História The Firefly - Norminah - Capítulo 15


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Laurmila, Normani, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 43
Palavras 2.053
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Ela se foi.


Point Of View - Normani

De manhã bem cedo, antes que as crianças e Dinah acordassem, eu fui embora. Peguei todas as coisas que tinham na casa de hóspedes da Dinah e saí dali. Deixei três presentes para eles: um colar escrito "firefly" para Dinah, um passarinho para Charlie, como aquele que ele achava que era seu pai, e um jogo novo de videogame para Dylan.


Não posso mentir, foi doloroso ter que deixar a casa de Dinah. Depois de tudo que vivemos lá, todas as brincadeiras, noites especiais, tudo foi deixado pra trás quando cruzei aquela porta, mas já estava na hora. Eu precisava me reerguer de novo e cuidar de mim e das minhas coisas. Deixei lágrimas caírem ao sair, mas fui embora de cabeça erguida.

Antes de ir para casa de Ally, passei em minha casa. Entrei no lugar o encontrando do mesmo jeito que o deixei. Ele estava organizado, só empoeirado. Todas as coisas estavam do mesmo jeito.

Comecei a andar pela casa, pensando no que eu tinha que fazer com ela. Dinah tinha jogado fora as coisas de seu marido há muito tempo, acho que já estava na hora de eu fazer o mesmo.

Fui até meu porão e trouxe várias caixas de papelão para o andar de cima da minha casa. Com uma caneta, escrevi o que tinha em cada caixa, contendo roupas, acessórios, sapatos e mais coisas de Jilly. Estava pronta para deixa-la ir de vez.

Deixei algumas lágrimas caírem enquanto guardava suas coisas. Aquele mesmo sentimento monótono se estabilizava em mim, a mesma dor de sempre. Doía, eu confesso, mas tudo que uma caixa de papelão pode guardar, também sempre estará guardado na minha memória.

Com as coisas de Jilly prontas, eu arrumei as minhas coisas pra ir embora. Antes de ir, fiz uma ligação para um centro de doações que tem em minha cidade. Disse para os administradores que tinha muitas coisas para doar à eles. E então, antes de ir para a casa de Ally, coloquei todas as caixas de Jilly em meu carro e fui até o centro doa-las.

Dirigi até o centro e, com a ajuda de algumas pessoas de lá, levei todas as caixas para o lugar. O pessoal de lá me agradeceu de diversas formas, e eu não poderia ficar mais feliz com isso.

Após passar no centro, eu finalmente fui pra casa de Ally. Cheguei em poucos minutos lá e já fui batendo na porta.

─ Não são nem oito horas da matina e você já está batendo na porta dos outros, Normani? ─ Ally disse ao abrir a porta.

─ Eu te disse que viria.

─ Entra, testemunha de Jeová. ─ Deu passagem e eu entrei.

Sua casa continuava do mesmo jeito da última vez. A casa da Ally é com certeza a mais sofisticada que eu já vi. Não sei se é porque ela é dona de uma imobiliária, mas a casa dela é maravilhosa.

─ Vou fazer um café pra gente. ─ Ally disse indo para outro cômodo da casa.

Eu me sentei no sofá e fiquei esperando ela voltar. Após alguns minutos, ela volta com duas canecas em mãos, logo me entregando uma delas.

─ Então, você já se recuperou do acidente? ─ A baixinha questionou se sentando ao meu lado.

─ Noventa porcento, sim. ─ Disse bebendo um pouco do líquido quente.

─ E eu soube que você está morando com Dinah. Isso é verdade?

─ Eu estava morando com ela, fui embora hoje. Eu só fiquei lá até decidir o que vou fazer com a minha casa.

─ E você já sabe se vai vender ela?

─ É... eu vou vender.

─ E o que vai fazer agora?

─ Eu não sei, Ally. ─ Mais uma vez, meus sentimentos vieram à tona.

Eu fiquei cabisbaixa por alguns segundos e então deitei minha cabeça no colo de Ally.

─ Sabe, Ally, eu e Dinah tínhamos algo, ou íamos ter algo, mas tudo desmoronou.

─ A Dinah não era hetéro? ─ Perguntou confusa.

─ Ela não parecia hetéro quando eu...

─ Okay! Okay! Me poupe dos detalhes. ─ Me interrompeu, repreendendo.

─ Apesar de tudo, eu gostava mesmo dela. ─ Suspirei.

─ Oh, Mani, não fique assim. Não acha que é muito cedo pra entrar em outro relacionamento? ─ Disse enquanto brincava com as mechas do meu cabelo.

─ Eu sei, Ally, mas era tudo tão especial com ela. ─ As lágrimas vieram. ─ Eu não pintava um quadro há dez anos, e do nada ela conseguiu com que eu voltasse a pintar. Você entende?

─ Não entendo, mas compreendo.

─ E aí veio uma mentira que mudou tudo na relação que estávamos criando. Eu pedi um tempo pra ela, mas, mesmo com esse tempo, eu ainda tenho a incerteza.

─ E nesse tempo você decidiu algo?

─ Nada, como sempre.

─ Eu vou te dizer a frase mais clichê de todas: siga o seu coração, mesmo que ele esteja indo pra direção contrária do seu cérebro.

─ Você tem toda razão, Ally. ─ Me levantei do seu colo. ─ Eu preciso organizar minha vida antes dela ser de alguém.

─ Isso, garota! ─ Me motivou animada.

─ Então vou dar um tempo daqui e vou para minha casa de campo hoje mesmo.

─ Não, garota! ─ Desanimou a torcida.

─ Acho que eu preciso disso, Ally. Um momento só meu.

─ E a Dinah?

─ Ela não precisa saber disso.

─ Tem certeza disso, Mani? ─ Ally parece desaprovar a ideia.

Respirei fundo.

─ Tenho.

─ Está bem. Vou te apoiar. ─ Acariciou de leve minha bochecha.

Deitei minha cabeça em seu ombro e ela se apoiou em minha cabeça.

Ally, mais uma vez, se demonstrou ser uma pessoa inteiramente acolhedora. Ela talvez não tenha aprovado a ideia, mas ela demonstrou apoio do mesmo jeito. Eu realmente não sei o que seria sem ela.

Point Of View - Dinah

Era bem cedo quando acordei, o sol já tinha saído e eu conseguia ouvir os passarinhos. Após passar no banheiro, desci para o andar de baixo coçando as pálpebras pra espantar o sono.


Ao entrar na cozinha, paralisei ao ver algumas coisas em cima do balcão. Chegando mais perto, encontrei um jogo de videogame, uma caixinha de veludo e um pássaro de madeira.


Fui correndo até a casa de hóspedes em busca de Normani e não a encontrei, nem suas coisas estavam lá.


Ela se foi.


Senti um aperto no peito ao ver o guarda-roupas vazio e sua cama arrumada. Seu cheiro ainda estava no ambiente, o cheiro do perfume que lhe comprei. Senti meus olhos marejarem, então foi aí que minha ficha caiu.


Voltei para o lado de dentro, me encontrando de frente ao balcão novamente. Abri a caixinha de veludo deixada por ela, encontrando um pequeno colar de outro escrito "Firefly". Ao ler aquilo, eu imediatamente me recordei do quadro que ela pintou para mim, onde tinham diversos vagalumes na tela. Essas memórias não ajudaram com as lágrimas.


Limpei as lágrimas, recuperei meu fôlego e fui fazer café para meus meninos. Enquanto fazia o café, ela se estabilizada em minha mente. Era impossível tira-la de meus pensamentos. No que eu estava pensando quando menti pra ela? Eu sou uma estúpida!

─ Bom dia, mamãe. ─ Charlie desceu as escadas e veio saltitando até o balcão.

─ Bom dia, bebê. ─ Limpei minhas lágrimas rapidamente.

─ Onde está a Mani?

Um nó grande se formou em minha garganta. Não sabia se deveria contar à Charlie.

─ Ahm... ela voltou pra casa dela.

─ E ela vai voltar?

─ Não sei, bebê. ─ Ele ficou cabisbaixo. ─ Ela deixou esse passarinho pra você.

Ele pegou o passarinho e começou a analisa-lo. Parecia ter gostado de seu presente.

Servi o café para Charlie e comi no balcão junto ao pequeno, que se manteve quieto. O olhar de Charlie me parecia triste, não gosto de vê-lo assim. Me corta o coração saber que a Normani era tão importante na vida dele.

↬↬↬


Ao fim da tarde, eu estava apenas assistindo um filme qualquer com Charlie. O pequeno tinha dormido na metade do filme, estava abraçado em mim e eu estava apenas aproveitando o momento. Ele, como sempre, parece um anjinho dormindo.


Com cautela, desliguei a TV e o peguei no colo. Subi as escadas devagar, entrando em seu quarto e colocando o pequeno em sua cama.


Meu celular tocou no andar de baixo e eu tive que me retirar do quarto para ir atender. Estranhei ao ver o nome de Ally estampado na tela. Espero que nada de ruim tenha acontecido com Normani.

─ Ally?

─ Dinah, oi.

─ O que aconteceu? Algo com Normani?

Sim, é. Ela disse pra eu não te contar isso, mas eu acho que ela vai fazer uma loucura.

─ O que? ─ Estava apreensiva com o que Ally estava prestes a dizer.

─ Ela quer passar um dias na casa de campo dela, mas o problema é que ela disse que só comprou passagem de ida.

─ O que você quer que eu faça?

─ Tenta conversar com ela, ou não a deixe partir. O avião dela vai sair às quatro da tarde, no aeroporto de Long Beach. Já faz um tempo que ela saiu, é melhor você correr.

─ E por que só me avisou agora?


─ Eu não sabia se devia contar.


─ Agora já é tarde. Preciso ir.


Assim que a ligação finalizou, eu congelei no meio da sala. Não sabia o que fazer, ou com quem falar. Estava confusa e devastada, mal conseguia pensar.


─ Mãe, você está bem? ─ Dylan disse ao me ver imóvel na sala.

─ Dylan! Vem cá! ─ O chamei.

─ O que houve?! ─ Ele disse preocupado.

─ Preciso da sua ajuda. A Normani vai embora da cidade essa tarde e eu não sei o que fazer.

─ O que?! Como ela vai embora?

─ Ally me disse que ela vai pra uma casa de campo que ela tem, e só com passagem de ida.

─ Quando isso?

─ Hoje, às quatro da tarde.

─ E o que você pretende fazer?

─ Eu não sei, Dylan. Mas não posso deixar ela ir embora.

─ Que horas são?

Liguei meu celular e vi a hora.

─ DYLAN, SÃO 15:43! ─ Gritei desesperada.

─ MULHER, SE TROCA AGORA E VAMOS PRO AEROPORTO! ─ Ele nem terminou e frase e eu já saí correndo para o andar de cima.

Entrei em meu quarto, abrindo meu guarda-roupas e pegando qualquer coisa que vi pela frente. Em questão de segundos, desci para o andar de baixo encontrando Dylan já dentro do carro. Saí correndo de lá, trancando a casa e entrando correndo no carro.

Eu entrei tão rápido que nem percebi que tinha entrado pela porta direta, ou seja, eu estava no banco do passageiro.

─ Mãe, acho que o passageiro não dirige.

─ Não é hora de piadas, Dylan. ─ Disse me mudando para o lado do volante rapidamente.

Pisei forte no acelerador, tanto que o pneu fez um barulho que ecoou pela rua toda. Estava dirigindo bem tensa, principalmente com Dylan falando na minha cabeça pra eu ir mais rápido. O acidente de Normani junto ao de Siope me fizeram ter medo de andar por qualquer tipo de rua. Apesar desse grande medo, consegui chegar no aeroporto sem nem um arranhão.

Estacionei o carro de qualquer jeito e saí de lá correndo, sendo acompanhada por Dylan. Entrei pedindo licença para várias pessoas, o que não funcionou muito, pois eu saí esbarrando em todo mundo.

Fui ver as chamadas dos voos de quatro horas e não me recordo de Ally falar cidade alguma. Entrei em desespero ao ver que o último voo das quatro horas estava partindo agora. Fui correndo até a parede de vidro, localizada à esquerda, onde dava pra ver os aviões.

Ao chegar perto da extensão de vidro, conseguir ver o último voo das quatro horas sair. Normani poderia estar naquele voo ou poderia já ter partido há muito tempo.


Não tinha volta. Ela foi embora de vez.

Desabei em lágrimas, enterrando o rosto nas mãos. Dylan me abraçou de lado, afagando minhas costas. Ele me puxou para o lado e me sentou em uma das cadeiras que estavam perto dali. Fiquei um bom tempo naquela cadeira, até Dylan dizer que tínhamos que ir embora.


Notas Finais


Estamos chegando aos capítulos finais :(


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