História The Forgiviness (l.s) - Mpreg - Capítulo 9


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Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Zayn Malik
Tags Depressão, Drama, Drogas, Família, Harry, Larrystylinson, Liampayne, Louis, Mpreg, Niall, Traição, Ziam
Visualizações 169
Palavras 1.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - 9. What Is Love?


Então, o que é certo

E o que é errado?

Me dê um sinal

              - James Young



Acordei primeiro que meus pais, desci da cama cuidadosamente para não acordá-lo, passei pelo extenso corredor até a porta onde meus filhos ainda dormiam. Todos dormiam como anjos, serenamente. Como vou falar da nova realidade para meus filhos quando eles começarem a perguntar. Harry não devia ter feito isso com a gente. A culpa é minha, se eu desse a atenção devida ao meu marido ele não precisaria procurar outra pessoa.

O quarto era amplo, paredes branca cheias de desenho a qual meus pais permitiram que as crianças fizessem, duas camas de solteiros e dois berços. Belle ocupava um dos colchões encolhida em sua coberta felpuda abraçada com unicórnio de pelúcia que seu tio Liam havia a presenteado em seu aniversário, os gêmeos respiravam calmamente mostrando a inconsciência de seu ninar.

─ Meus bebês, papa já sabe o que vai fazer... Só espero que não prejudique vocês. ─ As lágrimas voltaram. ─ Vocês são a minha vida. ─ Velei o sono por alguns minutos no batente da porta.

Deixei a casa de meus progenitores antes das crianças acordarem, ainda era de madrugada, pois o céu ainda estava escuro e a rua ainda precisava ser iluminada pelos postes de luz. Entrei no carro voltando para o lugar que eu auto-intitulava com lar certo da minha decisão. Eu conhecia Harry há tempos para saber que ele havia me acompanhado pelo GPS de seu carro que mandava as informações para seu celular, meu marido sempre foi apaixonado por carros e sempre prezava seus investimentos fazendo com que todos tivessem seguro.

Assim que avistei a fachada da minha grande casa de dois andares, flores com um caminho de pedra até a entrada onde a porta era de madeira escura e os degraus eram de mármore negro. A estética do lugar para quem visse de fora era moderna e um pouco medieval, eu mesmo havia a decorado, um lar onde as pessoas de fora viam um casal bem sucedido e jovem. Eu amava meu lar, visto que, foi o meu primeiro projeto de design depois da faculdade.

Adentrei a residência a qual estava em total silêncio, lágrimas fluíam em meus olhos. Subi os degraus de madeira bem conservada fazendo com que o barulho de meus sapatos no assoalho preenchesse a disfarçada tranquilidade, tomei meu rumo até o quarto dos gêmeos, onde Harry havia posto o recém nascido, eu ainda não queria olhar para ele, todavia, eu já sou adulto e tenho responsabilidades devo encarar a vida é seus problemas de frente, criar coragem mesmo que eu não a tenha.

Avistei o homem que eu pensava me amar dormindo sentado na poltrona ao lado do berço, suas pernas estavam estiradas para frente, sua cabeça pendendo para trás e seus lábios um pouco abertos onde lufadas de ar saiam calmamente.

Vi um pequeno movimento no berço e minha atenção foram voltados para um pequenino que mexia as pequenas mãos e me olhava. Devagar fui andando em direção ao berço de Cloe.

─ Oi. ─ Expus um sorriso doce, vendo os olinhos ainda sonolentos. Percebi traços fortes de Harry nele. ─ Você é muito bonito, um lindo e pequeno menininho. ─ O peguei delicadamente já que ele ainda era muito delicado e mole. ─ Sua mãozinha está gelada. ─ Peguei uma manta e uma luvinha que Isaac não usava mais por ser de recém- nascido. ─ Você está com fome? ─ Desci a escada em direção a cozinha, o neném se aconchegou em meu peito.

Pus seu pequeno e delicado corpo em um bebê conforto o qual pertencia a um dos gêmeos, ele estava de um modo que me fitava e eu podia vê-lo. Peguei uma das muitas garrafas de leite no frízer a qual pegávamos no hospital - Infelizmente, não fui uma das raridades de gravidez masculina que podia amamentar. -, esquentei o leite e experimentei para ver se não estava tão quente.

Perfeito.

─ Vamos comer. ─ Abri um sorriso para o pequenino.

Você pode até estar pensando que eu estou levando isso numa boa, mas não. Toda vez que olho para o fruto da traição de meu marido meu coração dói e eu tento controlar as lágrimas. Não me julguem. Eu nunca culparia essa criança de ter nascido.

Nunca!

Ele é a maior vítima dessa história.

Vendo-o sugar o leite calmamente do bico da mamadeira eu percebi.

Percebi que eu já o amava.

─ Meu bebê! ─ Parecendo entender minhas palavras ele sorriu com os olhinhos fechados se aninhando ainda mais em meu peito.

Foi ali que eu vi e decidi cuidar dessa criança como meu filho, criar ele junto de seus irmãos sem desigualdade. Uma criança inocente nunca deve levar a culpa do erro de seus pais.

Entrei na sala com a criança no colo que ainda dormia, passei uns minutos olhando ele dormir, seu nariz, o contorno de seus olhos, de seus pequenos lábios, sua mão cumprida... Viro-me ao ouvir barulho na escada.

Harry.

Depois que disse que não iria pedir o divórcio e que iria criar seu filho - que agora era meu. –, ele se espantou. Ele pensou que eu iria desfazer de uma criaturinha indefesa.

Ele me agradeceu, ele não devia me agradecer, não, não, não.

Agradecer.

Não estou fazendo isso por ele. Não. Ele não é mais problema meu. Para meus filhos eu dou a minha vida. Não posso mais engravidar e eu sempre amei crianças. Não vou culpar o bebê.

Não. Não vou.

A criança irá ser criada como se eu tivesse a gerado.

Passamos uns minutos em um silêncio desconfortável, parecíamos estranhos, na verdade o homem que eu um dia me entreguei era um estranho, nunca pensei que estaria passando por isso por causa dele.

─ Qual o nome dele? ─ Harry pareceu espantado com minha pergunta surpresa.

Não o encarei, pois eu iria chorar e não queria derramar minhas lágrimas em sua frente.

─ Eron... O nome dele é Eron. ─ Gaguejou.

Sua voz embargada eu percebia que ele não estava tão diferente de mim porque ele não tentava esconder.

─ Eron... - Ouvi como o som de seu nome saia de minha boca. ─ Oi pequeno, eu sou sua mama. ─ Ele se remexeu em meu colo parecendo entender enquanto sugava o alimento da mamadeira.

Sorri pela beleza de Eron.

Fui andando em direção a meu Harry, ele me olhou assustado não sabendo o que eu faria. Tomei coragem e olhei em seus olhos, nos verdes que me fitavam tristes.

─ Eu irei passar esse fim de semana com as crianças em minha mãe... Não que seja necessário você saber. ─ Disse rude. ─ Quando você quiser falar com as crianças ligue para meu número, qualquer dúvida sobre Eron ou qualquer problema com ele, não hesite em me ligar.

Passei a criança para seu colo e ele ainda meio assustado o aconchegou em seus grandes braços fazendo nossas peles se tocarem.

Merda!

Ainda havia aquele formigamento de quando o tinha conhecido a anos atrás. Rapidamente afastando as lembranças eu percebi que ele também havia sentido.

─ Louis... ─ Abaixei minha cabeça massageando minhas têmporas, sabia que uma dor de cabeça estava por vir. ─ Me desculpe... ─ Com coragem subi meus olhos de encontro aos seus.

─ Não se desculpe... Não sinta por mim... Não me agradeça. ─ As palavras saiam duras mostrando toda a minha mágoa e sofrimento. ─ Não mais a mim. Você não me deve nada. ─ Uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. ─ Uma coisa que nosso relacionamento tinha que ter e que eu sempre disse a você...

─ Respeito... ─ Completou, seus olhos encheram de água, mas eu não confiava mais naquele homem que eu pensei conhecer.

─ Você conseguiu estragar tudo. ─ Essa frase saiu como uma facada, e eu percebi que havia o acertado quando uma lágrima escorreu de seus olhos e seus músculos se tencionaram. ─ Suas únicas responsabilidades agora são com seus filhos, portanto, se você não conseguiu me respeitar os respeite. ─ Eron começou a chorar em seu colo, mas ainda nos encarávamos com os olhos cheios de lágrimas. ─ Já o alimentei, não dê banho nele tão tarde. ─ Informei. Larguei a mamadeira em suas mãos.

Depositei um beijo em Eron e murmurei "Nos vemos depois, filho", dei as costas para Harry depositando as chaves de seu carro que estavam em meu bolso em cima da mesa atrás do sofá e peguei a de meu carro. Eron ainda chorava quando eu sai porta afora, porém ainda pude ouviu Harry me chamar com a voz quebrada.

─ Louis...

Aquele ato simbolizou a minha partida emocionalmente de sua vida - não sabia que eu teria toda essa coragem -, me sentia tão mal enquanto entrava no carro, mas um certo alívio. Parti com o carro.



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