História The Four Kings - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 8.942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Luta, Magia, Shounen

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yo, sempre tive boas idéias, mas nunca coloquei em um papel, essa é a minha primeira tentativa :p . Sinto muito se tiver alguns erros de ortografias. Algumas partes (alguns nomes) eu não nomeie ainda, por que tipo, vai por mim, achar um nome legal e fácil de se lembrar é meio difícil, mas ainda vou dar nome!

Capítulo 1 - O Renascimento do Dragão


CAPÍTULO 1

O Renascimento do Dragão

 

 

Até o dia 03/03, Itsuki Shouta era um garoto normal que frequentava o ensino médio, nunca teve uma fama que o fizesse ser reconhecido como um cara legal, tinha apenas a fama de ser considerado o alvo de piadas e bullying. Sua aparência não era chamativa igual a dos outros garotos de sua escola. Tinha 1,55m de altura, pesava 69,52Kg, ou seja, aos olhos daqueles que apontavam os “defeitos” de todos, Itsuki era um grande alvo, e em vez de ser acertados por dardos, era acertado a queima roupa com uma espingarda. Mesmo não sendo capaz de mal tratar ninguém pela a aparência ou pela personalidade, não o impedia de ser atingindo com as palavras maldosas de outros. No mesmo dia em que foi seu potencial foi descoberto, ele também deve seu pior dia na escola. Todos os dias na hora do lanche, ele sempre ficava sozinho no telhado evitando a todos, pois sabia que acabaria sendo caçoado, porém um grupo de valentões da escola, acabaram o achando.

− O saco de batata está aqui galera!

− Não brinca! Não sabia que sacos de batatas podiam andar, muitos menos subir escadas!

− Ei, vamos ver o que o gordinho trouxe de lanche hoje! –de maneira arrogante, pegou o lanche do garoto. − Olha só, um hambúrguer daquela lanchonete da esquina! Nada mau gordinho, o lanche daquele lugar é bem caro em! Como você conseguiu comprar?

− Devolve! –gritou com medo. − A minha mãe se esforçou para comprar esse lanche pra mim! Me devolve!

Como todo grupo de valentões, sempre a um líder, com esse não era diferente. Ren Tsubasa tinha 1,78m, praticava boxe, era agressivo e temperamental. Ao ouvir Itsuki gritar, ficou preocupado que alguém ouvisse e contasse para algum dos professores sobre o que estava ocorrendo, então, agarrou Itsuki pela cola da camisa, e lhe deu uma joelhada no estômago, deixando−o no chão se contorcendo de dor e gemendo.

− Escuta! – disse Ren com tom ameaçador. − Se você gritar mais uma vez, alguém pode escutar e nos dedurar para algum professor, então, para seu próprio bem, fica calado. Ei caras, segurem ele, vou dar uma lição nele! – falou enquanto arregaçava as mangas da camisa.

Dois dos três integrantes do grupo levantaram Itsuki do chão e o seguraram pelos braços, deixando−o indefeso enquanto Ren desferia golpes em sua barriga, enquanto o outro integrante comia o lanche e observava. Após sequências de socos em sua barriga, Itsuki começou a perder a consciência, antes de desmaiar, conseguiu juntar forças e gritar por socorro, aquilo deixou Tsubasa incrivelmente irritado, mirando seu próximo soco no queixo do garoto. Mas, antes de seu soco o acertar, algo nunca visto antes aconteceu, um grande símbolo magico de coloração azul, apareceu nas costas de Ren, e por efeito, deixou todo o céu escuro. Aquilo surpreendeu a todos, e fez com que o valentão não desse mais o soco no garoto e todos olhassem para aquele símbolo magico que apareceu misteriosamente. Alguns segundos depois, aquele símbolo magico se expandiu ainda mais, e abriu como se fosse um portão de duas portas, dele, aparecerão duas pessoas, uma garota, diferente de todas as outras já vistas, e um homem, também diferente de todos.

 A garota deu um passo à frente e disse:

− Ahm?! Nunca imaginei que um dos 4 Grandes fosse estar nesse planeta. Eu não sinto ninguém fora do normal.

− Ei, ei, tem certeza que esse cara é realmente ele? – o homem misterioso perguntou para a garota. − Ele nunca seria capaz de usar vestimentas que não poderiam nem aguentar uma estocada de uma adaga!

− Err... vai ver ele mudou. Ele é a reencarnação dele, mas ele pode ter mudado seu jeito de se vestir, para se enquadrar mais com as pessoas desse mundo. Afinal, o mestre nunca ta errado, ele com certeza deu a coordenada correta. Mas já que estamos aqui, temos que leva−lo não é? Não importa as vestimentas que ele está usando. Usamos uma quantidade de magia que hoje em dia, não podemos mais gastar sem pensar duas vezes.

Em um piscar de olhos, a garota apareceu na frente de Ren, segurou sua mão com suas duas mãos e a chacoalhou animada dizendo:

− É um grande prazer te reencontrar Dragão! Viemos para traze−lo de volta ao nosso mundo! A guerra... ainda não acabou! − falou olhando para chão com um tom desanimador, e já não mais chacoalhando as mãos. − Mas, agora que você irá voltar, você acabara com ela não é? – disse com um olhar esperançoso.

− Me larga sua idiota! –gritou Ren enquanto tirava as mãos da garota de sua mão. − Eu não sei quem você ta chamando de Dragão, porque eu não faço a menor a ideia! E também não sei que truque de mágica você usou para fazer aparecer esse negócio, mas... – fechava o punho direito. − Eu não gosto de encoste em mim!

Ren desferiu um soco na direção da garota. Da mesma maneira que ela apareceu em um piscar de olhos, ela novamente apareceu em frente ao grande símbolo magico ao lado do homem misterioso, surpresa disse:

− Hm... o mestre tinha nos falado que ele seria simpático e gentil, que não machucava ninguém... Dessa vez eu acho que ele errou. Hm, bom, acontece, errar é normal.

− Eu te disse que ele está ficando velho – disse o homem misterioso.

− É, parece que você tem razão... mas tudo bem, eu acho que ele vai mudar quando a gente o levar de volta. – falou alegre.

− Você está me irritando sua puta! –gritou Ren enfurecido. − Primeiro você faz esse show de mágica horrível, depois vem chamando de uma PORcaria de dragão!

Ao dizer essas palavras, tanto a garota quando o homem arregalam os olhos, não acreditando nas palavras pronunciadas.

− Eu não a vou a lugar nenhum com vocês! –continuou Tsubasa. − Ei, deixem o saco de batata jogado ai! Vamos dar uma surra nesses mágicos de quinta categoria!

−Beleza!

−Só se for agora!

−Vamos!

Todos os quatro avançaram na direção da garota e do homem, Ren estava na frente e foi o primeiro a tentar golpear a garota. No entanto, o homem misterioso realizou um giro e acertou um chute na face do líder do grupo, o mandando para o outro lado do telhado sem consciência. Nesse momento, os outros três valentões ficaram parados e não acreditando no que tinham visto.

− Agora vão ficar ai parados? – bradou com superioridade. − Não pensem que vão se safar.

 Com uma incrível velocidade, o homem derrotou todos os outros membros, cada um com apenas um golpe cada. Após nocautear cada um deles, tirou poeira de seu ombro esquerdo com a mão direita.

− Droga, ele com certeza não era um desses panacas. Ele não deve ter aguentado a presença desses caras, e deve ter saído daqui. Teremos que procura−lo agora. – disse a mulher com os braços cruzados, olhando para baixo e batendo seu dedo indicador esquerdo em seu braço direito.

− Está louca? Não podemos ficar muito longe do NOME DA MAGIA, senão iremos morrer. – disse o homem.

− Verdade, tinha me esquecido. – suspira. − O mestre não vai gostar disso, gastamos uma quantidade muito grande de magia para abrir esse portão, para termos magia suficiente para abrir outro desse, teremos de esperar no mínimo 1 ano. – falou enquanto mordia o polegar direito.

− E até parece que conseguiremos viver mais um ano... Bom, não podemos fazer nada. Vamos embora, May. Não temos mais nada para fazer aqui. Se quer saber, de uma última olhada nesse mundo, pois é quase certeza que não voltaremos. Vou na frente. – o guerreiro se dirigia a magia.

− Certo. –disse em um tom desanimador.

Quando ambos estavam se dirigindo para a magia, May repara em um garoto deitado no chão.

− Ei, espere! –gritou a garota.

            − O que foi? Prefere morrer aqui? – resmungou o homem.

− Não é isso! Você derrotou quatro caras não foi?

− Sim, porque?

− Tem mais um deitado aqui. – analisa ainda mais o garoto ao longe.

−E daí? Deixe esse cara ai. – falou enquanto passava a mão na cabeça.

A garota avançou em direção a Itsuki sem consultar o homem. Ela levantou o garoto, o deixou apoiado na parede e perguntou qual seu nome, ele respondeu com muito esforço, já que havia sido espancado.

− It−suki... Shouta. – foram suas últimas palavras antes de desmaiar.

− O QUÊ? – disse com olhos arregalados. −Você é Itsuki Shouta?! Ei, Hiroshi! É ele! Ele está aqui! –gritava desesperada.

− COMO? Não tem como esse gordo ser ele! Ei, ei! − Hiroshi observa que a magia do portal estava enfraquecendo e oscilando. − Mai vamos embora! Agora! O portal está enfraquecendo! Temos que voltar!

− Não podemos ir sem ele! Ele nos salvara!

− Não tem como esse cara ser ele! Vamos logo!

− Não! Temos que leva−lo!

− Droga, May!

 Hiroshi correu em direção a May e a ajudou a trazer Itsuki para dentro do portal. Mai agradeceu com um sorriso e com lagrimas nos olhos.

Assim, os três atravessam o NOME DA MAGIA. Ao o atravessarem, ele se dissipa completamente no planeta Terra, fazendo com que o céu voltasse ao normal. Em questão de milésimos, os três chegam em um universo, um mundo, completamente diferente do que conhecemos.

Eles levam Itsuki ainda desmaiado, para dentro de um cômodo, May entra junto com uma pessoa daquele mesmo mundo para tratar os ferimentos dele, e atrás desses dois, estava Hiroshi, que por algum motivo, estava com um olhar desapontado. Ao que parecia, esse outro desconhecido também usava magias, entretanto, magias de área medica, ele esticou sua mão na direção de Itsuki e disse as palavras “Viridi Magicae: Sana Vulnera”, nesse mesmo instante, uma magia de coloração verde, aparece saindo da mão do mesmo, e em seguida os hematomas de Itsuki sumiram, ao que tudo apontava, ele foi curado em um piscar de olhos. Pouco tempo depois Itsuki acorda, não sentido mais dor, porém, confuso, pois não fazia a menor ideia da onde estava. May, Hiroshi, e a outra pessoa já não estavam mais no quarto. Ele se levanta, e uma das características de Itsuki é a sua observação, ele logo começa a anotar em sua mente o que ele estava vendo. Era um lugar onde o chão que pisavam era um material parecido com ferro, o teto era completamente fechado e com o mesmo material, era em um formato de cúpula, havia claridade no local, mas não havia uma lâmpada, e sim alguns cristais que estavam emanando luz, e ficavam presos a um cabo nas paredes. Também em sua volta, tem uma grande mesa de madeira, cheia de livros, na parede atrás dela, há espadas, escudos, lanças e outras armas usadas em combate, penduradas na parede como fossem quadros. Quando ele se aproxima da mesa para investigar os livros, a porta daquele cômodo se abre, May, Hiroshi e mais uma pessoa que ele ainda não havia visto e muito menos conhecido, entram. Itsuki logo repara em suas aparências. Uma garota, de cabelos cacheados loiro comprido, olhos verdes, bustos grandes, usava braceletes amarelos, que aparentavam ser de ouro, nos dois braços, aparentava ter em torno de 17 anos, vestia uma camisa de seda amarela, uma calça, também de seda e com uma tonalidade branca, e em seus pés há uma sapatilha preta, sua aparência é fabulosa, deixaria qualquer modelo do outro mundo abaixo de si. A outra figura que estava ao lado era um homem, media cerca de 1,91m, seu cabelo era raspado dos lados e tinha uma cor preta, olhos vermelhos, era magro, mas não aparentava ser fraco, vestia uma camisa de couro preta, uma calça de couro da mesma cor, e não tinha nenhum acessório nos braços, no entanto, algumas cicatrizes e tatuagens espalhadas pelo corpo, a outra figura parecia ter uma idade avançada, seus cabelos eram grisalhos e eram compridos, tinha cerca de 2,50m de altura, todo seu corpo era robusto, desde os ombros até o pé, usava uma armadura, em sua cintura havia uma espada com uma lâmina de grande alcance e comprimento, embainhada.

− Mestre, é ele. – disse a garota, apontando.

Itsuki ficou assustado, pensou que morreria cortado ao meio naquele momento, mas a reação de seu aparente assassino, foi completamente diferente, ele tirou sua espada de sua cintura e a colocou no chão ao seu lado, em seguida se ajoelhou.

− Então é você. – disse o formidável mestre, ainda ajoelhado. − Finalmente... pensamos que seria nosso fim. Bem vindo de volta, Dragão. –deu as boas−vindas emocionado. − Mas agora que o senhor voltou, podemos vencer a guerra! Ou melhor, impedir que algo pior aconteça.

− ESPERE! – disse Itsuki. − Eu ainda não sei quem são vocês, onde eu estou, e porque estão me tratando de forma tão diferente! Quero que vocês me expliquem! – falou suando frio, afinal, cada palavra era um risco a sua vida.

− Sim... você nos disse que não poderia se lembrar de nada. Então eu explicarei tudo. Eu sou Kyoshi, o Mestre Guardião do Dragão, ou seja, seu protetor. Esses dois atrás de mim, também são seus protetores, a garota é May e o garoto é Hiroshi, vocês já se conhecem. Guardiões, reverenciem o Dragão! – ordenou o mestre.

Apenas Mai se ajoelhou com a ordem de Kyoshi, Hiroshi ficou de pé, encarando Itsuki, o deixando assustado. Kyoshi o repreendeu pelas suas atitudes e pediu desculpas a Itsuki.

− Ei, ei, vocês dois, levantem, não sou digno de reverências! – falou ainda mantendo o tom de insegurança.

− Você ainda continua gentil como sempre – disse May sorrindo.

− Certamente, o senhor nunca pediu para que nos ajoelhássemos, mesmo perante sua fabulosa presença. – concordou Kyoshi.

Os dois se levantam.

− Tsc! – resmungou Hiroshi. − Eu ainda não acho que ele seja o verdadeiro. Olhe seu físico, tão preguiçoso, fraco, não aguentaria sequer segurar a espada de treino. Mestre, eu já te disse, eu posso fazer aquela expedição! Apenas me forneça a espada, eu conseguirei a joia! Não precisamos mais daquele covarde, eu posso derrotar os restantes dos 4 Grandes sem a ajud...

−Hiroshi!  Se você completar essa frase, eu juro que te jogo nas profundezas do limbo! − urrou Kyoshi, irritado até os ossos. − Somos os guardiões, adoradores do Dragão, quem pronuncia tais palavras como essa, merece ser punido com a morte!

Kyoshi pega sua espada do chão e anda enfurecido em direção a Hiroshi. Ele o empurra contra a parede, e com seu braço esquerdo em cima do peitoral de Hiroshi,começa a pressiona−lo, segurando sua espada na mão direita, exercendo uma força nos dedos comparada a sua raiva.

− Então, nunca mais repita essas palavras! Ou senão, eu...

− Você oque velho?! – Hiroshi começa a segurar o braço de Kyoshi com sua mão esquerda, e a tira de cima de seu peitoral. − Já não sou mais a criança que corria de você! Agora, eu sou alguém que pode o enfrentar! – falou com seriedade.

− Ah, vejo que sua fase rebelde chegou, não?! – disse o mestre ainda mais enfurecido do que antes.

Hiroshi já não conseguia mais segurar o braço de Kyoshi, pois de algum jeito que Itsuki ainda não entendia, uma aura estava saindo do braço do mestre e fazendo uma repulsão. Hiroshi com uma velocidade surpreendente, consegue sair da posição que estava e fica nas costas de Kyoshi, o mesmo se vira em sua direção e começa a tirar sua espada da bainha; Hiroshi deixa sua mão direita esticada horizontalmente para o lado direito fazendo com que um símbolo magico aparecesse, e desse símbolo começasse a sair uma espada pelo cabo, ele a puxa rapidamente para fora do símbolo e fica em posição de luta, assim como o mestre, que estava pronto para o combate. Logo que ficam em suas respectivas poses de combate, eles começam a emanar uma aura, que vai deteriorando o chão aos poucos. Itsuki não sabia o que fazer, ficou medo e se afastou.

− PAREM COM ISSO AGORA! – gritou May. − Vocês sabem que se começarem uma luta aqui, serão repreendidos severamente! Hiroshi, saia daqui! – apontou para a porta que levava a saída.

Os dois ainda continuam se encarando e liberando suas auras. Até que então, o jovem decide obedecer a garota.

− Tsc! Não pense que estou fugindo, velho! Apenas não quero que eles “sangue azuis” venham aqui falar merda, e se aproveitarem de sua autoridade – agora já estava fora de sua posição de luta.

− Bem pensado, Hiroshi – Respondeu o Mestre.

Kyoshi guarda sua espada de volta a bainha, enquanto Hiroshi voltava sua arma para o símbolo magico e se retirava do local.

− Peço perdão, Dragão. A mente de Hiroshi ainda não foi capaz de entender o que seu antecessor fez para nos proteger – o sábio dirige seu olhar a garota, que estava inspirando profundamente. − Foi um ótimo intervi mento, May, afinal você sabe o que Hiroshi sente por você.

−Sim, eu sei. Não poderia deixar que os Blue Blood viessem aqui por algo que eu poderia ter impedido facilmente apenas com palavras.

−Muito bem – suspira Kyoshi. − Irei com continuar com as explicações, acho que você também deve estar se perguntando sobre o comportamento de Hiroshi, assim como quem são os Blue Blood. Mas não se preocupe, explicarei tudo para você, no entanto, na ordem correta. Então por favor se aproxime, não haverá mais nenhuma confusão aqui. – o garoto se aproximava de maneira cautelosa. − Certo. A história começa no momento em que nosso mundo começou. No começo do nosso universo, existia apenas uma cidade, a cidade dos Seres Superiores, esses seres eram descendentes diretos da Divindade Suprema, Khan. Por serem considerados semideuses, eram conhecidos por vários outros universos, porém, ninguém que não fosse da mesma linhagem, era proibido de pisar no solo sagrado. Por muito tempo, existiu apenas a luz naquele lugar, mas, Khan se ausentou por vários anos, o que deixou seus filhos desprotegidos do resto do universo, e com isso, aqueles que frequentemente eram iluminados pela luz da Divindade, ficaram mentalmente quebrados. Seus atos e ações se tornaram impuro, muitos Khars, como eram chamados, se tornaram hereges, questionavam−se sobre Khan, por consequência, aqueles que eram lealmente fiel ao Supremo, começaram dominar aqueles que uma já foram. Pela primeira vez, eles viram necessidade de construir uma prisão, mas não era uma qualquer, nesse lugar eles foram novamente educados, lembrados como seu Deus era bondoso, e como seria a vida sem a fé correta sobre Ele. As prisões já não eram mais suficientes, pela falta de espaço, alguns voltavam a caminhar com outros Khars quando se demonstravam levementes dignos de novo, mas pouco tempo depois, voltavam a cometer os mesmos atos. Dessa maneira, a população não via mais um jeito de resolver as coisas pacificamente, então, pensaram em matar aqueles que não voltavam ao normal, porém essa ideia foi rejeitada, eles não queriam matar os da mesma espécie. Um bom tempo se passou e, as violações não pararam. Se não fizessem alguma coisa, a cidade seria destruída. Então, como não seriam capaz de fazer assassinatos, contrataram assassinos de outros planetas, no começo essa ideia foi altamente rejeitada, mas no fim, todos concordaram. Essa foi a primeira e última vez que eles abriram os portões. Com a porta aberta, vários seres tiveram a oportunidade de entrar, tanto por curiosidade, como interesse próprio. Alguns foram selecionados para fazer a limpeza dos impuros, e quando estavam em um bom número, armaram a armadilha. Convocaram todos os Khars para a praça central, dividiram os que estavam normal, dos que não estavam, e depois, deram a ordem para a ação. Foi um completo massacre, os Seres Superiores nunca tinham encostado em armas, diferentemente dos estrangeiros, que tinham pleno domínio. Com os hereges mortos, a possível ameaça agora seria aqueles que os ajudaram uma vez, então, convocaram seus heróis para um banquete, como forma de agradecimento, a grande maioria aceitou, alguns se recusaram por bons modos, ou por nojo da comida típica de outros seres. Mas, não importava, os que foram ao banquete, foram mortos por venenos, aqueles que estavam de saída, foram mortos pelos Khars, que mesmo que nunca antes tivessem feito algo parecido, a uma curta distância, com as armas daqueles mortos pelo veneno, tiveram sua primeira experiência com assassinatos. O que os levou a fazer isso foi a preocupação que boatos se espalhassem pelos universos, boatos como a vulnerabilidade dos Seres Superiores, e a falta da presença de Khan. Mesmo depois de mais alguns poucos anos, eles ainda estavam em pé, a sociedade dos Seres Superiores não tinha sofrido nenhum ataque externo, e não tinham tido mais nenhuma rebelião interna. No entanto, quando pensaram finalmente em estar seguros, o perigo veio de quem eles menos imaginavam, Khan, em uma de suas visões, viu o que seus descendentes fizeram um com os outros, e então retirou sua luz, sua benção, da cidade sagrada. Não havia mais jeito de contornar a situação, ninguém conseguiu manter a sanidade depois disso, e então, as sombras aparecerão. Pouco a pouco os Khars iam morrendo, não por se matarem, mas sim por não aceitarem o que lhes tinham acontecido. Muitos se isolaram, se jogaram ao espaço, e outros foram para outros planetas, enquanto tudo isso acontecia, a cidade ia se degradando aos poucos, no fim, se tornou apenas memorias do que um dia tinha sido. Alguns poucos Superiores, ficaram nas ruinas, mas esses por sua vez, tiveram o pior destino. As sombras ganharam formas, se tornaram monstros nunca vistos antes, mas tão letais quanto qualquer outro, os      Khars, foram mortos, e como eram as únicas luzes daquele local, foram absorvidos. As sombras se tornaram ainda mais selvagens, viraram monstros surreais. Como agora já não havia mais nenhuma luz, as sombras lutavam entre si, se absorvendo, e os mais habilidosos, os que mais absorveram, cresceram exponencialmente. Agora, a cidade não passava de um lugar vazio, exceto, por duas sombras, que foram as superiores. Elas não conseguiam se vencer, ficaram em um conflito por muito tempo, até que, pelos vários contados que tiveram, acabaram se tornando uma só sombra, mas ainda tinham duas consciências, e o dobro do tamanho, era tão grande quanto nosso planeta. Agora, eram ainda mais letais. Suas sedes por luz fez com que vagassem pelos universos a procura de sustentação. Século se passaram, e eles em fim encontram outro mundo, esse que por sua vez, não era nada além de montanhas e rochas, mesmo assim, a sombra tentou o engolir, ela não foi capaz, mas o fez parte de seu corpo. E por algum motivo, Khan guiou essas sombras, através de um rastro de luz, para seu local de origem, nosso universo. Quando chegou ao fim do caminho de luz, se desprendeu do planeta, e novamente a Divindade enviou um feixe de luz, mas essa, estava carregada com conhecimento, de alguma maneira. A sombra que até então era uma, a absorveu, o tamanho dessa energia era algo surreal, mas mesmo assim levou pouco tempo para terminarem. Quando acabaram, se dividiram em dois novamente, e descerão para o solo, agora, estavam em uma forma humanoide perfeita, sem deformações, e também tinham uma luz no centro de seus peitos. Os antigos chamam uma parte da sombra de Yami, e o outra parte de Imay. Quando se deram conta, podiam se comunicar com falas de todos os outros mundos, sabiam a escrita de cada sociedade, de cada planeta, resumindo, sabiam de tudo, não havia nada que eles não soubessem, inclusive conhecimento sobre magia e até mesmo, sabiam quem eram os Khars e o que tinham feito em um passado distante. Porém, mesmo com tanto poder, Yami ainda não estava satisfeito, sugeriu que eles atacassem um planeta povoado, para obter uma sociedade e se tornarem lordes dela, principalmente para conseguirem mais força e algum dia, derrotar aquele que lhe concederam a Luz. Imay foi contra, disse que era desnecessário fazer isso, que um conflito causaria a queda de ambos. Yami não aceitou a resposta negativa, e começou um conflito com a sua outra metade; eles duelaram, se enfrentavam de igual a igual, usavam todos os tipos de magias, até que Imay conseguiu acertar seu inimigo, porém, como eles dividiram a mesma luz, Imay sentiu as mesmas sensações de Yami, e foi ai que eles descobriram que se um dos dois morresse, o outro também morreria. Imay sugeriu várias vezes que ele esquecesse isso, era em vão, Yami, não aceitou ser derrotado, e propôs uma guerra, onde os dois não lutariam, mas recrutariam outros seres para lutarem em seu lugar, dessa vez ambos concordaram. Eles partiram em viajem, cada um para um lado, Yami seguiu para esquerda do universo, e Imay para direita. Após vários séculos vagando por vários universos, eles conseguem recrutar seres poderosíssimos para lutarem. Yami, recruta 2 seres de poder inigualável, Minotar, o Minotauro Carrasco, seu poder tanto quanto seu corpo eram imensos, sua cor era vermelha, sua juba era de uma cor roxa, seus chifres eram capazes de destruir rochas facilmente, não tinha alto domínio de magia, mas sua força física e resistência substituíam bem, ele viera de um planeta que ele mesmo dizimou quase toda a população, após ser libertado misteriosamente de sua cela altamente protegida,  ele tinha sobre seu domínio um machado, uma das mais poderosas armas míticas, Executioner, que fora amaldiçoado com uma das mais poderosas maldições, a Blood Curse, que é formada após um grande derramamento de sague que ela própria causa, quanto mais sangue ela derramasse mais forte ela ficava, Yami convenceu o minotauro dizendo que haveria muito seres para ele matar, seres tão poderosos quanto ele. O outro ser, era é Hydron, a Hydra, não sabemos qual o real motivo de Hydra se aliar a Yami, mas deduzimos que ela pensava que seria altamente recompensada, pois a mais forte característica de Hydra, era se aproveitar de tudo e de todos, sua origem era de um planeta que o nível do mar sempre estava alto, havia poucas ilhas, todas as vidas daquele lugar era subaquática, mas assim como nós desse planeta, eles também se desenvolveram e criaram sua própria sociedade. Ele a escolheu pela sua sagacidade em combate, além de seu alto controle em todas as magias principais existentes. Ele também recrutou 6 outros seres fortes, mas não tão fortes quanto Minotauro e a Hydra. Imay também teve 2 aliados de forças parecidas, Grifollion, o Grifo, de um planeta onde fortes rajadas de ventos eram quase que constantes, o planeta era e ainda é, extraordinariamente belo, Grifollion era sagaz no campo de batalha, sabia usar todo o ambiente a seu favor, e ainda mais com sua especialidade de magia, a reinforcement magic, que consistia em deixar suas garras e asas imbuídas com magia, deixando−as mais resistentes e fortes, o motivo de Imay o recrutar, foi pela sua incrível sabedoria, todos os grifos são leais, e não brigam entre si por quase nada, apenas quando outro companheiro não cumpre sua palavra e se recusa a ficar isolado, pois a honra para os grifos é tudo. Imay sabia que não podia vencer apenas com o grifo, e recrutou um dos seres mais fortes dos universos, Felgrand, o Rei Dragão, infelizmente ele não pode aceitar, pois tinha acabado de defender seu reino de invasores. O planeta em que Felgrand mora, é repleto de dragões, dragões a propósito, inteligentes, que sabiam como organizar um monarquia, além de serem uma raça guerreira, e se aprimoraram tanto em combate, que podiam andar sobre duas patas. Imay explicou a situação para o Rei Dragão, por consentimento, ele enviou seu filho para ajuda−lo, Leonidas, o Príncipe Dragão, Imay, aceitou de bom grato a ajuda. Leonidas ainda era um jovem dragão, no entanto já havia feito diversas jornadas e possuía um bom conhecimento em batalhas. Assim como os grifos, os dragões também se especializaram em um determinado tipo de magia, a Change Weapon, que consistia em ter uma armazenamento privado de armas, de todos os tipos. Sempre após de derrotar um inimigo que lhe foi digno, os dragões pegam suas armas e a guardam dentro do universo criado pela sua magia, e podem pega−las sempre que quiserem, ao citar o nome da magia e visualizar a arma em sua mente, além de que, obviamente, cuspiam fogo. Imay também recrutou mais 6 seres para seu exército. Após seus combatentes estarem reunidos, eles voltam ao planeta que serviria como campo de batalha, tanto Yami quanto Imay, levam alguns elementos que lhes poderiam ser uteis, Yami levou agua, para que a Hidra pudesse se mover mais livremente, Imay levou o vento, para que Grifollion pudesse usá−lo em combate. O dia em que todos eles se encontrariam finalmente chega, ambas as sombras se teles transportam junto com seus combatentes e elementos. Depois de muito tempo longe do planeta, é possível perceber que ao seu lado, há uma grande estrela de fogo. Reza a lenda que Khan a criou com um estralo de dedos, pois sabia do combate que estava por vir. Ambos também percebem que alguns de seus guerreiros, quase não conseguiam ficar de pé, pelo imenso calor que a Estrela de Fogo emitia, e por coincidência, as sombras liberam uma repulsão com suas mãos em direção a Estrela, deixando−a como ela é até hoje, onde todos nós podemos conviver normalmente com seu calor. Eles também recuperam as energias de seus guerreiros, deixando−os cem por cento pronto para lutarem, e então, a Guerra Primordial começa. Leonidas logo saca a espada que ele mais tinha domínio, a espada era Devastor, ela tinha uma lâmina serrilhada e estava guardada no seu próprio universo de sua Change Weapon, Grifollion sobe aos céus e observa a força principal do inimigo, ele avista Minotar com seu machado em mão, correndo enfurecido e com um enorme desejo de derramar sangue, ele também avista Hydron, o mesmo estava sob a água, apenas observando. Leonidas corre em direção a Minotar, seria seu oponente, Grifollion também estava alerta para caso Leonidas corresse algum perigo, porém dando uma atenção especial a qualquer movimento que Hydra fizesse, além, os outros 12 já haviam iniciado conflito. Após muito tempo de guerra sem nenhum descanso, todos já estavam esgotados, Hydra já havia feito vários movimentos para tentar sabotar lutas a favor de seus aliados, mas era impedido por Grifollion. Até que Hydra consegue capturar um dos aliados de Imay, Oblivion, Grifollion perdeu sua sagacidade ao ver um aliado capturado pelas mãos daquele inimigo, e avança sem pensar, e, sem perceber que era uma armadilha. Hydron estava carregando enormes quantidades de magias em suas bocas, e quando o Grifo se aproximou, as liberou, destruindo a reinforcement magic que protegia seu corpo, o Grifo havia sido derrotado. Quanto a luta de Leonidas e Minotar, ambos estavam intactos, ninguém havia sido atingido, os dois eram extremamente veteranos em lutas, pois apenas um golpe que fosse acertado, causaria uma grande vantagem, até que em um momento, Minotar acerta um golpe de seu machado em Leonidas, deixando−o no chão, quase desmaiado, e então maldição que residia no Executioner despertou, sempre que desferia um golpe que derramasse sangue, liberava uma aura mágica do elemento escuridão, que ficava emanando de sua lâmina, desnecessário dizer que um golpe daquilo, causaria um dano imenso ou até a mesmo a morte em apenas um golpe, mas foi nesse momento que o poder interior de Leonidas, que até então estava adormecido, despertou. O            Príncipe Dragão estava liberando chamas fortes de seu próprio corpo, principalmente na lâmina de Devastor, ele se levanta, e os dois continuam duelo novamente. Dessa vez o Dragão toma vantagem na luta, acerta diversos golpes em seu oponente, entretanto, por não conseguir usar magia como o resto dos outros seres, seu corpo era incrivelmente resistente, aguentou todos os golpes do guerreiro dragão, ao que parecia, além de sua combustão, sua velocidade havia sido aumentada tanto quanto seu poder, conseguia desviar dos golpes letais de Executioner e outras vezes bloqueá−los com Devastor. Após sequências de golpes bem sucedidos, o minoutaro enfim cai derrotado. Imay nesse momento sabia que a vitória seria sua, pois Minotar era o mais poderoso guerreiro de Yami, e Hydron, não era tão forte em um combate direto. Porém, infelizmente aquela foi a primeira vez que Leonidas estava usando aquele poder, sim... ele estava sem controle, atacando seus próprios aliados. Se Imay tivesse deixado as coisas daquele jeito, ele poderia acabar sendo o vencedor Primordial, mesmo com que seus outros combatentes pudessem encontrar a morte pela espada do Dragão. Mas ele não era assim, ele interferiu na guerra para que pudesse impedir Leonidas de fazer algo pior. Yami não aceitou aquilo, ele também interveio, e com uma magia que ele mesmo criou, atacou Imay, que felizmente já havia acalmado Leonidas com a magia “Imperium: Silentium”, mas no entanto, a magia que Yami liberou não causou danos a sua outra metade, mas fez com que Yami não sentisse as mesmas coisas que sua outra metade e vice−versa. Eles novamente duelaram. O duelo dessa vez foi muito mais intenso, os impactos da magia na terra, fez com que surgissem três luas. E da mesma forma que o outro duelo, Imay estava na vantagem, até que então, a Hydra sabotou a luta a favor de Yami. Após pouco tempo, Imay sucumbiu. Yami se aproximou, esticou sua mão em direção a sombra derrotada, e a absorveu de volta para seu corpo, agora, eles eram um novamente, a Sombra original, como é chamada agora por ser a única restante da terra dos Seres Superiores, liberou uma onda de magia ainda maior do que a anterior, os outros 12 combatentes desmaiaram pela magia emitida, exceto Hydron, que acabou o surpreendendo por ainda estar de pé, a Hydra requisitou uma recompensa, mas a sombra havia apenas a usado para lutar, não planejava dar nada em troca a ninguém, e com um estralo de dedo na direção do guerreiro, o fez desmaiar. Após todo o ocorrido, Yami teles transportou e nunca mais foi visto. Grifollion foi o primeiro dos combatentes a despertar, ele viu que todos haviam perdido a consciência, mas como estava quase sem força, ele carregou apenas Leônidas para longe daquele lugar, em seguida, foi Minotar que acordou, mas ele simplesmente pegou seu machado e foi para algum outro lugar distante, em seguida os outros combatentes despertam, mas da mesma maneira que o Minotauro, eles apenas se retiram do local. A partir daí, nós humanos desse planeta, acabamos nos desenvolvendo, assim como os humanos do seu planeta, a diferença foi que por algum motivo, alguns dos antigos combatentes ajudavam os nossos antecessores com magias, imbuindo pedras, algumas plantas e até mesmo uma caverna ou uma floresta inteira com magia. Na nossa evolução, fomos aprendendo a como a utilizar, fora isso, nossos meios de viver foram iguais, tivemos nossos períodos, e cada nova era fomos evoluindo. E então podemos avançar alguns milhões de anos, há quinhentos anos atrás, dezesseis fragmentos, de dezesseis lugares diferentes do mundo, aparecerão nos céus, eles se juntaram e depois se separam, indo para outras localidades. Começou uma longa jornada a procura desses fragmentos, e quando todos eles foram encontrados, percebemos que se tratavam de medalhões, anéis, e alguns outros acessórios. Foi começado um longo estudo sobre eles, que duraram três anos, e chegamos à conclusão que esses medalhões, representavam as vontades dos antigos seres que lutaram na Guerra Primordial. Os medalhões estavam repletos de magias, mas não reagiam a qualquer pessoa, e foi ai que todos os reinos organizaram uma busca por pessoas, que eram capazes de usarem as magias compatíveis com a dos itens. As pessoas foram encontradas após mais cinco anos ao começo da busca, eram jovens, adultos e até mesmo pessoas com idade mais avançada, todas foram reunidas no Sanctum Siniy, que foi o local onde houve a primeira guerra. Elas foram encarregadas de proteger todos os reinos de possíveis ataques, tanto internos, quanto ameaças de outros universos. As dezesseis pessoas que foram reunidas, passaram por treinamentos de combates, com os melhores guerreiros da época, foram especializados em tudo o que precisariam saber para vencer um conflito, além de receberem armas incríveis, conhecidas como as Armas Míticas. A cada nova era, novos sucessores eram escolhidos, em alguns casos por que o item não aceitava mas o atual, outros por que os encarregados da vontade, acabava morrendo. – o clima fica tenso. − E então, há três anos atrás, o sucessor da vontade do Minotauro, se rebelou, atacou seu próprio reino e as pessoas civis. Aquilo não podia ser tolerado, então o conselho decidiu enviar os outros guerreiros para combate−lo, mas o único capaz de enfrenta−lo era o seu antecessor, jovem dragão, a luta deles durou muito tempo, até que aqueles... imbecis do conselho declaram o extermínio da área onde o minotauro estava, aquele lugar era uma vila velha e pobre, mas foi onde o antigo dragão nasceu e foi criado, para impedir a magia de extermínio, Vesperum, ele teve que sacrificar grande parte da sua energia para proteger seu antigo lar, e seus velhos amigos, assim ele ficou em desvantagem no conflito contra o minotauro. Novamente o dragão e seu antigo rival estava se enfrentando. Por aproximadamente um mês, eles lutaram, mesmo não estando em seu potencial máximo, seu antecessor conseguiu lutar sem recuar por sequer um dia. E por um acordo entre eles, cessaram o duelo por dois dias, e nesse período, ele veio até mim, disse que não estava mais apto para continuar a lutar. Ele me sussurrou algumas coordenadas, e voltou para o conflito. Antes de partir, ele disse que voltaria ainda mais forte. Mas, ele morreu... – falou emocionado. − E então, pouco tempo após a queda do Mestre, o sucessor da vontade do minotauro desapareceu, e nunca mais ouvimos nada sobre ele. Eu pesquisei sobre onde seria a localidade da coordenada que o antigo dragão me passou, e quando cheguei a conclusão, vi que era um planeta comum, que não tinha nem um portão de acesso. Demorou um bom tempo, para conseguirmos ter a mana suficiente para forçar a passagem, e quando conseguimos, nos encontramos com você, Jovem Dragão – quando terminou a longa história, engoliu um pouco de saliva para aliviar a garganta.

O jovem não era arrogante, pode compreender a história contada por aquele a sua frente, e entendeu a situação em que se encontrava. Por mais que fosse um bom observador tão bom quanto um ouvinte, sempre ficava com inúmeras dúvidas, agora, com algo tão complexo quanto essa lenda, não foi diferente.

− Olha... – colocava sua mão esquerda sobre seu ombro direito. – Eu tenho muitas, muitas dúvidas mesmo, sobre a história que você me contou.

− Hm, é claro que tem. Até mesmo nós que sempre ouvimos essa história, temos as nossas. Não garanto que lhe responderei todas Jovem Dragão, mas posso a maioria, eu é garantida.

− Se fosse uma história como a do meu mundo, eu poderia entender ainda melhor a história desse mundo, mas não é. Como vocês sabem coisas como essa? Sobre esses seres superiores, sobre essas sombras?

Kyoshi soltava um pequeno riso.

− O que foi? Por que riu?

− Perdão, ser Supremo – curvava a cabeça. – Mas isso é surpreendente. A primeira pergunta que seu antecessor me fez foi essa, sem nenhuma palavra a mais ou a menos.

− As pessoas desse mundo já não tinham ouvido essa história?

− A grande maioria sim. Mas ele, nasceu e cresceu em um vilarejo pobre, nem sequer havia uma escola ou um livro nessa vila. E as pessoas desse vilarejo não podiam sair desse território, então, ninguém sabia sobre essa história, inclusive ele.

− Esse meu antecessor também era pobre, nossas ligações estão bem convincentes, estou começando a acreditar ainda mais nisso tudo. – pensou. – E por que as pessoas desse lugar não podem sair? – agora falando normalmente.

− Bom, esse lugar fica ao lado da capital, para sair, teria que passar por ela, no entanto, essa vila fica no local onde Yami apareceu com seus peões, por isso eles não podem a atravessar.

− Isso é ridículo. Esse povo não tem nada haver com que ouve no passado. Espera – olhava fixo ao chão enquanto tentava se lembrar de alguns fragmentos da história recém-ouvida. – Eles sequer sabem por que eles não podem sair?

− Bem observado, senhor. Não. Eles não sabem. Eles apenas são barrados pelos guardas quando tentam fazer a travessia, e aqueles que insistem, acabam sendo mortos.

− Isso é errado! Por que fazem isso? Não dão sequer uma explicação para eles! E mesmo assim os matam! – apertava seu ombro com mais força.

− Sua atitude é digna de respeito. Mesmo os anciões negam a entrada dos Bãkãta, mas tudo isso, se deve aos malditos sangue azuis! – o mestre começa a emanar uma aura novamente, era notável sua raiva. – Esses desgraçados deviam ser mortos, toda essa linhagem de mentira deles, devia ser encerrada nessa geração! Antes que eles tenham filhos, e sejam ainda piores que os atuais! Eu mesmo mataria todos! E depois, e depois eu – a aura emanada estava ficando cada vez mais potente.

− Mestre. Por favor, pare. – disse May, segurando o choro.

− May... me desculpe – Kyoshi cessava a liberação da mana – por um momento, a raiva tomou conta de mim. Não considere minhas palavras, filha.

− Não se preocupe. Mas se me der licença, vou tomar um pouco de ar fresco.

− Sim, claro, pode ir.

May se retirava do local, olhando deprimida para seus pés enquanto caminhava.

− Me desculpe, Jovem Dragão, eu lhe disse que não haveria mais confusões, mas, estamos vivendo em um período cheio de tragédias.

O guardião volta seu olhar ao garoto, que por sua vez estava parado no mesmo lugar, não tinha se afastado por conta do perigo iminente. Em uma rápida análise, o mestre percebeu que o sucessor do Dragão estava mergulhado em pensamentos.

− Se permite, irei continuar respondendo as dúvidas que ecoam em seus pensamentos, basta me dizer, e tentarei lhe dar a melhor a melhor resposta possível. – o garoto não responde, por motivos de respeito, Kyoshi espera alguns segundos e torna a falar. – Mestre, não se esforce em responder suas dúvidas por si só, me diga e eu o ajudare...

Itsuki tira sua mão do ombro, e a levanta levemente um pouco acima da cabeça, era como um sinal de pare. Kyoshi o traduz, e faz o que lhe é ordenado, junto com a ação de curvar a cabeça.

−Kyoshi, lhe farei três perguntas. Dependendo de suas respostas, bom, eu sei que minha chance de retornar para meu antigo mundo são quase nulas, mesmo assim, eu posso me matar mordendo minha própria língua, ou cortando minha garganta com as armas que estão penduradas ali, e se eu realmente for esse tal sucessor, espero que você pense bem nas suas palavras.

O guardião começa a suar frio, o futuro de muita coisa estaria em suas mãos, e tudo seria decidido em três perguntas.

− Primeira, minha única família é minha mãe, quando ela perceber que eu desapareci, eu tenho certeza que ela vai se matar, afinal, ela trabalha em um emprego de merda, com gente de merda, eu sou o motivo dela continuar a querer viver, como você me garante que ela ficará bem? – abaixava todos os dedos, exceto o indicador. – Se minha mãe ficar bem, eu não tenho motivo para voltar, então, por mais que eu tenha percebido algumas semelhanças entre mim e esse meu antecessor, como você pode ter certeza que eu sou a reencarnação dele? – erguia o dedo médio. – E qual seria meu objetivo nesse mundo? Além de que, meu físico não irá colaborar com nada, e tenho certeza que milagres também não são comuns nesse universo. – por fim, levantava o dedo anelar.

− Com sua permissão, irei te responder. – ainda mantinha a cabeça curvada. – Nós, somos o maior grupo de adoradores, temos números de membros superiores a todos os outros, portanto, podemos reunir os melhores magos, diferentes especialistas, será algo difícil, mas podemos fazer um clone do senhor, e o mandar para seu mundo, será um substituto seu.

− Me substituir? Explique melhor.

− Perdão! Lhe forneceremos alguns acessórios, e seu clone estará ligado a você por esses itens, e a cada evolução, ele irá se adaptar, seja em aspecto físico, ou mentalmente. Ele agira de acordo com sua situação nesse mundo, por exemplo, se o senhor poupar um inimigo, e o fazer seu amigo, seu clone se adaptara, e agira de maneira similar, e assim por diante.

− Entendo. Prossiga.

− Como o senhor quiser. – Kyoshi tentava se acalmar e lembrar qual foi a segunda pergunta. – Sobre sua segunda pergunta, eu prefiro lhe mostrar do que te falar, por favor entenda meu pedido. – curvava ainda mais a cabeça.

− Será que essa foi a melhor pergunta? – voltou a pensar. – Se eu não for esse sucessor, ele pode me matar! Ele, ou aquele cara!

− Mestre, pode aceitar meu pedido? – questionou o guardião pela demora a resposta.

− Sim, me mostre depois que responder a última pergunta.

− Agradeço. Jovem Dragão, não somos seu líderes, você pode fazer o que bem entender, mas lembre-se, somos seus seguidores, então sempre estaremos com você, não importa sua decisão.

− Até agora você conseguiu meu voto, mas ainda falta mais uma pergunta para minha decisão final.

− Sim. Por favor, me siga.

Seguindo a Kyoshi, eles saem do cômodo em que estavam, e seguem em direção a outro. Andando pela base, é possível ver que todo os lugares seguem o mesmo padrão, com tetos fechados, portas grandes, corredores compridos, luzes emanadas por cristais e algumas poucas janelas que ainda sim, eram fechadas por barras do mesmo material que todo o resto do ambiente. Itsuki logo percebe que não é um lugar pequeno, eles estavam andando já a alguns minutos, e ainda não haviam chegado ao destino. Durante a caminhada, é possível ver lugares um pouco mais aberto, onde a luz do Sol podia entrar, onde tinha pequenos lagos, árvores, e até mesmo alguns animais exóticos. Em outros lugares era notado pessoas em treinamento, praticando esgrima, o próprio corpo, com agachamentos, flexões, barras, exercícios em conjunto, e outros diversos preparos para uma luta. Um pouco mais a frente, há um cômodo com um painel de vidro − possivelmente era esse o material −, com pessoas treinando magias, tanto curativas como defensivas e ofensivas. Há também um lugar cheio de livros, com toda certeza era uma biblioteca, tinha pessoas lendo, a concentração delas era incrível, mesmo em meio a um ambiente com tanto barulho, conseguiam ler. Agora, finalmente chegam a um corredor sem saída, mas no entanto, com uma porta diferente se comparada as outras.

Em frente a entrada, Kyoshi retira sua espada da bainha e a encaixa em uma brecha que havia no lado esquerdo do grande portão, essa brecha tem o diâmetro perfeito para a espada, em seguida, após encaixa-la, a gira em sentido anti-horário, como se fosse uma chave em uma porta. No lado direito, há uma entrada mais arredondada, com um rosto similar a forma de um dragão, o mestre guardião enfia seu braço esquerdo nessa passagem, e aquele material similar a ferro, reage como um mecanismo. Dentro dessa fechadura, por assim dizer, haviam dentes pontudos e alguns serrilhados, e quando acontece o efeito de mecanismo, essa passagem se contrai de maneira brusca e repentina, à primeira vista, parecia que o braço tinha sido amputado. Mas isso não ocorre, sua resistência está nivelada a sua sabedoria. A pressão sobre todo seu braço, era esmagadora, mas quando o retirou, não havia sangue, apenas algumas perfurações nos locais onde os dentes se ‘sentaram’. Itsuki não faz nenhuma pergunta sobre o motivo dessa alto mutilação, estava explicito a razão. Por ser o mestre, era obvio que a chave que abriria uma porta tão diferente estaria consigo, afinal, a brecha foi particularmente feita para sua espada, e quanto ao braço, pode se tratar de uma prevenção para caso sua katana seja furtada. Mas ainda sim uma dúvida o acompanhava, uma mecanismo de ferro não seria ativado de maneira tão simplória quanto pressionar um botão, talvez essa seja uma das invenções criadas por esse povo, de qualquer modo, o garoto se recusa a perguntar.

Ao início do corredor onde estavam, havia uma figura que não se presenciou até o momento, mas os observava cautelosamente. Quando terminou de imbuir as chaves as fechaduras, a porta começava a se abrir, de maneira lenta, rangia a cada centímetro movido, uma sensação sinistra passou pela espinha do jovem dragão, que respirou fundo antes de voltar a seguir Kyoshi, que já havia adentrado. É possível ver que esse lugar, mais do que os outros, é ainda mais fechado, não há sequer um resquício de abertura, nem milimetricamente. É notado que a espessura das paredes das paredes também são mais grossas, sem exceção, era com certeza um local onde ninguém poderia entrar. Não era grande, muito pelo contrário, em uma análise rápida, poderia se dizer que tinha em cerca de 14m², ao centro desse local, tem um altar, e alguns lustres ao lado, mas esses não tinham cristais, tinham fogo, que serviam muito bem para a iluminação, porém, tinham coloração azul, de alguma maneira. Em poucos passos, Kyoshi já estava a frente do altar. Em cima de mesa de mármore, tem um pequeno baú de madeira, que por sua vez, estava em volta de círculos mágicos, que constantemente iam de movendo e dando voltas continuas sobre o objeto.

− Aqui está a resposta para sua segunda pergunta, mestre. – disse enquanto dava um passo ao lado, liberando a visão ao garoto.

− Kyoshi, o que é isso? – perguntou enquanto roubava alguns olhares ao redor.

− Dentro desse recipiente, há o objeto que representa a vontade do dragão, Leônidas. Um dos Quatro Reis.

− Um dos Quatro Reis? – o garoto olhava confuso. – Ah, entendi. Um dos fragmentos que aparecem no céu, estou correto?

− Absolutamente correto – concordava junto com um movimento com a cabeça.

− Então, se esse objeto reagir a mim, eu realmente sou o novo sucessor dessa vontade. Mas se não reagir, será que ele ira me matar? – falou em seus pensamentos.

− Quando eu abrir essa caixa, quero que você se aproxime, e tente o pegar. A reação pode ocorrer de duas maneiras, ele ira agir como um objeto normal, e você poderá o pegar sem preocupação, caso contrário, ele o rejeitará, e lhe dará um tranco com magia. – se posicionava para abri-la.

A figura que anteriormente os analisava ao longe, se aproximou, ficando na entrada do pequeno salão, no entanto, nem o guardião, quanto menos Itsuki, o perceberam, ambos estavam totalmente concentrados no que estava para acontecer. Kyoshi sussurra algumas palavras para si mesmo, era como se fosse um rito, uma passagem. Quando terminou, um emblema magico apareceu em uma de suas mão, ele a levou próximo ao símbolo que servia como uma proteção, nesse instante, as magias que sempre circulavam, se alinharam e ficara paradas, em seguida, o guardião gira sua mão em sentido horário, e todas as magias presentes ali, se dissipam. A pequena caixa agora estava exposta, era questão de mais um movimento para a abri-la. Cautelosamente e devagar, o mestre levanta a tampa do baú, quando estava próxima de ser aberta por completa, parou a ação, olhou para o garoto e disse:

− Jovem Mestre, comece a se aproximar.

O garoto se aproximava, algumas gotas de suor percorriam seu rosto, a preocupação de ser rejeitado e talvez morto, era demais para não demonstrar. Ele se aproxima com o braço esquerdo esticado, enquanto Kyoshi o observa tenso.

O resultado é algo inesperado.

Itsuki Shouta sequer precisou pegar o objeto com as mãos. O item foi em sua direção, como uma pequena esfera de aço é atraída por um imã dez vezes maior. Foi algo repentino e inesperado, até mesmo o guardião se assustou por um momento, já o novo e verídico sucessor da vontade do dragão, sequer teve tempo para se assustar. O objeto foi tão rápido em sua direção, e em uma velocidade considerável, que o derrubou alguns metros para trás, quase chegando a porta de onde entrara.

− Eu sabia... agora, tudo ira mudar. – falou o guardião, quando conseguiu recuperar o movimento da boca. – Mas mesmo assim, houve algo que até mesmo eu não esperava. – Kyoshi repara na figura que estava a porta. – Está vendo agora, Hiroshi? Espero que suas dúvidas tenham acabado.

− Calado. – retrucou e em seguida se retirou.

O garoto estava tentando se levantar, mas sempre era puxado ao chão quando tentava, isso por que o objeto o pressionava para trás.

Depois de algumas tentativas em vão, seu mestre guardião o ajudou a levantar.

− Tem como tirar isso por um instante? – falava enquanto se mantinha firme para não voltar a cair.

− Sim, claro que há um método.

Hiroshi criava um símbolo magico em sua mão novamente. Desta vez, ele puxa o item e o guarda em seu baú.

− Mestre – curvava a cabeça – estou muito feliz por você ser o verdadeiro herdeiro, mas mais do que eu, May com certeza. Infelizmente, não posso dizer o mesmo de meu aprendiz.

− O Hiroshi... ele com certeza não gosta de mim – falou com certo receio.

− Não há motivo para se preocupar. Ele irá o respeitar, mais cedo, ou mais tarde – falou Kyoshi enquanto observava o rebelde sair do longo corredor e seguir a outra direção.

− Agora, o que vamos fazer? – indagou Itsuki.

− Não podemos vencer os inimigos sem antes um treinamento, não? Jovem Mestre, a partir de agora, desde já peço perdão, mas, o caminho para o senhor não será fácil. – bradou como se alguma incerteza o acompanhasse.


Notas Finais


Aceito TODAS as críticas (xingamento não é crítica '-'), até gostaria de alguém que me ajudasse com os nomes, se tiver gostado do que leu, sei lá, manda mensagem pra mim


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