História The Five Senses - Capítulo 28


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Categorias CNCO
Personagens Christopher Vélez, Richard Camacho
Tags Christopher Vélez, Cnco, Emmalyn Estrada, Richard Camacho
Visualizações 45
Palavras 2.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi babes, perdão pela demora, tive um bloqueio criativo, mas acho que ele já está passando hein? Espero que gostem! <3

Capítulo 28 - Twenty six - Veuxt-tu mépouser?


Richard Camacho narrando: 

Já havia amanhecido e eu estou desesperado ligando loucamente para Camila que não faz o favor de atender a porcaria do celular. Ela tem essa porra de enfeite ou algo do tipo? Que droga.

Teclei tantas vezes o número que já até o decorei. Dessa vez, estava chamando. 

 

Ligação 

 

— Caralho Camila, finalmente você atendeu. — Disse com uma voz de alívio. Se ela demorasse mais um pouco, meu plano iria todo por água baixo. 

— Cara, você sabe que horas são? Justo na minha folga. — Disse com a voz pesada de sono, por um momento até senti pena, mas quem se ofereceu para me ajudar nisso foi ela mesmo, então que pague as consequências. — O que você quer? — perguntou irritada. 

— O pedido vai ter que ser hoje e eu tive uma ideia muito melhor que a que planejamos. — falei todo empolgado e a ouvi respirar fundo do outro lado da linha. 

— Diga então mestre, qual a ideia genial dessa vez? — resmungou me questionando com um tom completamente irônico.

— Pior que desta vez foi genial mesmo. — respondi rindo. 

[...] 

— Entendeu tudinho, né Camila? Não preciso repetir? — questionei preocupado. Nada podia dar errado, não hoje. 

— Pode deixar que vai dar tudo certo. 

 

Fim de chamada. 

 

Ao desligar o telefone, voltei ao quarto novamente e Blair ainda dormia pesadamente como um anjo. Por mais viadesco e clichê que isso soe, percebi que quando estamos apaixonados só essas baboseiras nos satisfazem. 

Peguei o blaser, a camiseta branca social e a calça que Blair havia me dado naquele maldito dia que fomos a pizzaria, mas dessa vez esse traje me traria sorte e cairia super bem com a minha surpresa. 

Me troquei com uma certa pressa, já que Camila tinha demorado tanto para atender as coisas estavam um pouco atrasadas. Avisei Christopher, Zabdiel e o maldito namoradinho da minha irmã que haviam mudanças nos planos e logo em seguida enviei uma mensagem para Camila deixar tudo pronto para vir pra cá que eu estava prestes a sair. 

 

[...]

 

Blair Mitchell narrando: 

— Blair, amiga, acorda. — Abri meus olhos que pareciam mais inchados que o normal e me deparei com a imagem embaçada de Camila me sacudindo. Que diabos ela está fazendo aqui? Onde o Richard se meteu? — Nós vamos nos atrasar para um compromisso. — Ela dizia animadamente como se fôssemos para um passeio na Disney. Rolei os olhos ainda meio embaçados e afundei minha cabeça no travesseiro recordando-me da noite passada, o quão difícil havia sido revelar toda a verdade para Richard. Como encara-lo agora?

— Não estou disposta hoje. — Minha voz saiu bem abafada. — Me deixe ficar aqui, ontem tive uma noite muito tensa. — Implorei e ela fez aquele som irritante com a boca negando. — Por favor, Mila. — pedi levantando meu rosto e sentando na cama. 

— Vamos levantar esse astral amiga. Não adianta pedir mansinha, primeiro porque você não é assim, segundo apenas se arrume. — Ignorou todos os meus pedidos. — Estou te esperando lá fora. 

Levantei-me da cama resmungando todos os tipos de palavrões imagináveis e fui direto ao banheiro, tomei um banho rápido e fiz as higienes matinais. Coloquei a primeira roupa que vi, pois como sempre costumo me vestir de acordo com meu humor que está péssimo como eu depois de ter revelado tudo aquilo a Richard. Céus, minha cabeça estava a mil. 

Sai do banheiro sentindo meus olhos marejarem, olhei ao redor do quarto, relembrando a noite passada, o cheirinho de Richard estava misturado com o meu. Ele havia sido tão carinhoso, protetor e compreensivo como jamais imaginei que pudera ser. Uma parte de mim está aliviada por ter revelado todo esse horror para ele, mas a outra está me perturbando por envolvê-lo nesse meu passado tão obscuro. As lágrimas estavam caindo sem eu perceber, mas fui despertado dos devaneios com os gritos impacientes de Camila lá da sala. 

Sai do meu quarto e no momento seguinte estava me dirigindo a sala, e logo me deparei com Christopher e Zabdiel. 

— O que fazem aqui? Cadê o Richard? — questionei irritada cruzando os braços, o que os fez rir, inclusive Camila. Não entendi o motivo da graça. 

— Viemos te fazer companhia. — Christopher respondeu sorridente e eu franzi as sobrancelhas. Como assim companhia? Sério isso? Muito estranho. 

— Vamos de uma vez. — Disse Camila impaciente que não parava um minuto sequer de olhar para a tela do celular. Nos empurrando para fora de minha própria casa. Um absurdo. 

Agradeci mentalmente aos deuses da paciência por não fazer-me encontrar com aquela velha maldita da dona Lucely nos corredores. Apenas pegamos o elevador e chegamos bem rápido ao estacionamento onde estava o carro de Camila para minha infelicidade.

— E eles estão aqui para que a senhorita fique mais tranquila e não tente dar uma de espertinho comigo. — Piscou para mim e eu soltei uma gargalhada. 

— Patético. — Murmurei me dirigindo até o carro, abrindo a porta do mesmo e batendo com tudo. Fazendo Camila abrir a boca em um perfeito 'o', isso que dá querer minha companhia a força. 

 

Em poucos minutos chegamos ao aeroporto.

Espera aí, por quê estamos em um aeroporto? 

— Camila, você pode me explicar o que raios estamos fazendo em um maldito aeroporto? — Questionei com os braços cruzados, ainda sem compreender nada. 

— Viemos buscar uma visita muito especial. — Disse empolgada batendo as mãos e eu rolei os olhos. O que eu tenho a ver com os parentes dela? Não é possível que ela tenha me arrastado pra cá só pra isso, me recuso a aceitar. 

Ao descermos do carro, lembrei-me de quando fui ao aeroporto da minha cidade Natal com o pouco dinheiro que eu tinha, naquele frio maldito, com os chuviscos e toda a vergonha pela humilhação que havia passado. Meus olhos marejaram instantaneamente, senti a falta de Richard para me abraçar e dizer que está tudo bem. 

— Camila, posso ir ao banheiro pelo menos? — Meu tom de voz era meio embargado e ela assentiu. 

— Mas Zabdiel vai com você. — Droga, revirei os olhos. Desde quando preciso de babá? Não queria discutir com ela mais uma vez, porque hoje a mulher estava irredutível. Apenas assenti e sai caminhando. 

 

Passei reto pelo banheiro que estava próximo de onde estávamos, pois o odor não era lá dos mais agradáveis e Zabdiel me questionou porque não havia entrado naquele. 

— Não gosto desse, prefiro o do outro lado. — Queria enxugar meu rosto, ficar sozinha e gastar tempo para não ter que aturar os familiares da Camila e toda a tensão sexual dela com Christopher, que cá entre nós, é insuportável. 

 

Entrei rapidamente no banheiro e Zabdiel ficou do lado de fora, tive que pedir para ele esperar, porque sonso do jeito que é acabaria entrando junto comigo. A primeira coisa com a qual me deparei foi com meu próprio reflexo no espelho, meus olhos mega inchados. Eu realmente estava numa confusão mental com tudo a minha volta. Encontrei o amor da minha vida que era um prostituto, pago para me fornecer um orgasmo, o humilhei na frente de todos e tive que lutar para tê-lo de volta. Passei uma de minhas mãos por minha barriga, lembrando do filho que tínhamos perdido. Deixei uma garotinha de cinco anos cega, por falha técnica e sua vida daqui pra frente depende do processo de adoção. Céus, que caos. Por quê as coisas não poderiam ser mais simples? Por quê apenas comigo é tudo tão intenso e complicado? Tudo o que consegui fazer perante à todos aqueles pensamentos foi me apoiar na barra da pia e chorar como um bebê. Chorar como não chorava há anos, chorar tudo o que tinha para chorar e as lágrimas vinham com mais força quando me encarava no espelho. 

— Você está bem? — Uma mulher perguntou assustada ao entrar no banheiro e apenas assenti, pegando um papel para enxugar minhas lágrimas. 

Lavei meu rosto e tentei melhorar minha aparência da melhor forma possível, não queria me deixar abater e todo mundo perceber o quanto eu estava sofrendo. 

Sai do banheiro que ficava em um lugar quase vazio do aeroporto, não havia mais quase ninguém, isso porque ainda era cedo, apenas aquela mulher do banheiro, mas logo desapareceu, nem Zabdiel estava mais lá. Oras, que estranho, isso está ficando cada vez mais bizarro. 

— Zabdiel, pode aparecer. — Falei em voz alta, não gostando nenhum pouco da brincadeirinha. Não obtive resposta. Ok, agora não sei se estou feliz ou indignada por esse abandono repentino. — Tudo bem, eu vou voltar pra lá. — Comecei a caminhar por uma direção qualquer, menos na que eu deveria ir realmente. Caminhava bem lentamente, até sentir uma voz atrás de mim. 

— Ei.. — Uma voz um tanto que reconhecível, mas permaneci caminhando, do jeito que as coisas estavam indo e a forma como eu estava emotiva só poderia ser coisa da minha cabeça, afinal só tem eu aqui. — Poxa, vai ignorar seus primos? — Primos? Como assim, primos? Só pode haver alguma confusão. Parei e respirei fundo, queria olhar para trás convicta de que é apenas algo da minha cabeça. — Bla.. — Disseram meu apelido de infância, me virei totalmente e fiquei estática com o que meus olhos estavam vendo. 

— MARINE? — Gritei, sentindo meus olhos marejar novamente. — ERICK? — Eu não acreditava que de fato eles estavam ali. Sim, meus primos, primos de sangue mesmo. Há anos não os via, mas era impossível não reconhecê-los. Os mesmos traços, os mesmos sorrisos e o mesmo olhar ingênuo de sempre. Tão parecidos que poderiam ser considerados gêmeos, a única coisa que impedia era a diferença de idade. 

Eles sorriam para mim, eu ainda estava estática, mas sem pensar muito corri para abraçá-los e o fiz com toda a força do mundo. 

— C-como? C-como me encontraram? Já faz tanto tempo. Meu Deus.. — Eu disse ainda os envolvendo pelos meus braços, estava definitivamente esmagando os coitados. 

— Agradeça a Camila. — Marine respondeu simplesmente e eu os apertei mais ainda. — Blair, você não deveria ter sumido daquele jeito. Nós jamais te julgaríamos, aquilo não foi sua... 

Antes que ela pudesse completar a frase, Erick a interrompeu. 

— Mari, não vamos tratar sobre isso aqui, não vale a pena relembrar algo tão duro e difícil para ela. — Respondeu se desvinculando do abraço e me olhou sorridente. — Estamos aqui para valer agora. Não vamos nos desencontrar mais uma vez. — Disse num sorriso largo que automaticamente me fez sorrir também. Eu de fato acreditava que aquilo era uma miragem ou um holograma. Não é possível. 

Como? Como Camila sabia de meus primos? Meu Deus, como isso é possível?

— Eu estou tão confusa. — foi a única coisa que consegui dizer após abraçá-los pela milésima vez. 

— Não viemos apenas te visitar, viemos para algo muito maior. — Marine falou com empolgada com os olhos marejados e Erick a deu uma cotovelada.

— Como assim algo maior? — perguntei confusa cerrando os olhos. Com certeza há algo ai, mas o que? Por que? Não conseguia nem raciocinar direito. 

— Algo muito maior. — Fiquei estática ao sentir o cheiro daquele perfume gostoso e do seu tom de voz. Olhei para Marine e Erick mais uma vez e eles estavam sorrindo. — Não vai virar para trás Blair? — Virei para trás lentamente e ele estava lá, de blaser, roupas sociais, com um buquê de rosas brancas na mão. Eu estava estática novamente, em um turbilhão de sentimentos, tantas coisas boas e ruins, mas Richard estava aqui, bem na minha frente, com um buquê de rosas e sorrindo largamente. Como eu apenas não conseguia me mexer, ele mesmo fez questão de vir até mim. 

— Achou que eu iria deixar a volta do seus primos ser a única surpresa do dia? — Ele riu pelo nariz. — Você está sendo uma tolinha mesmo. — Eu dei um tapa em seu braço pela ofensa, já que eu esperava algo mais romântico que isso. Assim que ele se recuperou, começou a rir. — Eu mereço mesmo um tapa, por ter sumido a manhã toda, te deixado com esses malucos e ter te feito confessar algo tão duro para você. — Ele sorriu. Sua expressão era tão alegre, enquanto a minha era de uma boneca de cera de tão estática e robótica que eu estava. Não sabia mais o que esperar. — Eu mereço vários tapas pela minha cara de pau e caretice, mas sabe o que você merece? — Ele disse chegando mais perto e seu hálito chocou contra meu rosto. — Isso. — Richard me deu um puxão fazendo com que nossas bocas se encontrassem, logo nossas línguas começaram a se sentir novamente e as minhas lágrimas voltaram a escorrer por meu rosto. De surpresa, susto, emoção, medo, medo de aquilo fosse apenas um sonho, um misto de sentimentos. Passei meus braços em volta dele, o apertando e recebendo o mesmo, era como se estivéssemos a meses sem nos encontrar. Ele permaneceu ao meu lado, mesmo sabendo de toda a obscuridade do meu passado, das minhas dificuldades, inseguranças e receio. Assim que minha ficha caiu, a felicidade também tomou conta de mim e quando voltei a realidade, haviam pessoas, além de Marine e Erick ao redor nos aplaudindo. 

Richard cessou o beijo e eu fiquei hiper envergonhada com a atenção de todos sobre nós, eles aplaudiam e sorriam para gente. Christopher e Zabdiel — o engraçadinho — faziam piadinhas sobre nós. 

— Sua roupa está péssima drª Mitchell. — Ele disse me olhando de cima a baixo, Camila murmurou algo que não consegui entender e apenas rolei os olhos. — Mas você continua linda mesmo assim. — Como eu ainda não estava raciocinando direito, apenas sorri. — Eu amo você, Blair Mitchell. — Richard disse olhando firme em meus olhos. — E gostaria de dizer que você caiu direitinho no nosso plano para te atrair até aqui. 

— Eu sou uma vítima nessa história, fui enganada. — Falei cruzando os braços pela milésima vez no dia. 

— Bom, já que estamos em público. — Richard alterou um pouco seu tom de voz. — Está na hora de provar meu amor. — Todos gritaram. 

— Richard, céus, o que você.. 

— Blair Mitchell.. — Richard se ajoelhou e tirou algo do bolso. — Isso é bem cafona, eu sei, mas como eu te disse uma vez: nós ainda vamos ser um casal de verdade e eu irei te provar meu amor. — Algumas pessoas olhavam com muita expectativa e eu ainda mantinha minha cara de demência. Não estava acreditando no que está acontecendo. — Hummmm... espera um pouco. — Richard levantou-se e foi até um cara desconhecido por mim que assistia tudo atentamente como todos ali e perguntou algo. Logo em seguida retornou e se ajoelhou novamente. — É.. Veuxt-tu m'épouser? — Ele fez algum tipo de pergunta em francês, já que o meu maior sonho é viajar para França. Fiquei olhando para Richard por um longo tempo tentando decifrar o que ele havia dito. 

— Desculpe, mas o que significa? — Perguntei já muito nervosa. 

— Quer casar comigo? — Porra, caralho, aquela pergunta me fez congelar, Richard pegou calmamente minha mão e colocou um anel em meu dedo. Permaneci estática observando aquilo, era simples, de prata, mas tão lindo. Logo em seguida, ele se levantou e ficou cara a cara comigo novamente. — E então? — Cai no choro novamente. Inferno, minhas emoções estavam literalmente a flor da pele. 

— Accepte. — Começaram a gritar em francês, algo como "aceita".

— Óbvio que eu aceito. — Falei simplesmente. — Eu posso dizer com propriedade agora que te amo mais do que tudo. — Pulei em seu colo e nós dois quase fomos parar no chão, mas Richard conseguiu se equilibrar. 

— Agora sim, você será oficialmente minha. — Ele cochichou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. 

— Então, muito lindo, muito romântico, mas nós temos uma surpresa para vocês dois ainda. — Christopher disse chamando nossa atenção. 

— Como assim cara? Isso não estava nos planos. — Richard disse em um tom meio indignado. 

— Onde há planos, há mudanças honey. — Camila sorriu cúmplice para Christopher. — Vamos, vamos, não temos tempo pra perder.


Notas Finais


Ficou xoxo? Ruim? Eu achei o pedido a carinha deles, espero que vcs gostem tbm. Xx


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