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História The Fear You Won't Fall - Capítulo 28


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Capítulo 28 - XXVIII (vinte e oito)


Cassiopeia congelou em seu lugar quando fez uma curva na biblioteca, praticamente se batendo de cara com Potter.

— O que você está fazendo aqui? — Ele questionou rapidamente, quase tirando as palavras diretamente de seus lábios rosados.

— O que... — ela começou, mas foi rapidamente interrompida.

— Tudo bem. — Ronald se levantou. — Harry, essa é a namorada do Jorge. Não precisa se preocupar com ela.

Os olhos do adolescente de olhos verdes se arregalaram.

— Namora- Como?

Quando a garota olhou para trás de Potter, ela rapidamente reconheceu o irmão mais novo de seu namorado e sua melhor amiga, e a menina lhe deu um aceno educado.

— É uma longa história. — Ela decidiu. — Seus amigos podem explicar melhor do que eu.

Ele apenas continuou olhando para Cassiopeia, espantado, e a garota segurou seus livros mais perto de seu corpo.

Sua mesa estava a apenas duas prateleiras de distância, e ela não podia deixar de se sentir desconfortável com as pessoas à espreita em volta dela.

— Jorge está sentado lá esperando por você. — Continuou Ronald. —Acho que ele precisa de ajuda com Transfiguração.

Cassiopeia assentiu, ainda sentindo-se rígida.

— Com licença.

Ela seguiu seu caminho, rapidamente encontrando o namorado lendo o livro da matéria com a testa e as sobrancelhas franzidas, mas seu rosto se iluminou assim que ele ergueu os olhos e a viu.

— Cas! — Ele sorriu. — Você veio.

— Eu sempre venho. — Ela se sentou ao seu lado. — E você está sempre surpreso quando isso acontece..

Ele corou, coçando a nuca.

— Eu acho que ainda não consigo acreditar que eu tenho você como namorada. — Ele sorriu. — Então, conseguiu finalizar aquele feitiço? Porque eu estou perdido e o Fred não ajuda em nada.

Os dois passaram a hora seguinte daquela forma, terminando o dever de casa do dia, e Jorge virou-se para ela com um olhar curioso e um meio sorriso no rosto.

— É verdade que você saiu no meio da aula de manhã? — Ele perguntou. — E sem perder nenhum ponto pra Sonserina?

— Sim. — Cassiopeia assentiu. — Quer dizer, eu só fazia Defesa Contra as Artes das Trevas porque era uma aula interessante e ficar lendo um livro estúpido todo santo dia não seria tão interessante assim. E eu não gosto dela, então por que insistir?

Seu rosto se iluminou com um sorriso surpreso.

— A minha namorada é tão foda que ela sai de uma aula sem nenhum dano. — Ele disse ele com orgulho. — Cara, eu tenho muita sorte.

— Jorge! — Cassiopeia exclamou.

— Desculpe. — Ele riu um pouco. — Mas é verdade.

— Bobo.— Ela revirou os olhos e ele se inclinou em sua direção.

— Mas você gosta de mim, certo?

Cassiopeia faz o mesmo, olhando direto nos olhos dele.

— Gosto. — Ela sussurrou e pressionou um beijo rápido em seus lábios. 

— Mais que do seu namorado francês? — Ele perguntou com um sorrisinho.

Ela soltou uma risada curta. Bem, aparentemente ele havia ouvido a história.

— Muito mais que do meu namorado francês.

Ele beijou seus lábios novamente e mudou de posição em seu assento.

— Cas… — Ele disse devagar, parecendo muito menos relaxado. — Você sabe que nós não julgamos um ao outro, certo? — Ele questionou em um sussurro.

A garota assentiu.

— E eu sei que mantemos algumas coisas longe do nosso relacionamento.

— Sim.

O ruivo a olhou em seus olhos por um momento antes de desviar o olhar.

— O Harry está certo? — Ele murmurou. — Você-Sabe-Quem de volta mesmo?

Ela se distanciou dele por um momento, levantando-se e caminhando até uma prateleira.

— Desculpa. — Jorge rapidamente se levantou. — Eu sinto muito, eu não vou incomodar você com isso de novo. Foi estupidez da minha parte trazer o assunto só porque as pessoas falam que a sua família…

— Sim. — Ela o interrompeu, virando na direção do namorado.

Jorge parou em seu lugar por um momento, mas logo correu para o lado dela.

— Há uma razão pra qual minha mãe me queria fora de casa durante o verão. As pessoas na minha casa não são amigos.

Ele olhou para Cassiopeia, seu rosto uma mistura de tristeza e medo.

— Honestamente, a única razão pela qual eu não estou pirando agora é porque eu estou em Hogwarts, mas eu não sei o que vou fazer depois que o ano letivo terminar. Eu não quero voltar para lá.

A boca de Jorge se abriu e fechou por um momento.

— Mas você só tem que ficar longe deles quando voltar para casa. — Ele disse como se fosse óbvio. — É simples.

Cassiopeia sacudiu a cabeça.

— Não é. Eles estão tentando me atrair, tentando fazer com que eu me junte a eles.

Os olhos castanhos dele se arregalaram quando o ruivo correu em sua direção, e logo as mãos de Jorge a seguravam pelos cotovelos.

— Você não pode fazer isso. — Ele exclamou. — Você não pode!

— Eu sei. Estou com medo. Estou mais do que com medo, estou apavorada.

Cassiopeia sentiu os braços dele ao redor de seu corpo e Jorge beijou sua testa protetivamente. Seu abraço acabou de repente, e ele olhou para ela com o rosto de alguém que havia acabado de ter a ideia mais brilhante de todas.

— Venha para casa comigo para o Natal.

Ela franziu a testa.

— O que?

— Por favor. — Ele insistiu. — Eu tenho que falar com meus pais, mas eu tenho uma ideia.

A garota mordeu o lábio.

— Jorge, eu não sei…

— Por favor. — Ele insistiu. — Confie em mim. Apenas confie em mim.

A loira olhou para o rosto dele, ainda insegura, mas suspirou.

— Ok. Eu vou com você.



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