História The Flames Inside Us (Jikook) - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Drogas, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Reabilitação, Superação, Yaoi
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Palavras 2.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii gente eu desapareci não foi? Sim mais eu prometo não fazer mais isso eu ia desisti da fic mais minha amiga me encorajou a não fazer isso então não vou desisti dela.
Eu vou voltar a postar capítulo um dia sim e um dia não ok.
Então.....
Boa leitura 😘 😘😘

Capítulo 10 - Ficamos em silêncio


Jimin

Ficamos em silêncio.

Eu notava apenas alguns sons em meu quarto. O barulho do ventilador de teto girando enquanto  estávamos deitados na cama. O disco de vinil tocando em cima da cômoda, a gravação pulando como se estivesse arranhado. Porém, de alguma forma, parecia em perfeito estado. Um purificador de ar automático que soltava perfume de rosas de vez em quando, o cheiro invadindo nossas narinas. E, por último, nossa respiração.

Meu coração batia violentamente. Eu estava com medo, tinha certeza disso. A cada dia que passávamos juntos, eu me apaixonava mais por ele. Hoje à noite, nós nos beijamos. Nós nos beijamos pelo que pareceu uma eternidade, mas ainda não foi o suficiente.

E agora eu estava com medo.

O coração de Jungkook estava tão assustado quanto o meu, pensei. Tinha que estar.

— Kookie? — eu o chamei, a garganta seca fazendo minha voz falhar.

— Sim, Jimin, meu maior vício?

Naquela noite no letreiro, Jungkook disse que eu era o seu maior vício.

Amei aquilo mais do que ele poderia imaginar.

Eu me aconcheguei mais a ele, me encaixando nas curvas de seu corpo. Sempre tive a sensação de que ele era como um cobertor macio, que sempre me aquecia e fazia sentir segura quando a vida se tornava gélida. Ele sempre me abraçava, mesmo quando se sentia perdido.

— Você vai partir meu coração, não vai? — sussurrei em seu ouvido.

Jungkook assentiu, e vi culpa em seus olhos.

— Provavelmente sim.

— E o que vai acontecer depois?

Ele não respondeu, mas vi em seus olhos o medo de me machucar. Ele me amava. Nunca disse isso com todas as palavras, mas o amor estava lá.

Jungkook tinha um jeito diferente de amar. Era silencioso, quase secreto.

Ele tinha medo de que alguém descobrisse seu amor, porque a vida havia lhe ensinado que esse sentimento não era um prêmio, mas uma arma. E ele estava cansado de ser ferido.

Se ele soubesse que seu amor era a única coisa que fazia meu coração bater... ah, como eu queria que ele me amasse com todas as letras.

Ficamos em silêncio mais uma vez.

— Jimin? — sussurrou ele, aproximando-se um pouco mais.

— Sim?

— Estou me apaixonando por você — disse ele suavemente, suas palavras refletindo meus pensamentos.

Meu coração parou de bater por um segundo.

Senti o medo e a emoção em sua voz. O medo era muito mais forte, mas o êxtase estava ali, vivo.

Peguei a mão dele; Jungkook não fez qualquer objeção. Eu a apertei, porque sabia que não tinha mais volta. Esse era o momento que mudava tudo. Estávamos assim havia alguns meses, sentindo coisas que ainda não entendíamos. Amar seu melhor amigo era estranho.

Mas, de alguma forma, era certo. Antes daquela noite, ele nunca sequer tinha chegado perto de dizer a palavra “apaixonado”. Eu não sabia que havia espaço no coração de Jungkook para o amor. Sua vida era um inferno. Então, aquelas palavras tinham um significado maior do que qualquer pessoa poderia compreender.

— Isso assusta você — falei.

Ele segurou a minha mão com mais força.

— Muito.

Eu sempre me perguntava como a gente sabe que está se apaixonando. Quais eram os sinais? As pistas? Demorava um tempo ou era de repente? Será que a pessoa acordava uma manhã, tomava seu café e depois olhava o outro sentado à sua frente e se jogava em queda livre?

Mas agora eu sabia. As pessoas não se apaixonam. Elas se fundem. É como se um dia elas fossem gelo e, no seguinte, uma única poça.

Eu queria encerrar aquela conversa. Queria  abraçá-lo e adormecer ali, deitado naquela cama. Eu apoiaria minha cabeça no peito de Jungkook, e ele colocaria as mãos em meu coração,sentindo as batidas provocadas por seu amor. Ele beijaria meu queixo suavemente e me diria que eu era perfeito. Que minhas manias eram o que me tornava lindo. Ele me abraçaria com delicadeza, como se estivesse segurando algo precioso, seu toque cheio de cuidado e proteção. Eu queria acordar sentindo o calor daquele cara ao meu lado, do cara por quem eu estava apaixonado.

Mas nem sempre podemos ter o que queremos.

— Não sei se isso é uma boa ideia — disse ele. Eu nunca deixaria transparecer o quanto essas palavras me machucaram. — Você é meu melhor amigo.

— E você é meu melhor amigo, Kookie.

— E eu não posso perder isso. Não tenho muitas pessoas no mundo... Só confio em duas pessoas na vida: você e meu irmão. E eu sei que vou foder com tudo. Sei que vou. Não posso permitir que isso aconteça. Vou te machucar. Eu sempre estrago tudo.

A testa dele tocou a minha. Suas pupilas estavam dilatadas. Minha mão se apoiava em seu peito, e eu podia sentir como suas palavras o magoavam. Ele se aproximou, sussurrando em meus lábios:

— Não sou bom o suficiente para você.

Mentiroso.

Ele era tudo de bom na minha vida.

— Nós podemos fazer isso, Jungkook.

— Mas... eu vou te magoar. Não quero que isso aconteça, mas vai acontecer de alguma forma.

— Me beije.

Os lábios de Jungkook encontraram os meus, e ele me beijou bem lentamente. Em seguida, afastou-se ainda mais devagar. Meu corpo formigava enquanto ele passava os dedos pelos meus cabelos.

— Me beije de novo.

Ele atendeu meu pedido mais uma vez, erguendo-se um pouco e pressionando meu corpo sob o seu. Nossos olhos se encontraram, e jungkook me fitou como se me prometesse a eternidade, mesmo que só tivéssemos o agora. O segundo beijo foi mais intenso, mais quente,mais real.

— Me beije.

Seus lábios vagaram por meu pescoço. Sua língua me acariciava lentamente, sua boca chupava minha pele bem devagar, fazendo-me pressionar meu quadril contra o seu.

— Jungkook, eu... — Minha voz estava trêmula naquele quarto escuro. — Eu nunca... — Minhas bochechas ficaram vermelhas, e não consegui completar a frase.

— Eu sei.

Senti um frio na barriga e mordi o lábio.

— Quero que você seja o primeiro.

— Você está nervoso?

— Estou.

Ele sorriu.

— Se você não quiser...

— Mas eu quero.

— Você é lindo.

Seus dedos colocaram uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

— E um pouco nervoso.

— Você confia em mim? — perguntou ele. Assenti. — Certo. Feche os olhos.

Fiz o que ele pediu, meu coração batendo mais rápido a cada segundo. O que ia acontecer primeiro? Será que ia doer? Será que ele ia odiar? Será que eu ia chorar?

As lágrimas já brotavam em meus olhos.

Eu ia chorar.

Ele beijou o canto da minha boca.

— Confie em mim, Jimin — prometeu Jungkook. Suas mãos começaram a levantar a camiseta do meu pijama enorme, e meu corpo enrijeceu. — Não vou te machucar — sussurrou ele em minha orelha, e mordiscou-a de leve. — Você confia em mim? — perguntou mais uma vez.

Meu corpo relaxou, e as lágrimas finalmente caíram, não porque eu estava nervoso, mas porque nunca me senti tão seguro.

— Sim. Confio em você.

Cada vez que uma lágrima escorria, ele a beijava.

Jungkook tirou minha camiseta centímetro por centímetro e jogou-a em um canto do quarto.

Seus lábios percorreram meu corpo, descendo pelo pescoço, mordiscando meu peito, beijando cada centímetro de pele nua.

— Jimin — sussurrou ele antes de chegar à minha cueca.

Minha respiração estava ofegante, e arqueei o quadril, ansioso por seu toque. Levei minhas mãos ao peito dele, sentindo Jungkook controlar as batidas do meu coração.

Sua voz estava repleta de preocupação.

— Me mande parar, ok? Se precisar que eu pare...

— Não, por favor...

Jungkook começou a tirar minha cueca, e a cada centímetro que ela deslizava pelas minhas pernas, mas rápido o meu coração batia.

— Jimin — sussurrou ele mais uma vez.

Nossos olhares se encontraram por uma fração de segundos antes que ele abrisse minhas pernas e abaixasse a cabeça. Quando senti o toque de sua língua na minha glande, respirei fundo, em êxtase.

Meus dedos agarraram os lençóis enquanto meu membro entrava e saía de sua boca. Minha cabeça rodopiava. Meu coração não sabia se acelerava ou se parava de bater. A sensação que eu tinha era de que eu estava prestes a morrer, e seus lábios, sua língua e sua alma me reanimavam.

Eu nunca pensei que algo tão simples pudesse ser tão...

Jungkook...

— Isso... — Respirei, contorcendo-me quando ele deslizou dois dedos dentro da minha entrada e os tirou bem devagar. Aos poucos seus movimentos foram ficando mais fortes, mais rápidos, mais intensos...

Jungko...

Eu estava a poucos segundos de explodir,ele me chupava e me estocava com os dedos, eu estava quase implorando para que ele me levasse ao clímax, quase em queda livre.

— Eu quero você, Jungkook. Por favor.

Minha respiração estava ofegante, meu corpo se acostumando ao prazer que Jungkook me proporcionava.

— Ainda não — disse ele, tirando os dedos de mim e se afastando.

Nós nos encaramos, e o modo como ele olhou para mim me fez sentir que eu nunca estaria sozinho.

— Jimin, eu te amo.

Sua voz estava trêmula, e seus olhos ficaram úmidos. Mais lágrimas brotaram em meus olhos.

Você é meu melhor amigo, Kookie, pensei.

Eu não conhecia ninguém que tivesse uma relação tão próxima quanto nós dois. Ele era parte de mim. Nossas vidas se entrelaçavam como se fossem duas chamas ardendo juntas na escuridão da noite.

Quando ele estava prestes a chorar, as lágrimas sempre caíam dos meus olhos primeiro.

Quando o coração dele estava prestes a desmoronar, o meu se despedaçava primeiro.

Você é meu melhor amigo.

Ele se inclinou para a frente e me beijou. Seu beijo tinha as promessas que nunca fizemos um ao outro. Seu beijo pedia desculpas por coisas que ele nunca fez. Seu beijo continha todo seu ser, e eu o beijei com toda minha existência.

Ele se levantou, tirou a calça e a cueca boxer. Mesmo seguro da minha decisão, senti um frio na barriga.

— Você pode mudar de ideia, Jimin. A qualquer momento.

Estendi minhas mãos para ele, que as segurou. Puxei-o de volta para mim. Quando seu quadril roçou minha coxa, soltei um gemido, as pernas formigando de desejo, medo, paixão e amor.

— Eu te amo — sussurrei. Ele se deteve por um instante. Fez menção de falar algo, mas as palavras não saíram. Parecia surpreso com o fato de que alguém pudesse amá-lo.

— Eu também te amo — retrucou ele com um sussurro.

Os lábios de jungkook tocaram os meus. Lágrimas caíram de seus olhos e se misturaram com as minhas. Eu sabia como essas palavras eram difíceis para ele. Sabia como ele tinha medo de se expor dessa forma. Mas também sabia o quanto eu o amava.

— Me peça para parar se eu te machucar.

Eu não faria isso. Eu sabia que sentiria dor, mas o desejo era maior. Ele era meu porto seguro, meu refúgio, meu belo Kookie. Ele pressionou o quadril contra o meu e me penetrou devagar.

— Eu te amo — sussurrou.recuou e, em seguida, foi mais fundo.

— Eu te amo...

Mais fundo.

— Eu te amo... — murmurou ele.

Mais fundo.

— Jung... kook... eu...

Ele me penetrou diversas vezes , enquanto ele me penetrava ele agarrou meu membro estimulando ele na mesma velocidade que sua estocadas me levando ao delírio e a vários outros lugares.

Céu.

Terra.

Paraíso.

Inferno.

Ele.

Eu.

Nós.

Chegamos ao orgasmo depois uma alguns minutos, nossos corpos trêmulos se desintegrando e, ao mesmo tempo, se unindo. Nós nos perdemos, mas encontramos um ao outro.

Eu o amava.

Eu o amava com todo meu coração, e ele me amava também.

Jungkook cumpriu sua promessa. Ele não me machucou. Era a ele que eu recorria sempre que sentia medo.

Jungkook era o meu lar.

— Jimin, isso foi... — Ele suspirou, deitando ao meu lado, sem fôlego. — Maravilhoso.

Sorri, virando a cabeça para o outro lado. Meus dedos secaram as lágrimas, e tentei ao máximo rir, mas a felicidade veio acompanhada de um pingo de preocupação. Como seria a partir de agora?

— Se eu ganhasse um dólar a cada vez que eu ouvisse isso...

Jungkook semicerrou os olhos; sabia que eu tinha feito aquela piada para esconder meu nervosismo. Ele me puxou para perto de si.

— Você está bem?

— Estou, sim. — Assenti e me voltei para ele. Ele se inclinou e beijou as poucas lágrimasque ainda teimavam em cair. — Estou mais do que bem.

— Quero que seja assim. Para sempre, eu quero isso.

— Eu também. Eu também.

— Para sempre, Jimin?

— Para sempre, Kookie.

Ele respirou fundo, e seus olhos sorriram junto com seus lábios.

— Estou tão feliz.

Essas foram as últimas palavras da noite, e achei que descreviam exatamente como eu me sentia naquele momento.

O ventilador de teto girava, e continuamos deitados na cama. O disco de vinil tocava em cima da cômoda, a gravação ainda pulando, mas, de alguma forma, parecia perfeito.

Sentíamos o perfume de rosas de vez em quando. Respiramos fundo.

Ficamos em silêncio.


Notas Finais


Desculpem pelo Lemon bosta mais espero que tenham gostado.
@John_do_TaeTae e @YooJeonXavier
Até o próximo capítulo.
Bjs 😘😘😘


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