História The fluttering of a Dandelion - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags 1930, Anos 30, Jeongguk, Jungkook, Lovelysara, Sugakook, Yoongi, Yoonguk, Yoonkook
Visualizações 26
Palavras 6.508
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui está a continuação.
Não era para ser dividida, mas como ficou muito grande, e seria muito cansativo ler tudo num só capítulo, dividi. Como prometido, está aqui hoje.
Eu escrevi esta parte até bem rápido, comparando com o facto de eu demorar meses a escrever.
Espero mesmo que gostem, esta fanfic é muito especial para mim, tentei escrever algo diferente.

Boa leitura ^-^

Capítulo 2 - Capítulo 2


Passou algumas semanas desde que Jeongguk visitava Yoongi, e o mais velho começava a ficar preocupado. Sabia que estava ocupado com a universidade, mas sentia saudades dele e começou a sentir-se inseguro. Será que o que ele sentia por Jeongguk, Jeongguk sentia por si? Será que ele realmente o amava? Ele achava estúpido duvidar do mais novo, mas ao mesmo tempo, não queria acreditar que alguém tão incrível como o estudante estava apaixonado por si.

Naquele momento, só queria agarrá-lo e beijá-lo como sempre fazia, por isso, decidiu ir visitá-lo. Sabia da sua morada, já o tinha acompanho várias vezes até o início da rua, para os seus pais não o verem. Mas hoje, estava com vontade de arriscar.

Bem, ele sempre quis conhecer os seus sogros.

•-•

Jeongguk estudava intensamente no seu quarto. Tinha ficado de castigo por ter tirado uma nota má num exame, e teria que estudar muito para puder repeti-lo e passar. Como estava quase a acabar, as provas ficavam cada vez mais difíceis, e como ele não percebia nada do que se passava nas suas aulas, precisava de estudar muito.

Com o castigo, fora proibido de sair com os seus amigos, e isso incluía visitar Yoongi. Apenas podia ir à universidade, biblioteca, mercearia e sair com os seus pais. Sentia muitas saudades do seu amado, ele sempre o fazia sentir bem. A única coisa que tinha dele era os seus livros, que agora estavam autografados com frases apaixonadas, e a camisa dele, que aos poucos perdia o cheiro do perfume de Yoongi.

Queria tanto, mas tanto visitá-lo, tinha tantas saudades, e com a esperança de o puder ver, estudava intensamente. Mas estudar cansava, e também dava-lhe fome, então afastou os livros que estavam dispostos diante de si, levantou-se da cadeira da sua secretária, saiu do quarto e dirigiu-se até à sua cozinha. Iria perguntar à sua mãe se precisava de ajuda para o almoço e aproveitaria para poder provar.

Quando passava pela sala para puder ir para a cozinha, ouviu a campainha tocar. Olhou para o seu pai, que estava sentado a ler o jornal na sua poltrona, confuso, que retribuiu o mesmo olhar. Da cozinha, chegava a sua mãe, a secar as suas mãos num pano.

-Convidaram alguém? Quem é que poderia ser a estas horas?- perguntava, confusa também.

Não tinham convidado ninguém para almoçar, e não é normal alguém visitá-los àquela hora. Sem querer saber muito de quem estava na porta, e muito curioso do que seria o seu almoço, dirigiu-se até à cozinha.

-Bom dia, vim visitar o vosso filho, Jeon Jeongguk.

E ele paralisou no seu caminho. Ele conhecia bem aquela voz, se conhecia. Olhou para trás, e viu a sua mãe na porta, sendo agora acompanhada pelo curioso do seu pai, a cumprimentar o seu amado, Yoongi.

-Oh, e quem é o senhor?- perguntou educadamente, como sempre, a sua mãe.

-Ah, peço imensas desculpas. Chegar aqui e não me apresentar -disse, deixando uma leve risada. -Sou um amigo do Jeongguk. Ele está?

-Ah, sim, claro. Pode entrar.

A mãe de Jeongguk deu espaço para Yoongi entrar, pedindo o casaco e o chapéu. Tirou então o casaco do seu corpo e o chapéu da sua cabeça, e entregou-os à mulher à sua frente, que os deixou nos cabides ao lado da porta. Assim que entrou, viu o mais novo paralisado numa das portas de saída daquele espaço. Sorriu e dirigiu-se até ele. Como estavam à frente de pessoas, e principalmente por essas pessoas serem os pais de Jeongguk, cumprimentaram-se com um aperto de mão, um tanto demorado.

-Então, é colega do nosso filho da universidade? -questionou curioso o seu pai.

Com aquela pergunta, Yoongi sentiu-se um pouco perdido, pois não sabia se alguma Jeongguk tinha mencionado a sua pessoa aos pais, e se sim, como o mencionou. Percebendo isso, o mais novo respondeu:

-Ah, não, pai. Ele é o escritor daquele livro, a pessoa que visito às vezes. -"muitas vezes", queria ele dizer.

Com a resposta do mais novo, o escritor sentiu-se um pouco aliviado. Não teria que mentir muito, teria apenas de omitir o facto que namorava com o filho daquele casal.

-Estava um pouco preocupado com o vosso filho, afinal ele não me visitava à algum tempo. Poderia ter-lhe acontecido alguma coisa e eu não saber.

-Pois, ele ficou de castigo por tirar uma nota baixa. Não queríamos ter feito, mas ele precisa de estudar para fazer o exame, não pode distrair-se muito.

-Compreendo. -virou-se para o homem ao seu lado, com uma cara chateada. Ele tinha que admitir, até a cara que Yoongi fazia quando estava zangado era fofa.

Mas afinal, Yoongi preocupou-se em vão. Jeongguk apenas estava de castigo, e compreendia totalmente. Às vezes, aquele garoto podia ter a cabeça na lua.

-Mas, Senhor Min, certo? -perguntou a mãe de Jeongguk. Yoongi apenas concordou com a cabeça.

-Não quer ficar para almoçar? Estava agora mesmo a começar, é só pôr mais batatas. Gosta de coelho assado? -continuou.

-Não é preciso. -sorriu gentilmente.

-A sério? Se puder, pode ficar e almoçar connosco, só se já tiver almoçado, ou combinado. -insistiu.

-Não, ainda não almocei, nem tenho ninguém com quem almoçar. Mas não é preciso, não quero incomodar.

-Não incomoda ninguém, gostamos de visitas, ande. -sem deixar Yoongi responder, a senhora Jeon guiava-o, ou seja melhor dizer, arrastava-o para a cozinha. Ambos foram acompanhados pelo Senhor Jeon e o filho.

Chegando à cozinha, a mulher abriu a panela que estava quase pronta para cozer, faltando apenas alguns ingredientes. O pai de Jeongguk seguiu a sua esposa, pronto para ver como estava a correr o almoço. Yoongi encostou-se à banca perto da mulher, e o mais novo à sua frente, encostado na parede.

-Gosta de coelho assado? -perguntou a mulher.

-Gosta, gosto muito.

Apesar de ser uma resposta simples, Jeongguk percebeu o seu duplo sentido, pois Yoongi olhava para ele com um sorriso aberto. O escritor costumava chamar o estudante de "coelhinho", pois dizia que era muito parecido com um.

O mais novo apenas respondeu com um sorriso tímido, e umas bochechas coradas.

-Oh, não, porra. -a fala, um tanto alta, do mais velho ali assustou os dois apaixonados. O pai de Jeongguk tinha-se sujado com pouco de molho que provava.

-Querido, eu disse para ter cuidado na cozinha. Anda, vamos tirar essa camisa e vestir outra. -dizia a mulher, acompanhando o marido para a saída daquele espaço.

-Meninos, quer dizer, menino e senhor Min -corrigiu ao se perceber de Yoongi -Nós já voltamos. Como devem ter visto, não se aproximem do molho.

O casal saiu da divisão, deixando os dois sozinhos. Jeongguk olhava pela porta, esperava que os seus pais fossem para o quarto que dividiam, para puderem falar em paz. Assim que não os via mais, virou-se para o homem à sua frente.

-O que você faz aqui, meu anjo?

Apesar de parecer chateado com Yoongi, Jeongguk não conseguia deixar o sorriso e os nomes fofos.

-Estava preocupado com você, podia ter acontecido alguma coisa. Mas afinal você só estava de castigo, cabeça oca mais linda do mundo. -respondeu.

-Você estava com saudades minhas, eu sei.

O estudante aproximava-se do escritor, com um sorriso convencido. Estava pronto para o abraçar, e logo o fez, sendo retribuído fortemente.

-Estava mesmo. Eu só quero beijar-te aqui, e levar-te para a longe daqui, e beijar-te mais ainda. -Yoongi afundava-se em Jeongguk como um gatinho.

Com os ouvidos atentos, Jeongguk percebeu que os seus pais já voltavam do quarto, e logo se afastou de Yoongi, voltando para a sua posição anterior, mas não sem antes dar um beijo na testa do mais baixo, que o deixou envergonhado.

Aquele almoço iria ser longo.

•-•

-Então é um escritor!? -perguntou curioso, o senhor Jeon.

-Sou sim, de romances, principalmente.

-Interessante. O Jeongguk sempre falou muito de si, dos seus livros, e depois que o conheceu na universidade, da sua pessoa, principalmente. -acrescentou a senhor Jeon. No canto da mesa, o mais novo comia a sua comida com a cabeça baixa, envergonhado. Yoongi sorriu.

-O vosso filho também é uma pessoa muito interessante. Foi a pessoa que mais me cativou quando fui fazer a tal apresentação na universidade dele.

-O nosso filho é muito tímido, nem consigo acreditar que ele conseguiu falar com alguém, principalmente mais velho. Quantos anos é que você tem, Senhor Min? Espero que não se incomode com a pergunta. -perguntou, gentilmente, a mulher. Yoongi percebera rápido que era uma mulher muito gentil, e que Jeongguk era igualzinho a ela nesse aspecto. E fisicamente, também, já que tinha a mesma cor e ondulação da mesma, e os lábios e face tinham formatos quase idênticos.

-Não me incomodo. Tenho 28, nasci em 1902.

-Oh, é mais velho que o nosso Jeongguk um pouco até. -o homem mais velho decidiu entrar naquela conversa.

-Sim, o nosso Jeongguk tem quantos anos!?-perguntou retoricamente, pensando.

-Tem 20, faz 21 em setembro. É de 1909.

-Sete anos mais velho então. -concluiu o pai de Jeongguk -Nem acredito que o nosso rebento tímido conseguiu falar com um homem assim mais velho, sem ofensa, óbvio, não o quero ofender. -falou, sendo a última frase diretamente para Yoongi, que respondeu baixinho e sorrindo um "tudo bem".

Assim que os mais novos processaram a última fala, arregalaram os olhos, olhando um para o outro. Eles sabiam que tinham uma diferença de idade, mas não tinham percebido que era um pouco grande, 7 anos era uma grande diferença. Quando Yoongi já tinha aprendido a ler, Jeongguk ainda só começava a aprender a gatinhar. Quando Jeongguk aprendia a ler, Yoongi já tinha beijado pela primeira vez. Quando Yoongi acabara a universidade de Letras, Jeongguk começava a pensar no seu futuro profissional. Não era por causa da diferença de idades que eles iriam acabar, eles apenas acharam aquela diferença um tanto estranha. Bem, Jeongguk sempre gostou de homens mais velhos.

-O nosso filho é muito tímido mesmo. -continuou a Senhor Jeon, tendo não percebido os dois seres paralisados e desatentos na mesa. -Uma vez, fomos almoçar a casa de um colega do meu marido, e eles tinham um filho uns aninhos mais velho que o nosso Jeongguk. Dissemos que ele podia ir brincar com ele, mas estava tão envergonhado que ficou o tempo todo ao nosso lado. E ele tinha 17 anos.

O casal mais velho ria-se com a memória, enquanto o casal mais novo ainda pensava na informação anterior

-Bem, essa diferença não nos impede de sermos amigos. Eu sempre tive a mente de um jovem, e o vosso filho é bem mais maduro do que parece. -respondeu, depois do pequeno momento de choque, sorrindo com a história. -Ele também foi muito envergonhado comigo, mas eu consegui fazer com que ele se abrisse para mim, e foi muito fácil para a nossa relação desabrochar.

-O nosso Jeongguk sempre nos surpreende com as suas ideias, sempre foi assim desde criança. Sempre muito maduro, com grande maturidade. -disse a mulher.

Durante aquele almoço, era impossível contar quantas vezes Jeongguk abaixou a cabeça, envergonhado e corado. Ter os seus pais juntamente com Yoongi a elogiá-lo era demasiado para o tímido e fofo Jeongguk.

Depois de um momento de silêncio em que apenas se ouvia os talheres, o Senhor Jeon perguntou, curioso.

-E como está a sua mulher?

-A minha quê? -perguntou, confuso.

-A sua esposa.- repetiu, pensando que o escritor não tinha percebido a pergunta anterior- É casado, certo? É muito estranho um homem sair da casa dos seus pais se não for para casar. -continuou.

Tanto como Yoongi como Jeongguk ficaram tensos. O mais novo já tinha mencionado que o escritor não vivia com os seus pais, mas nunca tinha dito que vivia sozinho. Como era normal um homem, e mulher também, sair da casa dos pais depois de casar, era de esperar que o Senhor e Senhora Jeon pensem que Yoongi fosse casado.

-Ah, sim, a minha esposa. -Yoongi sentia a sua camisa branca nova molhar-se aos poucos com o seu suor nervoso -Ela está de viagem.

Ele parecia orgulhoso do que dizia, tinha inventado uma boa desculpa.

-Está de viagem? Sem o marido? -comentou a mulher, indignada.

-Ela foi cuidar da sua mãe. A minha sogra está doente e precisa que alguém cuide dela. Como é a única filha, ela precisava de ir. -inventou. Yoongi estava a ser tão convincente com as suas palavras e expressões faciais, que até Jeongguk acreditaria naquilo.

-Oh, entendo. E porque não foi com ela? Espero não estar a ser intrometida.

-Não, tudo bem. Eu queria ter ido, mas a minha esposa disse que iria atrapalhar o meu trabalho. Como não queria incomodá-la mais, nem retruquei.

Yoongi sorria, queria convencer os mais velhos que ele tinha uma esposa, quando na verdade, ele tinha um belíssimo namorado, e esse vivia com eles. Ele sempre fora muito bom a inventar, por alguma razão decidiu seguir a profissão de escritor. Era só recolher as experiências de pessoas que conhecia e acrescentar ou distorcer algumas coisas a mais. Ele sempre fazia, por exemplo, em reuniões de família, quando lhe perguntavam o porquê de ainda ser solteiro. Sempre inventava, mais parecia um ator do que um autor.

-Desejo as melhoras para a sua sogra -exclamou a Senhor Jeon, sendo respondida com um simples "obrigado" vindo de Yoongi. -E como ela é, a sua esposa? Parece ser uma mulher muito independente e moderna.

-Sim, não é normal uma mulher viajar sem o seu marido, mas se você a deixou ir. -acrescentou o seu marido.

-A minha esposa!? Ela é uma pessoa muito linda, determinada, independente. Ela é alta, muito bonita e charmosa, nunca vi tanta beleza numa pessoa só. -ele confessava, completamente apaixonado. Jeongguk viu ao vivo o quão bom ator Yoongi era, mas percebeu que este não inventava mais, quando lhe dirigiu o olhar e sorriu com os dentes todos -Tem cabelos castanhos escuros, um pouco longos. Eu sempre lhe digo para não cortar, porque amo os seus cabelos um pouco encaracolados e longos.

Jeongguk percebeu que Yoongi o descrevia. Ele era alto, pelo menos mais que Yoongi. O mais velho sempre dizia que ele era o homem mais bonito que alguma vez viu, que não percebia como Deus simplesmente decidiu pôr toda a beleza do mundo nele. Sobre os seus cabelos, Yoongi quase que implorou para Jeongguk não os cortar, amava acariciar os seus fios castanhos enquanto se beijavam.

-É uma pessoa gentil, apaixonada, amável, talentosa, aprende rápido, ensinei a tocar piano, e parece que toca melhor que eu. -riu, no fim da frase.

Enquanto falava, percorria com o olhar todos os membros daquela mesa, mas sempre parava em Jeongguk, só tirava o olhar do seu amado quando percebia que talvez parecesse que estava a dar demasiada atenção ao mesmo naquela incômoda situação.

-Tem uns olhos escuros belos, um nariz muito fofo, uns lábios carnudos e rosados. O seu rosto parece ter sido esculpido por deuses. E é com ela que quero passar todo o resto da minha vida.

Na sua última frase, centrou o seu olhar, que antes rondava todos os membros, para uma única pessoa, a que se sentava à sua frente e lhe olhava com tanto amor nos seus olhos: Jeongguk. O mais novo, envergonhado, abaixou a cabeça para os seus pais não perceberem o enorme sorriso que cobria a sua face. No entanto, Yoongi conseguia ver perfeitamente aquele lindo sorriso.

-Talvez já a tenham visto por aí. -concluiu, tirando o olhar do mais novo.

-Talvez, mas pela sua descrição, pode ser uma qualquer. Já a devo ter visto, vesse por aí mulheres muito belas. Mas Senhor Min, o senhor parece realmente apaixonado pela sua esposa, ela é uma sortuda! -exclamou sorridente, a mulher.

-E sou. Sou completamente apaixonado por aquela linda pessoa.

•-•

Depois de muita insistência da Senhora Jeon, Yoongi e Jeongguk subiram para o quarto do mais novo. Ambos queriam ajudar a mulher, mas a mesma dizia que convidados não devem ajudar, apesar de este não ter sido convidado.

Ambos subiam as escadas, sorridentes por finalmente terem um tempo a sós. Jeongguk abriu a porta, deixando Yoongi entrar.

-Então, é este o meu quarto. Pode sen-

Antes que Jeongguk pudesse acabar a frase, foi atacado por um beijo de Yoongi. Ele tinha muitas saudades das carícias do mais novo. Preocupado, Jeongguk afastou-se dele.

-Mas e os meus pais? E se eles nos virem ou ouvirem? -o estudante tentava ser o ser mais racional naquele momento, mas o escritor só conseguia atacá-lo com beijos no pescoço. Ele sabia que era um dos pontos sensíveis dele, e que quando era estimulado com beijos, chupões e mordidas, Jeongguk perdia o raciocínio.

-Não se preocupe, amor, eu tranquei a porta com a chave. -o dono do quarto sempre mantinha a chave na fechadura da porta -E não tem que se preocupar com o barulho, tenta apenas não o fazer. -dizia, entre mordidas leves no pescoço do mais alto.

-Não sei se vou conseguir assim, amor.

Yoongi distribui-a agora beijos pela face de Jeongguk, alternando entre o pescoço e por vezes, orelhas. Com uma mão, puxava gentilmente os cabelos castanhos escuros e longos dele, e com a outra, percorria a silhueta do mais novo. Entorpecido, Jeongguk apenas conseguia segurar-se na nuca do mais baixo, e na sua cintura reta.

-Meu anjo, acalme se um pouco. -pedia manhoso pelos toques. Contra a sua vontade, e até contra a vontade do mais novo, Yoongi afastou a cabeça do pescoço de Jeongguk, mas mantendo as mãos no cabelo e bunda do outro.

-Porquê? Eu tenho saudades suas. -Yoongi fez um biquinho tão fofo que faria Jeongguk chorar de fofura.

-Não quero que me amasse a roupa. Como é que os meus pais reagiriam se vissem o seu filho e o Senhor Min com a roupa toda amassada, cara corada, lábios vermelhos e marcas no pescoço?

Sorriu, enquanto dizia "Senhor Min", levando Yoongi atrás. Apesar da sua própria relutância, o mais velho afastou-se e arrumou um pouco da roupa do mais alto. No entanto, teve outra ideia, uma ideia muito melhor. E com um sorriso malicioso, sussurrou ao ouvido de Jeongguk.

-E se tirarmos as nossas roupas então? Não ficariam amassadas e podia marcar sítios que os seus pais não veriam.

Com aquele ato, o mais novo suspirou profundamente, agarrando os braços de Yoongi que voltaram a rodeá-lo. Não podia cair àquela tentação que era Yoongi, não com os seus pais em casa.

-Yoonie, não foi você que disse para esperarmos pela nossa noite de núpcias? -disse, ainda entorpecido pelos toques que recebia no seu corpo.

-Eu não disse nada demais, seu pervertido.

Ao ouvir a fala do escritor, Jeongguk fez uma face falsa de tristeza, fazendo Yoongi rir do seu amado. Mesmo assim, ambos tiraram as suas camisas calmamente, tentando não as amassar, e puseram em cima de duas cadeiras que tinham no quarto do mais novo, fazendo tudo devagar. Afastaram-se das cadeiras, já desnudos para cima da cintura, olharam um para o outro, e rapidamente, sem deixar que Yoongi processasse, Jeongguk atirou-se para cima do mais velho, guiando-o até à sua cama. Sentou-se no seu colo e beijou-o, sendo logo respondido.

Permaneceram assim durante longos minutos, entre beijos e carícias, até Yoongi queixar-se das suas pernas dormentes. Ambos riram, e decidiram sentar-se sobre o tapete creme de Jeongguk, continuando com as carícias cheias de sentimentos em que predominava o amor simples e puro entre ambos.

•-•

Depois da longa visita de Yoongi à casa de Jeongguk, que resultou em conversas embaraçosas e muitos beijos, por parte dos amantes, o mais novo empenhou-se mais nos estudos. Naquela tarde, o escritor contara o plano que fizera.

Jeongguk precisava de acabar a universidade, e para isso, necessitava de estudar mais para puder passar naquele exame final. Depois de saber os resultados, começaria a preparar-se para a festa final, a da entrega do diploma. E a partir do dia que receberia os resultados, caso fossem os esperados, iria começar a arrumar as suas coisas lentamente, tentando não criar suspeitas. Fugiriam na madrugada seguinte à festa. Yoongi iria vender a sua antiga casa, e ambos fugiriam no seu carro até uma zona longe da cidade. Ele herdara uma pequena mansão da sua avó, que faleceu à poucos anos atrás. Até então, só a visitava para manter a casa ainda em pé, mas agora iria viver lá. Ambos poderiam viver a vida juntos separados de todos, indo raramente até à cidade só quando necessário, mas nunca mais voltando à cidade natal.

Acreditando que tudo daria certo, Jeongguk estudou como nunca estudara antes. Como ainda estava de castigo, não visitou Yoongi, mas ambos sabiam que era necessário manter-se afastados por um momento.

Mas quando recebeu os resultados, correu até à cada do seu amado. Jimin até iria perguntar porque saiu da universidade a correr tão depressa, mas depois lembrou-se da conversa que tiveram dias atrás. Apesar de Yoongi mal saber quem era Jimin pessoalmente, o melhor amigo de Jeongguk apoiava o casal, e até ajudava os dois a encontrarem-se. Ele sabia de todo o plano que o mais velho fez, e apoiou totalmente, apenas se prometesse que poderia visitá-lo.

Jeongguk chegou todo suado até lá, mas não queria saber, só queria anunciar as novidades. Bateu várias vezes na porta da entrada, estava ansioso, e conseguiu ouvir um resmungo de Yoongi, perguntando a Deus quem gostava tanto de ferir portas.

Ao abrir a porta, encontrou um Jeongguk todo suado, com um papel já um pouco amassado na mão. Sem querer saber de como o mais novo se encontrava no momento, puxou-o para dentro da sua casa. Estava tão ansioso como ele, mas preferia que o estudante dissesse os resultados, do que arrancar o papel das suas mãos.

-E então? Passaste, reprovaste? Diz-me, garoto. -implorava Yoongi. A ansiedade naquele momento estava a corroê-lo por dentro.

-Eu passei. -sussurou, não deixando Yoongi percebeu o que tinha dito.

-Não ouvi, meu anjo, repete. -pedia, impacientemente.

-Eu passei.

Jeongguk levantou a cabeça, com um enorme sorriso, enquanto segurava o papel que dizia a nota do exame. Um lindo positivo, baixo, mas era positiva e era o que importava no momento. Yoongi, depois de verificar o papel, abraçou com força o mais alto, ignorando o facto de ter acabado de vestir uma das suas mais recentes camisas e estar a abraçar um homem completamente suado. O que importava naquele momento era o facto de estar a abraçar o amor da sua vida, com quem iria viver o resto da sua vida.

•-•

O dia da sua formatura chegara. As suas malas não tinham muita coisa dentro, mas as coisas estavam todas preparadas. A roupa já estava toda dobrada, os seus pertences estavam em locais estratégicos para não se esquecer deles. Todo o dinheiro que tinha já estava dentro de uma delas, juntamente com uns trocos que roubou discretamente dos seus pais ao longo dos dias. Quando fossem todos dormir, iria se levantar e pôr tudo dentro das malas, devagar e com calma. Teria que fazer o mínimo barulho possível. Para disfarçar, diria aos seus pais que queria arrumar as suas coisas da universidade lentamente, para se despedir de algumas delas. Era óbvio que acreditariam, sabiam como Jeongguk era um garoto sentimental que amava ver coisas antigas e lembrar-se das memórias que esses objetos continham.

Às duas da manhã, Yoongi iria entrar pelas traseiras da casa, que o mais novo iria deixar aberto, e iria apanhar as malas de Jeongguk. Por fim, sairia o mais novo, e partiam juntos nas suas novas vidas.

Ambos tinham medo de não resultar, mas a felicidade que sentiam cobria qualquer insegurança.

Jeongguk saía de casa com os seus pais, para irem até ao local da formatura. Yoongi estaria lá. Tal coisa fez o mais novo ter adiantado os seus pais para chegarem ao local.

Durante a cerimônia, Jeongguk olhava para todos os lados, em busca de Yoongi, mas não o encontrava. Começava a ficar preocupado. Quando ouviu o seu nome ser chamado juntamente com fortes aplausos, levantou-se e dirigiu-se até ao professor que entregava o tal mísero papel, denominado de diploma. Ao chegar ao centro, encontrou o seu amado, na última fila, com o maior sorriso que tinha para dar. Jeongguk retribuiu.

Depois da longa cerimônia, o ex-estudante foi ter com os seus pais e família, sendo parabenizado por eles. À sua direita, vinha Yoongi, com um enorme sorriso, desejando os parabéns. Ignorando todos à sua volta, abraçou-o com força, sendo retribuído. Apesar de acharam algo exagerado para dois homens, ninguém se intrometeu na bolha que ambos criaram à sua volta, nem mesmo os seus pais. Contra a sua vontade, separou-se do mais velho, agindo como agia: um obrigado, um sorriso, e depois dava a desculpa de que tinha que ir ter com alguém.

E naquele caso tinha. Jimin sorria de longe, chamando por ele. Queria se despedir do seu melhor amigo antes de partir. Enquanto se abraçavam, Jeongguk sussurrou ao seu ouvido, a morada que Yoongi lhe tinha dito, para puder visitá-lo um dia. Jimin agradeceu e prometeu visitá-lo brevemente.

Depois de parabenizar os seus ex-colegas e agradecer pelas palavras de boa sorte dos seus ex-professores, Jeongguk foi com os seus pais para casa, onde esperava por eles um bom banquete de parabéns. Aquele jantar foi o mais longo que alguma vez teve, segundo a mente ansiosa de Jeongguk. Ele apenas queria subir ao seu quarto e fugir. Mas também queria passar aquele último momento com os seus pais. Teria saudades deles, muitas, mas sabia que teria escolher entre ter um vida infeliz e normal com a aprovação dos seus pais, ou viver uma vida feliz e diferente fugindo deles.

Jeongguk nunca foi egoísta. Uma vez ou outra, foi um pouco injusto, mas raramente era egoísta. Pensava sempre primeiro nos outros só depois em si. Mas naquele momento, o seu coração e o seu cérebro, juntamente com o corpo todo, diziam-lhe para ele ser egoísta uma vez na vida, e pensar no que seria o melhor para a sua felicidade. Só se vive uma vez, e ele teria que agarrar a provavelmente única oportunidade que tinha de ser feliz. Se ele pensou em desistir do plano? É óbvio, ambos pensaram nisso, pensando em que não iria resultar, que seria um grande sacrifício, mas no fim, ambos escolheram o caminho da felicidade absoluta.

Por volta da meia noite, o jantar acabou. Despediram-se dos poucos familiares que comparecerem, e que de certeza apareceram apenas para comer de graça e para falar da vida alheia. Jeongguk despediu-se dos seus pais, desejando boa noite, como todos os dias. Mas naquele dia, deu um beijo prolongado na testa da sua mãe e até um abraço ao seu pai. Ambos não perceberam o porquê, mas quiseram acreditar que Jeongguk estava muito feliz e apenas estava a demonstrar a sua felicidade perante aquele dia agitado. Como planeado, disse:

-Eu vou arrumar as minhas coisas da universidade. Espero não fazer muito barulho.

-Agora, filho? Não será melhor amanhã? -insistiu a sua mãe.

-Eu quero fazê-lo agora, você sabe como eu sou. Gosto de ver as minhas coisas e trazer de volta as histórias. Provavelmente vou demorar um pouco, mas vai valer a pena. -disse sorrindo.

-Tudo bem, amanhã não te acordamos cedo então. E não faça muito barulho. -disse, antes de se despedir do seu filho e dirigir-se para o seu quarto.

O ex-estudante tomou um longo banho. Foi um longo dia, e o dia a seguir seria ainda maior. Durante o banho, revia o seu plano e imaginava o seu futuro depois daquele dia. As suas pernas mal se mantinham em pé de tanta ansiedade. Dirigiu-se para o seu quarto e vestiu uma roupa confortável. Trancou a sua porta e suspirou. Pegou nas mochilas que tinha debaixo da cama e começou a arrumar as suas coisas devagar. Já tinha tudo organizado, e até tinha algumas coisas já arrumadas. Quando foi perguntando pela sua mãe do porquê de estar a arrumar, disse que queria se tornar um adulto de verdade e livrar-se de certas coisas. A sua mãe compreendeu, mas não soube da verdadeira razão.

Guardou as suas roupas, deixando algumas que mal usava. Guardou as suas peças favoritas e as mais caras que tinha. No meio dela, guardava peças que podiam partir, como porcelanas e vidro. Guardou os seus sapatos, fotografias, livros, materiais, bonecos que guardava de criança.

À hora planeada, duas horas da manhã, olhou pela janela e viu o carro que Yoongi mal usava, estacionado à frente da casa dos vizinhos. Assim que olhou para baixo, viu o seu amado a chegar até ao sítio combinado, debaixo da janela do quarto de Jeongguk, para poder apanhar as malas que o dono atirava. Atirou todas que tinha, tendo sido todas apanhadas pelo mais velho. Quando todas foram para baixo, Jeongguk pediu uns minutos e Yoongi logo os concedeu, desde que não demorasse muito. Ele queria se despedir de tudo. Olhou para o seu quarto quase vazio, tal como era quando chegou àquela casa. Na sua mesa, tinha deixado um papel e um lápis, escreveria uma carta de despedida.

Assim que a terminou, beijou a carta, destrancou a porta, deixando um pouco aberta e saltou pela janela.

Correu discretamente até ao carro, mesmo que agora pudesse fazer barulho. Não importaria do barulho que fizesse, ou se alguém visse, quando percebessem, já estaria bem longe dali. Entrou dentro do carro de Yoongi, tendo o dono dele mesmo ao lado. Assentiu para ele, que sorriu e arrancou dali.

Assim que caiu em si, desmanchou-se em lágrimas, mas com um sorriso no rosto. O seu amado que estava ao seu lado, olhou de repente para ele e chorou com ele, sorrindo também. Com a mão direita guiava, e com a mão esquerda, acariciava o rosto de Jeongguk, acalmando-o. Durante a longa viagem, passaram grande parte do tempo em silêncio, de mãos dadas, sendo o contacto deixado de lado apenas por meros segundos em que Yoongi precisava da mão para guiar.

De manhã, a Senhora Jeon estava pronta para acordar o seu filho, como todos os dias, e naquele dia o seu marido decidiu acompanhá-la. Normalmente à hora que acordava Jeongguk, o seu marido ainda dormia, mas como o filho deles decidiu ficar acordado até tarde, iria acordá-lo mais tarde. A essa hora, o seu marido já estava de pé.

Quando viram a porta do quarto aberta, estranharam, não era normal ele deixar a porta aberta de noite, gostava de fechar. Assim que entraram, ficaram em choque. O quarto estava quase vazio e com a janela totalmente aberta, mas mais importante, sem Jeongguk. Iriam ligar à polícia por causa de rapto, mas viram um papel em cima da mesa, juntamente com um livro e duas plantas, uma flor amarela e algo que parecia algodão branco.

O pai de Jeongguk pegou nela, e leu alto, para a sua mulher também ouvir.

"Pai, mãe, sou eu, o vosso filho Jeongguk.

Primeiramente, queria pedir desculpas. Desculpas pelo que fiz, pelo que sou. Não queria fugir de vocês, não queria fugir da minha vida, mas teve que ser.

No momento que lerem esta carta, já estarei bem longe, num sítio desconhecido, e por favor, não me procurem. Eu estou bem, com quem eu amo. Eu fugi porque sou algo que vocês abominam, sou um homem que ama outros homens, e neste momento, um em específico.

Nunca tive intenção de vos contar, mas agora não preciso de esconder mais. Durante anos, tive encontros com outros homens que amei. Acariciei-os, abracei-os, beijei-os, amei-os e dormi com eles, tal como vocês desejavam que fizesse com uma mulher. Mas eu nunca quis isso para mim, nunca quis casar com uma mulher apenas para manter uma vida normal.

E há um tempo atrás conheci alguém muito especial para mim. Ele mudou a minha vida, para melhor.

E hoje, nós os dois fugimos para longe, para sermos felizes juntos. Não me procurem, por favor, eu vou ficar bem. Esse homem é o meu autor favorito, o meu melhor amigo, e agora, o meu noivo. Eu e o Yoongi, ou Senhor Min como vocês o chamam, estamos neste momento a viajar os dois para pudermos viver felizes juntos.

Eu não vos queria deixar, mas teve que ser.

Tal como você, pai, disse, eu já não sou mais seu filho. Escrevo isto em lágrimas, mas eu já não sou o vosso filho, sou como o Seokjin.

Não perguntem ao Jimin, ele não sabe para onde vamos, não sabe que vamos.

Amo-vos muito.

Jeongguk"

A mulher banhava-se em lágrimas, enquanto o homem tentava controlar as suas, sem efeito algum. Queria partir qualquer coisa daquele quarto, mas não restava quase nada. Queria ir atrás do seu filho, mas não podia, não sabia por onde ele andava. Abraçou a sua mulher que chorava, implorando a Deus para que não fosse verdade. Queriam o seu filho de volta, queriam o seu Jeongguk à sua beira.

Trêmula, pegou nas duas plantas e no livro. O título dele era "O esvoaçar de um dente-de-leão", e em cima estava escrito o nome da pessoa que roubou o filho deles, Min Yoongi. Abriu o livro e leu o que dizia na primeira página, com uma caligrafia de dar inveja:

"De um apaixonado para o seu amado, Jeon Jeongguk.

Amo-te daqui até à estrela mais distante de nós, o meu amor brilha mais que a estrela mais brilhante, e floresce como a flor mais bela do jardim.

Min Yoongi, futuro esposo de Jeon Jeongguk."

Lendo aquelas frases, que estavam rodeadas de vários corações desenhados, chorou mais ainda.

Depois de muito tempo chorando sentados na cama sem lençóis de Jeongguk e abraçados decidiram falar.

-E agora, amor? O que faremos? O nosso filho fugiu, nunca mais o veremos, e tudo por nossa causa. -dizia a mãe, com sofrimento na voz. Não tinha mais lágrimas para chorar naquele momento.

-Eu não sei, não sei. -respondeu o seu marido, sem qualquer reação ou sentimento na voz. Ainda estava em choque.

-Iremos atrás dele? Mas para onde é que ele foi?

-Eu não sei. Acho que... Acho que é melhor assim.

-O quê? Mas e o nosso bebê? -berrou, descontrolada.

-Ele está melhor assim. Ele decidiu o seu futuro. Não o vamos procurar. -dizia, tentando acalmar a sua mulher, mas tentando ser sensato.

-E o que diremos às outras pessoas? -a mulher já estava mais calma, mas ainda com o coração na mão.

-Diremos que ele foi trabalhar para longe, arranjar uma vida. Se quiserem mais detalhes, diremos que não têm nada a ver com isso.

•-•

Foi demorada a integração do casal naquela nova vida, mas conseguiram, juntos. A antiga casa da avó de Yoongi não era grande, mas também não era pequena. Uma família de classe média com 4 pessoas viveria lá à vontade. Ignoraram os dois quartos que havia e passaram a dormir os dois no quarto maior, onde a falecida avó de Yoongi dormia com o seu também falecido avó. Era só preciso umas remodelações: pintar as paredes todas, mover alguns móveis, comprar e vender outros, arrumar as suas coisas e teriam a casa que tanto desejavam.

Depois de meses vivendo juntos, decidiram começar a arranjar o seu casamento. Não seria como os outros, seria algo simples, e bem, falso já que não era permitido. Iriam convidar os amigos mais próximos, e que aceitavam tal união, claro, iriam arranjar o jardim que tinham atrás da casa, iriam usar lindos fatos tal como os noivos habituais e comprariam alianças, como forma do amor deles. Não seria oficial, mas no corações deles seria, e era isso que importava. Eles queriam até arranjar um gatinho depois do casamento, para poder chamá-lo de filho. Depois iriam arranjar muitos mais cães e gatos, e talvez até outros animais.

A cerimônia foi toda organizada pelos noivos. No dia, apareceram pouquíssimas pessoas, mas as suficientes para eles. Jimin estava lá, juntamente com a sua namorada que amava o casal. Jeongguk convidou também o seu primo Seokjin, que também veio acompanhado com o seu namorado. Mais uns amigos de Yoongi que eram totalmente a favor, e uns ex-amantes de Jeongguk que estavam felizes com o amor daquele lindo casal. E tirando Seokjin, não havia mais família.

Ambos sentiram-se tristes por não puderem ter os seus pais na celebração, mas a tristeza logo se dissipou. Estavam juntos e era o que importava.

A cerimônia foi linda, a felicidade do casal era das mais belas de sempre, os lábios raramente tiravam o sorriso brilhante e os olhos pareciam não querer parar de chorar. Não conseguiam dizer mais nada do que palavras cheias de amor. Os convidados até poderiam vomitar de tanto amor que eles transmitiam, poderiam queimar de tanta felicidade que irradiavam.

Aquele dia foi o mais feliz para o casal.

Viveram anos e anos juntos. A casa envelhecia com eles. Ao longo dos anos, sentiram a felicidade de ter novos animais e a tristeza de os perder.

Como um casal normal, tiveram as suas discussões, mas nunca foram longe demais. O máximo foi Yoongi não falar com Jeongguk por uma tarde inteira, e Yoongi ter que dormir num dos quartos pois o mais novo se recusava a dormir com ele.

Tirando as normais e saudáveis desavenças, viveram uma vida feliz. Yoongi continuava a escrever os seus livros, mas com um novo nome. Também continuava a fazer pequenos artesanatos que vendia na vila mais perto. Jeongguk pôde finalmente pintar e vender as suas obras. Como Yoongi, também viveu sobre um pseudônimo que ficara muito famoso. Com o dinheiro que ganhavam, conseguiram ter uma vida simples.

Viveram cada dia lado a lado. Os anos passavam e o amor deles apenas conseguia ficar mais forte, e nada os impediu.

Quando chegaram a velhos, enquanto viam os seus velhos amigos irem embora daquele mundo, pediram algo aos filhos de Jimin, pois acreditavam que o próprio podia não aguentar até lá.

Pediram-lhes que os enterrasse juntos. Não importava quando morressem ou como ou para onde iam, eles apenas queriam viver o pós vida juntos.

Com 91 anos, Yoongi morreu de causas naturais, numa tarde. Estava a ler um livro, sentado à frente do seu piano, quando adormeceu simplesmente, e morreu durante o sono. Foi um dia terrível, aquela tarde de 8 de fevereiro de 1993.

Sozinho, mas sempre se lembrando do seu amor de Yoongi, Jeongguk morrera três anos mais tarde, com 88 anos, culpa de um ataque cardíaco. O último dia de agosto daquele ano de 1997 deixara tristeza nos seus amigos e quase familiares. Os filhos e netos de Jimin, que aquele casal consideravam família, fizeram o que prometeram.

No quintal daquela casa que ambos viveram felizes, enterraram primeiro Yoongi, um túmulo que Jeongguk visitava todos os dias com uma flor na mão, e depois Jeongguk ao lado. Ficaram os dois ao lado dos inúmeros animais que acolheram, mas que infelizmente, já tinham tido o seu final de vida.

Tiveram uma vida feliz conjunta, e se pudessem voltar atrás para mudar algo, não mudariam nada. Apenas desejavam que o destino fosse justo com eles e deixasse que o amor deles pudesse ser vivido outra vez, seja no após vida, seja numa reencarnação.

E o destino amava aquele amor.


Notas Finais


O fim é um pouco rápido, mas é para ser assim mesmo.
É uma história sobre o amor entre duas pessoas, como se apaixonaram, não é a história toda.
Espero que tenham entendido a última parte, senão eu explico mesmo, é só perguntar.

Espero que não tenha erros, eu reli muitas vezes, mas pode escapar, por isso se houver, mandem mensagem que eu agradeço.

Eu amo histórias bem soft, bem fofas, com pouca tragédia e só amor. Quem me conhece pessoalmente nem deve pensar isso de mim kskkk

Espero muito que tenham gostado de ler.


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