História The flight of the violet butterfly. - Capítulo 30


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Colegial, Comedia, Depressão, Drama, Família, Metamorfose, Mudanças, Psicologia, Recomeços, Romance, Sexo, Sonhos, Suspense, Traição, Transformaçao, Vida
Visualizações 119
Palavras 1.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ohayo! ♥️
Na imagem é a Yuki e Naiam...o otosan que tão amando.👀♥️

Como dito ontem o capítulo de hoje vai falar sobre o livro que o professor Peter deu a Yuki.
E amanhã teremos Lisa e Tae... Apesar vamos shippar eles. Quem esta disposto a fazer a junção dos nomes? Deixo por conta de vocês. 👀💧

Boa leitura🙆🌻

Capítulo 30 - "As faces exorbitantes" (Yuki)


Fanfic / Fanfiction The flight of the violet butterfly. - Capítulo 30 - "As faces exorbitantes" (Yuki)

P. O. V Yuki


“As faces exorbitantes” foi completamente diferente do que pensei, o livro contava a história de Antony um garoto de onze anos que mora com sua mãe em Londres na Inglaterra. No trajeto da história que meu pai foi lendo nas primeiras vinte páginas mostrou o dia-dia de Antony que é o papel principal, na escola, em casa e sua convivência com as pessoas ao seu redor como sua família e amigos. Os personagens que mais apareceram na história convivendo com Antony não foram seu pai e sua mãe mas sim foram seus amigos, Henry um garoto de dezessete que é esnobe e traiçoeiro, Jordye um menino com a mesma idade de Antony porém com sua personalidade completamente diferente dos dois primeiros, Jordye era solitário e intelectual. Também temos o Matt um amável garoto de quinze anos que é o mais próximo de Antony. Durante a leitura do livro, otosan e eu acompanhamos a amizade desses garotos com Antony porém eles não eram amigos entre si nem se conheciam somente o papel principal  os conhecia e convivia com eles em cada capítulo separadamente.

A amizade entre eles era excelente, aconselhavam cada um de seu modo quando Antony necessitava, iam em sua casa brincar e se divertir também. Ele quando passava seu tempo ao lado de Henry se modificava, para falar a verdade, sua personalidade mudava em cada capítulo a cada convivência entre os amigos. Porém quando sozinho Antony retomava a ser um garoto neutro por assim dizer, ele voltava a sorrir gentilmente e brincar. Acho que essa era sua verdadeira personalidade, sem os amigos dele.


Prestei atenção durante a leitura, otosan lia com muito gosto para mim, sua voz melódica interpretava todas as falas como se ele se transformasse nos próprios personagens. Era agradável ficar ao seu lado, sentindo seu perfume forte, escorada em seu ombro o escutando, não consegui esconder minha alegria, comecei a sorrir enquanto ele estava concentrado com seus olhos fixados nas letras miúdas.


—Otosan? —o chamei o olhando de baixo.


—Sim—respondeu fechando o livro com seus dedos marcando a página—Aconteceu algo? Está com sono? Podemos acabar amanhã sem problemas.


—Não, otosan não é isso. Só queria te dizer… —encostei minha testa em sua bochecha—Arigato!


—Pelo que está me agradecendo?


—Por não desistir de mim.


—Eu que devia agradecer por não desistir de mim como pai, Yuki. —me beijou na testa—Vamos continuar a leitura?


—Hi.—falei sorrindo.


Faltava poucas páginas para o final do livro, eu queria ver logo que fim teria. Era angustiante. Pelas próximas páginas foi um tanto estranho e confuso até para otosan que lia, eu não compreendia o que o professor Peter queria me passar ou talvez eu estivesse sendo tola demais por não compreender.

Ao final, Antony resolveu encontrar todos seus amigos, agora juntos todos em um mesmo local, finalmente eles se conheceram e conversaram pela primeira vez, só que o que era para ser um momento divertido de amizade acabou se transformando em uma grande discussão pela amizade de Antony. Todos o queriam para si, sem qualquer chance de serem amigos em conjunto. No entanto por causa da discussão por Antony que acabou evoluindo para uma briga séria com palavras rudes por partes de todos até de Matt que era o mais sensato, acabou sendo cegado pelo egoísmo querendo tomar posse de Antony, que no fim enlouquecido pela briga acabou fugindo no meio do alvoroço para os braços de sua mãe.


—Nossa! —disse otosan fazendo cara de surpresa—Estamos a três páginas para o fim do livro e eles brigaram por uma amizade de um garoto.


—Otosan, continue.


—Tudo bem—aceitou fazendo um pigarro na garganta para voltar a leitura.


—Quero saber logo o fim, otosan


”Me senti eufórico e apreensivo eles se agrediram fisicamente e psicologicamente por minha causa sem nem ao menos preocupar com as dores ou comigo que sem poder fazer nada assistia inquieto. Não suportei e logo corri no meio da confusão, corri o mais rápido que pude em direção a minha casa. Entrei apuradamente querendo logo ir para meu quarto, porém ao abrir a porta da casa encontrei mamãe pasma pelo meu rosto suado e vermelho pela corrida.


—Filho o que houve?


—Achei que todos nós poderíamos ser amigos—a olhei de cabeça baixa pensando no ocorrido.


—Quem meu filho?


—Meus amigos, os apresentei hoje e eles… —queria chorar e já podia sentir meu olho lacrimejar—todos eles brigaram por mim, pela minha amizade. Eles não compreendem que eu gosto de todos eles, quero que brinquemos todos juntos, mamãe.


Minha mãe nada disse permaneceu em silêncio durante tudo o que contei. Em seguida ela começou a chorar e me abraçou forte como se fosse a última vez que me visse. Percebi tristeza em seu olhar e em seu afago que me deu logo em seguida ao abraço enquanto me olhava preocupada e pálida.


—Hoje vamos a um lugar, Antony.


Ela não me falou que lugar iríamos ou porque de sua tristeza mas durante a tarde ela me tirou de casa impaciente.


—Chegamos—ela me disse enquanto entrávamos em uma sala branca feito neve com cheiro de flores que nunca mais esqueci. Esta sala ficava em um prédio enorme cheio de escadas e um elevador que usamos para subir.


—Que lugar é esse mama?


—Você já vai saber filho–ela respirou fundo—tem uma moça muito gentil aqui querendo conhecer você, Antony.


A sala cheia de sofás era clara demais para os meus olhos, cobri rapidamente com minhas mãos.


—Senhorita! –uma mulher chamou, olhei de canto—Você e seu filho já podem entrar.

—Vamos filho—disse me puxando pelo braço para dentro de outra sala.


Não muito diferente tinha uma luz forte, com paredes brancas e um sofá enorme, que sentei assim que cheguei. Lembrei de Matt quando ia a minha casa querendo olhar filmes em meu sofá.


—Boa tarde, meu nome é Clarice! —uma moça bonita falava nos comprimentando.


—Este é meu filho, Antony. —minha mãe disse orgulhosa.


—Como você está? Antony.


—Bem—respondi a moça.


—Vou falar com ele tudo bem? —a tal moça, Clarice pediu a minha mãe sentando-se ao meu lado no sofá.—Então você se sente bem?


—Sim.


—Como estão suas notas na escola?


—Boas moça —falei sorrindo, enquanto ela anotava minha respostas em uma caderneta.


—E os seus amigos?—abaixei a cabeça demonstrando minha tristeza.—Me conte o que aconteceu, sou sua amiga.


—Eles brigaram… todos queriam ser meus amigos...só que eu não penso em escolher.

—Amizades são complicadas não é?—Balancei a cabeça positivamente. —Me fale sobre seus amigos, Antony. Sua mãe me disse que são três.


—Sim, o Matt, Henry e o Jordye.


—Me conte um pouco sobre eles.


—Hum.. O Jordye é quieto, não gosta que o toquem e acho que ele muitas vezes gosta de ficar sozinho, gostamos de brincar a noite no parquinho perto da minha casa.


—Você gosta do Jordye?


—Acho que sim… Ele brigou com os outros, não sei se ainda o quero como meu amigo.


—Ahh… Bem, e o Matt e o Henry.


—Matt é um amigo muito legal, a gente brinca muito na pracinha de esconde-esconde, às vezes olhamos filmes na minha casa comendo balas.


Clarice rapidamente vagou seus olhos pela minha mãe que encontrava-se limpando lágrimas de suas maçãs do rosto, ela parecia chorar.


—E o seu outro amigo? Ele é querido também?


—O Henry não é querido, a gente briga o tempo todo ele quer sempre meus brinquedos.


—Mas porque ainda é amigo de uma pessoa assim? Antony.


—Não sei—parei pensativo—ele me faz companhia e sabe de muitas coisas que não sei. Você sabia que se cortarmos a cabeça de uma pessoa ela vai continuar piscando.


Minha mãe me olhou assustada pelo o que eu disse já Clarice me observava sem tirar os olhos de mim um segundo.


—Antony você sabe porque está aqui?


—Não.


—Quer que eu conte para você? É um segredo importante.


—Um segredo?


—Sim, sua mãe não pode escutar e você não pode contar para ela está bem?


—Sim.


—Então vamos tirar a mamãe daqui para ela não escutar, não é mãe? —perguntou para minha mãe que estava aos prantos escutando nossa conversa.


—Vai ficar tudo bem filho a mamãe está ali fora esperando você.


—Não escute atrás da porta mama! —falei sério.


—Prometo que não vou. —disse ela saindo.

Ficou somente eu e Clarice naquela sala branca, ela queria me contar um segredo e eu queria muito saber qual era.


—Então Antony está preparado? —Balancei a cabeça positivamente muito ansioso. —Bem… então me escute com atenção.—fez uma pausa, ajeitando seus cabelos—Neste mundo existem pessoas com superpoderes, que é nada mais e nada menos que uma peculiaridade que encontramos em crianças da sua idade.


—Sério?


—Sim, então esse poder permite que uma criança assuma várias outras características.


—Uaaauu.. Eu posso ter esses poderes?


—Vou contar outro segredo, você já tem esse poder Antony.


—Sério? Eu tenho? Esse poder é tipo o do Super homem, eu posso voar?


—Não, seu poder é mais forte. Você pode se mascarar para enganar os bandidos e também você tem companheiros que te ajudam nas batalhas.


—Quem?


—Seus amigos, Matt, Henry e Jordye, eles são seus ajudantes.


—São? Mas como podem ser meus ajudantes se eles brigam.


—Eles são seus ajudantes...Eu e sua mãe pudemos velos.


—Você os conheceu?


—Eu conheci apenas um deles, sua mãe já conheceu todos eles. Porém eu não tive a oportunidade de conhecer todos ainda.


—Não? Mas como a mamãe os conhece sendo que ela nunca falou com eles.


—Pois eles são você, Antony. Matt, Jordye e Henry são apenas você.


—Eu? —meu coração começou a bater forte eu queria minha mãe, Clarice estava me assustando.


—Esses garotos que você fala e convive são apenas seu interior se comunicando com você, Antony. Eles existem dentro da sua cabeça, somente em você e quando um resolve tomar um ar ele aparece em seus sentidos..—suas palavras se chocavam contra meu peito—Quando todos resolveram tomar um ar juntos acabou que todos se encontraram ocasionando a briga que você disse ter presenciado… Não brigavam por sua amizade más sim pelo controle de sua mente… “


Essa foi a última frase da penúltima página do livro, a próxima estava completamente em branco. Me deixando um pouco eufórica e meu pai completamente desnorteado, afinal o que tínhamos acabado de ler era paranóico nós sentimos pior do que o pobre do Antony. Comecei a ver com outros olhos a história mas ainda sim tinha minhas dúvidas, era complexo e cheio de metáforas, sentimentos, nomes, palavras e frases escondidas atrás de outras.

Como eu já estava meio sonâmbula não comentamos nada sobre o livro. Pelo sono, otosan me levou escada acima em seu colo, depois me deitando na cama do meu quarto o senti beijar minha testa e falar baixinho.


—Oyasuminasai, eu te amo Yuki.


Não suportei o velo sair de meu quarto, era bom estar com ele e recuperar o tempo perdido de pai e filha. Mesmo depois de treze anos podia sentir seu amor e sua saudade sobre mim e Hinata.


            “Oyasuminasai, otosan.”



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