida funciona! — Assenti tendo que concordar com isso, apesar de querer sempre viver com os meus pais e com os meus irmãos. — Por exemplo Alex e Coral já estão na Inglaterra fazendo faculdade super felizes e realizados, Jessica e Grey na Austrália depois da Jessica ter conseguido aquela bolsa pra estudar moda, logo vai ser a Blue, Jazzy, Jaxon, Jett, Rose... — Eu sabia disso muito bem e era estranho ver o quanto todos estavam crescendo. 

 

      Parece que foi tipo ontem que todos estavam em casa arrumando problemas adolescentes para cima e para baixo, mas agora a maioria já era adultos cuidando dos próprios narizes em países diferentes. Eu admirava Oliver e Pattie por deixarem os filhos irem e fazerem a faculdade que quisessem pelo mundo a fora, eu não conseguiria fazer isso, acho que sempre vou querer meus filhos bem do meu ladinho. 

 

— E estou extremamente feliz por todos nós, por termos amadurecido e crescido para a vida, não temos mais problemas adolescentes para resolver, e isso é bom! — Dei um meio sorriso e Hazel fez um som concordando do outro lado. 

 

— É ótimo, mas agora temos problemas adultos, tipo eu e você estamos casadas! Logo todos os outros vão casar e ter filhos, montar família, sempre vai ter um problema adolescente para resolver ao final do dia de bônus! — Garantiu me fazendo sorri pelas palavras dela. — Bem,agora eu preciso ir dormir, aqui já está tarde demais e eu só vou dormir 7 horas essa noite! — Avisou e eu fiz uma careta só de imaginar. 

 

— E eu tenho que ir para a faculdade, além do fato do Justin voltar hoje de viagem! — Falei animada com isso e por esta realmente morrendo saudades do Justin perto de mim. 

 

— Ae! O astro pop global está em turnê, manda ele fazer uma turnê pelo Japão, eu vou amar! — Disse debochada, mas sabia que tinha um fundo de verdade na frase da Hazel, já que a gente não se vê desde o dia do meu casamento. 

 

— Eu falo para ele incluir no mapa! — Debochei de volta, fazendo Hazel ri. — A gente se fala depois! — Avisei e Hazel concordou antes de desligar o telefone e eu coloquei o meu sob a pia antes de me virar e olhar no espelho novamente. 

 

     É, Hazel tem razão, não somos mais crianças... muito menos adolescentes... agora temos problemas adultos, a vida adulta...

 

      Sai do banheiro e resolvi ir até a cozinha comer alguma coisa antes de realmente me arrumar para a faculdade, tinham muitas aulas para cumpri na semana e eu andava dormindo muito mal, era o peso quando se tem pesadelos com o mesmo rosto macabro todas as noites. 

 

     Desci as escadas prestando atenção no meu celular e nas mensagem do grupo da família, enquanto ria da leve discussão que Blue teve com Jazzy sobre um assunto banal, mas tirei os olhos do celular ao acabar de descer as escadas e só assim me dei conta do que estava acontecendo em volta de mim. 

 

     A sala estava completamente revirada, as gavetas das mesas jogadas no chão, uma completa bagunça, indicando que alguém havia passado por ali e parecia procurar algo. Andei  até o meio da sala, tentando entender o que tinha acontecido, enquanto meus olhos rodavam tudo, essa casa tem um circuito de segurança muito bom, como era possível alguém entrar sem o alarme soar? 

 

     Tudo estava muito estranho e o silêncio me deixava cada vez mais nervosa. 

 

     Meu coração quase parou de bater quando meus olhos caíram em uma rosa vermelha que estava em cima do sofá, delicadamente colocada no único lugar que não tinha papéis jogados. Senti o ar me faltar por alguns segundos e minhas mãos tremerem. 

 

     Podiam acontecer coisas demais na minha cabeça, nos meus pesadelos, mas quando isso era trazido para a vida real, para o meu mundo, não era mais algo que eu poderia acordar e esquecer, alguém invadiu essa casa enquanto eu dormir, revirou tudo e deixou uma maldita rosa, só pode ser alguma brincadeira para me deixar enlouquecer, eu diria isso se alguém soubesse dos meus pesadelos, mas ninguém sabe....

 

     Absolutamente ninguém...

 

    Precisava ligar para a polícia, era uma invasão, mas ao mesmo tempo que eu só conseguia me concentrar na rosa e em quem teria feito isso, seja quem for deixou a rosa como alguma espécie de recado.... ou presente... 

 

   Eu acho que vou desmaiar....

 

— O Jacob está morto... o Jacob está morto, você matou ele.... você matou! — Comecei a falar isso em voz alta para ver se entra de vez na porra da minha cabeça e eu pare de fantasias tudo, mesmo que as coisas estejam bem esquisitas, o Jacob estava morto, e ponto. 

 

     Ele não podia me machucar, ele não podia fazer mais nada contra mim, nem invadir a minha casa e deixar uma rosa, porque ele estava morto, não era como se isso tivesse volta.... eu o empurrei e ele morreu, era isso... 

 

  Passei as mãos trêmulas pelos cabelos, enquanto tentava andar no meio dos papéis no chão e mentalizar coisas que não me fizessem surtar, eu não podia surtar, me chamariam de louca se eu falasse que acho que um fantasma que assombra meus sonhos fez isso tudo, com certeza me mandariam para uma clínica psiquiátrica na hora. 

 

     Melhor crer e mentalizar que foi apenas uma fã do Justin que entrou aqui e não o encontrou.... por isso a rosa, essa ideia é muito mais aceitável e...

 

    Parei para ver que no chão tinha uma folha rosa diferente das outras brancas ou de cores claras, que aliás eu não lembrava de ter guardado, me abaixei para pegar, desdobrando ela para ver o que tinha escrito. 

 

— Eu sempre vou te esperar... assinado.... seu grande amor..— Li aquilo em voz alta para ver se eu conseguia acreditar no que meus olhos estavam vendo e soltei o papel rápido demais, voltando a subir as escadas correndo em direção ao meu quarto, fechando a porta e a trancando com chave em seguida. 

 

     Eu estava ficando paranóica? Poderia, mas eu nunca tinha visto aquele papel antes... aquela mensagem... não foi o Justin, eu me lembraria se fosse.... quem deixou aquele papel, também deixou a rosa e fez aquela bagunça, e eu não estou surtando... eu não estou....

 

     Ou talvez agora eu esteja...

 

      Desbloqueei meu telefone para ligar para a polícia  e só vou sair desse quarto quando ela chegar, não conseguiria fazer diferente, mesmo que não esteja mais aqui.... seja lá quem for que fez tudo aquilo.... a sensação de ter entrado alguém, ter mexido tudo, deixado uma rosa e um bilhete, me apavora demais para ficar na sala ou em qualquer outro lugar que não tenha uma chave nessa casa.... eu não me sentiria realmente segura. 

 

      Ainda mais quando eu não faço ideia de quem pode ter entrado aqui e a única pessoa que vem na minha cabeça era para ter morrido a anos atrás.

 

 

     

 

       Violet Parker Point Of Views.

 

                             06:01 p.m. 

 

                    18 de Agosto de 2020. 

 

            Los Angeles, California, EUA.

 

 

 

 — Eu estava morrendo de saudades de você! — Justin me abraçou forte praticamente me tirando do chão e era tão bom abraçar ele e tê-lo de volta em casa depois de duas semanas fora e principalmente depois de hoje. — Como você está? — Separou o abraço para olhar nos meus olhos e eu queria chorar e pedir para ele nunca mais sair daqui, mas também não queira assusta-ló com isso.

 

— Estou... — Falei e ele me conhecia bem demais para saber que era mentira, eu quase não conseguia esconder mais nada do Justin, a nossa ligação chegou a um nível que parece que tudo que eu sinto ele sente de volta apenas me olhando. 

 

— Não está não, o que aconteceu? — Perguntou preocupado e eu queria contar tudo, mas ele realmente ia achar que enlouqueci então eu iria começar pelo mais fácil de acreditar. 

 

— Entraram aqui em casa hoje de madrugada! — Contei o pegando de surpresa. — Mas está tudo bem, não levaram nada de valor e eu mesma não vi nada até acordar de manhã, chamei a polícia eles olharam tudo, acham que foi alguma fã maluca.... levaram as câmeras para investigar! — Olhei nos olhos dele para garantir que em relação a isso estava realmente tudo bem, apesar do susto. 

 

— Uma fã? As beliebers são na maioria adolescentes elas não invadiriam uma casa com um sistema de segurança! — Garantiu e ironicamente eu havia pensado a mesma coisa quando os policiais sugeriram isso. — Isso é muito sério, Violet! — Eu sabia que era, mas não queria mesmo deixar ele nervoso e preocupado com isso. — A partir de hoje eu vou colocar seguranças nessa casa e com você! — Falou firme e eu levantei uma sobrancelha quase não acreditando no que ouvi. 

 

— Eu não preciso de seguranças! — Só para os meus pesadelos, pensei comigo. — Sou só uma pessoa comum! — Afirmei e o Justin deu um meio sorriso como se fosse engraçado o que eu falei e eu estava falando muito sério. 

 

— Você é casada com o Justin Bieber! — Falou como se fosse bastante óbvio e eu continuei o encarando com uma sobrancelha erguida. 

 

— Antes de ser casada com o Justin Bieber eu era meia irmã dele e nunca precisei de seguranças! — Pontuei e o Justin me olhou meio sério, como se estivesse procurando alguma piada nas minhas palavras, mas eu estava falando muitíssimo sério. 

 

— Você sabe que estou muito famoso agora, paparazzi seguem nós dois, nossa vida não é mais normal como era no Canadá vivendo com nossos pais, aqui é Los Angeles, eu sou o Justin Bieber e você é a Violet Bieber, para a gente pode ser nada mas para algumas pessoas é muito, pode ter algum bandido tentando roubar a gente ou fazer coisa pior! — Eu sabia que ele estava certo, só não gostava da ideia de ter uma pessoa grudada em mim que não fosse meu próprio marido. 

 

     Mesmo com medo do que rolou hoje nessa casa, eu ainda não achava que um segurança poderia me proteger, eu ainda teria os pesadelos, que eram muito piores do que qualquer coisa que eu possa viver acordada.

 

— Você vai ficar em casa por um mês agora não é? — Perguntei e o Justin assentiu. — Então deixa para pensar nisso de segurança daqui a um mês? — Dei um mega sorriso forçado e Justin me encarou sério por alguns segundos, antes de suspirar e revirar os olhos concordando. — Obrigada, eu te amo! — Coloquei meus braços em volta do pescoço dele, encarando os seus lindos olhos. 

 

— Eu também te amo e não aguento ficar nem mais um segundo longe de você...— Disse olhando os meus olhos. — Aliás você sabe que pode vir na tour comigo...— Sugeriu novamente, o que já tinha tentando me convencer milhares de vezes.

 

— Eu não consigo viver em turnê, nem se quisesse...— Ponderei antes de suspirar. — E tem a faculdade, não posso deixar de lado! — Avisei e Justin sorriu de canto para mim como se soubesse bem que essa seria a minha resposta. 

 

— Do jeito que você se dedica vai ser a melhor psicóloga do mundo...— Deu ênfase e eu queria concordar com ele, que eu me dedicava tanto assim, mas na última aula eu lembro de dormir metade dela. 

 

— Espero que sim.... quero ajudar o máximo de possíveis, da forma certa dessa vez... porque eu não consegui ajudar todo mundo em Toronto e na nossa família....— Respirei fundo ao pensar nisso e notando que ficou bem mais claro agora, o que não saia da minha cabeça. 

 

    O Justin me conhece, no fundo ele sabe bem que eu penso nisso todos os dias, ele só evita falar para não começar esse assunto, é difícil para ele também, apesar de tudo, o Jacob era o irmão mais velho dele.

 

— Ele não queria ser salvo e você sabe disso. — Colocou sua mão em meu rosto ao dizer com convicção. — Você não errou, ele fez a merda toda e você tem que parar de se culpar por atitudes de outras pessoas, Violet! —  Falou mais sério, como se quisesse que isso entrasse na minha cabeça e não é a primeira vez que temos uma conversa sobre esse assunto, na verdade já perdi as contas. 

 

     Eu posso carregar cada marca que o Jacob fez em mim para a vida toda, ignorar elas como eu ignorava enquanto estava com ele, mas não posso ignora o fato de ter matado o Jacob, sei que era algo como, se não fosse ele seria eu ou alguém que eu amo..... mas, eu não consigo carregar a morte de alguém e ficar bem com isso e parece que o fantasma do Jacob não vai sair dos meus sonhos me lembrando a cada dia da merda que eu fiz. 

 

— Eu sei... — Tentei da um sorriso mais animado. — Não vamos mais falar sobre isso, vamos falar de coisas boas! — Exclamei animada e Justin concordou como se tivesse algo para me contar. 

 

— A Ashley falou com você hoje? — Perguntou com o riso preso e eu neguei, pois só falei com a Hazel hoje. — Então eu vou deixar ela te ligar para contar! — Disse fazendo mistério e eu tentei dizer algo mas isso meio que isso me deixou levemente sem reação. 

 

      Justin e Ashley são amigos, nada mudou mesmo em relação a eles e sempre conversam, eu sei disso e para mim está tudo bem, a Ashley ama a Hazel e está muito claro, mas eu odeio mistérios e o Justin acabou de criar um. 

 

— Não gosto de segredos! — Resmunguei fazendo um bico, quase como uma criança mimada.

 

— Não é um segredo, é meio que uma decisão....— Ponderou e eu bufei sem vontade alguma de esperar até a Ashley possivelmente me ligar para contar, já pensou se ela não quiser falar? Eu vou viver pensando nisso, pelo menos vai ser algo diferente para ocupar minha cabeça. 

 

— Da última vez que a Ashley tomou uma decisão ela e a Hazel casaram sem contar nada para ninguém, eu devo ter medo? — Estreitei os olhos, me lembrando da última que Ashley tentou fazer de surpresa.

 

    Não sei se é Tokyo e os horários a frente, ou a tecnologia lá que só faz avançar, mas a Ashley parece ligada nos 220, ela está sempre elétrica, fazendo surpresas pra Hazel, se mostrando super apaixonada e disposta a construir uma família com ela, mas a Ashley também anda bem acelerada, viver no país que nunca para, tá mexendo bastante com a cabeça dela.

 

— A Ashley ta surtando em Tokyo, só quero ver a reação da Hazel quando souber o que vem agora. — Avisou mostrando que tinha mesmo um lado sério apesar de ele ter dado risada antes. 

 

— Ela não contou para a Hazel? — Perguntei tentando imaginar o que seria agora, para a Ashley nem ao menos contar para a pessoa que está casada. 

 

— Ela só vai contar pra todos quando a Hazel souber e eu acho que a Hazel vai ter um ataque, real. — Avisou e eu torci os lábios pensando nisso. — Mas enfim, vamos comer? Estou morrendo de fome! — Pegou a minha mão a puxando com ele.

 

  Eu ainda queria saber mais do segredo da Ashley de agora, mas o Justin já estava mostrando que não ia falar mesmo nem que eu implorasse, então eu teria que esperar, ou ir perguntar pra Ashley como quem não quer nada logo após o jantar. 

 

 

        Hazel Parker Point Of Views.

 

                         06:45 a.m. 

 

                19 de Agosto de 2020. 

 

             Shinjuku, Tokyo, Japão.

 

 

 

     Eu não conseguia dormir com aquela luz forte do notebook na minha cara e nem imagino que horas da manhã era, mas Ashley adorava acordar cedo demais para "viver o mundo", bizarro quando se tem uma cama e sono o suficiente para dormir durante meses, bem, pelo menos eu me sinto assim. 

 

      Tokyo nunca para, é estranhamente anos luz a frente de Toronto e isso mexeu completamente com a nossa rotina, não é só fuso fodido, também tem o fator que nada e nem ninguém desliga nessa cidade por nada, nunca. 

 

     Mas eu nasci em cidade pequena e não estou nem um pouco acostuma a dormir 4 horas por dia e achar isso lindo, se eu fico sem dormir pelo menos 6 horas eu já me considero um monstro do mal humor. 

 

    Porém com Ashley era totalmente o oposto, a gente era o oposto uma da outra. 

 

    Quando Ashley me chamou para trabalhar com ela eu nem sabia se iria aceitar, mas que bom que aceitei afinal, jamais pensei em gostar de alguém de verdade, sem um interesse financeiro por trás e Ashley foi a primeira pessoa, vir para Tokyo, trabalhar como modelo na resista que ela trabalha como editora chefe, é a aventura mais doida que estou tendo o prazer de viver, todos os dias são diferentes e intensos, parece que vivemos mil anos e só se passaram 3 horas. 

 

     Talvez por isso a gente tome decisões tão rápido.

 

     Pattie disse que quando nos apaixonamos acabamos fazendo coisas no impulso do amor, e algumas vezes pode da errado ou muito certo, como o casamento dela com o meu pai que deu mais do que certo para todos, Pattie disse isso depois de quase desmaiar por vídeo quando eu e Ashley contamos que nos casamos, bem não foi planejado, não teve os 13 dias de Pattie e Oliver, foi literalmente 13 segundos, o templo era bonito, tudo que aprendemos no retiro budista foi incrível e sentimos que era a hora, mesmo que estejamos juntas mesmo a menos de 1 ano. 

 

     Eu sinto que foi a coisa certa a fazer. 

 

     Já me imaginei casando milhares de vezes com um cara muito rico em um palácio enorme, usando um vestido coberto de pedras preciosas, mas acabei casando de roupa comum e cabelo bagunçado em um templo budista no interior do Japão, mas foi especial, e eu sabia que era com a pessoa certa, eu não casaria em um templo budista no interior do Japão com mais ninguém que não fosse a Ashley. 

 

     Amo ela demais, menos quando ela acorda cedo e liga o notebook praticamente na minha cara.....

 

— Você precisa mesmo usar isso agora? — Perguntei sendo bem sincera, já que eu estava com sono e tinha fotos hoje, eu tinha que pelo menos não aparecer de olheiras. 

 

— Desculpa, eu passei a noite toda pensando e não podia perder tempo para ver mais....— Disse sem desgrudar os olhos do computador. — Aliás, quero está bem informada para te explicar tudinho sem errar! — Me olhou brevemente dando um meio sorriso e por alguns instantes achei que a Ashley tivesse enlouquecido completamente.

 

— Me explicar o que? Se for outro investimento na bolsa já volto a falar que sou péssima em matemática e isso não funciona comigo! — Neguei me lembrando da última vez que ela tentou me explicar como investia na bolsa de valores e eu quase perdi muito dinheiro porque sou muito ruim com números. 

 

— Não é bem esse tipo de bolsa...— Ponderou ao dizer e eu franzi a testa a olhando. — Mas volta a dormir quando você acordar a gente conversa melhor! — Avisou se levantando da cama sem tirar os olhos do notebook.

 

    Eu realmente iria virar para o lado e voltar a dormir, mas agora que ela tinha me acordado ao mínimo podia dizer de que porra ela está falando?

 

— Pode falar agora...— Me sentei na cama e dei um sorriso forçado para ela, que olhou para mim tentando analizar se eu estava falando com ironia e não estava. — Eu não vou conseguir dormir pensando, que maluquice a Ashley deve está ansiosa para aprontar agora, então....— Apontei para ela sentar na cama, ainda usando o mesmo sorriso.

 

— Não é uma boa hora para entrar em um assunto delicado desses....— Ashley ponderou, mostrando que não era algo muito simples de se falar e agora sim eu estava mais curiosa do que a dois segundos atrás. 

 

— Moramos em Tokyo, a cidade não dorme e pelo visto nós duas também não, então pode me falar! — Garanti e Ashley suspirou olhando rapidamente par o computador, como se ainda tivesse muita coisa para ver antes de começar a falar comigo. 

 

      A Ashley estava mesmo preocupada com o que vai falar ao ponto de ter que olhar na internet? Pensei que ela fosse bem mais inteligente que eu...

 

— Bem.... já que insiste! — Mexeu os ombros se sentando na beira da cama e colocando o notebook no colo, Ashley parecia nervosa e respirou fundo quatro vezes seguida antes de dizer algo. — Antes de começar, queria dizer que eu tomei essa decisão ontem, quando fui visitar a Yong, a funcionaria da revista, ela está em casa em licença a maternidade e eu fui levar um presente, o bebe dela é a coisa mais fofa do mundo todo! — Fez uma cara super fofa com os olhos brilhando por conta disso e eu sabia da Yong e que ela estava grávida, obviamente teve o bebê. 

 

     Mas ainda não entendi onde isso pode ter haver com o que a Ashley quer falar comigo, já que a Yong era mais amiga dela do que minha, mas resolvi escutar o resto antes de comentar. 

 

— Sabe como ela ficou grávida? — Levantou uma sobrancelha e ri, por ser bem óbvia a pergunta e eu ainda não entendi mesmo onde esse assunto vai levar e porque ele era tão sério. 

 

— Ashley, Eu sei de onde os bebês vem tá? — Sugeri debochando e ela mexeu nas mãos mostrando está bem mais nervosa do que antes pelo fato de eu está rindo. — Mas o que tem haver isso com o que você quer me falar? — Parei de ri franzindo a testa, confusa com todo o rumo daquela conversa e Ashley continuou encarando as mãos. — Ashley? — Estalei os dedos para ver se ela acordava e finalmente voltou a me olhar. — Continua....— Fiz um gesto simples para que ela continuasse. 

 

— Ela não é casada, nem tem um namorado....— Voltou a falar e agora mesmo que eu estava confusa. — Yong é sozinha, vive ela e a mãe para ser exata, ela nunca parou com um cara direito.... não tem muita sorte no amor.... — Mexeu os ombros murmurando essa parte. — Quando ela ficou grávida o pessoal da empresa achou que ela estivesse com um casinho por aí, até eu achei.... mas aí quando fui visitar ela ontem, Yong me contou a real! — Explicou de forma calma e dava para ver que ela estava nervosa demais ao falar isso e eu cada vez mais curiosa com a história. 

 

      Agora eu estava esperando pela bomba da fofoca, que Yong tinha ficado grávida do chefe, ou de um garoto de programa, algo tão louco quanto os filmes, para ter todo esse nervosismo e mistério só poderia ser um final assim. 

 

— E qual é a real? — Perguntei curiosa demais e isso estava transparecendo até na minha voz, eu adorava uma fofoca, tinha que confessar.

 

— Estamos no Japão, aqui a tecnologia e a ciência já estão muito avançadas, algumas coisas são possíveis, na verdade isso é possível no mundo todo, mas aqui é tão mais rápido e fácil...— Gesticulou levemente extasiada, como se tudo isso lhe deixasse extremamente encantada. — Foi assim que ela conseguiu o bebê! — Disse e rolei os olhos tentando reunir as informações porque eu juro que não entendi de cara. 

 

— Assim como? — Sussurrei ainda tentando encaixar as coisas.

 

  Onde a Yong e o bebê dela tem haver com a tecnologia e ciência do Japão, eu sei que é tudo avançado nesse país, mas ainda consegui encaixar a história. 

 

— Inseminação artificial ou fertilização in vitro, como preferir chamar! — Contou soltando com um suspiro e eu fiz uma careta bem confusa. — Bom, ela queria ser mãe, então ela recorreu a clínica de fertilização, lá ela escolheu um doador anônimo, basicamente ela escolheu ele pelas caracterizadas, coisas que gosta, coisas que não gosta, costumes, mas ela não sabe o nome, nem nunca viu o rosto dele.... ela só o conhece como doador 446, a clínica colocou o sêmen no óvulo dela e assim gerou o bebê! O filho dela! — Deu ênfase no final e eu estava tão impactada com o que ouvi que não tinha uma outra reação a não ser ficar de boca aberta. 

 

    Que maluco..... a Yong teve um bebê de um completo estranho, e nem ao menos vai querer saber quem ele é, até porque é anônimo, ou talvez não seja tanto assim.... se ela sabe a nacionalidade, cor de cabelos e olhos, gostos.... talvez não seja tão difícil assim de se achar, mas enfim essa não é a real questão, e sim que ela teve um bebê de alguém que nunca viu na vida.

 

— Isso parece história de filme! — Ri imaginando o desfecho. — Aí no final a criança cresce e procura pelo pai e descobre que tem outros 75 irmãos! — Ri mais ainda da hipótese e parecia real uma comédia romântica. 

 

     Eu estudei genética na escola, e lembro de falarem sobre isso, na época era muito raro pessoas fazerem esses tipos de coisas para terem bebês, mas já tinha virado matéria na escola, para mim é bastante bizarro e esquésito, mas aqui em Tokyo deve ser muito normal, a Yong não é rica, e ela fez tudo com muita delicadeza, porque ninguém notou, ou ninguém nesse país liga para isso, pode ter virado algo realmente natural. 

 

— Na verdade não tem como achar o pai, é extremamente sigiloso, ainda mais aqui no Japão, as regras e as leis são bem sérias! — Disse com um olhar mais rígido não achando graça da minha piada e eu assenti imaginando que seria assim mesmo aqui.

 

— Era sobre isso que você estava pesquisando? — Questionei apontando para o notebook e Ashley assentiu. — Tudo isso para me contar uma fofoca? — Dei uma leve risada e Ashley continuou me encarando seria — Não é pela fofoca né....— Analisei bem a forma como ela me encarava e era óbvio que não era só isso. 

 

— Eu pesquisei, muito, os prós, os contras, e eu decidi que eu quero ter um bebê! — Jogou isso, de uma vez com uma certeza absurda na voz, me deixando complemente em choque. 

 

    O que? 

 

— Ashley....— Eu nem conseguia falar alguma coisa e pouquíssimas merdas me deixando tão sem palavras assim.

 

    Puta que pariu a Ashley essa cidade enlouqueceu mesmo. 

 

— Eu sei o que você deve está pensando, o Justin pensou nas mesmas coisas e eu falei com ele...

 

— Espera você falou com o Justin! — Não deixei ela concluir porque aquilo já estava ficando demais. — Você decide ter um filho e a primeira pessoa que você conta é o Justin? — Foi uma pergunta retoricamente  ridícula, pois foi exatamente isso que a Ashley fez. 

 

    Não era ciúmes do Justin porque eu mesma conversava demais com ele, mas era porque quem casou com a Ashley foi eu, ela tinha que falar comigo e me consultar antes de falar com o Justin que está nos Estados Unidos casado com a Violet. 

 

— É óbvio que eu ia falar com você! Por isso estava pesquisando mais para te informar direito! — Exclamou indignada com o tom que eu falei, mas ela não se tocou que indignada deveria está eu com essa história. — Eu comentei que seria uma ideia legal, e ele me aconselhou, eu falei que iria pesquisar mais, e foi isso! — Se explicou e a parte do Justin era o menos pior dessa história toda. 

 

— Ashley, eu entendi você ter se emocionado com a Yong e com o bebê dela, mas você ter um bebê agora está totalmente fora de cogitação! — Pontuei para que ela entendesse bem isso. 

 

     Um bebê não era um brinquedo ou um armário que você escolhe o modelo manda entregar e usa em casa, é uma vida, eu vivi com 7 irmãos e vi a gestação e nascimento de todos eles, vi a minha mãe agir com todos eles e não era nada fácil, um bebê precisa de muitos cuidados, atenção, coisas demais.... um bebê precisa de programação antes, durante e depois de nascer, as coisas não funcionam assim.

 

     Quando casamos tão rápido eu achei engraçado porque remeteu ao que aconteceu a Pattie e meu pai, mas agora um bebê? Na velocidade que as coisas estão andando a gente vai se divorciar antes do ano novo.

 

— Por que não? — Cruzou os braços me encarando seria e por uma leve fração de segundos Ashley pareceu uma criança. — Me de um bom motivo, Hazel? — Pediu e eu levantei uma das sobrancelhas. 

 

— Existe trilhões de bons motivos, Ashley! — Exclamei o óbvio e ela bufou não concordando comigo. — Para começo de conversa, não temos tempo para cuidar de um bebê, temos que trabalhar, estamos em tokyo para isso, segundo que você tem 23 anos, você não quer ser mãe agora, só tá emocionada! — Apontei para ela que me olhou de canto não gostando do que eu falei. — E esse lance de artificial parece bastante estranho e desnecessário! — Conclui e Ashley descruzou os braços, respirou fundo demais, como se tentasse se acalmar. 

 

— Você não quer ter filhos comigo é isto? — Perguntou se ofendendo e não foi nada disso que eu falei. — Porque não sei se você notou, mas eu sou menina e você também, Hazel, a única forma de dois iguais reproduzissem é desse jeito, no lugar do meu óvulo vai ser o seu, com sêmen de um dor anônimo que nunca veremos na vida, é essa coisa bastante estranha, que  pode da uma família a nós duas! — Disse de um jeito que me deixou levemente mal pelas minhas palavras anteriores. 

 

    Mas Ashley tem que entender muitas coisas ali, não era a forma como iríamos ter um bebê, e sim que iríamos ter um bebê rápido demais, era uma coisa que teríamos que decidir com calma, paciência e tempo, muito tempo. 

 

— Não é só isso e você sabe, é cedo demais....— Falei com calma e Ashley correu os olhos como se quisesse anular essa parte. — A gente é nova demais para ter filhos.....

 

— Acho que para ter filhos tem que amar e querer está juntos.....— Falou não deixando eu concluir. — Porque esperar 10 anos se podemos viver o agora, eu sei que é uma decisão muito séria, é uma vida que estamos falando, mas desde que eu tinha 15 anos eu sonhava em me casar com o Justin e ter filhos, ser mãe cedo para aproveitar meus filhos, ver meus netos.... Eu não casei com o Justin, mas casei com alguém eu amo muito mais, e eu quero continuar esse sonho! — Disse parecendo ser muito sincera em suas palavras. — Eu quero ter uma familia com você, completa. — Afirmou olhando nos meus olhos, tentando passar toda a verdade para mim.

 

— A nossa família pode ser completa sem bebês...— Sugeri e Ashley bufou irritada, deixando o notebook de lado e ficando de pé. 

 

— Quando você tentou engravidar do Justin para da um golpe, você não tinha medo de ter bebês né? — Jogou nada feliz antes de sair batendo o pé extremamente irritada com as minhas repostas. 

 

     Qual é? Eu não estou errada, estou? Um bebê é algo sério.... não que a relação que eu tenha com a Ashley não seja seria, mas está tudo rápido demais... sei que ela tem razão quando diz que eu queria ter bebês para da golpes, mas agora eu penso muito mais na criança do que em mim.  

 

    Porém eu lembro que me preparei bastante para isso, porque era o que podia me fazer ficar rica..... 

 

    Mas mesmo assim é uma loucura, rápido demais e louco demais, sem chances, eu não vou ter um bebê logo agora, não com tudo que estamos trabalhando em Tokyo, no auge da nossa carreira. 

 

     Suspirei profundamente, olhando para o notebook que Ashley deixou na cama, revirando os olhos antes de puxado para perto e ver o que ela estava lendo esse tempo todo. 

 

— Tudo sobre a inseminação artificial, os pós e os contras...— Era isso que estava escrito em letras grande e era um artigo enorme. 

 

    Ashley enlouqueceu, ela estava usando a emoção ao invés da razão por causa do bebê da Yong, mas eu não queria que ela ficasse irritada comigo por isso, até porque se ela quiser ter um bebê ela pode, não precisa de mim, ela quer que eu der meus óvulos  para ela gera e assim o bebê terá o meu DNA e o dela, mas se ela quiser.... pode fazer como Yong... sozinha. 

 

     Me encostei na cabeceira da cama antes de começar a ler a mesma coisa que Ashley lia agora a pouco, concentrada para entender mais e poder falar com a Ashley e convencê-la a mudar de ideia de uma forma muito mais coesa e com argumentos. Não podemos de um bebê agora de jeito nenhum. 

 

     Pelo menos assim eu espero. 

 

 

 

 

       Violet Parker Point Of Views.

 

                             11:02 a.m. 

 

                   20 de Agosto de 2020. 

 

            Los Angeles, California, EUA.

 

 

 

— Taylor que bom ver você! — Abracei ela assim que abri a porta da frente e a vi com Harvey no colo. — E você bebê como vai? — Passei minha mão suavemente pelo pequeno rostinho dele. — Ele está crescendo tão rápido! — Fiz um biquinho triste antes de pega-lo no colo. 

 

— Nem fala...nem parece que nasceu ontem! — Riu fazendo piada e Taylor estava bem melhor do que aparentava por telefone quando me ligou no aeroporto vindo de New York para cá de última hora. 

 

    Era isso que a Taylor fazia nos últimos meses, o casamento dela e do Ryan está indo de mal a pior, algo que ela chama de crise, as vezes eles brigam de um jeito que não querem se olhar, então ela tenta espairecer para não piorar tudo e vem para Los Angeles me visitar, eu amo a companhia da Taylor mesmo que seja nesses momentos tensos da vida dela. 

 

— Meu afilhado tá a coisa mais fofa! — Abracei o bebê que cheirava bem e seus cabelos pretos bem lisinhos dava um charme único com seus olhos extremamente azuis. — Nossa, os olhos dele estão cada vez mais azuis...— Comentei analisando bem. — Ryan tem olho verde né? — Perguntei para me lembrar e Taylor olhou para o Harvey no meu colo antes de olhar para mim e concordar.

 

— É... mas... a avó do Ryan tem olho azul assim! — Riu soltando o ar pelo nariz. — Aliás, obrigada por me receber aqui de novo... pela milésima vez...— Resmungou o final parecendo envergonha  por isso e eu mexi os ombros mostrando que estava tudo mais do que bem.

 

— Você sabe que nem precisa pedir para vir pra cá, a casa é sua! — Avisei para que Taylor não fique cismada com isso, éramos melhores amigas e eu era madrinha do Harvey, não tinha a menor chance da presença de Taylor e do bebê incomodarem em algo. 

 

— E aí Taylor! — Justin veio da cozinha e ela sorriu para ele acenando com a cabeça. — Oi Harvey, você está enorme, daqui a alguns meses já faz um ano né? — Perguntou se virando para Taylor que assentiu e Justin não demorou para pegar o menino do meu colo. — Eu vou levar ele para vê hóquei comigo, acho que vocês vão querer conversar...— Apontou para mim e para Taylor e eu adorava o quanto o Justin era compreensivo com absolutamente tudo. 

 

     Ele sabia da situação da Taylor e ele sabia mais ainda que ela precisava conversar, era por isso que estava aqui, para por tudo pra fora e receber uns conselhos de uma amiga estudante de psicologia, Taylor fazia mais do que bem em vir, mesmo que as brigas entre ela e Ryan sejam só verbais, eu imagino como ela deve sentir e lembrar do que lhe aconteceu antes.... assim como eu me lembro bem de tudo até hoje. 

 

— Vamos sentar...— Apontei para o sofá antes de caminhar com Ashley até ele. — Está com fome? A viagem foi longa...— Perguntei e Taylor negou rapidamente se sentando ao meu lado no sofá. 

 

— Eu comi no caminho, aliás eu nem to com tanta fome ultimamente...— Contou e eu a olhei com atenção pronta para ouvir tudo. — Tudo anda muito difícil em New York e com o meu casamento com o Ryan, ele continua descordando das minhas decisões sabe, como se eu fosse uma criança e ele precisasse cuidar de mim.... mas eu já sou adulta, ele tem que entender isso! — Pontuou e eu tinha que concordar com ela. — Ele acha que eu ajo demais pela emoção, que eu deixo meus sentimentos trabalharem mais que a minha razão e talvez ele esteja certo.... talvez eu realmente tenha colocado todo os meus sentimentos mais fortes em certas..... em certas decisões, mas quando eu decidi ele estava lá comigo, só agora tudo parece ruim, sabe? — Me olhou e eu estava entendo o contexto. 

 

     Ryan acha que Taylor leva toda a vida dela baseada em agir com a emoção, que as vezes ela pode passar do ponto com isso e ele tem essa vontade enorme de protegê-la, mas ela não quer ser protegida, ela é forte e já sofreu demais na vida para deixar que alguém lhe diga o que fazer, mesmo que seja para o bem dela. 

 

— Acho que vocês dois querem muito cuidar da situação, ele quer que você fique segura e você quer testar, isso acaba causando desavenças, e não vão se resolver até que vocês entrem em um acordo, eu ja falei isso nas outras vezes. — Expliquei, até porque não era a primeira vez que eles brigavam por essa mesma razão. 

 

— Eu não sei se quero ficar com o Ryan mais, acho que nosso amor desgastou.... sei lá... as vezes eu acho que to enganando ele... não dando o amor que prometi. — Confessou suspirando ao final e era uma decisão extrema, mas eu não podia interferir, apesar de aconselhar sempre. 

 

— Você tem decidir o que te faz bem, o que te deixa feliz, não se prenda a nada por alguém, acho que nós duas já aprendemos demais com isso! — Olhei sugestiva para Taylor, que logo entendeu e assentiu. 

 

— É, o Jacob acabou com muitas partes da nossa sanidade, mas nos deu algo muito maior, a coragem! — Disse me olhando com certeza e era mesmo uma verdade. — O que é uma puta ironia porque ele... ele dizia que a gente não tinha coragem... Jacob usava isso para nos humilhar, e olha agora! — Deu um enorme sorriso corajoso.

 

 E eu queria está comemorando a minha coragem, ela existe, mas quando se trata de dormir e sonhar ela vai toda embora, o que é um saco. 

 

— Bem você tem muita razão, mas o Jacob nos deu muito mais do que a coragem, ele nos deu a nossa amizade e você sabe que pode contar comigo para tudo! — Abracei Taylor de lado e ela encostou a cabeça no meu ombro. — Você salvou a minha vida e eu nunca poderia parar de agradecer. — Afirmei e Taylor me olhou com um sorriso doce. 

 

— Não precisa, você está viva, já é tudo, até porque, quem tinha que sofrer já está sofrendo, que é o Jacob...— Disse pondo ênfase em casa palavra e eu a olhei. — Digo, sofrendo no inferno... com certeza... é no inferno que ele está bem agora. — Disse entre dentes de uma forma muito diferente e eu não gostava de concordar com isso, apesar de pensar bastante. 

 

      Sei que o Jacob foi terrível mas a morte dele já foi feia, para mim ele pagou por tudo ali, o inferno não seria nada, ele mesmo dizia ser o capeta, era capaz de ele gostar bastante de lá. 

 

— É.... então vamos comer? Tem um bolo maravilhoso que a Elza fez e eu não quero ver você passando mal de fome! — Segurei a mão de Taylor que fez uma careta. — Eu não quero você doente quando precisa alimentar um bebê! — Avisei puxando ela para ficar de pé. — Lembres-se de ficar bem pelo seu filho, certo? — Olhei atenta esperando a resposta dela e Taylor respirou fundo.

 

— Certo! — Assentiu se levantando para me seguir até a cozinha sem reclamar. 

 

 

 

 

 

        Hazel Parker Point Of Views.

 

                         12:28 p.m. 

 

                21 de Agosto de 2020. 

 

             Shinjuku, Tokyo, Japão.

      

 

 

 

    Já tinha se passado mais de 2 dias desde a minha conversa com Ashley e ela continua sem falar comigo direito, eu também não falei nada, ainda estava lendo e sabendo mais sobre isso tudo...

 

    Foi bom esses dias para ler e entender, é loucura? Totalmente, mas também o número de bebês nascidos desse modo no mundo só faz crescer e 0% deles tem alguma ligação com os doadores de semens, na lei eles não tem direito pela criança e os nomes deles nem são colocados na bolsa de dados, são unicamente números e características, 100% seguro. E da para escolher DNA do mundo inteiro, até do Canadá, mesmo estando em Tokyo, é bizarro, a ciência é bizarra, mas muito útil.

 

      Querendo ou não, essa é a única forma de eu e Ashley termos filhos, um bebê meu e dela de verdade, gerado por ela.... ou por mim.

 

       Depois de 2 dias pensando, eu chegue a conclusão de que é uma completa loucura e tudo muito rápido para duas pessoas que estão casadas a 1 mês e que com certeza o resto da família vai querer nos colocar em um sanatório assim que souberem, mas eu nunca fui a voz consciente daquela família mesmo....

 

— Ashley! — Parei na frente da mesa dela no escritório, mas ela nem se deu o trabalho de levantar o rosto para me ver. — Da para falar comigo ou? — Perguntei e ela finalmente levantou o rosto para me olhar, mas ainda em silêncio. — Nossa...— Resmunguei vendo o olhar sério dela como uma criança que não ganha o doce. — Me diz, como a gente vai ter um bebê se você age como um? — Questionei a fazendo revirar os olhos. 

 

— Não me enche Hazel...— Resmungou voltando a olhar para os papéis em sua mesa e agora foi a minha vez de revirar os olhos. — Eu tenho muito o que fazer aqui e....

 

— Tem que ser canadense como nós duas! — Comecei a falar por cima das palavras dela que se calou ao me ouvir. — Tem que parecer mais com a gente do que com um estranho, e eu li sobre isso, muitas mães fazem, elas buscam características físicas semelhante as delas.... eu vi a foto de vários bebês parecidos com as mães, achei incrível.... — Ri e Ashley me encarava enquanto tentava achar onde estava a pegadinha em tudo que falei. — Eu topo, da o meu óvulo para você fecundar não sua barriga, e gera um bebê a nossa cara! — Apontei para mim e para ela com um meio sorriso. 

 

— Mas.... você não achava rápido demais? — Questionou confusa e eu assenti sem pensar duas vezes. 

 

— Sim, não só achava como ainda acho, mas eu nunca fui a rainha da consciência e da obediência, então eu aceito risco, além do que. — Me apoiei na mesa me aproximando dela. — Eu quero construir uma família com você... de verdade! — Afirmei com toda a certeza do mundo e Ashley abriu um largo sorriso feliz enquanto seus olhos azuis brilhavam. 

 

— Sim.... vamos ter uma família, um bebê...— Ela parecia que queria chorar e isso era muito fofo. — Vamos escolher as características que sejam como nós.... tipo, canadense, alto, cabelos pretos...— Começou a falar e eu concordava com tudo. 

 

— Eu tenho meio que uma lista....— Comentei. — O doador tem que ter a idade da gente, e só vamos escolher o que tiver 100% compatível com tudo que a gente quer! — Pedi e ela assentiu se colocando de pé animada com isso. 

 

— A Pattie vai surtar.... todos vão...— Comentou analisando algo que vi desde o priemiro segundo que essa história começou e era bem óbvio que o surto pelo casamento surpresa seria facilmente superado pelo surto do bebê surpresa.

 

— Ela vai surtar, mas vai gostar, vamos da o primeiro neto da Pattie e do Oliver! — Bati minha mão na de Ashley que riu. — Levando em conta que a Jane não é uma neta né...— Parei para pensar e Ashley fez uma cara de confusa tanto quanto eu. — Enfim, o primeiro neto que vai ser só neto! — Ri e ela riu concordando. 

 

     Sei que é uma loucura, mas eu vivo uma loucura desde que aprendi a falar, sempre gostei da adrenalina de fazer algo no impulso mas sempre milimetricamente calculado, é parecido com agora, eu estava tentando ser uma adulta 100% correta, mas não tem uma parte errada nisso, a Ashley vai gerar o nosso bebê e seremos uma família de 3, e por incrível que parece, ainda mais para quem antes não queria, eu mal posso esperar para ser mãe. 

 

 

 

 

         Violet  Parker Point Of Views.

 

                         03:12 a.m. 

 

                21 de Agosto de 2020. 

 

             Los Angeles, California, EUA. 

 

 

 

 

     Depois do terceiro pesadelo da noite, chega a um ponto que eu não quero mais dormir, tenho medo de fechar os olhos e ver o rosto dele, os olhos dele, eu não aguento mais, tá aumentando, antes era um por noite agora são 3, 4.... eu estou ficando com medo de dormir, com medo de piscar e vê-lo, com medo de ele está vivo mesmo e prestes a me pegar, apesar de que em todos os meus sonhos, ele diz que está esperando a nova versão de mim, eu ainda não sei o que isso significa, mas me da medo, muito medo.

 

      O último pesadelo de agora, ele disse exatamente essas palavras: 

 

 

 " você e eu éramos tudo e você fez tornar nada, nesse mundo nada seria capaz de reparar isso, então temos que recomeçar em uma época diferente em corpos diferentes mas a mesma história e dessa vez... eu termino com você"

 

   É tão bizarro que chega a me dar calafrios, ainda mais quando as frases dos sonhos ficam rondando a minha cabeça desse jeito.

 

      Como assim recomeçar em época diferente em corpos diferentes... é como se ele disse que a nossa história vai se repetir em outra pessoas, mas ainda seria nós dois de algum jeito....

 

— Violet? O que faz acordada, são três da manhã? — Taylor apareceu na cozinha com Harvey no colo e eu olhei para os dois sem saber o que falar. — Você está meio pálida, está tudo bem? — Perguntou preocupada e eu assenti me sentando direito na cadeira. 

 

— Sim.... eu só tive um pesadelo....— Confessei e Taylor se aproximou me esticando o Harvey e pegando a mamadeira dele para fazer. 

 

— Quer contar sobre? Minha mãe dizia que faz bem contar, deixa a gente mais relaxado...— Falou enquanto caminhava até a pia e eu ajeitei Harvey no meu colo antes de suspirar e olhar para o bebê enquanto pensava se deveria falar. — Sabe como é, você me ajuda tanto... o mínimo que devo fazer é ouvir....

 

      A voz da Taylor parecia distante quando me vi encarando os olhos do Harvey, sentindo uma pressão absurda no peito que me fazia continuar encarando como se estivesse buscando por algo.

 

— Violet? — Taylor falou me acordando rapidamente do meu delírio. — Você não tá bem...— Ela concluiu isso voltando para perto e se sentando na cadeira do meu lado e pegando o Harvey para lhe da a mamadeira. 

 

       Eu não conseguia mentir, não agora, não depois de três pesadelos, com sorte eu não acordei o Justin, eu teria um treco se tivesse que  confessar para ele que ainda sonho com o Jacob diariamente, eu sei que ele me entende, que ele me ama e quer meu bem, mas é extremante bizarro sonhar com o meu ex abusivo, quando eu já fiz tudo para esquecer. 

 

— Eu ando tendo pesadelos diários, desde o dia do meu casamento.... desde que eu vi o Jacob...ou imaginei vê. — Confessei e Taylor me encarava em silêncio prestando 100% da atenção em mim. — Começou pequeno, eu sonhava com ele me olhando, falando meu nome, hoje sonho diálogos inteiros e mais de uma vez por noite, eu sinto medo, eu não quero vê-lo, nem ouvi-lo.... mas todas as vezes que eu fecho os olhos....— Tentei não derramar as lágrimas que estavam querendo sair. — Eu vejo ele....— Respirei fundo ao concluir e Taylor continuou me encarando em silêncio pro alguns segundos. 

 

        Era totalmente estranho desabafar com alguém sobre isso, ainda mais agora que era a primeira vez que eu falava em voz alta, que eu contava isso e a sensação era estranha. 

 

— Violet, Eu sei o quanto ele mexeu com a sua cabeça, foi terrível, é pra mim também até hoje, tem traumas que a gente não vai esquecer nunca mais! Porém...— Me olhou atenta com toda a calma e carinho do mundo. — Você precisa seguir em frente, você sonha com ele porque você ainda não seguiu em frente, ainda se culpa pela morte dele que eu sei, e isso vai ficar em você, preso se você não aceitar! — Disse firme me passando toda a força das suas palavras e me olhou nos olhos. — Você não matou o Jacob...— Disse palavra por palavra como se tivesse me falando do fundo da sua alma. — Você empurrou ele por acidente... — Acrescentou depois de alguns segundos em silêncio. — Você não é uma assassina e é nisso que tem que focar, seguir a sua vida, porque eu te garanto que o Jacob tá pagando por todos os pecados dele, um por um...— Falou entre dentes de uma forma fria e eu assenti lentamente, levando as palavras dela, mas não era simples, não mesmo. 

 

— A questão, é que eu vi ele sabe.... eu não sei explicar como, nem porque parecia tão real, mas não consigo esquecer isso, as vezes eu penso que ele pode tá vivo, que ele pode ter caído fora do tanque e se escondido..... eu não sei... só tenho medo! — Limpei as lágrimas que desceram pelo meu rosto e Taylor me estendeu uma das suas mãos por cima da mesa e eu peguei sem tirar meus olhos dos dela. 

 

       Taylor me acalmava, me passava uma paz, ela tinha certeza de muitas coisas e isso me fazia refletir, a força que ela teve desde sempre sobre a sua própria história é o que me inspira a ser forte na minha, eu nunca seria tão corajosa, destinada e fria como a Taylor, mas é nela que eu busco forças para enfrentar o resto, porque eu sei que ela sente igual. 

 

— Violet, você confia em mim não é? — Perguntou com a voz suave e eu assenti porque era óbvio. — Então eu te garanto, que mesmo se o Jacob estiver vivo, ele não vai vir  ate você....— Falou dando ênfase no final da frase e aquelas palavras rondaram a minha cabeça por alguns segundos antes de eu raciocinar complemente ao todo.

 

— Por que?.... por que ele não viria? — Questionei querendo saber como a Taylor tinha tanta certeza que ele não viria até a mim, por que ela parecia ter a resposta. 

 

 

 


Notas Finais


Notas finais:



E voltamos com a programação normal....



THE FAMILY IS BAAACK!



eu to tão feliz de está de volta eu juro para vocês, e muito animada pelo o que está por vir!



Primeiro de tudo me seguem no insta @thefamilyfic ou no Twitter @fanfictload pq eu vou sempre avisar no dia que tiver capítulo! Por enquanto não tem dia definido, não sei como vai funcionar quando a quarentena global acabar e a faculdade voltar então vamos deixar assim por enquanto, sigam as redes para saber quando vai ter atualização é essencial e sempre podem falar comigo pela DM de ambos!



Sobre a história! Eu falei que os 5 primeiros capítulos ainda vão se passar poucos meses depois do casamento do Justin e da Violet, só pra situar vcs dos acontecimentos e etc! Aí do 5 capítulo em diante já estaremos nos anos 2037/2038 e vamos contar a história dos filhos dos nossos personagens da primeira temporada!



Todos vão ter histórias individuais igual os pais na primeira temporada, ou seja cada filho vai ter 2/4 ou 6 capítulos contando suas história e seus problemas!



Jane já teve a historia dela então será a única no meio dos jovens( já que ela terá 23) que não terá, mas ela estará envolvida em tudo muito de perto mesmo, agora que é pré adulta!



Os trigêmeos que nasceram no final da temporada passada terão 19 anos que é a idade que Justin e Violet tinham antes, então eles também terão histórias e estarão no 3 ano do colégio!



Bem o formato vai ser similar o da primeira temporada em muitas coisas vocês vão entender mais para frente!



Sobre casais, assim que surgir o elenco jovem já podem montar seus casais preferidos, por química, ou gosto, ou algo que vcs acham que seria shippavel( não importa se é primo, amigo, só não vale irmãos ok kkkkkkk) e vamos ver quem acerta dessa vez, muitas erraram no Jacob e Violet na temporada passada lkkkkkkk



Tb quero saber as teorias, podem comentar aqui ou mandar no privado: teorias sobre os filhos, sobre jacob, qualquer coisa, eu amo ler teorias....



Enfim é isto por hoje, a lista de personagens novos( os filhos deles) está nos destaques do Instagram, lá tá o rostinho de cada um dos adolescentes e no feed tá o rostinho atual dos trigêmeos!



Ok, falei demais e eu tenho que comer, mas é isto!



Bjs e até o próximo!


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