História The Fault In Our Stars - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, K.A.R.D
Personagens B.M, J.Seph, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jiwoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Somin
Visualizações 4
Palavras 4.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Survival, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bolinhos ^^
Sei que tenho muito história pendente, mas não resistir em postar essa aqui.

-Se trata de uma adaptação do livro 'A Culpa É Das Estrelas' de John Green com o casal Jikook e Vhope.
-Eu espero realmente que vocês entendam bem essa adaptação e eu juro que fiz com todo o carinho.
-Se for uma pessoa sentimental, aconcelho não ler.
-os capítulos vão ser enormes r vão ser ao todo 26 capítulos(eu acho)
-Jungkook tem Tireoide(câncer no pulmão)
-Jimin tem osteosarcoma(câncer que tira uma parte de seu corpo)
—Taehyung tem câncer ocular, isso deixa ele cego.
-Yoongi tem câncer de apêndice.
-Jiwoo e Somin tem leucemia.
-O J.Seph(Taehyung) e o BM(Matthew) morreram por causa dos tumores.
-E Hoseok namora o Taehyung.

Só isso mesmo, boa leitura ^^

Capítulo 1 - Capitulo um


Fanfic / Fanfiction The Fault In Our Stars - Capítulo 1 - Capitulo um

  Faltava pouco para eu completar 17 anos e minha omma simplismente tirou a conclusão de que eu estava deprimido. Talvez pelo fato de eu não ter vontade alguma de sair de casa, passava horas jogado na cama, lia o mesmo livro repetidas vezes, comia muito pouco e a maior parte do meu tempo grande e livre era pensando na morte. 


    Quando você descobre que virou alvo de um câncer e acaba lendo um folheto, um site ou qualquer outra coisa relacionada ao cancêr a depressão acaba entrando na lista dos efeitos colaterais da doença. Mas, na verdade, a depressão não é exatamente um efeito colateral do câncer, e sim o efeifo colateral de uma pessoa prestes a morrer(o câncer também é um efeifo colateral de uma pessoa prestes a morrer. Praticamente tudo é, na verdade.) Mas a senhora Jeon insistia em achar que eu precisava de um tratamento, por isso me levou ao meu médico, o Jin, que concordou que eu estava afundado em um mar de depressão paralisante e por isso trocou todos os meus remédio e me obrigou a frenquentar o Grupo de Apoio uma vez por semana. 


    O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com vários problemas psicológicos que surgiram graças aos tumores. O porquê de o elenco ser rotativo? Efeifo colateral de uma pessoa prestes a morrer. O Grupo de Apoio era muito deprimente, óbvio. Os encontros aconteciam toda a quarta-feira no porão de uma igreja anglicana—uma construção velha no formato de uma cruz com paredes de pedra. Sentávamos em uma roda no meio da cruz: onde um dia os dois pedaços de madeira se cruzaram, o lugar onde guardava o coração de Jesus. Eu sabia disso pois o Namjoon, o Lider do Grupo de Apoio e a única pessoa dalí que tinha mais de 18 anos, falava sobre o coração de Jesus todo raio de quarta-feira, sobre como todos ali, jovens sobreviventes dos tumores, estávamos sentávamos sentados no santo coração de Cristo. 


    Bem, era exatamente assim que acontecia no coração do Senhor: uns seis, sete ou dez de nós chegávamos a pé—ou em cadeira de rodas—se alimentava com uns biscoitos velhos e limonada, nos sentavam na Roda da Esperança e ouvíamos Namjoon contar pela milésima vez a história ultradeprimente e superinfeliz de sua vida—sobre o câncer que ele teve nas bolas e acharem que ele ia morrer, mas não, e lá estava ele, adulto, no porão de uma igreja na 137° cidade mais bonita da República Coreana, divorciado, viciado em video-game, praticamente sem amigos, vivendo uma vida monótona explorando seu fantástico passado com câncer, se esforçando para terminar um mestrado que não vai melhorar sua perspectiva de avanço na carreira e aguardando, assim como nós, que a espada de Dâmocles lhe traga o alívio que perdeu a muitos anos atrás, quando o câncer levou seus testículos e deixou para sí só o que a alma mais generosa poderia chamar de vida. 

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    Ai a gente se apresentava: Nome. Idade. Diagnóstico. E como nós nos sentimos no dia. Eu sempre dizia na minha vez, meu nome é Jungkook. Dezesseis anos. Originalmente, tireoide, mas com uma grande colônia de satélites instalado à muito tempo nos pulmões. E eu me sentia bem.

Quando o último da roda se apresentava, o Namjoon sempre perguntava se alguém que dizer algo. E ai começava toda aquela punheta grupal de "encorajamento": todos falam de lutar, combater, vencer, remitir e examinar. Para não ser injusto com o Namjoon, ele deixava a gente falar sobre a morte. Mas muitos ali não estavam morrendo. Muitos viveriam até a fase adulta. Assim como Namjoon.(Isso significa que tinha muita competição, todos querendo vencer não só o câncer, mas também as outras pessoas da roda. Tipo, eu sei que não faz sentido, mas quando você ouve que tem vinte por cento de chance de viver cinco anos, e faz as contas e conclui que isso é uma chance em cinco… você olha em volta e pensa: eu preciso durar mais que quatro desses desgraçados.)


    A única coisa que salvava naquele grupo era, na verdade, um garoto chamado Taehyung, um magrelo de rosto comprido, com o cabelo loiro e extremamente liso que cobria apenas um de seus olhos. E era nos olhos que estava o problema. Ele teve um tipo inacreditavelmente improvável de câncer ocular. Um olho foi tirado de sí ainda quando criança, e agora Taehyung usava oculos redondos de grau alto que fazia ambos os olhos—tanto o de verdade quanto o de mentira—parecerem enormes, como se, ironicamente sua cabeça fosse composta apenas pelo olho de vidro e o globo ocular olhando para você. Pelo o que eu entendi com as poucas vezes que ele se pronunciou para o grupo, uma recorrência colocou seu globo ocular de verdade em perigo mortal. Taehyung e eu nos comunicávamos, exclusivamente, por meio de suspiros. Toda a vez que alguém falava de dietas contra o câncer, de cheirar ossos de tubarão em pó ou sei lá o que, ele me olhava e suspirava levemente. Eu movia a cabeça em movimentos mínimos e quase imperceptíveis e respondia com outro suspiro. 


                          ★★★


    Então o Grupo de Apoio já deu o que tinha que dar, e depois de alguma semanas eu passei a ter surtos quando falavam sobre ele. Que dizer, na quarta-feira na qual conheci Park Jimin, tinha dado o meu melhor para me livrar da sessão do grupo enquanto estava sentado ao lado da omma no sofá, na metade da terceira parte da maratona de doze horas da temporada anterior de Teen Wolf, que digamos que eu já tinha assistido, mas mesmo assim... 

Eu: "Eu não quero ir ao Grupo de Apoio. 

Omma: "Um dos sintomas da depressão é o não interesse de participar de atividades."

Eu: "Pô, mãe, por favor..."

Omma: "Jungkook, você é já é um adolescente e não uma criança. Deve fazer amizades, sair um pouco, viver."

Eu: "Se quer que eu aja como um adolescente, não me mande para o coração de Cristo. Apenas compre uma identidade falsa e aí à noite eu saio, bebo vodcar e tomo baseado."

Omma: "Pra começar, não se toma baseado."

Eu: "Esse seria o tipo de coisa que eu provavelmente saberia se tivesse uma identidade falsa, viu?"

Omma: "Você vai para o Grupo de Apoio."

Eu: "SAAAAAACO"

Omma: "Você merece uma vida, Jungkook."

Aquilo calou minha boca, tentando entender o que a ida ao Grupo de Apoio tinha a ver com a definição de vida. De qualquer jeito, eu fui. Depois de lutar pelo direito de gravar o episódio e meio de TW que eu perderia. Ia ao grupo pelo mesmo motivo de ter deixado enfeimeiras de um ano e meio de faculdade me envenenarem com substâncias químicas de nomes tóxicos: queria ver meus pais felizes. Há apenas uma coisa pior do que bater as botas aos 16 anos por causa de um tumor: ter um filho que bate as botas por causa de um tumor. 


                           ★★★


    Mamãe parou o carro na entrada da igreja às 16:56. Fingi estar ajeitando o cilindro de oxigênio por alguns segundo para ganhar mais tempo. 


—Quer que eu leve lá dentro? 


—Não, tudo bem. —respondi. 


    O cilindro esverdeado pesava alguns quilos e eu o transportava em um carrinho de aço. Aquilo fabricava dois litros de oxigênio por minuto através de um cânula. Um tubo transparente que se dividia abaixo do meio queixo, passava por trás das minhas orelhas e terminavam no meu nariz. Aquilo tudo era necessário pois meus pulmões faziam um péssimo trabalho como pulmões. 


—Eu te amo. —ela disse, enquanto eu descia do carro. 


—Eu também, mãe. Te vejo às seis. 


—Faça amizades! —ela gritou pelo vidro abaixado, enquanto eu me distanciava. Não queria usar o elevador, porque esse tipo de coisa se faz quando você está nos seus últimos dias no Grupo de Apoio, então fui de escada. Peguei um biscoito, enchi um copo de limonada e me virei. 

Um garoto olhava fixamente para mim. 

Eu tinha quase certeza que nunca o vi na minha vida. Alto e magro, mas tinha músculos, a cadeira abaixo de sí parecia pequena demais, cabelo laranja vivo, liso e médio. Parecia ter a mesma idade que eu, ou quase isso e estava sentado com o quadril na beira da cadeira, péssima postura, com uma das mãos enfiada até a medade de sua calça jeans clara e rasgada. 

Desviei o olhar, ciente da infinidade. de coisas erradas em mim. Eu estava com uma calça de moletom larga, que algum dia foi justa em mim, e uma camiseta também larga e preta. E o meu cabelo: cortado tipo Garoto Odiado Por Todos e nem me preocupei em passar o pente nele. Além disso, meus dentes dianteiros pareciam as de um coelho prestes a triturar alguém. Eu era uma pessoa de medidas normais com um balão no lugar da cabeça. Isso sem fala dos tornozelos inchados. Mas mesmo assim, dei uma espiada rapida e percebi que seus olhos ainda estavam sobre mim. 


    Foi então que eu entendi o verdadeiro significado de aquilo ser chamado de contato visual. 

Andei até a roda e me sentei ao lado do Taehyung, a duas cadeiras do garoto. Olhei rapidamente mais uma vez. Ele ainda me encarava. 

Sério, não vou mentir: ele é um gato. Se um garoto que não for gato te encarar intensamente sem parar, na melhor das hipóteses isso é esquisito, e na pior, é algum tipo de assédio. Mas se o garoto é um gato...na boa... 

Peguei meu celular e vi as horas. As cadeiras que formavam a roda foram ocupadas pelos "sortudos" de doze a dezoito anos, então o Namjoon começou com a oração da serenidade: Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que posso, e sabedoria para reconhecer a diferença entre elas. O garoto ainda me olhava. Senti minhas bochechas ruborizarem. Quando descobrir que a melhor estratégia é encará-lo também. Afinal, os garotos não detêm o monopólio da Atividade Encaradora. Foquei nele enquanto o Namjoon explicava mais uma vez sobre a sua ausência de bolas, e tudo aquilo virou o Jogo do Sério. Depois de um tempo o garoto sorriu e, finalmente, desviou os olhos negros. Quando ele me olhou novamente, arqueei a sombrancelha como se dissesse: ganhei. Namjoon continuou e, por fim, chegou a hora das apresentações. 


—Taehyung, que tal ser o primeiro de hoje? Sei que está enfrentando algo difícil no momento. 


—É. —o Taehyung disse. —Me chamo Taehyung. 16 anos. Parece que eu vou ser operado daqui a duas semanas, depois ficarei cego. Não estou reclamando por causa disse, sei que poderia ser bem pior, como no caso da maioria aqui, mas, que dizer, ficar cego é, tipo, uma droga. Ter um namorado me ajuda. E alguns amigos como o Jimin. —ele inclinou a cabeça em direção ao garoto, que agora tinha nome. —Enfim... —continuou. Ele olhava para as mãos, seus dedos cruzados pareciam o topo de uma tanda indígena. —Nem posso fazer nada para mudar isso. 


—Estamos ao seu lado, Taehyung. —Namjoon disse. —Vamos lá, pessoal, digam para o Taehyung ouvir. 


E então todos nós dissemos em uníssom:

—Estamos do seu lado, Taehyung. 


    A Jiwoo foi a próxima. Tinha doze anos e sofria de leucemia. Desde pequena. E ela estava bem. (Foi o que ela disse, ela desceu de elevador.)

O Yoongi tinha dezesseis anos e era bonito o suficiente para ser alvo do olhar daquele cara gato. Sempre freqüentava as reuniões— estava em um longo período de remissão de um câncer de apêndice, que eu nem sabia que existia. Ele disse—como todas as outras vezes que fui às reuniões—que se sentia forte, que para mim, com aqueles jatinhos de oxigênio fazendo costinhas no meu nariz, era a mesma coisa que tirar onda. Mais cinco falaram antes do garoto gato. Ele sorriu quando chegou a sua vez. A voz era baixa, aveludada e supersensual.


—Meu nome é Park Jimin. —falou. —Tenho dezessete anos. Tive um pouquinho de osteossarcoma à um ano e meio atrás, mas estou aqui só porque Taehyung me pediu. 


—E como você se sente? —Namjoon perguntou. 


—Ah, ótimo. —Park Jimin deu um sorrisinho. —Estou numa motanha russa que só vai para cima, amigo. 

Quando chegou minha vez, eu disse:


—Meu nome é Jungkook. Tenho dezesseis anos. Tireóide com metástase nos pulmões. Estou bem. A hora passou rápido. Lutas foram recontadas, batalhas ganhas em guerras que com certeza seriam perdidas; a esperança virou tábua de salvação; famílias foram celebradas e recriminadas; foi consenso que os amigos não entendiam nada; lágrimas foram compartilhadas, e consolo, oferecido.

Nem eu e nem Jimin falamos nada até Namjoon dizer:


—Que compartilhar seus medos com o grupo, Jimin.


 —Medos? 


—É. 


—Tenho medo de ser esquecido. —disse ele firme. —Tenho medo disso assim como um cego tem medo de escuro. 


—Espera... —Taehyung disse, rindo. 


—Estou sendo insensível? —perguntou Jimin. —Eu sou bem cego quando se trata dos sentimentos das pessoas.

O Taehyung estava rindo, mas Namjoon levantou o dedo lhe repreendendo. 


—Jimin, por favor, voltando para você e suas questões. Disse que tem medo de ser esquecido. 


—É. —respondeu o Jimin. Namjoon parecia meio perdido.


—Alguém, hum, alguém que comentar algo a respeito disso? 


    Fazia três anos que eu não frequentava uma escola de verdade. Meus pais eram meus melhores amigos. Meu terceiro melhor amigo era meu autor favorito que nem sabia que eu existia. Eu era tímido—nunca o tipo de levantar a mão para falar. E, mesmo assim, só dedda vez, resolvi dizer algo. Levantei a mão e, Namjoon, com um mar de satisfação banhando a cara, disse:


—Jungkook! 


Tenho certeza que ele pensou que eu estava me abrindo. "Fazendo parte do grupo." Olhei em direção a Park Jimin, que me encarava. Nada refletia em seus olhos de tão escuros. 


— Vai chegar um dia — eu disse — em que todos vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui —fiz um gesto abrangente. —vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos, e vai haver outro depois. E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. Deus sabe que é isso o que todo mundo faz.


    Aprendi aquilo com o meu citado antes melhor amigo, Peter Van Houten, o autor recluso de 'Uma Aflição Imperial'—te todos os livros que eu li, esse era o mais próximo de uma bíblia. Peter Van Houten era a única pessoa que eu conhecia que A)sabe o que é estar morrendo e B)não morreu de verdade. 


    Assim que terminei de falar o porão ficou em silêncio, e eu pude ver um sorriso surgir nos lábios cheinhos e Jimin—não era aquele típico sorriso cafajeste de um cara tentando ser sexy quando me encarava, e sim um sorriso sincero, quase maior que seu rosto. 


—Caramba! —ele falou baixo. —Você é realmente demais! 


    Não falamos mais nada até o final da reunião. Por fim todos deram as mãos e Namjoon nos guiou em uma prece. 


— Senhor Jesus Cristo, estamos aqui reunidos em Seu coração, literalmente em Seu coração, como sobreviventes do câncer. O Senhor e somente o Senhor nos conhece como conhecemos a nós mesmos. Nos guie pela vida e para a Luz em nossos períodos de provação. Oremos pelos olhos do Taehyung, pelo sangue da Jiwoo e da Somin, pelos ossos do Jimin, pelos pulmões do Jungkook, pela garganta do James. Oremos para que o Senhor consiga nos curar e para que possamos sentir Seu amor e Sua paz, que excedem todo o entendimento. E nos lembremos em nossos corações daqueles que um dia conhecemos, amamos e que foram para a Sua casa: Maria, Kade, Matthew, Haley, Abigail, Angelina, Taylor, o outro Taehyung…


    A lista era enorme. Havia muito gente morta no mundo. E enquanto Namjoon continuava o blá blá blá, lendo o nome dos jovens que vinheram à óbito em um papel pois era muito grande para ser decorada, permaneci de olhso fechados, tentando orar em pensamentos, mas na maioria das vezes imaginando um dia ter meu nome naquela folha, bem no fim da folha, exatamente no momento em que ninguém mais estaria prestando atenção. Quando Namjoon terminou, todos falaram juntos aquela mantra patética: VIVENDO O MELHOR DA NOSSA VIDA HOJE—e a reunião acabou. Park Jimin se levantou da cadeira e empurrou seu corpo em minha direção. O andar dele era tão lindo quanto o sorriso. Ele parou diante de mim, mas manteve a distância para eu poder olhá-lo nos olhos sem esticar o pescoço. 


—Qual é o seu nome? —perguntou. 


—Jungkook. 


—Não, nome completo. 


—Hum...Jeon Jungkook. 


    Ele ia dizer algo quando Taehyung se aproximou de nós dois. 


—Só um instante. —levantou o dedo antes de dizer mais alguma coisa e se virou para Taehyung. —Isso foi do que você havia me falado, na verdade. 


—Eu te falei que era um tédio. 


—Por que perde tempo vindo aqui?


—Não sei. Ajuda...? 


    O Jimin tentou se esconder ao máximo na jaqueta de couro que usava, achando que eu, provavelmente, não iria ouvir. 


—Toda vez ele vem? —Não consegui ouvir o que Taehyung, mas Jimin respondeu:


—Que saber? —ele segurou Taehyung pelos ombros e deu meio passo para trás. —Fale pro Jungkook da ida ao médico. 


    Taehyung se apoiou na enorme mesa dos biscoitos e da limonada e virou seus olhos grande em minha direção. 


— Tá, é que eu fui ao médico hoje de manhã e estava falando para o meu cirurgião que preferiria ser surdo a ser cego. E ele disse: “Não é assim que as coisas funcionam.” Aí eu falei, tipo: “É, eu sei que não é assim; só estou dizendo que preferiria ser surdo a ser cego se pudesse escolher, mas sei que não posso.” E ele: “Bem, a boa notícia é que você não vai ficar surdo.” Eu disse: “Obrigado por esclarecer que meu câncer no olho não vai me deixar surdo. É muita sorte minha ter um gênio como você me operando.”


—Realmente, ele é um gênio. —respondi. —Vou tratar de arrumar qualquer câncer nos olhos para poder conhecê-lo. 


—Boa sorte. Ok, já vou indo. Hoseok está me esperando. Vou olhar o máximo que eu posso para ele antes de ficar cego. 


—Counterinsurgense amanhã? —Jimin perguntou. 


—Óbvio. —o Taehyung deu meia-volta e subia as escadas pulando os degraus de dois em dois. Park Jimin me olhou. 


—Literalmente. 


—Literalmente? —perguntei. 


—Estamos, literalmente, no Coração de Cristo... Eu achava que estavamos em um porão de uma igreja, mas estavamos no Coração de Cristo. 


—Deveriam dizer isso a Jesus. —falei. —Quer dizer, não é bom ficar guardando crianças com câncer dentro do coração. 


—Eu mesmo pederia contar. —Jimin disse. —Mas para a minha infelicidade, estou enterrado no coração dele e por isso ele não irá me ouvir. 


    Eu ri. O Jimin balançou a cabeça e passou a me encarar. 


—Que foi? —perguntei. 


—Nada. —ele respondeu. 


—Por que está me olhando assim? 

    Ele deu um sorrisinho. 


—Porque você é bonito. Gosto de encarar pessoas bonitas, e faz algum tempo que tomei a decisão de não me negar os prazeres mais simples da existência humana. 


    Um silêncio constrangedor rodeou a gente. Mas Park Jimin quebrou o gelo. 


—Quer dizer, principalmente por que, como você deliciosamente observou, tudo vai acabar em um esquecimento total, e tal... 


    Foi quase um engasgo, ou um suspiro, ou eu soltei o ar de um modo que pareceu uma fosse, e entao eu disse:


—Eu não sou boni... 


—Você é tipo um Robert Downey Jr. milenar. Tipo Robet Downey em Vingadores: Guerra Infinita. 


—Não vi esse filme. —falei. 


—Sério? —perguntou. — Garoto lindo, de cabelo curto, rejeita a autoridade e não consegue resistir a um cara que ele sabe que vai ser um problema. É sua autobiografia, pelo menos até aqui, pelo que posso ver.


    Cada palavra que saia de sua garganta flertava comigo. O.k., ele meio que me deixava excitado. Eu nunca achei que garotos me deixavam excitado—tipo, pelo menos não na vida real. 

    Uma garota mais nova passou por nós. 


—E ai, Lisa. Tudo bem? —ele perguntou. 

    Ela sorriu e balbuciou:


—Oi, Jimin. 


—Pessoas do Memorial. —explicou. Memorial era o hospital de pesquisa, um lugar enorme. —Qual você frequenta? 


—O Hospital Pediátrico. —respondi, minha voz saiu mais baixo do que eu imaginava. Ele a balançou a cabeça, como se afirmasse algo. Parecia que a conversa havia acabado. —Bem. —falei, inclinando a cabeça para a escada que levava a saida do Coração Literal de Jesus. Puxei o carrinho comigo e comecei a andar, Jimin veio mancando do meu lado. —Nos vemos na próxima, talvez? 


—Você deve assistir. —ele falou. —Quero dizer, ao Guerra Infinita. 


—Ok, se eu achar eu assisto. 


—Não. Na minha casa. Comigo. —ele disse. —Agora. 


Parei de andar 

—Eu nem te conheço, Park Jimin. Você pode muito bem ser um Serial Killer. 

   Ele concordou. 


—Tem razão, Jeon Jungkook. 


    Ele passou por mim, os ombros davam forma a jaquena de couro preta, suas costas eram retas, os passos do pé direito eram mais marcantes enquanto andava confiante apoiado em uma prótese. Na maioria das vezes, a osteossarcoma leva alguma parte do seu corpo e se, por acaso, você gostar, leva outras. Segui ele escada acima, devagar, ficando para trás. Meus pulmões odeiam escadas. 


    Fomos do Coração de Cristo até o estacionamento, a brisa da primavera estava na medida certa, a luz do dia estava agradável. Omma não havia chegado ainda, e isso era estranho, porque ela quase sempre me esperava. Observei em volta e vi um garoto de altura média, moreno e um tanto quanto bonito imprensando o Taehyung na parede de pedra da igreja, aquele garoto parecia estar sugando a alma do loiro com o beijo agressivo. Estávamos tão perto de ambos que eu conseguia ouvir os ruídos bizarros, e ouvi Taehyung dizer "sempre"e o garoto respondeu com outro "sempre. 


    Jimin apareceu do meu lado do nada e sussurrou perto do meu ouvido:


—Eles são grandes adeptos de demonstrar afeto em público.


—Qual é o do "sempre"?


    O barulho do trocar de saliva ficou mais alto assim podendo ouvir de. longe. 


—"Sempre" é o lema deles. Eles sempre vão se amar e essas coisa. Pelos meus cálculos eles devem ter trocado duas mil mensagens com a palavra "sempre" ano passado. 

Dois carros chegaram e levaram Jiwoo e Lisa, e no fim ficou só Jimin e eu observando a verocidade de Taehyung e Hoseok, como se não estivessem ao lado de uma Igreja. Taehyung pôs a mão por dentro da blusa do garoto e pelo que percebi começou a mecher em um de seus mamilos. Me perguntei se aquilo era bom. Não parecia, mas resolvi relevar pelo fato dr que Taehyung ficaria cego logo. Os sentidos devem aproveitar enquanto ainda há apetite, e tal.


—Imagine a última ida de carro até o hospital —falei, baixinho. —A última vez que você vai dirigir um carro.


—Você está atrapalhando minha vibe, Jeon Jungkook. —sem me olhar, ele disse. —Estou tentando observar o grande amor de adolescentes em sua estranheza. 


—Acho que o Taehyung está machucando o mamilo dele. 


—Pois é. É meio difícil saber se ele está tentando deixar o garoto excitado ou tentando fazer um exame de mama, se é que isso existe para garotos. 


    Jimin colocou a mão dentro do bolso e tirou de lá, para a minha infelicidade, um maço de cigarro. Abriu a tampa da caixinha e colocou um cigarro na boca. 


—Sério? —perguntei. —Acha isso legal? Meu Deus, você acabou de estragar tudo. 


—Estragar tudo? —ele se virou para mim, perguntando. 


    O cigarro estava pendurado do lado da boca, no canto onde ele não exibia os dentes em um pequeno sorriso. 


—A coisa toda em que um garoto que não é pouco atraente ou pouco inteligente ou, aparentemente, de forma alguma pouco tolerável me encara e chama minha atenção para utilizações incorretas da literalidade e me compara a atores e me convida para ver um filme na casa dele. Mas é claro que sempre tem uma hamartia e a sua é que, ai, meu Deus, mesmo você TENDO TIDO UM RAIO DE UM CÂNCER ainda dá dinheiro para uma empresa em troca da chance de ter MAIS CÂNCER. Ai, meu Deus. Deixe eu só dizer para você como é não conseguir respirar? É UM INFERNO.

    Totalmente decepcionante. Totalmente. 


—Hamartia? —perguntou, ainda com o cigarro na boca. 


    Aquilo deixava sua mandíbula contraída. E a linha da mandíbula dele era tudo, infelizmente... 


—Uma falta trágica. —dei as costas para ele. 


    Andei um passo em direção ao meio-fio, deixando Park Jimin para trás, e então ue vi um carro dando a partida um pouco distante na rua. Era minha omma. Ela tinha esperando que eu fizesse amigos. 

Senti uma mistura decepção e raiva em mim. Não sei que sentimento era aquele, mas havia muito dele, e eu queria socae a cara de Park Jimin e ao mesmo tempo trocar meus pulmões por outros que não fossem péssimos. Eu estava em pé na pontinha do meio-fio com meu All-Star Chuck Taylors, o cilindro de oxigênio no carrinho ao meu lado parecendo aquela bola de ferro que fica presa com uma corrente no tornozelo de um prisioneiro, e bem na hora que minha omma ia encostando o carro senti o Jimin pegar a minha.


—Ele não te mat se você não acender. —ele disse quando mamãe parou perto do meio-fio. —Eu nunca acendi um. Isso é uma metáfora. Tipo: você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de te matar. 


—Uma metáfora — falei, hesitante.

A Jeon esperava, calada.


— Uma metáfora — ele repetiu, baixo. 


— Você determina seu comportamento baseado nas ressonâncias metafóricas…


— Ah, sim. — Ele sorriu. O sorriso fofo, meio bobo e sincero. —Me adapitei as metáforas, Jeon Jungkook.


Virei-me para o carro. Dei uma batidinha na janela. Que se abriu.


— Vou assistir um filme com o Park Jimin. —falei. — Grave, por favor, os próximos episódios da maratona de TW para mim.


Notas Finais


Se a fanfic render favoritos, trarei uma playlist baseada no filme do livro.

Bye~


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