História The Flowers of Death - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Personagens Bellatrix Lestrange, Lílian Evans, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter, Vincent Crabbe
Tags Ação, Harry Potter, Romance, Sirius Black
Visualizações 53
Palavras 1.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOM DIA FOFUXOS! Em homenagem a galera que vai encarar o Enem hoje vou postar dois capítulos para abarcar a ansiedade e dar muita sorte! Beijos e bons desempenhos galerinha.

Capítulo 11 - Capitulo Onze


—  Eu mesmo. Recebi sua carta ontem e… bem, resolvi ver se o endereço estava certo mesmo —  disse com ar de brincadeira.

Olhei para ele perplexa.

—  Liana? Incomodo? Pensei, na verdade, que poderia lhe falar tudo o que perguntou, ao invés de mandar uma coruja, mas posso voltar outra hora se quiser— ele disse desmanchando sua face de felicidade..

— Não! Eu só… fiquei surpresa com sua chegada — disse saindo do transe e dando-lhe um abraço apertado.

—  Vai a algum lugar ? —  disse apontando para como eu estava.

—  Na verdade sim, iria passear só. Quer me acompanhar ? —  perguntei.

—  Claro —  disse caminhando ao meu lado.

 

Começamos conversando coisas banais e comuns do dia-a-dia. Sobre o clima, as pessoas, nossas férias, sobre o próximo encontro que nos divertirmos juntos, rimos muito com algumas hipóteses do que Lupin fazia sempre que sumia e eu nos guiamos até a sorveteria.

—  Chegamos —  disse parando na frente.

—  Onde ? —  ele perguntou.

—  Na minha sorveteria favorita —  disse sorrindo enquanto entrava.

 

Ele me seguiu rindo um pouco da minha criancice. Nos nós servimos e sentamos na mesa de frente para a praça e ficamos vendo as famílias brincando no parquinho. Percebi seu olhar penetrante em mim, me analisando.

— Desse jeito eu vou ficar sem graça Sirius —  disse divertida sem olha-lo.

—  Você ? Sem graça? Nunca. —  disse rindo.

 

O silêncio voltou a recair sobre nós dois, víamos as famílias e tomávamos os sorvetes, mas eu sentia Sirius inquieto, com algo a ser dito. Virei-me para ele e vi a forma como ele olhava para o parque. Com raiva e tristeza.

—  Nunca foi nesse parquinho ? —  perguntei olhando para ele.

— Hã ? —  disse sendo pego de surpresa. —  não, nunca fui —  disse.

—  Eu vinha aqui quase todos os finais de semana com meus pais, eles sempre gostaram de sair ao ar puro, e de sorvete também. Foi assim que unimoso gostoso ao saudável —  disse brincalhona. — eles amaram como ela foi feita e sua estrutura, além do sabor, é claro —  disse.

—  Verdade, é muito bom, mesmo que seja uma receita trouxa —  disse prepotente.

Fiz cara feia para ele e continuei com o final do meu sorvete.

— Meus pais nunca me levaram num parque, nem nada do tipo —  ele comentou.

—  Imagino… —  disse. —  Sabe Sirius eu adoraria conhecer seus pais — anunciei.

 

Ele virou sua cabeça para mim de forma abrupta e me olhou como se eu fosse uma louca. Levantou as sobrancelhas e disse:

— Acho que esse sorvete não lhe fez bem Liana! — disse enraivado.

—  Que isso Sirius, foi só uma brincadeirinha, você parece sério demais para férias; era mais legal em Hogwarts — disse.

—  Porque lá é a minha casa — disse

 

Olhei para ele e suspirei.

 

—  Diz pra mim, você os odeia? —  perguntei sincera.

—  Não sei exatamente —  disse emburrado.

—  Então me diz, como está a convivência de vocês nessas férias ? —  perguntei.

Ele olhou para mim de relance e suspirou pesado:

—  Que tal se fossemos ao parque? — disse se levantando e oferecendo a mão.

Olhei duvidosa para ele e depois para sua mão. Aceitei. e andamos até o parque. Sentamos em balanços e então ele falou:

—  Durante as férias, minhas primas e primos vem até minha casa, acompanhados dos meus tios e tias, para alguns almoços de família todos se unem para compartilhar coisas do ano, méritos, cargos, poder e ideias, sabe ? Coisas de família. Não é algo muito fácil para mim contando que sou o único sensato na família…

 

Sirius me contou tudo, como costumava ser esses almoços, e como se sentia excluído de tudo, normalmente os pensamentos elitistas o atingiam e ele nada poderia falar por estar em número bem menor, falou como seus primos estavam sempre se vangloriando da casa que estavam e contavam seus anos escolares sempre tentando exaltar poder a Sonserina. Contou como seus pais nunca tocavam em seu nome durantes essas conversas apenas se restringindo ao que era necessário e educado. Aliás eles mal se viam durante o dia, exceto nas refeições quando ele tinha que comer à mesa com todos. Ou quando estavam discutindo, o que era mais cotidiano.

Como nessas reuniões ele era completamente isolado das conversas por não compactuar com nenhuma ideia, nem a dos primos e tão pouco as dos tios e pais, ele prefere se retirar para seu quarto ou, ele acrescentou com um sorriso travesso, fugir por alguns dias até a casa de Tiago, o que no momento era impossível já que ele estava de viagem. Contou abertamente que apesar de tudo isso, o que mais o decepcionava e o deixar exalando raiva pelo poros eram as ideias, e segmentos que seus pais creiam, que eram os motivos diários das discussões.

 

— … Por fim, esse ano ainda há o detalhe crucial; meu irmão, Régulo, vai a Hogwarts pelo primeira vez. A carta dele chegou ontem o selecionando. Todos ficam felizes e crentes na aprovação dele na casa da família como é o normal e correto, segundo as palavras da minha mãe. Bella disse que ele era de grande ajuda. E que, finalmente, honrará a família Black como o sonserino.

—  Uaaaau —  disse suspirando com a complexidade da familia dele.

—  Isso porque nem te contei quando há festas maiores e todas as famílias puras juntam-se. Os Malfoy, os Black, os Lestrange, os Crabbe, os Rosier, enfim muitos outros, é uma droga. Certo que, alguns ou outros nessas famílias também tem juízo e aí posso ter com quem falar e tal, mas na maior parte das vezes não é assim. As vezes eu quero gritar que todos eles são ridículos e quem apenas fazem mal, mas.. —  ele balançou a cabeça e puxou levemente seus cachos como se aquela ideia o atormentou durante muito tempo.

— Acho que acabamos por aqui Sr. Black. Virando a esquerda naquela árvore o sr. Esquilo lhe orientará sobre os meus honorários —  disse brincando com um sorriso.

Ele olhou para mim não entendendo o que eu estava falando.

Ri da sua cara de broco e expliquei:

—  Os trouxas tem profissionais para escutar seus problemas e ajudar a solucioná-los, entendeu ? —  expliquei a piada com os olhos rodando.

Ele continuou olhando para mim e logo depois fez uma carranca como se aquilo não fosse brincadeira.

—  Foi mal, estava tentando aliviar a tensão —  expliquei. — sinto muito por isso, deve ser as piores férias Sirius, mas olha — disse pegando sua mão. —  como você mesmo falou não está sozinho; sei que nunca substituiremos sua família e, espero que tudo isso mude, mas pode sempre e a toda hora contar com seus amigos e comigo e com Lilian também.

— Acho que o fato de me ouvir já é suficiente. Obrigada Liana.. — disse.

Aíla que estava no meu colo pulou no de Sirius e se aninhou lá, ri da sua petulância.

—  Ela normalmente não é tão atirada assim — disse acariciando seu pelo.

—  Não tem problema, eu adoro gatos, infelizmente meus pais preferem corujas — disse enquanto a acariciava comigo.

 

Em algum momento nossas mãos se encontraram e o choque elétrico que percorreu pelo meu corpo me fez parar e olhar para ele. Seu olhar estava em mim, fixo nos meus olhos que, com toda certeza, estaria me traindo, demonstrando a recente paixão que eu insistia em esconder e não nutrir. Paixão que eu não poderia nutrir. No entanto olhando para ele eu podia ver paixão e fogo queimando em seus olhos negros. Ele se aproximou de mim, olhando para minha boca e depois para meus olhos, o ar ao redor de nós parecia escasso considerando que nossas respirações, agora em sincronia, estavam acelerada e rasas. Seus olhos olhos sempre fixos nos meus se aproximaram mais e mais, e a essa altura e sentia seu cheiro delicioso e seu hálito gelado, pelo sorvete, entrando em minhas narinas e causando arrepios, quando seus lábios finalmente tocaram os meus seu nome foi chamado alto o bastante para que nos separamos assustados com a interrupção.

E não poderia ser pior.


 

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[Sirius on]

 

É claro que minha sorte não poderia ser pior.

Bella, Ciça e…

 

—  Lúcio — disse entre dentes. —  o que faz aqui em ? —  perguntei olhando para eles.

—  Adivinha ? —  ele disse prepotente. — seus pais não te contaram ? — perguntou com um sorriso desdenhoso. —  seus pais convidaram os meus para passarmos o final de semana aqui. — revelou.

— Ótimo —  disse sarcástico.

—  Mas isso não vem ao caso — disse e olhou para Liana abrindo um sorriso maldoso.

 

Olhei para Bella e Ciça que a fuzilavam com os olhos.

 

—  Acho que atrapalhamos algo não é mesmo ? Será que minha linda Tia sabe que o seu primogênito está envolvido com uma mestiça — disse Bella.

Liana direcionou um olhar mortal para cada uma delas e outro para Malfoy. Abriu um sorriso falso e disse:

—  Tenho certeza de que isso não é da conta de vocês não é mesmo? —  disse.

Levantei-me e dei Aíla para Lia.

—  Vamos, vou acompanhar você até sua casa —  disse.

Ela se levantou e Malfoy deu um passo a frente. Olhei para ele e me pus entre os dois.

—  Que isso, tão cedo assim ? Acho até que poderíamos convidá-la para um jantar conosco não é Sirius ? —  disse sarcástico. —  Quanta indelicadeza sua não ter feito antes. Mas afinal isso é compreensível, uma mestiça como você não está a altura de um Black, nem de nenhum sangue-puro —  completou.

Na mesma hora meus punho voaram na sua face, e ele caiu com tudo no chão. Sem dar tempo para sua reação dei outro e sai de cima antes de Bella e Ciça fizessem algo com Lia. Peguei sua mão e disse a eles:

—  Nunca mais ouse falar dela assim, se quer saber Lia é muito mais digna que você. Seu aborto! — disse com fúria.

Logo depois sai com Lia segurando sua mão. Estava com tanta raiva, tanta fúria que sequer parei, apenas queria andar rápido, antes que minha mente me obrigasse a voltar lá e acabar com a raça daquele desgraçado no entanto, quando consegui uma distância boa senti a mão de Lia ser puxada com força da minha e olhei para ela.

 

[Sirius off]

 

—  Liana, me desculpe eu… —  ele disse tentando tocar em mim.

— Não Sirius —  interrompi. —  não me toque — disse enquanto mantinha distância.

Sentei no batente e pus a minha cabeça entre minha mãos tentando conter as lágrimas.

Eu estava borbulhando de ódio, de raiva e de fúria que não couberam em mim e transbordaram em lágrimas que eu tentava a todo custo conter e sem sucesso. Vi que ele também se sentou ao meu lado.

Quando me acalmei, limpei meu rosto e olhei para ele.

— Desculpe —  disse baixinho.

—  Tudo bem, a culpa não é sua; eu só estava com tanta raiva, tanta fúria…

— Shii —  interrompeu-me timidamente. — a culpa é minha sim, desculpe Lia —  disse sério.

Olhei para sua face ainda rubra da raiva.

—  Pelo menos ele vai sair bem marcado disso —  disse rindo levemente. Lembrei-me que apesar de Lúcio não sair limpo, mas sim com uma bela mancha, Sirius iria ter de explicar toda a confusão em casa e seus pais caíram em cima dele por estar comigo.

—  No entanto seus pais… — fiz uma careta.

—  Deixa que eu me resolvo com eles — disse enquanto se levantava e dava a mão para me ajudar.

Voltamos em silêncio mortal recaindo sobre nós, tudo estava indo tão bem, aquele momento era nosso em uma pequena bolinha de cristal que como tal,  se espatifou trazendo-nos ao mundo que vivemos. Ou pior, as diferenças que compartilhamos.

—  Pronto —  ele disse quando chegamos em casa.

Aíla rapidamente pulou do meu colo e enroscando-se em Sirius saiu entrando em casa.

Olhei para ele sem saber como me despedir. Não era o que eu queria na verdade.

—  Ehr, então, nos vemos próxima semana? —  perguntei.

Ele balançou a cabeça em afirmação. — Claro que sim.

—  Então tchau —  disse. Mas totalmente não sai do lugar.

Não Liana, você tem que entrar.

Suspirei e abri a portinhola.

— Li.. —  ele chamou carinhosamente. Virei-me e vi ele se aproximando de mim com os olhos carregados em carinho e paixão.

 


Notas Finais


E então pronto para o próximo? O que acham que vem por aí ? ~ hehehehe
Comentem com amor!


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