História The Family Business - Capítulo 32


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Categorias Supernatural
Personagens Abaddon, Adam Milligan, Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Crowley, Dean Winchester, John Winchester, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Sobrenatural, Supernatural, Winchester
Visualizações 117
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Alguma coisa entre nós


Fanfic / Fanfiction The Family Business - Capítulo 32 - Alguma coisa entre nós

POV MALU

_ Sammy, você está péssimo - falei enquanto observava ele se olhar no espelho.

_ Obrigado - ele respondeu com ironia - Você continua linda.

_ Bom.. peguei uma daquelas criaturas e.. nós podemos interrogar para conseguir alguma coisa - falei.

_ Tudo bem - ele suspirou.

Andamos em direção sala e o homem estava sentado ao chão, algemado a uma maca. Me sentei um uma cadeira.

_ Qual o seu nome? - Sam perguntou.

_ Vá se ferrar - ele respondeu.

_ Ok Sr. Vá se ferrar.. há quanto tempo você está infectado? - Sam continuou.

_ Faço a mesma pergunta - ele encarou Sam - Nós nos reconhecemos pelo cheiro.

_ Apenas responda as perguntas - falei.

_ Por que? - ele me encarou - Quer saber quanto tempo ainda resta pro seu amiguinho? O que eu ganho com isso?

_ Se acharmos uma cura.. - Sam começou a falar mas foi interrompido.

_ "Se".. eu preciso de algo mais concreto.. não de promessas - ele respondeu.

_ Tipo o quê? - Sam perguntou.

_ Mê dê o seu pudim - ele falou se virando pra mim e olhando o pudim de chocolate na minha mão.

_ Sério? - perguntei.

_ Dá pra ele Malu - Sam falou.

_ Mas Sam...

_ Anda logo.. - ele me encarou.

_ Tá.. - joguei o pequeno pote para o homem que pegou e abriu rapidamente, utilizando os dedos para comer.

_ Fui infectado ontem á noite... e você? - Sam perguntou ao homem.

_ Hoje de manhã - o homem respondeu ainda comendo.

_ Então por que você parece mais avançado? - perguntei.

_ Eu não sei.. uns se transformam mais rápido do que outros. Mas no fim sempre acabamos do mesmo jeito. Enlouquecemos e depois explodimos.

_ Vou dar um jeito nisso - Sam prometeu.

_ Mentiroso! - gritou e depois me olhou - Se for esperta.. vai meter uma bala na minha cabeça e depois.. nele.

 

POV SAM

_ Hey Bro - atendi o telefone - Como vão as coisas por ai?

_ Não muito boas. Eu tinha deixado a xerife na casa da avó dela mas parece que algo está errado com a bebê. Vou demorar mais um pouco a voltar.. vocês vão ficar bem? - Dean perguntou.

_ Claro, vamos - falei.

_ E como ela está?

_ Malu? Bem.. por que? 

_ Não sei.. ela está.. estranha? - falou - Mal conversou comigo ou chegou perto. E geralmente ela pediria a você pra vir e eu ficaria com ela, então... não sei.

_ Ela me parece tranquila - falei - Mas você beijou a Escuridão, então não sei..

_ Eu definitivamente estou ferrado - ele disse e eu sorri.

_ Boa sorte - falei.

_ Pra vocês também. Fiquem bem.

Desliguei o telefone e vi que Malu dormia tranquilamente sobre a maca. O homem que estava preso no chão havia morrido. Ouvi uma voz que vinha do corredor e peguei minha arma antes de me aproximar. Uma mulher, morena e com cabelos pretos e cacheados estava sentada no chão ao lado de um corpo e cantava uma canção.

_ Oi Sam - ela falou.

_ Como sabe meu nome? Quem é você?

_ Temo que tenha que dizer "o quê" e não "quem" - ela falou se levantando e me encarando - Deixe me dar uma dica: Você, seu irmão e a mulherzinha dele foram ótimos para os negócios recentemente. 

_ Você é um ceifeiro - falei.

_ Meus parabéns. 

_ Qual é o seu nome?

_ Está flertando comigo, garoto? - perguntou se aproximando - Sem ofensas mas você não faz o meu tipo. E não sou legal com o homem que ajudou a matar meu chefe.

_ Sinto muito pela Morte - falei.

_ Eu também - ela suspirou - Mas as pessoas ainda estão morrendo então tenho almas pra ceifar.. mensagens pra entregar.. 

_ Que tipo de mensagens? - perguntei.

_ Acabou - ela falou.

_ O quê acabou?

_ Você e Dean.. Morrendo e voltando de novo.. e de novo - se aproximou mais ainda - A velha Morte achava isso divertida mas agora há uma nova regra mais dura no universo. O que vive, morre. E eu vou cuidar para que quando vocês morram.. fiquem mortos. Dá proxima vez que você ou seu irmão morrerem.. não vão para o céu ou inferno. Eu vou mandar vocês para o vazio. 

_ Nós não.. - comecei a falar mas ela interrompeu.

_ E você está morrendo Sam.. eu posso sentir - ela me encarou - Está impuro, no sentido bíblico. Então te vejo novamente Sam - ela se afastou e saiu andando pelo corredor - Te vejo bem em breve. Meu nome é Billie, a propósito.  

Olhei o vidro da janela e afastei a gola da camisa, as veias do meu pescoço estavam cada vez mais saltadas. Então eu tive uma ideia.

Guardei a arma e entrei na capela, me sentando em uma das cadeiras.

_ Então.. sei que faz muito tempo, mas.. Dean e eu já passamos por maus bocados - encarei o crucifixo a minha frente - Mas dessa vez é diferente. A culpa é minha e não sei como concertar. E se eu tiver que morrer, estou em paz mas Dean não merece isso. Tem pessoas lá fora que vão morrer por minha causa, e eu não estou pedindo que concerte meus erros.. Eu nem sei se você está, se pode me ouvir.. mas se puder Deus.. Nós precisamos da sua ajuda. 

Sai da capela e fui tomado por pensamentos e imagens de mim no.. inferno? O que isso quer dizer?

 

POV DEAN

Estacionei o carro na frente da casa e desci.

_ Onde está o bebê? - perguntei assim que vi Janne, a xerife parada me esperando.

_ Temos um problema - falou - Minha avó é muito catolica.. e quando ela viu os problemas, chamou um padre que chamou um exorcista.

_ Sério? - perguntei revirando os olhos.

Ela entrou na casa e passei pela porta atrás dela. 

_ Olá meu querido -  falou me cumprimentando enquanto bebia um chá sentado no sofá da sala. 

_ Crowley? 

_ Padre Crowley - corrigiu.

_ Vocês se conhecem? - a menina perguntou.

_ Claro. Dean era um coroinha adorável - falou e eu ri.

_ Posso falar com o senhor lá fora? - pedi.

_  Claro.. assim que eu terminar meu chá.

 

_ Sério? Padre Crowley? - perguntei quando chegamos do lado de fora.

_ Perdão seu velho e patético astro do rock. Ofendi seu ego fraco? - perguntou.

_ O que faz aqui? - perguntei.

_ O mesmo que você, trabalhando.

_ Acha que tem um demônio nela?

_ Nem um pouco.

Ouvimos um grito e entramos correndo na casa. A avó da xerife estava no chão da cozinha com o pescoço cortado e morta. 

_ Que reviravolta - Crowley comentou.

 

POV MALU

Acordei com um gemido agoniado de dor e me levantei pegando a arma embaixo do travesseiro.

 _ Sam? - chamei.

Quando sai no corredor, vi o Winchester mais novo jogado no corredor. Ele estava alucinando e falava coisas desconexas.

_ Impuro.. no sentido bíblico - falou.

_ O quê? - perguntei.

_ Impuro..

Me levantei rapidamente e corri até o notebook. Procurei em várias páginas rituais de purificação e passei os olhos sobre as várias páginas até encontrar o que eu queria. Fui até a bolsa que Dean tinha colocado as armas e peguei o pequeno pote com óleo santo. Peguei uma pinça com um algodão e uma vasilha de alumínio onde despejei o óleo e corri de volta até Sam. Me sentei no chão e coloquei a cabeça dele em meu colo. Molhei o algodão no óleo e o acendi com um esqueiro. Passei a fumaça que saia do pescoço de Sam, sob as veias saltadas. Sam gritou desesperadamente. As veias queimaram, virando cinza.. enquanto Sam respirava com dificuldade.

Quando tudo sumiu, ele respirou fundo e abriu os olhos  levando as mãos ao pescoço. 

_ Eu.. estou bem - ele falou - Você me salvou.. você encontrou a cura..

Sam se levantou do meu colo e me abraçou fortemente.

 

POV DEAN

Subi as escadas escutando o choro do bebê e abri a porta do quarto. Me aproximei devagar do berço e Amara sorriu assim que me viu. Notei a pequena marca em seu ombro, a mesma que eu carregava no braço. 

_ Ela gosta de você - Crowley comentou parado a porta.

Ouvi bagulhos de coisas se quebrando e fui em direção ao quarto ao lado. Jenna quebrava alguns anjos de porcelana.

_ Jenna? Você está bem? Por que esta fazendo isso? - perguntei.

_ Minha avó colecionava essas coisas mas eu nunca achei graça - respondeu - Mas ela não vai se importar, cortei a garganta dela.

_ Por quê fez isso?

_ Ela está sem alma - Crowley respondeu - Fascinante. 

_ Amara precisava ser alimentada - falou.

Ela veio pra cima de mim com uma faca mas foi arremessada para o teto e caiu no chão sem vida.

_ Estou entediado - Crowley falou.

_ Acho que Amara é a Escuridão - falei.

_ Tá. E agora? Você vai matar ela?

_ Não tenho escolha..

_ Você vai matar ela? Logo você? - Crowley riu - Você é atraído por ela. Não vai conseguir matar a garota. Vocês são como imãs. Eu vi do jeito que olhou pra ela.

Peguei a lâmina dos anjos e prendi a mão de Crowley na parede. 

_ Seu desgraçado - Crowley gritou.

Fui andando até o quarto de Amara mas ela não estava mais no berço.

 

POV MALU

_ Ainda não entendi, pensei que Amara fosse uma mulher e não uma criança - Sam falou enquanto descíamos as escadas, entrando no Bunker. 

_ Eu também não sei - Dean respondeu.

_ Preciso de um banho - Sam subiu as escadas mexendo em seu cabelo.

 De repente, um silêncio constrangedor tomou conta do Bunker.

_ Está tudo.. bem? - Dean perguntou.

_ Perfeitamente bem - respondi.

_ É que.. você não falou comigo o dia inteiro e.. nem se aproximou nem nada.

_ Não tinha nada de relevante pra falar com você - comentei.

_ Vai me tratar assim? Com indiferença?

_ Não estou tratando com indiferença. Se estivesse você certamente saberia.

_ Então conversa comigo direito.

_ Sobre o quê você quer falar? - perguntei revirando os olhos.

_ Não quero que fale comigo só porque estou pedindo. Quero que fale comigo por livre e espontânea vontade.

_ Não tenho nada de relevante pra falar.

_ Tudo bem - ele suspirou derrotado - Então não converse com seu namorado.

_ Agora você é meu namorado?

_ Quando eu deixei de ser?

_ Não sei.. que tal quando beijou a Amara?

_ Eu nem sei direito o quê aconteceu..

_ Mas eu sei o quê eu vi - falei - E vi.. a conexão entre vocês dois era.. intensa.

_ Isso não importa. É você que eu amo.

_ Não me pareceu - falei - Tem alguma coisa.. entre nós.. estou sentindo que desde que a Escuridão foi libertada, um abismo cresceu entre nós dois. Tem alguma coisa entre nós Dean.. e essa coisa é a Amara.

_ E o quê você quer que eu faça pra provar isso? Pra provar que eu amo só você? - ele me encarou - Depois de tudo o quê passamos..

_ Depois de tudo o quê eu passei.. - falei - Eu não desisti de você Dean. Eu fui atrás de você e te salvei. Eu, sempre eu. Várias vezes. 

_ Está dizendo que eu não te amo?

_ Não.. - falei - Estou dizendo que você precisa parar de só dizer e começar provar. 

Subi as escadas indo em direção ao quarto mas escutei um objeto sendo arremessado em direção a parede e se estilhaçar em mil pedaços.

 



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