História The feelings are fatal - Drarry - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian Evans, Personagens Originais, Remo Lupin, Ronald Weasley, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Drarry
Visualizações 263
Palavras 1.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Passando aqui rapidão só para atualizar já que vou ter que ficar fora o dia inteiro

Capítulo 3 - Capítulo 2


Harry


O silêncio pesava no quarto de Malfoy, o tempo parecia se arrastar, mas eu também parecia ser o único a perceber isso já que Malfoy aparentemente estava muito ocupado com a sua pesquisa e com sua garrafa de alguma coisa. Eu queria algo para falar, algo interessante o suficiente para nos colocar em um assunto animado e que nos deixasse mais próximos, próximos o bastante para que eu pudesse olhar no fundo dos seus olhos, sentir o seu cheiro…

-Para mim chega!- me sobressaltei ao ouvir Malfoy exclamar e fechar o notebook com certa força, olhei no relógio do meu computador e percebi que ainda eram 16h

-Estamos aqui a só uma hora- eu disse o encarando com dúvida  enquanto ele vinha se sentar mais próximo de mim

-Sim, e eu já estou surtando- ele disse revirando os olhos, decidi não discutir, eu nem mesmo conseguiria se quisesse, ele estava perto demais e estava me observando, isso me causou uma tensão incontrolável que quase fazia meu corpo enrijecer

-Seu cheiro é bom- ele disse ainda me olhando, um impulso fez com que eu me afastasse 

-Perdão?- perguntei para ele enquanto via ele voltar a se aproximar de mim

-Seu cheiro, ele é doce, é bom- ele disse fechando os olhos e inspirando fundo, pude sentir um leve cheiro de álcool quando ele começou a falar tão próximo de mim

-Ãh, obrigada- eu disse e então ele se levantou rapidamente

-Vem, vamos comer alguma coisa- disse Malfoy estendendo a mão para me ajudar a levantar.

Descemos para a cozinha e eu já não me surpreendi ao ver que ela deveria ser no mínimo o triplo do tamanho da minha, mas ainda sim não entendi o motivo de tantos armários (ou de duas geladeiras), Malfoy começou a procurar algo pelos armários e eu decidi sentar em um dos banquinhos que tinham sob a ilha 

-Espero que goste de pipoca, é a única coisa que eu sei fazer- ele disse jogando um saquinho de pipoca de microondas sobre a ilha

-Hum… eu posso tentar fazer algo… decente para nós comermos… se você quiser- eu disse com a voz soando um pouco mais alta dessa vez, mas não consegui sustentar meu olhar no de Malfoy por muito tempo, ele me encarava com uma intensidade que eu não seria capaz de retribuir

-Está bem, a cozinha é sua, só não me pergunte onde está nada porque essa é a primeira vez que eu entro aqui em 5 meses- ele disse e logo começou a andar até uma portinha no fim do cômodo e passou por ela sumindo da minha vista, não me surpreendi ao saber que Malfoy não frequentava a própria cozinha, imagino que ele tenha muitos empregados para fazer isso por ele

-Ah… o que você gosta de comer?- perguntei observando os armários, não perguntei apenas para saber o que poderia cozinhar para nós dois, perguntei porque queria saber tudo o que Malfoy gostava, eu queria cada pedacinho daquele ser que eu julgava perfeito demais para viver no mundo

-Sinceramente cara, eu estou com fome e qualquer coisa deve servir- sua voz soou no meio do som de garrafas de vidro sendo reviradas, logo ele voltou para a cozinha com uma garrafa de uísque na mão e dois copos em outras, me ofereceu um dos copos mas eu recusei, "não bebo" eu disse enquanto abria um dos armários, "eu imaginei" foi a sua resposta.

Decidi fazer um macarrão com um molho branco cremoso, era fácil de fazer e eu tinha certeza que deveriam ter todos os ingredientes naquela cozinha. Senti o olhar de Malfoy sobre mim enquanto eu procurava tudo o que eu iria precisar, decidi ignorar isso e continuar minha tarefa

-Por que não fala comigo?- ele perguntou em certo momento, respirei fundo enquanto mexia a panela com o macarrão já quase pronto, eu queria responder que era porque ele me intimidava, que era porque ele parecia tão absolutamente perfeito que apenas ter uma conversa com ele o faria perceber que eu não sou bom o bastante para receber sua atenção e que receber sua atenção era tudo o que eu mais queria e ao mesmo tempo tudo o que eu mais abominava neste mundo

-Falta de assunto, eu acho- essa foi a minha resposta e depois disso caímos no silêncio novamente. 

Não demorou até que o macarrão estivesse pronto e depois disse faltava apenas encontrar os pratos para nos servirmos, os encontrei em um armário alto e tive que me esticar para alcançar a porta e mais ainda para tentar alcançar os pratos, mas gelei, no momento em que senti uma mão pousada na minha cintura e um corpo se aproximar ao meu por trás, Malfoy era mais alto que eu e por isso não teve tanta dificuldade em alcançar os pratos, ele estava tão perto que pude sentir o cheiro do álcool mais forte do que da última vez. Decidi que não era errado me aproveitar daquele momento, afinal foi ele quem nos colocou naquela situação, era ele quem estava com a mão sobre a minha cintura, era ele quem tinha a respiração quente sobre o meu cabelo e é ele quem tinha o corpo colado ao meu, apenas não me mexi e me deixei invadir pela sensação boa que o seu corpo próximo ao meu me causava, sensação essa que logo se dissipou quando ele se afastou já com os pratos em mãos. 

Servimos nossa comida e decidimos comer na cozinha mesmo, observei Malfoy colocar a primeira garfada na boca, meu corpo se tencionou de ansiedade enquanto eu esperava para saber qual seria sua reação

-Por Deus Potter, isso está maravilhoso- ele exclamou e logo começou a comer com vontade,  dei um pequeno sorriso e comecei a comer meu prato também, não poderia esconder de mim mesmo o quanto eu estava feliz por saber que ele havia gostado tanto de algo que eu fiz para ele, eu continuaria cozinhando para ele se ele pedisse, faria qualquer coisa que ele me pedisse, pelo resto dos séculos, até que não sobrasse uma única parte de mim para fazer qualquer coisa que o agradasse.

-Seus olhos são verdes- ele observou quando eu cheguei perto dele com um pouco de receio (lê-se medo para caralho) para pegar o seu prato já vazio 

-É, eles são- eu disse rindo daquela observação idiota, afinal meus olhos sempre foram o que mais chamou atenção na minha aparência, já que eles são de um verde incomum

-É a primeira vez que os olho tão de perto- ele disse, e realmente estávamos perto, eu sentia sua respiração na minha bochecha e tinha vontade de me virar para ele, mas ao invés disso eu me afastei e ele se levantou, mas estava muito cambaleante e por isso acabou esbarrando no meu braço me fazendo derrubar os pratos, mas os pratos estilhaçados foi a menor das surpresas, já que Malfoy começou a gargalhar logo em seguida

-Você tinha que ver a sua cara- ele disse ainda rindo, eu o encarei com uma das sobrancelhas erguida e comecei a olhar ao redor, a procura da garrafa que ele havia pego

-Malfoy, você bebeu tudo sozinho?- perguntei quando vi a garrafa vazia em cima de uma bancada

-Você disse que não queria- ele disse, sua fala estava meio enrolada e seu corpo parecia mole. Eu não sabia o que fazer, talvez devesse simplesmente ir embora, afinal terminamos nossa pesquisa e ele estava trêbado, não faria sentido continuar ali

-Tá bom, vamos vou te levar para o seu quarto- eu disse e ele logo passou um dos braços sobre o meu pescoço e eu automaticamente cerquei sua cintura com uma das mãos, "não foi nessa situação que eu imaginei uma cena como essa" não pude deixar de pensar.

Foi difícil subir até o terceiro andar com Malfoy pendurado no meu pescoço, afinal ele é mais pesado e mais alto que eu e também não facilitava as coisas quando ria de tudo igual um idiota. Quando finalmente chegamos no quarto dele eu o deitei sobre a sua cama e fui até a minha mochila, achando uma cartela de remédios para dor de cabeça (eu sempre carregava um comigo pois tinha enxaquecas com certa frequência) peguei também a minha garrafinha de água e fui até Malfoy que estava deitado na cama olhando para o teto

-Toma, você vai precisar disso- eu disse me ajoelhando ao seu lado e entregando o remédio e a garrafa

-Não quero tomar remédio- ele falou fazendo um biquinho infantil e minha nossa, como eu quis beijar aquela boca, mas não seria certo

-Está bem, vou deixar aqui, para quando você começar a sentir essa ressaca- falei colocando o comprimido e a garrafa sobre o criado mudo, como eu sabia que ele não se lembraria de muita coisa, fui até meu caderno e fiz uma anotação para ele tomar o remédio, depois juntei minhas coisas e fui para casa.




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