História The Game - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
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Tags Jogos
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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo 9


-Então onde estamos a ir? – João pergunta já impaciente.

-Podias te calar só por um minutinho? Seria pedir muito? A serio?! Já te disse que não sei!

-Não, não posso! Nem sei porque vim com vocês… Nem sabem para onde vamos, que bando de… - Eu interrompe-o já sem paciência para o ouvir mais.

-Ok! Ouve aqui, oh senhor “eu sei tudo”! Ninguém te obrigou a vir, por isso se não estas bem vai embora! Não estou aqui para te ouvir a reclamar de tudo e mais alguma coisa! Ou porque não é assim, ou porque não é para aí! “Não sabes fazer nada, dá cá que eu mostro como se faz!”. Eu sobrevivi sem a tua ajuda e ao contrario de ti, eu nunca foi magoado ou alvejado ou escaqueado ou sei lá o quê! Por isso cala-te e deixa-me pensar! Foi claro?!

-Transparente… - Eu sabia que ele não iria desistir e mais cedo ou mais tarde iria tentar tomar o poder, outra vez e iria perder novamente porque ninguém o iria deixar fazer o que ele quer.

Andamos horas no meio do deserto, sem casas nem carros e muito menos pessoas.

-Quantos é que acham que ainda estão vivos?- Ana finalmente rompe o silêncio.

-Não sei. Não tem como saber nem quantos é que vieram para aqui em primeiro lugar.

-Mas afinal qual é o objetivo deste maldito jogo?! – João pergunta. Finalmente podíamos ter uma conversa normal, como pessoas normais.

-Matar-nos uns aos outros?

-Mas com que finalidade? Só sobrar um? Mesmo que seja isso não faz qualquer sentido.

-Tenho que concordar com isso. – Digo ao pousar a mão no ombro do João mas ele olha de lado para mim e eu retiro logo a mão.

Volto a colocar a mão na perna do Raul, que ia nas minha costas. Ele brincava com o meu cabelo e cantava as suas canções, que eram como costume escritas pela mãe dele. Isso só me partia mais o coração, eu não posso garantir que conseguirei tomar conta dele, não até ao fim nem prometer que ele voltará a ver a sua família novamente. Eu estava com medo, não medo de não conseguir mas sim medo de não conseguir cumprir a promessa que fiz com ele.

Foi quando, impressionantemente o João me chamou e com uma cara preocupado perguntou:

-Estás bem? Precisas de te sentar? Talvez um pouco? – A sua mão tinha arranjado lugar no meu ombro, pela primeira vez ele tinha mostrado outro sentimento além de raiva e odio. Ele estava mesmo preocupado com o meu bem-estar, pelo menos parecia.

-Eu estou bem, apenas viajei nos meus pensamentos. – Ele consentiu com a cabeça mas ouviu o que eu disse a seguir, embora eu tenha sussurrado. – Pelo menos espero que assim seja…

Os seus olhos não saiam do meu corpo, era desconfortante para ser sincero mas agradecia a sua preocupação. A noite já havia começado a cair quando a Ana deu a ideia de descansarmos numa casa que estava perto de onde estávamos. Todos dissemos que sim sem pensar duas vezes.



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