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História The Game Of Destination - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Finalmente um POV da Sabrina!! Haha.
Aproveitem o capítulo, isso é apenas o início de tudo, muita coisa legal (pelo menos acho que seja haha) está por vim.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction The Game Of Destination - Capítulo 4 - Capítulo 4

POV Sabrina

Me despeço de Lilly e sua mãe pois já estava ficando tarde e precisava ir para casa, dona Anne surtaria se eu demorasse mais uma hora naquele local. Chamo um táxi pelo aplicativo e o aguardo em frente ao estabelecimento, logo o mesmo chega e entro cumprimentando o motorista, mas depois um silêncio se instala pelo veículo e passo a observar as ruas iluminadas através da janela. Chegando no meu destino, pago o senhor pela corrida e agradeço ao mesmo. Pego minhas chaves na mochila da escola, que ainda estava comigo por não ter voltado para casa desde as aulas, e entro em casa observando poucas luzes acesas. Pego meu celular no bolso da calça para verificar as horas e vejo que já se passam das 22hrs. Nossa, não imaginava que o tempo passasse tão rápido quando estava naquele hospital, com certeza minha mãe está com um sermão preparado para me receber. Coloco o celular de volta no bolso e tento ir silenciosamente para o meu quarto e quando estava prestes a subir o terceiro degrau da escada, escuto um pigarro e paro no mesmo lugar murmurando algum palavrão qualquer e me viro vagarosamente em direção a sala, de onde veio o som. Noto que Harry está sentado em uma das poltronas com um notebook em seu colo e olhando diretamente para mim como se esperasse alguma explicação.

- Harry, oi! – Forço um sorriso ao olha-lo que me lança um olhar semicerrado em resposta.

- Por que chegou tão tarde? – Pergunta sério.

- Tarde?! Qual é, Harry? São apenas 22hrs, não é como se eu tivesse passado a noite toda fora – Harry consegue ser pior que meus pais quando se trata de mim. Já estava prestes a subir as escadas novamente e relaxar com um longo banho pra tirar todo o cansaço do dia.

- Mas passou o dia inteiro fora – Disse como se fosse óbvio fazendo eu me virar para olha-lo de novo.

- Eu fui visitar a Lilly e estou exausta, não vou ficar aqui discutindo sobre isso. Boa noite e deixa de ser chato – Brinquei e logo voltei a subir, fazendo com que ele voltasse sua atenção para o notebook e murmurasse algo para mim. Abri a porta do meu quarto adentrando-o e colocando minha mochila em cima da cadeira que tinha ao lado dali. Coloco as chaves e celular em cima da escrivaninha e vou em direção ao banheiro. Começo a me despir e jogar as roupas no cesto no canto e entro no box ligando o chuveiro no quente para tentar relaxar e tirar toda a exaustão desse dia. Me enrolo em uma toalha e volto para o quarto, parando em frente ao meu closet e pego uma calcinha e uma camisa qualquer que roubei do Harry e as visto. Tinha pedido uma pizza enquanto visitava Lilly e por isso não estava com fome então já iria me deitar. Encaro o teto e suspiro frustrada, meu corpo não relaxa, minha mente é invadida por vários pensamentos desconexos e me vejo em mais uma noite longa pela frente. Eu não sabia ao certo se eu tinha algum problema com o sono, mas sempre era a mesma coisa, mesmo com o cansaço se apossando do meu corpo, minha cabeça não parava e meu corpo não me permitia relaxar, me fazendo revirar na cama por horas até que finalmente eu consiga adormecer. Depois de tanto demoro deitada, me levanto irritada e busco meu celular de volta na escrivaninha e percebo que são exatamente 1:27 da madrugada. Não querendo voltar para cama, desço até a cozinha em passos rápidos. Preciso de uma xícara de café ou vou acabar enlouquecendo. Ao contrário dos que outras pessoas falam da cafeína, ela não me deixa agitada, ela me acalma e aquece, me trazendo um conforto momentâneo mas que é o suficiente para algumas horas de sono. Às vezes exagero um pouco, mas é a única coisa que me relaxa e não há nada que faça com que eu deixe de tomar. Chego na sala e não encontro mais ninguém lá, apenas um escuro completo, mas por conhecer muito bem o cômodo, vou reto em direção a cozinha e acendo as pequenas luzes em cima da ilha de mármore e pego o pote de café pondo um pouco do pó na cafeteira e uma xícara logo a ligando e esperando ela terminar o processo para poder me deliciar com aquele líquido quente. Pego o recipiente e começo a beber rapidamente tomando cuidado para não me queimar. Me encosto na pia presente ali e me deixo ser levada pela sensação de aconchego que aquilo tanto me trás. Perco a noção de tempo e percebo que já tinha acabado com todo café que tinha ali, olho de relance para o vidro da cafeteira e percebo que ainda restava um pouco da bebida então vou lá buscá-la para tomar que ainda tinha mas leve um susto ao escutar uma voz vindo da entrada da cozinha e acabo derrubando o objeto que estava em minhas mãos.

- Que susto, Harry! – Me abaixo para catar os cacos grandes daquela peça de cerâmica e logo o vejo se agachar também.

- Desculpa, não queria te assustar – Comenta me ajudando a limpar tudo aquilo. – O que faz acordada essa hora? – Levanto o resto da xícara que tinha em mãos como se fosse óbvio – Isso eu sei, mas por que não está dormindo? Tem aula amanhã, não tem?

- Não consigo dormir, o café me ajuda com isso – Suspiro desistindo de tomar o restante do café e jogo os pedaços da cerâmica no lixo ali perto, sendo acompanhada pelo cacheado.

- Ainda está assim? – Pergunta me abraçando e depositando um beijo no topo da minha cabeça. Assenti vagarosamente enquanto retribuía o abraço rodeando sua cintura. – Vamos dormir – Ele me puxa em direção a escada me levando em direção ao meu quarto. Sempre que eu estava desse jeito, Harry me ajudava, me acalmava e dormia comigo, mas com sua ida à Londres, as coisas foram ficando difíceis para mim pois já não tinha mas ele comigo pra me auxiliar, apenas em suas férias que tinha tempo para isso. Vejo se deitar e logo o sigo, deitando minha cabeça em seu peito e recebendo um carinho em meu cabelo.

- Obrigada por isso – Sussurrei sem olha-lo. – Eu nunca te agradeci por sempre me ajudar nessa horas.

- Não precisa agradecer, sabe que sempre que precisar vou estar aqui para você. – Suspiro em resposta e me permito descansar, o que não seria difícil após uma xícara de café e o carinho que recebia de Harry.

{...}

Estava escuro e a chuva piorava tudo, eu corria desesperadamente através da floresta, minha cabeça latejava e apesar das gotas de água eu suava frio, eu não sabia onde queria chegar e muito menos de onde eu estava tentando fugir. A cada passo que dou, tudo ao meu redor vai escurecendo mais e mais, o desespero se alastra por meu corpo e meu coração acelera, minha respiração começa a falhar e então minha visão embaça. Sinto que tropeço em uma pedra e vou de encontro ao chão.

{...}

Desperto rapidamente em um sobressalto na cama, assustando Harry que estava ao meu lado, fazendo-o direcionar seus olhos verdes e arregalados para mim. Sinto que cada batida acelerada do meu coração, era um latejo em minha cabeça, eu estava ofegante e não conseguia respirar direto. Olho para o mais velho desesperada e aponto para o pequeno móvel ao seu lado da cama onde se encontrava a bombinha para asma. Logo ele me entrega, ajudando a usá-la devido as minhas mãos trêmulas.

- Calma, respira fundo e me conta o que aconteceu – Harry fala devagar enquanto aguarda minha respiração voltar ao normal e enxugava algumas lágrimas que eu só percebi quando seus dedos quentes tocaram o meu rosto. A dor de cabeça me fazia fechar os olhos diante da claridade que começava a se fazer presente através da janela que tinha uma fina cortina branca.

- Foi só um pesadelo – Suspiro forte colocando uma mão na testa na tentativa de fazer aquilo parar de doer, removo alguns fios de cabelo que estavam grudados e olho para o despertador ao lado. – Tenho que ir à escola – Me levanto rapidamente e me arrependo no mesmo instante, uma tontura me atinge fazendo com que eu feche os olhos para que não caia ao chão.

- Ei, olha para mim – Sinto as mãos de Harry só meu redor segurando-me para que eu não caia. Encosto minha testa em seu peito e respiro fundo – Você não tá bem, não pode ir desse jeito. – Aos poucos direciono meu olhar ao seu, encarando suas íris verdes. Sinto meu corpo se estabilizar e me solto dos seus braços, indo em direção à escrivaninha e pegando um remédio para melhorar a dor que me incomodava, faço esforço para engoli-lo apenas com a saliva e encaro a figura presente ao me lado.

- Foi só um mal estar, logo passa, só preciso de um banho pra melhorar. Não posso faltar aula, tenho algumas avaliações se aproximando e não posso perder assunto. – Vejo-o me reprovando com o olhar e antes que fale algo, te interrompo com um abraço – Obrigada por hoje e por se preocupar, mas não precisa, eu vou ficar bem. Me espera lá em baixo para um café? – Ele me encara sério mas logo suspira e murmura um ok e me deixa sozinha no quarto.

Me arrumo rapidamente para escola pois vejo que tinha perdido a hora ao acordar, me sento na cadeira de frente a escrivaninha e encaro o espelho de mesa percebendo o quão horrível eu me encontrava. Olheiras fundas e escuras destacavam-se em minha pele que se encontrava pálida, meus lábios estavam secos e um pouco rachados, então opto por usar maquiagem para esconder tudo aquilo. Depois de pronta, pego minha mochila e reforço o hidratante labial que estava usando e logo guardo em um bolso qualquer, pego meu celular e chaves e desço para a cozinha.

-Bom dia – Cumprimento todos os três presente ali logo me junto a eles nos bancos da ilha sorrindo para Harry ao meu lado esquerdo.

- Bom dia, queria. Dormiu bem? – Pergunta meu pai depositando um beijo em minha cabeça.

- Sim – Minto sem querer olhar em seu rosto. Sinto que meu irmão me encara incrédulo por ocultar a verdade e observo-o de relance, pedindo silenciosamente para que não contasse nada. Pego uma xícara e quando estava prestes a preenche-la com café, Harry a tira de mim e põe um copo com suco de laranja em minha frente. Logo o encaro desentendida.

- Acho que já tomou café demais por hoje – Sussurra para que apenas eu o escutasse já que nossos pais estavam entretidos em algum noticiário que passava na TV da sala. Suspiro em resposta mas não vou contraria-lo. Pego o suco e começo a tomar silenciosamente enquanto também como algumas panquecas. Sinto que aos poucos minha cabeça para de latejar mas a dor ainda se faz presente, me deixando com alguns resquícios da tontura. Observo a hora em meu celular e percebo que estou atrasada. Deixo o prato pelo metade e volto ao banheiro para escovar os dentes e retorno a sala logo depois para pegar minha mochila.

- Não vai comer mais? – Escuto minha mãe perguntar da cozinha.

- Não, estou atrasada. Até mais! – Grito para que todos escutem pois já estava saindo pela porta da frente.

Não demoro muito e logo estou em frente ao colégio, um pouco ofegante por ter corrido, mas tudo bem, era necessário pois não queria ficar de fora das aulas. Chego na entrada do local e percebo que não tem mais ninguém vagando pelos corredores, merda. Chego em frente a sala que se passava a minha primeira aula e já escuto a voz do professor de história. Com cautela, bato na porta esperando ela ser aberta, logo escuto um silêncio a porta se abre me permitindo ter a visão do Sr. Montgomery e da sala completamente cheia. Escuto o seu pigarro e rapidamente volto a encara-lo.

- Desculpa pelo atraso, Sr. Montgomery, posso entrar? – Pergunto com certo receio. Era difícil ele liberar a entrada de algum aluno após o início da sua aula, mas não custava nada arriscar. Ouço um suspiro da sua parte e logo ele libera minha passagem – Obrigada – Esboço um pequeno sorriso e quase corro em direção ao meu lugar, ao lado de Spencer e Paige que seguravam um riso para não chamarem a atenção do professor. – Não riam – Digo entre dentes fazendo com que eles rissem mais, atraindo a atenção de alguns alunos e me deixando um pouco constrangida por tantos olhares. – Eu juro que mato vocês qualquer dia desses. – Comentei rindo fraco e me sentando.

Só quando pude respirar fundo, percebi a volta daquela dor de cabeça e me arrependo de ter corrido. Após alguns minutos de aula sinto que estou prestes a explodir de tanta dor e abaixo minha cabeça, tentando amenizar tudo aquilo pois ainda era só o começo daquele dia, não podia passar mal de novo, então procuro por algum remédio em minha mocha e vejo que não tinha nada ali que pudesse me ajudar, apenas uma garrafinha de água. Pego-a tomando um longo gole dela e suspiro frustrada por saber que vou ter que aguentar aquilo pelo resto do dia.


Notas Finais


Obrigada por ler <3
Perdoem os erros ortográficos.


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