História The First Time - Capítulo 12


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Categorias Demi Lovato, Joe Jonas, Kéfera Buchmann
Personagens Demi Lovato, Kéfera Buchmann
Tags Keferlovato, Kemi, Lesbicas, Romance
Visualizações 68
Palavras 4.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Rai gais?
Tudo bem com vocês?
Mais um cap pra vcs...
Espero que estejam gostando da fic❤
Desculpem algum erro.

Capítulo 12 - Eu sou intersexual Demi


Fanfic / Fanfiction The First Time - Capítulo 12 - Eu sou intersexual Demi

Demi’s Pov

Quando Camila saiu do quarto eu me senti pior do que já estava, me sentia em pedaços, parecia que eu estava morta por dentro, mas ao mesmo tempo eu sentia uma dor horrível no peito, na cabeça, na mente, a dor física era presente, mas a dor que eu sentia ao lembrar de horas atrás me torturava, sentia ânsia, nojo, de mim mesma.

As lágrimas apenas desciam, eu queria chorar, gritar, mas o berro de ajuda estava entalado na minha garganta, minhas mãos transpiravam, meu corpo não conseguia ficar quieto, e algo ruim parecia me abraçar.

Por que eu não conseguia me virar sozinha com meus sentimentos? Por que eu nasci assim? Fraca, sensível, Sunny é tão madura e inteligente, sabe o que quer, somos gêmeas eu deveria ter nascido assim também, mas eu não consigo, sou insegura de mais comigo mesma para poder fazer alguma coisa.

Eu só pensava no que Camila havia dito, eu o provocava? Eu nunca o olhei, nem se quer dei em cima, nunca joguei um olhar com malícia, ao contrário eu sempre manti distância, e eu era uma criança, ele e Dallas estavam no começo do namoro, ele se aproveitou que eu tinha medo, eu deveria ter falado antes para Dallas ou para minha mãe, para Mimaw, Camz tem razão, ele é homem, e eu sempre usei roupas curtas, mas...é que eu estava em casa, era calor, eu queria ficar tranquila, e não era somente eu.

- Demi?_ escutei a voz séria de Kéfera, e me sentei na cama, ela acendeu a luz e eu fechei um pouco os olhos. – Camila te disse alguma coisa? _ balancei a cabeça negativamente. – Lauren perguntou se ela queria ficar com você, mas ela resolveu ir a balada, disse que você já estava melhor por ter conversado com ela.

- Sim, eu me sinto bem melhor, eu acho que vou embora, você deve ter planos para o fim de semana._ me levantei pegando a bolsa, mas ela a tirou da minha mão. – Não me deixa sozinha._ ela me abraçou, e era tão bom, pois ela era mais alta e minha cabeça encaixa debaixo de seu queixo.

- Vamos nos deitar, eu vou guardar isso no closet, tem um quarto de hóspedes aqui no corredor, se você quiser, eu posso dormir lá, mas só se você quiser._ a apertei, eu não iria conseguir dormir a noite mesmo, e eu preferia não passar sozinha, por mais triste que pareça eu tenho medo de mim mesma.

- Fica comigo!_ por que eu não conseguia parar de chorar? Toda vez que eu iria falar com ela isso acontecia, e estava me deixando muito mal, muito mal mesmo.

- Eu estou aqui, calma ta bom? Deita lá eu vou colocar alguma coisa na televisão, gosta de séries ou filmes?_ me separei dela e deitei na cama, a olhei reparando mais na mulher a minha frente, ela era mais forte que a maioria das mulheres, e falo de músculos definidos, as veias de seus braço são meio saltadas, isso só seria possível caso ela fosse homem, ou malhasse muito na academia, ela não tinha pelos pelo corpo também, e pelo menos as norte americanas, nós temos poucos pelos, pouco hormônio, não é necessário tirá-los, se bem que ela é brasileira.

- Keh? Você nasceu no Brasil?_ ela assentiu procurando alguma coisa em uma caixa preta.

- Eu sou filha de brasileiros também, eu nasci em São Paulo, e vim para cá com doze anos, eu não achei legal, eu gostava de lá, dos meus amigos de lá, da escola, dos vizinhos, eu nunca tive o sonho de morar na América do Norte, como as minhas colegas, conhecer a Disney, nunca. Mas ai meu pai precisou assumir os negócios dele aqui, minha mãe abriu a empresa dela, que hoje é uma super empresa._ ela pegou um cd, que deveria ser de filme, e colocou em uma aparelho que ficava perto da tv.

- Não era mais fácil colocar na Netflix?_ ela riu com a minha pergunta.

- Não tem esse filme na Netflix Demi!_ sorri. – É bem antigo, se chama “Meu Gigante Amigo” é um filme infantil, para crianças eu digo, mas eu gosto, porém, vamos comer._ assenti, com toda a atenção que ela estava me dando, o cuidado, o tempo, eu estava até sentindo fome.

- Olá Demi! Tudo bem?_ o padrasto de Keh perguntou e eu apenas assenti, estava abraçada a ela, descendo as escadas devagar. - Keh eu vim buscar uns papéis da Universidade eu deixei aqui quando vim trazer sua mãe.

- Tudo bem pai, quer comer com a gente?_ ele negou.

- Não eu e sua mãe iremos comer pizza, querem vir?_ ela negou, eu iria se ela quisesse, afinal era a família dela e se eu não estivesse aqui ela iria. – Então bom jantar para as duas, e eu converso com você depois._ ele disse serio, ela apertou minha camiseta um pouco nervosa, Paulo pegou uma maleta e saiu pela porta da frente.

- Pronto! Já era a Kéfera._ ri, e seguimos para a cozinha, ela puxou a cadeira e eu sentei na beirada do lado esquerdo e ela sentou a cabeceira. – Bom eu pedi para que ela fizesse algo leve, pois creio que você não queira algo pesado, mas podemos pedir se não gostar, temos arroz, feijão que eu não vou comer, temos esse creme que é uma delícia, porem eu não sei do que é feito, e temos salmão, naquela vasilha eu acho que deve ser brócolis, é como eu disse brócolis.

- Eu só vou querer arroz, salmão e brócolis. O creme parece ser bom, mas pela cor deve ter milho, e o meu paladar não se agrada muito com alimentos feitos com milho._ ela fez uma careta e eu ri, ela colocou uma quantidade grande no meu prato, e eu agradeci, pois agora que eu vi a comida e senti o cheiro delicioso, vi o quão com fome eu estava.

- Eu amo alimentos feitos com milho, mas não costumo comer, minha vó faz uma pamonha que é dívida, você tem que experimentar, e também um sorvete de coco, você precisava ir ao Brasil, você iria amar lá._ eu tenho certeza que meus olhos brilharam, ela queria mesmo que eu conhecesse o lugar que ela amava, e a cultura.

- Se me levar, eu posso conhecer._ ela sorriu e tomou um pouco de água.

- Eu entro de férias daqui cinco meses, se coincidir com as suas férias da faculdade eu te levo para o Brasil e a gente passa um mês lá, Dean vai para o acampamento de férias do Colégio dele fale com a sua mãe e seu pai, se eles permitirem a gente viaja. _ se eu fiquei empolgada? Sim eu fiquei.

- Keh? Eu sei que você não deve gostar de falar sobre isso, e eu nem deveria tocar nesse assunto, mas os beijos que você me deu, não tiveram nenhum significado não é? _ eu estava passando pelo pior tormento emocional que eu podia imaginar e exatamente por isso que cada acontecimento precisava ser sentido por mim, para que eu conseguisse raciocinar.

- Você tem razão eu não gosto de falar sobre isso, Demi eu ignorei meus sentimentos por muito tempo, pois você era menor de idade, e nossa diferença de idade é grande, me sinto uma pessoa doente por sentir algo por você, mas os beijos que nós demos teve significado sim para mim, eu acabei de sair de uma união extremamente cansativa, eu preciso de uma meses para por o que sinto em ordem, queria dizer que eu gosto de você, e teria um relacionamento, pensaria em um futuro nosso, mas eu preciso aceitar o que sinto primeiro, tudo bem?_ ela acariciou minha mão e eu assenti.

- Só queria que soubesse que eu diria sim para um relacionamento com você, mas eu também preciso organizar a minha vida, meus pensamentos e sentimentos, preciso amadurecer também, acho que não estou pronta para um namoro agora. Mas obrigada por ter me trazido, por todo o cuidado, eu estou realmente destruída por dentro, e eu nem sei por onde começar a arrumar essa bagunça.

- Sua mãe me disse que o Dono da clínica aonde você esteve disse que se você precisasse conversar era só ligar para ele, ou voltar lá para ter uma consulta, uma conversa em grupo, eu aconselharia você a procurá-lo, fazer uma terapia, seria bom, se quiser eu vou com você, mesmo eu achando que ir sozinha é melhor, já que ninguém melhor que você para te entender.

Passamos um tempo em silêncio depois dessa pequena conversa, apenas apreciando e dizendo o quanto a comida estava deliciosa, ou a nossa barriga que estava vazia mesmo. Keh colocou os pratos na pia e os lavou, enquanto eu fiquei a observando do balcão, aonde eu me encontrava sentada. E me peguei outra vez a observando, seus seios eram bem empinados, e médios, parece que todas as brasileiras tem seios lindos, já eu? Precisava me contentar com os meus, eles eram bons, eu achava, mesmo vendo nas revistas que esse não era o padrão, mas eles não irão crescer e ficar fartos, ou pequenos como as modelos.

- O que está pensando?_ a olhei enquanto ela enxaguava os pratos. – Estava me olhando fixamente e agora ficou pensativa.

- Você tem uma genética no mínimo estranha, seu corpo é feminino, assim como você, as atitudes, modo de andar e falar, mas ao mesmo tempo você parece ter algo masculino. Eu não sei dizer.

- Já ouviu murmúrios sobre mim e Lauren?_ ela secou a mão em um pano branco que estava em seu ombro.

- De que uma de vocês é intersexual?_ ela assentiu. – Camila me disse, ela acha que Lauren é, ela não reagiu muito bem quando falou comigo, mas agora ela parece até querer isso, eu não sei te dizer, pois não imagino uma mulher com pênis, não deve ser como o de um homem.

- Você nunca imaginou?

- Já, eu não vou mentir e senti algo estranho, acho que eu fiquei excitada, ou com curiosidade de experimentar, faz um pouco de tempo isso, e parando para pensar agora, deve ser bom, para a parceira, pois a mulher intersexual, tem seios, é feminina, porém ela tem um pênis e pode engravidar, não precisa de inseminação ou adoção. Não é tão estranho assim._ ela sorriu e fitou a frente, derrepente o clima ficou pesado.

- Eu sou intersexual Demi, é por isso que eu pareço tão feminina e masculina ao mesmo tempo._ abri a boca e a fechei sentindo meu rosto esquentar e ficar vermelho.

- Zeiva teve alguma coisa na gravidez?_ perguntei tentando deixar o clima mais leve.

- Não, nada grave, foi um problema de formação mesmo, eu me desenvolvi de forma diferente, por uns meses que é até o sexo ser formado, minha mãe fez a última ultrassom e eu era uma menina, mas quando nasci eu era um menino, quando comecei a crescer meu lado menina falou mais alto, eu queria ser uma mulher, meus seios eu coloquei silicone para definir, pois eles eram meio estranhos, e eu preciso fazer depilação todos os meses, isso me deixa com a estima baixa, porém eu me aceito assim agora, até uns três anos atrás eu não me aceitava assim, Dean quem me fez ficar apaixonada por meu corpo, ele me vê de uma forma linda.

- Mas você é linda Keh, qualquer pessoa gostaria de estar ao seu lado, você também é inteligente, carinhosa._ ela riu e eu não entendi.

- Eu não sou não Demi, é até estranho, mas eu sou assim com Dean, com coleguinhas que ele trás, com Lerry, Bety, meus pais e com você, tirando essas pessoas e claro, Lauren, eu sou bem arrogante, não que eu trate as pessoas mal, mas se eu puder evitar, eu evitarei. Sou curta também e objetiva, eu diria que eu sou chata. _ rimos. – Se quiser saber vá a empresa e pergunte, um bando de oportunistas aquelas pessoas, mas você vai saber mais como eu trato as pessoas.

- Nossa que privilégio o meu, não acha?_ ela riu e quase derrubou os pratos, depois de guardar ela apagou as luzes e eu precisei de ajuda para subir as escadas. – Vou escovar os dentes._ peguei a escova que ela me deu e fui para o banheiro.

Me olhei no espelho e meu sorriso sumiu, por que eu não podia ser feliz? Enquanto escovei os dentes deixei que mais lágrimas escorressem, enxuguei minha boca e sai do banheiro, ela estava no closet então aproveitei para deitar e me aconchegar na cama. Ela correu para o banheiro, e eu ri, brevemente, será que ela esta bem? Enquanto ela demorava eu fitei o quarto, era grande, branco e azul, no teto havia um espelho, a cama era grande, parecia ter sido fabricada para ela, os móveis rústicos do quarto eram marrons, bem forte, na verdade era verniz, já que tudo era de material original. A porta do closet era de correr e não fazia nenhum barulho, la dentro as roupas eram organizadas por cor e dias da semana, já que roupas mais para lazer ficavam no fundo do mesmo. Havia dois manequins no mesmo, ela deveria por roupas neles para ver como ficava. Fui despertada por ela passando na minha frente e pegando o controle.

- Eu demorei muito?_ neguei e ela se aconchegou na cama, ficando longe de mim, eu queria muito pedir para ela me abraçar, mas ela mesmo disse que não é carinhosa, então melhor deixar quieto. – Quer deitar aqui?_ a fitei. – Eu deito aonde você está e você pode deitar sobre minha barriga, você quer?_ meu rosto estava quente, e eu apenas assenti, tentando não expressar o quanto tinha ficado feliz com aquilo.

Ela trocou de lugar comigo, e eu deitei sobre seu peito, e fitei a tv, ela acariciou meus cabelos fazendo uma massagem gostosa no meu couro cabeludo, o filme até que era legal, me emocionei assistindo,, mas não estava muito afim, minha mente não me deixava em paz, o filme passou e acabou, ela desligou a tv e ficamos em silêncio, ela parecia confortável com aquilo, mas eu não.

- Quando você me deixou em casa eu fui direto para meu quarto, subi as escadas e entrei nele, e tranquei a porta, mas escutei a voz de Wilmer atrás de mim, ele pressionou meu corpo contra a porta e colou o corpo dele no meu...

- Demi não precisa me contar, ta tudo bem._ neguei Já sentindo as lagrimas outra vez. – Você precisa contar?_ assenti sem olhar para ela.

- Eu estava com medo, eu nem consegui gritar, ele me virou de frente, e me beijou, mas eu arranhei o rosto dele e cortei seu lábio, pingou algumas gotas no chão, ele ficou muito irritado, e me deu um tapa, foi forte, mas nem som eu consegui fazer, ele me jogou na cama, eu tentei subir nela, mas ele me segurava, então ele me jogou no chão e...e foi ali mesmo que ele me usou, foi horrível, eu implorava pra ele parar Keh, mas ele não parava e ficava falando coisas no meu ouvido me chamando de vadia, que ele faria aquilo comigo todos os dias, eu estava com tanto medo, e doía tanto, Eu queria gritar ajuda e ele ria, eu...

- Xiii, você está aqui comigo agora, ele não vai te tocar, calma._ meu corpo estava em cima do seu, ela estava sentada enquanto eu estava em seu colo, minhas pernas uma de cada lado de seu quadril, me senti constrangida, porem o único lugar aonde eu queria estar naquele momento era no seu abraço.

- Obrigada Keh!_ ela selou nossos lábios em um beijo calmo, fazia um bom tempo que eu não beijava, seu lábio se fechava no meu lábio inferior, ela o puxou com os dentes e depois colocou a mão na minha nuca e sua língua entrou na minha boca, eu estava entregue ali, a ela, estava bom aquele momento, eu estava tão envolvida que conseguia relaxar e até mesmo me sentir melhor.

- Vamos dormir?_ assenti e sai de seu colo, ela levantou-se e desligou a tv, fechou a janela também as cortinas, e foi ao banheiro. Ela não demorou e voltou a se deitar e me puxou contra ela. – Amanhã vai ser um dia melhor._ assenti esperando que quando acordasse aquela angústia e dor passasse. Mas eu sabia que isso jamais sairia da minha cabeça.

Wilmer’s Pov

Deitei-me na cama e peguei um livro que estava na mesa de cabeceira, ao lado do meu abajur e o folheei, estava lendo ele a pouco tempo, tratava-se de um conto policial, algumas especulações haviam saído na internet sobre ele, e foi por isso que tomei conhecimento do mesmo. Tratava-se de uma menina que tinha sido encontrada morta na beira de uma cachoeira, seus cabelos estavam raspados e os que sobraram estavam com sangue, ela fora morta por dentro, com uma perfuração feita em seu canal vaginal. E o livro inteiro é sobre a investigação, e no final descobrem que foi o padrasto dela, ele a trancou em uma casa no meio do nada por uns meses, durante esse tempo ele a torturou e estuprou, quando cansou ele a matou, transou com ela até que ela desmaiasse e depois abusou dela com um pé de cabra, uma ferramenta usava para arrancar pregos grandes, ela teve seu útero e intestino perfurados, sangrou até a morte, agonizou e pediu para ele, mas o mesmo apenas assistiu, bebendo uma garrafa de vinho, lentamente. Depois a arrastou até a cachoeira, aonde pretendia que o corpo apodrecesse, mas a população achou estranho o mal cheiro, e animais rondando, e chamaram a polícia. Que durante meses se dedicou a este caso.

- Não acredito que está lendo esse livro Wilmer!_ fitei minha esposa, ela estava com uma camisola preta bem curta, o que me fez morder os lábios. – Sabe que esse livro foi proibido aqui não é?_ neguei quando ela me fitou do espelho de sua penteadeira.

- Só queria passar o tempo e me distrair um pouco!_ me levantei e caminhei até a ela, com minhas duas mãos fiz uma massagem em seus ombros.

- Isso é bom, você tem mãos maravilhosas._ sorri malicioso para ela que ficou de pé e virou-se para mim. – Que tal irmos dormir?_ me deu um selinho e eu a segurei pelo cabelo não a deixando ir para a cama.

- Vamos fazer aqui, e agora!_ pressionei seu rosto contra o meu e senti sua língua invadir a minha boca, a beijei com domínio, posse, Dallas era minha e de mais ninguém, e ai de quem tentasse entrar no meu caminho.

Zeiva’s Pov

Desci do carro e entrei no enorme prédio, eram quarenta andares, aqueles andares todos espalhados e o grande nome DeLavegas Advocacia, entrei e logo entrei no elevador, os seguranças apenas me olharam, a luz se acendeu e eu chequei se estava tudo ok comigo, ajeitei meu cabelo e meu óculos. Uma musica suave tocava ali na caixa metálica, por fim cheguei no andar trigésimo oitavo, as portas se abriram e ele se levantou para me abraçar.

- Zeiva? Quanto tempo? Meu deus!_ a última vez que vi Fernando ele era bem jovem, assinando o contrato com essa mesma empresa, que agora é dele, mas como funcionário.

- Faz um bom tempo, e Maria? Como esta?_ perguntei já sabendo que ele havia se casado com sua namorada de adolescência. Ele me olhou sorrindo e nos sentamos.

- Ela esta bem, está em casa cuidando das crianças Alice e Fernando precisam da supervisão da mãe enquanto estão em casa. E você ainda com Paulo?_ assenti sorrindo.

- Sim, viemos para cá faz dezoito anos, um pouco antes de você fechar contrato com essa empresa, fiquei feliz de mais ao ouvir que você havia comprado. Fiquei de ir em sua casa quando Fernando Junior nasceu, mas com a correria eu não pude, mas ainda devo essa visita.

- Maria iria adorar, minha tia Victória também, vocês sempre gostaram de conversar, ela gostaria muito de te ver novamente, temos que marcar, mas o que devo a visita? Aconteceu algo com você?

- Não, mas com uma amiga de minha família sim e preciso da sua ajuda._ ele se levantou e pegou uma folha.

- É sobre quem?

- Demetria Devonne Lovato, filha de Patrick e Dianna, o marido de Dallas, a estuprou dentro de seu proprio quarto, mas Kéfera acha que ele pode tentar fazer algo, só que eu não tenho medo dele, ele precisa pagar por isso, você precisa vê-la, ela ainda tem dezoito anos, ela mal conseguiu andar, e ela acabou de sair De uma clínica de reabilitação, ela é parte da minha família, mas estou fazendo isso mais por causa da minha filha, eu sei que ela ama essa menina mais do que tudo nessa vida, e que vai fazer o que for preciso para destruir esse homem.

- Você tem a minha palavra Zeiva, vou te ajudar com isso, eu prometo! Mas talvez demore um pouco, a menina fez exames? Prestou queixa em alguma delegacia ou prestou queixa dele?_ neguei triste.

- Ela esta acuada, e com medo também, ela parece uma criança, ela não tem muita consciência do que aconteceu, talvez até ache que foi de sua culpa, Kéfera vai conversar com ela, disso eu tenho certeza, mas duvido que a convença a fazer algum exame ou denunciar o cunhado, acho que ele a ameaçou, sinto que não é de hoje que ela sofre com isso._ disse o olhando, ele parecia bem irritado.

- Eu vou conversar com alguns investigadores daqui da empresa, os mais antigos é claro, pois entraram no mesmo instante que eu, conheço eles, para poder pesquisar sobre esse homem, como é mesmo o nome dele?_ ficou pronto para anotar na folha.

- Wilmer Valderrama, ele tem aproximadamente trinta e cinco anos, é casado com Dallas Lovato, mora na mansão de Dianna Lovato, no mesmo condomínio que eu, você sabe aonde fica, o condomínio ainda pertence ao mesmo dono, sei que é amigo dele, por isso vai ser fácil vigiar alguém lá.

- Essa Demetria tem uma irmã gêmea chamada Sunny não tem?_ assenti. – Será que essa irmã não teria tido algo com o cunhado e ele confundiu as duas?

- Isso é completamente impossível de ter acontecido, Sunny tem a fama de desordeira sim, não se dava bem na escola, foi expulsa de muitas e é extravagante, mas ela é carinhosa, e muito educada, ela nunca faria isso com Dallas, pode ter certeza que isso não é, esse homem tem a mente doente mesmo, antes de Dallas ele foi casado, ele tem um filho de doze anos, e espancava ele e a mãe dele, a ex esposa dele, não sei se acontece o mesmo agora, mas estando na casa do sogro, ele não teria coragem.

- Se ele estuprou a menina, Zeiva. Acha que ele não irá agredir a esposa?

- Demetria não fala, Dallas daria um escândalo se ele tocasse em um fio de cabelo dela, o problema é que ele conseguiria que a culpa caísse sobre a menina, e ela não saberia se justificar, por isso preciso da sua ajuda, talvez ele esteja metido em algo sujo, e se descobrirmos podemos fazer algo.

- Entendo seu raciocínio, eu vou fazer uma reunião com alguns homens de confiança, isso não vai ficar assim pode confiar em mim, e quero você na minha casa._ ele se levantou e eu também, ele apertou minha mão e caminhamos até a porta. – Vou marcar um jantar ainda essa semana tudo bem?

- Nós iremos, e levarei a menina para que você veja, e possa tirar algumas conclusões, talvez Maria consiga falar com ela, eu não sei de ela vai se abrir, mas sua esposa é uma psicóloga muito conhecida._ ele sorriu.

- Nos vemos Zeiva!

- Nos vemos Fernando.


Notas Finais


10 comentarios diferentes e eu volto!


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